Radio Evangélica

terça-feira, 12 de abril de 2016

Projeto eleva penas de quem usa crianças para crimes

Senador Raimundo Lira,
Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
O Projeto de Lei do Senado (PLS 358/2015), do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) propondo alteração no Código Penal para aumentar as penas previstas para os adultos que utilizam crianças ou adolescentes para a prática de crimes, foi destaque esta semana na TV Senado. A proposta já tem relatório favorável do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
“Nossa proposta é que responda pelo crime o adulto que coagir, instigar, induzir, auxiliar, determinar ou, por qualquer outro meio, fizer com que o menor de 18 anos pratique fato definido na legislação como tipo penal, aproveitando a solução proposta pela Comissão de Juristas que redigiu o anteprojeto do novo Código Penal” argumentou o Senador Raimundo Lira.
Conforme prevê o texto, a pena do adulto que usar crianças para prática de crimes será aumentada em pelo menos 50% e até dois terços. “Se o fato praticado pela criança ou adolescente estiver listado no rol dos crimes hediondos, fazemos expressa disposição no sentido de que o adulto sofra também as consequências previstas na Lei nº 8.072, de 1990 (lei que tipifica os crimes hediondos)”, argumento o parlamentar paraibano.


MaisPB

Presidente da Câmara anuncia oficialmente o cronograma de votação do impeachment de Dilma

Votação deverá estar concluída por volta das 21 horas de domingo, segundo a estimativa de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha: ordem de chamada para a votação do impeachment
 será definida com base na lei e no Regimento
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou nesta terça-feira (12) em Plenário o cronograma de votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Na sexta-feira (15), às 8h55, será aberta sessão no Plenário para discutir o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO),aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment.
Os autores do pedido do impeachment — os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal — terão um prazo comum de 25 minutos para expor os seus argumentos. Em seguida, haverá 25 minutos para a defesa de Dilma, que poderá ser feita por ela pessoalmente ou por um procurador.
Depois, falarão os líderes de partidos representados na Câmara, seguindo a ordem da maior para a menor bancada. Serão realizadas sessões sucessivas até que todos eles tenham concluído as suas falas, entrando pela madrugada de sábado. "Ficaremos 24 horas no ar", disse Cunha.
Às 11 horas do sábado (16), começará uma nova sessão para continuar a discussão do parecer. Os deputados inscritos na véspera terão três minutos, cada um, para falar. Haverá sessões sucessivas até que todos falem. Poderá, entretanto, ser apresentado requerimento de encerramento de discussão.
No domingo (17), a partir das 14 horas, acontecerá a sessão de votação do parecer. O relator Jovair Arantes terá 25 minutos para se pronunciar e os líderes falarão em seguida. O início da votação está previsto para as 15 horas, e cada deputado terá apenas 10 segundos para manifestar o seu voto ao microfone. Durante a votação, não serão permitidos encaminhamentos dos líderes nem apresentação de questões de ordem pelos deputados.
Cunha disse esperar que a votação esteja concluída por volta das 21 horas.

Questionamentos
Após o anúncio de Cunha, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) pediu que a Câmara disponibilize perícia médica para evitar a apresentação de atestados médicos falsos por parte de parlamentares que, segundo ele, poderiam usar esse subterfúgio para se ausentarem da votação do impeachment. Cunha disse que responderá posteriormente.

Já o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) quis saber qual será a ordem de chamada dos deputados. Cunha reafirmou que uma decisão a esse respeito será anunciada em Plenário, antes da votação, de forma transparente e seguindo rigorosamente as leis e o Regimento Interno da Casa.
Cunha classificou como “bobagem” a tese, defendida por aliados de Dilma, de que o início da votação pelos deputados da Região Sul poderia abrir um placar favorável ao impeachment e influenciar os votos dos parlamentares que votassem depois. “Influenciar o quê? Todos os deputados vão ser chamados, todos vão exercer o seu direito ao voto e vão chegar decididos”, afirmou.

Questões políticas
Em entrevista coletiva no Salão Verde após o anúncio do cronograma do impeachment no Plenário, repórteres pediram a Cunha para comentar a tese de Dilma de que ele e o vice-presidente da República, Michel Temer, estariam conspirando para tirá-la do cargo.

“Se alguma conspiração existe, pode ser do povo, não será nunca da nossa parte. Estamos comprometidos única e exclusivamente com o respeito à Constituição, à lei e ao Regimento da Casa — o que me parece que está sendo contestado em relação a ela, porque existe a acusação e vai ser decidida a abertura ou não do processo justamente por descumprir as leis e a Constituição. Seria ótimo que também fosse esse [cumprir as leis] o mesmo propósito dela”, respondeu o presidente da Câmara.
A pedido dos jornalistas, Cunha também comentou as críticas de integrantes do PT à possibilidade de haver conflitos pelo fato de a votação do impeachment acontecer num domingo, quando haverá mais manifestantes nas ruas. “Pior seria adiar ou fazer num dia útil, com pessoas trabalhando e a Esplanada ocupada. No fim de semana, há mais condições de dar segurança a todos”, explicou.


Agência Câmara de Notícias

'Lamento que Dilma esteja perdendo o equilíbrio', diz presidente do PMDB

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente do partido
Foto:Pedro Ladeira-13.ago.2015/Folhapress
Escalado para rebater os ataques do governo ao vice-presidente Michel Temer, o senador Romero Jucá (RR), atual presidente do PMDB, afirmou nesta terça-feira (12) lamentar que a presidente Dilma Rousseff esteja "perdendo a serenidade" e o "equilíbrio" ao colocar, segundo ele, a culpa em outras pessoas dos erros cometidos pelo próprio governo.
Nesta manhã, Dilma chamou Temer de "golpista" e de "chefe conspirador". O tom mais duro contra o vice foi adotado pela presidente após o vazamento, nesta segunda (11), de um áudio em que o peemedebista falava como se o impeachment tivesse sido aprovado pelo plenário da Câmara. A votação está marcada para este domingo (17).
"Eu diria que é apelação, perda de equilíbrio. [...] Lamento que a presidente Dilma esteja perdendo a serenidade e esteja tentando culpar outras pessoas pelo desacerto do seu próprio governo. Se a presidente quer procurar pessoas que atrapalharam o governo, ela deve olhar para dentro do governo. O governo está pagando pelos erros que cometeu. Não é o presidente Michel Temer, não é nenhum membro do Congresso que tá fazendo alguma ação deliberada" disse Jucá.
O peemedebista comparou a estratégia petista de afirmar que o impeachment em curso é um golpe ao que foi feito pelo ex-presidente Fernando Collor em 1992, quando ele também enfrentou o mesmo processo no Congresso. Para Jucá, esse discurso já é "batido".
"Os erros do governo, os crimes do governo é que levaram ao processo de impeachment, não foi ninguém de fora que fez com que o governo fizesse tudo que fez. Portanto, apelar e tentar reduzir tudo isso a dizer que é um golpe é a mesma tentativa que fez Fernando Collor em 1992 no que diz respeito ao seu impeachment. Portanto, é um enredo batido, é um enredo copiado e que não deu certo. Era melhor que a presidente tivesse um pouco mais de equilíbrio e análise das suas próprias limitações", disse.
Em seu discurso pela manhã, Dilma afirmou que Temer lançou mão da "farsa do vazamento" ao ter distribuído a gravação entre correligionários. Para ela, o vazamento foi "deliberado" e "premeditado", além de ter demonstrado a "arrogância" e "desprezo" do peemedebista que, de acordo com ela, subestimou a inteligência do povo brasileiro.
Para Jucá, o processo de impeachment em curso na Câmara teve o aval do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi proposto por juristas de renome nacional, o que demonstra a sua legitimidade.
O peemedebista também rebateu a ideia do Palácio do Planalto, divulgada pelo ministro Jaques Wagner (Gabinete Pessoal) nesta segunda, de queTemer deveria renunciar ao cargo caso Dilma consiga uma vitória no Congresso.
"Eu acho que querer propor a renúncia do presidente Michel Temer é querer imolar alguém que não tem culpa no cartório. Se o ministro Wagner tiver que propor a renúncia de alguém, o melhor para o Brasil seria que ele propusesse a renúncia da presidenta Dilma. Não sei se ele vai conseguir convencê-la", disse.
O vice-presidente tomou conhecimento das declarações de Dilma durante um almoço com o ex-ministro Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu.
Um assessor do vice mostrou uma reportagem com o discurso de Dilma e Temer afirmou que não iria responder pessoalmente, mas que Jucá poderia falar como presidente do PMDB. A linha do discurso foi fechada entre os aliados de Temer, que afirmam que a fala de Dilma mostra que "quando terminam os argumentos, começa a agressão".
Segundo Jucá, a cúpula do partido está trabalhando para que a bancada na Câmara "possa votar o mais unida possível" e disse esperar que o processo tenha uma rápida tramitação no Senado, o que dependerá das decisões que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda aliado do governo, tomar.
"Eu espero que o presidente Renan possa conduzir dentro da linha de direito de defesa, dentro da linha de cumprimento do regimento, mas levando em conta a urgência e as condições de dificuldade que o Brasil vive hoje. Portanto uma rápida solução é muito importante para que o país comece a reagir", disse. 


Por Mariana Haubert e Marina Dias para a Folha de São Paulo

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Para Cunha, resultado na Comissão do Impeachment 'não tem nenhuma surpresa até agora'

Presidente da Câmara disse que passou o dia 'formatando' os procedimentos da votação em plenário, que serão repassados para líderes partidários durante reunião marcada para esta quarta-feira

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avaliou que o resultado da votação do parecer pró-impeachment na Comissão Especial nesta segunda-feira, 11, não representa "nenhuma surpresa" para ele.
Cunha também confirmou que o documento começará a ser discutido no plenário da Casa na próxima sexta-feira, 15. A ideia é que as discussões durem até sábado, 16, para que a sessão de domingo, 17, já comece diretamente com a votação de fato.
"Resultado não tem que achar nada, resultado é resultado. Pelo que vocês falavam na imprensa era (esperado)", afirmou. "Não tem nenhuma surpresa até agora", emendou após insistência dos jornalistas sobre a opinião dele.
O parecer favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff foi aprovado por volta das 20h30 desta segunda-feira por 38 votos a 27. Não houve nenhuma abstenção. Dez partidos votaram a favor do parecer de Jovair e 10, contra. Outros quatro siglas liberaram o voto da bancada.
Procedimentos. O presidente da Câmara explicou que o parecer será lido na sessão plenária desta terça-feira, a partir das 14 horas, o que deve tomar toda a sessão. A partir de então, o documento será publicado no Diário Oficial da Câmara na quarta-feira e votação começará na sexta-feira.
Cunha explicou que, no início da discussão, abrirá espaço para que os juristas que elaboraram o pedido de impeachment (Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal) e a defesa de Dilma falem no plenário. Só depois começará a fala dos parlamentares.
O peemedebista disse que passou todo o dia de hoje "formatando" os procedimentos da votação, que serão repassados para líderes partidários durante reunião marcada para esta quarta-feira. "Vamos cumprir rigorosamente a lei", disse.
Ele afirmou que dará até um hora para que até cinco representantes de cada partido falem - diferente do que ocorreu no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, quando houve acordo para reduzir o número de falas.
Ausentes. Cunha confirmou que a ausência dos deputados será ressaltada por ele em plenário e que os ausentes serão chamados uma segunda vez. "Cada um arcará com o ônus político de estar ausente", afirmou, prevendo, contudo, que "quase a totalidade" dos deputados comparecerão.
O peemedebista voltou a dizer que fará a chamada dos deputados por Estado de acordo com o regimento. Nos bastidores, fala-se que o peemedebista chamará primeiros os Estados que votam a favor do impeachment, para tentar influenciar a decisão dos outros que tendem a votar contra.
Cunha ainda rebateu a tese de governistas de que ele deveria seguir o modelo adotado na votação do impeachment de Collor. Segundo ele, naquela época, não havia previsão regimental de chamada, que só foi estabelecida dois meses após a votação.
"Essa historia de criar confusão sobre a ordem de chamada é porque talvez esteja com dificuldade de voto, ai consequentemente quer disfarçar para criar uma celuma qualquer. Então, vai ser aquilo que regimento prevê interpretado forma correta", disse.


Por Igor Gadelha para o Estado de S. Paulo

Aguinaldo Ribeiro defende Dilma na comissão do impeachment

"Não há crime de responsabilidade. Eu posso dizer que jamais vi conduta da presidente Dilma que não seja de pessoa honrada", disse ele

Aguinaldo Ribeiro (Foto: Reprodução)
A comissão especial que analisa o relatório pró-impeachment iniciou por volta das 15h30 o período para a fala dos líderes, quatro horas após o início dos trabalhos. Os debates por questões regimentais tomaram duas horas da reunião. Antes, falaram o relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. O deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro, líder do PP na Casa, defendeu a presidente Dilma e alegou não haver indícios de crime de responsabilidade.
"Não há crime de responsabilidade. Eu posso dizer que jamais vi conduta da presidente Dilma que não seja de pessoa honrada. Se tivesse evidência de crime de responsabilidade eu seria o primeiro a votar contra. Mas crime de responsabilidade não pode haver dúvida, e esse não é o caso", afirmou.
O líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), reconheceu a divisão na bancada e alertou que os deputados do partido estão liberados para votar como quiserem na comissão especial. A bancada ainda vai se reunir para discutir a posição durante a votação em Plenário.
Picciani ressaltou que a possibilidade de impedimento da presidente Dilma Rousseff, que foi eleita por 54 milhões de votos, é um fato “gravíssimo”. “Seja qual for a posição que tenhamos aqui, devemos ter a clareza dos argumentos, clareza da nossa decisão e da consequência da nossa decisão não só para o presente, mas para o futuro e também para o julgamento da História”, afirmou.
O líder referiu-se ainda ao muro, erguido na Esplanada dos Ministérios para dividir manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. Para Picciani, o muro seria a concretização de um país dividido, em que a política brasileira passou a despertar paixões dos dois lados. “Criou-se a paixão, mas é preciso usar da razão, para que a gente não perca de vista tudo o que se conquistou no País desde a redemocratização e aonde queremos levar o País”, afirmou.
Para ele, faltou a Aécio Neves a resignação de aceitar o resultado das urnas. “Faltou colocar o Brasil acima da ambição pessoal de cada um. Continuaram a incendiar o Brasil sobre uma tentativa de deslegitimar o processo eleitoral”, criticou o líder do PMDB.
O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), voltou a afirmar que o impeachment que se tenta votar na comissão especial é uma tentativa de golpe, pois, na sua avaliação, os decretos que autorizaram despesas orçamentárias sem o aval do Congresso e as edaladas fiscais não podem ser considerados crime de responsabilidade.
“Para a presidenta Dilma ser derrubada, tem de ter crime de responsabilidade e não há. Não há nenhum outro crime em juízo, salvo as diferenças políticas dos deputados favoráveis ao impeachment e do deputado Jovair [Arantes, relator do impeachment]”, afirmou.
Afonso Florence reafirmou ainda que a comissão foi criada num ato de vingança do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, que aceitou a denúncia depois da declaração de voto contrário do PT no Conselho de Ética.
O líder petista disse ainda que os opositores da presidente querem retroceder em progressos sociais. “É o ataque à democracia e a retirada de conquistas sociais”, acusou. Ele foi interrompido por gritos de protesto do lado contrário mais de três vezes. “Em todas as oportunidades em que a verdade aqui é dita, a tropa de choque do golpe age dessa forma”, rebateu o petista.

Processo de votação

Mais cedo, em resposta a questão de ordem de deputados, o presidente da Comissão Especial do Impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), decidiu que a votação, em princípio, será ostensiva e simbólica, ou seja, o presidente encaminhará da seguinte forma: “os deputados favoráveis ao parecer do relator permaneçam como se encontram”.
Caso haja dúvidas sobre o resultado, a votação será feita pelo processo nominal, por meio do painel eletrônico. Em caso de empate, prevalecerá o voto do Relator.
Durante o processo de votação, caso o deputado titular da comissão não esteja presente será designado o suplente do mesmo bloco parlamentar e não do partido, seguindo a ordem do registro de presença na comissão.
A comissão tem 65 membros e é preciso maioria simples para aprovação do relatório de Jovair Arantes (PTB-GO). O relatório pede a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff por crime de responsabilidade.



Portal Correio

Wagner sugere que Temer renuncie caso impeachment seja derrotado na Câmara

Imagem: Internet/Reprodução
O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse que, após o vazamento do áudio em que o vice-presidente Michel Temer fala como se o processo deimpeachment já tivesse sido aprovado pela Câmara dos Deputados, só restaria a ele renunciar, caso os deputados não deem prosseguimento à denúncia.
De acordo com Wagner, Michel Temer se precipitou ao fazer a gravação, e teria intenção de vazar propositalmente a mensagem de voz. "[Temer] macula sua própria história, rasga a fantasia e assume papel que antes poderia estar escondido, de patrocinador do golpe. Não me consta que ele tenha bola de cristal. [Na] votação de domingo,
ele pode ficar desmentido e um pouco sem saída. Uma vez desmentido, só restaria renúncia", afirmou Wagner.

O ministro conversou com jornalistas após a comissão especial do impeachment na Câmara aprovar, por 38 votos a 27, o relatório favorável ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Wagner,  “depois de assumir a conspiração,  uma vez derrotada  [a conspiração], vai ficar um clima insustentável”.
No áudio, classificado por Temer como mensagem de “palavra preliminar à Nação brasileira”, o vice-presidente diz que precisa estar preparado para, caso os senadores decidam a favor do impeachment, enfrentar os “graves problemas que afligem” o Brasil, mas lembra que a decisão do Senado deve ser aguardada e respeitada. No comunicado, ele pede a pacificação do país, diz que é preciso um governo de “salvação nacional”, com colaboração de todos os partidos para sair da crise, e defende apoio à iniciativa privada como forma de gerar investimentos e confiança no Brasil.
Jaques Wagner disse que a presidenta Dilma Rousseff ficou “perplexa” com o áudio, assim como os demais representantes do governo, já que, nas palavras dele [Wagner], Temer é um “companheiro de chapa que nunca disse sequer que rompeu com o governo”. Para o ministro, o vice-presidente deveria no “mínimo, ter a grandeza ou a inteligência” de Itamar Franco, que assumiu a Presidência como “consequência” do impeachment de Collor, em 1992.
"Assim como a carta, na minha opinião não foi vazamento. Na minha opinião, alguém, algum assessor dele, que eu não sei quem é, imaginou que isso poderia criar um espírito do 'Já ganhou', e portanto, ser passado assim. Tanto que ele diz que enviou equivocadamente. Não fica muito bem para o vice-presidente da República que pretende ser presidente indireto dizer que se equivocou", disse Wagner. O ministro afirmou ainda que, com o fato, Temer “conseguiu o que pode ser o tiro de misericórdia no processo do impeachment”.
Segundo o ministro, os 27 parlamentares que votaram contra o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), são "heróis da democracia. Os contra o governo, ou se preferirem, os que pregam esse golpe dissimulado, podem comemorar o número, mas eles têm consciência que esse número não dá a eles o resultado que gostariam", disse Wagner, acrescentando que outros dois deputados declaradamente contrários ao impeachment, não puderam votar por motivos de saúde e orientação da bancada.

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

Edição: Jorge Wamburg

domingo, 10 de abril de 2016

Manuel Junior e Cássio tem encontro neste segunda em Brasilia para buscar acordo entre PMDB/PSDB na capital

O deputado Federal Manuel Junior (PMDB) anunciou neste domingo (10) que tem encontro definitivo com o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) em Brasília neste segunda-feira para discutir a sucessão em João Pessoa e estabelecer a possibilidade de uma coligação entre PMDB e PSDB ainda no primeiro turno.
O deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), afirmou que espera contar com o apoio do PSDB nas eleições municipais na Capital paraibana. O PSDB desistiu da candidatura própria e ainda não anunciou quem irá apoiar no pleito que se aproxima.
Manoel Júnior elogiou o PSDB afirmando que o partido tem musculatura para indicar um candidato próprio, mas que por ter achado melhor não concorrer diretamente ao pleito, ele já tem conversado com o senador Cássio Cunha Lima sobre a ‘importância desta aliança’.
As conversas, de acordo com o deputado, também aconteceram com o PSC e o PTB, que também tem pré-candidatura lançada, o deputado federal Wilson Filho.
O peemedebista ainda negou que a aliança com o PSDB agora esteja atrelada a um possível apoio a Cássio para o governo do estado em 2018. De acordo com Manoel Jr. as conversas estão sendo feitas para construir um arco de alianças, acrescentando que não está trocando cargo ou gratificação em troca de aliança.
O deputado também acredita que o projeto do PSDB não tem convergência com o do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD) e aproveitou para fazer críticas ao prefeito.
O deputado federal e pré-candidato a prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), afirmou que espera contar com o apoio do PSDB nas eleições municipais na Capital paraibana. O PSDB desistiu da candidatura própria e ainda não anunciou quem irá apoiar no pleito que se aproxima. 
Manoel Júnior elogiou o PSDB afirmando que o partido tem musculatura para indicar um candidato próprio, mas que por ter achado melhor não concorrer diretamente ao pleito, ele já tem conversado com o senador Cássio Cunha Lima sobre a ‘importância desta aliança’.
As conversas, de acordo com o deputado, também aconteceram com o PSC e o PTB, que também tem pré-candidatura lançada, o deputado federal Wilson Filho.
O peemedebista ainda negou que a aliança com o PSDB agora esteja atrelada a um possível apoio a Cássio para o governo do estado em 2018. De acordo com Manoel Jr. as conversas estão sendo feitas para construir um arco de alianças, acrescentando que não está trocando cargo ou gratificação em troca de aliança.
O deputado também acredita que o projeto do PSDB não tem convergência com o do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PSD) e aproveitou para fazer críticas ao prefeito.


Polemica Paraíba

Cristãos indianos sofrem preconceito

Apesar de possuírem uma melhor qualificação profissional, os cristãos são rejeitados e o número de desempregados entre eles aumenta a cada dia

De acordo com a Organização Nacional de Amostra de Inquéritos (ONAI), uma pesquisa social foi realizada na Índia apontando que os cristãos sofrem mais com o desemprego em comparação com outros grupos religiosos. A taxa de desemprego para os cristãos na comunidade situou-se em 4,5% em aldeias e 5,9% em cidades e vilas. Os muçulmanos vêm em seguida, com uma taxa de desemprego de 3,9% na área rural e 2,6% em áreas urbanas.
Um dos analistas de perseguição da Portas Abertas comentou: "A taxa de desemprego na Índia não é algo tão preocupante. Há diversos países com uma taxa bem maior. A questão é que os cristãos não estão sendo aceitos nos empregos e então essa taxa passa a ser notável, já que eles possuem uma ótima qualificação para as vagas disponíveis. Entre os cristãos há um maior percentual de profissionais com nível superior. Há sim um preconceito declarado, caso contrário teríamos que assumir que a Índia prefere um nível educacional mais baixo", enfatiza o analista.
Índia está em 17º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa deste ano e teve um aumento considerável da violência contra os cristãos, principalmente por parte dos extremistas hindus, seguido por extremistas muçulmanos. Os incidentes ocorrem quase diariamente, igrejas e casas de cristãos são destruídas, líderes religiosos são presos, espancados e mortos, e não há quem os defenda por conta da impunidade judicial. Apesar de todas as tendências preocupantes, a igreja indiana se mantém firme em sua vocação, pregando o evangelho, suportando a perseguição com coragem e guardando a fé, acima de tudo. Ore pelos cristãos indianos.


Portas Abertas

'Eleitor não precisa aguentar o governo', diz ministro do STJ

Um dos decanos do tribunal, João Otávio de Noronha rechaça argumentos governistas de que impeachment é golpe – e defende a conduta do juiz federal Sergio Moro

O ministro do Supremo Tribunal de Justiça,
João Otávio de Noronha
(Roberto Jayme/ASICS/TCE/Divulgação)
Um dos decanos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde veste a toga há quase 13 anos, o mineiro João Otávio de Noronha deixou para trás no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o turbulento processo que pode levar à cassação da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. Ex-relator da ação de impugnação de mandato eletivo (Aime), teve de insistir para que as avassaladoras provas colhidas na Operação Lava Jato pudessem embasar o caso que, se o processo de impeachment não prosperar no Congresso, é considerado a pedra de toque para a depuração da política brasileira. Ex-corregedor da Justiça eleitoral, Noronha recebeu o site de VEJA na última segunda-feira em seu gabinete em Brasília e defendeu o instituto do recall nas eleições, disse que as discussões para a retirada de Dilma do poder não podem ser classificadas como "golpe" e resumiu: "O eleitor não precisa aguentar o governo". A seguir, os principais trechos da entrevista.

O impeachment nem foi votado e o governo já fala em recorrer à Justiça. Isso é válido? O Brasil passa por um conflito político que há muito tempo não víamos. Há um processo de impeachment que tramita onde tem que tramitar, no Congresso Nacional, e que está baseado na Constituição Federal. A decisão dos parlamentares é soberana e não pode ser revista sequer pelo Poder Judiciário ou pelo Supremo Tribunal Federal. O impeachment nada mais é do que um processo político e constitucional de impugnação ao mandato da presidente da República.

Como avalia o discurso de que o impeachment seria golpe? Não é golpe de modo algum. Não pode ser golpe a aplicação dos institutos previstos na Constituição da República. O juízo de admissibilidade é político e é do Congresso Nacional. Se não sair o impeachment, ainda restarão abertas as portas do Judiciário no TSE. E nem venham me dizer que isso é golpe.

O argumento é o de que estão tentando reverter a vitória da presidente nas urnas. A votação obtida pela presidente Dilma Rousseff dá a ela uma presunção de legitimidade, mas não uma presunção absoluta. Isso quer dizer que, quando se prova a utilização do poder político ou quando recursos econômicos ilegítimos foram empregados para ganhar a eleição, comprovamos que a vontade popular foi viciada. Teríamos o mesmo resultado se a ética e a lei tivessem sido seguidas? A resposta sempre é negativa.

É o caso da campanha da presidente Dilma? Jamais vi na história do Brasil - e me aproximo dos 60 anos - uma eleição tão dividida, tão polarizada e com acusações tão graves. Fico triste de ver que as empresas estatais tenham sido utilizadas, segundo as denúncias, para financiar campanhas políticas. Isso é estarrecedor porque o poder econômico é utilizado de uma forma ilegal, com desvio de verbas de empresas controladas pelo governo. A Constituição não dá um salvo-conduto para prática de atos imorais, criminosos e ilegítimos. A presidente da República é uma cidadã e como tal deve ser responsabilizada pelos atos que pratica.

As discussões sobre o momento político são acompanhadas por críticas ao juiz Sergio Moro. O senhor acha que ele atua como justiceiro? Essas críticas são muito levianas. O juiz Moro é decente e correto. Não vi nenhum inocente preso até hoje por ele e quero que me apontem onde estão esses inocentes. Não vi nenhuma perseguição feita por ele. Tudo corria bem até que ele pegou um determinado figurão petista, que passou a receber o apoio de ministros dos mais variados setores no Judiciário brasileiro. Se há indícios de que ele praticou ilícitos, por que ele não pode ser tratado como os demais? Onde está escrito na Constituição que ele merece tratamento diferenciado? Um dos críticos disso, o ministro Marco Aurélio Mello, vivia dizendo no Supremo e principalmente no Tribunal Superior Eleitoral que o processo não se julga pela capa. Se não se julga pela capa ou pelo nome da parte processada, por que dar tratamento diferenciado a um ex-presidente da República? Por que nessa hora vai olhar a capa do processo e não olha a capa quando o processado é o Joaquim da Silva ou o José Pereira do interior? Tenho o maior apreço e respeito pelo trabalho que o juiz Moro está fazendo. Ele é digno de elogios.

O senhor compartilha da tese de que o petrolão foi um projeto criminoso de poder? Há uma coisa muito grave na República Federativa do Brasil e que envolve autoridades políticas antes intocáveis. Agora o amadurecimento da democracia nos levou a investigar a todos. De pouco tempo para cá todos respondem por aquilo que fizeram. O Brasil mostrou sua maturidade democrática quando, por exemplo, o juiz Sergio Moro teve essa coragem e precisava ter de chegar aos intocáveis. Não temos que temer ninguém. Não temos que temer o grito de ninguém, seja quem for que esteja a gritar. Ninguém pode se achar intocável ou acima da lei. Como juiz, tenho orgulho de ver que este moço teve a coragem necessária para desvendar o que subjaz atrás de todo esse esquema de corrupção. Entre os investigados, ninguém diz 'eu não fiz, eu não pratiquei'. Só se diz 'a ação foi ilegal'. Ninguém contesta os fatos e nem há como contestar fatos que restaram gravados e divulgados e cujas vozes eram publicamente conhecidas.

A recente decisão do STF de executar sentença e permitir prisões já em segunda instância ajuda no combate à corrupção? Temos que interpretar até onde deve ir a presunção da inocência. Quando a interpretação da presunção da inocência importa no juízo absoluto de impunidade, como vinha acontecendo, não se estava assegurando nenhuma garantia constitucional, e sim burlando a garantia constitucional. Uma decisão proferida por um juiz de primeiro grau, confirmada por um tribunal, significa que já temos dois pesos no sentido da culpabilidade. Não me parece razoável que a execução da pena possa ser postergada e retardada em razão de um simples recurso ao tribunal superior. Caberá ao Supremo e ao STJ analisar caso a caso se a prisão pode causar um dano irreparável. É um recado claro de que acabou a impunidade com fundamento em meras questões formais.

Na posse de Lula, Dilma atacou Moro e criticou as manifestações de ruas. Chegou a comparar os acontecimentos ao início do nazismo. A presidente Dilma deve estar muito atordoada e não sabe o que está falando. Conheço uma série de cidadãos que foram para as ruas porque estão descontentes, porque se sentiram ludibriados pela política e pelo discurso de campanha não cumprido. Eles foram às ruas porque, no dia seguinte à proclamação do resultado do segundo turno, tínhamos uma ação totalmente diferente daquela pregada. Nas manifestações pró-governo, vi notícias de ônibus vindo do interior para trazer manifestantes, manifestantes recebendo dinheiro. Há uma diferença muito grande entre uma manifestação e outra. Uma é induzida, organizada. A outra é natural. Todo mundo sabe o que foram as manifestações pró-impeachment. O povo elege e não pode tirar? Lamentavelmente a nossa Constituição não criou um instituto para isso.

O senhor defende em um referendo ou recall do mandato? Talvez fosse o caso de o impeachment nem ser decidido pelo Congresso, mas diante de uma consulta pública à população, como um recall. Esse é o meio mais democrático de se fazer. Aí ninguém vai ter coragem de falar em golpe. Todos nós sabemos o motivo do desagrado com o governo. Temos um país em uma situação crítica. Depois de muitos anos de estabilidade econômica, temos um país economicamente em estado de desastre, com déficit orçamentário, inflação retomando, desemprego. Temos uma situação econômica desastrosa e nos últimos 20 anos não tínhamos visto isso. O eleitor não precisa aguentar isso. Como não temos um recall, o remédio previsto na Constituição é o impeachment.


Por Laryssa Borges para a Veja

sábado, 9 de abril de 2016

Manoel Júnior diz que Dilma praticou crime de responsabilidade e improbidade administrativa

O deputado federal pelo PMDB é pré-candidato a prefeito de João Pessoa, afirmou durante entrevista aos Programas Rádio Verdade e Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta sexta-feira (8) que está convicto de que a presidente Dilma  praticou crime de responsabilidade e improbidade administrativa, “ e por isso sou favorável ao impeachment  da presidente Dilma”, completou ao destacar que os pareceres chegados à Comissão Pró- Impeachment, apontam para essas dois crimes. “Não existe golpe, existe um processo de Impeachment previsto na Constituição Federal”, destacou.
“Temos que devolver o equilíbrio político,  financeiro e social ao país e eu acho muito provável que  esse processo do Impeachment não chegue ao seu desfecho final porque quem  está indo as ruas são, principalmente, aquelas pessoas que votaram em Dilma”, comentou o parlamentar ao destacar que ser prefeito de João Pessoa.

Trauminha – Sobre a saúde de João Pessoa, Manoel Junior  afirmou que não existe um serviço eficiente “e isso lamentável para uma Capital  de quase um milhão de habitantes”, disse o deputado ao acrescentar que o problema da saúde de João Pessoa é de administração,’  pois no Trauminha tem paciente esperando por uma  simples cirurgia há cerca de quatro meses é isso causa despesa para o  hospital e conseqüentemente para o Sistema Único de Saúde”, lamentou.
Ele disse que nos postos de saúde a situação não é diferente. Durante vistoria nesses locais, dos nove visitados tinha médico apenas em três levando-se em conta ainda a falta de higiene nos corredores do Trauminha.  “ Enquanto a saúde e o governo municipal padecem, o prefeito leva a vida inaugurando ventilador, ar condicionado  e plantando árvores na ruas cidade. Isso é importante prefeito,  mas gerir a  cidade é  muito  mais  e um prefeito que  troca  em três anos trinta secretários de saúde mostra que essa administração não pode funcionar”, alfinetou.  

Eleições 2016 – Sobre a sua posição na disputa pela Prefeitura de João Pessoa, Manoel Júnior afirmou que “o governador tem pesquisa, o prefeito tem pesquisa e eu tenho também e por isso que tenho confiança que estarei no segundo turno porque vou ser votado por pessoas que querem  uma João Pessoa melhor.
Manoel Junior disse que quem votar nele são aqueles estão no Trauminha esperando há meses por uma cirurgia, por aqueles que  vão a PSF e não encontram médico e medicamentos e pelos pais que vão a Escola a procura de uma vaga para o filho e não encontra.


Paulo Cosme para o site www.paraiba.com.br