Radio Evangélica

quinta-feira, 20 de março de 2025

Reflexão Bíblica – Efésios 5:8

"Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz." (Efésios 5:8)

O Contexto de Efésios 5:8

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A carta aos Efésios foi escrita pelo apóstolo Paulo com o propósito de instruir e encorajar os cristãos a viverem de maneira digna do chamado de Deus. No capítulo 5, Paulo enfatiza a necessidade de abandonar o antigo estilo de vida, marcado pelo pecado e pela ignorância, e viver de acordo com a nova identidade em Cristo.

O versículo 8 é uma exortação clara sobre a transformação espiritual que acontece naqueles que aceitam Jesus como Senhor. Antes, estávamos nas trevas – um estado de separação de Deus, de pecado e de vida sem propósito. Mas, ao encontrarmos Cristo, nos tornamos "luz no Senhor", ou seja, passamos a viver sob a orientação de Deus e refletir Sua glória.

O Significado de ser luz no Senhor

A luz na Bíblia frequentemente simboliza a presença de Deus, a verdade e a santidade. Em contraste, as trevas representam o pecado, a ignorância e a ausência da presença divina. Quando Paulo diz que "agora sois luz no Senhor", ele não apenas indica que fomos iluminados, mas que nos tornamos fonte de luz no mundo.

Essa transformação não é apenas teórica, mas prática. O cristão deve "andar como filho da luz", o que significa:

  • Viver de forma íntegra e justa, conforme Efésios 5:9: “Porque o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade.”
  • Testemunhar a verdade de Cristo no dia a dia, sendo exemplo para os outros (Mateus 5:16).
  • Evitar as obras infrutíferas das trevas (Efésios 5:11), rejeitando práticas que desagradam a Deus.

Como andar como filhos da luz?

Ser um filho da luz envolve uma mudança de mentalidade e de atitudes. Algumas formas práticas de viver essa realidade incluem:

  1. Buscar intimidade com Deus – A luz de Cristo deve brilhar em nós diariamente por meio da oração, leitura da Palavra e comunhão com Deus.
  2. Praticar o amor e a justiça – Assim como Jesus andou em amor, somos chamados a demonstrar compaixão, perdão e honestidade.
  3. Evangelizar com nossa vida – Nosso testemunho deve levar outros a Cristo, iluminando os caminhos daqueles que ainda vivem nas trevas.
  4. Rejeitar o pecado – O pecado nos afasta da luz, por isso devemos lutar contra as tentações e buscar santificação.

Conclusão

Efésios 5:8 nos lembra que fomos transformados pela graça de Deus e temos uma nova identidade em Cristo. Como filhos da luz, devemos refletir essa verdade em nossas ações e palavras, sendo testemunhas vivas do amor e da justiça de Deus.

Que possamos diariamente buscar a presença do Senhor, deixando Sua luz brilhar em nossas vidas e guiando-nos a viver de maneira santa e agradável a Ele.

Pergunta para reflexão:
Será que minhas atitudes refletem a luz de Cristo ou ainda há trevas em minha vida que precisam ser dissipadas?

Que Deus nos fortaleça para caminharmos sempre como filhos da luz! 

quarta-feira, 19 de março de 2025

Faturamento da indústria de materiais de construção cresce 1,6%

Previsão é que o setor cresça 2,8% no acumulado de 2025

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O faturamento da indústria de materiais de construção cresceu 1,6% em fevereiro em comparação ao desempenho do mesmo mês de 2024. Em relação a janeiro, houve retração de 2,2% no faturamento do setor. A entidade manteve a previsão de crescimento de 2,8% do faturamento do setor no acumulado do ano de 2025.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (18), são da pesquisa Índice, da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), elaborada pela Fundação Getulio Vargas, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Os dados de fevereiro mostram uma oscilação natural no faturamento do setor, com uma leve devolução do crescimento registrado em janeiro. No entanto, ao analisarmos a comparação anual, observamos que a indústria de materiais de construção segue em trajetória positiva, com crescimento de 1,6% em relação a fevereiro de 2024”, destacou o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.

No segundo mês do ano, o faturamento dos materiais básicos da construção registrou retração de 0,8% em relação a janeiro e aumento de 1,4% se comparado a fevereiro do ano passado. Já os materiais de acabamento apresentaram recuo de 3,6% em relação a janeiro e expansão de 1,8% frente a fevereiro do ano anterior.

Fonte: Agência Brasil

 

IGP-10 desacelera em março e registra alta de 0,04% no mês

Índice acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% em 12 meses, segundo FGV

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,04% em março, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice avançou 0,87%. Com esse desempenho, o IGP-10 acumula alta de 1,44% no ano e 8,59% nos últimos 12 meses. Em março de 2024, o índice havia apresentado queda de 0,17% no mês e retração acumulada de 4,05% no período anual.

De acordo com Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), a incerteza global, intensificada pela Guerra Comercial dos EUA, influenciou a retração dos preços do minério de ferro, impactando diretamente o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Além disso, no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), quase todos os grupos apresentaram desaceleração, com exceção de Materiais e Equipamentos, que registraram alta de 0,52%, impulsionada pelo aumento nos preços de Materiais para Instalação. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o grupo Habitação teve um peso significativo na alta do indicador, especialmente devido às variações nas tarifas de eletricidade e aluguel residencial.

IPA registra queda de 0,26%

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 0,26% em março, após alta de 1,02% em fevereiro. O grupo de Bens Finais acelerou para 1,12% no mês, ante 0,10% no período anterior. Já o grupo de Bens Intermediários desacelerou para 0,14%, enquanto Matérias-Primas Brutas recuaram 1,36%, revertendo a alta de 1,49% de fevereiro.

IPC avança para 1,03%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 1,03% em março, acelerando frente aos 0,44% de fevereiro. As maiores pressões de alta vieram dos grupos Habitação (-0,44% para 2,77%), Alimentação (0,87% para 1,31%) e Vestuário (-0,46% para 0,24%). Por outro lado, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,29% para -1,98%), Transportes (1,14% para 1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para 0,51%) registraram desaceleração.

INCC desacelera para 0,43%

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,43% em março, abaixo do 0,55% registrado em fevereiro. Entre seus componentes, o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,33% para 0,52%, enquanto Serviços desaceleraram de 0,90% para 0,18% e Mão de Obra recuou de 0,79% para 0,36%.

Sobre o IGP-10

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE). Ele mede a evolução dos preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência e é composto por três subíndices:

  • IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo – 10): peso de 60%
  • IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10): peso de 30%
  • INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção – 10): peso de 10%

Bandeira do Estado de Roraima: História, significado e curiosidades

A bandeira do estado de Roraima é um dos símbolos oficiais que representam a identidade e a cultura deste estado localizado na região Norte do Brasil. Com um design simples, mas carregado de significado, a bandeira reflete a diversidade e a esperança do povo roraimense. Neste artigo, vamos explorar sua história, cores e elementos, além de curiosidades sobre seu uso e criação.

História da bandeira de Roraima

Roraima tornou-se um estado em 1988, com a promulgação da Constituição Federal. Até então, a região era um Território Federal. A bandeira foi criada oficialmente pela Lei Estadual nº 133, de 14 de junho de 1996, sancionada pelo então governador Neudo Ribeiro Campos. O desenho foi inspirado nos ideais de progresso, riqueza natural e paz.

Significado das cores e elementos

A bandeira de Roraima é composta por três faixas diagonais e um conjunto de elementos que representam aspectos geográficos e culturais do estado:

  • Faixa azul: Localizada na parte superior esquerda, simboliza o céu do estado, representando a tranquilidade e a serenidade.
  • Faixa branca: No centro da bandeira, representa a paz e a harmonia entre os povos que habitam a região.
  • Faixa verde: Na parte inferior direita, faz referência às florestas e à rica biodiversidade do estado.
  • Estrela amarela: Localizada na faixa branca, próxima ao lado esquerdo da bandeira, simboliza Roraima no conjunto dos estados brasileiros.
  • Faixa vermelha e amarela na base: Representa a linha do Equador, que atravessa o estado, e simboliza o solo fértil e a prosperidade da região.

Influências e simbolismo

O design da bandeira de Roraima segue um padrão adotado por outros estados brasileiros, com influências de elementos naturais e históricos. A disposição das cores remete à bandeira nacional e aos ideais de união e desenvolvimento.

A estrela amarela também tem um simbolismo forte, pois, assim como na bandeira nacional, representa a inclusão de Roraima na federação brasileira. Além disso, o verde e o azul reforçam a importância da preservação ambiental, considerando que o estado abriga importantes ecossistemas.

Curiosidades sobre a bandeira

  • A bandeira foi criada oito anos após a elevação de Roraima à categoria de estado.
  • Antes da oficialização, o estado utilizava apenas o brasão oficial como principal símbolo.
  • Seu design é frequentemente associado às belezas naturais do Monte Roraima, um dos principais pontos turísticos do estado.
  • A faixa vermelha e amarela na base é uma das poucas representações da linha do Equador em bandeiras estaduais brasileiras.

Considerações finais

A bandeira do estado de Roraima é um importante símbolo de identidade para os roraimenses. Seu design reflete a história, a cultura e a natureza exuberante da região, reforçando os valores de paz, prosperidade e esperança para o futuro.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 16 mar. 2025.
  • RORAIMA. Lei Estadual nº 133, de 14 de junho de 1996. Disponível em: www.al.rr.leg.br. Acesso em: 16 mar. 2025.
  • FERREIRA, Aurélio. Símbolos Estaduais Brasileiros. Editora Cultura Nacional, 2002.
  • SILVA, Carlos. A História Política de Roraima. Editora Amazônia, 2010.

terça-feira, 18 de março de 2025

Produção pecuária no Brasil em 2024 bate recordes e impulsiona exportações

Abate de bovinos e frangos atinge números históricos; aquisição de leite também cresce e consolida tendência de recuperação do setor

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O setor pecuário brasileiro alcançou marcos históricos em 2024, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos e frangos, além do aumento expressivo na aquisição de leite e na produção de ovos. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou avanços significativos em diversas frentes, consolidando-se como um dos principais produtores mundiais de carne e laticínios.

Abate de bovinos cresce 15,2% e atinge maior volume da série histórica

Em 2024, foram abatidas 39,27 milhões de cabeças de bovinos sob inspeção sanitária, representando um aumento de 15,2% em relação ao ano anterior. Esse volume superou o recorde anterior, registrado em 2013, e manteve a tendência de crescimento iniciada em 2022.

O crescimento foi impulsionado, em parte, pelo aumento no abate de fêmeas, que cresceu 19% em relação a 2023. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde de 2,55 milhões de toneladas. O Mato Grosso manteve a liderança no abate de bovinos, com 18,1% da participação nacional, seguido por Goiás (10,2%) e São Paulo (10,2%).

Frangos registram recorde de abate e crescimento de 2,7%

O setor avícola também celebrou um ano histórico, com o abate de 6,46 bilhões de cabeças de frangos, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Este é o maior volume já registrado desde o início da série histórica, em 1997.

O destaque foi para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que lideraram o abate nacional. As exportações de carne de frango também atingiram recordes tanto em volume quanto em faturamento.

Abate de suínos cresce 1,2% e bate novo recorde

O abate de suínos também apresentou avanço em 2024, com 57,86 milhões de cabeças abatidas, um aumento de 1,2% (+684,24 mil cabeças) em relação ao ano anterior. Santa Catarina liderou o setor, com 29,1% da produção nacional, seguido pelo Paraná (21,5%) e Rio Grande do Sul (17,1%).

Aquisição de leite cresce 3,1% e retoma tendência de alta

A captação de leite também teve um desempenho positivo em 2024. Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 25,38 bilhões de litros de leite, um crescimento de 3,1% em relação a 2023. Este é o segundo ano consecutivo de crescimento, após dois anos de queda na captação.

Produção de ovos cresce 10% e atinge novo recorde

O Brasil também registrou crescimento expressivo na produção de ovos, que alcançou 4,67 bilhões de dúzias, um aumento de 10% em relação a 2023. Este volume estabelece um novo recorde na série histórica da pesquisa.

Curtumes registram aumento de 16,8% na aquisição de couro cru

Os curtumes brasileiros receberam 40,08 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, um crescimento de 16,8% em relação ao ano anterior. Este aumento reflete a maior disponibilidade de matéria-prima, impulsionada pelo crescimento no abate de bovinos.

Perspectivas para 2025

Com os recordes alcançados em 2024, o setor pecuário brasileiro se consolida como um dos mais dinâmicos do mundo. O crescimento das exportações e a retomada na produção de leite indicam um panorama otimista para 2025, com expectativas de novos avanços na produção e na conquista de mercados internacionais.

Estátua da Liberdade no centro de polêmica entre França e EUA

Parlamentar francês sugere devolução do monumento; Casa Branca reage com críticas

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A Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais icônicos dos Estados Unidos, voltou ao centro do debate político internacional após declarações do eurodeputado francês Raphaël Glucksmann. O parlamentar sugeriu que os EUA deveriam devolver o monumento à França, argumentando que as políticas da administração de Donald Trump contradizem os valores que a estátua representa.

"Devolvam-nos a Estátua da Liberdade", disse Glucksmann durante um discurso em Paris, no domingo (16), direcionado aos apoiadores de seu partido, Place Public. Segundo ele, os EUA "escolheram passar para o lado dos tiranos", referindo-se às políticas de imigração e aos cortes de funcionários públicos promovidos pelo governo Trump.

A Casa Branca reagiu rapidamente às declarações. A assessora de imprensa Karoline Leavitt classificou Glucksmann como um político de "baixo nível" e relembrou o papel dos EUA na libertação da França durante a Segunda Guerra Mundial. "É apenas por causa dos Estados Unidos que os franceses não estão falando alemão neste momento. Eles deveriam ser gratos ao nosso grande país", afirmou.

A polêmica ocorre em um momento de crescente tensão entre os EUA e aliados europeus em relação a temas como imigração, democracia e governança.

A história da Estátua da Liberdade

A Estátua da Liberdade foi um presente da França aos Estados Unidos, inaugurado em 28 de outubro de 1886, para celebrar a independência americana e a amizade entre as duas nações. Projetada pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi e com estrutura interna do engenheiro Gustave Eiffel, a estátua simboliza liberdade e democracia, sendo uma homenagem aos ideais republicanos.

A ideia de presentear os Estados Unidos surgiu em 1865, quando o jurista francês Édouard René de Laboulaye propôs a criação de um monumento para reforçar os laços entre os dois países. A estátua foi construída na França e enviada desmontada para Nova York, onde foi erguida na Ilha da Liberdade, na entrada do porto da cidade.

Desde então, a estátua se tornou um símbolo global da liberdade e do acolhimento a imigrantes, sendo a primeira visão dos milhares de europeus que chegavam aos EUA em busca de novas oportunidades. A inscrição em sua base traz um poema de Emma Lazarus, destacando a mensagem de esperança: "Dai-me os seus fatigados, os seus pobres, suas massas encurraladas ansiando por respirar livres".

A recente polêmica levantada por Glucksmann reacende o debate sobre a atual postura dos EUA em relação aos princípios que a estátua representa. Enquanto para alguns a liberdade e a acolhida de imigrantes permanecem intactas, para outros, as políticas do governo Trump estariam desvirtuando esses ideais, gerando críticas e atritos diplomáticos.

Referências Bibliográficas

  • BARTHOLDI, Frédéric Auguste. Lettres et Documents sur la Statue de la Liberté. Paris: Éditions Hachette, 1886.
  • LAZARUS, Emma. The New Colossus. 1883. Disponível em: https://www.poetryfoundation.org. Acesso em: 18 mar. 2025.
  • LABOULAYE, Édouard René de. Histoire des États-Unis. Paris: Charpentier, 1865.
  • PEARL, Susan. Liberty Enlightening the World: The Story of the Statue of Liberty. New York: Harper & Row, 1984.
  • TRACHTENBERG, Alan. The Incorporation of America: Culture and Society in the Gilded Age. New York: Hill and Wang, 1982.
  • U.S. NATIONAL PARK SERVICE. Statue of Liberty History. Disponível em: https://www.nps.gov/stli/learn/historyculture. Acesso em: 18 mar. 2025.
  • EURONEWS. Político francês sugere devolução da Estátua da Liberdade aos EUA. 2025. Disponível em: https://www.euronews.com. Acesso em: 18 mar. 2025.

Indústria nacional tem variação nula em janeiro, mas Ceará se destaca com crescimento de 7,9%

Pernambuco registra queda de 22,3%, a mais expressiva do período

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A produção industrial brasileira registrou variação nula (0,0%) em janeiro de 2025, na comparação com dezembro de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da estabilidade no índice nacional, oito dos 15 locais analisados apresentaram crescimento no período, com destaque para o Ceará, que avançou 7,9%, reduzindo parte das perdas acumuladas nos dois meses anteriores.

São Paulo (2,4%), Rio de Janeiro (2,3%) e Bahia (2,0%) também registraram expansão na produção industrial. Em contrapartida, Pernambuco apresentou o maior recuo do mês, com uma retração de 22,3%, seguido pela Região Nordeste (-4,0%) e pelo Pará (-3,9%).

Na análise da média móvel trimestral, 10 dos 15 locais pesquisados mostraram desempenho negativo, com destaque para Pernambuco (-5,8%), Mato Grosso (-2,8%) e Espírito Santo (-2,4%). Já Amazonas (2,2%), Bahia (1,4%) e Rio de Janeiro (0,9%) tiveram os principais avanços.

No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial apresentou crescimento de 2,9%, com alta em 16 dos 18 locais pesquisados. Entre os estados com melhor desempenho no período estão Santa Catarina (7,7%) e Ceará (6,5%). Já Espírito Santo foi o único com resultado negativo (-2,5%), evidenciando uma desaceleração na indústria local.

Os dados refletem um cenário de recuperação em algumas regiões, ao passo que outras ainda enfrentam desafios, especialmente no Nordeste, onde Pernambuco e Maranhão sofreram quedas expressivas. A expectativa do mercado agora se volta para os próximos meses, buscando sinais de retomada mais ampla na produção industrial do país.

Antônio de Araújo e Azevedo, Conde da Barca

Antônio de Araújo e Azevedo, conhecido como Conde da Barca, foi uma das figuras mais influentes da política e da cultura luso-brasileira no final do século XVIII e início do XIX. Ocupando cargos de grande relevância na administração portuguesa, destacou-se na diplomacia, na política econômica e no incentivo às artes e à ciência. Este artigo analisa sua trajetória política e suas contribuições para o Brasil durante o período joanino, enfatizando sua atuação na modernização administrativa e cultural do país.

Introdução

A transição entre os séculos XVIII e XIX foi marcada por profundas transformações na estrutura política e econômica do mundo ocidental. No contexto do Império Português, a chegada da Corte portuguesa ao Brasil em 1808 trouxe mudanças significativas na administração colonial, sendo o Conde da Barca um dos principais articuladores desse processo. Este estudo tem como objetivo explorar a influência de Araújo e Azevedo na formulação de políticas que impulsionaram o desenvolvimento econômico e cultural do Brasil.

Trajetória política e administrativa

Antônio de Araújo e Azevedo nasceu em 1754 e recebeu uma educação refinada, com forte influência do Iluminismo europeu. Ocupou diversos cargos na administração pública portuguesa, incluindo funções diplomáticas na Rússia e na França. Sua ascensão política ocorreu em um período de tensões internacionais, culminando na invasão napoleônica a Portugal e na subsequente transferência da Corte para o Brasil.

Em terras brasileiras, Araújo e Azevedo destacou-se na estruturação da política econômica e cultural. Como Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, teve papel fundamental na implantação de medidas que favoreceram a abertura dos portos brasileiros em 1808 e a criação de instituições voltadas para a modernização do país.

Contribuições para a cultura de ciência

O Conde da Barca foi um grande incentivador das artes e das ciências no Brasil. Com sua atuação, promoveu a criação da Imprensa Régia, que permitiu a publicação de livros e jornais em território brasileiro, e colaborou para a fundação da Real Biblioteca, embrião da atual Biblioteca Nacional.

Além disso, teve um papel relevante na vinda da Missão Artística Francesa, que auxiliou na introdução de técnicas artísticas europeias e na formação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, posteriormente conhecida como Academia Imperial de Belas Artes.

Legado e influência

O legado do Conde da Barca é percebido até os dias de hoje nas estruturas culturais e administrativas do Brasil. Sua visão modernizadora contribuiu significativamente para a transição do Brasil de colônia a centro administrativo do Império Português. Suas ações ajudaram a pavimentar o caminho para a independência brasileira em 1822, ao fomentar uma estrutura estatal mais autônoma e preparada para a gestão local.

Conclusão

Antônio de Araújo e Azevedo, o Conde da Barca, foi uma figura central na história luso-brasileira, promovendo mudanças essenciais no campo político, econômico e cultural. Sua influência na modernização do Brasil e no incentivo à cultura e à educação demonstra a importância de seu papel na história nacional. Seu legado perdura na forma de instituições e políticas que moldaram o Brasil contemporâneo.

Referências Bibliográficas

  • CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: A Elite Política Imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
  • HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
  • SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
  • VERGARA, Moacyr. A Cultura no Brasil Joanino. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2005.
  • SILVA, Alberto da Costa e. A Enxada e a Lánça: A Africa Antes dos Portugueses. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Tesouro paga R$ 1,33 bi em dívidas de estados e municípios

Em 2024, União quitou R$ 11,45 bilhões de dívidas garantidas

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A União pagou, em fevereiro, R$ 1,33 bilhão em dívidas atrasadas de estados e municípios, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional. No acumulado do ano, já são R$ 1,88 bilhões de débitos honrados de entes federados.

Em 2024, o valor chegou a R$ 11,45 bilhões de dívidas garantidas pela União.

Do total pago no mês passado, R$ 854,03 milhões são débitos não quitados pelo estado de Minas Gerais; R$ 319,76 milhões do Rio de Janeiro; R$ 75,94 milhões de Goiás; R$ 72,95 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 2,81 milhões do Rio Grande do Norte; e R$ 73,85 mil do município de Santanópolis (BA).

De R$ 1,88 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União em 2025, R$ 1,07 bilhão são de Minas Gerais; R$ 399,73 milhões do Rio de Janeiro; R$ 150,10 milhões de Goiás; R$ 149,76 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 109,73 milhões do Rio Grande do Norte; e R$ 140 mil de Santanópolis (BA).

Desde 2016, a União pagou R$ 77,32 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União - representada pelo Tesouro Nacional - para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Recuperação de garantias

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto de repasses federais ordinários – como receitas dos fundos de participação e compartilhamento de impostos, além de impedir novos financiamentos. Sobre as obrigações em atraso incidem ainda juros, mora e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo, também pagos pela União.

Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias pela adoção de regimes de recuperação fiscal, por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução ou por legislações de compensação das dívidas. Dos R$ 77,32 bilhões honrados pela União, cerca de R$ 68,11 bilhões se enquadram nessas situações.

Desde 2016, a União recuperou R$ 5,68 bilhões em contragarantias. Os maiores valores são referentes a dívidas pagas pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 2,77 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 1,45 bilhão), além de outros estados e municípios. Em 2025, a União já recuperou R$ 116,13 milhões em contragarantias.

Fonte: Agência Brasil

Atividade econômica brasileira cresce 0,9% em janeiro

Em 12 meses, indicador é positivo em 3,8%

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Após recuo em dezembro de 2024, a atividade econômica brasileira cresceu no primeiro mês de 2025, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,9% em janeiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

No mês, o IBC-Br atingiu 154,6 pontos. Na comparação com janeiro de 2024, houve crescimento de 3,6% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,8%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro, a inflação oficial - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, o IPCA soma 5,06%, acima do teto da meta de 3%, que tem tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A alta do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros na reunião de janeiro, o quarto aumento seguido da Selic, que consolida um ciclo de contração na política monetária.

Em relação às próximas reuniões, o Copom já confirmou que elevará a Selic em um ponto percentual, para 14,25% ao ano, na reunião que ocorre esta semana, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Fonte: Agência Brasil