Radio Evangélica

quarta-feira, 12 de março de 2025

Construção civil registra leve alta em fevereiro

O custo nacional da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.803,90

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O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) apresentou uma variação de 0,23% em fevereiro, uma desaceleração de 0,28 ponto percentual (p.p.) em relação a janeiro, que havia registrado 0,51%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador atingiu 4,39%, superando levemente os 4,31% dos doze meses anteriores.

O custo médio nacional da construção alcançou R$ 1.803,90 por metro quadrado, um aumento em relação aos R$ 1.799,82 registrados em janeiro. Desse total, R$ 1.039,82 correspondem aos materiais e R$ 764,08 à mão de obra.

Materiais apresentam alta, enquanto mão de obra desacelera

A parcela dos materiais registrou variação de 0,29%, um aumento de 0,11 p.p. frente a janeiro (0,18%). Quando comparado a fevereiro de 2024 (0,15%), a alta foi de 0,14 p.p.

Por outro lado, a parcela da mão de obra, que não teve acordos firmados no período, apresentou uma taxa de 0,14%, uma queda significativa de 0,83 p.p. em relação a janeiro (0,97%). Em relação a fevereiro de 2024 (0,13%), houve um leve aumento de 0,01 p.p. Nos últimos 12 meses, o acumulado para materiais ficou em 3,48%, enquanto para mão de obra chegou a 5,64%.

Sudeste lidera variação regional

Dentre as regiões, o Sudeste apresentou a maior variação mensal em fevereiro, com 0,31%, impulsionado por altas em todos os estados da região. As demais regiões registraram os seguintes índices: Norte (0,25%), Nordeste (0,13%), Sul (0,24%) e Centro-Oeste (0,16%).

Rio Grande do Norte registra maior alta estadual

Entre os estados, o Rio Grande do Norte se destacou com a maior taxa de variação em fevereiro, alcançando 0,63%, influenciado pela alta nos preços dos materiais.

O SINAPI é uma pesquisa conduzida pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, e tem como objetivo medir a evolução dos custos da construção civil no Brasil. O levantamento é fundamental para o planejamento do setor e para a elaboração de orçamentos de obras públicas e privadas.

A Bandeira do Estado de Rondônia: História, Simbolismo e Significado

A bandeira do Estado de Rondônia é um dos principais símbolos representativos da identidade estadual. Este artigo apresenta um estudo sobre sua história, os elementos que a compõem e o simbolismo de suas cores e formas. A análise aborda o contexto de criação da bandeira, sua relação com a identidade do estado e o significado dos seus elementos gráficos. A metodologia utilizada inclui pesquisa bibliográfica e análise descritiva do simbolismo da bandeira.

Introdução

A bandeira de Rondônia foi adotada oficialmente em 22 de dezembro de 1981, pouco antes da transformação do então Território Federal de Rondônia em estado da federação brasileira. Seu desenho reflete não apenas a geografia e cultura da região, mas também o espírito de desenvolvimento e integração ao país. O objetivo deste artigo é analisar os aspectos históricos e simbólicos da bandeira, destacando sua importância na identidade estadual.

História da Bandeira de Rondônia

Rondônia foi elevada à categoria de estado em 1981, através da Lei Complementar n.º 41, sancionada pelo então presidente João Figueiredo. A criação da bandeira estadual foi parte do processo de consolidação da identidade de Rondônia. O desenho oficial foi idealizado para refletir as características naturais e sociais do estado, além de reforçar sua ligação com a nação brasileira.

A inspiração para a bandeira veio da geografia da região, com suas vastas áreas de floresta amazônica e o desenvolvimento promovido pela construção da rodovia BR-364. O símbolo foi concebido pelo governo estadual para representar o progresso e a esperança dos habitantes da região.

Descrição e Simbolismo

A bandeira de Rondônia é composta por quatro cores principais: azul, verde, amarelo e branco, cada uma com um significado específico:

  • Azul: Representa o céu de Rondônia e a vastidão do horizonte, simbolizando esperança e paz.
  • Verde: Alude à floresta amazônica e à biodiversidade presente no estado, destacando a riqueza natural e o compromisso com a preservação ambiental.
  • Amarelo: Representa a riqueza econômica e os recursos minerais da região, além de simbolizar o progresso e o desenvolvimento do estado.
  • Branco: Simboliza a paz e a harmonia entre os povos que habitam Rondônia.

Ao centro da bandeira, há uma estrela branca de cinco pontas sobre um fundo azul, que representa o estado de Rondônia no contexto da federação brasileira. A estrela faz referência ao "Estado das Estrelas", lema que remete à sua incorporação ao Brasil e ao desenvolvimento contínuo.

O design da bandeira também lembra a bandeira nacional, reforçando a ideia de unidade e pertencimento ao Brasil. A disposição das cores e a estrela central refletem a importância do estado no contexto nacional e sua contribuição para a economia e cultura do país.

Conclusão 

A bandeira do Estado de Rondônia é um símbolo de grande relevância para sua identidade e história. Criada no contexto da elevação do território a estado, ela carrega significados que remetem à natureza, ao desenvolvimento e à integração com o Brasil. Sua simbologia reflete a diversidade e a riqueza da região, tornando-se um emblema de orgulho para os rondonienses. O estudo sobre sua história e significado evidencia a importância dos símbolos estaduais na construção da identidade cultural e política de uma região.

Referências

  • BRASIL. Lei Complementar n.º 41, de 22 de dezembro de 1981. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 08 mar. 2025.
  • SILVA, João Carlos. História de Rondônia: Da Colônia ao Estado. Porto Velho: Editora Regional, 2010.
  • SOUZA, Maria Helena. Símbolos Nacionais e Regionais: Significado e Identidade. São Paulo: Editora Brasil, 2015.

terça-feira, 11 de março de 2025

Caixa divulga calendário de pagamento do Fundo PIS/Pasep

Dinheiro começará a ser transferido em 28 de março

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os cerca de 10,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988 e seus herdeiros receberão as cotas do antigo fundo do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (Pasep) até janeiro de 2026, divulgou nesta terça-feira (11) a Caixa Econômica Federal. Os saques começam em 28 de março e vão até 26 de janeiro de 2026, dependendo da data do pedido.

O Ministério da Fazenda estima que cada trabalhador receberá, em média, R$ 2,8 mil. O dinheiro pode ser pedido tanto no aplicativo FGTS como na plataforma Repis Cidadão, lançada na segunda-feira (10) pela Fazenda com cerca de seis meses de atraso.

O calendário de saques divulgado pela Caixa é o seguinte:

 

Pedidos feitos até 

Data do pagamento

28/02/2025

28/03/2025 (sexta-feira)

31/03/2025

25/04/2025 (sexta-feira)

30/04/2025

26/05/2025 (segunda-feira)

31/05/2025

25/06/2025 (quarta-feira)

30/06/2025

25/07/2025 (sexta-feira)

31/07/2025

25/08/2025 (segunda-feira)

31/08/2025

25/09/2025 (quinta-feira)

30/09/2025

27/10/2025 (segunda-feira)

31/10/2025

25/11/2025 (terça-feira)

30/11/2025

26/12/2025 (sexta-feira)

31/12/2025

26/01/2026 (segunda-feira)

 

Segundo a Caixa, desde setembro de 2023, quando o dinheiro do antigo Fundo PIS/Pasep foi transferido para o Tesouro Nacional, cerca de 25 mil trabalhadores, herdeiros ou beneficiários legais pediram o saque do dinheiro nas agências do banco. Esse contingente será o primeiro a receber, no próximo dia 28.

Com a atualização do aplicativo FGTS e a nova plataforma do Ministério da Fazenda, os pedidos não precisam mais ser feitos nas agências da Caixa. Desde agosto de 2023, o dinheiro do antigo Fundo PIS/Pasep, que soma cerca de R$ 26 bilhões, estava em poder do Tesouro Nacional. Por determinação da Emenda Constitucional da Transição, de dezembro de 2022, os recursos tinham sido repassados ao Tesouro para reforçar o caixa do governo em 2023.

Procedimento

A Caixa enviará ao Ministério da Fazenda os pedidos de saque aprovados. Os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O pagamento será feito diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem, que permite pagar contas, fazer transferências, pagar em maquininhas de cartões e fazer compras pelo cartão de débito virtual.

O pagamento está condicionado à disponibilidade no Orçamento da União. Caso não haja recursos suficientes no orçamento do ano vigente, o valor será pago no ano seguinte, com a devida correção.

Histórico

Criado para complementar a renda dos trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988, o antigo Fundo PIS/Pasep não tem relação com o abono salarial do PIS/Pasep, instituído pela Constituição atual e pago todos os anos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Semelhante ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o dinheiro do antigo Fundo PIS/Pasep só podia ser sacado em situações especiais, como aposentadoria ou doença. No entanto, uma vez por ano, o trabalhador recebia os juros e a correção das cotas do fundo.

No entanto, muitos trabalhadores se esqueceram desse dinheiro ou não sabiam da existência dele, mesmo com maciças campanhas na mídia. Em agosto de 2018, o governo liberou o saque das antigas cotas. Por oito meses, o dinheiro pôde ser retirado nas agências da Caixa (no caso do PIS) e do Banco do Brasil (no caso do Pasep). Na ocasião, havia R$ 35 bilhões que poderiam ser resgatados.

Em 2019, o governo flexibilizou as regras e simplificou o saque por herdeiros e beneficiários legais de pessoas falecidas que tinham cotas no antigo fundo.

Em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, o governo editou uma medida provisória que extinguiu o antigo Fundo PIS/Pasep e transferiu os recursos à conta do FGTS em nome do trabalhador. Em vez de ir a uma agência bancária, bastava o titular ou herdeiro requerer o dinheiro por meio do aplicativo FGTS, que transferia o saldo para qualquer conta bancária indicada pelo beneficiário.

 

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,81 em dia de trégua com moedas emergentes

Bolsa recua 0,81%, acompanhando mercado norte-americano

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Em um dia de recuperação de moedas de países emergentes, o dólar caiu e voltou a aproximar-se de R$ 5,80 nesta terça-feira (11). A bolsa de valores recuou pelo segundo dia seguido, acompanhando o mercado norte-americano.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,812, com queda de R$ 0,04 (-0,68%). A moeda operou em queda durante todo o dia, mas consolidou a tendência de baixa perto do fim da tarde, após o anúncio de que a Ucrânia aceitou uma proposta de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e a província canadense de Ontário suspender uma sobretaxa de 25% para a exportação de eletricidade aos Estados Unidos.

Na mínima do dia, por volta das 16h30, a divisa chegou a R$ 5,80. Com o desempenho desta terça, a moeda norte-americana acumula queda de 1,78% em março e de 5,95% em 2025.

O mercado de ações teve o segundo dia consecutivo de pessimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 123.507 pontos, com queda de 0,81%. O indicador seguiu as bolsas norte-americanas, que voltaram a cair nesta terça em meio aos temores de uma recessão nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 1,13%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, perdeu 0,76%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 0,18%, após ter caído 4% ontem (10).

Sem notícias no cenário doméstico, o mercado financeiro foi influenciado principalmente pelo exterior. Além das notícias de acordo na Ucrânia e a reversão de medidas no Canadá, o mercado de câmbio foi dominado por investidores que aproveitaram a alta da moeda norte-americana de ontem para vender dólares.

 

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Para 2025, a Fiesp projeta crescimento de 1,3% para a produção industrial

Após três meses de queda, produção industrial estabiliza em janeiro, mas cenário econômico impõe desafios para o setor

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A produção industrial brasileira iniciou 2025 com estabilidade, após três meses consecutivos de queda, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Entre os setores analisados, 18 dos 25 ramos pesquisados registraram crescimento em janeiro, com destaque para máquinas e equipamentos (+6,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (+3,0%). No entanto, a indústria extrativa sofreu uma retração de 2,4%, interrompendo dois meses de crescimento.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) projeta um crescimento de 1,3% para a produção industrial ao longo do ano, mas alerta para desafios decorrentes do aperto monetário, das condições financeiras mais restritivas e da redução do impulso fiscal.

Análise de desempenho

Apesar da estabilização no início do ano, o desempenho da indústria ficou abaixo das expectativas da Fiesp e do mercado, que projetavam um crescimento de 0,4% para janeiro. Em relação ao mesmo período de 2024, houve um aumento de 1,4%, impulsionado pela indústria de transformação (+1,0%), enquanto a indústria extrativa apresentou queda (-2,4%).

Na variação acumulada em 12 meses, a produção industrial cresceu 2,9%, abaixo dos 3,1% registrados em dezembro de 2024. Esse resultado reflete um crescimento mais moderado do setor.

Setores em destaque

O desempenho da indústria em janeiro foi impulsionado pelo crescimento de setores estratégicos, como:

  • Máquinas e equipamentos: +6,9%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +3,0%
  • Borracha e material plástico: +3,7%
  • Artefatos de couro, artigos para viagem e calçados: +9,3%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: +4,8%

Por outro lado, algumas atividades apresentaram retração, com destaque para:

  • Indústria extrativa: -2,4%
  • Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: -1,1%
  • Celulose, papel e produtos de papel: -3,2%
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -4,7%

Cenário econômico e projeções

A Fiesp destaca que o cenário para 2025 apresenta desafios significativos para a indústria. A política monetária restritiva, com juros elevados, impacta diretamente o acesso ao crédito, tornando o financiamento mais caro e reduzindo investimentos no setor produtivo. Além disso, o menor impulso fiscal e a incerteza no cenário internacional, especialmente com a economia dos Estados Unidos, podem frear o ritmo de crescimento industrial no Brasil.

Mesmo diante desse contexto, a Fiesp prevê um crescimento de 1,3% para a produção industrial em 2025, abaixo dos 3,1% registrados no ano anterior. A entidade reforça que a recuperação do setor dependerá de um ambiente macroeconômico mais favorável, incluindo a possibilidade de flexibilização da política monetária e melhora nas condições de crédito para as indústrias.

Auxílio-doença para MEI: como funciona e como solicitar

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O Microempreendedor Individual (MEI) tem direito ao Auxílio por Incapacidade Temporária, conhecido como auxílio-doença. Esse benefício é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e visa garantir uma renda ao trabalhador que fica impossibilitado de exercer sua atividade por problemas de saúde. No entanto, para ter acesso ao auxílio, é necessário cumprir alguns requisitos.

Quem tem direito ao auxílio-doença?

Para que o MEI possa receber o benefício, ele precisa atender a três condições básicas:

  1. Qualidade de segurado: Estar em dia com as contribuições mensais ao INSS por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI);
  2. Carência: Ter realizado, no mínimo, 12 contribuições mensais antes da solicitação do benefício;
  3. Comprovação da incapacidade: Apresentar laudos e exames médicos que atestem a impossibilidade de exercer sua atividade por mais de 15 dias consecutivos.

Como solicitar o auxílio-doença?

O pedido do benefício pode ser feito de forma online, por meio do portal Meu INSS. O processo envolve as seguintes etapas:

  1. Acessar o portal Meu INSS e fazer login com a conta Gov.br;
  2. Selecionar a opção "Agendar Perícia" e preencher os dados solicitados;
  3. Comparecer à perícia médica na data agendada, levando os documentos pessoais e os laudos médicos que comprovem a incapacidade;
  4. Acompanhar o status do pedido pelo Meu INSS, pois o resultado será divulgado na plataforma.

Valor do benefício

O valor do auxílio-doença para MEI é calculado com base na média das contribuições feitas ao INSS. Em geral, como o MEI contribui sobre um salário mínimo, o benefício pago também é equivalente ao salário mínimo vigente.

Importância de manter as contribuições em dia

Para evitar dificuldades na concessão do benefício, é fundamental que o MEI mantenha seus pagamentos mensais em dia. A inadimplência pode levar à perda da qualidade de segurado e, consequentemente, ao bloqueio de auxílios previdenciários, como o auxílio-doença e a aposentadoria.

Para mais informações, acesse o portal gov.br.

Indústria nacional mantém estabilidade em janeiro

Produção industrial interrompe três meses de queda e apresenta crescimento no acumulado do ano

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A produção industrial brasileira manteve-se estável em janeiro de 2025, com variação nula (0,0%) em relação a dezembro de 2024, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompe uma sequência de três meses de queda, período em que a indústria acumulou retração de 1,2%.

Na comparação com janeiro de 2024, o setor registrou crescimento de 1,4%, marcando o oitavo mês consecutivo de resultados positivos nessa base de comparação. No acumulado dos últimos doze meses, a indústria avançou 2,9%, embora tenha apresentado um ritmo de crescimento mais moderado.

Destaques setoriais

Entre as quatro grandes categorias econômicas, três registraram crescimento na passagem de dezembro de 2024 para janeiro de 2025. O setor de bens de capital teve o maior avanço, com alta de 4,5%, seguido por bens de consumo duráveis (4,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (3,1%). Em contrapartida, bens intermediários apresentaram queda de 1,4%.

Dentre os segmentos industriais, as maiores influências positivas vieram da produção de máquinas e equipamentos (6,9%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0%). Outros setores que também se destacaram foram produtos de borracha e material plástico (3,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (9,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%).

Por outro lado, seis atividades registraram redução na produção, com destaque negativo para as indústrias extrativas (-2,4%), que interromperam dois meses consecutivos de crescimento. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,1%), celulose, papel e produtos de papel (-3,2%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) também impactaram negativamente o índice geral.

Análise da média móvel trimestral

A média móvel trimestral da produção industrial apresentou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, sinalizando um desaquecimento da atividade industrial. Os setores de bens intermediários (-0,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%) foram os principais responsáveis por esse resultado, enquanto bens de capital (0,1%) foi a única categoria com resultado positivo.

Crescimento anual

Na comparação com janeiro de 2024, o crescimento de 1,4% da indústria foi impulsionado por três das quatro grandes categorias econômicas e por 17 dos 25 ramos industriais pesquisados. Destaque para os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,4%), máquinas e equipamentos (14,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,9%).

Os segmentos que registraram queda na produção em relação ao mesmo período do ano passado incluem indústrias extrativas (-5,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%).

Perspectivas

O avanço da produção industrial em janeiro de 2025 reforça uma tendência positiva observada nos últimos meses, embora o crescimento ainda seja moderado. O desempenho do setor dependerá de fatores como a demanda interna, políticas econômicas e o cenário internacional, que pode influenciar diretamente as exportações e o custo dos insumos industriais.

A indústria segue em um momento de recuperação gradual, mas ainda enfrenta desafios que podem impactar seu crescimento ao longo do ano.

Receita Federal lança App MEI para facilitar a rotina dos Microempreendedores Individuais

Novo aplicativo oferece serviços centralizados, mais segurança e evita atrasos no cumprimento de obrigações fiscais

A Receita Federal anunciou, na última segunda-feira (10), o lançamento do App MEI, uma ferramenta desenvolvida para tornar a rotina dos Microempreendedores Individuais (MEI) mais prática e segura. O aplicativo reúne diversos serviços essenciais em um só lugar, permitindo que os usuários consultem débitos, emitam guias de pagamento e transmitam a Declaração Anual Simplificada (DASN-Simei), reduzindo burocracias e evitando multas por atrasos.

Entre as principais funcionalidades do App MEI estão:

  • Consulta da situação dos períodos de apuração;
  • Emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para pagamento mensal;
  • Verificação de débitos no SIMEI e acompanhamento de parcelas em atraso;
  • Consulta e transmissão da DASN-Simei;
  • Solicitação e acompanhamento de restituições de pagamentos duplicados;
  • Consulta de informações do CNPJ e do SIMEI;
  • Emissão do Comprovante CCMEI;
  • Acesso ao “Perguntas e Respostas MEI e Simei”.

Além dessas funcionalidades, o aplicativo envia notificações importantes, como lembretes sobre vencimentos e alertas contra fraudes. Para garantir o recebimento dessas mensagens, é necessário manter as notificações ativadas no celular.

O acesso ao App MEI é realizado por meio da autenticação na plataforma gov.br, proporcionando maior segurança aos usuários. O aplicativo já está disponível gratuitamente para download na Google Play e na App Store.

O Marquês de Aguiar: Fernando José de Portugal e Castro e sua Influência na Administração do Brasil Joanino

Este artigo analisa a trajetória de Fernando José de Portugal e Castro, o Marquês de Aguiar, destacando sua atuação política e administrativa durante o período joanino no Brasil (1808-1821). Como Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Brasil, ele desempenhou um papel fundamental na organização governamental e na modernização do território colonial após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro. Serão abordadas suas principais medidas administrativas, suas relações políticas e seu impacto na transição do Brasil para um modelo de gestão mais autônomo.

Introdução

Com a chegada da corte portuguesa ao Brasil em 1808, um novo aparato administrativo foi implementado para adaptar a colônia à presença da monarquia. Entre os nomes de destaque estava Fernando José de Portugal e Castro, que assumiu importantes funções na administração joanina. Sua experiência anterior como vice-rei da Índia Portuguesa contribuiu para a sua capacidade de gestão e implementação de políticas no Brasil.

Contexto Político e Administrativo

Fernando José de Portugal e Castro foi nomeado Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Brasil em um período de grande transformação. Dentre suas principais ações, destacam-se:

  • A estruturação do sistema burocrático para gerir o Brasil como sede do império português;
  • O fortalecimento da administração pública com a criação de instituições que garantiam maior controle sobre a colônia;
  • O incentivo ao desenvolvimento econômico e político do Brasil, facilitando a abertura dos portos e a implementação de medidas modernizadoras.

Medidas Administrativas e Reformas

A gestão do Marquês de Aguiar contribuiu significativamente para a organização do Brasil enquanto território de gestão direta da Coroa. Algumas de suas medidas mais importantes incluem:

  • Abertura dos Portos (1808): Apoio à decisão de Dom João VI de permitir o comércio direto do Brasil com outras nações;
  • Criação de Novas Instituições: Expansão da estrutura administrativa e estabelecimento de novos órgãos governamentais no Brasil;
  • Reformas Militares e de Segurança: Fortalecimento das forças militares locais e organização de uma administração mais eficiente da justiça colonial.

Impacto e Legado

A atuação de Fernando José de Portugal e Castro foi fundamental para a preparação do Brasil rumo à sua futura independência. Sua gestão permitiu uma maior autonomia administrativa e econômica, que foi essencial para o fortalecimento da identidade brasileira. Além disso, suas reformas ajudaram a consolidar a presença portuguesa no Brasil até a Independência em 1822.

Conclusão

O Marquês de Aguiar foi uma figura essencial na administração do Brasil joanino. Seu papel na modernização da gestão política e econômica da colônia teve impactos duradouros, preparando o Brasil para a sua emancipação. Seu legado demonstra a importância da gestão eficiente e da política administrativa na transição de um território colonial para um país independente.

Referências Bibliográficas

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: A Elite Política Imperial. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1980.

HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

LYRA, Maria de Lourdes Viana. A História da Corte no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1995.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um Monarca nos Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

SILVA, Alberto da Costa e. A História do Brasil Através de Seus Governantes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2006.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Dólar sobe a R$ 5,85 com temor de recessão nos EUA

Bolsa acompanha mercado externo e cai 0,41%

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Num dia de turbulência no mercado global, o dólar teve forte alta e voltou a fechar acima de R$ 5,80 com temor de recessão nos Estados Unidos. A bolsa de valores acompanhou a movimentação global e caiu após três altas seguidas.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,852, com alta de R$ 0,061 (+1,06%). A cotação chegou a cair durante a manhã, chegando a R$ 5,77 na mínima do dia, por volta das 12h, mas inverteu a trajetória e passou a subir em reação a declarações do presidente Donald Trump.

Na máxima do dia, por volta das 16h10, chegou a R$ 5,87.

Apesar da alta desta segunda-feira, a moeda norte-americana cai 5,3% em 2025. Em março, a divisa registra queda de 1,08%.

Bolsa de Valores

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.519 pontos, com recuo de 0,41%.

Mesmo com a queda, a bolsa brasileira saiu-se melhor que as bolsas norte-americanas. Em Nova York, o índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 2,08%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, perdeu 4%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 2,7%.

Apesar de alguns fatores domésticos, o cenário global pesou mais.

O receio de que os Estados Unidos, a maior economia do planeta, entre em recessão intensificou-se após Donald Trump afirmar no domingo (9), em entrevista à televisão, que os Estados Unidos podem passar por um “período de transição” por causa de medidas como a imposição de tarifas comerciais e a falta de mão de obra decorrente da menor imigração.

Outro fator que prejudicou os países emergentes foi a divulgação de dados de deflação na China, provocada pelo menor consumo interno e pela estagnação do mercado de trabalho. Como o país asiático é o maior consumidor de bens primários do planeta, a notícia fez cair o preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).

No Brasil, o mercado aumentou a previsão de inflação para este ano. O boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, elevou para 5,68% a estimativa de inflação para 2025.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil