Radio Evangélica

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

CFC envia ofício à Receita Federal solicitando alterações no programa Gfip/Sefip

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) enviou um ofício ao Secretário Especial da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), José Barroso Tostes Neto, nessa segunda-feira (4), para reportar alguns problemas percebidos na versão 8.4_24_12_2020 do programa Gfip/Sefip. A referida versão está em desconformidade com as orientações do manual de usuários.  No documento, o Conselho solicita a reconsideração quanto à decisão de mudança nos manuais e pede alterações no Programa Validador que permitam a inclusão de valor no campo “Base de Cálculo da Previdência Social” para os afastamentos com código P1.

A conselheira do CFC, contadora Angela Dantas, pontuou os problemas encontrados. “A falta de coerência entre o manual e a última atualização do Sefip no que se refere ao comportamento do afastamento P1. Além deste ponto, foi diagnosticado erro na Sefip, código 150 e 155 e no afastamento acidentário - versão corrigida disponibilizada dia 30 de dezembro”, explicou.

De acordo com o Ofício n.º 002/2021 CFC-Direx, as instruções apresentadas no Manual da Gfip/Sefip 8.4, sobre o modo de utilização dos códigos de afastamentos a serem utilizados, não foram contempladas no Programa Validador. Essas informações são referentes à contribuição previdenciária patronal para os afastamentos de maternidade e a não tributação da parte patronal dos primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doença. “O manual do Sefip orienta preencher o afastamento temporário por motivo de doença, por período superior a 15 dias, com código P1 e indicar a base de contribuição previdenciária no campo ‘Base de Cálculo da Previdência Social’. Porém, quando se trata de código P1, o validador não aceita valores nesse campo, não permitindo, portanto, a indicação do cálculo previdenciário menor para gerar o cálculo nos termos do referido parecer”, esclarece o documento assinado pelo presidente do CFC, Zulmir Breda.

O texto ainda destaca que é de conhecimento do Conselho a possibilidade de modificação do manual, com a inclusão de novas regras de envio dos eventos de afastamento. A partir dessa mudança, haveria a exigência do envio de um código P3 ou O3, relativo aos primeiros 15 dias, mesmo para afastamentos maiores que 60 dias, e intermediários quando o primeiro for inferior a 15 e outro evento relativo aos dias superiores.

De acordo com o ofício, o CFC considera que uma nova metodologia “seria necessária e imprescindível, visto que o manual não destacou o que era necessário fazer”. Contudo, no documento, o Conselho explica que uma solução poderia ser alcançada com uma alteração do Programa Validador, que permita a indicação de valor no campo “Base de Cálculo da Previdência Social” para o código P1. 

A conselheira Angela Dantas destaca os benefícios de se manter os manuais já utilizados e da realização de apenas modificações no Programa Validador. “Não precisar alterar a regra já aplicada nos softwares de folha há mais de 20 anos e não mudar a dinâmica de lançamento dos atestados aos usuários do sistema” informou.

O CFC ainda lembrou que as mudanças de regras também exigiriam que todas as empresas desenvolvedoras do país realizassem alterações em todos os sistemas de softwares de pagamento, o que impactaria não apenas esse grupo, como os usuários do sistema.    

Fonte: Conselho Federal de Contabilidade


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Sine-JP inicia a primeira semana de 2021 com a oferta de 151 oportunidades de emprego

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-JP) oferece 151 novas vagas de emprego, na semana na primeira semana do ano, que compreende de 4 a      8 de janeiro de 2021. Há oportunidades para pessoas com todos os níveis de escolaridade, com ou sem experiência na função.

As funções com maior número de oportunidades são as de operador de telemarketing (20 vagas) exigindo Ensino Médio completo, sem experiência em Carteira de Trabalho, com habilidade com digitação, residir em João Pessoa. Vaga para home office, necessário possuir computador em casa. Vendedor de consórcio (20 vagas), exigindo Ensino Médio completo, sem experiência em Carteira de Trabalho, para trabalho interno.

Há também vagas para pizzaiolo (2 vagas), garçom (5 vagas), operador de caixa (2 vagas), segurança (6 vagas), entre outras.

O Sine-JP funciona na Avenida Cardoso Vieira, 85, Varadouro, e atende das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O trabalhador deve apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho. Para concorrer às oportunidades em que o empregador exige apenas o currículo, o interessado deve enviá-lo para o endereço sinejp.imo@joaopessoa.pb.gov.br.

Contato

As empresas que tenham interesse em anunciar vagas de empregos devem enviar seus dados e as exigências das funções para o e-mail sinejp.imo@joaopessoa.pb.gov.br. Os telefones para contato do setor de captação de vagas são: (83) 3214-1712; (83) 3214-3214 ou (83) 3214-1809. O serviço é gratuito.

Fonte: Prefeitura Municipal de João Pessoa – Imagem: Gilberto Firmino

Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda após renovar recorde

O Ibovespa fechou com uma queda discreta o primeiro pregão do ano, novamente sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, patamar que superou mais cedo ao bater recorde intradia, com as perdas em Nova York ditando um ajuste.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou esta segunda-feira com baixa de 0,14%, a 118.854,71 pontos. O volume financeiro somou 30,3 bilhões de reais.

Antes dos primeiros quinze minutos de pregão, o Ibovespa bateu 120.353,81 pontos, na esteira do otimismo com a vacinação contra a Covid-19 no exterior e um ambiente de expressivos estímulos monetários no mundo todo.

A deterioração em Nova York, porém, mudou tudo. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a renovar máximas na abertura, mas receios sobre o desfecho das eleições na Geórgia esta semana abriram espaço para uma correção em Wall St.

O persistente crescimento de casos de coronavírus nos EUA também minou o apetite por risco, em um contexto de receios sobre novas medidas de restrição para frear a disseminação da doença e seus efeitos na recuperação das economias.

Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown nacional na Inglaterra por causa da Covid-19.

O estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também citou “posição técnica ruim” e os “valuations esticados” para explicar a queda nas bolsas.

“Era tudo o que o mercado precisava para uma correção”, afirmou no Twitter.

Na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a 118.061,77 pontos.

As perspectivas para 2021, porém, continuam favoráveis para a bolsa brasileira, com estrategistas do Itaú BBA apostando em um cenário mais favorável para os mercados emergentes.

Entre as motivações para tal prognósticos, Fabio Perina e equipe citam a recuperação econômica global, menores riscos de políticas econômicas nos EUA, onde o banco central tem viés estimulativo.

DESTAQUES

- VALE ON subiu 4,59%, diante do fluxo de notícias ainda positivo para o setor de mineração e siderurgia desde 2020, o que também ajudou CSN ON, que avançou 7,28%. GERDAU PN fechou com elevação de 6,5% e USIMINAS PNA valorizou-se 2,26%.

- PETROBRAS PN avançou 2%, mesmo com a piora dos preços do petróleo no exterior, com o Brent fechando em queda de 1,37%. No setor, PETRORIO ON saltou 6,57%.

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,26% e BRADESCO PN recuou 2,62%, com o setor de bancos no vermelho. Pesquisa da Febraban estimou alta de 7% na carteira total de crédito no Brasil em 2021, ante expansão de 13,7% prevista para 2020.

- EMBRAER ON cedeu 5,42%, entre os destaques de baixa, assim como GOL PN e AZUL PN, que perderam 3,93% e 3,99%, respectivamente, na esteira de notícias sobre mais restrições relacionadas ao coronavírus, que afetaram fortemente o setor em 2020.

- IGUATEMI ON perdeu 4,55%, com ações de shopping centers na ponta negativa do índice, após dados fracos de vendas do setor no Natal e medidas restritivas em São Paulo. MULTIPLAN ON caiu 4,16% e BRMALLS ON recuou 3,74%.

Fonte: Reuters – Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Suspeitos de assaltos a motoboys são detidos durante a madrugada na cidade de Santa Rita

A Polícia Militar desarticulou um trio suspeito de assaltar motoboys de aplicativos de entrega de alimentos, na cidade de Santa Rita. A prisão e apreensão dos suspeitos, que têm 16, 20 e 28 anos, aconteceu durante a madrugada desta segunda-feira (4), após eles fazerem mais uma vítima, no bairro de Tibiri II.


Com os suspeitos, as equipes do 7º Batalhão recuperaram a moto levada da vítima de Tibiri II, além de dinheiro, celular e a mochila de trabalho do motoboy. Eles tinham escondido o veículo em um matagal, no bairro do Açude, também em Santa Rita. No crime, o trio usou um simulacro de revólver, que também foi apreendido pela PM. Um quarto suspeito que faz parte do bando já foi identificado e segue procurado.

Os três suspeitos e os pertences recuperados foram levados para a 6ª Delegacia Distrital, em Santa Rita, que deve investigar a participação deles em outros roubos ocorridos nos últimos dias, já que possuem as mesmas características físicas apontadas pelas vítimas.

Fonte: Polícia Militar da Paraíba

Brasil tenta assegurar importação de vacina da AstraZeneca da Índia

O governo brasileiro trabalha para garantir a importação da Índia de 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca que estão sendo produzidas pelo Serum Institute of India, apesar do anúncio do instituto de que só pretende exportar doses daqui a dois meses.

O Ministério das Relações Exteriores está à frente das negociações relacionadas à importação das doses prontas das vacinas da Índia, informou em nota a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira brasileira da AstraZeneca para produção local do imunizante e responsável pela importação.

Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou. No entanto, uma fonte do governo com conhecimento do assunto disse que o Brasil está otimista que o assunto será resolvido satisfatorimente em conversas entre autoridades sanitárias de ambos os países.

Mais cedo, duas fontes com conhecimento do assunto haviam antecipado à Reuters o trabalho diplomático do governo no sentido de assegurar a importação das vacinas.

Em 31 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fiocruz a importar 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca, em fabricação pelo instituto indiano. O pedido de importação teve como objetivo acelerar o início da imunização no país uma vez que a vacina receber a aprovação da Anvisa, segundo a fundação.

Contudo, no domingo, o Serum Institute of India informou que pretende se concentrar primeiro em atender a demanda imediata da Índia nos próximos dois meses antes de exportar para outros países interessados.

Em entrevista após a aprovação da vacina para uso emergencial no segundo país mais populoso do mundo, o presidente-executivo do Serum, Adar Poonawalla, disse que as exportações podem ser possíveis depois de fornecer ao governo indiano 100 milhões de doses iniciais.

Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, o veto a exportações indiano aparentemente não afeta o pedido brasileiro. Essa fonte disse que a proibição seria para novas iniciativas de importação de imunizantes, como a feita por clínicas privadas.

A decisão da Índia de proibir exportações poderia atrasar ainda mais o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil, que na hipótese mais otimista, está prevista para começar a partir de 20 de janeiro.

O Ministério da Saúde não se manifestou de imediato sobre o assunto.

A vacina da AstraZeneca é a principal aposta do governo brasileiro para imunizar a população contra a Covid-19, com expectativa de produção de 210 milhões de doses pela Fiocruz ao longo do ano, entre doses produzidas com insumos importados e doses totalmente fabricadas no país.

Até o momento, no entanto, a vacina ainda não recebeu aprovação regulatória da Anvisa. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que a fundação vai solicitar autorização para uso emergencial da vacina junto à Anvisa até quarta-feira.

O cronograma de produção da Fiocruz prevê a entrega do primeiro milhão de doses na semana de 8 a 12 de fevereiro.

Nesta segunda-feira, a Anvisa informou ter recebido dados da Fiocruz sobre a vacina a ser importada do Serum Institute of India, e disse que precisa avaliar a comparabilidade entre a vacina produzida no Reino Unido, que está sendo testada no Brasil, e a vacina fabricada na Índia.

O Reino Unido se tornou nesta segunda-feira o primeiro país do mundo a vacinar sua população com o imunizante, que foi desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Fonte: Reuters REUTERS/Francis Mascarenhas


Polícia Militar da Paraíba prende suspeito com quatro armas e mais de 60 munições no sertão

A Polícia Militar prendeu um suspeito que estava com três armas de fogo, mais uma arma de pressão, e 61 munições intactas e deflagradas no sertão do estado (foto acima). A ação da PM aconteceu nesta segunda-feira (04) no município de Juru, que fica a cerca de 393 quilômetros de distância de João Pessoa.

Todo o material foi encontrado na casa de um suspeito de 77 anos de idade, que foi preso pelos policiais da Força Tática da 5º Companhia Independente (5ª CIPM). Ele foi localizado na zona rural do município, logo após ser denunciado, pois estaria efetuando disparos de arma na localidade.

Na abordagem da PM ele confessou que possuía as armas e todo o material foi encontrado em sua casa. Com ele estavam duas espingardas de calibres 32,12, além da de pressão, e um revólver calibre 38. Foram apreendidas ainda 61 munições de diversos calibres, entre intactas e deflagradas.

Segundo a 5ª CIPM, ele estaria praticando ‘tiro ao alvo’, algo que ainda será investigado. As armas, munições e o suspeito foram encaminhados para Delegacia da Polícia Civil na cidade de Princesa Isabel para os procedimentos cabíveis.

Fonte: Polícia Militar da Paraíba


sexta-feira, 27 de março de 2020

EUA passam a liderar casos do coronavírus no mundo e cidades têm hospitais sobrecarregados


REUTERS/Jonathan Bachman
Os Estados Unidos ultrapassaram na quinta-feira a China e a Itália como o país com o maior número de casos de coronavírus, de acordo com uma contagem da Reuters, conforme Nova York, Nova Orleans e outros áreas de forte incidência enfrentavam um aumento nas hospitalizações e iminentes escassez de suprimentos, pessoal e leitos para os doentes.
As instalações médicas estavam com poucos ventiladores e máscaras protetoras e eram prejudicadas pela capacidade limitada de testes de diagnóstico.
O número de casos de coronavírus nos EUA chegou a 81.378, segundo a Reuters. A China ficou em segundo lugar com 81.340 casos, segundo os últimos dados, e a Itália em terceiro com 80.539 casos.
Pelo menos 1.178 pessoas morreram nos Estados Unidos pelo coronavírus.

Fonte: REUTERS

UE define prazo de duas semanas para resposta econômica sobre coronavírus


Poll/AFP/François WALSHARERTS
Os líderes da União Europeia (UE) definiram o prazo de duas semanas a partir desta quinta-feira (26) para apresentar uma resposta econômica coordenada para conter o impacto econômico do novo coronavírus, em uma cúpula por videoconferência que confirmou a divisão entre os países do bloco.
"Convidamos o Eurogrupo (de ministros das Finanças da Zona do Euro) a apresentar propostas em um prazo de duas semanas", que levem em consideração "a natureza sem precedentes do impacto a Covid-19", informaram em uma declaração conjunta.
Os mandatários europeus adiaram, assim, uma resposta coordenada após seis horas de discussão por videoconferência, durante a qual a Itália ameaçou não apoiar a declaração conjunta final ao considerar insuficientes as ações comuns da UE.
Charles Michel, que considerou as discussões "muito profundas, intensas e de qualidade", explicou que as propostas do Eurogrupo devem "permitir enfrentar essa crise e os seus impactos à estabilidade da UE".
As discussões, tanto dos líderes como dos ministros das Finanças, na última terça-feira, foram marcadas pela oposição entre os países do sul, que concordam em tornar os títulos da dívida pública mútuos, e os do norte, contrários a essa decisão.
Os líderes da Itália, França, Espanha e outros seis países aumentaram a pressão nesta quarta-feira ao enviar uma carta pedindo para se buscar "um instrumento de dívida comum por uma instituição europeia", iniciativa recusada pela Alemanha e a Holanda.
Durante uma coletiva de imprensa, a chanceler alemã, Angela Merkel, recusou o que seria chamado de "coronabônus", defendendo o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), o fundo de resgate da Zona do Euro, que "oferece muitas possibilidades".
Uma das ideias é que o MEDE coloque em ação linhas de crédito precautórias para um país ou para um grupo de países, embora alguns, como a Itália, sejam contra que se imponham condições para a sua concessão, quando a crise da dívida continua na memória.
Os países europeus reproduzem as divisões geradas durante a última crise da dívida, que surgiu após o crash de 2008, entre o norte partidário da disciplina fiscal e o sul, visto como mais displicente.
"Não se podem cometer os mesmos erros da crise de 2008, que gerou descontentamento e divisão em relação ao projeto europeu, e causou o aumento do populismo", ressaltou o mandatário espanhol, Pedro Sánchez.
- Apoio duplo a Bruxelas -
A Europa, com 16.000 mortos e cerca de 275.000 casos confirmados da doença, é o continente mais afetado pelo novo coronavírus que, desde que surgiu em dezembro na China, matou mais de 23.000 pessoas no mundo e infectou mais de meio milhão, segundo balanço feito pela AFP.
Por causa da pandemia da Covid-19, a Comissão Europeia prevê que a economia da UE e da Zona do Euro, onde milhões de pessoas estão em confinamento, entrará em recessão em 2020.
Os líderes solicitaram que os presidentes do Executivo comunitário, do Conselho Europeu e do Banco Central Europeu (BCE) "comecem a trabalhar em um roteiro que contenha um plano de ação" para a recuperação econômica do bloco.
Eles também apoiaram as medidas para conter a crise adotadas até o momento pela Comissão Europeia, como a criação de uma Iniciativa de Investimentos em Resposta ao coronavírus, com a qual a Eurocâmara pareceu ser favorável nesta quinta.
Além dela, a iniciativa que busca mobilizar até € 37 bilhões em apoio aos sistemas de saúde, empresas e cidadãos. Os eurodeputados também aprovaram as regras de faixas horárias no setor do transporte aéreo, entre outras medidas.
Os 27 dirigentes também apoiaram a "ação decisiva" do BCE com seu plano de compra da dívida e a flexibilização por parte da Comissão quanto às regras sobre ajudas estatais e de disciplina fiscal em apoio ao gasto público nacional.

Fonte: AFP

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Setor de máquinas e equipamentos tem queda na receita de 3,6%


Queda foi influenciada pela diminuição das exportações


Arquivo/Agência Brasil

O setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 3,6% na receita líquida de janeiro em comparação com o mesmo mês de 2019. Segundo balanço divulgado, hoje (27), pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita ficou em R$ 7,9 bilhões no primeiro mês deste ano, uma retração de 9,4% na comparação com dezembro do ano passado. No acumulado de 12 meses há uma ligeira alta de 0,3%, com uma receita líquida de R$ 121,8 bilhões.
A queda foi influenciada pela diminuição das exportações, que tiveram uma redução de 26,6% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2019, ficando em US$ 554,6 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 7,8%, com as vendas para o exterior totalizando US$ 9,3 bilhões.
De acordo com a Abimaq, as exportações vinham caindo devido a diversos fatores externos, como a recessão argentina e a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. Esse cenário ficou, segundo a associação, ainda mais complicado com o surto do novo coronavírus.
As vendas de máquinas para os Estados Unidos apresentaram queda de 44,8% em janeiro em comparação com o primeiro mês de 2019. Os norte-americanos representam 27,6% do mercado externo do setor. A América Latina, destino de 33,7% das vendas para o exterior, teve retração de 12,3% nas compras de janeiro. Enquanto as vendas para a Europa caíram 9,4%.
O nível de emprego no setor registrou alta de 0,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2019, com 305,2 mil pessoas empregadas. Em 12 meses, o número representa um crescimento de 2,7%.

Fonte: Agência Brasil

Wall Street caminha para pior semana desde crise de 2008


AFP / Johannes EISELE
Wall Street despencava no início do pregão desta quinta-feira, caminhando para a pior semana desde a crise financeira de 2008, enquanto a progressão global do coronavírus aterrorizava ainda mais os investidores, que preferem ativos considerados menos arriscados.
Por volta das 15h40 GMT (12h40 de Brasília), seu principal índice, o Dow Jones Industrial Average, caía 3,33% e o S&P 500, que representa as 500 maiores empresas de Wall Street, 3,44%.
O Dow Jones e o S&P 500 estão prestes a registrar sua sexta sessão consecutiva em declínio. O Dow Jones caiu mais de 10% em relação ao seu recorde, alcançado em 12 de fevereiro.
O Nasdaq, com forte coloração tecnológica, caía 3,92%.
Neste momento, essas são as perdas semanais mais pesadas para os principais índices de Nova York desde o pico da crise financeira global no outono de 2008.
Um sinal da aversão ao risco de mercado, a taxa de 10 anos dos títulos do Tesouro americano continuava a evoluir perto de seu mínimo histórico, em 1,259%.
No entanto, de acordo com Art Hogan, da National, esse nível não é "um indicador de uma recessão, mas o sinal de uma corrida por ativos mais seguros, como ouro, dólar ou ações que geram altos dividendos".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quis expressar confiança na quarta-feira à noite, dizendo que uma disseminação em larga escala do novo coronavírus nos Estados Unidos não é inevitável.
Mas o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou um primeiro caso de "exposição desconhecida" na Califórnia. Essa pessoa não viajou para as áreas de risco nem entrou em contato com outro paciente.
Até agora, mais de 78.000 pessoas foram infectadas na China, incluindo cerca de 2.800 fatalmente. O coronavírus também afeta dezenas de outros países, com uma estimativa de 3.600 infecções e mais de 50 mortes.
Além do número de mortos, os observadores estão cada vez mais alarmados com as conseqüências econômicas da epidemia.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, os analistas da Goldman Sachs antecipam que as empresas americanas não experimentarão crescimento dos lucros em 2020 se o coronavírus continuar a crescer.
"A revisão em baixa de nossas previsões reflete o forte declínio da atividade econômica chinesa no primeiro trimestre, o declínio na demanda para os exportadores americanos, a interrupção da cadeia de suprimentos, a desaceleração da atividade econômica americana e maior incerteza", escreveram.
Ilustração dessa advertência, a Microsoft (-3,7%) emitiu um aviso sobre seus resultados na quarta-feira, indicando que não alcançaria suas metas de vendas trimestrais para o Windows e sua gama de computadores Surface devido aos atrasos na produção causados pelo coronavírus.

Fonte: AFP