Radio Evangélica

terça-feira, 14 de junho de 2016

Temer manda AGU recorrer ao STF para retomar comando da EBC

Recurso pede retorno de Laerte Rímoli  para o comando da empresao, que foi substituído pelo também jornalista Ricardo Melo, anteriormente nomeado por Dilma para quatro anos de mandato
O jornalista Laerte Rímoli 
Brasília – Em mais uma queda de braço entre o governo do presidente em exercício Michel Temer e a presidente afastada Dilma Rousseff, a Advocacia-Geral da União deu entrada, na semana passada, no Supremo Tribunal Federal com um recurso pedindo o retorno do jornalista Laerte Rímoli  para o comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)  Rímoli substituiu o também jornalista Ricardo Melo, no dia 17 de maio, nomeado por Dilma, para quatro anos de mandato, dias antes de a presidente ser afastada pelo Senado. Por considerar a sua demissão “ilegítima”, Melo entrou na Justiça pedindo sua volta ao cargo. No dia 2 de junho, o ministro do STF Dias Tofoli concedeu liminar permitindo a volta de Melo, criando um duplo comando na empresa. Em sua justificativa, a AGU diz que Temer não cometeu qualquer tipo de ilegalidade ao afastar Melo.
No fim de semana o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, defendeu a extinção da EBC, alegando que a empresa se transformou num "cabide de emprego" e "foco de militância". O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, por sua vez, defendeu “ampla reforma” na empresa e informou que determinou um pente-fino para avaliação da situação real dela.
As declarações dos ministros foram recebidas com “surpresa” na EBC e provocaram reação dos servidores. O representante dos empregados no Conselho de administração da empresa, Edvaldo Cuaio, rechaçou a intenção do governo interino de acabar com a EBC. Cuaio, que reconhece que a empresa, no último ano, foi usada "fora da sua finalidade" e como "cabide" de empregos, declarou que os empregados não aceitam que a empresa seja usada como "massa de manobra" do governo em exercício. 


TÂNIA MONTEIRO - O ESTADO DE S.PAULO

domingo, 12 de junho de 2016

Água da transposição chega aos reservatórios da Paraíba até março de 2017

Informação foi confirmada no sábado pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, após inspeções realizadas em trechos da obra na Paraíba, em Pernambuco e no Ceará.

Foto: Walter Rafael/Secom-PB
As águas da transposição do São Francisco, que vão abastecer a população no semiárido nordestino, já estarão em reservatórios no primeiro trimestre de 2017. A informação foi confirmada no sábado (11), pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, após inspeções realizadas em trechos da obra na Paraíba, em Pernambuco e no Ceará.
Ainda segundo o ministro, a conclusão das obras físicas nos dois eixos do empreendimento - Norte e Leste - está prevista para dezembro deste ano.
“O objetivo é garantir a entrega tanto do Eixo Norte quanto do Eixo Leste até dezembro deste ano e a chegada das águas ainda no primeiro trimestre de 2017, com o enchimento de todos os reservatórios. É uma obra estratégica e fundamental para que possamos garantir água para os brasileiros desta região”, afirmou Helder Barbalho.
O Projeto São Francisco vai garantir o abastecimento constante de água a uma população de 12 milhões de pessoas em 390 municípios. Ceará e Rio Grande do Norte são os outros dois estados que receberão águas da maior obra de infraestrutura hídrica do país.


Visita na Paraíba


O primeiro ponto de vistoria foi o túnel Engenheiro Giancarlo Cavalcanti, em Monteiro (PB), onde equipes se revezam em atividades 24 horas por dia. A estrutura interligará os estados de Pernambuco e Paraíba. As escavações já alcançaram 2,2 quilômetros do total de 3 quilômetros de comprimento.


Portal Correio

Suposto mentor de grupo que cometeu atentados na Espanha vive no Brasil (jornal)

AFP/Nelson Almeida
Um espanhol apontado como mentor de um grupo de extrema direita que realizou atentados sangrentos no fim dos anos 1970 vive no Brasil, para onde fugiu quando seria processado por assassinato, assinala neste domingo o jornal "El País", que o localizou e entrevistou.
"Sim. São os primeiros a chegar. Como me localizaram?", perguntou José de las Heras Hurtado, 72, ao confirmar sua identidade ao jornal, em um modesto restaurante que administra no Guarujá, em São Paulo, onde vive.
Deixando para trás a mulher e dois filhos, o advogado fugiu da Espanha em 1984, quando começava seu julgamento por assassinato, pelo atentado contra um bar de Madri, em 1979, que deixou um morto e uma dezena de feridos na época da transição para a democracia.
Autoridades o apontavam como líder do grupo Frente da Juventude, ao qual são atribuídos este e outros atentados, que, no total, causaram três mortes.
Apesar de ter sido detido em 1981 com outros membros da organização, De Las Heras afirmou ao jornal que não conheceu as pessoas que cometeram os atos violentos, e que deixou a Espanha porque não teria um julgamento justo.
"Quando cheguei ao Brasil, às 10h30, começava na Espanha meu julgamento. Dei gargalhadas. Eu estava no Rio de Janeiro! Ser condenado a 20 anos de cadeia? Passar 20 ou 25 anos da minha vida em uma prisão? Não, sob nenhuma hipótese. Eu amo a liberdade", disse.
"Parti porque me disseram: seu caso está prejulgado, certamento irão condená-lo. Nunca me arrependi de minha decisão", assinalou.
Graças aos laços criados com a direita latino-americana, De Las Heras chegou ao Brasil com cartas de recomendação para viver no Chile ou Paraguai, regidos por ditaduras de direita, mas optou pelo Brasil, onde começou uma vida nova como cozinheiro em um hotel.
Apesar de as três ordens de captura internacionais da Justiça espanhola contra ele já terem prescrito, a última em 2013, De Las Heras afirma que não pensa em deixar o Brasil, onde vive com a nova mulher, uma brasileira.
"Estou morando em uma favela, mas os vizinhos me apreciam e me respeitam", diz.


AFP

Odebrecht pagou R$550 mil a lobista mesmo quando estava preso

Baiano embolsou meio milhão da Odebrecht por ‘consultoria’

Foto: Estadão Conteúdo
O lobista Fernando Baiano admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil, em duas parcelas, enquanto ele estava preso. Ele passou quase um ano detido entre 2014 e 2015, em Curitiba, base da Operação Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo Baiano, um dos operadores de propina no esquema de corrupção instalado na Petrobras, o pagamento foi feito por uma ‘consultoria lícita’ sobre uma refinaria de em Angola.
Ele declarou que em 2009 foi procurado por Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira para que indicasse uma empresa possivelmente interessada em um projeto em Angola. Segundo Baiano, a consultoria Cezar Tavares havia sido contratada pela Sonangol, no país africano, para desenvolver novos negócios.
“A consultoria passou a procurar parceiros brasileiros para a construção de obras na refinaria de Lobito e pediu que indicasse alguém; que, então, o declarante entendeu por bem indicar a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, que tinham mais atuação em Angola; que a consultoria acabou optando por escolher a Odebrecht; pelo que foi informado ao declarante, a ideia de Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira era ajudar a Odebrecht a montar uma proposta técnica para vencer a concorrência para algumas obras na refinaria”, relatou.
O operador de propinas afirmou que Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira disseram que, por estarem mais próximos à Sonangol, poderiam ajudar a Odebrecht a conseguir contratos na refinaria.
Fernando Baiano diz que falou com o então diretor da Odebrecht Rogério Araújo – sobre outras obras -, para aproximar a empreiteira de da Cezar Tavares Consultoria.
Rogério Araújo foi preso na Lava Jato em 19 de junho do ano passado. O executivo ficou preso até abril, quando foi para regime domiciliar por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Com informações da Agência Estado.


Diário do Poder

sábado, 11 de junho de 2016

Governo gastou cerca de R$ 650 mil com manutenção de Dilma após afastamento

Dilma Rousseff vive desde o dia 13 de maio uma derrocada dourada. Ela já havia reconhecido que, afastada pelo Senado, seria “carta fora do baralho”. Mas, enquanto aguarda o veredicto final dos senadores no julgamento do impeachment, permanece no Palácio da Alvorada, às expensas dos contribuintes. Fechada a contabilidade de maio, o governo gastou com Dilma cerca de R$ 650,7 mil. Os dados obtidos pelo blog são oficiais. Podem ser conferidos no quadro que ilustra esse post. Procurada por meio de sua assessoria, Dilma não quis fazer comentários sobre o tema.
O custo mais alto refere-se à folha salarial: R$ 446.441,09. Dilma fez jus ao contracheque integral: R$ 38.049,68. A cifra superou o teto do funcionalismo, medido pelo salário dos ministros do STF, hoje fixado em R$ 33.700. A remuneração do staff que Dilma recrutou para assessorá-la custou em maio R$ 312.536,48. A soma inclui encargos, comissões e gratificações. Outros R$ 95.854,93 foram pagos à equipe que dá prontidão médico no Alvorada.
Excluíram-se da conta as mais de cem pessoas que asseguram ao palácio presidencial uma hospedagem cinco estrelas: cozinheiros, garçons, arrumadeiras, seguranças e um infindável etcétera. Ainda assim, o Planalto, agora sob nova direção, cogita forçar uma redução das despesas com a assessoria direta de Dilma. Alega-se que é preciso reforçar a equipe do presidente interino Michel Temer.
O segundo item mais oneroso foi a conta das viagens de Dilma. Noves fora as despesas com os aviões da FAB, usados por Dilma, as equipes que viajaram antes para preparar os três deslocamentos realizados entre os dias 13 e 30 de maio sorveram R$ 113.100,59 em passagens aéreas e diárias. O Planalto achou um exagero, já que Dilma não cumpre mais agendas oficiais como presidente. E decidiu impor limites às viagens dela.

Há uma semana, escorando-se em parecer da assessoria jurídica da Casa Civil, o Planalto restringiu as viagens da presidente afastada nas asas da FAB aos voos entre Brasília e Porto Alegre, cidade que Dilma adotou para viver e onde moram sua filha e seus dois netos. Dilma estava na capital gaúcha quando soube da novidade. Subiu no caixote: “Houve uma decisão da Casa Civil ilegítima, cujo objetivo é proibir que eu viaje'', disse. Ameaçou viajar em aviões de carreira. Acabou se entendendo com o PT, que fretará jatos para suas viagens.
No período entre os dias 13 e 31 de maio, foram lançadas nos cartões de pagamento do Alvorada despesas de R$ 81.675,49. O grosso foi destinado à compra de alimentos e produtos para copa e cozinha: R$ 62.112,69. O resto pagou da manutenção dos automóveis à aquisição de produtos de limpeza e higiene. De resto, as contas de telefones celulares, atualizadas até o dia 6 de junho, custaram R$ 4.598,16. A de internet, fechada em 8 de junho, saiu por R$ 4.893,00.
O prazo para que Dilma seja julgada pelo Senado é de até seis meses. Mas estima-se que a votação ocorrerá em meados de agosto. São pequenas as chances de um retorno.




Blog do Josias

Janot defende que denúncia contra Lula seja enviada para Sergio Moro

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer pedindo que o STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhe para o juiz Sergio Moroa denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista é acusado de ter atuado para evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró na Lava Jato.
Segundo a Folha apurou, a tendência é de que o ministro Teori Zavascki, relator do processo, encaminhe a acusação nos próximos dias para a Justiça do Paraná.
A denúncia envolve ainda Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) que perdeu a vaga no Senado após virar delator do esquema de corrupção. Com a cassação de mandato de Delcídio, não há mais acusados com foro privilegiado.
A denúncia ainda tem como alvo o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, seu filho, Maurício Bumlai, o banqueiro Andre Esteves, e Diogo Ferreira, ex-assessor de Delcídio. A ideia seria evitar que fossem delatados pelo ex-diretor.
Segundo a Procuradoria, eles teriam atuado para comprar por R$ 250 mil o silêncio de Cerveró.
A PGR afirmou ao STF que Lula "impediu e ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai, e Maurício de Barros Bumlai", e pede a condenação de todos por obstrução da Justiça.
Os investigadores analisaram e-mail, extratos bancários, telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis.
Esse é o segundo parecer encaminhado ao Supremo por Janot pedindo que as investigações envolvendo Lula fiquem na Justiça do Paraná. Além da denúncia, Lula é alvo de inquéritos que apuram seu suposto envolvimento na Lava Jato, que estão parados no Supremo desde que o Teori acolheu uma representação da presidente afastada Dilma Rousseff pedindo a anulação da decisão de Moro que derrubou o sigilo dos grampos envolvendo Lula e autorizou a divulgação dos diálogos de Lula. A PGR pede que a ação seja rejeitada pelo Supremo.
O relator considerou ilegal a divulgação das interceptações e quer avaliar de quem é a competência para continuar as apurações envolvendo Lula: se o caso ficará no Supremo ou se permanecerá na Justiça do Paraná.
Serão analisadas investigações como as ações da 24ª fase da Lava Jato, que tiveram o petista, pessoas próximas, empresas e imóveis como alvo, além de casos conexos.
A decisão do ministro foi motivada porque pessoas com o chamado foro privilegiado, que só podem ser investigadas com aval do STF, foram alcançadas nas apurações da força-tarefa da Lava Jato, especialmente Dilma.
Isso ocorreu em meio a nomeação de Lula para a Casa Civil, logo depois de ter sido alvo da Lava Jato. A posse foi suspensa por decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes que apontou indícios de desvio de finalidade na indicação, que teria objetivo de tirar Lula das mãos de Moro.

Em depoimento à PGR, Lula disse que jamais discutiu com Delcídio a tentativa de obstruir a delação de Cerveró. A defesa de José Carlos Bumlai tem negado acusações. A defesa de André Esteves declarou que ele não cometeu nenhuma irregularidade. 


Por Márcio Falcão e Valdo Cruz para a Folha de São Paulo

Ministério das Cidades confirma retirada de verba do Viaduto do Geisel e diz que foi em atenção aos senadores

O governador Ricardo Coutinho (PSB) revelou nesta sexta-feira (10) que o Governo Federal cortou nesta semana o montante de R$ 17,5 milhões já depositados nas contas do Estado para a continuidade das obras no viaduto do Geisel, em João Pessoa. A obra é considerada essencial para as pretensões eleitorais do gestor paraibano, que apoia a pré-candidata Cida Ramos a prefeita de João Pessoa. Aliado de primeira ordem da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o socialista acredita em retaliação. Ricardo Coutinho pretende judicializar a questão, mas, antes acionou parlamentares paraibanos para que eles tentem reverter a questão junto ao ministro das Cidades, Bruno Araújo.

Veja a nota completa emitida pelo Ministério das Cidades:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação à obra de construção do viaduto Geisel, em João Pessoa, na Paraíba, o Ministério da Cidades esclarece que, para melhor gestão do orçamento, houve a retirada dos R$ 17,8 milhões, já que o governo afastado liberou a integralidade da verba sem que a obra estivesse com o nível de medição de acordo com os critérios necessários para o recebimento do valor questionado.
Em visita à Paraíba na semana passada, o Ministro Bruno Araújo, em atenção aos senadores paraibanos, sinalizou estudar a questão da obra do viaduto Geisel, adequando o pagamento à porcentagem real de execução da obra, que hoje está em 22%.
O que salta aos olhos é o governo do Estado da Paraíba buscar ter tratamento privilegiado em detrimento às centenas de obras pelo País com medições bem mais avançadas e deixadas sem pagamento pelo governo afastado. É algo que foge ao padrão da administração pública.
Se a opção do governo paraibano é demandar judicialmente, o Ministério das Cidades vai aguardar a notificação judicial para providências pela Advocacia Geral da União e aguardará o transito em julgado da decisão.



Portal do Litoral 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ricardo discute liberação de recursos durante audiências em Brasília

O governador Ricardo Coutinho cumpriu agenda administrativa durante esta quarta-feira (8) em Brasília. Além de audiências com representantes do Banco Mundial e do Banco Europeu de Investimentos, sobre a possibilidade de financiamento para ações na área de segurança hídrica, ele também esteve com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, com quem conversou sobre liberação de recursos para o Hospital de Oncologia de Patos, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros, tratando sobre a atualização do sistema de tributação Supersimples.

Pela manhã, Ricardo esteve com o diretor do Banco Mundial, Martin Carl Heinrich Raiser, o especialista setorial Thadeu Abicalil e a especialista em recursos hídricos Paula Freitas. À tarde, o governador conversou com o vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos, Román Escolano, o chefe da divisão para operações na América Latina e Caribe, Philippe Szymczak, e o responsável pelas operações na América Latina, Alexandre Staff Varela.

Em ambas, o tema de discussão é a possibilidade de estabelecer parcerias para concretizar financiamentos e, assim, realizar ações importantes, especialmente no interior da Paraíba. Com o Banco Mundial, há a perspectiva de empréstimo dentro do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), revertido para o projeto Cooperar, no estado. “A perspectiva é unir US$ 50 milhões do Banco Mundial mais US$ 30 milhões de recursos estaduais para aplicar em arranjos produtivos e na segurança hídrica”, informou o governador Ricardo Coutinho.

Em uma parceria entre o Governo da Paraíba, o Banco Mundial e o Banco Europeu de Investimentos, há ainda a possibilidade de financiar ações exclusivamente na área de recursos hídricos, com destaque para o sistema adutor da Borborema. “Queremos pegar a água do Rio São Francisco, em Monteiro, reforçar todas as adutoras existentes e levar até o município de Picuí, um projeto ambicioso”, explicou o governador, pontuando que o orçamento chegaria a R$ 600 milhões, um investimento, em sua opinião, necessário para assegurar a segurança hídrica da região.

Ao todo, os recursos poderiam chegar a uma soma que ultrapassaria R$ 1 bilhão, proporcionando construção e manutenção de barragens e ações no saneamento básico das regiões metropolitanas de João Pessoa e Campina Grande. Contudo, Ricardo faz uma advertência: “É preciso que o Governo Federal sinalize positivamente e libere essas negociações, pois não podemos ter a economia estagnada. Não é possível termos um setor privado que não investe e também não termos a possibilidade dos estados investirem por meio desses empréstimos”.

Ele ressaltou ainda que a situação financeira dos estados, não somente da Paraíba, é preocupante. “O Fundo de Participação dos Estados, liberado no dia 10 de junho, sofreu uma redução de 15,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, e uma redução de 52% em relação ao mês de maio, algo impraticável. Ninguém vai conseguir governar e pagar as contas com essa contínua queda de receita que os estados estão sendo obrigados a ter”, analisou Ricardo. Relacionado ao tema, houve também uma reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros, com quem discutiu os detalhes relacionados à redução do chamado Supersimples.

O Supersimples, que é o sistema de tributação diferenciado para as micro e pequenas empresas, está passando por uma atualização, com projeto já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e que aguarda votação no Plenário da Casa. O PLC 125/2015 aumenta os limites de receita bruta anual para que as empresas se enquadrem no programa.

Para Ricardo Coutinho, é preciso analisar com bastante cautela os impactos dessa atualização. “Eu peguei as informações agora, preciso estudar bastante antes de publicizar uma opinião a respeito do assunto”, esclareceu. O governador reconhece que há uma melhoria significativa em relação ao projeto original, que classificou como “impraticável”, mas que espera que a receita dos estados não seja mais impactada do que já é.

“Não temos mais capacidade de perder receita, é preciso considerar isso como algo real e concreto. Os estados que atrasam a folha prejudicam os comércios locais. Nossa luta é manter os salários em dia, perdendo receita mês a mês. É preciso fazer com que os estados possam respirar um pouco, ao mesmo tempo, permitindo que os estados possam investir através desses recursos advindos de financiamentos”, arrematou.

Hospital de Oncologia de Patos - Por fim, Ricardo também se reuniu com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para tratar exclusivamente da questão do Hospital de Oncologia em Patos, que irá atender a todo o Sertão e a pacientes de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará nos tratamentos de câncer. Para o governador, é preciso criar opções que desobstruam os já superlotados Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, e o Hospital da FAP, em Campina Grande, mas que é preciso de suporte do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo custeio dos tratamentos de doenças de alta complexidade.

“O estado não tem como custear o funcionamento do hospital sozinho, estamos dentro do SUS e ele precisa dar respostas. A Paraíba é, proporcionalmente, o estado com maior rede hospitalar e a menor distribuição per capita de recursos do SUS no país. É um contrassenso, uma conta que não fecha”, explicou Ricardo Coutinho. Dentro de uma semana, o ministro da Saúde se comprometeu em dar uma resposta a respeito da solicitação. “O prédio está concluído e o estado se compromete a comprar os equipamentos. Precisamos da resposta do ministério para poder, efetivamente, abrir esse equipamento tão importante para nosso estado e para nossos estados vizinhos”, concluiu.


Parlamento PB

Dólar fecha abaixo de R$ 3,40, no menor nível em 11 meses

Foto: Internet/Reprodução
Em queda pela quarta sessão seguida, o dólar fechou abaixo de R$ 3,40 pela primeira vez em 11 meses. O dólar comercial encerrou a quarta-feira (8) vendido a R$ 3,37, com queda de R$ 0,079 (-2,29%). A moeda norte-americana está na menor cotação desde 29 de julho do ano passado (R$ 3,329).
O dólar operou em baixa durante todo o dia, mas a queda intensificou-se a partir das 12h. A divisa acumula queda de 6,7% apenas em junho e de 14,7% em 2016.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dia foi marcado por forte alta. O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, subiu 2,26%, para 51.629 pontos.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, tiveram valorização expressiva. Os papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionistas, subiram 8,27%, para R$ 12,05. As ações preferenciais, que têm prioridade na distribuição de dividendos, saltaram 8,93%, para R$ 9,39.

Hoje, o Banco Central (BC) não interveio no câmbio para segurar a queda do dólar. Além do cenário interno, a cotação foi influenciada pelo cenário internacional. Os preços do barril do petróleo subiram para os maiores níveis desde em oito meses. O barril do tipo Brent fechou vendido a US$ 52,72, acima de US$ 52 pela primeira vez desde julho do ano passado.
A recuperação do preço do petróleo ajuda países exportadores de commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional) como o Brasil. Com as exportações brasileiras mais caras, mais dólares entram no país, empurrando a cotação para baixo.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco


O maior de todos os assaltos, o assalto à inteligência

De milhões de brasileiros, tomaram o intelecto e a honestidade! Como calcular o valor desse dano? Mentiram-lhes tanto que já não se importam com a diferença entre verdade e mentira. Trata-se de uma atividade que se conta em décadas.

É um dos confrontos mais decisivos da história do Brasil. E terrivelmente desigual. De um lado, atuam grupos sociais espontaneamente organizados, dependentes apenas do idealismo e do civismo de seus membros. Mobilizam-se contra o uso político, ideológico e partidário do sistema de ensino. De seu sucesso depende a possibilidade de que o Brasil, num horizonte de médio prazo, possa contar com a ação livre, criativa e produtiva de sua juventude para embarcar num padrão de desenvolvimento compatível com os países que já colhem os resultados de sua opção pela Educação.
No outro lado desse confronto estão os que, ao longo de sete décadas, numa continuada ação de pirataria intelectual, se foram apropriando dos instrumentos essenciais do ensino em nosso país. Nada concederam ao acaso. Escalaram a nave educacional pela popa e pela proa, ocuparam o convés, assumiram o leme, ergueram-se pelo cordame e hastearam uma bandeira vermelha no topo do mastro maior, para que todos saibam a que e a quem serve o imenso e malbaratado investimento nacional em Educação. É uma estrutura tão danosa quanto poderosa. Ela se vale do uso abusivo da sala de aula por professores que aparentemente aprenderam com os índios jivaros  a técnica de encolher cabeças; da militância dos sindicatos profissionais dos docentes; da apropriação política do Ministério da Educação, de suas verbas e programas; do controle dos conteúdos dos livros didáticos; das provas e concursos públicos, do ENEM, e por aí vai. O que acontece no setor “cultural” é um nadinha, merreca, comparado com o que acontece no “educacional”.
Mas não só isso. Se você pensa que os controladores dessa agenda nos últimos 13 anos só roubaram o nosso dinheiro, o patrimônio público, a credibilidade do país, saiba que o magno malefício da corrupção é pequeno se comparado com o assalto ao sistema de ensino, que já abocanhou as potencialidades e o futuro de mais de uma geração de brasileiros, formatados para serem massa de manobra do movimento revolucionário em curso. De milhões de brasileiros, tomaram o intelecto e a honestidade! Como calcular o valor desse dano? Mentiram-lhes tanto que já não se importam com a diferença entre verdade e mentira. Trata-se de uma atividade que se conta em décadas e que, na prática, viabilizou a chegada ao poder, em 2003, do grupo que governou o Brasil nos últimos 13 anos. A tragédia social, política e econômica que se produziu no país compõe o inevitável refrão do fracasso que se sucede a cada cantoria de quem governa sob tais ideias e sob lideranças assim em qualquer parte do planeta. Nunca fizeram algo melhor do que isso.
O que mais bem expressa esse confronto entre o Brasil que está concebido pelo sistema de ensino que temos e aquele pelo qual todo brasileiro anseia, é a atividade do movimento Escola Sem Partido. Há muitos anos, sob a liderança de Miguel Nagib, esse grupo vem denunciando a pirataria apátrida das bandeiras vermelhas, símbolos de uma revolução que nenhuma pessoa sensata poderia desejar. E se é algo que nenhum pai ou mãe há de querer para seus filhos, cabe, então, a pergunta: como conseguem, os piratas da Educação, mobilizar pessoas para algo que, em todas as suas experiências, só gerou miséria e opressão? Resposta simples: acabando com a sensatez. E é impossível acabar com a sensatez sem controlar os meios de ensino.
A UNE, União Nacional de Estudantes, há mais de meio século é comandada por jovens comunistas, estudantes profissionais, a serviço de uma agenda apátrida, de pirataria política, que nada tem a ver com o bem do Brasil. Em nome de qual interesse público a rapaziada da UNE recebe milhões de reais por ano do nosso dinheiro para queimarem em festas, bebidas e viagens e, claro, atenderem com docilidade aos estalos de dedo dos que lhes suprimiram mente e caráter?


Escrito por Percival Puggina (http://puggina.org/) para o Mídia sem Máscara