Radio Evangélica

domingo, 25 de dezembro de 2016

Em mensagem de Natal, Temer diz que em 2017 Brasil sairá da crise

Imagem:Andressa Anhotele/AFP
Em uma mensagem de Natal, o presidente Michel Temer afirmou que o país está encerrando um ano "de imensos desafios".
"2017 será o ano em que derrotaremos a crise", afirmou o presidente.
"O Brasil tem pressa e eu também", declarou em uma transmissão de rádio e televisão que durou somente três minutos e meio.
O presidente insistiu que seu governo está tomando as medidas para que o país retome o crescimento e disse que o Brasil está no caminho certo.
Em sua mensagem o presidente destacou a recente aprovação no Congresso de uma reforma constitucional que bloqueia os gastos públicos por 20 anos assim como os projetos para enrijecer o sistema previdenciário e flexibilizar as leis trabalhistas.
Segundo a última pesquisa do Datafolha, Temer conta com apenas 10% de aprovação e mais de 60% dos brasileiros querem que ele renuncie antes de completar o mandato de Dilma Rousseff.


sábado, 24 de dezembro de 2016

Lava Jato consegue 120 condenações em quase três anos de investigações

Imagem:Internet/Reprodução
Em quase três anos de trabalho, os procuradores da República que fazem parte da força-tarefa da Operação Lava Jato conseguiram 120 condenações de investigados na primeira instância da Justiça, a maioria deles condenados mais de uma vez pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Somadas, as penas passam de 1.257 anos de prisão. Os dados fazem parte do levantamento mais recente elaborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Desde março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da Lava Jato, foram realizadas 79 prisões preventivas, 103 prisões temporárias, 197 conduções coercitivas. Durante o período, foram abertos 1.434 procedimentos de investigação e realizadas 730 buscas e apreensões. Segundo o balanço, 79 investigados assinaram acordos de delação premiada.
Os desvios na Petrobras envolveram pagamento de propina de aproximadamente R$ 6,4 milhões a ex-diretores da estatal e demais investigados. Por meio de acordos de delação premiada, os procuradores conseguiram a repatriação para o Brasil de R$ 756,9 milhões que estavam depositados fora do país. Além disso, R$ 3,2 bilhões em bens que estavam em posse dos envolvidos foram bloqueados. O valor total de ressarcimento pedido à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF), incluindo multas, é de R$ 38,1 bilhões.

Supremo
Quase dois anos após o início das investigações de pessoas com prorrogativa de foro, o Supremo Tribunal Federal (STF) não condenou nenhum investigado na Lava Jato. A abertura de investigações contra ministros, deputados e senadores citados em depoimentos de delação premiada ocorreu em março de 2015.
De acordo com levantamento divulgado pelo gabinete do ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação na Corte, foram aceitas cinco denúncias contra parlamentares, que viraram réus na Corte. Mais cinco estão prontas para julgamento, e seis inquéritos foram arquivados. Os dados também mostram que 24 dos 25 acordos de delação que chegaram à Corte para homologação do ministro foram aceitos. Apenas uma delação foi remetida à presidência da Casa por problemas processuais.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Deputados divergem sobre proposta de reforma trabalhista

Imagem: Lucio Bernardo Jr.
Câmara dos Deputados 
Deputados divergiram nesta quinta-feira (22) sobre a proposta de reforma trabalhista anunciada em evento no Palácio do Planalto pelo presidente Michel Temer.  As medidas constam de projeto de lei a ser enviado ao Congresso em regime de urgência
O principal ponto de discordância foi a prevalência de acordos entre patrões e empregados sobre a legislação ( Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, Decreto-lei 5.452/43).
Na avaliação de Vicentinho (PT-SP), os pontos anunciados podem ser perigosos para os trabalhadores. "O que está assegurado na CLT, que é o mínimo que temos hoje, está completamente ameaçado. O risco de voltar ao período anterior a 1943, 1942, é muito grande. Porque não querem efetivamente melhorar as condições de trabalho".
Segundo o deputado, que já foi presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), contrária à reforma, essa mudança só interessa “ao empresariado retrógrado, que pensa em lucrar a qualquer custo”.
Já o deputado Alfredo Kaefer (PSL-PR) acredita que as mudanças trazem um avanço em relação às regras atuais.
"No mundo inteiro é assim que funciona: o que os patrões combinam com seus empregados é o que tem de valer, e não eventualmente o legislado, muitas vezes entre sindicatos, corporações trabalhistas e sindicais que estão às vezes distantes da realidade de outros grupos de trabalhadores”.

Jornada

Além da prevalência de acordos sobre a legislação - regra que valerá para pontos como parcelamento das férias e planos de cargos e salários - da proposta consta jornada negociável de trabalho de até 220 horas por mês, o equivalente a 44 horas semanais para meses com cinco semanas.

Pela proposta, a jornada diária não poderá superar as 12 horas, e o limite semanal pode chegar a 48 horas, incluídas horas extras.
Imagem: Antonio Augusto
Câmara dos Deputados
Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a medida vai fortalecer a negociação coletiva, evitar a judicialização desnecessária e dar segurança jurídica. Ele ressaltou que normas de segurança do trabalho não poderão ser objeto de acordo.

Medidas provisórias

Também foi anunciada - e chegará ao Congresso por medida provisória - a permissão para saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até o fim de 2015.

A opção deve beneficiar mais de 10 milhões de trabalhadores e movimentar a economia em pouco mais de R$ 30 bilhões, segundo o Executivo.
Atualmente, os trabalhadores podem sacar esses recursos na data do aniversário, desde que estejam desempregados há pelo menos três anos.
Outro item que deve ser enviado ao Congresso por MP é a prorrogação do até 2019 do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado em julho de 2015, que permite às empresas em dificuldade financeira reduzir a remuneração e a jornada de trabalho de seus empregados em até 30%, contanto que não sejam demitidos sem justa causa.
A vigência do PPE terminaria em 2017. 


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

'Não vamos repetir erros do passado', diz presidente do BC sobre bancos públicos

Imagem:Alan Marques/Folhapress
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, negou nesta terça-feira (20) que os bancos públicos voltarão a ser usados para baratear o custo do crédito no Brasil.
"Não vamos cometer os mesmos erros do passado", afirmou ele, em referência à decisão, tomada durante o governo Dilma Rousseff, de pressionar por redução de juros praticados por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como forma de forçar uma queda nas taxas dos bancos privados.
A volta dessa prática voltou a ser aventada nas últimas semanas como forma de enfrentar a crise de crédito no país, responsável pela demora na recuperação da economia.
De acordo com Goldfajn, haverá uma ação conjunta de bancos públicos e privados para solucionar o problema. "Eles [bancos públicos] vão participar com os bancos privados em solução conjunta com ações para reduzir o custo de crédito", afirmou. "A resposta é não, não vamos repetir práticas passadas", disse, ao ser questionado sobre o tema.
Goldfajn anunciou também que a autoridade monetária pretende atualizar a legislação com o objetivo de implementar acordos de leniência dos bancos com o Banco Central. Em outras palavras, a instituição estuda que as instituições financeiras possam fazer "delações premiadas" à autoridade monetária.
A medida faz parte de alterações em um conjunto de leis para punir bancos que serão propostas no primeiro semestre do ano que vem. "A nova legislação vai lidar com os processos administrativos para uniformizar os parâmetros. A ideia é aplicar para todo mundo a mesma estrutura", disse o presidente do BC.
Ele declarou ainda que o BC pretende regulamentar a autonomia da autoridade monetária. "Vamos estudar um modelo de autonomia operacional, administrativa e orçamentária do BC", declarou.

MAQUININHAS
Durante entrevista na manhã desta terça, o presidente do Banco Central afirmou que até 24 de março do ano que vem as máquinas de cobrança de cartão das lojas terão que ser compatíveis com todas as bandeiras.
O objetivo é reduzir o custo dos lojistas com aluguel de várias máquinas. "A ideia é abrir o acesso, impedindo a exclusividade", disse Goldfajn. "Beneficia o consumidor, pois reduz o custo do lojista e isso permite uma taxa de desconto", afirmou.
O presidente do BC disse ainda que o governo irá editar uma medida provisória permitindo que o lojista possa oferecer desconto de acordo com o meio de pagamento do cliente (dinheiro, boleto, cartão de débito ou de crédito).
Essa prática não era regularizada até agora, mas boa parte do comércio já a adotava informalmente.
Outra medida anunciada por Goldfajn é que o BC irá aperfeiçoar o cadastro positivo de débito, em que a inclusão do consumidor será automática e caberá a quem não quiser fazer parte pedir a exclusão.
Será criada também uma central de registro de duplicatas, com acesso a todas as partes, para aumentar a segurança das operações de descontos de recebíveis. O objetivo é reduzir o spread bancário.

ANÚNCIO ESVAZIADO
Com exceção do prazo da unificação das maquininhas de cartão, essas medidas já haviam sido anunciadas na semana passada dentro do pacote de estímulo à economia divulgado pelo presidente Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, na última quinta-feira (15).
De acordo com Goldfajn, as medidas fazem parte de uma agenda estrutural elaborada pelo Banco Central que fazem parte de quatro pilares seguidos pela autoridade monetária: cidadania financeira, modernização da legislação, mais eficiência do Sistema Financeiro Nacional e crédito mais barato.
"Essas são agendas de médio e longo prazo", afirmou.
Goldfajn descartou a liberação dos depósitos compulsórios (percentual que os bancos são obrigados a deixar depositado no Banco Central). Ele declarou que o BC irá "simplificar o compulsório". "Cada uma das alíquotas do compulsório tem seu dia, seu prazo. Nossa ideia é avançar tentando unificar as alíquotas e prazos. Vamos trabalhar nisso ao longo de 2017".
Ele declarou ainda que as medidas que reduzem o prazo para as bandeiras de cartão de crédito repassarem aos comerciantes os valores pagos e a redução do custo do crédito rotativo não serão anunciados agora.

Na semana passada, entre outras medidas, o governo também anunciou que o nível de rendimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), atualmente composto pela Taxa Referencial mais 3% ao ano, será elevado para níveis mais parecidos com os da caderneta de poupança.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Parte do dinheiro solicitado por Temer à Odebrecht pagou Duda no caixa dois

Todo mundo já ouviu meia dúzia de histórias de gênios que saem de garrafas. Duda Mendonça, mago da marquetagem política, parecia ser um caso raro de gênio que volta voluntariamente para dentro da garrafa. Pilhado no escândalo do mensalão recebendo uma valeriana de R$ 10,5 milhões numa conta secreta nas Bahamas, Duda confessou o mau passo numa CPI, pagou os impostos sonegados, safou-se no julgamento do mensalão, tomou distância do petismo, virou fumaça e sumiu.
Quando se imaginava que Duda estivesse abaixo do nível do gargalho, ele ressurge em cena na pele de um gênio reincidente. Em delação premiada, executivos da Odebrecht contaram à força tarefa da Lava Jato que parte dos R$ 6 milhões que Michel Temer mandou borrifar nas arcas eleitorais de Paulo Skaf, candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo em 2014, foi destinada a Duda numa conta no exterior. A novidade foi relatada em notícia veiculada nas página de Veja.
No mensalão, Duda safara-se dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas porque conseguiu convencer o Supremo Tribunal Federal de que não sabia que o dinheiro que recebia de Marcos Valério era sujo. No petrolão, a lorota perdeu o prazo de validade. Depois de assistir à estadia de seis meses do ex-pupilo João Santana na hospedaria da PF’s Inn de Curitiba, Duda apressou-se em oferecer ao Ministério Público Federal o suor do seu dedo-duro. Por ora, não colou. A delação da Odebrecht chegou antes. E o gênio talvez tenha de passar uma temporada em local menos confortável do que a garrafa.


Efraim Filho cobrará passagem da ferrovia Transnordestina pela Paraíba

Efraim Filho lembrou que a Transnordestina terá 1.728 km de extensão e vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI) a vários portos do Nordeste

Imagem:Reprodução
O deputado federal paraibano Efraim Filho (Dem) pretende cobrar do Governo Federal a realização de estudos para que a ferrovia Transnordestina passe pela Paraíba.
Efraim Filho é um dos que defendem a inclusão de um Ramal do empreendimento na Paraíba. Ele lembrou que o “Ramal da Transnordestina” é o meio mais apropriado para a interligação do Porto de Cabedelo, aos Portos de Pecém no Estado Ceará, de Itaqui no Estado do Maranhão e ainda ao de Suape no Estado de Pernambuco.
“Não tenho dúvidas de que a Transnordestina marcará o surgimento de um novo tempo na região e alavancará de vez a economia dos estados da região contemplados com o empreendimento e nesse cenário a Paraíba não pode ficar de fora, são obras estruturantes que alavancam a economia de qualquer Estado”.
Efraim Filho lembrou que a Transnordestina terá 1.728 km de extensão e vai ligar a cidade de Eliseu Martins (PI) a vários portos do Nordeste, capazes de operar navios de grande porte e que são 25 frentes, que empregam diretamente mais de 11 mil trabalhadores.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Lula seria o verdadeiro dono de mais uma cobertura em São Bernardo, diz revista

Apartamento teria sido pago pelo departamento de propina da Odebrecht em 2010

Imagem:Internet/Reprodução
Investigações do MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná) apontam que o ex-presidente Lula, do PT, seria o verdadeiro proprietário da cobertura número 121, do edifício Hill House, em São Bernado do Campo, na região do ABC. O imóvel teria sido comprado, em 2010, com dinheiro do "departamento de proprina da Odebrecht", de acordo com a revista Isto é.
Lula e a família moram na cobertura 122 do mesmo edifício, contígua ao imóvel investigado agora pelo MPF-PR. Oficialmente, a outra cobertura é de propriedade do Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai (pecuarista amigo de Lula preso em 2015 na Operação Lava Jato).
Segundo as informações publicadas pela revista sobre a investigação, Costamarques é só um testa de ferro escolhido para encobrir o verdadeiro dono e a origem dos recursos. 
A cobertura pertencia a Elenice Silva Campos, mas, como herança, havia sido repassado para sua neta Tatiana de Almeida Campos. Ao depor este ano, Tatiana disse: “a Dra Lacier (sua advogada) veio me buscar para assinar a venda da cobertura, o apartamento 121, para o Lula. Foi isso que ela me falou no táxi, na ida para o cartório. Como eu confiava muito nela, somente perguntei se estava tudo correto. Ela fez sinal de positivo e me disse onde assinar. Eu não li nada. Simplesmente assinei, acreditando estar vendendo a cobertura para o Lula”, disse Tatiana na PF. Na verdade, a transferência do imóvel foi feita para Costamarques, o testa de ferro de Lula no negócio, segundo o MPF. O imóvel foi vendido por R$ 504 mil.
Oficialmente tido como “dono” do apartamento, Costamarques fechou, em fevereiro de 2011, um contrato fictício de aluguel com Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente. O contrato foi intermediado por Roberto Teixeira, advogado de Marisa, que convenceu Costamarques a comprar o imóvel. 
O MPF e a PF revelam na denúncia que os R$ 504 mil usados por Costamarques para adquirir a cobertura em São Bernardo, cujo o real proprietário é o ex-presidente, foram fruto de uma operação mais complexa do que uma simples transferência de dinheiro para a compra de um apartamento. Resultou de uma negociação envolvendo a celebração de oito contratos da Odebrecht com a Petrobras, que renderam R$ 75,4 milhões para o PT e para Lula.
A ligação de Lula com a cobertura 121, no 11° andar do edifício Hill House, começou logo que ele assumiu a Presidência. De 2003 a 2007, o PT disse ter pago o aluguel pela cobertura. A alegação era que Lula precisava arquivar documentos da presidência e também para que os guardas da segurança do Palácio do Planalto dormissem enquanto ele estivesse em São Bernardo.
De 2008 a dezembro de 2010, o aluguel dessa cobertura passou a ser feito pela Presidência. Em 2010, aconteceu a compra do imóvel pelo testa de ferro e a celebração do contrato de aluguel em nome da mulher do ex-presidente.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Presos por badernaço podem ser enquadrados na lei antiterrorismo

Polícia deve enquadrar baderneiros na lei antiterror de Dilma

Imagem:Diário do Poder
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que 72 pessoas foram detidas durante a manifestação desta terça-feira (13) supostamente contra a aprovação da PEC do Teto de Gastos. Parte dos presos poderá ser enquadrada com base na lei antiterrorismo, segundo o órgão. Pela lei, pode ser acusado por crimes de terrorismo quem depredar ou incendiar meios de transporte públicos ou privados ou qualquer bem público, entre outros atos de violência.
A lei antiterrorismo ironicamente foi sancionada em março pela então presidente Dilma Rousseff, do governo do PT, e teve como principal objetivo dar mais segurança à realização dos Jogos Olímpicos no Rio. A norma, porém, sempre foi vista com receio por movimentos sociais pela possibilidade de ser usada contra quem fosse preso durante manifestações violentas, como a desta terça-feira.
Segundo a Secretaria de Segurança do DF, a manifestação foi pacífica até por volta de 17h - a PEC foi aprovada no 2º turno no Senado às 13h32. Depois disso, gripos armados de porretes, barras de ferro, coquetéis molov e rojões atacaram policiais, depredaram equipamentos públicos e queimaram ônibus. Pelo menos oito PMs ficaram feridos. 
Um grupo de "manifestantes" fazia "vigília", na noite da terça-feira em frente ao Departamento de Polícia Especializada, no Sudoeste de Brasília, onde estava a maioria dos detidos. Apenas advogados e um grupo de parlamentares foram autorizados a entrar no local.


Diário do Poder

Governo federal libera R$430 mi para retomada da ferrovia Transnordestina

Imagem:Internet/Reprodução
SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal vai liberar 430 milhões de reais para retomada imediata das obras da Transnordestina, ferrovia de 1.728 quilômetros, que liga os Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco, informou nesta terça-feira o Ministério da Integração Social.
Do total, 300 milhões de reais virão do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor), ligado ao Ministério da Integração Nacional, e os 130 milhões de reais restante da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias SA, ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
Segundo o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a primeira parte do valor a ser liberado pelo Finor será de 152,7 milhões e permitirá a retomada das obras. Outros 150 milhões de reais estão condicionados à comprovação da execução dos serviços durante 2017. Os 130 milhões de reais da Valec estão previstos para investimentos também no ano que vem.
A Transnordestina Logística, responsável pelas obras da ferrovia, se comprometeu a apresentar em 50 dias um plano de trabalho sobre a aplicação dos recursos e as metas para dar impulso à execução dos serviços em 2017, disse o ministério em comunicado.
A Transnordestina já recebeu cerca de 6,3 bilhões de reais, dos quais cerca de 3,4 bilhões de reais são referentes a financiamentos federais, disse o ministério. Faltam cerca de 5 bilhões de reais para conclusão da obra, segundo previsão orçamentária inicial do governo.


domingo, 11 de dezembro de 2016

STF aceita abrir mão de atribuições jurídicas para fazer política

O Supremo vira alvo de críticas nas redes, pela primeira vez, por manter no cargo o réu Renan Calheiros, que 24 horas antes desafiara a Corte

Imagem:Cristiano Mariz/Veja
Foi um episódio sem ganhadores, mas alguns perderam mais que outros. Por 6 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou abrir mão de suas atribuições jurídicas para fazer política. “Vivemos momentos difíceis”, declarou uma constrangida Cármen Lúcia. “Impõe-se, de uma forma muito especial, a prudência do direito e dos magistrados.” Pouco antes, seis ministros do STF, ela incluída, haviam derrubado a liminar do ministro Marco Aurélio Mello que afastava Renan Calheiros do cargo de presidente do Senado. Em novembro, o mesmo número de magistrados declarara inconstitucional a manutenção de um réu na linha de substituição da Presidência da República — precisamente o caso do senador agora tornado réu.
No dia seguinte à decisão que o afastara da presidência da Casa, enquanto o Executivo tentava mediar o conflito entre Legislativo e Judiciário, Renan coordenou a reunião da Mesa Diretora da Casa que divulgaria uma carta na qual simplesmente comunicava que não iria cumprir a ordem judicial. O resultado da pressão sobre a Corte pôde ser visto na votação de quarta-­feira, quando o STF pariu uma jabuticaba jurídica. Decidiu manter Renan no cargo e retirá-lo da linha de sucessão presidencial. Ninguém duvida que o STF agiu movido pela preocupação com a estabilidade institucional do país. Mas da Corte Suprema não se espera que seja “patriótica”, como afirmou Renan à guisa de elogio. Espera-se que faça justiça, custe o que custar.