Radio Evangélica

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Atrito entre China e Coreia do Norte pode atingir cristãos

Sendo a China o único país aliado da Coreia do Norte, o rompimento de laços políticos faria a Coreia entrar em colapso

Na China, foi detectado um aumento da interferência de sinais de celulares, próximo à fronteira com a Coreia do Norte. De acordo com o veículo de comunicação NK Daily, isto levou o governo chinês a emitir uma queixa oficial contra o governo coreano. "A interferência de sinais de telefonia móvel já existe há algum tempo, e todos sabem que faz parte de uma prática comum para as autoridades norte-coreanas, já que eles têm um grande problema de fornecimento de energia", comenta um dos analistas de perseguição.
As deficiências na infraestrutura energética da Coreia do Norte já são bem conhecidas pelo mundo todo, desde que uma imagem captada por satélites da NASA mostrou um visual chocante sobre o problema que aquela população enfrenta. Vista do espaço, a Coreia se torna um fantasma mergulhado na escuridão, onde é possível apenas vislumbrar um pequeno foco de luz vindo da capital, Pyongyang, centro do regime. Em contraste, a Coreia do Sul aparece plenamente iluminada. O fato deste problema estar se estendendo para a China, está intrigando o presidente Xi Jinping.
"Quando os cidadãos começaram a queixar-se e as autoridades chinesas, finalmente exigiram uma ação por parte dos norte-coreanos, Jinping exigiu uma ação corretiva de Kim Jong-un. Este é só um dos problemas que ocasiona o atrito entre os países. Lembrando que 80% da energia da Coreia vêm da China e 20% dos alimentos também, o restante é praticamente fornecido pela ONU", diz o analista. O atrito entre os dois países pode atingir ainda mais os cristãos, já que a China é o único aliado importante da Coreia do Norte, onde a maioria da população, principalmente os cristãos, já vive em situação de extrema pobreza. "Por outro lado, se a Coreia entrar em colapso, possibilitará que milhares de pessoas busquem abrigo em Pequim, capital chinesa, onde a perseguição religiosa não é tão severa e isto seria um grande alívio para os cristãos que conseguirem fugir", conclui o analista.

Pedidos de oração
  • Ore pela situação política dos dois países, para que as ações do governo não venham prejudicar ainda mais os cristãos que vivem neles.
  • Peça para que Deus continue dando forças para os cristãos que vivem encarcerados, para que mantenham a fé em Cristo, acima de tudo.
  • E lembre-se também de orar pelos perseguidores, para que, de alguma forma, o amor de Cristo possa tocá-los e transformá-los. Pode parecer impossível aos nossos olhos, mas para Deus não há impossíveis.



Portas Abertas

“Jogamos o nível lá embaixo”

A especialista em política educacional diz que a proposta de currículo nacional feita pelo governo não estabelece objetivos claros para o aprendizado e vai formar alunos menos preparados que os de outros países

" A expectativa é muito baixa em relação ao que se espera
nos países desenvolvidos. No manejo da língua nativa, nossos
alunos vão estar aptos a fazer no 9° ano o que o americano
já faz no 5°" ( Zé Carlos Barretta/Veja)
A proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC) ocupa os dias de Paula Louzano, uma das maiores autoridades brasileiras no estudo de políticas curriculares, desde que foi apresentada pelo Ministério da Educação, em setembro do ano passado. Segundo Paula, doutora em política educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e atualmente pesquisadora visitante da Universidade Stanford, o documento apresenta problemas estruturais graves, além de expectativas baixas em relação ao jovem que pretende formar. Após ela acompanhar por uma década o desenvolvimento de bases curriculares em países como Austrália, Finlândia, Estados Unidos, Portugal, Chile, Cuba e Canadá, suas pesquisas revelaram que um currículo nacional leva tempo para ser criado e tem como fundamento a progressão de conceitos-chave das disciplinas. Mas o governo "inovou", e pôs sobre a mesa uma proposta inadequada. "Jogamos o nível lá embaixo", diz Paula.
É boa a proposta de currículo único que o governo disponibilizou para consulta pública? Não, ela tem problemas graves. As disciplinas não conversam entre si e, mais importante, as habilidades que devem ser desenvolvidas em cada uma delas não se organizam em uma progressão clara. Não está explícito que aluno esse currículo deve formar no fim do ensino médio. E esse é o objetivo primordial de qualquer currículo, em qualquer parte do mundo.
Na terça-feira, o Ministério da Educação publicou uma revisão da proposta, ampliando, por exemplo, a parte de história mundial e incluindo pontos de gramática. O avanço foi significativo?São mudanças relevantes. Mas não teremos um currículo de padrão internacional se não houver uma mudança estrutural.
A falha, então, está na raiz da proposta? Para o ensino de qualquer disciplina, é preciso que esteja claro quais são seus objetivos. Essas ideias centrais ou conceitos-chave se encadeiam numa progressão, ano a ano, ciclo a ciclo. O currículo detalha como isso é feito. Professores, diretores, pais e alunos precisam enxergar essa evolução com clareza, para compreender como se dará o aprendizado. No documento do Ministério da Educação, essa progressão não está presente e não há definições claras do que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer no fim de cada ano escolar. Em certos pontos, o documento é tão confuso que um leigo não é capaz de decifrá-lo.
Como outros países desenham seus currículos? Apegando-se ao conceito de progressão no ensino. Países como Canadá, Finlândia ou Austrália, bons exemplos nessa área, detalham o que ensinar e dão autonomia na escolha dos modos de transmitir os saberes.
Por que a progressão é tão relevante para o aprendizado? Se o professor e o aluno não sabem quais são seus objetivos no fim do percurso acadêmico, e como cada "degrau" da escada do conhecimento colabora para que cheguem a esses objetivos, eles se perdem em meio aos conteúdos. Por exemplo, é importante na matemática a compreensão das frações. No início, o aprendizado é concreto. O estudante começa aprendendo que um inteiro pode ser dividido em partes como metade, um terço, um quarto. Depois, aprende que isso pode ser representado por frações numéricas. Em seguida, deduz porcentagens, até chegar aos cálculos de juros, por exemplo. Se as etapas são cumpridas, os alunos atingem os níveis mais abstratos de conhecimento. Se perdemos alguma das etapas do contínuo, o aprendizado para. Na proposta brasileira, essa progressão é ausente em língua portuguesa e não está explícita em matemática.
Sua ênfase é nas disciplinas de português e matemática. Por quê? Quando decidem desenhar um currículo nacional, os países começam por essas duas áreas e levam anos discutindo isso. A Austrália, que começou a elaborar seu currículo em abril de 2008, iniciou as discussões pelos conteúdos de língua e matemática. As demais disciplinas ainda estão em fase de desenvolvimento e implementação. No Brasil, entregamos um esboço de todas as disciplinas ao mesmo tempo, o que tira o foco da discussão.


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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Em reação a Moro, marqueteiro João Santana diz estar 'à disposição' para depor

João Santana em debate presidencial na campanha
da eleição de Dilma Roussef.
Foto: Marcelo Justo-18.ago.2010/Folhapress
A defesa do marqueteiro João Santana protocolou neste sábado (20) petição na qual informa ao juiz federal Sergio Moro que prestará depoimento tão logo seja convocado pelo magistrado, responsável pelos processos relativos à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
A petição é uma reação ao despacho em que Moro negou o acesso de Santana ao inquérito sobre pagamentos da empreiteira Odebrecht supostamente feitos a ele e no qual apontou que o marqueteiro poderia "antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht".
A manifestação assinada pelos criminalistas Fábio Tofic Simantob e Débora Gonçalves Perez aponta que Santana e a mulher dele, Mônica Moura, estão à disposição de Moro e de outras autoridades "para prestar todos os esclarecimentos necessários à descoberta da verdade".
Na petição, os criminalistas afirmam que depoimentos de Santana e sua mulher em caráter preliminar poderão "evitar conclusões precipitadas e prevenir danos irreparáveis que costumam se seguir a elas, mormente porque neste caso os prejuízos extrapolariam o conturbado cenário político brasileiro, pois os peticionários estão hoje incumbidos da campanha de reeleição do Presidente Danilo Medina, da República Dominicana".
A defesa aponta que nem o fato de Santana e Moura estarem trabalhando fora do Brasil "seria motivo impeditivo para o comparecimento, já que tão logo agendado o depoimento –e não havendo incompatibilidade de agenda– os peticionários se comprometem a comparecer independente de intimação pessoal, a qual poderá ser feita na pessoa do advogado subscritor".
Os defensores alegam que seus clientes "fogem completamente ao perfil de investigados nesta Operação Lava Jato" e "não são nem nunca foram operadores de propina ou lobistas".
Por fim, a defesa diz que aguarda "o chamamento para oitiva em data a ser previamente acertada com o advogado".
Em despacho anterior, Moro afirmou que abertura dos dados ao publicitário poderia pôr em risco o rastreamento de recursos financeiros ou mesmo levar à destruição de provas.
"Foram instauradas investigações que ainda tramitam em sigilo. Medida como rastreamento financeiro demanda para sua eficácia sigilo sob risco de dissipação dos registros ou dos ativos. Como diz o ditado, dinheiro tem coração de coelho e patas de lebre", escreveu o juiz, em despacho datado de terça (16).
No último dia 12, a Folha revelou que a Lava Jato investiga indícios de pagamentos da Odebrecht ao marqueteiro das campanhas presidenciais em contas no exterior.
Na ocasião, tanto a Odebrecht quanto Santana se recusaram a comentar, alegando que não tiveram acesso ao inquérito, conduzido pela Polícia Federal em Curitiba.
A investigação tem um de seus focos em valores recebidos por Santana em 2014, quando ele fez as campanhas de Dilma, no Brasil, e de José Domingo Arias, derrotado no Panamá –país onde a Odebrecht tem forte atuação.
Logo após a publicação da reportagem, advogados do marqueteiro pediram acesso à investigação junto à 13ª Vara Federal de Curitiba.
Na negativa, Moro escreveu que o fato de "jornais e revistas terem especulado" sobre a investigação não altera a necessidade de sigilo.
No despacho, Moro menciona ainda manuscrito encontrado na casa do lobista Zwi Skornicki, apontado pelo delator Pedro Barusco como intermediário de propina.
O documento é uma carta escrita por Mônica Moura, mulher e sócia de Santana, indicando contas no Reino Unido e nos EUA. A informação foi revelada pela revista "Veja", em janeiro.
"Eventuais condutas criminosas [de Zkornicki] ainda estão em fase de apuração [...] Caso o requerente [Santana] tenha de fato alguma relação com referida pessoa poderá igualmente antecipar seus esclarecimentos à autoridade policial", escreveu Moro. 


Folha de São Paulo

Vaccari ficará em silêncio sobre tríplex

Audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP)

Ex-tesoureiro do PT João Vacari Neto comparece a CPI
dos Fundos de Pensão da Camara dos deputados,
em Brasília
A defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por corrupção na Operação Lava Jato, informou à Justiça Federal no Paraná que ele vai ficar em silêncio caso tenha de depor no inquérito que investiga a suspeita de ocultação de patrimônio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, envolvendo um tríplex no Guarujá (SP).
Como Vaccari está preso em Curitiba, o Ministério Público de São Paulo precisa solicitar ao juiz Sérgio Moro autorização para tomar seu depoimento.
A audiência, que seria realizada no Ministério Público do Paraná, já estava marcada para o dia 24, mas foi suspensa após um recurso do deputado petista Paulo Teixeira (SP) contra o promotor paulista Cássio Conserino, responsável pelo caso, ser acatado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O órgão suspendeu os atos da investigação – inclusive os depoimentos do ex-presidente Lula e da ex-primeira-dama, marcados para a terça-feira passada.
Na petição a Moro, a defesa pede que o depoimento não seja realizado para evitar custos de deslocamento de Vaccari.
Bancoop. Marisa Letícia adquiriu cotas do empreendimento da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) no período em que Vaccari presidia a instituição, de 2004 a 2010. A cooperativa, contudo, se tornou insolvente e, em 2009, o empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS. O ex-tesoureiro é réu na Justiça Federal de São Paulo no processo que aponta desvio de R$ 70 milhões dos cofres da Bancoop durante sua gestão.
Segundo divulgou o Instituto Lula, com a transferência do empreendimento da cooperativa para a empreiteira OAS, a mulher do ex-presidente não aderiu ao contrato com a nova incorporadora e a família decidiu abrir mão do apartamento e receber de volta o valor investido.
Na próxima terça-feira, o plenário do Conselho Nacional do Ministério Público vai analisar a liminar do conselheiro Valter Shuenquener que acatou parcialmente o pedido do deputado petista Paulo Teixeira e suspendeu os depoimentos da investigação. Os promotores responsáveis pelo caso afirmaram que vão recorrer da decisão do conselheiro para tentar reverter a suspensão das audiências. / F.M. e MATEUS COUTINHO


Estadão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Inflação dos absurdos irrita consumidores no supermercado

Aposentado Carmelo Lanzellotta percorre quatro estabeleci-
mentos antes da compra do mês Foto: Roberto Moreyra
Preços que assombram os olhos mais treinados. A inflação dos alimentos rasgou o bolso dos consumidores. O EXTRA foi ao supermercado e listou preços que chamam a atenção pelo absurdo. O quilo do alho a granel a R$ 19,80 é um tempero desagradável na receita. O jiló, que já não é dos produtos mais queridos, chega a custar R$ 7,98. A maçã também não escapou e o quilo da fruta, tipo Fuji, está R$ 13,49 (confira a lista completa abaixo).
Para dar conta do aumento do custo dos produtos, o aposentado Carmelo Lanzellotta, de 81 anos, começou há alguns meses a fazer um ritual: percorrer pelo menos quatro estabelecimentos, no Centro e no Bairro de Fátima, para fazer pesquisa de preços.
— Eu vou a pé mesmo e compro cada produto num supermercado diferente. O alho que aqui está a R$ 19, o quilo, eu encontrei ontem no concorrente por R$ 14. Dá mais trabalho fazer a comparação de preços, mas a economia vale a pena. Estou cortando as quantidades e comprando em promoções mas, mesmo assim, não consigo gastar menos do que no ano passado — diz o aposentado.
O consultor de varejo Marco Quintarelli observa que substituir produtos mais caros por outros mais em conta pode ajudar no equilíbrio do orçamento.
— Em períodos com aumentos em série, é possível consumir em volume menor e trocar de marcas. As famílias estão comprando mais em atacado. Este número subiu de 18% para 30%, em um ano.
A cesta básica no Rio é a terceira mais cara do país e, só no mês passado, subiu 12,6%, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A alta foi resultado, principalmente, da elevação dos custos do tomate (77,94%). Segundo IBGE, a inflação no Rio foi a mais alta do país, pressionada por alimentos e transportes.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/inflacao-dos-absurdos-irrita-consumidores-no-supermercado-18705641.html#ixzz40dB9biIy

Do vírus zika ao aborto? Francamente!

Os abortistas querem mandar a ciência às favas e retornar à antiguidade em nome da modernidade!

A prática do aborto remonta à antiguidade e tem, portanto, longa história. O primeiro relato de técnica abortiva data de 1550 a.C. e se encontra no Papiro Ebers, um documento médico do antigo Egito. Na Grécia clássica praticavam-se abortos. Hipócrates fazia abortos. Aristóteles recomendava abortamento em certos casos. Abortava-se em Roma. Abortava-se na Índia. Há mais de 4 mil anos faziam-se abortos na China. Abortos eram executados sem restrições ao longo da Idade Média. Ainda hoje, índios brasileiros matam bebês com deficiência física.
É irrecusável, portanto, que a atual defesa do aborto retoma a insuficiente informação própria das antigas civilizações. Recua nos passos de evolução das ciências. Assume como não sabido o que se tornou conhecido, para acolher uma prática que a informação proporcionada pela ciência fez com que fosse rejeitada. É uma curiosa inversão! Quando nem se pensava na genética, quando os mecanismos da concepção e da gravidez ainda eram desconhecidos, o aborto não envolvia qualquer juízo moral. No entanto, à medida em que o saber avançou e a genética evidenciou a natureza humana do feto, o aborto passou a ser objeto de interdição moral e legal. Os abortistas, porém, querem mandar a ciência às favas e retornar à antiguidade em nome da modernidade!
Recentemente, enquanto seus convidados trocavam ideias sobre vírus Zika, microcefalia e aborto, uma apresentadora da Globo News lançou esta convocação: "Vamos ver se agora o Brasil começa a debater com seriedade a questão do aborto". Para aquela cabecinha "politicamente correta", debater com seriedade a questão do aborto é assumir a atitude reacionária de dar marcha-ré na história e no conhecimento científico. Por isso, digo: Aborto? Francamente!
Agora, querem submeter o assunto ao STF - ao cada vez menos douto e mais abelhudo Supremo Tribunal Federal, àquele que diz não estar legislando exatamente quando passa por cima do parlamento. E os abortistas querem levar o caso ao STF por um motivo especialmente imoral, ou seja, por um problema de saneamento básico. Ora, se o governo e as autoridades sanitárias não conseguem proporcionar condições adequadas de saneamento ao país, se a população não zela pelo próprio quintal, se o Estado não cuida dos seus fundilhos, se o mosquito zune nos ouvidos e zomba das autoridades, sacrifiquem-se os inocentes, porque queremos uma humanidade fisicamente perfeita, como naquele projetinho de Hitler e do Dr. Mengele.
Outro dia, li sobre médicos escandalizados com relato de mulheres abandonadas pelos maridos após o nascimento de bebês com microcefalia. Quanta perversidade desses genitores! Quanta debilidade moral! E o aborto, então, é o meio digno de resolver esse embaraço? Francamente!

* * *

Lei Rouanet virou sinecura para os artistas "companheiras"
Vai encontrar informações de arrepiar quem se der ao trabalho de pesquisar na rede sobre absurdos da Lei Rouanet e sobre os inestimáveis serviços que presta. São benefícios concedidos a quem não precisa de dinheiro porque sabe ganhá-lo por conta própria, mas de cuja desassombrada militância o governo precisa para suas horas difíceis. Quase todos - se não todos - já apareceram em campanhas políticas ou em programas e peças publicitárias de interesse do governo. E quando se trata de shows, livros, filmes, etc., raramente a bilheteria está fechada ou a distribuição é gratuita.
Vejamos alguns casos registrados em matéria do site emdireitabrasil.com.br:
• em 2011, Maria Bethânia conseguiu nada menos que R$ 1,3 milhão para fazer o blogue "O Mundo Precisa de Poesia", com clipes dirigidos por Andrucha Waddington, diretor da Globo ;

• em 2013, Claudia Leite abocanhou R$ 5.883.100,00 por 12 shows no Norte, Nordeste e Centro-Oeste;

• Em 2003, 2006, 2007 e 200-11, o ator Paulo Betti recebeu um total de R$ 3.748.799,90 dos cofres públicos, sendo que R$3.360.555,66 via Lei Rouanet e R$ 388.244,00 do Min. da Justiça

• no mesmo ano, Rita Lee recebeu R$ 1.852.100,00 para 5 shows, um DVD e 3 palestras;

• Camila Pitanga captou R$ 1.257.102,00 aprovados pela Ancine para fazer o filme "Pitanga", para "retratar o artista que é meu pai e mostrar toda a sua genialidade" diz ela (Camila é filha de Antônio Pitanga e Benedita da Silva, ex-senadora, ex-governadora do Rio de Janeiro e atual deputada federal, sempre pelo PT).

• de 2006 a 2011, Marieta Severo conseguiu nada menos que R$ 4.192.183,00 pela Lei Rouanet; só da Petrobrás, ela recebeu R$ 400.000,00 em 2012, R$ 400.000,00 em 2013 e 2014 e R$ 400.000,00 em 2015. Ou seja, o contribuinte financiou Marieta Severo em R$ 5.392.183,00 em 9 anos, sem retorno financeiro e retorno cultural apenas para um grupo restrito deles;

• O ator e diretor Aderbal Freire-Filho, que vive com Marieta Severo desde 2004, captou via Lei Rouanet R$ 908.670,00 em 2009 e depois mais R$ 800.000,00 e R$ 512.420,00, totalizando R$ 2.221.090,00 -- ou seja, ele e a mulher já receberam R$ 7.613.273,00 via Lei Rouanet!  

Concluo
E por aí vai a festa. O que torna tudo ainda menos "republicano" para usar a expressão bem ao gosto do ex-ministro da Justiça Tarso Genro, é que os recursos da Lei Rouanet são de natureza pública, deslocados do erário para a atividade de interesse dito cultural. Por mais que me esforce não consigo ver nem obter qualquer ganho cultural com essas iniciativas milionárias patrocinadas pela sociedade para militantes do partido do governo.


Imagem Comentada


Vergonha e constrangimento
Não sei em qual cidade da Alemanha esse carro alegórico desfilou durante o carnaval. Até prefiro não saber. Como brasileiro, o simples fato de que numa comunidade europeia alguém se deu ao trabalho de montar essa alegoria a nosso respeito me constrange e envergonha.
Ao mesmo tempo em que esse carro desfilava, aqui no Brasil, milhões enchiam as ruas pulando atrás dos trios elétricos, desatentos ao fato somos motivos de escândalo e escárnio mundo afora. Povos civilizados não entendem como um país falido, sitiado pela miséria, pode se deixar roubar nas proporções em que nosso país é e ainda se permite jogar fora dezenas de bilhões de reais para apresentar um show futebolístico ao mundo, em parceria com outra organização criminosa instalada na FIFA.

Escrito por Percival Puggina para o site Mídia sem Máscara


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Cristãos criam força-tarefa para combater ideologia de gênero nas escolas

Senador Magno Malta encabeça movimento para barrar imposição do governo petista

Força-tarefa combate a ideologia de
gênero nas escolas
Crianças de 6 a 10 anos de idade estão sendo ensinadas nas escolas sobre a ideologia de gênero. Trata-se de uma imposição do governo petista, que comprovadamente já está presente em livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).
O senador Magno Malta (PR-ES), que é presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família e Apoio à Vida, está fazendo graves denúncias contra a tentativa do Partido dos Trabalhadores e seus aliados de impor sua agenda pró-gay.
Conhecido pela sua atuação abertamente contra o governo petista, o senador Malta tem se manifestado seguidamente contra a legalização do casamento homossexual, do aborto e das drogas. Ele foi ao plenário do Senado afirmar que vai até o Conselho Nacional de Justiça para questionar as ponderações do juiz que autorizou um menino de 9 anos a “mudar de gênero e de nome”.
Em vídeo publicado na sua página do Facebook nesta quarta (17), Malta comunicou que está lançando uma “força tarefa”, ao lado de Alan Rick (PRB/AC), presidente da Frente parlamentar da Família na Câmara dos Deputados.
Também estavam presentes o deputado estadual pastor Antônio dos Santos (PSC/SE) – presidente da Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil – além do presidente do movimento nacional “De olho no livro didático”, Orley Silva e de representantes da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família da Igreja Católica e da Frente Parlamentar Evangélica.
Ao longo de 10 minutos, são feitas várias denúncias graves. Por exemplo, são mostrados livros de história, geografia e ciências do ensino fundamental que além de falar sobre identidade de gênero abordam questões como doenças sexualmente transmissíveis, assuntos inapropriados para crianças que não tem maturidade para lidar com a sexualidade.
A Força Tarefa anuncia que tem como missão “fazer o enfrentamento a decisão do MEC de espalhar por mais de 5 mil escolas do Brasil material que fora rejeitado pelo Congresso nacional quando aprovou o Plano Nacional de Educação”.
Outra denúncia grave é que a decisão do MEC de espalhar esse material “fere o Estatuto da Criança e do Adolescente e alguns tratados de direitos humanos do qual o Brasil é signatário”.
O professor Orley mostra que o material distribuído pelo governo petista fala de “homossexualismo, transexualismo e métodos anticonceptivos” para crianças. Com isso, leva para a escola questões morais que devem ser ensinados no seio da família, de acordo com as crenças individuais. Afirma também que esse material já está nas escolas desde o início de 2016.
No final, o senador Malta lança um alerta sobre a estratégia do PT: “a implantação de uma cultura filosófica e política para desconstruir a família, a sociedade e até a formação cristã deste país”.

Assista:


Gospel Prime

OCDE: Economia global crescerá 3% enquanto o Brasil terá queda de 4%

Outros dois gigantes emergentes, Índia e China, terão crescimento de 6,5% e 7%

O secretário geral da OCDE, Jose Angel. /EFE
A economia mundial entrou numa dessas fases em que cada novo prognóstico é pior que o anterior. Nesta quinta-feira as más notícias partiram da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 países industrializados. Em sua nova análise, que abrange apenas as principais economias avançadas (o G-7) e os grandes emergentes (China, Índia e Brasil), a entidade reduz a 3% a expectativa de expansão econômica global neste ano, e para 3,3% o resultado de 2017, numa redução de 0,3 ponto percentual em relação ao seu prognóstico de novembro. Enquanto isso, a entidade projeto que o descalabro no Brasil se acentua, com um retrocesso econômico de 4% neste ano, superior ao de 2015 (-3,8%, segundo sua estimativa). Os  números oficiais do tamanho da queda do PIB brasileiro só será conhecido em março quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o dado oficial sobre o desempenho da economia no ano passado.
A revisão das projeções da OCDE para o Brasil coincide com a divulgação nesta quinta dos dados de queda da economia brasileira de 4,08% em 2015, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil. O indicador é considerado uma prévia do PIB oficial. Os dados são conhecidos um dia depois de o Brasil ter sua nota de risco mais uma vez rebaixada pela agência Standard&Poors, que prevê uma recessão longa em função da necessidade de ajuste fiscal e a dificuldade no cenário político para aprovar projetos importantes que garantam a retomada da economia.
Para as outras duas grandes economias emergentes, o prognóstico é muito diferente. A OCDE mantém sua previsão para a China (6,5% neste ano, 6,2% no próximo), apesar de o gigante asiático estar sendo um dos focos da atual instabilidade nos mercados financeiros, que vivem o pior começo de ano em várias décadas. A Índia passa a ser a economia emergente mais dinâmica, com um crescimento superior a 7%.



A revisão da expectativa para o crescimento global, segundo a entidade, torna necessária “uma reposta coletiva mais contundente para fortalecer a demanda mundial”, observa o organismo multilateral. Tal “resposta coletiva” ficou nas mãos do G-20 (bloco de grandes economias industrializadas e emergentes) depois do estouro da crise financeira nos Estados Unidos, no final de 2008. Mas o ímpeto das primeiras cúpulas desse grupo se dissipou, e já faz alguns anos que, além da intervenção maciça dos bancos centrais, as medidas conjuntas praticamente se limitam à retórica. Os ministros de Economia e os presidentes de bancos centrais se reunirão no fim deste mês em Xangai (China, país que preside o G-20 neste ano) enfrentando o momento de maior pressão em meia década.
Porque este crescimento de 3% calculado pela OCDE seria um resultado semelhante ao de 2015, ou seja, o menor ritmo de crescimento global em cinco anos. Só em 2010 e 2011, os anos que se seguiram à Grande Recessão, houve uma expansão econômica mundial entre 4% e 5%, o ritmo que era habitual antes desta crise econômica. A recuperação é particularmente fraca nos países avançados. O clube dos países industrializados considera que a economia dos EUA, a mais pujante entre os países ocidentais, crescerá apenas 2% neste ano (meio ponto percentual a menos que a previsão da OCDE em novembro), e que a zona do euro não será capaz nem sequer de superar o magro crescimento deste ano, que foi de 1,5%, 0,1 ponto a mais do que o prognóstico para 2016. O Japão, por sua vez, continuará praticamente estagnado, pois a elevação dos impostos e a fragilidade do comércio anulam os estímulos monetários. (Colaborou Carla Jimenez)


El País

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

‘Ninguém está acima e à margem da lei’, afirma promotor

Cássio Conserino quer revisão de liminar a favor de Lula

Promotor que investiga Lula diz que 'Ninguém está acima
e à margem da lei' (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O promotor do Ministério Público de São Paulo Cassio Roberto Conserino leu nesta quarta-feira uma nota sobre o posicionamento da entidade em relação à decisão do Conselho Nacional do Ministério Público de suspender depoimento do ex-presidente Lula e de sua esposa, Marisa Letícia, na investigação que apura suposta ocultação de patrimônio no caso do tríplex no Guarujá. O documento, assinado por Conserino e os promotores Fernando Henrique de Moraes Araujo, José Reinaldo Guimarães Carneiro, José Carlos Guillem Blat, diz que o MP-SP apresentará informações ao CNMP para reverter a decisão e seguir com a investigação. A nota faz uma provocação a Lula ao dizer que ninguém está acima da lei.
“Os promotores de justiça condutores da presente investigação criminal levarão informações e documentos ao CNMP, a fim de obter urgente revisão e reversão da decisão proferida, para que possam cumprir o objetivo de apurar os graves fatos envolvendo pessoas que se consideram acima e à margem da lei”, leu Conserino.
O documento também ataca o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), aliado de Lula que entrou com a liminar para suspender o depoimento do ex-presidente. O texto diz que o parlamentar pediu providências “em nome alheio, e sem procuração para tanto”.
Os promotores alegam que o CNMP “certamente” foi induzido ao erro e que a suspensão prejudicou a investigação conduzida pelo MP paulista.
“A decisão (…), na véspera do ato do procedimento em investigação criminal conduzida pela Promotoria de Justiça Criminal da Barra Funda, é medida que prejudica o trâmite da investigação criminal”, diz um trecho. “O ilustre Conselheiro do CNMP certamente foi induzido em erro”.
Na nota, os promotores defendem que a investigação criminal que envolve o ex-presidente seguiu até aqui os regramentos definidos pelo próprio CNMP. Com relação às informações transmitidas por Conserino à revista Veja, os promotores defendem que só foram divulgadas informações de interesse público.
“Quanto à alegada antecipação de juízo de valor noticiada pela imprensa escrita, esclarecem que apenas foram divulgados fatos e informações de interesse público, sem que isso possa gerar qualquer suspeição dos promotores de justiça e condutores da investigação.”
Além dos depoimentos de Lula e Marisa Letícia, também foram suspensos outros dois agendados para a tarde desta quarta-feira: de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e de Igor Pontes, engenheiro da empreiteira que teria visitado o imóvel com a ex-primeira dama. A OAS assumiu a obra do condomínio no Guarujá após a falência da Bancoop, na qual Marisa Letícia tinha uma cota.
O MP-SP investiga a propriedade do tríplex, cuja reforma teria sido paga pela empreiteira. A OAS está no rol de empresas investigadas na Lava Jato por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás.
Segundo relatos, Conserino chegou ao MP paulista nesta manhã dizendo que os depoimentos de Leo Pinheiro e de Igor Pontes estariam mantidos, mas mudou de ideia após a nota enviada pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado. Márcio Elias Rosa manifestou apoio ao promotor e cobrou uma comunicação mais clara do CNMP sobre a suspensão do depoimento de Lula, mas ao mesmo tempo destacou a “confiança nos acertos da atuação” do colegiado.
Na noite desta terça, o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu adiar o depoimento do ex-presidente Lula e da ex-primeira-dama. Os dois iriam depor na condição de investigados no inquérito aberto pelo MP-SP para apurar indícios de ocultação de patrimônio no caso do tríplex no Guarujá, no litoral paulista.
O conselheiro Valter Shuenquer de Araújo atendeu a “pedido de providências” do requerimento de medida de liminar protocolado pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos parlamentares mais próximos a Lula.
No pedido, Teixeira havia alegado que o promotor Conserino “transgrediu” as Leis Orgânicas do Ministério Público, ao antecipar à revista Veja seu posicionamento sobre o caso antes de se pronunciar oficialmente no processo. (AE)

Diário do Poder


“Lula não tem escapatória”, diz manifestante em protesto

Militantes pagos pela CUT arremessaram ovos e pedras em grupo anti-Lula reunido no Fórum Criminal da Barra Funda

O manifestante Thiago Teodoro protesta contra
o ex-presidente Lula (Foto: Daniel Haidar/Época)
Com um cartaz que ilustra o Pixuleco – o boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário –, o auxiliar-administrativo Thiago Teodoro, 31 anos, saiu às 7h desta quarta-feira de casa, em São Caetano do Sul, para protestar no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Lula era aguardado no tribunal, onde iria depor às 11h não tivesse sido beneficiado por uma liminar do Conselho Nacional do Ministério Público que suspendeu o testemunho. Teodoro soube do cancelamento antes de ir à manifestação, mas não desanimou. “Não tem escapatória. Ou ele é acusado pelo uso do tríplex ou pelo uso do sítio. Ele quer se fazer de vítima, como sempre”, afirmou Teodoro.
Manifestantes anti e pró-Lula, entre eles militantes pagos pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), apinharam o acesso ao fórum. A Polícia Militar teve de interromper o fluxo de veículos na pista de acesso ao local. Um gradil chegou a ser montado pela polícia para separar os grupos de manifestantes, mas defensores de Lula não deixaram de bandear para o lado anti-Lula, fazendo provocações. Ovos, garrafas e pedras foram arremessados por militantes da CUT. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas no protesto. A Polícia Militar interveio e dispersou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo.
No lado dos manifestantes anti-Lula, não houve recuo pela suspensão do depoimento ao Ministério Público de São Paulo, que investiga se o ex-presidente ganhou ilicitamente um tríplex, construído pela construtora OAS no Guarujá, no litoral paulista. A analista de suporte Célia Pereira, 58 anos, protestava contra o ex-presidente com uma versão inflável do Pixuleco e uma bandeira do Brasil. “Ele foi beneficiado por chicanas que a lei permite. É corrupto e covarde”, criticou.
Não há previsão de uma nova data para o depoimento de Lula.


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