Radio Evangélica

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Protestos pelo Brasil

Nos últimos dias estamos presenciando uma onda protesto que aumenta a cada dia em nosso País.
Todo dia surge um novo protesto em uma cidade do País. Vi em diversos portais que a Presidente Dilma afirmou que o Brasil acordou com força e até mesmo elogiou os protestos.
Particularmente estou gostando da onda de protesto, estamos mostrando para os políticos a nossa força.
Temos que correr atrás dos nossos direitos mesmo. Mas temos que ser pacíficos em diversas cidades do País os manifestantes fizeram movimentações pacificas. Só fui contra os baderneiros que se infiltraram no meio dos manifestantes para cometem diversos crimes como saques, depredação de prédios públicos, entre outros e devido a esse pequeno grupo de pessoas a policia onde muitas vezes tem que intervir e acabam cometendo excessos. Mas a culpa não é só da Policia, esses infiltrantes são os principais responsáveis e a policia até pode cometer excessos, mas é devido a esses baderneiros infiltrados.
Mas o que mais me chamou atenção foi a Presidente elogiando os protestos. Ela notou que o povo brasileiro acordou.No próximo ano teremos eleições e espero que o povo brasileiro esteja tão acordado quanto no momento atual e mostre que acordou e proteste nas urnas também e dê uma resposta aos políticos.


Joabson João

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ATENÇÃO TODA NAÇÃO BRASILEIRA!


"A SOLUÇÃO PARA A SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL É SIMPLES DE SE RESOLVER, SE NÃO, VEJAMOS:

REDUZIR DRASTICAMENTE OS SALÁRIOS DE TODOS OS POLÍTICOS NO BRASIL PARA R$ 1.000,00 (HUM MIL REAIS) POR MÊS + VALE TRANSPORTE E O DIREITO AO ‘SUS’ AMBULATORIAL. ACABAR COM A VERBA DE GABINETE, O AUXILIO MORADIA, EXTINGUIR AS “CORTESIAS” DAS PASSAGENS AÉREAS E FISCALIZÁ-LOS ENERGICAMENTE MÊS A MÊS.

TODO O POLÍTICO QUE “NÃO APRESENTAR” UM EXCELENTE TRABALHO POLÍTICO MENSAL, EM PRIMEIRO LUGAR SERÁ ‘ADVERTIDO’. EM SEGUNDO LUGAR ‘SUSPENSO’ DO SEU TRABALHO. EM HAVENDO REINCIDÊNCIA PELA TERCEIRA VEZ SERÁ “DEMITIDO” SUMARIAMENTE POR JUSTA CAUSA, DA SUA FUNÇÃO.

PARA INGRESSAR NA FUNÇÃO POLÍTICA ELES TERÃO QUE PASSAR POR RÍGIDO CONCURSO PÚBLICO A ONDE SE SUBMETERÃO A PROVAS NORMAIS IGUAIS A QUALQUER OUTRO CONCURSO PÚBLICO NO BRASIL.

NÃO PODERÃO SEREM “ANALFABETOS” E TERÃO QUE APRESENTAR PROVA DE CONCLUSÃO DO ENSINO SUPERIOR COMPLETO E ESTAREM REALMENTE HABILITADOS PARA O EXERCÍCIO DAS SUAS FUNÇÕES.

APÓS ‘APROVADOS’ EM CURSO PÚBLICO SERÃO EMPOSSADOS EM SUAS FUNÇÕES E NÃO PODERÃO FALTAR AO TRABALHO SOB NENHUMA HIPÓTESE. AO QUE FALTAR CONSECUTIVAS VEZES, SEM JUSTIFICATIVA MÉDICA, O MESMO SERÁ AFASTADO DEFINITIVAMENTE DAS SUAS FUNÇÕES, ASSUMINDO O SEU VICE IMEDIATAMENTE.

QUANTO A GRANDE SOMA INVESTIDA ATÉ ENTÃO NOS PAGAMENTOS DOS SEUS ALTOS E “POLPUDOS” SALÁRIOS E PRIVILÉGIOS POLÍTICOS, ESTAS SERÃO REVERTIDAS PARA A ÁREA DE SAÚDE PÚBLICA, COMPRA DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS, AMBULÂNCIAS, PAGAMENTOS DE MÉDICOS, ENFERMEIROS, FUNCIONÁRIOS E NA REFORMAS DE PRÉDIOS HOSPITALARES.

JÁ IMAGINARAM O GRANDE VOLUME DE DINHEIRO QUE SURGIRIA PARA A SAÚDE PÚBLICA?
TODOS OS PROBLEMAS NA ÁREA DA SAÚDE SE EXTINGUIRIAM! SIM OU NÃO?

TENHO DITO, E ASSINO EMBAIXO.
DEUS ILUMINE A TODOS!!!" - (NEWTON ANDRADE)

domingo, 16 de junho de 2013

Um pouco da realidade do nosso País


Na abertura da copa das confederações a nossa presidente foi vaiada pelos torcedores que estavam no estádio.
Vemos aí que as pesquisas que apontam sua popularidade ou são manipuladas ou o nível de instrução das pessoas que são entrevistadas é baixo.
O governo só se preocupa com programas sociais, os bolsas, praticamente todo dias surge um bolsa. Onde esses programas na verdade não passa de uma compra de voto indireta.
Falta investimento em saúde, educação e bens essenciais para o bem estar da população. Mas o pior é que o povão não ver isso. A população que é beneficiada com os programas sociais em sua maioria é a mesma que mais sofre com os serviços prestados pelo governo, reclamam sim dos maus serviços, mas elogiam o governo por estarem mantendo o bolsa família.
Lembro que durante a campanha presidencial em 2010 ouvi varias pessoas comentando que votaria na Dilma parque ela era indicada do Lula e manteria o bolsa família, caso outro ganhasse “cortaria” o programa.
Nosso povo é muito fácil de ser manipulado, e é comprado por besteiras.
Mesmo com todos esses problemas no País, onde o PIB só pode avançar até 2,8% sem folego, isso segundo manchete do Globo na pagina economia. O povão está preocupado com os programas sociais e nada no desenvolvimento do País. Nunca estão preocupados com o coletivo e sim com o individual.
Este ano estamos tendo a copa das confederações e no próximo a copa do mundo e nada do País desenvolver. Alguém pode até argumentar que a copa vai gerar empregos diretos e indiretos e como consequência geração de renda. Mas só durante a copa e depois?
Seria ideal que o povo como forma de protesto não prestigiasse os jogos da copa nem pessoalmente nem muito menos pela televisão. Somos controversos, pois somos contra a copa, mas vamos aos estádios e/ou acompanhamos os jogos pela televisão.
Espero que com essa copa no nosso País não foque só o futebol, pois com essa maquiagem de copa tudo vai continuar na mesma. O povo vai continuar indo para os hospitais e sendo mal atendido, a educação continuará na mesma onde o professor finge que dá aula e o aluno finge que aprende e a corrupção rola solta no meio politico. Espero que a mídia não foque só a maquiagem da copa e também a realidade do País.


Joabson João

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pelo menos 15 jornalistas ficaram feridos durante cobertura de protesto em SP

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Pelo menos 15 jornalistas ficaram feridos durante a cobertura do protesto contra a alta da tarifa de transporte em São Paulo nesta quinta-feira (13). O levantamento é da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).
Na lista de agressões sofridas pelos jornalistas estão tiros de bala de borracha, golpes de cassetete, bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e até atropelamento por viatura da Polícia Militar.
Além disso, dois jornalistas --da revista "Carta Capital" e do portal Terra-- foram detidos durante a cobertura da manifestação.
O caso mais grave é do fotógrafo Sérgio Silva, da Futura Press, atingido no olho por uma bala de borracha.
Ele passou ontem por uma cirurgia para reparação do globo ocular no Hospital de Olhos Paulista. O boletim médico sobre o estado de Silva será divulgado hoje.
Por enquanto, as chances de que Silva recupere sua visão seguem abaixo de 5%.
Ele estava na rua da Consolação, próximo a rua Maria Antônia, quando foi atingido pelo disparo. O fotógrafo foi socorrido por um professor que o acompanhava durante a manifestação.

TIRO NO ROSTO
Dos 15 jornalistas feridos, sete são da Folha. Dois deles foram atingidos por bala de borracha no rosto -- o fotógrafo Fábio Braga (que também foi atingido na virilha) e a repórter Giuliana Vallone, atingida na região do olho.
A jornalista voltou a enxergar na manhã desta sexta-feira. Ela está internada no hospital Sírio Libanês desde ontem e deve receber alta no sábado.
Também ficaram feridos dois repórteres do jornal "O Estado de S.Paulo", uma jornalista da rede "Brasil Atual", e mais dois do jornal "Metro".
Um dos casos chama especial atenção. De acordo com a Abraji, Vagner Magalhães, do portal Terra, foi atacado pela PM quando estava sentado na mureta sob o MASP, na avenida Paulista.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lei Geral das Religiões é aprovada em comissão e vai ao Plenário


 A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (12) projeto de lei (PLC 160/2009) que trata das garantias e dos direitos fundamentais ao livre exercício da crença e dos cultos religiosos – a chamada Lei Geral das Religiões. A proposta é de autoria do deputado George Hilton (PRB-MG) e regulamenta dispositivos constitucionais que garante o livre exercício de crenças. Em razão de acordo de líderes, a matéria, que deveria passar por exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), segue diretamente para o Plenário.
O projeto, relatado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi aprovado com cinco emendas. De acordo com uma delas, apresentada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o Estado vai assegurar os direitos constitucionais das denominações religiosas, seja qual for a sua constituição jurídica. No entanto, será exigida personalidade jurídica para realizar parceria com o Estado em atividades de interesse público.
Também por emenda de Rollemberg, instituições religiosas, mesmo sem organização formal, poderão oferecer assistência religiosa em hospitais e estabelecimentos de internação coletiva como presídios. Igualmente, a prestação de assistência religiosa em quartéis das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e das Forças Auxiliares (polícias militares e bombeiros) poderá ser feita por qualquer religião ou crença.
Ao acatar as emendas de Rollemberg, o senador Eduardo Suplicy ressaltou que a exigência de registros das associações religiosas, como previsto no projeto apresentado pelo deputado Hilton, iria inviabilizar o exercício de religiões de matriz afro-brasileiras, uma vez que, em sua maioria, as casas de culto ou comunidade de terreiros são de estrutura familiar.
- A lei pretendida não cria qualquer exigência de registro para que um grupo humano se reúna e compartilhe crenças e ritos, direito que já é garantido pelo Estado, em razão dos princípios constitucionais. O que o projeto pretende fazer é fixar condições absolutamente isonômicas para que uma associação religiosa obtenha personalidade jurídica e possa, destarte, estabelecer relação formal com o Estado – explicou o relator.
Eduardo Suplicy ainda observou que o Estado é beneficiado com parcerias com organizações religiosas em atividades de assistência social. Apesar de laico, o Estado brasileiro relaciona-se com todas as religiões e não é contrário nenhuma delas, disse ele.
- O Estado é equidistante de todas as religiões, mas, simultaneamente, não vê a necessidade de hostilizar a vida e as competências éticas e educativas que, normalmente, as religiões representam. Ao contrário, o Estado brasileiro, por sua natureza histórica, alia-se às religiões naquilo que elas têm de universal e humanista, no que tem feito muito bem – salientou Suplicy.
O projeto aprovado pela CAS, reafirmando princípios constitucionais, declara livre a manifestação religiosa em locais públicos, desde que não contrarie a ordem e a tranquilidade públicas. Ainda segundo a proposta, o plano diretor das cidades deve prever espaços para fins religiosos.
No que se refere à educação, o senador Eduardo Suplicy retirou do texto a declaração de que o ensino religioso faz parte da formação básica do cidadão. No entanto, as escolas públicas de ensino fundamental oferecerão a disciplina, de matrícula facultativa, em horários normais da escola, com observância à diversidade religiosa do país.
Ainda de acordo com o projeto, o casamento celebrado em conformidade com as normas das denominações religiosas reconhecidas no país terá efeito civil após registro próprio a partir da data da celebração, contanto que atenda às exigências legais estabelecidas.

Audiência
Representantes da sociedade civil e do Poder Executivo que participaram de audiência pública promovida pela CAS, no mês passado, pediram a rejeição do projeto por não concordarem que uma lei possa regular a diversidade das manifestações religiosas no país.
O senador Paulo Paim (PT-RS) ressaltou que os convidados argumentaram contra o projeto e, de forma unânime, afirmaram não ter como salvá-lo com emendas ou substitutivo. O senador disse votar pela aprovação da matéria na CAS, mas quer continuar a discuti-lo em Plenário.

Acordo Brasil-Santa Sé
O projeto de Lei Geral das Religiões foi apresentado na Câmara dos Deputados após ser celebrado entre o governo brasileiro e a Santa Sé, em 2008, um acordo regulando as relações entre o país e a Igreja Católica. O texto original do projeto foi baseado nesse acordo, já aprovado pelo Congresso Nacional.


Fonte: Agência Senado

terça-feira, 11 de junho de 2013

Igreja em Teerã é ameaçada após a prisão de seu pastor


Autoridades iranianas exigem que a igreja interrompa os
cultos realizados na língua local, fársi. Se a ordem não for
obedecida, o templo será fechado


O futuro da igreja central das Assembleias de Deus no Teerã está em jogo após a prisão de um
de seus pastores, no final de maio. Autoridades iranianas continuam a pressionar as igrejas de
herança armênia ou assíria a interromperem todos os cultos na língua fársi, sob pena de
fechamento permanente.
O pastor Robert Asseriyan foi preso em 21 de maio, dois dias depois de a igreja ter se recusado a acabar voluntariamente com os cultos em fársi. Ele está detido na conhecida prisão de Evin, no Teerã.
O Mohabat News, um website dedicado a notícias sobre os cristãos no Irã, noticiou em 28 de
maio que Asseriyan disse à sua família, por telefone, que estava bem de saúde.
A congregação seria informada a respeito do que fora decidido em relação à igreja em um
encontro no dia 26 de maio. Mas, ao chegarem lá, encontraram uma placa na porta da igreja,
dizendo: “Esta igreja está fechada para grandes reparos. Favor não voltar!”
Mansour Borji, um curdo nascido no Irã, cristão e oficial de defesa do grupo de Direitos
Humanos Artigo 18, diz que a situação é sintoma de um problema maior no país, o qual ameaça a existência de todas as igrejas em que o fársi é falado.
“Estou certo de que a igreja Assembleia de Deus em Teerã não será a última,” afirmou, em um
e-mail aos adeptos. “Se o governo iraniano conseguiu fechar esta igreja, acontecerá o mesmo
com as outras poucas igrejas que têm cultos na língua local.”
Em 2010, o número de cristãos registrado no World Christian Database era de 300 mil; no

entanto, a agência de notícias World Watch Monitor noticiou no início deste mês, que é provável que este número seja muito maior devido à "perseguição sistemática e a repressão" aos cristãos no Irã.
Historicamente, o governo iraniano tem tolerado os cristãos de ascendência armênia ou assíria
e suas igrejas. No entanto, as igrejas que se recusam a parar os cultos em fársi têm enfrentado
oposição.
A igreja central das Assembleias de Deus no Teerã é oficialmente a maior igreja que ainda
oferece cultos na língua do Irã.
Em 2009, a igreja recebeu ordens para encerrar seus cultos às sextas-feiras, enquanto em 2012 os seus líderes foram solicitados a fornecer os números de identidade nacional de todos os membros.
Não se sabe se a igreja continuará realizando os cultos, mas Borji diz que o governo está
usando a prisão de Asseriyan e a detenção de outros pastores como uma ferramenta de
negociação.
"As autoridades têm deixado suas intenções explicitamente claras: ‘os cultos em fársi têm de
parar! Não podemos permitir que isso continue. É melhor que vocês fechem as igrejas aos
iranianos para que possam manter os prédios e continuem a servir a congregação armênia. Só
assim consideraremos a liberação de seus pastores'", disse.
Quatro líderes da igreja Assembleia de Deus ao sul da cidade de Ahwaz também estão na
prisão, depois de terem tido mantidas pelo tribunal de apelação suas penas de um ano, no início
deste mês.
Para Borji, o futuro da igreja no Irã se mostra sombrio. "Ficou claro para a maioria de nós que o
fim de todas as manifestações de culto cristão em fársi era o que as autoridades iranianas
estavam buscando o tempo todo", alegou. "Eu sei que alguns dos meus colegas pastores vão
tentar trazer ideias espirituais e palavras reconfortantes sobre o efeito positivo da perseguição.
Eu, no entanto, vou fazer a minha parte [para defender o direito dos cristãos] de adorar
livremente."
O Irã é o oitavo colocado na Classificação de países por perseguição, ranking que lista os 50
países onde a opressão aos cristãos é mais severa.

Fonte Portas Abertas Internacional

Tradução Daniela Cunha

domingo, 9 de junho de 2013

Assessor especial de Dilma diz que queda de popularidade "não é relevante"


BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A LISBOA

Integrantes da comitiva brasileira em Portugal desdenharam neste domingo a queda de oito pontos percentuais na popularidade da presidente Dilma Rousseff.
Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, disse que o resultado "não é relevante". "Para dar opinião mais qualificada, precisaria examinar a pesquisa. Não acho que seja relevante", afirmou.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chamou a queda de "oscilação normal" e sugeriu que Dilma continua favorita à corrida presidencial de 2014, quando tentará a reeleição.
"A pesquisa mostra uma oscilação normal. Mantém a presidente no melhor patamar de apoio popular e de intenções de voto quando a gente compara com qualquer outro presidente em dois anos e meio de governo", disse.
De acordo com o Datafolha, a aprovação de Dilma caiu de 65% para 57% em dois meses e meio. Sua intenção de votos foi reduzida em sete pontos, de 58% para 51%.
Mercadante atribuiu a queda da popularidade presidencial à inflação dos alimentos, que chamou de "episódio totalmente superado". Também citou os problemas na distribuição do Bolsa Família e a seca no Nordeste.

TOMATE
Sem citar responsáveis, o ministro da Educação reclamou do que chamou de "campanha" contra o governo ligada ao aumento do preço do tomate. "Nós tivemos até uma campanha, infelizmente", disse. "O vilão da inflação, que foi o tomate, já está na mesa de todo mundo."
Três dias depois de a agência de classificação de crédito Standard & Poor's apontar viés negativo na economia brasileira, Mercadante negou problemas e disse que o país tem "excelentes perspectivas".
"Todos os indicadores econômicos apontam para um quadro de melhoria. Temos segurança em relação a isso", disse.
"Vamos ter um segundo semestre muito forte e vamos terminar o ano com uma taxa de crescimento bastante significativa na comparação com o cenário de crise internacional."
O ministro disse acreditar que as novas concessões na área de infraestrutura e as licitações para a exploração do campo de Libra do pré-sal vão turbinar a economia no segundo semestre.

AGENDA LIVRE
Dilma chegou a Lisboa por volta das 7h deste domingo (3h em Brasília) e passará um dia e meio na cidade sem qualquer compromisso oficial. Sua primeira atividade de trabalho está marcada para o fim da tarde de segunda-feira.
Dilma se reunirá com o presidente Aníbal Cavaco Silva e o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho. O foco das conversas deve ser a privatização de estatais portuguesas como a TAP.
Além de Mercadante, integram a comitiva brasileira os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Helena Chagas (Comunicação Social).


sábado, 8 de junho de 2013

O País dos Bolsas


O programa bolsa escola federal teve inicio em 2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso. Embora ele já existisse em outros municípios/estados. E era um programa bastante criterioso, pois nem todas as pessoas tinham direito de receber a ajuda de custo. Era até organizado.
Mas o problema começou quando esse projeto foi ampliado para o bolsa família onde o mesmo quase não obedece a  criterios. A ideia do projeto é até boa, em tese é para tirar as famílias humildes da miséria. Mas se formos olhar bem na pratica não é assim. Pois muitas famílias continuaram na miséria e muitas dessas famílias têm pouco interesse de trabalhar para não “perderem” o beneficio. E isso se torna um ciclo vicioso, pois muitos dos filhos veem os pais os criando naquele estilo de vida e tendência é continuaram naquela vida e criaram suas famílias do mesmo jeito.
Conhecendo nosso povo: será que vai funcionar mesmo da forma de deve funcionar? Quem garante que não vão usar de má fé com se aproveitando desse programa?
Na minha visão será mais um programa social criado pelo governo para uma compra de voto indireta.
O fato é que o programa se converterá em bolsa família.
Esse é o País dos bolsas


Joabson João

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cientistas dizem ter descoberto origem do câncer de mama



Em sua essência, o câncer é uma célula entre milhões de outras que começa a funcionar mal. No caso do câncer de mama, na maioria das vezes essa célula maligna fica nos ductos que levam o leite da glândula mamária até o mamilo. Mas, por que ali e não em outra parte? O que há nesta região? Questionou matéria publicada na BBC Brasil, nesta quinta-feira (6).
David Gilley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), e Connie Eaves, do Laboratório Terry Fox da Agência para o Câncer em Vancouver, Canadá, ficaram perplexos ao descobrir a resposta.
Em seu estudo, publicado na revista especializada Stem Cell Reports, eles explicam como descobriram que todas as mulheres – propensas ou não a desenvolver câncer de mama – têm uma classe particular de células-mãe com telômeros (estruturas que formam as extremidades do cromossomo) extremamente curtos.
Os cientistas se deram conta de que estes cromossomos, com as extremidades tão pequenas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer.
Diferentemente de muitos estudos sobre o câncer, a investigação se deu em mulheres normais que doaram seus tecidos após terem se submetido a uma operação de redução de seios por razões estéticas.
“O que procurávamos eram possíveis vulnerabilidades em células normais que fizeram com que se tornassem malignas”, explicou Gilley à BBC Mundo.

Prevenção

Eles explicam que as células-mãe se dividem em células chamadas de diferenciadas ou finais, que, por sua vez formam o ducto mamário. E é nessas células em que se origina o câncer de mama, afirmam os especialistas.
Eles observaram que quando os telômeros dessas células finais perdem sua função – que é a de manter a estrutura do cromossomo, evitando que suas extremidades se juntem ou combinem com os outros – pode ocorrer é “um verdadeiro caos” no ciclo celular que se segue.
Apesar de todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, nem todas desenvolvem câncer de mama. Em alguns casos, porém, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna, explica Gilley.
Para os especialistas, o estudo lhes permite entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que sirvam de parâmetros para exames a partir de amostras de tecidos e sangue, e poder monitorar todas as mulheres, especialmente as que têm alto risco de desenvolver o câncer.
O que tentamos fazer foi olhar o câncer de uma forma distinta, nos focando em como começa”, explica Gilley. ”Porque uma vez que o tumor se desenvolve, particularmente em alguns tipos de câncer de mama, não há muito o que se pode fazer”.


quarta-feira, 5 de junho de 2013


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai pôr em votação a versão da senadora — ora ministra da Cultura Caxirola, Marta Suplicy — da PLC 122, apelidada de “Lei Anti-Homofobia”. Renan descobriu os benefícios da “pauta progressista”. Ajudam a dar uma ajeitada em sua biografia. Muito bem.
Marta fez a sua própria versão do texto, mais amena do que aquela que foi discutida na Câmara, o que não quer dizer que seja aceitável. A zerda no Brasil é que ninguém lê nada, nem bula de remédio — dia desses, se não tomo cuidado, teria entrado pelo cano… A esta altura, alguém estaria dizendo: “Ah, ele até que tinha algo de bom… Não muito, mas tinha…”. Pois é. Li e fiz a coisa certa.
O projeto da senadora Marta Suplicy existe e tem de ser lido. Já escrevi a respeito no dia 16 de maio de 2002. E NÃO! ELE NÃO É BOM, ELE NÃO É DEMOCRÁTICO, ELE NÃO É ACEITÁVEL. E vou demonstrar por quê.
Vocês perceberão que não se trata de matéria de opinião. Pouco me importa, neste caso, quem pensa o quê. Interessa-me saber como a alegada defesa dos gays e o alegado combate à homofobia se casam com os direitos assegurados na Constituição a TODOS OS INDIVÍDUOS. Prestem muita atenção! O que Marta espertamente tentou fazer foi dar um truque nas igrejas cristãs, que eram claramente perseguidas na primeira versão da proposta. Na segunda, o risco é amenizado, embora continue presente. O texto continua autoritário para cristãos e não cristãos, como verão..
A dita Lei Anti-Homofobia é um coquetel de inconstitucionalidades. Isso não quer dizer que, se submetida à análise do Supremo (caso aprovada no Congresso), não vá ser considerada mais um primor do direito criativo, uma área em que o Brasil está virando craque. Marta já afirmou que é preciso haver pressão da sociedade para aprovar a tal lei. “Pressão da sociedade” significa a organização de grupos da militância gay em favor da lei — e, obviamente, o silêncio de quem é contra. E é evidente que se pode ser contra não por preconceito contra os gays, mas porque a lei ofende o bom senso e cria uma casta de aristocratas sob o pretexto de combater a homofobia.
Como sempre faço, exponho a lei que está sendo discutida, em vez de escondê-la, como faz a maioria. Abaixo, segue em azul a proposta de Marta, que está no Senado. Atenção! 

O QUE VAI EM VERMELHO SÃO AS INOVAÇÕES PROPOSTAS POR MARTAO QUE VAI EM AZUL JÁ ESTÁ NA LEI e remete a artigos do Código Penal. Eu decidi publicar a versão completa para que fique claro do que estamos falando. Se quiser, veja a íntegra antes de ler o comentário que faço.

PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 122, DE 2006
Define os crimes resultantes de preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, altera o Código Penal e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei define crimes resultantes de preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo refere-se à distinção entre homens e mulheres; orientação sexual, à heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade; e identidade de gênero, à transexualidade e à travestilidade.
Art. 3º O disposto nesta Lei não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente da fé e da moral fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião de que trata o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal.

Discriminação no mercado de trabalho
Art. 4º Deixar de contratar ou nomear alguém ou dificultar sua contratação ou nomeação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena — reclusão, de um a três anos.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, confere tratamento diferenciado ao empregado ou servidor, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Discriminação nas relações de consumo
Art. 5º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena — reclusão, de um a três anos.

Discriminação na prestação de serviço público
Art. 6º Recusar ou impedir o acesso de alguém a repartição pública de qualquer natureza ou negar-lhe a prestação de serviço público motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena — reclusão, de um a três anos.

Indução à violência
Art. 7º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena — reclusão, de um a três anos.
Art. 8º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 — Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 61
São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime:
I – a reincidência;
II – ter o agente cometido o crime:
a) por motivo fútil ou torpe;
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime;
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido;
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum;
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge;
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica;
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão;
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida;
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública,
ou de desgraça particular do ofendido;
l) em estado de embriaguez preordenada.

m) motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

“Art. 121
Matar alguém:
Pena — reclusão, de 6 (seis) a 20 (vinte) anos.
(…)
§ 2º
Se o homicídio é cometido:
I – mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II – por motivo fútil;
III – com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
IV – à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;
V – para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
Pena – reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

(…)
VI – motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

“Art. 129
Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:
Pena — detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

§ 12. Aumenta-se a pena de um terço se a lesão corporal foi motivada por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

“Art. 136
Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:
Pena – detenção, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, ou multa.
§ 1º – Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
§ 2º – Se resulta a morte:
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.
§ 3º Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, ou é motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”

“Art. 140
Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
§ 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º – Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena — detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, além da penacorrespondente à violência.

§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:

“Art. 286
Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena – detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa.
Apologia de crime ou criminoso

Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço quando a incitação for motivada por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”
Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Voltei
Muito bem! A lei já enrosca numa questão de linguagem no Artigo 2º. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra, sim, “transexualidade” e “travesti”, mas não abriga a “travestilidade”, seja lá o que isso queira dizer na linguagem militante ou no vocabulário da senadora.
Um homem que não seja habitualmente um “travesti” pode estar em “situação de travestilidade” transitória, por exemplo??? Deu na veneta do sujeito, ele vestiu um tubinho listrado e saiu por aí; em vez de Parati, resolveu tomar chá com torrada; em vez do canivete no cinto, um leque na mão… Lembram-se do cartunista Laerte, que é homem (sexo), diz-se bissexual (orientação) e, vestido de mulher, tentou usar um banheiro para mulheres (naquele dia, dividia o ambiente com uma criança do sexo feminino)? Aquilo era exercício de “travestilidade”? Sigamos.
O Artigo 3º — e os militantes xiitas já ficaram bastante irritados com ele — tenta minimizar a reação negativa da “bancada cristã” no Congresso. Especifica que o que vai na lei não se aplica à “manifestação pacífica do pensamento” em razão da crença, religião etc. Huuummm… A questão é saber quando um pensamento é considerado “pacífico” ou não. Quem decide isso? “Ah, é o juiz!” Certo! Com base em qual código, em qual receita, em qual bula? Ocorre que a agressão à liberdade religiosa, minimizada no texto do Senado, era apenas um dos problemas da lei. Os outros continuam.

Mercado de trabalho
Peguemos a questão da “discriminação no mercado de trabalho”. O diretor ou diretora de uma escolinha infantil, por exemplo, que rejeite um(a) professor(a) que se encaixe no grupo da “transexualidade” ou da “travestilidade” pode pegar até três anos de cadeia. Em caso de denúncia, o diretor ou diretora da escolinha teria de provar que só não contratou a tia Jehssyka — que, na verdade, era o tio Waldecyr — por motivos técnicos. A eventual consideração de que uma criança de quatro ou cinco anos não está, digamos, preparada para entender a “travestilidade” — que nem o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa abriga — não pode, evidentemente, ser levada em conta.
Nessa e nas demais situações previstas na “lei”, a pessoa acusada terá de produzir a chamada “prova negativa” — vale dizer, demonstrar que não agiu movido pelo preconceito. Vamos adiante.
Que tal pensar um pouquinho no Artigo 5º? Transcrevo:

“Art. 5º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena — reclusão, de um a três anos.”
Leio e me contam que são cada vez mais frequentes as lojas de roupas femininas sem provadores. Como é um ambiente para mulheres, elas vão pondo e tirando peças por ali mesmo, entre as araras e os armários, ficando nuas ou seminuas (pare de ficar sonhando, leitor heterossexual reacionário e fascista e pouco afeito à diversidade, como acusou uma pesquisa da UFMG!!!!). Mas nada de impedir o Laerte (tomo-o como uma metonímia) — aquele que, em situação de travestilidade, quis dividir o banheiro feminino com uma mulher e uma criança — de fazer o mesmo, entenderam? Se ele quiser ficar pelado ali no meio da mulherada, expondo os seus balangandãs, estará protegido por uma lei! Ou é isso ou cana de três anos para a funcionária da loja que tentar impedi-lo de exercer a sua “travestilidade”! E se, por qualquer razão, o homem (sexo), bissexual (orientação) e travesti (identidade) tiver uma ereção, ainda que involuntária (vocês sabem, isso acontece), em meio a calcinhas e sutiãs? Um pênis, como a rosa de Gertrude Stein, é um pênis é um pênis. Nem Marta Suplicy, que, nos tempos de sexóloga, associava o dito órgão viril a uma varinha de fada, consegue mudar isso! O sujeito em situação de “travestilidade” poderá ser acusado de assédio, por exemplo, ou isso também seria discriminação de identidade? A lei não resiste às regras dos voos domésticos nos aviões brasileiros. Costuma-se reservar um dos banheiros só para mulheres. Digam-me: o homem que declara se sentir mulher pode usá-lo ou não? Estamos diante de um problema até filosófico: o que quer que um indivíduo pense sobre si mesmo altera efetivamente o mundo físico que o rodeia?

Código Penal
O texto muda ainda seis artigos do Código Penal. Se aprovada a proposta de dona Marta Suplicy, o Brasil estará dizendo ao mundo que matar um gay é coisa muito mais grave do que matar um heterossexual — ou, se quiserem, o contrário: matar um heterossexual é coisa muito menos grave do que matar um gay. 
Vejam lá: qualquer crime, segundo a redação proposta para o Artigo 61, terá pena agravada quando praticado em razão da orientação ou identidade sexual, valendo, com já disse, mesmo para o caso de homicídio (Artigo 121). Ofender a integridade ou a saúde de alguém (Art. 129) dá de três meses a um ano de cana. No caso de ser um gay, um terço a mais de pena. Ou mesmo vale para o caso de expor uma pessoa a riscos (Art. 136) ou injúria (Art. 140). Em suma, tudo aquilo que já é crime passa a ser “ainda mais crime” caso se acuse o criminoso de ter agido em razão do preconceito. 

Pressão
Marta pede a “pressão popular” — que, na verdade, é pressão da militância porque sabe que, caso a lei seja conhecida em seus detalhes e implicações, não seria aprovada de jeito nenhum. Os tempos são favoráveis a reparações dessa natureza. A imprensa é majoritariamente favorável ao texto e tende a satanizar os que o criticam, como se fossem porta-vozes do mundo das trevas — e não da velha e boa igualdade dos homens e mulheres perante a lei (pouco importa o que façam de sua sexualidade). Se há preconceito e discriminação, é preciso resolver a questão com educação, não com a aprovação de uma Lei de Exceção, que cria uma casta de indivíduos especialmente protegidos.

Fantasia estatística
Ocorre que a militância gay consegue vender fantasias como se fossem provas irrefutáveis de que o Brasil é o país mais homofóbico do mundo. Uma delas é o tal “número de homossexuais assassinados por ano”. Em 2010, segundo os próprios militantes, foram 260. Duvido que esse dado esteja correto! DEVE SER MUITO MAIS DO QUE ISSO. Sabem por quê? Em 2010, mais de 50 mil brasileiros foram assassinados. Dizem os militantes que são 10% os brasileiros gays. Logo, aqueles 260 devem ser casos de subnotificação. O que é um escândalo no Brasil é o número de homicídios em si, isto sim, pouco importa o que o morto fazia com o seu bingolim quando vivo.
Mas seria interessante estudar mesmo esse grupo de 260. Aposto que a larga maioria era composta de homens. O assassinato de lésbicas é coisa rara. Houvesse um preconceito tão arraigado a ponto de se matar alguém em razão de sua orientação, haveria um quase equilíbrio entre os dois grupos. Mas não há! A maioria é composta de homens homossexuais assassinados por… michês! Que também são homossexuais — ou, por acaso, não são? Muitos dos crimes atribuídos à chamada homofobia são praticados por… homossexuais. Eu diria que são ocorrências que se encaixam em outro escaninho da experiência humana: a prostituição. A propósito: um gay que matasse outro em razão de uma treta qualquer poderia ser enquadrado na Lei Anti-Homofobia? Outra ainda: o michê que matasse seu cliente teria a pena agravada, certo? E o contrário? E se o cliente matasse o michê? Esse crime não é de intolerância?
Reitero: o que é um escândalo, o que é inaceitável, o que é um absurdo é haver mais de 50 mil homicídios por ano no país, incluindo o de homossexuais, sim, que certamente não se limitam a 260, dado o número provável de gays no país. 

Mas convém não tomar como expressões do preconceito algumas ocorrências que decorrem do estilo de vida. Se a sexualidade não é uma escolha, o estilo é.
Não é correto tomar comportamentos que são marginais — que se situam à margem, entenda-se — como parâmetro para elaborar políticas públicas. A chamada lei de combate à homofobia constitui, isto sim, uma lei de concessão de privilégios. Não será pela via cartorial que se vai reeducar a sociedade. Seu efeito pode ser contraproducente: a menos que haja imposição de cotas nas empresas, aprovada a lei da homofobia, pode é haver restrições à contratação de homossexuais em determinados setores da economia — em alguns, eles já são maioria. Afinal, sempre que um homossexual for demitido, haverá o risco da acusação: “Homofobia”! E lá vai o acusado ter de provar que não é culpado.
Só as sociedades totalitárias obrigam os indivíduos a provar que não têm culpa!


Por Reinaldo Azevedo