Radio Evangélica

segunda-feira, 3 de março de 2025

Emburrecimento Programado: A Crítica de John Taylor Gatto ao Sistema Escolar

Emburrecimento Programado é um livro escrito por John Taylor Gatto, um renomado professor com mais de trinta anos de experiência em sala de aula em Nova York. Publicado originalmente em 1992 e traduzido por Leonardo Araújo, o livro revela o que está por trás do currículo escolar e como ele treina as crianças para o "emburrecimento". Gatto faz uma distinção importante entre escolarização e educação, argumentando que as crianças são escolarizadas, mas não educadas.

A Escola como ferramenta de controle

Uma das principais críticas de Gatto é que a escolarização obrigatória afasta as crianças do ambiente familiar e da comunidade em que vivem. De forma sutil, elas aprendem a valorizar mais as instituições do que suas próprias famílias, pois são ensinadas a acreditar que as instituições sabem o que é melhor para cada indivíduo. No entanto, a família é a instituição mais antiga da sociedade e, segundo o autor, deveria ser a base da formação de qualquer ser humano.

A escola, ao invés de incentivar a autonomia intelectual, molda os estudantes para serem obedientes e submissos a sistemas burocráticos. Gatto argumenta que esse modelo educacional não se baseia no desenvolvimento do pensamento crítico, mas sim na padronização do comportamento e na aceitação de hierarquias sociais impostas.

Dependência intelectual e assistencialismo educacional

Outro tema interessante abordado pelo autor é a dependência intelectual que a escolarização cria. As crianças aprendem a esperar que o professor passe conteúdos previamente escolhidos por "planejadores centrais", muitas vezes anônimos e distantes da realidade dos alunos. Esse processo gera um assistencialismo intelectual, no qual os estudantes não desenvolvem a capacidade de buscar conhecimento por conta própria, tornando-se dependentes do sistema para interpretar o mundo ao seu redor.

Essa dependência se reflete na vida adulta, quando ex-alunos se tornam cidadãos que esperam que autoridades ou especialistas lhes digam o que pensar e como agir, em vez de buscar suas próprias soluções e caminhos. Segundo Gatto, essa mentalidade perpetua um ciclo de conformismo e passividade, limitando a inovação e a criatividade da sociedade.

A padronização e seus impactos

O modelo escolar tradicional padroniza o ensino sem considerar as diferenças individuais dos alunos. Em vez de estimular a criatividade e o talento pessoal, a escola impõe um currículo rígido que pouco dialoga com as necessidades específicas de cada estudante.

Para Gatto, essa estrutura não é acidental, mas sim uma estratégia deliberada para formar indivíduos previsíveis e fáceis de controlar. Ele destaca que a educação moderna segue um modelo herdado da Revolução Industrial, projetado para criar trabalhadores obedientes, e não cidadãos autônomos e críticos.

Alternativas ao sistema tradicional

Ao longo do livro, Gatto sugere alternativas para uma educação mais autêntica e libertadora. Ele defende modelos de aprendizado baseados na experiência, na curiosidade natural das crianças e na conexão com a vida real. Para ele, a verdadeira educação ocorre fora das paredes da escola, através da experimentação, da leitura independente, do contato com diversas culturas e do desenvolvimento de habilidades práticas.

O autor menciona exemplos de educações alternativas, como o ensino domiciliar (homeschooling), escolas democráticas e abordagens autodirigidas, que permitem maior liberdade e autonomia no processo de aprendizagem. Para Gatto, a chave para um ensino de qualidade é o estímulo ao pensamento independente e à construção de conhecimento baseada no interesse genuíno do aluno.

Conclusão

Emburrecimento Programado é um livro que desafia as concepções tradicionais de educação e convida o leitor a refletir sobre os verdadeiros objetivos da escolarização. A crítica de Gatto ao sistema educacional moderno levanta questões importantes sobre a liberdade intelectual, a autonomia dos indivíduos e a necessidade de reformularmos o modo como ensinamos nossas crianças.

Ao questionar o papel das escolas na formação da sociedade, o autor abre espaço para um debate fundamental: estamos educando para a liberdade ou para a obediência? Essa é uma reflexão que vale não apenas para pais e professores, mas para qualquer pessoa preocupada com o futuro da educação e da sociedade.

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domingo, 2 de março de 2025

O Período Pré-Dinástico do Egito: As Origens de uma Civilização Milenar

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O Egito Antigo é amplamente conhecido por suas grandiosas pirâmides, templos monumentais e governantes lendários. No entanto, antes da formação dos primeiros reinos e do surgimento dos faraós, o território do vale do Nilo já era habitado por comunidades que moldariam uma das civilizações mais icônicas da história. Esse período, conhecido como Pré-Dinástico, abrange aproximadamente de 6000 a 3100 a.C., sendo uma fase crucial para a estruturação da sociedade egípcia.

As Primeiras Comunidades Agrícolas

Durante o período Pré-Dinástico, o Egito passou por uma transformação significativa, deixando de ser uma terra de caçadores-coletores nômades para uma sociedade baseada na agricultura e na pecuária. A fertilidade do vale do Nilo, com suas cheias sazonais, permitiu o cultivo de cereais como trigo e cevada, além da domesticação de animais. Esses avanços garantiram a fixação de populações em aldeias permanentes e o desenvolvimento de estruturas sociais mais complexas.

Culturas de Nagada e Badariense

Os arqueólogos identificaram diferentes culturas que compuseram essa fase inicial da história egípcia. Entre as mais importantes, destacam-se:

  • Cultura Badariense (c. 4400 – 4000 a.C.): Caracterizada pela produção de cerâmica sofisticada e pelo uso do cobre, essa cultura estabeleceu as bases para o desenvolvimento social e econômico do Egito Antigo.
  • Culturas de Nagada I, II e III (c. 4000 – 3100 a.C.): Responsáveis pela crescente organização política e social, essas culturas demonstraram avanços na arquitetura, na arte e na consolidação das primeiras formas de escrita e simbologia religiosa. A fase Nagada III marca a transição para a unificação do Egito sob o primeiro faraó.

O Caminho para a Unificação

À medida que os assentamentos cresciam e as interações entre comunidades se intensificavam, a necessidade de uma administração centralizada se tornou evidente. Chefes locais passaram a expandir seus territórios, resultando na formação de dois grandes reinos: o Alto Egito (ao sul) e o Baixo Egito (ao norte). Esse processo culminaria com a unificação do Egito, por volta de 3100 a.C., sob o reinado de Narmer (ou Menés), considerado o primeiro faraó.

Legado do Período Pré-Dinástico

O período Pré-Dinástico foi essencial para estabelecer os fundamentos políticos, religiosos e culturais do Egito Antigo. Elementos que se tornariam característicos da civilização egípcia, como a crença na vida após a morte, a iconografia dos deuses e a organização estatal, já estavam sendo moldados nessa época.

Nos próximos artigos, exploraremos cada fase dessa fascinante jornada histórica, desde o Antigo Império até os tempos de Cleópatra. No próximo domingo, falaremos sobre a unificação do Egito e o início do Período Arcaico!

Fique atento e acompanhe essa série sobre o Egito Antigo. Até a próxima!

Referências Bibliográficas

  • Bard, Kathryn A. An Introduction to the Archaeology of Ancient Egypt. Blackwell Publishing, 2007.
  • Wilkinson, Toby. The Rise and Fall of Ancient Egypt. Random House, 2010.
  • Shaw, Ian (Ed.). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford University Press, 2000.
  • Midant-Reynes, Béatrix. The Prehistory of Egypt: From the First Egyptians to the First Pharaohs. Blackwell Publishing, 2000.

 

sábado, 1 de março de 2025

Monarquias no mundo: conheça os países que ainda mantêm reis e rainhas

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Apesar da predominância de regimes republicanos no cenário político mundial, 43 países ainda mantêm monarquias, seja em sistemas constitucionais ou absolutos. Essas nações preservam reis e rainhas como chefes de Estado, com poderes variáveis conforme suas constituições.

Monarquias na Europa

A Europa abriga 12 monarquias, todas constitucionais. O Reino Unido é o mais influente, sendo também chefe de Estado de diversas ex-colônias. Além dele, há monarquias na Espanha, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Mônaco, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Dinamarca e Andorra. O Vaticano também é uma monarquia teocrática, governada pelo Papa.

Monarquias na Ásia

O continente asiático possui 13 monarquias, sendo algumas constitucionais e outras absolutas. O Japão mantém uma monarquia cerimonial, enquanto países como Malásia, Tailândia, Camboja, Jordânia, Kuwait e Bahrein possuem monarquias constitucionais com algum poder político. Já Arábia Saudita, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos (federação de sete monarquias) e Brunei são monarquias absolutas, onde o rei ou sultão exerce controle quase total sobre o governo.

Monarquias na África

A África conta com três monarquias: Marrocos, com um rei que detém poderes significativos; Lesoto, onde o rei possui um papel mais simbólico; e Essuatíni (ex-Suazilândia), que ainda mantém uma monarquia absoluta.

Monarquias na Oceania

Na Oceania, quatro países são monarquias: Tonga, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão e Tuvalu. Os três últimos reconhecem o monarca britânico como chefe de Estado, enquanto Tonga mantém uma monarquia constitucional independente.

Monarquias nas Américas

Onze países das Américas continuam sendo monarquias, todos sob a liderança do Reino Unido. Entre eles estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia e nações caribenhas como Jamaica, Bahamas, Antígua e Barbuda, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Belize e Granada. Esses países possuem autonomia política, mas mantêm o monarca britânico como chefe de Estado.

O papel da monarquia nos dias atuais

Embora a maioria dessas monarquias seja constitucional, onde o rei ou rainha tem função simbólica, algumas ainda exercem influência política considerável. Em países como Arábia Saudita e Essuatíni, os monarcas detêm poderes quase absolutos, enquanto em lugares como Reino Unido, Japão e Suécia, as famílias reais cumprem papéis representativos e culturais.

Mesmo em meio a debates sobre a modernização dos sistemas políticos, as monarquias continuam sendo parte da identidade nacional de diversos países, preservando tradições e influenciando a política global.

Referências

  • BAGEHOT, Walter. The English Constitution. Oxford University Press, 2001.
  • ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas: Reflexões sobre a Origem e a Difusão do Nacionalismo. Companhia das Letras, 2008.
  • Organização das Nações Unidas (ONU). Relatórios sobre Governança Global. Disponível em: https://www.un.org.
  • Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA). Monarquias e Democracia. Disponível em: https://www.idea.int.
  • The Economist Intelligence Unit. Relatório Anual sobre Democracia Mundial, 2024.
  • BBC News. Monarquias no século XXI. Disponível em: https://www.bbc.com.

 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Dólar atinge R$ 5,91 após escolha de Gleisi e discussão na Casa Branca

Bolsa cai pela terceira vez na semana e fecha mês com queda de 2,17%

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Em um dia de turbulência no mercado doméstico e internacional, o dólar voltou a superar a barreira de R$ 5,90 e atingiu o maior nível em mais de 1 mês. A bolsa de valores caiu pela terceira vez na semana e fechou o mês com recuo de mais de 2%.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (28) vendido a R$ 5,916, com alta de R$ 0,088 (1,5%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade durante a manhã, mas aproximou-se de R$ 5,90 após a nomeação da deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR) para a Secretaria de Relações Institucionais

Após o desentendimento público entre os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelenky, a cotação superou os R$ 5,90.

Após a turbulência desta sexta-feira, a moeda norte-americana, que acumulava queda em fevereiro, fechou a semana com ganho de 3,25% e o mês com valorização de 1,39%. A cotação está no maior valor desde 24 de janeiro.

Ibovespa

O dia também foi tenso no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 122.709 pontos, com recuo de 1,6%. O indicador refletiu tanto os fatores domésticos como a resiliência do núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que ficou em 0,3% em janeiro. 

A bolsa continuou a refletir a queda no lucro da Petrobras em 2024. A bolsa caiu 3,41% na semana e acumulou queda de 2,64% no mês.

A escolha de Gleisi Hoffman para coordenar a articulação política do governo foi recebida com preocupação por parte dos investidores. Isso porque a deputada federal criticou, por diversas vezes, a política monetária do Banco Central e os cortes no Orçamento do governo.

Em relação à discussão entre Trump e Zelensky, o dólar passou a subir em todo o planeta após a exibição do evento ao vivo no Salão Oval da Casa Branca. O índice que mede a cotação do dólar em relação às seis principais moedas internacionais subiu 0,22% após o incidente, revertendo a queda na maior parte da sessão.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Conta de energia elétrica permanecerá sem cobrança extra em março

Medida reflete condições favoráveis de geração de usinas hidrelétricas

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária verde em março, o que significa que não haverá cobrança adicional nas contas de energia. Segundo a agência, a medida reflete as condições favoráveis de geração de energia no país.

bandeira tarifária permanece verde desde dezembro de 2024. 

“Com o período chuvoso, os níveis dos reservatórios melhoraram, assim como as condições de geração das usinas hidrelétricas. Dessa forma, o acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara, torna-se menos necessário”, explica a Aneel. 

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. 

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Fonte: Agência Brasil

Anac autoriza nova companhia aérea a operar no Brasil

Avion Express Brasil é subsidiária de empresa do grupo Avia Solutions

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Uma nova companhia aérea promete começar a operar no Brasil até o fim de março próximo. A Avion Express Brasil, subsidiária da empresa de mesmo nome pertencente ao grupo irlandês Avia Solutions, recebeu, nesta sexta-feira (28), autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para oferecer um modelo operacional inédito no país: a prestação de serviços para outras companhias do setor.

O serviço que a controladora da Avion Express Brasil  oferece em outros países é conhecido pela sigla ACMI (do inglês, aeronave, tripulação, manutenção e seguro). Neste formato, a empresa contratada arrenda a outras companhias - por um período pré-determinado - não só aeronaves, mas também pilotos e comissários, além de responder pela manutenção dos aviões e pagamento de seguros. A contratante, por sua vez, se encarrega da comercialização das passagens e arca com os custos operacionais, como combustível, taxas aeroportuárias e outras tarifas.

“Esse modelo de negócio possibilita otimizar a capacidade das companhias aéreas, permitindo que [estas] ampliem suas operações temporariamente em períodos de alta demanda, como férias e eventos especiais, além de garantir a continuidade do serviço em casos de indisponibilidade de aeronaves”, explicou a Anac, em nota.

Também em nota, a Avion Express celebrou a obtenção do Certificado de Operador Aéreo (COA) - documento que comprova que, após se submeter ao processo de certificação da agência reguladora, a empresa recebeu autorização para operar em território brasileiro.

“Com a aprovação do certificado, já em vigor, a Avion Express Brasil está pronta para iniciar as operações comerciais no primeiro trimestre de 2025, implantando até dez aeronaves da família Airbus A320 até o final do ano”, informou a controladora da subsidiária brasileira, revelando ter planos para chegar a 25 aeronaves até 2028.

Operação

Ainda de acordo com a Avion Express, o início da operação brasileira “representa um passo significativo para as soluções de ACMI” na América Latina, região que o grupo reconhece como “um mercado chave em crescimento” e com muito potencial”. Razão pela qual, recentemente, a Avion Express estabeleceu parcerias no México e na Argentina.

“Com o setor de aviação experimentando mudanças cíclicas de demanda, nossas soluções [em ACMI] fornecerão às companhias aéreas brasileiras a flexibilidade de que precisam para otimizar suas operações. Estamos confiantes de que nossos serviços ajudarão a preencher as lacunas de capacidade, mantendo os mais altos padrões de eficiência e confiabilidade”, comentou, na mesma nota, o executivo-chefe Darius Kajokas.

Desde meados do ano passado, a subsidiária brasileira da Avion Express é comandada pelo engenheiro argentino Esteban Jauregui Lorda, que já atuou na colombiana Avianca; na brasileira Gol e na Aerolíneas Argentinas, onde começou sua carreira no setor. A sede da companhia fica em Indaiatuba, no estado de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Governo publica medida provisória que autoriza saque do FGTS

Medida vale para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido

O governo publicou nesta sexta-feira (28), em edição extra do Diário Oficial da União, a Medida Provisória 1.290, que autoriza a movimentação da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa. 

De acordo com o governo, a medida beneficiará 12,1 milhões de trabalhadores dispensados desde janeiro de 2020 até hoje, data da publicação da MP, e injetará R$ 12 bilhões na economia. 

De acordo com a medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o pagamento será feito da seguinte forma: 

Saque de até R$ 3 mil do saldo disponível: 

  • em 6 de março, para os trabalhadores com conta bancária previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS;
  • conforme calendário a ser divulgado pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores sem conta bancária previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS;

Valores remanescentes do saldo disponível:

  • em 17 de junho para os trabalhadores com conta bancária previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS
  • conforme calendário a ser divulgado pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores sem conta previamente cadastrada para recebimento de recursos do FGTS.

trabalhador demitido desde 2020 que aderiu ao saque-aniversário não terá de sair da modalidade para sacar o saldo retido no FGTS.

A partir de amanhã (1º de março), aqueles que aderirem ao saque-aniversário e forem demitidos terão seus saldos bloqueados novamente, podendo sacar apenas a multa rescisória.

Fonte: Agência Brasil

IBGE divulga rendimentos domiciliares per capita de 2024: Maranhão tem menor valor e DF o maior

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (28) os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2024 para o Brasil e suas unidades da federação. O levantamento, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, revelou que a média nacional do rendimento domiciliar per capita foi de R$ 2.069, com variações significativas entre os estados. O Maranhão registrou o menor valor, de R$ 1.077, enquanto o Distrito Federal apresentou o maior rendimento, de R$ 3.444.

A divulgação desses dados atende à Lei Complementar 143/2013, que define critérios para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Além disso, os valores são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo dos fatores de rateio baseados no inverso do rendimento domiciliar per capita.

Diferenças regionais marcam levantamento

Os dados demonstram disparidades regionais expressivas. No Nordeste, além do Maranhão, estados como Ceará (R$ 1.225), Piauí (R$ 1.350) e Alagoas (R$ 1.331) também registraram rendimentos abaixo da média nacional. Já no Sudeste, São Paulo (R$ 2.662) e Rio de Janeiro (R$ 2.490) tiveram valores mais elevados. No Sul, os estados mantiveram patamares semelhantes, com Santa Catarina (R$ 2.601) e Rio Grande do Sul (R$ 2.608) liderando na região.

Metodologia do cálculo

O rendimento domiciliar per capita foi calculado dividindo-se o total dos rendimentos domiciliares pelo total de moradores do domicílio. Foram considerados rendimentos do trabalho e de outras fontes, abrangendo inclusive pensionistas, empregados domésticos e seus parentes. Os valores foram obtidos a partir dos rendimentos brutos mensais efetivamente recebidos no período de referência da pesquisa, considerando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua ao longo dos quatro trimestres de 2024.

A PNAD Contínua, realizada pelo IBGE desde 2012, acompanha trimestralmente a evolução da força de trabalho e outros indicadores socioeconômicos. Durante a pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, houve alterações na coleta de dados, impactando os cálculos do rendimento domiciliar per capita. No entanto, desde 2023, o instituto retomou sua metodologia tradicional, utilizando as informações da primeira visita aos domicílios.

Com essa divulgação, o IBGE reforça o papel dos dados estatísticos para formulação de políticas públicas e para a compreensão das desigualdades regionais no país. Os números também servirão de base para decisões governamentais e análise do desenvolvimento socioeconômico brasileiro.

 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Taxa de desocupação sobe para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE

Aumento reflete crescimento da população desocupada em relação ao trimestre anterior, mas mantém queda na comparação anual

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, registrando uma alta de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao período de agosto a outubro de 2024, quando estava em 6,2%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, o índice apresentou queda de 1,1 p.p., já que no mesmo trimestre móvel de 2023-2024 a taxa era de 7,6%.

O levantamento do IBGE revelou que a população desocupada cresceu 5,3% no trimestre, passando de 6,8 milhões para 7,2 milhões de pessoas. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma queda de 13,1%, o que representa 1,1 milhão de pessoas a menos na condição de desocupadas.

Ocupação e rendimento

A população ocupada totalizou 103 milhões de pessoas, registrando um recuo de 0,6% (641 mil pessoas) no trimestre. No entanto, em relação ao ano anterior, o contingente aumentou 2,4% (mais 2,4 milhões de pessoas). O nível da ocupação caiu para 58,2%, com queda trimestral de 0,5 p.p., mas alta anual de 0,9 p.p.

O rendimento médio real habitual cresceu 1,4% no trimestre e 3,7% no ano, atingindo R$ 3.343. Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 339,5 bilhões, permanecendo estável no trimestre, mas com um aumento anual de 6,2% (R$ 19,9 bilhões a mais).

Subutilização e informalidade

A taxa composta de subutilização ficou estável no trimestre, passando de 15,4% para 15,5%, mas apresentou queda de 2,0 p.p. no ano. O número de pessoas subutilizadas foi estimado em 18,1 milhões, sem variação significativa no trimestre, mas com uma redução de 11% no ano.

A informalidade atingiu 38,3% da população ocupada, o que representa 39,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre encerrado em outubro, a taxa era de 38,9% (40,3 milhões), e no mesmo período do ano anterior, era de 39% (39,2 milhões).

Setores e perspectivas

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada permaneceu estável no trimestre, totalizando 39,3 milhões de pessoas. Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,9 milhões, apresentando queda trimestral de 553 mil pessoas, mas crescimento de 3,2% no ano.

O setor público registrou redução de 2,8% no número de empregados no trimestre, mas alta de 2,9% no ano, totalizando 12,5 milhões de pessoas. O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em ambas as comparações, enquanto o de trabalhadores domésticos caiu 2,4% no trimestre, sem variação anual.

Contas externas têm saldo negativo de US$ 8,7 bilhões em janeiro

Investimentos diretos no país somaram US$ 6,5 bilhões

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As contas externas do país tiveram saldo negativo em janeiro de US$ 8,655 bilhões, informou nesta quinta-feira (23) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o déficit foi de US$ 4,407 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

A piora na comparação interanual é resultado da queda de US$ 4,3 bilhões no superávit comercial, em razão, principalmente, do aumento das importações. Também contribuiu para o resultado negativo nas transações correntes, o déficit em serviços, que aumentou em US$ 1 bilhão. Em contrapartida, o déficit em renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) recuou em US$ 1,1 bilhão.

Em 12 meses encerrados em janeiro, o déficit em transações correntes somou US$ 65,442 bilhões, 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 61,194 bilhões (2,79% do PIB) no mês anterior. Já em relação ao período equivalente terminado em janeiro de 2024, o aumento no déficit foi maior, com o resultado em 12 meses negativo em US$ 24,490 bilhões (1,11% do PIB).

De acordo com o BC, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução nos déficits em 12 meses, que se inverteu a partir de março de 2024. Ainda assim, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 25,371 bilhões em janeiro, uma redução de 5,9% em relação a igual mês de 2024. Enquanto isso, as importações atingiram US$ 24,148 bilhões, o maior valor para meses de janeiro da série histórica iniciada em 1995, com elevação de 12,8% na comparação com janeiro do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 1,223 bilhão no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 5,563 bilhões em janeiro de 2024. A redução é de 78%.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a queda nas exportações se deu em razão da redução dos preços internacionais dos bens exportados pelo Brasil, enquanto as quantidades estão estáveis. No caso das importações, o valor recorde se deve ao aumento nas quantidades importadas pelos brasileiros.

“O volume de bens importados aumentou 19,5% em janeiro. Se você separa as importações entre quantidade e preços, a demanda interna por bens importados cresceu ainda mais que o aumento expresso em valor”, explicou Rocha.

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – somou US$ 4,552 bilhões em janeiro, ante os US$ 3,531 bilhões em igual mês de 2024, crescimento de 28,9%.

Segundo o BC, há crescimento na corrente de comércio de serviços, com diversificação na conta. Na comparação interanual, uma das maiores altas, de 53,6%, foi nas despesas líquidas com transporte, somando US$ 1,442 bilhão, resultado dos aumentos na corrente de comércio e no preço dos fretes internacionais.

Outro destaque foi no déficit em serviços de propriedade intelectual, ligados a serviços de streaming, totalizando US$ 768 milhões, aumento de 29,1%. Serviços de telecomunicação, computação e informações, também puxados por operações por plataformas digitais, chegaram a US$ 998 milhões, alta de 22%.

No caso das viagens internacionais, em janeiro, o déficit na conta fechou com alta de 13,1%, chegando a US$ 979 milhões, resultado de US$ 805 milhões nas receitas (que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil) e de US$ 1,784 bilhão nas despesas de brasileiros no exterior.

Rendas

Em janeiro de 2024, o déficit em renda primária - lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 5,613 bilhões, 16,2% abaixo do registrado em janeiro do ano passado, de US$ 4,371 bilhões. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 287 milhões no mês passado, contra superávit US$ 258 milhões em janeiro de 2024.

Financiamento

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) caíram 28,4% na comparação interanual, explicado pelos reinvestimentos de lucro por parte das empresas que já estão no país. O IDP somou US$ 6,501 bilhões em janeiro, ante US$ 9,080 bilhões em igual período de 2024, resultado de ingressos líquidos de US$ 4,726 bilhões em participação no capital e de US$ 1,776 bilhão em operações intercompanhia.

O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 68,491 bilhões (3,16% do PIB) em janeiro, ante US$ 71,070 bilhões (3,25% do PIB) no mês anterior e US$ 66,581 bilhões (3% do PIB) no período encerrado em janeiro de 2024.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 715 milhões em janeiro, composta por retirada líquida de US$ 2,370 bilhões em títulos da dívida e entrada líquida de US$ 1,655 bilhão em ações e fundos de investimento. Nos 12 meses encerrados em janeiro, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$ 8,5 bilhões.

estoque de reservas internacionais atingiu US$ 328,303 bilhões em janeiro, redução de US$ 1,426 bilhão em comparação ao mês anterior.

Fonte: Agência Brasil