Radio Evangélica

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Índice da construção civil sobe 1,01% em outubro

Acumulado em 12 meses é de 21,22%

O Índice Nacional da Construção Civil subiu 1,01% em outubro, 0,13 ponto percentual acima da taxa de setembro, quando houve variação de 0,88%. No acumulado de 12 meses, alcançou 21,22%, pouco abaixo dos 22,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já de janeiro a outubro acumulou 16,79%.

Em outubro de 2020, o índice havia sido 1,71%. Os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) para outubro foram divulgados nesta quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, saiu de R$ 1.475,96 em setembro para R$ 1.490,88 em outubro. Neste valor, R$ 888,45 são relacionados aos materiais e R$ 602,43 à mão de obra. Segundo o IBGE, a parcela dos materiais subiu 1,27%, o que representa alta de 0,06 ponto percentual em relação a setembro (1,21%).

Na comparação com o índice de outubro de 2020, quando ficou em 3,17%, houve queda de 1,9 ponto percentual. Em relação ao índice de setembro, apresentou elevação de 0,24 ponto percentual, que refletiu a parcela da mão de obra, com taxa de 0,64% e de um acordo coletivo de trabalho realizado no mês no Pará.

Acumulados

Comparada a outubro de 2020 (0,04%), a alta é de 0,6 ponto percentual. Os acumulados do ano, são 25,08% nos materiais e 6,42% na mão de obra. No período de 12 meses, foram 33,39% nos materiais e 6,88% na mão de obra.

A maior variação mensal em outubro (2,57%) foi registrada na Região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais, em todos os estados, e o acordo coletivo celebrado no Pará. Nas outras regiões, o Nordeste ficou em 0,67%, Sudeste 1,06%, Sul 0,45% e o Centro-Oeste 1,22%.

Os custos regionais, por metro quadrado atingiram R$ 1.475,26 na Norte; R$ 1.395,40 no Nordeste; R$ 1.551,51 no Sudeste; R$ 1.572,52 no Sul e R$ 1.470,62 no Centro-Oeste.

O Pará foi o estado que teve a maior variação mensal. Chegou a 4,61%, com a alta na parcela dos materiais e o dissídio coletivo.

O que é o Sinapi

Criado em 1969, a finalidade do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é produzir informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional para a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos.

Fonte: Agência Brasil - Imagem: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos Reservados


Produção Industrial recua em nove dos 15 locais pesquisados, diz IBGE

Setor de alimentos e derivados de petróleo contribuíram para queda

A produção industrial caiu em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), com a redução de 0,4% registrada na passagem de agosto para setembro.

As principais quedas ocorreram no Ceará (-4,4%) e no Amazonas (-4%). Os estados de Goiás (-2,3%), Mato Grosso (-2,2%), São Paulo (-1%), Pará (-0,6%) e Santa Catarina (-0,5%) tiveram recuos mais intensos do que a taxa nacional (-0,4%). Os dados da PIM foram divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, a maior influência partiu de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país. O setor de alimentos e, em menor escala, o de derivados do petróleo contribuíram para a queda de 1% na comparação com agosto. Com o resultado, o estado se encontra 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, informou que, desde agosto de 2020, a flexibilização das medidas restritivas vem reduzindo os efeitos da pandemia da covid-19. “A partir de agosto do ano passado, já temos uma produção mais regularizada. E começamos a perceber as consequências da pandemia para a produção industrial: desabastecimento de insumos, aumento no custo da produção, redução do consumo das famílias por conta de inflação e desemprego. Tudo isso afeta a cadeia produtiva”, afirmou, destacando, no entanto, que mesmo com a pandemia desacelerando, as consequências persistem.

A PIM mostrou ainda que, em setembro, apenas quatro locais apresentavam produção industrial acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020: Santa Catarina (5,2% acima), Rio de Janeiro (1,7%) e Paraná (1,6%). O destaque é para Minas Gerais (10,2% acima), que é o único a se manter desde julho do ano passado.

Comparação anual

Em relação a setembro do ano passado, as quedas mais intensas ocorreram na Região Nordeste (-13,7%), Amazonas (-13,5%), Bahia (-13,3%) e Ceará (-12,3%). Conforme a pesquisa, especificamente, na Bahia, pesaram as perdas no setor de veículos, por causa da saída de uma importante indústria montadora do estado. “A queda na produção de automóveis e autopeças teve impacto na região Nordeste como um todo”, afirmou Almeida.

Outras quedas foram registradas em Mato Grosso (-8,3%), Goiás (-8,2%), Pará (-7,9%), Pernambuco (-5,8%), São Paulo (-5,6%), Rio Grande do Sul (-4,4%), e Espírito Santo (-0,2%). Em movimento diverso, Rio de Janeiro (5,3%) e Minas Gerais (5%) tiveram os maiores avanços.

Acumulado

No acumulado do ano, as taxas foram positivas em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (18,1%), Minas Gerais (14,2%) e Paraná (13,3%). O acumulado em 12 meses teve dez dos 15 locais pesquisados com taxas positivas.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, desde a década de 1970, a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional produz indicadores de curto prazo, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Mensalmente, apresenta “índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste, como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste”.

Fonte: Agência Brasil - Imagem: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos Reservados


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Ministro diz que preço do petróleo ainda vai subir mais

Bento Albuquerque aponta desvalorização do real como uma das causas

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta terça-feira (9) que o preço do petróleo deve subir mais com a chegada do inverno no Hemisfério Norte e o consequente aumento do consumo. Em audiência pública das comissões de Infraestrutura e temporária para discutir as causas da crise energética do Senado, ele justificou a alta de preços dos combustíveis em 2021. "Por que houve aumento? Principalmente pela alta do petróleo, 60% só em 2021, e com tendência, com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, de subir um pouco mais", declarou Albuquerque.

Aos senadores, Albuquerque destacou que, embora a produção de petróleo no Brasil tenha aumentado em 2021, no restante do mundo, ela diminuiu, o que teria gerado uma crise de oferta e demanda. Ao citar o preço do barril de petróleo, outro fator destacado pelo ministro para a alta da gasolina e do diesel foi a desvalorização do real em comparação ao dólar. “O preço saiu de US$ 66, em janeiro de 2020, e o valor subiu, hoje está em US$ 84. E se formos ver a desvalorização cambial, o dólar saiu de R$ 4 em janeiro de 2020 e hoje está em R$ 5,55. Isso tudo leva a aumento nos preços dos combustíveis".

Alternativa

Albuquerque defendeu a atual política de preços e negou interferência do governo federal neste setor da Petrobras. Ele lembrou que, sendo uma empresa pública de economia mista, a estatal não pode sofrer interferência do governo na fixação dos preços dos combustíveis.

Sem dar detalhes da proposta nem de quando será oficialmente apresentada, Bento Albuquerque, adiantou aos senadores que o governo estuda criar um "colchão tributário" e uma reserva estabilizadora de preços para conter a alta nos preços. Uma proposta nos mesmos moldes já havia sido sugerida pelo Fórum de Governadores ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ainda segundo Bento Albuquerque, a redução de tributos para resolver o problema dependerá de compensações. "Alguns tributos já foram reduzidos, outros estão em análise, tem que haver compensação. O colchão tributário, que é uma medida que pode permitir, ao longo do tempo, que essas variações dos preços do petróleo e também dos combustíveis sejam compensadas de alguma forma. E uma reserva estabilizadora de preço, que seria uma reserva de capital que pudesse ser aplicada quando houvesse uma volatilidade muito grande", resumiu o ministro.

ANP

Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), na média nacional, a gasolina foi vendida a R$ 6,71 por litro, alta de 2,2%, ainda com repasses do último reajuste promovido pela Petrobras, de 7%, no fim de outubro. Em Bagé, no Rio Grande do Sul, o litro do combustível é o mais caro do país, cerca de R$ 7,999. O valor é recorde desde que a agência começou a compilar os preços dos combustíveis em 2002. O diesel também teve alta e custa, em média, R$ 5,339 por litro. O valor é 2,4% superior ao praticado na semana anterior.

ICMS

Em outubro, a Câmara aprovou um projeto que muda a regra sobre o ICMS (imposto estadual) de combustíveis. Pelo texto, para baratear o preço da gasolina, o tributo deve ser aplicado sobre o valor médio dos últimos dois anos. A proposta, alvo de críticas de governadores, está parada no Senado.

Energia

O ministro também foi cobrado a falar sobre o alto custo da energia elétrica no país. As tarifas, ressaltaram os senadores, pressionam a inflação e prejudicam principalmente as famílias de baixa renda, além de atrapalharem a retomada econômica do Brasil no pós-pandemia.

O relator da comissão temporária, senador José Aníbal (PSDB-SP), destacou que há um sentimento comum de que houve falhas do governo no planejamento do setor, resultando numa situação de emergência, com forte impacto na vida das pessoas. “No orçamento doméstico, a conta de luz pesa muito e a inadimplência é grande. Quando as distribuidoras cortam a energia, não o fazem com satisfação. Fazem porque é preciso fazer. Há uma coisa pujante em certas áreas: o brasileiro não ter energia em casa. O custo é elevado, apesar de contarmos com uma matriz limpa”, observou.

Em resposta, Bento Albuquerque disse que o preço da energia aumentou no mundo todo e, nos últimos meses, o país tem enfrentado a pior estiagem dos últimos 91 anos, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Apesar do quadro adverso, o ministro disse que as medidas tomadas pelo governo desde outubro do ano passado permitem garantir que não haverá racionamento nem apagões em 2022.

CAE

Nesta terça-feira, outra comissão do Senado, a de Assuntos Econômicos, aprovou o convite para que Bento Albuquerque fale sobre a atual política de preço dos combustíveis no colegiado. O ministro Paulo Guedes e o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, também serão convidados. A audiência pública ainda não tem data marcada.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Roque Sá/Agência Senado



Governo quer aumentar ações de promoção do agro brasileiro no exterior

Chanceler brasileiro participou da abertura de curso sobre agronegócio

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse nesta terça-feira (9) que o governo quer recuperar e aumentar o número de ações presenciais e híbridas para promoção do agronegócio brasileiro no exterior.

Com a perspectiva de melhora das condições sanitárias da pandemia de covid-19, segundo ele, será possível ampliar a participação de pequenas e médias empresas em feiras internacionais no ano que vem.

“Em muitas embaixadas e consulados, queremos reforçar o modelo híbrido de encontros, com sessões de exposição e degustação de produtos seguidas de participação virtual de empresários brasileiros atuantes no setor”, explicou. “Creio que nossa meta tem que ser intensificar a prospecção de oportunidades e desafios em segmentos específicos. Essa prospecção auxiliada por estudos de mercado”, disse.

França participou, nesta terça-feira, da abertura da terceira edição do curso O Brasil no Agronegócio Global, realizado pelo Insper em uma parceria com a Fundação Alexandre Gusmão, vinculada ao Itamaraty. A capacitação é oferecida a diplomatas do Itamaraty, funcionários da Apex-Brasil, servidores do Ministério da Agricultura (Mapa) e instituições vinculados e servidores do Ministério da Economia.

De acordo com França, será importante a atuação desses servidores na concepção de iniciativas de inteligência e promoção comercial do setor no exterior.

“Essa é uma busca que temos feito no Itamaraty, fortalecer as sinergias entre a política comercial que elaboramos no Brasil e a promoção comercial que é conduzida no exterior, ao mesmo tempo em que estendemos a atuação do Itamaraty a temas do setor agrícola, como por exemplo, a reputação do agronegócio brasileiro e a projeção, no exterior, dos compromissos da produção agropecuária em consonância com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável”, disse o ministro.

Segundo ele, a intensificação da atuação conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura resultou na abertura de 167 novos mercados no exterior a produtos brasileiros, desde 2019. A meta é superar a marca de 200 mercados abertos antes do final deste ano.

Para isso, de acordo com França, desde o ano passado o Itamaraty criou setores agrícolas com funcionários exclusivos para a promoção dos interesses do agronegócio brasileiro em 46 embaixadas e consulados. Esses setores dedicados se somam aos 120 setores de promoção comercial já existentes nas principais cidades do mundo.

De janeiro a julho deste ano, segundo o ministro, as exportações da agropecuária superaram US$ 70 bilhões, o maior valor da série histórica para o período. Apenas em agosto de 2021, foram US$ 10,9 bilhões, acima do recorde registrado em agosto de 2013, de US$ 10,1 bilhões.

Capacitação

O objetivo do curso é apresentar uma visão ampla dos principais desafios que envolvem o agronegócio brasileiro em um contexto de transformações e novas exigências globais. Foram selecionados 45 participantes: 22 do Itamaraty, 19 do Mapa, 2 do Ministério da Economia e 2 da Apex Brasil.

Entre os desafios abordados, o ministro Carlos França destacou a dinâmica de inserção internacional do agronegócio, as “barreiras ilegítimas” ao comércio sob a forma de restrições técnicas, as estratégias de agregação de valor nas cadeias do agronegócio, a identificação das grandes macrorregiões do agro mundial, o tratamento de questões sanitárias, a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, os riscos que existem de imagem e reputação e, por fim, a urgência de uma boa comunicação do agro no exterior.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Raylton Alvez/Agência Ana


Banco do Brasil tem lucro de R$ 5,1 bilhões no 3º trimestre

Crescimento é 47,6% em comparação com o mesmo período de 2020

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 47,6% em comparação com o mesmo período de 2020 e de 2% em relação ao segundo trimestre de 2021. No acumulado do ano, o valor chega a R$ 15,1 bilhões, crescimento de 48,1%. O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (RSPL) encerrou o trimestre em 14,3% e, na visão acumulada, em 15%.

“Esse bom desempenho é explicado por menores despesas com provisões de crédito, maiores receitas, com crescimento da margem financeira bruta e das rendas com prestação de serviços, e sólido controle das despesas administrativas”, informou comunicado do banco. O Índice de Basileia atingiu 19,34%, sendo 13,17% de capital principal. O índice serve para avaliar a saúde financeira das instituições. Quanto maior o Índice de Basileia, menor é o risco. A recomendação internacional é um mínimo de 8%, mas no Brasil a exigência é maior, com mínimo de 11%, e para bancos cooperados é de 13%.

O banco também revisou suas projeções corporativas. A previsão do lucro líquido ajustado para 2021, que era de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões, passou para R$ 19 bilhões a R$ 21 bilhões.

Carteira de crédito

A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 814,2 bilhões em setembro, aumento de 6,2% na comparação com junho de 2021, mês que encerra o trimestre anterior, e 11,4% frente ao mesmo período do ano anterior. A carteira apresentou crescimento em todos os segmentos, na comparação interanual, com destaque para as operações com o agronegócio (18,5%), micro, pequenas e médias empresas (24,6%) e pessoas físicas (14,2%).

“O agronegócio foi o principal vetor de crescimento da carteira no trimestre. Além da elevada demanda, o forte desempenho é resultado do histórico protagonismo que o BB tem com todos os níveis da cadeia do agro, com atendimento especializado, profissionais dedicados, conhecimento e relacionamento técnicos e capilaridade nacional”, destacou o banco.

Essa carteira cresceu 9,7% na comparação com junho, com destaque para o custeio agropecuário (10,9%), para as linhas de investimento e comercialização agropecuária, (14,2% e 23,2%, respectivamente) e industrialização (270,2%). Os títulos do agronegócio também tiveram performance positiva, ressaltando-se o certificado de direitos creditórios do agronegócio (159,5%).

A carteira pessoa física ampliada cresceu 5,7% em relação a junho e 14,2% frente a setembro de 20, destacando-se a performance positiva nas linhas de crédito consignado (16,4%), alcançando R$ 104,6 bilhões, empréstimo pessoal (40,1%) e cartão de crédito (41,3%) na comparação anual. “Resultado da estratégia de alteração do mix para linhas mais rentáveis”, disse o BB.

Na pessoa jurídica houve crescimento de 4,3% comparado a junho. Destaque para o crescimento da carteira micro, pequenas e médias empresas (10%), influenciada pelos desembolsos de R$ 8,1 bilhões nas linhas do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). 

Segundo o banco, a carteira de grandes empresas foi impactada por liquidações e o direcionamento para alternativas no mercado de capitais, com crescimento nas operações com empresas com faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 800 milhões, “contribuindo positivamente para o mix da carteira”.

O índice de inadimplência acima de 90 dias da carteira total ficou em 1,82%, inferior ao patamar do Sistema Financeiro Nacional, com índice de cobertura de 323,3%.

Em setembro de 2021, a carteira de negócios sustentáveis atingiu um saldo de R$ 282,1 bilhões, expansão de 18,9% em 12 meses, destacando-se as boas práticas socioambientais (16,3%) e agricultura de baixo carbono (65,4%). “A sustentabilidade permeia a estratégia do Banco do Brasil e nesse trimestre, a recém-lançada LCA [Letras de Crédito do Agronegócio] Verde alcançou o volume de R$ 158,4 milhões captados”, informou o banco.

Receitas e despesas

As receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 7,4 bilhões no trimestre de julho a setembro, crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2020 e de 3,2% na comparação com o trimestre anterior. 

De acordo com o Banco do Brasil, o crescimento em relação ao trimestre anterior foi influenciado, principalmente, pelo desempenho positivo anual nas linhas de seguros, previdência e capitalização (6%), de consórcios (11,7%) e de administração de fundos (9,9%). No acumulado de nove meses, o crescimento foi de 1%, dentro do intervalo das projeções corporativas.

As despesas administrativas somaram R$ 7,9 bilhões no terceiro trimestre, acréscimo de 0,7% em relação ao trimestre anterior, influenciadas principalmente pelo aumento das despesas de pessoal, devido ao reajuste salarial de 10,97% a partir de setembro de 2021, concedido aos bancários no Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022 para toda a categoria. Na comparação em nove meses, as despesas ficaram estáveis, aumento de 0,2%, mantendo-se dentro do intervalo das projeções corporativas 2021.

“O índice de eficiência acumulado em 12 meses atingiu 35,9% no trimestre, reflexo do controle de custos e aumento das receitas no período”, finalizou o BB.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Dólar sobe para R$ 5,54 com impasse sobre PEC dos Precatórios

 Bolsa ensaiou alta, mas terminou dia com pequena queda

As incertezas em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e altera o cálculo do teto de gastos fizeram o dólar subir e a bolsa cair nesta segunda-feira (8). A moeda norte-americana chegou a aproximar-se de R$ 5,60, mas desacelerou perto do fim do dia. A bolsa de valores ensaiou uma alta durante a manhã, mas terminou o dia com pequena queda.

O dólar comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,541, com alta de R$ 0,018 (+0,33%). A cotação chegou a R$ 5,59 na máxima do dia, pouco antes das 10h, mas arrefeceu ao longo do dia com o alívio no mercado externo.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 104.781 pontos, com recuo de apenas 0,04%. Por volta das 11h45, o indicador chegou a subir 0,82%, mas perdeu força durante a tarde, até inverter o movimento e passar a cair próximo do fim da sessão.

Nesta terça-feira (9), está prevista a votação em segundo turno da PEC dos Precatórios. Depois de passar com placar apertado no primeiro turno, com quatro votos a mais que o necessário, a proposta enfrenta incertezas na próxima votação após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber conceder liminar suspendendo a execução das emendas de relator. O plenário do STF julgará o mérito do caso na quarta-feira (10).

O alívio no mercado internacional não conseguiu contrabalançar as tensões no mercado financeiro interno. O dólar caiu perante as principais moedas internacionais com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) mantenha os juros da maior economia do planeta no menor nível da história por longo tempo, apesar de ter começado a diminuir a compra de títulos posta em prática durante a pandemia de covid-19.

O desempenho recorde da balança comercial chinesa em outubro também contribuiu para diminuir as pressões sobre países emergentes. No Brasil, ações de empresas exportadoras de commodities, como minérios e produtos agrícolas, subiram com o desempenho comercial chinês, atualmente o maior parceiro comercial do país.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Lee Jae-Won/Direitos Reservados

 


Tesouro pagou em outubro R$ 661,83 milhões em dívidas de estados

Este ano, já são R$ 6,82 bilhões de dívidas honradas pela União

A União pagou, em outubro, R$ 661,83 milhões em dívidas atrasadas de estados, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Tesouro Nacional. Do total, R$ 362,77 milhões são débitos não quitados pelos estados do Rio de Janeiro; R$ 198,83 milhões de Minas Gerais; R$ 78,96 milhões de Goiás; R$ 16,29 milhões do Amapá, e R$ 4,97 milhões do Rio Grande do Norte.

Este ano, já são R$ 6,82 bilhões de dívidas de entes subnacionais honradas pela União. Os que tiveram os maiores valores honrados foram os estados do Rio de Janeiro (R$ 2,89 bilhões, 42,37% do total), Minas Gerais (R$ 2,52 bilhões, 36,94%) e Goiás (R$ 1,14 bilhão, 16,77%).

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional - para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidor das operações, ele é comunicado pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios de repasses federais ordinários, além de impedir novos financiamentos. Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias. Entre 2019 e 2021, diversos estados que obtiveram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo a execução.

Desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 39,76 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional também disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

Operações garantidas

No último Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas, divulgado em setembro, o Tesouro informou que o saldo total devedor das garantias concedidas pela União a operações de crédito é de R$ 290,28 bilhões. O estado de São Paulo é a unidade da Federação com maior saldo devedor, R$ 39,19 bilhões.

Os estados concentram 77,3% dessas operações garantidas, com dívidas de R$ 224,29 bilhões. Em seguida estão os municípios e os bancos federais, com 9,5% (R$ 27,53 bilhões) e 7,7% (R$ 22,21 bilhões), respectivamente, do saldo devedor. As entidades controladas detêm 3,2% (R$ 9,21 bilhões) e as estatais federais, 2,4% (R$ 7,03 bilhões).

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil



Ministro diz que mercado digital é importante para modernizar Mercosul

 Paulo Guedes falou durante abertura de seminário em Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (8) que o mercado digital é fundamental no processo de modernização do Mercosul para ampliar a capacidade de resposta a novos arranjos de integração global. “Temos que incluir essa pegada digital”, disse, sobre criar um mercado atraente e moderno para os negócios.

Guedes falou na abertura do seminário O Papel do Mercosul na Promoção do Comércio Eletrônico Transfronteiriço e na Construção do Mercado Digital Regional, um evento virtual promovido pela presidência pro tempore do Brasil no bloco, em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Segundo o ministro, os países do Mercosul tiveram uma visão antecipatória na criação do bloco em 1991, para melhorar a competitividade de seus mercados, mas acabaram “perdendo um pouco” na corrida global em razão de “arranjos obsoletos”. Para Guedes, há, agora, uma nova oportunidade de relançamento das plataformas do bloco incluindo o mercado digital. “Já estamos saindo da pandemia [de covid-19] e continua em ritmo acelerado o crescimento dessa dimensão digital”.

O Mercosul completa 30 anos em 2021. O bloco é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e outros países associados.

 

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil


Inflação medida pelo IGP-DI sobe 1,60% em outubro

 O índice acumula alta de 20,95% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,60% em outubro, após queda de 0,55%, no mês anterior. O indicador acumula alta de 16,96% no ano e de 20,95% em 12 meses.

No mesmo mês do ano passado, o índice apresentou alta de 3,68% e acumulava elevação de 22,12% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O IGP-DI é a média dos índices de preços ao produtor (IPA), ao consumidor (IPC) e de custo da construção civil (INCC). Segundo o instituto, o indicador revela as fontes de pressão inflacionária e a evolução dos preços de produtos e serviços mais relevantes para os três grupos.

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços, André Braz, a inflação ao produtor acelerou em seus três estágios de processamento. “Os avanços registrados nos preços do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), do óleo Diesel (0,60% para 10,24%) e da gasolina (1,20% para 6,62%) foram os grandes destaques em cada um dos três grandes grupos do IPA”.

IPA

Também em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou elevação de 1,90%, o que representa mudança em relação a setembro, quando houve queda de 1,17%.

A taxa do grupo bens finais subiu de 1,26% em setembro para 1,47% nesse mês. Neste caso, segundo o Ibre, o principal responsável pela elevação foram os combustíveis para o consumo, cuja taxa saiu de 1,47% para 5,78%. Já o índice de bens finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, avançou 0,99% em outubro, no mês de setembro o índice subiu 1,15%.

O grupo bens intermediários teve alta significativa, subiu de 1,91% em setembro para 3,47% em outubro. O avanço de 1,87% para 9,39% no subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção pesou no resultado. O índice de bens intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, também subiu em outubro. A taxa ficou em 2,57%, enquanto no mês anterior foi 1,91%.

As matérias-primas brutas foram outro segmento que teve variação relevante. Em setembro, teve queda de 5,75%, mas em outubro subiu 0,75%. Contribuíram para este resultado os movimentos do minério de ferro (-22,11% para 4,29%), cana-de-açúcar (1,45% para 3,59%) e café em grão (7,83% para 11,95%). Em contrapartida houve quedas nas taxas dos bovinos (-2,69% para -7,71%), da mandioca/aipim (6,71% para 2,90%) e das aves (1,72% para 0,37%).

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,77%, em outubro. O percentual é menor que o do mês anterior, quando teve alta de 1,43%. De acordo com o Ibre, cinco das oito classes de despesas componentes do índice apresentaram recuo nas suas taxas de variação: habitação (2,59% para 0,37%), educação, leitura e recreação (2,90% para 1,57%), alimentação (1,09% para 0,88%), transportes (1,50% para 1,31%) e despesas diversas (0,30% para 0,28%). Nestas classes de despesas, chamou atenção o comportamento da tarifa de eletricidade residencial que saiu de 8,52% para 0,06%, da passagem aérea de 22,70% para 9,97%, das frutas de 4,94% para 0,46%, da gasolina de 3,38% para 2,73% e dos serviços bancários de 0,27% para 0,05%.

Outros grupos tiveram alta como vestuário (0,28% para 0,81%), saúde e cuidados pessoais (0,14% para 0,25%) e comunicação (0,39% para 0,44%). Contribuíram para o aumento os avanços nos calçados de 0,37% para 1,32%, nos artigos de higiene e cuidado pessoal, que saíram de queda de 0,01% para elevação de 0,56% e da tarifa de telefone residencial, de 0,38% para 5,07%.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,44% em outubro, um pequeno recuo na comparação com o mês anterior, quando registrou taxa de 0,46%. “Dos 85 itens componentes do IPC, 28 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de 0,08%, linha de corte inferior, e 11 registraram variações acima de 1,26%, linha de corte superior”, informou o FGV.

O índice de difusão do IPC, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 71,94%. O percentual representa 6,46 pontos percentuais acima do verificado em setembro, quando o índice atingiu 65,48%.

INCC

A alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ficou em 0,86%. No mês de setembro a taxa foi 0,51%. Na passagem do mês anterior para outubro, os três grupos componentes do indicador mostraram variações. Os materiais e equipamentos saíram de 0,71% para 1,92%, serviços de 0,35% para 0,47% e a mão de obra de 0,37% para estabilidade.

Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 9,33%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,17% para 9,33% neste ano. É a 31ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de nesta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,63%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,27% e 3,10%, respectivamente.

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos 12 meses.

Os dados de outubro serão divulgados esta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é de Selic em 7,5% ao ano e 7% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,94% para 4,93%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2% e 2,05%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.

Fonte: Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil