Radio Evangélica

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Provokatsya

Não pode ser acidental que o Partido Comunista dos EUA (CPUSA) tenha endossado Hillary Clinton para presidente. O CPUSA ostensivamente tem sido, e permanece, um partido pró-Moscou.

O fundamento último da trama estratégica de Moscou está agora se tornando visível. Como John Dziak apontou em seu ensaio, “Soviet Deception: The Organizational and Operacional Tradition” (em tradução livre: O Engano Soviético: A Tradição Organizacional e Operacional), o conceito estratégico chave russo inclui: Proniknovenniye (Penetração), Provokatsiya (Provocação), Fabrikatsiya (Fabricação), Diversiya (distração), agent po vliyaiyu/ agent vliyaniye (agente de influência), Dezinformatsiya (Desinformação), Kombinatsiya(Combinação).
Se justapomos os seguintes nomes próprios e impróprios, a trama é então exposta: Barack Obama (Proniknovenniye), Alepo, Síria (Provokatsiya), Donald Trump/ fantoche russo (Fabrikatsiya), hackers russos (Diversiya), Hillary Clinton (agent po vliyaniyu/ agent vliyaniye), CNN/New York Times/Washington Post, e outros (Dezinformatsiya), o resultado da eleição presidencial de 2016, por tudo dito acima (Kombinatsiya).

A trama em si mesma pode ser compreendida pela referência a escândalo e contra-escândalo. Mas não confunda a diversiya reciária pela provokatsiya primária. Em seguida, introduza a perspectiva de uma guerra nuclear à mistura. A manchete de sexta-feira da ABC diz, “Alerta da TV Russa de Guerra Nuclear em meio a Tensões com os EUA”. O Sunday Express diz, “Guerra Nuclear 'IMINENTE' enquanto a Rússia diz aos cidadãos para encontrarem onde estão os abrigos mais próximos”. Poucos dias atrás o governador de São Petesburgo anunciou uma possível ração de pão de 300g por pessoa por 20 dias (enquanto abrigadas no subsolo) numa eventual guerra com a América.

Podemos levar algo disso a sério?

Em 15 de junho último o Haaretz apresentou a seguinte manchete: “Rússia se 'Mobilizando para a Guerra' Alerta Relatório da Inteligência Canadense”. Pode-se perguntar: quantos alertas deste tipo são necessários antes que alguém, em algum lugar, aceite a ameaça da Rússia como real? É claro, pode-se dizer, muito simplesmente, que não há razão para estar alarmado. Os Estados são 'atores racionais' e eles nunca fazem coisas irracionais – especialmente envolvendo suas forças militares.
Isto é nonsense, é claro. A História mostra uma outra história completamente diferente. Seres humanos não são os 'atores racionais' da teoria da ciência social. Seres humanos são parcialmente racionais. Ele são, também, irracionais. Não teríamos tido a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial se não fosse assim. Ou, como disse um desertor da GRU a respeito de seus chefes em Moscou, “Não são pessoas normais. São loucos”.
Mas eles não são as únicas pessoas loucas.
Enquanto estive visitando o filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, no mês passado, ele me presenteou com um fascinante volume de Harry Redner intitulado The Malign Masters. O livro sugere que a tendência unificante da filosofia Ocidental nos últimos cem anos tem sido solipsismo, que é definido como: “uma teoria em filosofia de que nossa existência é a única coisa que é real ou que pode ser conhecida”.
Na medida em que a América está infectada de solipsismo, somos todos pessoas loucas. A essência de nosso narcisismo é possivelmente uma derivação de nosso solipsismo. E nossa consciência não se estende às coisas fora de nossa “bolha”. Decorre também que não temos consideração pela história ou pela posteridade. Tudo diz respeito a nós.
O mundo real, fora da bolha solipsista, nunca dever ser plenamente conhecido. O solipsista só está confortável quando posicionado no centro de seu universo. Que ele esteja subjetivamente no centro de sua própria vida é insuficiente para ele. Isto não é grandioso o bastante para ele. Seu inimigo mais odiado, contudo, é a pessoa que blasfema contra sua divindade – contra o Grande Deus Eu, o Deus do Si mesmo Imaginado, que não é o Deus do Si mesmo Verdadeiro, o Deus real e objetivo.

Mas, divago.
O solipsismo é o fio pelo qual nossa cultura do narcisismo se mantém unida. Ele condiciona nossa inconsciência antecipando nosso esquecimento, nossa desconsideração pelo dever, nosso desrespeito à verdade – nossa indolência em face do inimigo. E é este inimigo, como a figura horrível de um sol maligno, que agora faz seu movimento final – um Armagedom (de certo modo); mas não um Armagedom destes Isaías de segunda mão ou desses Jonas que nunca foram engolidos por peixe algum. É o tipo de movimento final como entendido por um mestre de xadrez. Nesta fase avançada do jogo, a fase intermediária terminou, e muitas peças foram retiradas do tabuleiro. O xeque-mate agora é colocado em perspectiva.
Observe como isto se desenrola. Somos informados de que a Rússia está tentando interferir nas eleições americanas. Somos informados de que Moscou é a favor Donald Trump e contra Hillary Clinton. E por que os russos deveriam sinalizar tão prontamente sua aprovação e desaprovação? Desde quando russos mestres do xadrez admitem suas intenções reais?
Acreditar em cada mentira, engolir cada isca – este tem sido nosso legado.
Examinando os e-mails do Partido Democrata vazados pelo Wikileaks, entende-se a verdade. Não foi Trump que ativamente subverteu a Igreja Católica, “apertando o cinto e dobrando a aposta” em relação a “trabalhos sujos” (isto é, assassinatos) três dias antes da morte de um juiz da Suprema Corte. São os próprios Democratas e companheiros de Hillary que trabalharam para transformar o sistema Americano numa ditadura socialista; “conspirando” para fazer o povo Americano “ignorante e condescendente”; deplorando a campanha de Trump como um desarranjo daquela mesma condescendência. 
Se estudarmos a vida e o histórico de Hillary Clinton encontraremos que ela era, em sua juventude, uma radical, uma marxista, uma discípula de Saul Alinsky. Não há evidência de que tenha mudado sua ideologia. É importante que nossa análise não confunda posições declaradas publicamente com convicção mantidas privadamente. Hillary Clinton não nos dirá seus pensamentos reais. Tal confissão faria dela presidiária ao invés de eleita. Tendo isto em mente enquanto examinamos sua história, não há evidência de uma conversão ao anti-comunismo ou ao patriotismo. Todas as indicações sugerem que ela continua quem sempre foi. De acordo com um antigo íntimo dos Clinton, Larry Nichols, “Estamos assistindo a um golpe de veludo ou silencioso que tem avançado por anos. Há uma sutil e lenta tomada de nossa forma de governo, começando anos atrás, mas está chegando a um fim”.
Sim, como eu disse, é o movimento final.
E não pode ser acidental que o Partido Comunista dos EUA (CPUSA) tenha endossado Hillary Clinton para presidente. O CPUSA ostensivamente tem sido, e permanece, um partido pró-Moscou. Se você tiver ouvir fielmente seus afiliados e ler suas observações, isto é inegável; e então, portanto, devemos concluir que o apoio de Moscou a Trump é distração e diversiya.
De acordo com John Bachtell, líder do Partido Comunista dos EUA, “Esta eleição será um referendo nacional sobre racismo, misoginia, homofobia, xenofobia e Islamofobia. O objetivo deveria ser uma derrota esmagadora de Trump e uma rejeição decisiva do ódio”.

Soa familiar?

Bachtell, escrevendo no People's World, explicou, “A eleição de Clinton como a primeira presidente mulher iria fazer história. Uma [eleição] esmagadora não acabaria com o sexismo, mas representaria um sopro poderoso assim como a eleição do Presidente Obama foi um golpe contra o racismo. Seria um avanço da Democracia”.
Esta forma que os comunistas falam nus EUA. Mas não imagine que é assim que soam todos os comunistas. Tais pessoas podem também mimetizar conservadores. Considerando isso, se você pensa que Putin é um Cristão ou um nacionalista, então você está desafortunadamente enganado. Não tome os pronunciamentos políticos de Russos e comunistas pelo seu valor de face. O Kremlin mente. E os tolos repetem tais mentiras.
Enquanto isso, os comunistas têm amigos em altas posições, e os Russos têm feito uso destes amigos. De acordo com Jerome Corsi, “Chefe de Campanha de Hillary está Ligado à Lavagem de Dinheiro na Rússia”. Isto não surpreende aqueles que compreendem o jogo mais amplo. Dinheiro é enviado em apoio à Quinta Coluna aqui nos EUA enquanto tecnologia e urânio fluem para a Rússia. Cada lado trabalha para fortalecer o outro. Esta maneira de transacionar está na base de tudo. É como nossa política funciona, e como continuará a funcionar até a eclosão da guerra.
Como a América tem sido enfraquecida e subvertida de dentro, e como Rússia e China têm sido fortalecidas, uma mudança geral ocorreu no “equilíbrio de poder”. No momento, oficiais russos estão dizendo publicamente (de diversas formas) que a Rússia é forte o bastante para tomar a Europa e derrotar os EUA numa guerra. E estão dizendo que a superioridade russa é agora irrevogável; pois qualquer tentativa de restaurar o equilíbrio desencadeará uma violenta reação do Kremlin. Até o posicionamento de uns poucos foguetes interceptores na Romênia pe suficiente para justificar a invasão da Europa.”Como posso fazê-los entender, enfureceu-se Putin. Sim, de fato, a Rússia é o maior poder no mundo. Por que Moscou deveria tolerar qualquer um colocando foguetes defensivos na Romênia?
O que você precisa saber sobre guerra nuclear é que (1) seu estágio preparatório começa quando os representantes dos comunistas russos em Washington encontrarem-se numa posição insustentável; (2) quando Céu e Terra devam ser movidos para esconder a aliança a Quinta Coluna e seus patrocinadores russos através de uma ultrajante campanha de distração; (3) quando estes esforços falharem de uma vez e finalmente a guerra tornar-se inevitável.
Neste último caso, se o público descobre que Clinton é aliada dos russos; se descobrem que ela é uma sabotadora da defesa da nação; se descobrem que ela é um revolucionária secreta – então a Rússia pode ser compelida a usar sua atual superioridade militar para esmagar qualquer insurreição doméstica nos EUA; pois os agentes russos na América têm conspirado para tornar o povo americano “ignorante e submisso”. De fato, os mísseis nucleares russos existem para preservar esta condescendência.

Eu todavia volto ao que foi dito no começo deste breve ensaio:

O fundamento último da trama estratégica de Moscou está agora se tornando visível. Como John Dziak apontou em seu ensaio, “Soviet Deception: The Organizational and Operacional Tradition” (em tradução livre: O Engano (fraude ou ilusão) Soviético: A Tradição Organizacional e Operacional), a conceito estratégico chave Russo inclui: Proniknovenniye (Penetração), Provokatsiya (Provocação), Fabrikatsiya (Fabricação), Diversiya (distração), agent po vliyaiyu/ agent vliyaniye (agente de influência), Dezinformatsiya(Desinformação), Kombinatsiya (Combinação).
A trama é então exposta se justapomos os seguintes nomes próprios e impróprios: Barack Obama (Proniknovenniye), Alepo, Síria (Provokatsiya), Donald Trump/ fantoche Russo (Fabrikatsiya), hackers russos (Diversiya), Hillary Clinton (agent vliyaniyu/ agent vçiyaniye), CNN/New York Times/Washington Post, e outros (Dezinformatsiya), o resultado da eleição presidencial de 2016, por tudo dito acima (Kombinatsiya).
Apenas deste modo, compreendidas como partes de todo maior, a coisa em si mesma pode ser compreendida.







domingo, 23 de outubro de 2016

PEC do Teto volta a ser colocada à prova nesta semana na Câmara

Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A poucos dias do segundo turno das eleições municipais, marcado para 30 de outubro, a Câmara dos Deputados tem pautada para esta semana a retomada do trâmite da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos e tem suscitado reações inflamadas por parte de quem é contra e a favor.
A expectativa do governo, autor da proposta, é que o texto seja aprovado rapidamente como está, de modo que possa a vigorar a partir do Orçamento do ano que vem e que sirva como um sinal positivo para a retomada de confiança dos agentes econômicos, mas a oposição e movimentos sociais, que temem a restrição de gastos em áreas como saúde e educação, estão mobilizados contra a medida.
Aprovada pelos deputados em primeiro turno no dia 10, por 366 votos a 111 e com duas abstenções, a expectativa era de que a PEC 241 voltasse à pauta nesta segunda-feira (24). A possibilidade, contudo, de que não houvesse quórum o bastante para viabilizar sua votação, pois alguns deputados estão empenhados na reta final das campanhas de segundo turno das eleições municipais, fez com que a análise da proposta fosse marcada para terça (25).

Protestos e defesa do governo
Em diversos estados, estudantes secundaristas e universitários ocuparam escolas e universidades em protesto contra a PEC 241, bem como para se opor às mudanças na educação decorrentes de uma medida provisória editada no mês passado pelo governo.
Os ministros do governo, por outro lado, têm feito declarações em defesa do teto de gastos, tido como essencial para a recuperação da economia a partir do ano que vem. Nesta semana, por exemplo, o ministro do planejamento, Dyogo Oliveira, disse ser necessário “fazer ajustes para não frustar expectativas” e que o Orçamento do ano que vem já foi calculado tendo em vista a aprovação da PEC.
Na quarta-feira (19), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a defender a PEC como sendo essencial para a recuperação da economia e da geração de empregos. Ele disse ainda que “não há margem” para excessões na proposta.

Senado
Caso seja aprovada em segundo turno na Câmara, a PEC do Teto segue para o Senado, onde todo o trâmite de votação volta ao início, com análise de constitucionalidade, debate e votação em comissão especial e apreciação em dois turnos no plenário.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) já definiu, após reunião com os líderes, o calendário de tramitação da PEC 241, que deve ser levada para o teste em plenário no dia 29 de novembro. A intenção é que a votação final ocorra em 13 de dezembro, pouco antes do início do recesso parlamentar e a tempo para a sanção presidencial ainda este ano.
A PEC 241 prevê que o aumento de gastos do governo em um ano esteja restrito à inflação do ano anterior. A proposta prevê uma revisão daqui a dez anos da medida, que pode vigorar por até 20 anos. De acordo com o texto aprovado em primeiro turno pelos deputados, a restrição para os orçamentos de saúde e educação passaria a valer a partir de 2018.  


Assembleia Nacional declara que Venezuela sofreu um golpe e se tornou oficialmente uma ditadura

Imagem:Internet
A Assembleia Nacional da Venezuela declarou neste domingo (23), em sessão extraordinária, que o governo de Nicolás Maduro praticou um golpe de estado ao impedir o processo de referendo revogatório e que o país se tornou, oficialmente, uma ditadura socialista.
Os legisladores aprovaram uma resolução declarando uma “ruptura da ordem constitucional e a existência de um golpe de estado cometido pelo regime de Nicolás Maduro”, prometendo responder à situação com protestos em massa – previstos para a próxima quarta-feira – e pressão internacional. Mais cedo, socialistas defensores do governo de Maduro invadiram a Assembleia para tentar impedir o prosseguimento da sessão.


sábado, 22 de outubro de 2016

Oposição denuncia 'golpe de Estado' na Venezuela

AFP/Federico Parra
A oposição venezuelana afirmou na noite de sexta-feira que a suspensão do processo de referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro é um "golpe de Estado", e convocou os venezuelanos a "restituir a linha constitucional".
"Na Venezuela ocorreu um golpe de Estado, não se pode qualificar de outra forma. Chegou a hora de defender a Constituição da República Bolivariana da Venezuela", afirmou o líder opositor Henrique Capriles.
"Temos que restituir a linha constitucional", completou Capriles, na primeira reação da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).
A oposição venezuelana convocou uma mobilização para a próxima quarta-feira, em todo o país, para rejeitar a suspensão do processo de referendo revogatório contra Maduro.
"Na quarta-feira (...) será o início de uma mobilização, em todo o país, e vamos tomar a Venezuela de ponta a ponta, com todo o povo mobilizado para restituir a linha constitucional", disse Capriles em entrevista coletiva.
Ao lado dos principais dirigentes da MUD, o ex-candidato à presidência informou que a Assembleia Nacional, de maioria opositora, vai organizar uma sessão de urgência no domingo para "tomar decisões".
Ele disse que o Parlamento vai avaliar a "conduta" de Maduro, que está em uma viagem por Azerbaijão, Irã, Arábia Saudita e Catar. Na primeira escala, o presidente deu declarações à televisão estatal e, apesar de não ter feito referência direta ao referendo, pediu que "ninguém se torne louco".
"Peço a tranquilidade, o diálogo, a paz", disse.
Neste sábado acontecerá uma passeata em Caracas organizada por um grupo de mulheres lideradas por Lilian Tintori, esposa do opositor preso Leopoldo López.
O porta-voz da MUD, Jesús Torrealba, declarou que "o governo quer a violência ou a submissão". "Nossa proposta vai ser a da coragem cívica, a da resistência pacífica. Um país em ditadura deve lutar de forma ousada para que haja voto".
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ao qual a oposição acusa de ser aliado do governo, assim como a Justiça, justificou a decisão de paralisar o referendo revogatório, acatando a sentença de tribunais penais de cinco estados, que anularam por fraude uma primeira coleta de assinaturas de 1% do colégio eleitoral.
A MUD estava certa de que superaria os 20% de assinaturas exigidos, em meio a um crescente mal-estar popular com a grave crise econômica que castiga o país petroleiro, com uma aguda escassez de alimentos e medicamentos, e uma inflação que o FMI estima em 475% este ano.
O presidente socialista, eleito em abril de 2013 após a morte de seu mentor, Hugo Chávez, e cujo mandato termina em janeiro de 2019, enfrenta uma impopularidade de 76,5% e 62,3% votariam para revogá-lo, segundo a empresa Datanálisis.
"Um cenário muito perigoso"
"O governo empurra para um cenário muito perigoso e de aumento da crise", advertiu Capriles, contra quem uma corte proibiu a saída do país, assim como Torrealba e outros seis opositores, acusados de suposta fraude.
O CNE já tinha advertido que, mesmo que fossem reunidos os 20% de assinaturas, o referendo seria realizado em fevereiro ou março de 2017. Tarde demais para a oposição, pois neste caso, segundo a Constituição, o presidente revogado cede o poder ao seu vice, sem convocação de novas eleições.
Mas a oposição estava confiante em que uma pressão cidadã maciça pelo referendo obrigaria o CNE a realizá-lo este ano e conseguir, assim, realizar eleições antecipadas.
"Não poderão adiar a mudança que este país pede", acrescentou Torrealba.
Em um momento de tensão, o vice-presidente Aristóbulo Istúriz garantiu que os representantes do governo e da oposição se reunirão no fim de semana, de maneira separada, com um grupo de mediação internacional liderado pelo ex-chefe de Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero para um diálogo sobre a crise.
- OEA denuncia 'ruptura democrática' -
A paralisação do processo de referendo foi qualificada de "rompimento democrático" pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro.
"Hoje estamos mais convencidos do que nunca do rompimento democrático na #Venezuela. Chegou a hora de adotar ações concretas ", escreveu Almagro no Twitter.
"Apenas as ditaduras despojam seus cidadãos dos direitos, ignoram o legislativo tem presos políticos", disse Almagro.
Os Estados Unidos acusaram o CNE de "polarizar" e tentar "bloquear" uma saída democrática à profunda crise política na Venezuela.
"Infelizmente, pensamos que esta decisão é indicativa da polarização do Conselho", destacou o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, com relação ao CNE.
O porta-voz ressaltou, lendo uma nota, que o CNE "está sendo usado para bloquear o exercício pelo povo venezuelano de seu direito constitucional e democrático a determinar a direção do seu país".
"Estamos profundamente preocupados com a decisão", disse Kirby, destacando que os venezuelanos enfrentam "desafios" humanitários, políticos e econômicos "cada vez mais severos".


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

BC reduz juros básicos da economia para 14%; redução é a primeira em quatro anos

Pela primeira vez em quatro anos, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (19) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros, que previam o corte dos juros a partir deste mês.
Em comunicado, o Copom informou que a reversão da alta de preços de alimentos ajudou a segurar a inflação de forma mais favorável que o esperado. No entanto, o órgão apontou riscos para conter os preços, como incertezas na aprovação de medidas de ajuste fiscal e a possibilidade de que o longo período de inflação acima do teto da meta reforce a indexação da economia, quando a inflação do passado é incorporada aos preços atuais.
A última vez em que a taxa tinha sido reduzida foi em outubro de 2012, quando o Copom tinha cortado os juros de 7,5% para 7,25% ao ano. A taxa foi mantida nesse nível, o menor da história, até abril de 2013, mas passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho do ano passado.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou 8,48% nos 12 meses encerrados em setembro, depois de atingir o recorde de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro.
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2016 em 7,3%. O mercado está um pouco menos pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial fechará o ano em 7,01%.
Até a última reunião do Copom, em agosto, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuíam para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a desacelerar por causa da recessão econômica e da queda do dólar. Em setembro, o IPCA ficou em 0,08%, a menor taxa para o mês desde 1998.
Embora ajude no controle dos preços, o aumento ou a manutenção da taxa Selic em níveis elevados prejudica a economia. Isso porque os juros altos intensificam a queda na produção e no consumo. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam contração de 3,19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No último Relatório de Inflação, o BC manteve a estimativa de retração da economia em 3,3%.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.




O PT nunca foi tão Marxista

A invenção da imprensa trouxe facilidades e dificuldades ao conhecimento objetivo dos fatos históricos. Com ela, multiplicou-se tanto o acesso à informação quanto à desinformação. Desde então, a mentira, como corrupção da verdade, segundo diferentes níveis de perversão e sofisticação, parasita os meios de comunicação, em maior ou menor grau.
 Acabo de ler pequeno ensaio sobre "O 18 de Brumário de Luís Bonaparte", livro escrito por Karl Marx em 1851/52, considerado por muitos como obra prima da moderna historiografia. Para analisar o golpe perpetrado naqueles dias por Luís Napoleão coroando-se rei da França (1851), Marx introduziu o conceito que vinha desenvolvendo sobre a luta de classes como motor da história. O jovem cujo ensaio li, não poupou elogios à precisão do critério concebido por Marx, convicto de que graças a ele, e a partir dele, se tornara possível fazer uma ciência da História. Vejam a encrenca em que se meteu o conhecimento a respeito do que já aconteceu. E do que está acontecendo. Sempre haverá um relato que serve e outro que não serve.
 À luz dessa convicção, fica fácil entender como a natural curiosidade dos seres humanos é substituída, em tantos intelectuais, por uma arrogância rebelde. Eles não apenas sabem o passado. Eles conhecem o futuro e - até mesmo! - o futuro do pretérito, ou seja, sabem como o futuro deveria ter sido caso os fatos se desenrolassem do modo cientificamente adequado. Se você traz no bolso do paletó a chave de leitura dos acontecimentos, essa chave se torna mais importante do que eles mesmos e sua atividade para conhecer a real natureza de quaisquer evento se resume a compatibilizá-los com sua chavezinha.
Na prática da sala de aula, se a luta de classes é o melhor e mais turbinado motor da história, o relato histórico, independentemente dos fatos em si, é uma forma de intervir na história que se conta. Daí a disputa pela narrativa e o assédio aos que a produzem.
Para exemplificar. Quando um professor de História diz que Michel Temer é um presidente sem voto, ilegítimo, ele está ocultando o fato de que Dilma jamais seria eleita sem os votos e sem o trabalho político do PMDB dados à chapa em virtude da presença de Michel Temer. E está ocultando, também, que a República já foi presidida por vários vices, a saber: Floriano Peixoto (vice de Deodoro da Fonseca), Nilo Peçanha (vice de Afonso Pena), Delfim Moreira (vice de Rodrigues Alves), Café Filho (vice de Getúlio Vargas), João Goulart (vice de Jânio Quadros), José Sarney (vice de Tancredo Neves) e Itamar Franco (vice de Fernando Collor). Curiosamente, o único golpe envolvendo um vice-presidente ocorreu para impedir sua posse. Foi o que aconteceu quando, em virtude da enfermidade que acometera o general Costa e Silva, foi negado a Pedro Aleixo, por ser civil, o direito legítimo de assumir a presidência.
A Executiva Nacional do PT, poucos dias após as eleições do dia 2 de outubro passado, emitiu nota oficial contendo elementos para extravagantes relatos históricos. Ali se leem, por exemplo, coisas assim: "... a ofensiva desferida contra o PT pela mídia monopolizada e os aparatos da classe dominante, desde a Ação Penal 470..."; "...a criminalização do PT e a ação corrosiva da mídia monopolizada..."; "... a escalada antipetista da Operação Lava Jato, que nos trinta dias anteriores às eleições desencadeou ofensivas fraudulentas...", "...as medidas então adotadas serviram de pretexto para que a classe dominante e os partidos conservadores impusessem...". E por aí vai.
Não estranhe. Na concepção que inspira o mencionado documento, isso é fazer História. O PT nunca foi tão marxista.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Em Brasília, bancada paraibana se reúne e definem sobre emendas para 2017 términos de obras no Estado

Imagem:Reprodução
A bancada federal paraibana se reuniu nesta terça-feira (18) em Brasília, e a pauta do encontro ficou por conta da cobrança em conjunto a liberação de recursos para a conclusão do Viaduto do Geisel em João Pessoa. Os parlamentares discutiram ainda sobre a destinação de emendas no Orçamento 2017.
Eles definiram também sobre emendas para terceira faixa na BR 230 no trecho que vai de Cabedelo a Oitizeiro, implantação de uma unidade do Hospital Sarah no Estado, duplicação da BR 230 do trecho que vai de Campina Grande ao Sertão, além da ampliação e estruturação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Para o orçamento do próximo ano, as bancadas estaduais poderão apresentar duas emendas impositivas, no valor de R$ 224,7 milhões por estado. O número corresponde à 0,8% da Receita Corrente Líquida prevista no projeto. As bancadas poderão apresentar outras emendas, além das duas impositivas, mas elas não terão a obrigatoriedade de execução em 2017.

O exército de crianças do 'Estado Islâmico'

Como os jihadistas trabalham para transformar meninos em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como contam adolescentes que conseguiram escapar.

Imagem: DW:J.Andert
O medo dele é quase palpável. O menino de 15 anos, flagrado usando um cinto de explosivos do lado de fora de uma mesquita xiita na cidade iraquiana de Kirkuk, chora silenciosamente, enquanto dois policiais prendem seus braços, para evitar que ele detone a bomba.
Em agosto, o "Estado Islâmico" (EI) o havia enviado a Kirkuk, assim como a outro menino de sua idade, que conseguiu se explodir minutos antes em outra mesquita xiita. O grupo ultimamente tem intensificado o uso de crianças em atentados suicidas.
Dias após o menino em Kirkuk ter sido pego, quatro adolescentes realizaram um ataque na cidade xiita iraquiana de Karbala. Em março, outro rapaz fez o mesmo durante uma partida de futebol amador no sul do Iraque.
Recentemente, adolescentes também foram usados em filmagem de propaganda mostrando a execução de cinco curdos capturados na Síria. Vestidos com uniformes, um jovem curdo e quatro filhos de combatentes estrangeiros – um britânico, um egípcio, um tunisiano e um uzbeque – executaram os presos com suas pistolas.

Treinamento
Vídeos de treinamento do EI incluindo crianças já apareceram antes. Milhares de meninos – filhos de combatentes e de simpatizantes iraquianos e sírios locais, assim como meninos sequestrados da minoria yazidi – foram testados em campos de treinamento do EI nos últimos dois anos, para serem educados como "mascotes do Califado".
Como o grupo trabalha para transformar as crianças em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como testemunham adolescentes que conseguiram escapar.
Ahmed e Amir Amin, de 16 e 15 anos, passaram três meses no circuito de formação do EI, depois que foram sequestrados da região yazidi de Sinjar. Mesmo que tenha se passado um ano desde que eles conseguiram fugir e embora eles agora vivam com parentes em um acampamento na região curda do Iraque, ainda sofrem com pesadelos.
Eles foram inicialmente instruídos a aprender o Corão de cor e a rezar. "Se você errava, eles batiam em você com cabos", diz Ahmed. Os cabos são usados para todo tipo de punição: quando foi denunciado por outros meninos por esconder o celular com que ligava para sua família, ele recebeu 250 chibatadas. "Minhas costas e peito ficaram feridos e inchados", conta.
Adel Jalal, de 13 anos, que esteve com seu irmão Asse, de 11, durante nove meses em um grupo de rapazes mais jovens, diz que os combatentes do EI ameaçaram matá-los. Ele se lembra de como alguns rapazes que tinham cometido erros foram retirados do lugar. "Então, ouvimos tiros. Estávamos com muito com medo. Nós não os vimos depois disso", conta.

Violência
Ao mesmo tempo, as crianças eram ensinadas que a violência é algo muito normal. Todas as manhãs, tinham que assistir a vídeos de decapitações a faca e assassinatos. "As primeiras vezes que eu os vi, fiquei com muito medo", diz Amir. "Eu me perguntava como eu poderia matar alguém daquela maneira. Eles nos disseram que tínhamos que matar yazidis e infiéis daquela forma", recorda Ahmed.
Os meninos contam que foram se acostumando com os vídeos, embora Ahmed diga que muitas vezes não conseguia dormir, pois ficava vendo as imagens quando fechava os olhos:
"Para eles, é normal matar pessoas. Eles diziam 'vocês têm que aprender isso, porque nós vamos levá-los para outro país árabe e vocês vão ter que cortar cabeças. Como muçulmano, vocês têm que matar os infiéis'."
De acordo com Ayad Ajaj, que lidera a ONG Mitram, de ajuda aos yazidis na cidade curda de Duhok, esses vídeos são apenas a primeira fase no processo para fazer as crianças cometerem violência.
Ele conversou com 16 meninos yazidis que escaparam dos campos de treinamento, e eles contaram a ele que, após os vídeos, eles recebiam uma boneca para praticar decapitações. Uma imagem de uma boneca similar vestindo um macacão laranja foi postada na internet por um pai preocupado, há mais de um ano.
No entanto, os quatro rapazes não confirmam esta prática, nem a próxima fase, que Ajaj ilustra com outra imagem. Ela mostra um grupo de meninos; um está segurando, pelo cabelo, uma cabeça cortada. "Pelo menos cinco meninos me contaram que tiveram que assistir alguém sendo decapitado diante de seus olhos", diz Ajaj.

Homens-bomba
Todos foram instruídos sobre como vestir cintos de explosivos costurados em tecido branco e usados ao redor da cintura. "Eles nos disseram como usá-los e como nós os fazermos explodir", diz Adel. "Eles nos colocaram e nos levaram em um carro a algum lugar, onde nós caminhamos nas ruas."
Era claro desde o início que eles não podiam recusar, segundo os meninos. "Pode ser que eles nos matassem e pegassem outro menino", diz Adel.
Para recrutas mais velhos, as 72 virgens no paraíso são um incentivo importante. Para os meninos mais jovens, outras promessas tinham que ser inventadas – como um palácio de ouro no céu. "Eles diziam que a terra não é nada e que ele seria feliz no paraíso", relata Ajaj.
Os meninos conta que tinham que tomar drogas para acelerar o processo. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, diz que o menino que foi apanhado com o cinto de explosivos parecia "drogado e reagiu de forma estranha".
Alguns meninos yazidis que escaparam disseram à revista alemã Der Spiegel que eles recebiam pílulas para tornar mais fácil suportar a violência.

Doutrinação
A repetição é uma parte importante do processo de doutrinação. Vez por outra, eles eram informados de que os infiéis devem ser mortos. Para Adel e Asse, os efeitos dos nove meses vivendo sob o medo ainda estão presentes.
Asse, que tinha 9 anos quando foi sequestrado, suprimiu grande parte do que viveu, mas Adel admite que ficou bastante intoxicado: "Eles diziam que eu era muçulmano e que permaneceria assim para sempre. Eles esvaziaram minha memória, para que eu só soubesse do EI e não me lembrasse dos yazidis. E eu não me lembro mais."
Ahmed mantém um hábito que odeia: "Quando estou sozinho, eu recito o Corão. Eu tento esquecer, mas não funciona. Eu realmente quero esquecer."
O aumento do aparecimento de crianças que agem como homens-bomba parece coincidir com a crescente perda de território e combatentes sofrida pelo EI. Fontes militares americanas afirmam que o grupo perdeu 45 mil combatentes em dois anos e ainda tem apenas cerca de 15 mil. A operação para a libertação de bastiões do EI, como Mossul e Raqqa, estão em andamento, e mais de 50% do território dos extremistas no Iraque foram libertados.
Para mascarar a derrota, o EI aumentou seus ataques a bomba usando caminhões. Fotos dos motoristas,  postadas posteriormente, mostram que muitos deles eram adolescentes. Fontes afirma que até 60% dos combatentes EI têm menos de 18 anos. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, acredita que o EI está jogando sua última cartada: "Eles sabem que serão derrotados."


domingo, 16 de outubro de 2016

ALPB debaterá revogação da Lei que propõe que empresas invistam em ações socioambientais

Imagem: Internet/Reprodução
Esta semana, a expectativa é de que haverá um debate, digamos, mais acalorado que de costume na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Sobretudo pelo fato de que ficarão em rota de colisão os deputados Frei Anastácio (PT), conhecido pela contundência com que defende as suas ideias, e Tovar Lima (PSDB), que defende a revogação da Lei criada pelo petista que determina que empresas invistam em programas socioambientais.
Nessa terça-feira (18), o tucano vai apresentar projeto para revogar uma lei de autoria do petista (nº 70/2015). A lei em questão obriga as empresas paraibanas a investirem até 1% do faturamento bruto em programas socioambientais que assegurem recuperação de rios, replantio de árvores, implantação de creches e cursos profissionalizantes. Tovar afirma que a lei é inconstitucional.
Frei Anastácio já deu o tom do que deverá defender na sessão e vinculou à atitude de Tovar à conjuntura da política nacional: “Como um deputado pode ficar contra uma lei dessa? Só pode ser para reforçar o projeto golpista instalado no país”. Frei acredita que existem “forças estranhas” pautando as atitudes do deputado Tovar Lima. Ele questiona o porquê de os deputados não terem avaliado antes que o projeto era inconstitucional, uma vez que ele foi aprovado pela maioria.
Já de acordo com Tovar a expectativa é de que pelo menos 13 parlamentares assinem o documento e que aconteçam mais adesões à medida que discussões ocorram no plenário da Casa. “Temos esses dois caminhos, sendo que o da Assembleia é mais rápido. Esse caminho pode demorar até 40 dias para ser completamente finalizado”, explicou o deputado Tovar Correia Lima, um dos responsáveis pela iniciativa.



Temer destaca equilíbrio das contas públicas como base para crescimento e emprego

Presidente afirmou que em breve será enviado ao Congresso proposta de reforma da Previdência

Imagem: Internet/Reprodução
O presidente Michel Temer voltou a destacar neste domingo (16) a necessidade de equilibrar as contas públicas para que o Brasil volte a crescer e, com isso, gerar empregos.
Em discurso durante encontro privado dos chefes de estado e de governo dos Brics em Goa, na Índia, Temer afirmou que a responsabilidade fiscal é questão urgente no País uma vez que o desarranjo das contas públicas é "a causa-mor da crise que enfrentamos".
"A superação da crise econômica brasileira está desenhada: será a combinação da responsabilidade fiscal com a responsabilidade social", afirmou ele.
"No Brasil de hoje, responsabilidade social significa, antes de mais nada, empregos. Só teremos emprego com crescimento, e só teremos crescimento com o equilíbrio das contas públicas", completou.
No discurso, o presidente afirmou que em breve será enviado ao Congresso Nacional a proposta de reforma da Previdência, com o objetivo de eliminar privilégios, e lembrou o novo modelo de parcerias com o setor privado como fator de geração de empregos e melhora da infraestrutura.
"Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram [...] Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos", completou Temer.
O presidente brasileiro também referiu-se à questão do terrorismo, manifestando solidariedade aos países dos Brics --grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- que tenham sofrido ataques.
Também neste domingo, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou que os líderes dos países do grupo foram unânimes em reconhecer a ameaça apresentada pelo terrorismo às economias globais.