Radio Evangélica

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Panta perde nova ação e juiz manda que ele pague custas processuais

O candidato a prefeito de Santa Rita, Emerson Panta (PSDB), sofreu mais uma derrota na Justiça do Rio Grande do Norte ao tentar suspender os efeitos do processo administrativo movido pela Prefeitura de Natal que culminou com sua demissão por abandono de cargo público. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Airton Pinheiro, negou a antecipação de tutela pretendida pelo tucano e ainda o condenou a pagar as custas processuais por ter provocado “indevidamente o Poder Judiciário”.
Na sua decisão, o magistrado aborda que o autor da ação já havia interposto uma ação na 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal com o mesmo objetivo.
“No caso dos autos, entendo que realmente tenha ocorrido litispendência, posto que os feitos apresentam as mesmas partes, a mesma causa de pedir e mesmo pedido …. Isto posto, reconheço a litispendência para extinguir, sem resolução de mérito, o presente processo”, despachou.
A juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Ana Claudia Secundo da Luz e Lemos, já havia indeferido o pedido de tutela provisória cautelar impetrado por Emerson Panta para barrar os efeitos provocados por sua demissão da Prefeitura de Natal. Ela alegou que as provas documentais levantadas pela defesa não são suficientes para assegurar a liminar.
“Verifico que apenas as provas documentais não são suficientes para formar o juízo de verossimilhança necessário à concessão de liminar pretendida pelo autor, devendo transcorrer o fluxo normal do processo, com o contraditório a ele inerente, para ao final, avaliar o direito pleiteado”, sustentou.
No último fim de semana, a coligação "Pra Santa Rita Avançar" protocolou o pedido de impugnação do candidato a prefeito Emerson Panta , sob a alegação de que ele está inelegível por ter sido condenado em processos administrativos, acusado de abandono de emprego nas prefeituras de Natal e João Pessoa.
Para os advogados autores da ação, em razão das condenações, e que, por ter sido demitido em decorrência desses julgamentos, Panta estaria "inelegível e enquadrado na Lei 64/90 (Lei das Inelegibilidades)”
A petição assinala o “Art. 1º”, que diz: “São inelegíveis: I – para qualquer cargo: (…) o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário;”.





Parlamento PB

Impeachment: Renan diz que, se necessário, Senado vai trabalhar no fim de semana

Imagem: Internet/Reprodução
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (23) que, se for necessário, os senadores vão trabalhar no próximo final de semana para cumprir as etapas finais do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.  Renan pediu “bom senso” durante os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação, para a celeridade dos trabalhos.
“Espero bom senso, porque se as oitivas das testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação, andarem rápido, nós não vamos precisar trabalhar no sábado e no domingo. Caso contrário, vamos ter que trabalhar, porque na segunda-feira [29], às 9 h, vamos ouvir a presidente Dilma Rousseff. Em seguida, os senadores poderão fazer perguntas à presidente”, disse Renan.
De acordo com o presidente do Senado, se não houver simplificação nos depoimentos das testemunhas e se gastar muito tempo durante essa parte do processo, será necessário que os trabalhos prossigam no final de semana. “Se houver necessidade, nós vamos trabalhar neste final de semana”.

Reunião
O senador deixou a presidência dos trabalhos da sessão do Congresso Nacional, na qual estão sendo apreciados vetos presidenciais e, em seguida, deverá ser votada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para se reunir em seu gabinete com o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira. Renan disse que a conversa com o ministro seria para tratar sobre votações de matérias que dizem respeito ao Orçamento, a LDO, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), dentre outras.

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Edição: Fábio Massalli

domingo, 21 de agosto de 2016

A necessidade de um encontro com Deus

Através do trabalho de Correspondentes Internacionais, como o do irmão Josil*, muitas pessoas do Sudeste Asiático tiveram a oportunidade de conhecer Jesus

"Para ter um bom testemunho, eu entendi que é necessário ter um encontro pessoal com Jesus. Precisamos conhecer a verdade a respeito do Salvador", disse Minnie*, uma das novas convertidas ao cristianismo, evangelizada pelo irmão Josil. No Sudeste Aisático, muitas pessoas estão tendo um encontro com Deus através do trabalho realizado por esse Correspondente Internacional.
Mesmo encontrando resistência por parte de suas próprias famílias, os novos cristãos que vivem nos países dessa região estão dispostos a crescer na graça e no conhecimento, através de reuniões e estudos bíblicos. A maioria desses países, no entanto, vive um contexto de perseguição religiosa, onde é proibido frequentar igrejas ou manter encontros frequentes para orar e adorar a Deus. Mesmo assim, a igreja está de pé e o número de novos convertidos cresce a cada dia.
Se você quer ouvir testemunhos sobre esses novos cristãos e entender como eles receberam as boas novas, mesmo morando em lugares onde é perigoso pregar o evangelho, participe dos cultos onde o irmão Josil estará presente. Ele estará no Brasil entre os dias 15 de setembro a 3 de outubro, em São Paulo, João Pessoa, Recife e Belo Horizonte. A agenda dele estará disponível, em breve. Ele também estará presente no Shockwave XP, que acontecerá no dia 17 de setembro em São Paulo e no dia 24 em Recife.
*Os nomes foram alterados por motivos de segurança. Lembrando que não será permitido fotografar ou filmar o irmão Josil.


Portas Abertas

sábado, 20 de agosto de 2016

Coligação cita condenações, pede impugnação e Panta vira alvo de ação da Lei da Ficha Limpa

A coligação Pra Frente Santa Rita protocolou na tarde deste sábado pedido de impugnação do candidato a prefeito do município Emerson Panta (PSDB), da Coligação Frente Pela Reconstrução De Santa Rita.
Na ação de Impugnação de Registro de Candidatura, a coligação partidária autora sustenta que Panta está inelegível por ter sido condenado em processos administrativos, acusado de abandono de emprego nas prefeituras de Natal e João Pessoa.
Para os advogados autores da ação, em razão das condenações, e que, por ter sido demitido em decorrência desses julgamentos, Panta “está inelegível e enquadrado na Lei 64/90 (Lei das Inelegibilidades)”
A petição assinala o “Art. 1º”, que diz: “São inelegíveis:  I – para qualquer cargo: (…) o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário;”.
A origem desta previsão normativa, segundo a coligação requerente, é a chamada Lei da “Ficha Limpa”

MaisPB com Ascom


Empreiteiro cita Toffoli em proposta de delação

Em proposta de delação premiada entregue à Procuradoria-Geral da República, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, mencionou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Ele relatou o prefácio de uma história que se dispõe a aprofundar se for guindado à condição de colaborador da Lava Jato.
A novidade veio à tona em notícia veiculada pela revista Veja. Léo Pinheiro relatou um encontro que teve com Toffoli. Os dois já se conheciam. Durante a conversa, o ministro do STF contou ao empreiteiro que sua casa, assentada em bairro nobre de Brasília, apresentava incômodas infiltrações.
Dias depois, o empreiteiro enviou à casa de Toffoli uma equipe de engenheiros da OAS. Eles detectaram o problema e informaram a Léo Pinheiro: falhas na impermeabilização da cobertura da casa. O empreiteiro indicou uma empresa de Brasília para realizar o conserto. Resolvido o problema, engenheiros da OAS inspecionaram o serviço. E Toffoli livrou-se as infiltrações em casa.
Súbito, o nome do ministro gotejou na proposta de delação de Léo Pinheiro. Curiosamente, ele diz na proposta de delação que Toffoli pagou pelo serviço de impermeabilização. Afora a inconveniência moral de ter um empreiteiro prestando favores a um magistrado da mais alta Corte do país, qual seria o crime?
Considerando-se que o candidato a delator se dispõe a confessar crimes em troca de benefícios como redução de pena, não é razoável supor que o empreiteiro enfiaria o nome de Toffoli numa proposta de delação se não tivesse algo cabeludo a relatar. Ouvido, Toffoli confirma que conhece Léo Pinheiro. Mas sustenta que não pediu nem recebeu nenhum favor dele.
Léo Pinheiro já amarga na Lava Jato condenação a 16 anos e 4 meses de cadeia por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Pleiteia a delação para tentar não ficar de molho na cadeia.


Blog do Josias

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Lei da Ficha Limpa parece ter sido feita por bêbados, diz Gilmar Mendes

Imgem: Renato Ribeiro/Folhapress
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou duramente a redação da Lei da Ficha Limpa, durante a sessão do tribunal desta quarta-feira, e afirmou que, de tão mal elaborada, "parece ter sido feita por bêbados".
O plenário estava discutindo dois recursos julgados na semana passada, quando o Supremo definiu que cabem às Câmaras legislativas, e não aos tribunais de contas, dar a última palavra sobre as contas de prefeitos e torná-los inelegíveis.
A decisão interfere diretamente na aplicação da Lei da Ficha Limpa, já que retira dos tribunais de contas o poder de transformar em inelegíveis os chefes de Executivo municipais cujas contas foram reprovadas.
Na sessão desta quarta (17), o ministro Luiz Fux defendeu que a regra só passe a valer para as eleições de 2018, mas sua tese foi vencida.
Gilmar Mendes, relator de um recursos e favorável à soberania das Câmaras para decidir o futuro dos prefeitos nesses casos, criticou a Lei da Ficha Limpa.
"Sem querer ofender ninguém, já ofendendo, essa lei foi tão mal feita que parece que foi feita por bêbados", afirmou o ministro. 

Por Gabriel Mascarenhas para a Folha de São Paulo


terça-feira, 16 de agosto de 2016

STF manda investigar Dilma, Lula, Mercadante e Cardozo por Crime de obstrução

Lula, Mercadante, Cardozo e Delcídio também serão investigados

Ministro Teori Zavaski
O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura do inquérito na Polícia Federal contra a presidente afastada, Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ex-ministros do governo da petista, José Eduardo Cardozo e Aloízio Mercadante. Nesta segunda-feira (15) o ministro autorizou a realização de diligências no caso – andamento processual que é praxe após a abertura das investigações. O caso é mantido sob extremo sigilo no STF.
Em junho, Teori encaminhou de volta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o pedido de investigação feito pelo Ministério Público. Na ocasião, o ministro informou ao procurador-geral que havia anulado a gravação em que Lula e Dilma conversavam sobre a entrega do termo de posse do petista como ministro da Casa Civil. O diálogo é um dos indícios considerados por Janot como indicativo da tentativa de obstrução de justiça.
A PGR quer investigar suposta tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato pela presidente afastada e pelo ex-presidente e também pelos ex-ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo. O pedido de investigação foi encaminhado ao STF em maio.
Com a autorização de Teori, PGR e Polícia Federal (PF) poderão conduzir investigações com objetivo de conseguir provas de que houve tentativa de obstruir a Lava Jato. Após a realização de diligências, a PGR pode pedir o arquivamento da investigação – se entender que não há indicativos concretos de crime – ou oferecer uma denúncia ao STF, que é uma acusação formal.

Obstrução
Para os investigadores, a nomeação de Lula para a chefia da Casa Civil fazia parte de um “cenário” em que foram identificadas diversas tentativas de atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato.
No áudio gravado, e considerado inválido por Teori, Dilma promete entregar ao ex-presidente o termo de posse como ministro para que Lula usasse “em caso de necessidade”. A conversa é vista por investigadores como indicativo de que a nomeação para o ministério tinha a intenção de conferir ao ex-presidente foro privilegiado e, por isso, evitar um decreto de prisão pelo juiz que conduz a Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro.
Ao Supremo, Janot defendeu a continuidade das investigações mesmo após a anulação do áudio entre Dilma e Lula por Teori. Para os investigadores, há outros indícios que fundamentam a investigação.
Delcídio. Além do diálogo interceptado entre Dilma e Lula, a PGR usou no pedido de abertura de inquérito trechos da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral. Nos depoimentos, o ex-parlamentar e ex-líder do governo relatou que Dilma tentou interferir nas investigações da Lava Jato por meio do Judiciário. Ele citou uma suposta investida do Planalto para influir na operação por meio da indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. A suposta indicação de Dantas teria como objetivo liberar executivos da prisão.
Também foi Delcídio quem envolveu Mercadante e Cardozo no “cenário” vislumbrado pelos procuradores. Ele mencionou um encontro de Cardozo com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, em Portugal, no intuito de falar sobre mudanças nos rumos da operação. Sobre Mercadante, o parlamentar afirmou que o ex-ministro da Educação ofereceu dinheiro para evitar um acordo de colaboração premiada.
Procurada, a defesa de Dilma disse que só irá se manifestar sobre o caso após ter acesso ao despacho de Teori. As defesas de Mercadante, Lula e Cardozo não foram localizadas até a publicação dessa reportagem. 

Foro
A presidente Dilma Rousseff possui foro privilegiado e, portanto, o recebimento de denúncia contra ela teria que ser feito pelo plenário do Supremo.
No caso de confirmação do impeachment da petista pelo Senado, contudo, Dilma perde o foro privilegiado e Teori teria que avaliar a necessidade de manutenção ou não da investigação sobre a petista no Supremo Tribunal Federal. Isso porque, com o afastamento, Dilma perde o foro perante a Corte. Mercadante, Cardozo e Lula também não possuem mais cargos públicos que gerem foro no STF. O caso poderia ser mantido no Supremo, no entanto, em razão do possível envolvimento do ministro do STJ, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.


Diário do Poder

Coletivo “independente” Mídia Ninja é financiado pelo bilionário George Soros

Imagem: Internet/Reprodução
Uma das principais mídias de esquerda “contra o grande capital internacional” curiosamente é financiada por um dos maiores bilionários e financiadores da esquerda pelo mundo, o húngaro-americano George Soros. De acordo com documentos vazados daOpen Society Foundation de Soros e disponíveis na Internet, o “coletivo” Mídia Ninja recebeu, apenas no último ano (de agosto de 2015 a agosto de 2016) o valor de $80.000 (R$ 250.000,00) para divulgar as ideias de esquerda pelo país.
Entre as divulgações feitas em sua página no Facebook, o Mídia Ninja (acrônimo para “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”) declara que “a mídia tradicional serve ao mercado, serve ao grande capital, e jamais estará ao lado daqueles que lutam por direitos humanos, sociais e por políticas públicas”.
Outras instituições de esquerda brasileiras também receberam financiamento de George Soros, como o Instituto Fernando Henrique Cardoso (R$ 350.000,00), Actantes – Ação Direta pela Liberdade, Privacidade e Diversidade na Rede (R$ 190.000,00), Casa Fluminense (R$ 640.000,00), Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS) / Mudamos.org (R$ 1.100.000,00) e Rede Nossa São Paulo (R$ 1.600.000,00).


http://www.ilisp.org

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Violência contra a igreja continua

A proposta do governo de padronizar os sermões de sexta-feira, nas mesquitas, foi rejeitada pelos muçulmanos; a ideia era evitar os discursos que estimulam a violência contra os cristãos

Ultimamente, algumas notícias estão alertando sobre as ações violentas contra os cristãos, vindas de grupos extremistas islâmicos no Egito. Faz pouco tempo que um dos líderes cristãos atuantes no país foi morto enquanto ministrava em um culto, numa igreja que fica no Norte do Sinai. Declarando a jihad (luta islâmica), esses militantes têm agredido os cristãos de várias formas, com a finalidade de exterminar com o cristianismo no país. 
Como uma tentativa de evitar que esses ataques continuem, o governo egípcio tentou controlar os discursos religiosos nas mesquitas, através de uma padronização dos sermões de sexta-feira. Se desse certo, essa seria uma forma de evitar que os líderes extremistas incentivassem a violência contra a igreja no país. Em vez disso, a proposta foi negada pelo Conselho de Idosos Scholars de Al-Azhar, um dos principais centros do mundo muçulmano para a aprendizagem islâmica.
Os líderes muçulmanos acreditam que os sermões escritos com antecedência e entregues semanalmente nas mesquitas de todo o país, faria com que os pensamentos dos imãs fossem superficiais e seus discursos religiosos frios. “Já era de se esperar que os muçulmanos rejeitariam a proposta do governo. A iniciativa já estava sendo questionada antes mesmo de ser lançada”, comentou um dos analistas de perseguição. O futuro da igreja no Egito continua incerto. Ore por essa nação.



Portas Abertas

sábado, 13 de agosto de 2016

Venezuela e Colômbia iniciam reabertura gradual da fronteira

AFP/Arquivos/George Castellanos
Venezuela e Colômbia iniciaram, neste sábado, a reabertura progressiva de sua fronteira, fechada por Caracas há um ano, garantindo a passagem de pedestres em cinco pontos, por onde milhares de venezuelanos passaram para o território colombiano.
Às 06h00 da Venezuela (07h00 no horário de Brasília) as autoridades abriram o acesso nos estados venezuelanos de Táchira, Apure, Zulia e Amazonas.
Três horas depois, cerca de 11.500 pessoas haviam cruzado para a Colômbia, informou o porta-voz da chancelaria deste país, Víctor Bautista, em uma declaração à televisão governamental venezuelana VTV.
Repórteres da AFP constataram que na primeira hora a afluência de pedestres pela Ponte Simón Bolívar em Táchira foi baixa, mas com o passar da horas se formaram filas cada vez mais longas de venezuelanos que tentavam chegar à cidade colombiana de Cúcuta, no departamento Norte de Santander.
"Por aqui houve uma afluência normal de pessoas, de acordo com os procedimentos", declarou o general venezuelano José Morantes Torres, autoridade militar da zona, à rede de televisão governamental a partir da ponte Simón Bolívar.
Morantes disse que os dois governos concordaram em fazer com que "o movimento de pessoas seja da maneira mais rápida, com celeridade, mas também com controles".
As autoridades colombianas produziram um "cartão migratório" para regular a passagem pela fronteira. Ele é composto por uma planilha que recolhe os dados de identificação e os motivos da viagem dos pedestres e autoriza a entrada na área metropolitana de Cúcuta, San Antonio e Ureña, detalhou Bautista.
"É o primeiro instrumento que existe nesta passagem de fronteira. As pessoas que não tiverem o cartão migratório estão em situação de irregularidade e podem se expor a um expulsão ou deportação", advertiu.
Por sua parte, Cecilia Torrado, cônsul da Colômbia na cidade venezuelana de San Cristóbal, capital de Táchira, confirmou à AFP que o documento autoriza a permanência em Cúcuta por 30 dias.
Se os venezuelanos desejarem ir a outras regiões da Colômbia, devem carimbar o passaporte diante das autoridades migratórias.
Os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, acordaram na quinta-feira habilitar a passagem de pedestres na fronteira durante 15 horas diárias como parte de uma estratégia de abertura gradual da zona limítrofe, de 2.219 km.
Santos declarou que se trata de uma "primeira fase de abertura", sem informar quando será restabelecida a passagem de veículos, fundamental para a normalização da atividade comercial na fronteira.
Maduro ordenou o fechamento da fronteira em 19 de agosto de 2015, devido a um ataque armado contra uma patrulha militar venezuelana que deixou três feridos e que atribuiu a paramilitares colombianos.


AFP