Radio Evangélica

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PL garante revitalização permanente do São Francisco

Aprovado na Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado, que analisa projetos da “Agenda Brasil”, o Projeto de Lei 429/2015, do Senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que destina recursos permanentes para projetos de revitalização do rio São Francisco, já tramita em quaro Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados.
De caráter conclusivo, o PLS 429/2015 está sendo analisado pelas Comissões de Minas e Energia (CME); Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS); Finanças e Tributação (CFT), e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
O projeto de Lira altera a Lei 9.648/98, que prevê que a compensação financeira pela utilização de recursos hídricos é de 6,75% sobre o valor da energia elétrica produzida, a ser paga por titular de concessão ou autorização para exploração de potencial hidráulico. Os recursos são destinados aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios em cujos territórios se localizarem instalações destinadas à produção de energia elétrica e a órgãos da administração direta da União, como o Ministério do Meio Ambiente.
O texto, já aprovado no Senado, é um substitutivo do senador Otto Alencar (PSD-BA), sendo que o Senador Fernando Bezerra (PSB- PE) incluiu todos os rios do país que, segundo ele, estão ameaçados, em maior ou menor grau, e devem ter plano de revitalização.
Pelo texto, a revitalização dos rios será realizada mediante projetos de recuperação de matas ciliares e proteção de nascentes; e de projetos de conservação e restauração de áreas naturais para manutenção e restabelecimento de serviços ecossistêmicos, inclusive mediante pagamento por serviços ambientais. Além disso, serão implementadas ações de adaptação ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima.
Pelo projeto de Lira, Estados e Municípios deverão investir 6% da contribuição em ações de preservação das matas ciliares e das nascentes. No caso específico do São Francisco, ele estabelece a elevação do percentual pago pelo uso dos recursos hídricos de 0,75% para 2%, a serem divididos entre o Ministério de Meio Ambiente (MMA) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Os recursos deverão ser utilizados exclusivamente em ações de revitalização do rio.
“Minha preocupação é de que tenhamos recursos de forma permanente para a revitalização do Rio São Francisco”, disse Raimundo Lira, que se inspirou no projeto de revitalização do rio Mississipi, nos EUA. Lá, explicou o senador paraibano, existe um processo de revitalização que começou em 1910 e, desde então, nunca foi interrompido.



PB Agora

Mulher e filho de Lula vão permanecer calados em depoimento, diz defesa

Imagem: Felipe Dana
A defesa de Marisa Letícia e Fábio Luis Lula da Silva, mulher e filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou, nesta sexta-feira (12), que ambos ficarão em silêncio em depoimento à Polícia Federal.
Marisa e Fábio Luis foram intimados a prestar esclarecimentos sobre um sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).
A investigação da Operação Lava Jato suspeita que Lula seja o verdadeiro dono do imóvel, que recebeu reformas bancadas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.
Segundo a defesa, os familiares do ex-presidente "nada têm a acrescentar" em relação ao que Lula já informou à PF. O código de processo penal permite que Marisa e Fábio Luis se recusem a depor.
Os advogados do ex-presidente têm afirmado que Lula não é proprietário do sítio, registrado em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna.
"Não há, por isso, qualquer razão jurídica para o envolvimento de familiares de Lula nas investigações sobre a propriedade desse imóvel, que pertence a Fernando Bittar e Jonas Suassuna conforme farta documentação já apresentada aos investigadores", afirma a defesa em nota.
Os advogados pediram ainda à PF esclarecimentos sobre investigação feita com base em informações bancárias e fiscais de Luis Cláudio Lula da Silva, outro filho de Lula, sem que houvesse autorização para quebra de sigilo desses dados. 


Folha de São Paulo

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Trocolli aposta em Gervásio Maia como candidato de RC ao governo em 2018

O deputado estadual Trocolli Júnior (Pros) disse na noite desta quinta-feira, 11, que acredita na existência de bons políticos com compromisso com melhorias para o povo brasileiro. Em entrevista ao programa Master News, da TV Master, ele afirmou que, na Paraíba, ele apresentaria nomes fortes de pessoas que apoiam o governo da Paraíba e que podem ser o futuro candidato ao governo.
Questionado sobre o nome, ele disse que aposta suas fichas no deputado Gervasio Maia (PSB) e destacou que “precisamos de uma pessoa jovem que siga os passos do governador Ricardo Coutinho e esta pessoa pode sair da Assembleia, Gervasinho está pronto para ser governador e o papel de deputado se tornou pequeno para a capacidade dele”, disse.
Trocolli elogiou a postura de Coutinho, mas pontuou que a decisão sobre a disputa ao Senado em 2018, cabe apenas ao socialista. “Ricardo sempre foi duro em seus posicionamentos, mas sempre trabalhou muito bem pelo povo de João Pessoa, quando era prefeito, e depois como governador, eu não quero ele para ficar me dando beijos, quero ele trabalhando pelo povo”, pontuou.
Entre outros temas, o deputado falou sobre sua experiência como secretário de Articulação Política da Paraíba e finalizou dizendo que retorna ao trabalho na Assembleia Legislativa da Paraíba com mais empenho para fazer projetos e buscar melhorias para o povo paraibano.


Por Ivan Souto para o Polêmica Paraíba

Após três trimestres de prejuízos, Petrobras volta a ter lucro

Resultado, no entanto, decepciona mercado, que esperava uma alta mais robusta

Plataforma da Petrobras: empresa voltou a ter lucros
EBC
A Petrobras divulgou nesta quinta-feira (11) um lucro líquido de R$ 370 milhões no segundo trimestre. Trata-se do primeiro resultado positivo em três trimestres, mas também uma queda de 30,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa do mercado era que a companhia tivesse um lucro líquido bem maior: de cerca de R$ 2,6 bilhões, segundo a média das projeções.
A redução do lucro em relação ao segundo trimestre de 2015 deveu-se sobretudo ao um programa de demissões voluntárias e a baixas contábeis do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).
A companhia lançou despesas de R$ 1,212 bilhão com um novo programa de demissão voluntária e outras de R$ 1,124 bilhão com a Comperj.

Ebitida
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu para R$ 20,317 bilhões, ante R$ 19,771 bilhões no segundo trimestre de 2015.
Já a receita de vendas caiu mais de 10% na mesma comparação, para R$ 71,320 bilhões, com a divisão de Abastecimento registrando recuo de 9,6%, para R$ 55,947 bilhões.

A divisão de Exploração e Produção registrou queda de 11% no faturamento, para R$ 29,662 bilhões, em meio a menores preços.

R7

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Câmara abre processos contra Jean Wyllys, Wladimir Costa e Laerte Bessa

Arquivo:Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara instaurou hoje (10) processos disciplinares contra os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Wladimir Costa (SD-PA) e Laerte Bessa (PR-DF). Durante a reunião do colegiado, o presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), fez o sorteio dos nomes dos deputados que poderão ser escolhidos para relatores das respectivas representações. Caberá ao presidente do conselho designar um dos nomes sorteados para a relatoria.
A representação contra Jean Wyllys foi apresentada pelo PSC. O partido considera incompatível com o decoro parlamentar texto divulgado dia 12 de junho pelo deputado do PSOL.
Em seu perfil no Facebook, ele teria associado os nomes dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Pr. Marco Feliciano (PSC-SP) ao atentado em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, com a morte de 50 pessoas.  Foram sorteados os nomes dos deputados Capitão Augusto (PR-SP), Silas Câmara (PRB-AM) e Júlio Delgado (PSB-MG). Um deles deverá ficar com a relatoria do processo.
Para analisar a representação contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA), protocolada pelo PT, foram sorteados os deputados Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Betinho Gomes (PSDB-PE) e Nelson Marchezan (PSDB-RS).

No documento, o partido argumentou que Costa quebrou o decoro parlamentar ao ofender a legenda e seus filiados durante reunião de votação do processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética. Na representação, o PT cita declarações de Costa, entre elas que “o PT é um partido indecente. É um partido da vergonha. Acredito que 99,99% dos petistas são bandidos da pior periculosidade”.
O conselho também sorteou os deputados Sérgio Moraes (PTB-RS), Professor Victório Galli (PSC-MT) e Mauro Lopes (PMDB-MG) para apreciar a representação contra o deputado Laerte Bessa (PR-DF). Um dos três sorteados será escolhido pelo presidente do colegiado para a relatoria.

Além de ofensas ao partido, o PT - autor da representação – pede punição afirmando que Bessa feriu o decoro quando, em discurso na Câmara, ofendeu a presidenta afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e filiados da legenda ao chamá-los de “ladrões”.
Ainda na reunião de hoje, o presidente do conselho sorteou três novos deputados para escolher um deles para a relatoria da representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Isso porque o relator que já havia sido designado para o caso, o deputado Wellington Roberto (PR-PB), declinou da função. Foram sorteados os deputados Silas Câmara (PRB-AM), Odorico Monteiro (PROS-CE) e João Carlos Bacelar (PR-BA).

Bolsonaro é acusado pelo PV de fazer apologia à tortura ao declarar, na sessão de votação do processo de impeachment de Dilma na Câmara, que dava seu voto “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.
Ustra comandou o DOI-Codi  (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo entre 1970 e 1974, durante a ditadura militar. O coronel, que morreu em outubro do ano passado, é acusado do desaparecimento e morte de pelo menos 60 pessoas. Durante sua gestão, cerca de 500 pessoas também teriam sido torturadas nas instalações.


Por: Iolando Lourenço e Luciano Nascimento - Repórteres da Agência Brasil

Edição: Armando Cardoso

Rodrigo Maia marca sessão que decide cassação de Cunha para 12 de setembro

Imagem: Internet/Reprodução
Quase um mês depois de ter sido eleito para a presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) anunciou nesta quarta-feira (10) a data da votação definitiva do parecer que pede a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Cedendo à pressão de aliados do peemedebista e do Palácio do Planalto, Maia definiu que a votação em plenário acontecerá em 12 de setembro –uma segunda-feira, dia em que há poucos parlamentares presentes no Congresso.
Uma votação esvaziada beneficia Cunha, já que a cassação de seu mandato só se dará com o apoio de pelo menos 257 dos seus 512 colegas. Ausências e abstenções nessa votação, que é aberta, contam a favor do peemedebista.
Os últimos cinco processos de cassação, por exemplo, foram votados ou em uma quarta (4) ou em uma terça (1).
Diante do temor de que Cunha promova retaliações caso seja cassado, aliados de Temer queriam que essa votação só ocorresse após o fim de agosto, data prevista para o desfecho do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.
O parecer contra o deputado afastado está pronto para ser colocado em votação há cerca de um mês.
Com o discurso de que pretendia marcar uma data com previsão de quorum alto, e com o aval de líderes dos demais partidos, Maia vinha protelando a decisão.
O atual presidente da Câmara foi um dos principais aliados de Cunha, tendo recebido do antecessor relatorias e tarefas importantes, como a presidência da comissão que discutiu o projeto de reforma política.
Ele acabou se afastando do peemedebista, porém, ao ser preterido na definição do líder do governo na Câmara, cargo que ficou com André Moura (PSC-SE).
Antes do anúncio da decisão, Maia afirmou que iria respeitar a "média histórica" para levar o caso à votação. Segundo a secretaria-geral da Mesa, essa média, desde 2011, é de 19 dias úteis, cerca de quatro semanas.
"Votar antes das eleições é fundamental. Duvido que o plenário, independente da data, não esteja presente", disse o deputado do DEM fluminense.

QUORUM
Acusado de ser um dos principais integrantes do petrolão, Cunha foi afastado da presidência da Câmara e do mandato de deputado por decisão unânime dos ministros do Supremo Tribunal Federal em 5 de maio.
Em 7 de julho, ele renunciou ao cargo de presidente da Casa.
Desde então, deputados que se mantêm próximos a ele trabalham para que a votação da cassação seja realizada com quorum baixo.
Mesmo afastado, Cunha continua desfrutando de verbas destinadas a deputados –salário e verba para contratação de funcionários para seu gabinete.
O pedido de cassação contra ele foi protocolado em outubro. Após reviravoltas e anulações patrocinadas por Cunha –quando ainda era presidente– só em junho o Conselho de Ética conseguiu deliberar o processo. 


Por Débora Álvares e Johanna Nublat para a Folha de São Paulo

Escrito na porta de um Consultório Médico

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos.
Existem semáforos chamados Amigos.
Luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão.
Um potente motor chamado Amor.
Um bom seguro chamado FÉ.
Abundante combustível chamado Paciência.
Mas há um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS!

A palavra não sabe o que diz - (Viviane Mosé)

Eu queria dizer uma coisa que eu não posso sair dizendo por aí... É que eu tenho medo que as pessoas desequilibrem de si, que elas caiam delas mesmas quando eu disser. Eu descobri que a palavra não sabe o que diz.. A palavra delíra, a palavra diz qualquer coisa. A verdade é que a palavra nela mesma, em si própria não diz nada. Quem diz é o acordo estabelecido entre quem fala e quem ouve. Quando existe acordo existe comunicação. Quando esse acordo se quebra ninguém diz mais nada, mesmo usando as mesmas palavras...

A palavra é uma roupa que a gente veste. Uns usam palavras curtas, outros usam roupas em excesso...existem os que jogam palavras fora, pior são os que usam em desalinho, uns usam palavras caras, outros ostentam palavras raras, tem quem nunca troca, tem quem usa dos outros. A maioria não sabe o que veste. Alguns sabem mas fingem que não, e tem quem nunca usa a roupa certa para a ocasião, tem os que se ajeitam bem com poucas peças, outros se enrolam em vocabulário de muitas, tem gente que estraga tudo que usa... e você? quais palavras você veste?? E aí eu fiz uma receita... se a palavra é uma roupa ...eu falei: mas a palavra tá suja demais... a gente usa as mesmas palavras o tempo inteiro... as palavras estão engurduradas... então eu falei: - receita pra lavar palavras sujas:
Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza. Por exemplo, a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso, o que recomenda esfregar e bater insistentemente na pedra, depois enxaguar em água corrente.
São poucas as que resistem a esses cuidados, mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.
Toda tentativa de lavar a piedade foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.
Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo, que atende pelo nome de amargura,que é capaz de esvaziar o vigor da língua.
O aconselhado nesse caso é mantê-las sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade. Agora, se o que você quer é somente aliviar as palavras do uso diário, pode usar simplesmente sabão em pó e máquina de lavar.
O perigo neste caso é misturar palavras que mancham
no contato umas com as outras.
Culpa, por exemplo, a culpa mancha tudo que encontra e deve ser sempre alvejada sozinha.
Outra mistura pouco aconselhada é amizade e desejo, já que desejo, sendo uma palavra intensa, quase agressiva, pode, o que não é inevitável, esgarçar a força delicada da palavra amizade.
Já a palavra força cai bem em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.
A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.
Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos, que passeie
pela expressão dos seus sentidos. À noite, permita que se deite, não a seu lado mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra, plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.
Se puder suportar essa convivência até não mais
perceber a presença dela, então você tem uma palavra limpa.
Uma palavra LIMPA é uma palavra possível.

O banquete da Sabedoria

Quer participar do banquete da sabedoria? Então te mecha, estude, pesquise, consulte, em especial, aos que podem saber mais que você, porque, se assim não proceder, recairás, exatamente no que diz:

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Os 4:6)

E caso isto suceda, entenderá, quanto mal tem feito à tua vida, justamente por ignorar, ou menosprezar o conhecimento, que conduz à sabedoria.

"A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas.
Já sacrificou as suas vítimas, misturou o seu vinho e já preparou a sua mesa.
Já deu ordens às suas criadas, já anda convidando desde as alturas da cidade, dizendo:
Quem é simples volte-se para aqui. Aos faltos de entendimento diz:
Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que tenho misturado.
Deixai os insensatos, e vivei, e andai pelo caminho do entendimento.
O que repreende o escarnecedor afronta toma para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha.
Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e amar-te-á.
Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.
O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.
Porque, por mim, se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarão.
Se fores sábio, para ti sábio serás; e, se fores escarnecedor, tu só o suportarás.
A mulher louca é alvoroçadora; é néscia e não sabe coisa alguma.
E assenta-se à porta da sua casa ou numa cadeira, nas alturas da cidade,
para chamar os que passam e seguem direito o seu caminho.
Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de entendimento diz:
As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave.
Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno." (Pv 9:1-18)

Mas, tendo ouvido aos anciãos, tendo lido os livros que te podem orientar, tendo dado ouvidos às coisas boas, às palavras certas, então, finalmente, te sentarás à mesa e usufruirás das delícias de ser um dos convidados da grande mesa do banquete da sabedoria.
E o principal da sabedoria é temer a Deus.

"Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.
Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa.
Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.
Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz." (Tg 3:13-18)

Que Deus abençoe a ti, tua casa, bem como à obra de tuas mãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém e amém!

(ely silmar vidal - skype: siscompar - fones: DDD (041) (TIM) 9820-9599 - (CLARO e Whatsapp) 9821-2381 - (VIVO) 9109-8374 - (OI) 8514-8333 - mensagem 070816 - O banquete da Sabedoria - imagens da internet)

Que o Espírito Santo do Senhor nos oriente a todos para que possamos iluminar um pouquinho mais o caminho de nossos irmãos, por isso contamos contigo.

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(ficaremos muito gratos que, ao replicar o e-mail, seja preservada a fonte)

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ps: - Caso queira conhecer um pouco acerca do trabalho sobre o qual o Senhor me pôs por despenseiro, visite:
www.elyvidal.com.br - (meu site pessoal)
www.cojae.com.br - (site da convenção COJAE da qual sou presidente)

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Psicanálise e religião, um casamento possível?

SÃO PAULO, terça-feira, 20 de maio de 2008 (ZENIT org).- De que forma a abordagem psicanalítica pode contribuir para aprimorar o relacionamento do homem com Deus? A esta questão responde o professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Dr. William César Castilho Pereira, que há mais de 25 anos trabalha como docente e palestrante em institutos religiosos em todo o Brasil.


Doutor William acaba de ministrar um encontro promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para formadores e psicólogos de diversos Seminários e Institutos de Vida Consagrada de todo o país. Além de seu trabalho de docente, atende em sua clínica a muitos seminaristas, sacerdotes, religiosos e religiosas.



–Psicanálise e Religião. É possível este casamento?



–Dr. William: Sim. E como todo bom casamento, é preciso preservar a singularidade de cada uma das partes. Porque todo casamento não significa fusão, e um casamento que se constitui como fusão, uma unicidade total, é terrível. É muito interessante demarcar os lugares e as posições destas partes. A religião é um campo em que o sujeito livremente tem uma relação com Deus, então o estudo da religião é exatamente entorno desta figura de Deus, desta figura do crente e desta relação que é muito ligada à questão da fé.



A psicanálise não tem nenhuma obrigação de entrar no campo da fé, não é seu objeto de estudo. Ela pode e até deve contribuir para analisar qual é a qualidade da relação deste sujeito com Deus. Esta relação pode ser saudável de forma a contribuir para que esta pessoa se estruture melhor psiquicamente, socialmente. Essa relação pode ser uma relação marcada muito mais pela história do sujeito, que poderá transferir elementos para esta relação com Deus. Por exemplo, se você tem aspectos na sua estrutura que não estão bem resolvidos com relação a seu pai, você pode transferir esta imagem de pai para Deus, então este pai pode ser um pai muito despótico, autoritário, perseguidor e altamente controlador, desta forma você poderá viver essa relação com esse Deus achando que tem uma relação profunda, religiosa. Mas na verdade o que está dominando aí é uma relação neurótica de competir, de estar duvidando, estar rivalizando com esse pai e sentindo muita culpa por causa disso, recalcando a sua agressividade.



É neste momento que a psicanálise ajudará a limpar, digamos assim, estas estruturas neuróticas que nós temos e que dificultam muito esse contato com Deus.



É possível percebermos este exemplo na vida dos místicos, eles fizeram uma caminhada muito parecida com a de quem procura a psicanálise ou algumas psicoterapias. As metáforas usadas por Santa Teresa, «As Sete Moradas», os passos que São João da Cruz dava naquele grande período de sofrimento quando passou nove meses em uma cela, a experiência de Santo Inácio nos exercícios espirituais. Se pensarmos bem, são dispositivos que acharam para se encontrar humanamente primeiro, para depois, subsequentemente, com Deus. Conheceram-se muito fortemente.



Deus é silêncio. É inefável, os místicos falam isso muito bem depois de uma certa etapa. O que você tem a dizer sobre Deus? Nada. É o nada. Essa experiência é muito interessante, pois mostra que esse processo deve ser feito por todas as pessoas. E geralmente é o contrário. Nos relacionamentos com Deus pedindo casa própria, pedindo outro corpo, pedindo curas, milagres, é uma coisa muito paternal e muito filial e que tem pouco silêncio, pouca interioridade, pouco vazio. É tudo muito cheio, pleno demais, nossas orações são muito carregadas de um preenchimento irrisório que não leva a nada.



–Poderíamos dizer que a psicanálise neste sentido poderia ser funcionar como um instrumento a mais para a purificação de nossa fé?



–Dr. William: Sem dúvida. A psicanálise pode ajudar muito uma pessoa a se encontrar mais fortemente com Deus. Recordo-me do livro do jesuíta Carlos Morano, «Crer depois de Freud». Quer dizer, logo Freud que foi considerado um grande ateu, um grande perseguidor da religião, uma pessoa que desprezou todo este componente, é a partir de Freud que você pode chegar inclusive mais próximo de Deus. Por ironia do destino.



–Você carrega em seu currículo uma longa experiência de trabalho como psicólogo em institutos religiosos, seja como docente, palestrante ou como clínico. Fale-nos sobre esta experiência?



–Dr. William: Devo marcar que sou um docente. Enquanto professor em institutos de filosofia e teologia, dediquei mais de 25 anos ministrando matérias relacionadas à psicanálise e à religião, estive próximo de formandos e formadores discutindo textos da psicanálise que poderiam contribuir com a formação religiosa. Isso envolveu pesquisas, escritas, elaboração de textos e reflexões de autores ligados à psicanálise e à religião.



Outra área é a área clínica, uma parte boa da minha clientela são religiosos, religiosas e presbíteros. Desta forma, a clínica em meu consultório tem contribuído muito para que eu estude mais, compreenda mais, a subjetividade de quem está lidando mais diretamente com Deus, o profissional do sagrado, padres e freiras. E ao mesmo tempo, entendendo as dificuldades pessoais que estas pessoas têm no exercício do próprio magistério.



A terceira área que eu trabalho é com a análise institucional. Esta é um procedimento metodológico conceitual e prático que leva grupos de religiosos ou mesmo padres presbíteros a fazerem uma análise do local onde vivem: a província, a casa de formação.



–É possível fazer um diagnóstico geral sobre as maiores dificuldades enfrentadas por estas instituições?



–Dr. William: Eu diria que o drama do religioso é o drama humano, você encontra isso perfeitamente igual na sociedade civil, laica, nas famílias, em outras instituições, coincidentemente tem algumas coisas metafóricas muito interessantes. Quando a Igreja instituiu os votos de pobreza, obediência e castidade, estes três votos representam um tripé fundamental na vida de um sujeito, as relações de poder e de saber, a questão do dinheiro e a questão da sexualidade, afetividade.



Em síntese, esse tripé quase que resume toda nossa problemática enquanto humanos. É possível ver esses três elementos como grande perfil dessa problemática em qualquer lugar. O importante é como lidar com isso e está cada vez mais claro que é preciso reprimir e recalcar o menos possível, dar lugar à fala, viver de forma transparente, aberta. Isso facilita muito. Não resolve, mas facilita. Basicamente a análise institucional é abrir a possibilidade para que estes analisadores: poder, dinheiro, sexualidade, espiritualidade, carisma, o corpo, possam ter espaço para ser falado, analisado, e reestruturado melhor no momento histórico que se está vivendo.



-:/pt.zenit.org/articles/psicanalise-e-religiao-um-casamento-possivel/
20/05/2008 - por Élison Santos - Entrevista do Dr William Castilho Pereira, psicólogo e professor pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.