Radio Evangélica

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Igreja é vista como uma “pedra no caminho”

Quando os traficantes chegam, há confisco ilegal de propriedades dos cristãos, corte no sistema de água e esgoto e até violência física

O México, país que fica na América do Norte, ocupando a 40ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa, tem em seu histórico o crescimento do crime organizado e o aumento no número de incidentes violentos contra cristãos. Além disso, no ano de 2014, foram encontrados restos humanos de 117 pessoas em uma vala comum feita pelas autoridades mexicanas, na cidade de Tetelcingo, que fica no estado de Morelos. Entre as identificações, além dos adultos, havia várias crianças, o que indica que há irregularidades na justiça da região. As autoridades não mencionaram quantos eram vítimas de crimes.
Na última década as estatísticas mostraram que cerca de 28 mil pessoas desapareceram e as justificativas estão relacionadas à violência que ocorre no mundo das drogas, principalmente pelas disputas de controle territorial entre os cartéis.
Os cristãos são frequentemente perseguidos porque a igreja é vista como uma pedra no caminho dos traficantes, principalmente por causa dos programas de reabilitação de drogados. Quando os traficantes chegam, há confisco ilegal de propriedades cristãs, corte no sistema de água e esgoto, violência física e privação de serviços de saúde. Até mesmo terras de cultivo são confiscadas e, para piorar a situação, autoridades de algumas aldeias proíbem até mesmo transações econômicas com cristãos. Em algumas localidades, quem se declara cristão não tem o direito de enterrar os corpos de seus parentes em cemitérios oficiais, tendo que pedir intervenção das autoridades para ajudar a encontrar outro lugar de sepultamento. Como nos tempos bíblicos, há muitos cristãos fugindo para as montanhas, caminhando horas em busca de um abrigo.
Em suas orações, interceda pela igreja no México.

Portas Abertas

A guerra das universidades contra a verdade

Há enorme relutância hoje entre os jovens para assumir certezas, e essa relutância se revela na linguagem. Em qualquer assunto onde haja possibilidade de discordância, coloca-se um ponto de interrogação no final da frase. Para reforçar a postura de neutralidade, inserem-se palavras que cumprem a função de “aviso legal”. Entre elas, a favorita é “tipo”. A despeito do quão inflexível eu possa ser em relação ao fato que a Terra é esférica, surgirá alguém para sugerir que ela é “tipo, esférica?”
De onde surgiu essa hesitação onipresente? Em minha opinião, ela está ligada à nova ideologia da não-discriminação. A educação moderna almeja ser “inclusiva”, o que significa nunca soar demasiadamente certo de algo, para não deixar desconfortável quem não comunga de suas crenças. Na verdade, a própria afirmação de que se trata de “crenças” derrama certa suspeita sobre o que dizemos. O correto são “pontos de vista”. Afirmar certezas em uma sala de aula hoje em dia invoca sempre olhares de desconfiança – não porque se possa estar errado, mas pela extravagância do próprio ato de ter certezas e, mais estranho ainda, querer comunicá-las a outrem. Quem tem certezas exclui, desrespeita o direito que todos temos de formar pontos de vista sobre aquilo que importa.
Todavia, basta olhar de perto a própria ideia de inclusividade para entender que ela não tem nada a ver com liberdade. Os estudantes estão mais prontos que nunca para exigir que se negue palanque a quem fala ou pensa de forma errada. Falar ou pensar de forma errada, entretanto, não significa discordar das crenças dos estudantes – afinal, eles não têm crenças. Significa pensar como se realmente houvesse algo em que pensar – como se realmente houvesse uma verdade a ser buscada, e que faz sentido, uma vez que a encontremos, falar dela demonstrando certezas. Aquilo que talvez tenhamos tomado como liberdade de pensamento revela-se em realidade ausência de pensamento: recusa a crenças e uma reação negativa a quem demonstre tê-las. O pecado capital é negar-se a encerrar cada frase com um ponto de interrogação.
Assim como muitas das mudanças em nossa linguagem e cultura nos últimos 25 anos, o objetivo é descobrir, e também proibir, as formas ocultas de discriminação. Quase todo sistema de crença que no passado pareceu objetivo e importante é agora desprezado como um “ismo” ou uma “fobia”, de forma que aqueles que aderem a suas proposições são vistos como fanáticos ideológicos.
Nos anos 1970, quando o feminismo começou a adentrar a cultura pública, surgiu a questão de se não haveria, afinal de contas, distinções radicais entre os sexos que explicassem por que os homens eram bem sucedidos em algumas esferas e as mulheres em outras. As feministas se rebelaram contra a ideia. Como resultado, elas inventaram o “gênero”, que não é uma categoria biológica, mas uma maneira de descrever características maleáveis e culturalmente mutáveis. Você pode não escolher seu sexo, mas pode escolher seu gênero. E era isso que as mulheres estavam fazendo – redefinindo a feminidade, como uma forma de ocupar um território antes monopolizado por homens. Daí em diante, a biologia foi retirada de cena e o gênero tomou seu lugar.
Essa estratégia teve tanto sucesso que agora “gênero” substituiu “sexo” em todos os documentos sexuais, e a sugestão de que diferenças sexuais são bem definidas foi relegada à classe de pensamentos proibidos. Já que gênero é um construto social, as pessoas devem ser livres para escolher o seu, e quem achar o contrário é um opressor e um fanático. Mesmo uma feminista pioneira como Germaine Greer é proibida de dar palestras em campi, porque sua crença em diferenças sexuais reais e objetivas pode ameaçar estudantes vulneráveis que ainda precisam decidir qual seu próprio gênero. Diferença sexual foi marcada como uma área perigosa, sobre a qual crenças, mesmo as de Germaine Greer, não são indicadas.
Onde isso tudo vai parar, ninguém sabe. Uma por uma, todas as antigas certezas estão sendo denunciadas como “ismos” e “fobias”. Você acha que os humanos são distintos de outros animais? Então você é culpado de “especismo”. Acha que existem distinções reais e objetivas entre homens e mulheres? “Transfobia”. Acha que atitudes que levam a assassinatos em massa são suspeitas? “Islamofobia”. A única certeza sobre o mundo em que vivemos é que, se você acredita que existem distinções reais e objetivas entre pessoas, então é melhor ficar quieto, especialmente quando for verdade.

Publicado originalmente na The Spectator Life.
Tradução publicada na revista Amálgama.

Tradutores: Daniel Lopes e Pedro Novaes
Fonte: Mídia Sem Máscara


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Paraíba pode perder R$ 33 milhões em recursos para implantação de radiocomunicação digital

Secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, alerta que com “esse processo parado, nós corremos o risco de perder o recurso”

Foto: Walla Santos
A Paraíba corre o risco de perder recursos na ordem de R$ 33 milhões devido a um impasse jurídico. A Primeira Secção Especializada do Tribunal de Justiça da Paraíba iniciou ontem (15), o julgamento de um mandado de segurança em relação à implantação de sistema de radiocomunicação digital que comporá o Sistema de Radiocomunicação Digital do Estado da Paraíba, sobretudo, da Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com o Secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima, o Estado pretende implantar um “sistema próprio de rádio aprovado pelo Governo Federal com frequência própria regulamentada pela Anatel”. Para isto, foi aprovado o repasse de R$ 33 milhões em recurso, que está sendo ameaçado caso a implantação não seja iniciada em breve.
Cláudio Lima alerta que com “esse processo parado, nós corremos o risco de perder o recurso”. A expectativa do secretário é que o imbróglio judicial seja resolvido até o final de junho para que o sistema seja implantado até dezembro. O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, considera o atual sistema ultrapassado e afirmou durante o julgamento que “qualquer bandido pode entrar má frequência da polícia, por ser frágil e pode ter conhecimento das operações. Esse modelo analógico só existe na Paraíba. Os demais estados trabalham com o sistema digital, muito mais seguro”.
Atualmente, o sistema de rádio da polícia paraibana é analógico e locado a Motorola por R$ 500.000, mensalmente. Enquanto a pendenga jurídica não for resolvida, o Consórcio Motorola, por força de liminar, continua administrando o sistema de radiocomunicação (analógico).
O relator do processo, juiz convocado, Aluízio Bezerra Filho, leu seu voto em que denega o pedido do Consórcio, constituído pelas empresas Motorola Solutions Ltda e Motorola Solutions Inc. O julgador ainda indeferiu uma preliminar e o pedido da Teltronic Paraíba Tetra para ingresso no mandado de segurança como litisconsorte passivo necessário. “O acolhimento do pedido ocasionaria um retardo no processamento do mandado, prejudicial até a própria requerente”, disse o relator.
Logo após o voto do relator, a desembargadora Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti pediu vistas. Os demais membros da Primeira Secção Especializado o TJPB aguardam o voto da magistrada.
De acordo com informações do processo, durante todo o ano passado, foi licitado o processo para um pregão de registro de ata. A defesa do Estado afirma que em nenhum momento a Motorola impugnou o edital e esperou esgotar o certame para alegar a nulidade do processo. A Motorola afirmou que a apresentação de alegação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), do quadro de responsável técnico da empresa seria suficiente as exigências do edital.
Já de acordo com o voto do relator, “o edital estabelece que três documentos poderiam ser apresentados; carteira de trabalho, no caso do empregado; contrato social, na hipótese do sócio ser engenheiro e/ou responsável técnico; ou o contrato de prestação de serviço. A empresa tinha três opções e escolheu uma que não está prevista no edital e ingressou com um mandado de segurança. Se o edital oferecesse apenas uma possibilidade, seria restrição de competição, mas não foi o caso”.


Click PB

Marcos Valério oferece delação premiada sobre mensalões do PT e PSDB

Advogado de ex-publicitário entregou nesta quinta-feira (16) um ofício no MP de Minas

Foto: Reprodução/TV Record
O promotor de Justiça João Medeiros, responsável pelo processo chamado de mensalão mineiro, confirmou nesta quinta-feira (16) que irá analisar a intenção do operador Marcos Valério em fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual de Minas Gerais. 
Marcos Valério, por meio do advogado Jean Robert Kobayashi Júnior, entregou hoje um ofício na sede da Promotoria do Patrimônio Público de Belo Horizonte solicitando o acordo de delação. A informação foi divulgada pelo "Portal O Tempo Online", de Minas Gerais.
De acordo com Jean Robert, Valério promete trazer a tona fatos novos dos processos do mensalões do PT e PSDB, além de informações sobre a operação Lava Jato. O criminalista Marcelo Leonardo, que representa Valério em 18 processos, incluindo os esquemas dos mensalões do PT e PSDB disse desconhecer o assunto e o teor das supostas revelações.

Operador do mensalão
Valério foi condenado a 37 anos de cadeia por seu envolvimento com o mensalão petista. Atualmente, o ex-publicitário cumpre pena desde 2013 em uma penitenciária de segurança máxima, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Marcos Valério foi considerado o operador da propina paga a deputados durante o Governo Lula. A Justiça condenou Valério pelos crimes de corrupção ativa, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
O mineiro ainda é réu do mensalão do PSDB, um esquema de corrupção armado durante a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998. O ex-governador foi condenado a 20 anos de prisão, em dezembro de 2015, por peculato e lavagem de dinheiro. Azeredo recorre da sentença em liberdade.
Não é a primeira vez que Valério promete contar o que sabe. Antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal, ele ameaçou revelar segredos envolvendo o ex-presidente Lula. Mas as tratativas nunca saíram do papel. Em janeiro deste ano, o mineiro voltou a manifestar o desejo de contar tudo que sabe e acabou oficializando hoje, em BH. Um dos pedidos de Valério é que seja transferido para a APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) de Nova Lima, na Grande BH. 


Do R7, com Ezequiel Fagundes da Record Minas

Com 75 mil vagas no segundo semestre, Fies amplia limite de renda para inscrição

Foto: Valter Camargo/Agência Brasil
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) oferecerá 75 mil vagas no segundo semestre. O edital foi assinado hoje (16) em cerimônia no Palácio do Planalto pelo presidente interino Michel Temer e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. As inscrições serão do dia 24 a 29 de junho e o resultado será divulgado no dia 30 de junho. As vagas serão disponibilizadas pela internet a partir do dia 21 de junho.
O MEC também aumentará o limite de renda dos participantes. Até o último processo seletivo era preciso ter uma renda familiar per capita de até 2,5 salários mínimos. Agora o limite será três salários mínimos. "É um fator positivo porque muitas pessoas que tinham o sonho de que o filho pudesse estudar e chegar à faculdade estavam limitadas por conta do teto que estava muito baixo", disse Mendonça Filho.
"Isso mostra o esforço e o compromisso do governo do presidente Temer no sentido de assegurar a continuidade de políticas públicas que atendam a necessidade dos estudantes brasileiros", diz Mendonça Filho. No total, haverá o investimento de R$ 450 milhões.
As vagas ofertadas no Fies vêm sendo reduzidas desde o ano passado. Em 2014, foram ofertados 732.510 financiamentos. No ano passado, foram 278.040 vagas. No primeiro processo seletivo deste ano, foram ofertadas 250.279 vagas em 1.337 instituições de educação superior – dessas, mais de 100 mil ficaram ociosas, segundo balanço da gestão anterior, de Aloizio Mercadante.
Segundo Mendonça Filho, a oferta no segundo semestre, diante de um cenário de ajuste fiscal, foi possível graças a readequações orçamentárias feitas pela pasta. "Se fôssemos seguir o que foi deixado pela presidenta Dima, seria impossível disponibilizar as vagas", afirmou o ministro. Mendonça Filho disse que assumiu a pasta com um total de R$ 1,799 bilhão em dívidas.

O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas a uma taxa efetiva de juros de 6,5% ao ano. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante. Atualmente, 2,1 milhões de estudantes participam do programa.

Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 14 de junho de 2016

Entidades de proteção ao consumidor voltam a criticar limitação de internet fixa

Foto: Victor Diniz/Câmara dos Deputados
Representantes de entidades de proteção ao consumidor voltaram a criticar nesta terça-feira (14) a limitação do serviço de internet fixa anunciada no início do ano e suspensa temporariamente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Eles discutiram o assunto em audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
Juntos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Distrito Federal (Sinttel/DF), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) criticaram a medida por desrespeitar o princípio de universalidade garantido no Marco Civil da Internet.
Para o pesquisador em telecomunicações do Idec Rafael Augusto Ferreira Zanatta, a iniciativa é “ilegítima porque cria uma internet dos pobres e outra dos ricos.” Segundo ele, o brasileiro que estuda 2h online e assiste a 1h de filmes via streaming gasta em média 180 GB por mês - quantidade bastante superior à oferecida nos pacotes de Banda Larga (NET 30 GB, Vivo 10 GB, OI 20 GB).
“É óbvio que o youtuber rico não tem nenhum problema em contratar um pacote adicional, então o filhinho de papai vai estar muito bem, porque não terá um problema. Já o estudante de computação do interior de Pernambuco que usa a internet para fazer um cursinho online e assistir filmes que ele não consegue ver em São Paulo, esse sim vai ter limitação", sustentou.

Economia congnitiva
O representante dos trabalhadores de Telecom, Clemilton Saraiva dos Santos, também criticou a limitação de acesso à banda larga. "A internet é o que a gente chama de economia cognitiva, não é algo que deva ser acessado por um e não por outros, e sim por todos", disse, ao observar que a conexão fixa ainda é a mais usada nas escolas públicas.

Já a conselheira do CGI.br, Flávia Lefrève Guimarães, afirmou que a medida é ilegal ao violar o Art. 4 do Marco Civil da Internet que garante a universalidade do serviço, mesmo que prestado no regime privado.
“Ainda que haja previsão expressa no Marco Civil de que a liberdade do modelo de negócios é um direito das empresas, não se pode contrariar princípios e objetivos da lei”, frisou.
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Segundo ela, esse não é um tema para ser discutido em um modelo “duro e engessado” como o da Anatel, voltado para o aspecto econômico. Lefrève defende que participem da discussão a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e CGI.br.

Cobrança injusta
Na visão do coordenador do Senacon, órgão ligado ao Ministério da Justiça, Igor Rodrigues Britto, a cobrança pelo serviço é injusta porque os consumidores ainda não foram informados sobre o que é a franquia. “A publicidade do acesso ilimitado não foi revista”, disse.

A representante da Anatel, Elisa Vieira Leonel, afirmou que o consumidor não será prejudicado. Ela disse que a agência já proibiu os planos de franquia na internet fixa. A ideia é que, antes de decisão definitiva, o assunto seja esgotado em debate com a sociedade, para isso a Anatel abriu consulta pública na última quarta-feira (8).

Liberdade de oferta
O diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (SindiTelebrasil), Carlos Duprat, refutou os argumentos de que a medida aprofundaria a assimetria ente os internautas. Segundo ele, é preciso “incluir (novos usuários), e não criar dificuldades com o argumento de que o acesso deve ser para todos”. Para Duprat, as empresas são livres para ofertar pacotes “distintos para bolsos distintos”.

Ele disse ainda que as operadoras têm dificuldades de expandir a rede de Banda Larga em razão de falha do governo federal em não repassar os recursos dos fundos setoriais (Fust, Funttel, Fistel), além da alta carga tributária.
O deputado Izalci (PSDB-DF), que solicitou o debate, disse que a decisão das operadoras não pode criar desvantagens entre os usuários. Ele criticou a falta de investimentos em infraestrutura de telecomunicações: “Alguém vai pagar a conta porque nada é de graça”.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Newton Araújo

Após polêmica, Ministério das Cidades libera parte do recurso para conclusão das obras do viaduto do Geisel, em JP

Após a polêmica instalada em torno do bloqueio dos recursos para conclusão das obras do viaduto do Geisel, em João Pessoa, Capital da Paraíba, o Ministério das Cidades decidiu liberar, na noite desta segunda-feira (13), parte dos recursos conveniados entre Governo Federal e Governo da Paraíba para a continuidade dos serviços.
A informação foi trazida pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), em sua página, nas redes sociais.
O tucano postou o ‘print’ do site, mostrando a liberação, feita na noite de hoje, no valor de R$ 3.835.263,88, totalizando um repasse de mais de R$ 4 milhões já liberados pelo Governo federal, de um total de R$ 17.800.600,00 empenhados.
Na postagem, Cássio ainda agradece ao ministro pela iniciativa e diz que ele está cumprindo com o que foi acordado, colocando assim fim aos factoides que desviam o debate dos verdadeiros e graves problemas da Paraíba.
“Para pôr fim a polêmicas e factoides, que desviam do debate dos verdadeiros e graves problemas da Paraíba: Ministério das Cidades acaba de repassar, como previsto e anteriormente anunciado, os 3,8 milhões medidos pela CEF para a obra do viaduto do Geisel. Parabéns ao Ministro Bruno Araújo, que com espírito público e grandeza, agiu em defesa da Paraíba”, postou.
Em entrevista ao portal PB Agora, o líder do Governo na Assembleia Legislativa da Paraíba, Hervázio Bezerra (PSB), anunciou que apresentaria um voto de repúdio contra o ministro Bruno Araújo (PSDB), na sessão plenária desta terça-feira (14), pelo bloqueio da totalidade dos recursos.




Márcia Dias

PB Agora

Temer manda AGU recorrer ao STF para retomar comando da EBC

Recurso pede retorno de Laerte Rímoli  para o comando da empresao, que foi substituído pelo também jornalista Ricardo Melo, anteriormente nomeado por Dilma para quatro anos de mandato
O jornalista Laerte Rímoli 
Brasília – Em mais uma queda de braço entre o governo do presidente em exercício Michel Temer e a presidente afastada Dilma Rousseff, a Advocacia-Geral da União deu entrada, na semana passada, no Supremo Tribunal Federal com um recurso pedindo o retorno do jornalista Laerte Rímoli  para o comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)  Rímoli substituiu o também jornalista Ricardo Melo, no dia 17 de maio, nomeado por Dilma, para quatro anos de mandato, dias antes de a presidente ser afastada pelo Senado. Por considerar a sua demissão “ilegítima”, Melo entrou na Justiça pedindo sua volta ao cargo. No dia 2 de junho, o ministro do STF Dias Tofoli concedeu liminar permitindo a volta de Melo, criando um duplo comando na empresa. Em sua justificativa, a AGU diz que Temer não cometeu qualquer tipo de ilegalidade ao afastar Melo.
No fim de semana o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, defendeu a extinção da EBC, alegando que a empresa se transformou num "cabide de emprego" e "foco de militância". O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, por sua vez, defendeu “ampla reforma” na empresa e informou que determinou um pente-fino para avaliação da situação real dela.
As declarações dos ministros foram recebidas com “surpresa” na EBC e provocaram reação dos servidores. O representante dos empregados no Conselho de administração da empresa, Edvaldo Cuaio, rechaçou a intenção do governo interino de acabar com a EBC. Cuaio, que reconhece que a empresa, no último ano, foi usada "fora da sua finalidade" e como "cabide" de empregos, declarou que os empregados não aceitam que a empresa seja usada como "massa de manobra" do governo em exercício. 


TÂNIA MONTEIRO - O ESTADO DE S.PAULO

domingo, 12 de junho de 2016

Água da transposição chega aos reservatórios da Paraíba até março de 2017

Informação foi confirmada no sábado pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, após inspeções realizadas em trechos da obra na Paraíba, em Pernambuco e no Ceará.

Foto: Walter Rafael/Secom-PB
As águas da transposição do São Francisco, que vão abastecer a população no semiárido nordestino, já estarão em reservatórios no primeiro trimestre de 2017. A informação foi confirmada no sábado (11), pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, após inspeções realizadas em trechos da obra na Paraíba, em Pernambuco e no Ceará.
Ainda segundo o ministro, a conclusão das obras físicas nos dois eixos do empreendimento - Norte e Leste - está prevista para dezembro deste ano.
“O objetivo é garantir a entrega tanto do Eixo Norte quanto do Eixo Leste até dezembro deste ano e a chegada das águas ainda no primeiro trimestre de 2017, com o enchimento de todos os reservatórios. É uma obra estratégica e fundamental para que possamos garantir água para os brasileiros desta região”, afirmou Helder Barbalho.
O Projeto São Francisco vai garantir o abastecimento constante de água a uma população de 12 milhões de pessoas em 390 municípios. Ceará e Rio Grande do Norte são os outros dois estados que receberão águas da maior obra de infraestrutura hídrica do país.


Visita na Paraíba


O primeiro ponto de vistoria foi o túnel Engenheiro Giancarlo Cavalcanti, em Monteiro (PB), onde equipes se revezam em atividades 24 horas por dia. A estrutura interligará os estados de Pernambuco e Paraíba. As escavações já alcançaram 2,2 quilômetros do total de 3 quilômetros de comprimento.


Portal Correio

Suposto mentor de grupo que cometeu atentados na Espanha vive no Brasil (jornal)

AFP/Nelson Almeida
Um espanhol apontado como mentor de um grupo de extrema direita que realizou atentados sangrentos no fim dos anos 1970 vive no Brasil, para onde fugiu quando seria processado por assassinato, assinala neste domingo o jornal "El País", que o localizou e entrevistou.
"Sim. São os primeiros a chegar. Como me localizaram?", perguntou José de las Heras Hurtado, 72, ao confirmar sua identidade ao jornal, em um modesto restaurante que administra no Guarujá, em São Paulo, onde vive.
Deixando para trás a mulher e dois filhos, o advogado fugiu da Espanha em 1984, quando começava seu julgamento por assassinato, pelo atentado contra um bar de Madri, em 1979, que deixou um morto e uma dezena de feridos na época da transição para a democracia.
Autoridades o apontavam como líder do grupo Frente da Juventude, ao qual são atribuídos este e outros atentados, que, no total, causaram três mortes.
Apesar de ter sido detido em 1981 com outros membros da organização, De Las Heras afirmou ao jornal que não conheceu as pessoas que cometeram os atos violentos, e que deixou a Espanha porque não teria um julgamento justo.
"Quando cheguei ao Brasil, às 10h30, começava na Espanha meu julgamento. Dei gargalhadas. Eu estava no Rio de Janeiro! Ser condenado a 20 anos de cadeia? Passar 20 ou 25 anos da minha vida em uma prisão? Não, sob nenhuma hipótese. Eu amo a liberdade", disse.
"Parti porque me disseram: seu caso está prejulgado, certamento irão condená-lo. Nunca me arrependi de minha decisão", assinalou.
Graças aos laços criados com a direita latino-americana, De Las Heras chegou ao Brasil com cartas de recomendação para viver no Chile ou Paraguai, regidos por ditaduras de direita, mas optou pelo Brasil, onde começou uma vida nova como cozinheiro em um hotel.
Apesar de as três ordens de captura internacionais da Justiça espanhola contra ele já terem prescrito, a última em 2013, De Las Heras afirma que não pensa em deixar o Brasil, onde vive com a nova mulher, uma brasileira.
"Estou morando em uma favela, mas os vizinhos me apreciam e me respeitam", diz.


AFP