Radio Evangélica

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O maior de todos os assaltos, o assalto à inteligência

De milhões de brasileiros, tomaram o intelecto e a honestidade! Como calcular o valor desse dano? Mentiram-lhes tanto que já não se importam com a diferença entre verdade e mentira. Trata-se de uma atividade que se conta em décadas.

É um dos confrontos mais decisivos da história do Brasil. E terrivelmente desigual. De um lado, atuam grupos sociais espontaneamente organizados, dependentes apenas do idealismo e do civismo de seus membros. Mobilizam-se contra o uso político, ideológico e partidário do sistema de ensino. De seu sucesso depende a possibilidade de que o Brasil, num horizonte de médio prazo, possa contar com a ação livre, criativa e produtiva de sua juventude para embarcar num padrão de desenvolvimento compatível com os países que já colhem os resultados de sua opção pela Educação.
No outro lado desse confronto estão os que, ao longo de sete décadas, numa continuada ação de pirataria intelectual, se foram apropriando dos instrumentos essenciais do ensino em nosso país. Nada concederam ao acaso. Escalaram a nave educacional pela popa e pela proa, ocuparam o convés, assumiram o leme, ergueram-se pelo cordame e hastearam uma bandeira vermelha no topo do mastro maior, para que todos saibam a que e a quem serve o imenso e malbaratado investimento nacional em Educação. É uma estrutura tão danosa quanto poderosa. Ela se vale do uso abusivo da sala de aula por professores que aparentemente aprenderam com os índios jivaros  a técnica de encolher cabeças; da militância dos sindicatos profissionais dos docentes; da apropriação política do Ministério da Educação, de suas verbas e programas; do controle dos conteúdos dos livros didáticos; das provas e concursos públicos, do ENEM, e por aí vai. O que acontece no setor “cultural” é um nadinha, merreca, comparado com o que acontece no “educacional”.
Mas não só isso. Se você pensa que os controladores dessa agenda nos últimos 13 anos só roubaram o nosso dinheiro, o patrimônio público, a credibilidade do país, saiba que o magno malefício da corrupção é pequeno se comparado com o assalto ao sistema de ensino, que já abocanhou as potencialidades e o futuro de mais de uma geração de brasileiros, formatados para serem massa de manobra do movimento revolucionário em curso. De milhões de brasileiros, tomaram o intelecto e a honestidade! Como calcular o valor desse dano? Mentiram-lhes tanto que já não se importam com a diferença entre verdade e mentira. Trata-se de uma atividade que se conta em décadas e que, na prática, viabilizou a chegada ao poder, em 2003, do grupo que governou o Brasil nos últimos 13 anos. A tragédia social, política e econômica que se produziu no país compõe o inevitável refrão do fracasso que se sucede a cada cantoria de quem governa sob tais ideias e sob lideranças assim em qualquer parte do planeta. Nunca fizeram algo melhor do que isso.
O que mais bem expressa esse confronto entre o Brasil que está concebido pelo sistema de ensino que temos e aquele pelo qual todo brasileiro anseia, é a atividade do movimento Escola Sem Partido. Há muitos anos, sob a liderança de Miguel Nagib, esse grupo vem denunciando a pirataria apátrida das bandeiras vermelhas, símbolos de uma revolução que nenhuma pessoa sensata poderia desejar. E se é algo que nenhum pai ou mãe há de querer para seus filhos, cabe, então, a pergunta: como conseguem, os piratas da Educação, mobilizar pessoas para algo que, em todas as suas experiências, só gerou miséria e opressão? Resposta simples: acabando com a sensatez. E é impossível acabar com a sensatez sem controlar os meios de ensino.
A UNE, União Nacional de Estudantes, há mais de meio século é comandada por jovens comunistas, estudantes profissionais, a serviço de uma agenda apátrida, de pirataria política, que nada tem a ver com o bem do Brasil. Em nome de qual interesse público a rapaziada da UNE recebe milhões de reais por ano do nosso dinheiro para queimarem em festas, bebidas e viagens e, claro, atenderem com docilidade aos estalos de dedo dos que lhes suprimiram mente e caráter?


Escrito por Percival Puggina (http://puggina.org/) para o Mídia sem Máscara

segunda-feira, 6 de junho de 2016

“Pra ganhar no primeiro turno tudo é válido”, afirma Duval sobre união de forças contra PSB em JP

 
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Durval Fereira (PP), afirmou nesta segunda-feira (6), que a escolha do nome do vice na chapa do prefeito Luciano Cartaxo (PSD)será feita, através do fórum de debates, com os partidos da base aliada.
Durval negou que seu nome seja indicado pelo partido para compor chapa com Cartaxo e reafirmou a disposição de disputar mais uma vez a uma vaga na Câmara de João Pessoa. O parlamentar endossou a necessidade da união entre PMDB, PSDB, PTB e PSD no primeiro turmo.
” Pra ganhar no primeiro turno tudo é válido. A vaga de vice será discutida no fórum de debates com os partidos da base do prefeito. Todos os partidos serão ouvidos e vamos escolher um nome de consenso”, adiantou.


Blog do Anderson Soares

Saques superam depósitos em R$ 6,6 bi e poupança tem pior maio da história

Caderneta coleciona resultados ruins e já registra saldo negativo de R$ 38,9 bilhões em 2016

Brasileiros fogem da poupança por causa da baixa rentabilidade
Thinkstock
As retiradas da poupança superaram os saques em R$ 6,591 bilhões em maio e as cadernetas registraram o pior saldo negativo para o mês desde 1995, quando começou a série histórica. Os dados foram divulgados pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (6).
O principal motivo para a fuga das cadernetas de poupança é a rentabilidade, ao redor de 8% ao ano. Investimentos atrelados à inflação e à taxa básica de juros, como os títulos do Tesouro, e CDBs, por exemplo, conseguem facilmente superar essa rentabilidade.
O aumento do desemprego (11,2% da população), a escalada da inflação (9,28% nos últimos 12 meses) e a queda da renda do brasileiro também contribuem para o aumento dos saques da poupança.
Só em 2016, o volume de saques da poupança superou os depósitos em R$ 38,9 bilhões, de acordo com o BC. Entre janeiro e maio de 2015, portanto o mesmo período, o saldo negativo já estava em pouco mais de R$ 32 bilhões.
Em todo o ano passado, o saldo negativo da poupança atingiu R$ 53,5 bilhões — o maior resultado negativo para um ano completo na história.


R7

Emissora BBC é acusada de ser “muito cristã”

Agora a discussão gira em torno da concessão de um espaço de tempo semelhante para o islamismo, hinduísmo e outras religiões

De acordo com uma reportagem do veículo de comunicação inglês The Times, a BBC tem sido "muito cristã" em sua pauta. O comentário surgiu depois que um líder muçulmano sugeriu que a emissora transmitisse as tradicionais orações muçulmanas de sexta-feira, da mesma forma que ela transmite os cultos cristãos. Agora a discussão gira em torno da concessão de um espaço de tempo semelhante para o islamismo, hinduísmo e outras religiões.
"Por um lado, é justa essa discussão e também dá oportunidade às minorias de receberem um espaço nas programações religiosas do canal, mas por outro lado, temos novamente a influência muçulmana na radiodifusão. Aaqil Ahmed, que foi nomeado em 2009 pela emissora para ser o chefe do departamento de ética e religião está de acordo com as reivindicações", comenta um dos analistas de perseguição.
Atualmente, os cristãos na Europa também enfrentam perseguição. Milhares de refugiados conseguiram escapar da intensa violência do Oriente Médio e quando pisam em solo europeu continuam sendo perseguidos e ameaçados. Na Alemanha, por exemplo, os cristãos sofrem até agressões físicas em albergues, conforme a matéria Refugiados cristãos são perseguidos na Alemanha, publicada no mês passado. Em suas orações, interceda por eles.


Portas Abertas

domingo, 5 de junho de 2016

A turma dos fisiológicos

Senadores tentam obter vantagens em troca de seus votos para confirmar ou não o impeachment de Dilma

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Uma dezena de senadores vive hoje como se fosse uma corda em um cabo-de-guerra na disputa por votos para a derradeira batalha do impeachment. De um lado, puxa o presidente Michel Temer (PMDB). Do outro, a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT). Eles se movem de acordo com os acenos feitos às duas forças. Pedem espaço no governo, liberação de emendas e apoio em suas bases eleitorais. As ofertas são feitas em almoços, jantares, cafezinhos ou recados enviados por emissários. Na corrida para “virar” votos esses senadores escancaram, em alguns casos, um fisiologismo ainda mais aperfeiçoado do que aquele em prática na Câmara, para conseguir angariar apoio dos deputados. Alguns senadores querem se aproveitar da situação urgente para garantir sua cota de vantagens. Para afastar Dilma de vez é necessário dois terços dos votos dos senadores presentes. Se os 81 comparecerem, o mínimo é 54.
Hoje, estão sob o oportuno manto da indecisão os senadores Acir Gurgacz (PDT – RO), Antônio Carlos Valadares (PSB – SE), Cristovam Buarque (PPS – DF), Edison Lobão (PMDB-MA), Eduardo Braga (PMDB – AM), Jader Barbalho (PMDB-PA), José Maranhão (PMDB-PB), Hélio José (PMDB – DF), Omar Aziz (PSD – AM), Reguffe (Sem Partido-DF), Roberto Rocha (PSB – MA), Romário (PSB – RJ) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Alguns deles votaram efusivamente pela admissibilidade do impeachment, mas, agora, estranhamente, perderam a convicção. É o caso de Romário.
De acordo com um ministro de alto escalão do governo Temer, as mais recentes declarações do ex-jogador sobre o processo nada mais são do que “uma tentativa de valorizar o passe”. Na última quarta-feira 1º, o senador renunciou à sua vaga na Comissão Especial do Impeachment e em seu lugar assumiu a senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). Nesta reviravolta, estaria em jogo a negociação para que o senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RO) formulasse um novo relatório para a CPI  do Futebol, da qual Romário é presidente. Nas redes sociais, o socialista disse que “novos fatos políticos” irão nortear sua decisão.
Alguns peemedebistas despertam especial preocupação para ambos os lados. É o caso do senador e ex-ministro de Minas e Energia dos governos Dilma e Lula Edison Lobão (PMDB-MA), que votou pela abertura do processo de impeachment, mas nos últimos dias enviou sinais de que pode mudar de ideia. Ele tem mantido diálogo com pessoas próximas a Dilma. Em seu voto, já havia deixado a porta de negociação aberta ao proferir: “Venho a esta tribuna sem prazer. Não quero tripudiar sobre uma gladiadora ferida”.
Cientes das investidas petistas, Temer e o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, convidaram Lobão e os correligionários José Maranhão (PMDB-PB) e João Alberto (PMDB-MA) para uma conversa no Palácio do Planalto, na tarde da última quarta. Maranhão votou pela admissibilidade e Alberto posicionou-se contra, mas agora ambos são apontados como indecisos. Porém, é claro, abertos ao diálogo.
Outro senador que visitou o Planalto no mesmo dia foi Hélio José (PMDB-DF), para uma conversa com Geddel. Recém-filiado ao PMDB, o parlamentar demorou a se posicionar e, novamente, recebeu a visita da dúvida. Na conversa, ele teria dito que a argumentação das “pedaladas fiscais” e da improbidade administrativa seria “frágil”. Entre os indecisos, prevalece a opinião de que a votação definitiva dependerá muito da capacidade de articulação do Planalto, bem como dos próximos desdobramentos da Lava Jato que impactam diretamente na opinião pública. Em outras palavras: buscam benesses no governo Temer.
Pressionado pela direção nacional do PDT, Acir Gurgacz sinalizou que pode ser contra o impeachment. Em dezembro, o senador relatou as chamadas “pedadas fiscais” e, contrariando o Tribunal de Contas da União (TCU), votou pela aprovação das contas do governo, apenas com ressalvas. Agora, ele diz que o voto do impeachment é “diferente”. “Em momento algum, manifestei como será meu voto na fase de julgamento”, disse o senador em nota. De toda forma, ele desautorizou o PDT a falar em seu nome contra o impeachment. Em maio, ele bradava a plenos pulmões que os brasileiros não suportavam mais “a crise moral, ética e econômica” e que não havia mais como “repactuar a governabilidade entre o governo e o Congresso Nacional”. Dilma não mudou. Mudou o Acir. Por que será?


Isto é

Reajustes provocam 1º atrito no governo Temer

Contas públicas. Pacote com aumentos para o funcionalismo, aprovado na quinta-feira, opõe equipes política e econômica, que considera a medida prejudicial ao ajuste fiscal

A decisão do presidente Michel Temer de autorizar, na semana passada, os reajustes salariais para diferentes categorias de servidores públicos abriu a primeira divergência entre a equipe econômica e os articuladores políticos do PMDB. No Ministério Fazenda, o entendimento é que não pode haver elevação de gastos, mesmo que seja para evitar desgastes ou pacificar relações, como defendem caciques políticos do PMDB.
Para a equipe econômica, que têm a missão de imprimir o corte mais duro e socialmente penoso da história nas contas público do Brasil, é “incompreensível” que o governo em exercício faça a opção política de abrir concessões, aumentando os gastos em bilhões de reais, para beneficiar o funcionalismo público, parcela privilegiada de trabalhadores. A sinalização é contraditória. Indica que o sacrifício inerente ao ajuste fiscal não será para todos.
Causou mais descontentamento ainda o fato de esse apoio não avaliar a conjuntura no mercado de trabalho: o incentivo do governo ao reajuste dos servidores, que têm estabilidade no emprego, ocorreu na mesma semana em Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que há 11,4 milhões de brasileiros desempregados na iniciativa privada, um número recorde.
Segundo o Estado apurou, a Fazenda sequer foi envolvida em discussões oficiais sobre o tema. A decisão veio do Planalto. Um procedimento bem diferente ao adotado no trato de outras questões, igualmente sensíveis aos cofres públicos, como a negociação da dívida dos Estados e municípios e a fixação do déficit de R$ 170,5 bilhões, cujas reuniões sempre incluíram representantes da Fazenda e do Planejamento.
Internamente, na Fazenda, o sentimento é de que decisões políticas unilaterais, do próprio governo, podem atropelar e dificultar o ajuste fiscal, que, por si só, já é complexo e tende a sofrer resistência do Congresso e da população em geral.
Parte da equipe econômica, inclusive, rebate os argumentos de que o governo deu em favor do reajuste. Diz ser fato que o reajuste já estava acertado, que ficou abaixo da inflação e que já estava contabilizado no déficit projetado pelo governo anterior, de R$ 96 bilhões. Também alega ser fato que a despesa extra, de quase R$ 60 bilhões, será diluída no tempo e não aplicada de uma vez só, neste ano. Mas nenhum dos argumentos considera o essencial: é hora de cortar, não de elevar despesas, ainda mais quando elas incentivam novas despesas.
O reajuste para servidores da União tem efeito cascata nos Estados e municípios, onde os benefícios são atrelados a ganhos federais. Os aumentos precisam ser aprovados pelos Legislativos, mas é quase certo que, se passar no Congresso, vai chegar ao funcionalismo estadual e municipal no pior dos momentos – quando não suportam pagar salários e aposentadorias.
Há um complicador adicional. O reajuste também beneficiará inativos do serviço público. Ficará mais complicado explicar a necessidade da reforma da Previdência, cujos impactos recaem principalmente sobre os trabalhadores da iniciativa privada.
Fragilidade. Economistas que vinham dando voto de confiança ao novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ficaram preocupados com a postura do governo. Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos, foi um sinal de fraqueza da equipe econômica: “Ou uma ou duas. Ou Meirelles foi consultado e aceitou o argumento político em favor do reajuste ou ele foi atropelado: de um jeito ou de outro, é péssimo para o ajuste.”
Marcos Lisboa, presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, considerou o sinal muito ruim. “A situação das contas públicos é gravíssima e o governo parece não ter entendido o tamanho do problema quando cede para este ou aquele grupo de pressão. Hoje é para os juízes, para os militares. E amanhã? Vai ser para quem?”


Por ALEXA SALOMÃO - O ESTADO DE S.PAULO

Aproximação entre PMDB e PSDB é rejeitada por mais um deputado; união deve acontecer em poucas cidades


Depois do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), agora foi a vez do deputado estadual Raniery Paulino (PMDB) rejeitar qualquer tipo de aproximação com o PSDB nas eleições municipais deste ano.
A aproximação entre as duas siglas começou depois que os senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) sinalizaram para uma aliança para as eleições 2016, com o objetivo de estancar o avanço do PSB no Estado.
Segundo Paulino, pelo menos em Guarabira, a possibilidade de união PMDB/PSDB é zero.
Ele lembrou que os grupos que representam os dois partidos na cidade são adversários históricos, com divergências acentuadas tanto no campo político quanto no administrativo, e seria uma incoerência uma mudança de postura.
“As chances de um a dez de o PMDB de Guarabira se aliar ao PSDB de Zenóbio é zero. A Paraíba sabe qual é minha postura. Eu, por exemplo, sou oposição ao governo desde 2011, nunca deixei de ser, mas nem por isso preciso ofender a alma do governador. Minha postura é de cobrar atenção para a Rainha do Brejo apenas. Não sou político adesista”, ressaltou.
A união entre as duas siglas, no entanto, deve acontecer em algumas cidades, a exemplo de Sousa, onde o PSDB apoia a reeleição do prefeito André Gadelha, do PMDB, e também em João Pessoa. Na Capital, ao que tudo indica, o PSDB deverá retribuir o apoio de Manoel Júnior em 2014 e apoiar o parlamentar na disputa municipal.


PB Agora

sábado, 4 de junho de 2016

Governo Macri reforça apoio aos venezuelanos

AFP/Arquivos/Juan Mabronata
A Argentina se defendeu, nesta sexta-feira, das críticas recebidas da oposição ao governo venezuelano de Nicolás Maduro por não promover na Organização dos Estados Americanos (OEA) a aplicação da Carta Democrática Interamericana.
"Não houve nenhuma mudança", afirmou o chefe de gabinete do presidente Mauricio Macri.
Vários líderes da oposição venezuelana criticaram que a Argentina tenha apresentado uma postura "moderada" a favor do diálogo em uma sessão urgente, na quarta-feira (1º), depois que o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, invocou a Carta Democrática contra Caracas. Esse mecanismo é usado para casos de ruptura da ordem democrática.
"Não houve qualquer mudança da Argentina em relação a esse tema", declarou o chefe de gabinete Marcos Peña em entrevista coletiva a agências de notícias internacionais.
Segundo Peña, Buenos Aires "foi muito consistente, e continuaremos sendo, em torno da defesa da democracia, dos direitos humanos e da paz na nossa região", acrescentou.
Peña insistiu em que o objetivo de seu governo é levar tranquilidade à população do país vizinho, "sabendo que é difícil, em um momento de tanta crise e angústia, mas os venezuelanos não estão sozinhos".
O principal líder da oposição venezuelana a manifestar sua frustração com o governo de centro-direita de Macri foi o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, que ironizou no Twitter: "Cristina (Kirchner) ao menos não era hipócrita".
"Depois da mudança, opositores democráticos venezuelanos, que somos ampla maioria, escreveremos micro, em vez de Macri", afirmou Ramos Allup.
A oposição venezuelana interpretou que a postura diplomática da Argentina na OEA está relacionada com a corrida pela secretaria-geral das Nações Unidas da chanceler Susana Malcorra.
"Essa visão é falsa, porque nós não mudamos nossa política, na nossa visão sobre o que está acontecendo na Venezuela, nem nosso olhar sobre o governo da Venezuela", negou Peña, categoricamente.
"Acredito em que possam nos acusar de muitas coisas, menos de ter sido uma força política, ou um governo que apoiou o governo da Venezuela", acrescentou.
Ele explicou que a candidatura argentina de Susana Malcorra à ONU se baseia nos princípios de Política Externa que inclui a defesa dos direitos humanos, da paz e da democracia.
AFP/Juan Barreto
Ainda segundo Marcos Peña, também "inclui a importância do diálogo como mecanismo para resolver os conflitos, com o qual não sintamos que haja qualquer contradição, basicamente, porque não sentimos de, modo algum, que tenha havido uma mudança de postura".
O chefe de gabinete reconheceu que a crise venezuelana merece ser monitorada dia após dia e que Buenos Aires não descartou qualquer mecanismo, como as cláusulas democráticas estabelecidas pelo Mercosul, ou pela OEA, em caso de alteração, ou de ruptura democrática e constitucional em algum de seus Estados-membros.
"Simplesmente consideramos que, nesse momento, nossa maior contribuição em nível regional e, nisso, concordam praticamente todos os países da região, é poder promover um caminho de diálogo para que os venezuelanos possam encontrar uma solução para essa crise política", concluiu.


AFP

Renan, Jucá e Sarney Dividiram R$70 Milhões de dinheiro roubado, diz delator

É o valor da propina roubada da Transpetro, afirma delator

Os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá e o ex-senador José Sarney (AP) receberam um total de ao menos R$ 70 milhões, segundo afirmou o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em depoimento sob delação premiada.
Somente o presidente do Senado, Renan Calheiros, que o indicou ara o cargo e o manteve nessa condição por quase doze anos, embolsou cerca de R$ 30 milhões do dinheiro roubado por Machado da estatal, que é subsidiária da Petrobras.
Machado diz que do total do roubo, coube a Sarney aproximadamente R$ 20 milhões, quantia idêntica àquela que diz ter entregue a Jucá.
Calheiros afirmou que nunca recebeu dinheiro de Machado. "Jamais recebi vantagens de ninguém. Sempre tive com Sérgio Machado uma relação respeitosa e de Estado. Nunca indiquei ninguém para a Petrobras e nem para o setor elétrico", afirmou, negando um protecionismo político que todos conhecem em Brasília.
Jucá também negou haver recebido dinheiro de Machado, assim como Sarney, que chamou o delator de “monstro moral”, por tê-lo gravado inclusive quando o visitou em um hospital de São Paulo. O ex-presidente diz que o delator é uma pessoa “abjeta” e sem credibilidade e diz que vai processá-lo.



Diário do Poder

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Acabou o fosso ideológico que separava governo e Forças Armadas

A Constituição Federal (Art. 142) estabelece que as Forças Armadas (FA) são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e se destinam à defesa da pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Hierarquia e disciplina são princípios essenciais, pois sem elas as FA se fracionariam em grupos rivais, perderiam o caráter nacional e a confiança da nação e se tornariam uma ameaça à sociedade. No âmbito do marco legal, a troca de governo não afeta a subordinação das FA aos poderes da União, pois ela é institucional, e não pessoal.

Além da defesa da pátria, a forças têm a missão de garantir os três Poderes constitucionais. Em uma eventual crise entre eles, as FA se subordinarão ao que estiver amparado no marco legal. O equilíbrio e a harmonia entre os Poderes da União são indispensáveis à normalidade democrática, pois em uma improvável falência simultânea dos três as FA se veriam obrigadas a agir, por iniciativa, para manter a paz interna e evitar a guerra civil e a dissolução do Estado e da nação.

No Brasil, a ideologia socialista começou a se firmar com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922 –filiado ao Partido Comunista da antiga URSS, ao qual se subordinou como exigiam as condições de filiação. A impatriótica submissão a país estrangeiro e à ideologia socialista antidemocrática incompatibilizou o PCB com as FA. Hoje, o PT –como pode ser visto no caderno de Teses de seu Congresso–, os partidos aliados e suas lideranças são declaradamente socialistas, internacionalistas e filiados ao Foro de São Paulo, organização internacional que lidera a implantação desse regime na América Latina.

O socialismo, objetivo ainda não alcançado pelo PT, é um regime totalitário, com partido único ou hegemônico, impede a alternância de poder, não reconhece o direito de propriedade, centraliza os meios de produção e o planejamento econômico e elimina as liberdades fundamentais. Há uma total oposição aos ideais das FA, instituições conservadoras, mas não retrógradas e imobilistas.

Ao contrário do massificado pela propaganda socialista, o conservadorismo é progressista, mas quer o progresso com temperança e ao amparo da experiência, tradição, conhecimento e cultura anteriores, condições para uma evolução segura ao porvir. As FA são instituições democráticas e não aceitam ideologias dogmáticas, implantadas por revoluções que desprezam o passado e, na busca de ilusórias utopias, eliminam a liberdade e abusam da violência.

E o regime militar? Questionariam alguns. Era, sim, um regime de exceção, como reconheciam os presidentes militares, que sempre manifestaram o propósito de redemocratização. Autoritário, por limitar liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria. A redemocratização uniu a nação e foi conduzida pelo próprio governo militar de forma gradual e sem retrocessos, após neutralizar a esquerda revolucionária que buscava implantar a ditadura socialista como a de Cuba e China, ainda hoje totalitárias.

Documentos dos governos petistas propõem ações para transformar nossa democracia em um regime socialista, sendo a imobilização das FA um objetivo intermediário, pois elas são um óbice a esse desígnio. Entre outras ações, podem ser listadas:

– controlar todos os setores da sociedade, inclusive a mídia, por meio de conselhos sociais, uma reedição tropical dos soviets da revolução bolchevista russa de 1917;

– estabelecer a hegemonia do partido na sociedade, forma de controle prevista na estratégia gramcista e que antecede ao assalto ao Estado e à imposição do socialismo;

– rever a Lei de Anistia para punir apenas os agentes do Estado que combateram a luta armada, a despeito dos pareceres da AGU e da PGR e da decisão do STF, em 2010, que confirmaram a abrangência ampla e geral da lei;

– modificar os currículos das academias militares e promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista, ou seja, politizar e submeter as FA ao projeto petista, transformando-as, de instituições nacionais apartidárias, em braço armado do partido –como as SA e SS, na Alemanha nazista, e as FA bolivarianas, na Venezuela.

A profissão das armas é serviço e servidão. Serviço à pátria, compromisso perene e exclusivo com a nação e as instituições, e servidão à Constituição Federal, às leis e aos valores morais e profissionais que regem a carreira das armas. Serviço e servidão, que nunca serão a pessoas, partidos ou associações de qualquer natureza. Serviço e servidão que fazem da carreira militar um nobre sacerdócio cívico, com o compromisso de sacrificar a vida pela pátria e instituições, se necessário.

O militar brasileiro é patriota por vocação e respeita e admira a história, as tradições e os heróis nacionais. O patriotismo das FA inclui o nacionalismo, mas não o xenófobo de setores bisonhos nem o tacanho de viés antiamericano dos socialistas. O nacionalismo socialista é materialista, supervaloriza a economia, mas não cultua a pátria e os valores nacionais –pelo contrário, busca desacreditá-los. Para as FA, a unidade nacional é cláusula pétrea, por isso, repudiam a luta de classes pregada pelos socialistas e a corrosiva campanha lulopetista de "nós contra eles".

A crise de valores e a corrupção, que assolam o país, estão disseminadas pela liderança política, independente do partido, e não começaram com o PT, embora tenham chegado a níveis desastrosos com sua ascensão ao poder e o uso da corrupção como política de governo. A falta de credibilidade na classe política gera dúvidas, justificáveis, se o novo governo pautará sua conduta por princípios éticos, morais e cívicos. Porém, ao contrário do governo afastado, o atual é democrata e organizado com representantes da esquerda e da direita situados no centro democrático. Assim, não existe fosso ideológico entre o atual governo e as FA.

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

Matéria publicada no UOL Notícias Opinião - 01/06/2016 -oestadobrasileiro.com.br/acabou-o-fosso-ideologico-que-separava-governo-e-forcas-armadas-gen-rocha-paiva/