Radio Evangélica

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Caos político traz instabilidade para a equipe econômica de Temer

Áudios que derrubaram dois ministros colocam investidores em compasso de espera sobre futuro
  
O ministro da Fazenda, Henrique Meireles
Sebastião Moreira (EFE) 
O Governo interino de Michel Temer provou, nos últimos dias, um pouco do que foi o segundo mandato da presidenta afastada Dilma Rousseff, quando a crise política se impôs como ator principal. Depois de ser saudado pelo mercado financeiro por conseguir aprovar junto ao Congresso uma nova meta fiscal mais realista, os investidores assumem um tom de cautela sobre os próximos passos do presidente interino. Os desdobramentos da Lava Jato que já derrubaram dois ministros no Governo Temer – Romero Jucá, do Planejamento, no último dia 23, e Fabiano Pereira, da Transparência, nesta segunda 30 – trazem apreensão à medida que novas gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, revelam o envolvimento de integrantes da atual gestão no esquema de corrupção da Petrobras. “O ambiente político voltou a criar certa instabilidade. O movimento dos investidores nos próximos dias será de cautela. Não se sabe quais novos nomes podem aparecer nessas gravações e quais deles poderiam trazer novos problemas para a credibilidade do Governo Temer”, explica a economista Camila Abdelmalack da Capital Market.
No início da semana passada, Romero Jucá (PMDB - RR) teve que deixar o Ministério do Planejamento após a Folha de S. Paulo divulgar áudio de um conversa dele com Machado, em que o ex-ministro sugeria que a troca de Governo resultaria em pacto para frear a Operação Lava Jato. Jucá era um dos principais articuladores do Governo junto ao Congresso Nacional e tinha entre suas funções conseguir apoio às medidas do ajuste que precisam passar pelo crivo dos deputados e senadores. “Não há dúvidas que esse foi um fato negativo para Temer, porque seguramente Jucá seria um ajudante muito importante no cumprimento dos objetivos do Governo. A competência dele no manejo do orçamento era grande, ele tem um profundo conhecimento da máquina”, afirma Delfim Netto, economista e ex-ministro da Fazenda, que também já foi citado em uma delação premiada da Operação Lava Jato pelo suposto recebimento de valores na obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O economista nega ter recebido dinheiro e diz que prestou apenas assessoria a um grupo que participaria da concorrência da obra.
Na avaliação de Delfim Netto, o presidente interino tem uma árdua tarefa pela frente, mas começou bem a gestão com “uma boa equipe de talentos e medidas bastantes razoáveis”. “No entanto, esses programas e talentos são simples exercícios acadêmicos caso não haja poder político para salvar o economista”, explica Delfim. O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, por exemplo, ainda não passou pela sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que precisa aprovar o seu nome para que ele seja confirmado no cargo. A reunião, que deveria acontecer nesta semana, ficou para o dia 7. Delfim, entretanto, confia no poder de articulação política de Temer para lidar com as intempéries. “Ele é um velho político hábil, que faz tricô com quatro agulhas. Essas propostas irão para o Congresso e serão aparadas, lixadas, não sairão inteiras, mas estarão no caminho certo”, explica.
Para Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset Corretora, os primeiros anúncios da equipe foram ouvidos de forma positiva pelo mercado, que já tinha precificado a mudança do Governo nos primeiros meses do ano. “No geral o mercado recebeu muito bem a nova equipe econômica, ela traz uma âncora de credibilidade para Temer. O grande problema é que o imbróglio político afeta o curto prazo”, explica. Na semana passada, a equipe econômica do Governo interino anunciou uma série de medidas - que vão desde o congelamento de gastos ao fim de subsídios - com a missão de colocar em ordem as contas do Governo e retomar o crescimento do país. Mas as boas notícias econômicas passaram a disputar espaço nos jornais com o noticiário político que pode fragilizar a posição de Temer no Congresso num momento em que ele precisa aprovar medidas de austeridade fiscal em meio à recessão.
No mercado financeiro, a instabilidade inicial do Governo Temer, que assumiu o poder interinamente no dia 12 de maio, se refletiu no balanço mensal da bolsa de valores, que fechou maio em queda de 10%. O dado seria o pior resultado para um mês desde setembro de 2014. Em entrevista ao G1, o analista Fabio Colombo afirmou que a queda de 10% no mês reflete os problemas políticos enfrentados pelo governo Temer “em relação à nova presidência da Câmara de Deputados e a liderança do governo" e pelas "novas denúncias da operação Lava Jato, atingindo, diretamente, o novo ministério".
Spyer, da Mirae, alerta que a possibilidade de novos processos jurídicos contra a Petrobras e outras empresas brasileiras, como o a Eletrobras, começarem a se ampliar em outros países também preocupa investidores. “Pode começar uma chuva de processos globais contra empresas brasileiras e obviamente o mundo não olha isso com bons olhos”, explica.

Sinais de estabilização
Embora precise do Congresso para colocar em marcha o seu plano econômico e não possa controlar os desdobramentos das investigações da Lava Jato, o Governo Temer tem a seu favor alguns indícios de estabilização da economia. "Já há sinais de que estamos chegando no fundo do poço e vamos começar a virar", afirmou Felipe Salles, economista do banco Itaú, em encontro com jornalistas. A indústria, por exemplo, é um dos setores que parece estar perto de voltar a crescer, segundo Salles. "Isso acontece pois a demanda se estabiliza ao mesmo tempo em que os estoques já estão se esgotando após forte queda de produção", diz. A previsão do Itaú é de que no segundo semestre deste ano já haja uma "relativa estabilidade" do Produto Interno Bruto (PIB).
Caio Megale, também economista do banco, ressalta que o Governo interino está diante de uma economia um pouco melhor do que a presidenta Dilma Rousseffprecisou enfrentar no ano uma vez que parte do ajuste, como o realinhamento do câmbio e o reajuste de preços administrados, já aconteceu. "Temer herda de Dilma 2 uma economia melhor que Dilma 2 herdou de Dilma", explica Megale.
Na visão dos dois economistas do Itaú, as primeiras propostas econômicas anunciadas vão na direção correta e, caso aprovadas, devem gerar, no longo prazo, uma melhora nas contas públicas do país que devem fechar o ano com um rombo de 170,5 bilhões de reais, segundo a meta fiscal aprovada nesta semana. Dependendo de quais propostas passem no Congresso, a projeção do PIB de 2018, estimada pelo banco, poderia passar de um crescimento de 2,5% para 4%.
A ambiciosa proposta de limitar um teto de gastos da União – que hoje chega a 20% do PIB – à inflação do ano anterior, como anunciada pela equipe econômica na semana passada, é uma das mais importantes e que dependem da aprovação dos parlamentares. Sem ela, o Brasil precisaria de um crescimento de 3% do PIB para estabilizar os gastos, segundo simulação do Itaú. Megale ressalta, porém, que mesmo com o pacote de medidas de Meirelles será muito difícil alcançar um superávit no ano que vem e que a estabilização da relação dívida-PIB pode demorar ainda mais.


Por Heloísa Mendonça para o El País 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Afastamento provocou uma amnésia em Dilma

Dilma Rousseff não é mais a mesma. Afastada da Presidência, perdeu a memória. E absolveu-se do seu passado. “Não respeito delator”, costumava dizer. Hoje, surfa nas gravações de Sérgio Machado, o silvério do PMDB, como se não tivesse nada a ver com o personagem. Alguém precisa socorrer Dilma, recordando o que ela fez nos verões passados.
Na noite desta segunda-feira (30), Dilma discursou num evento na Universidade de Brasília. Reiterou que há “um golpe de Estado” em curso no Brasil. Afirmou que as gravações clandestinas de Sérgio Machado com cardeais do PMDB provam que uma das motivações do “golpe” é asfixiar a Lava Jato.
“Há nas gravações fartas palavras sobre o medo que eles sentem de que seus crimes que sejam desvendados,'' declarou Dilma. Não deu nome aos bois. E se absteve de recordar que os crimes foram praticados sob o seu nariz. A presidência de Sérgio Machado na Transpetro escancarou a falência ética do seu governo.
A vida ofereceu a Dilma várias oportunidades para demitir Sérgio Machado. E ela desperdicou todas. Em setembro de 2014, época de eleição presidencial, o Ministério Público Federal denunciou Machado por improbidade. Acusou-o de fraudar licitação para a compra de oito dezenas de barcaças destinadas ao transporte de etanol. Dilma fingiu-se de morta.
Dias depois, em 10 de outubro, às vésperas da sucessão, ganhou as manchetes o depoimento do delator delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Ele declarou à Justiça Federal que recebeu R$ 500 mil em verbas sujas das mãos de Sérgio Machado. Dinheiro proveniente do esquema de cobrança de propinas montado na estatal.
Dilma considerou “estarrecedora” a divulgação do depoimento no período eleitoral. Sobre o conteúdo das denúncias, declarou o seguinte na ocasião: “Em toda campanha eleitoral há denúncias que não se comprovam. E assim que acaba a eleição ninguém se responsabiliza por ela. Não se pode cometer injustiças.” E ficou por isso mesmo.
Sérgio Machado não foi demitido. Ele apodreceu no cargo. Em novembro de 2014, crivado de suspeitas, tirou licença do comando da Transpetro. Fez isso por exigência da PricewaterhouseCoopers, que audita as contas da Petrobras. A empresa disse na época que, com Machado na Transpetro, não assinaria o balanço trimestral da estatal.
Sérgio Machado ainda submeteu Dilma a uma coreografia constrangedora. Em nota, afirmou que deixava o cargo por 31 dias como um “gesto de quem não teme investigação”. Todo mundo já sabia que o suspeito não retornaria à poltrona. Mas Dilma se permitiu frequentar a cena como coadjuvante de uma encenação que prolongou o vexame. Vergou-se diante de Renan Calheiros, o padrinho político que Machado agora joga ao mar.
Foi por indicação de Renan que Lula determinou a nomeação de Sérgio Machado para a Transpetro, em 2003. Decerto avaliou que era por amor à pátria que Renan patrocinava o descalabro. O pedido de licença do afilhado do senador foi prorrogado um par de vezes. Ele se afastou da companhia apenas em fevereiro de 2015, após 12 anos de negócios e oportunidades.
A Transpetro gerenciava um programa bilionário de recuperação de sua frota. Envolvia a encomenda de 49 navios e 20 comboios de barcaças hidroviárias. Um negócio de R$ 11,2 bilhões. Que Lula e Dilma confiaram ao talento gerencial do amigo de Renan.
Hoje, acometida de amnésia, Dilma protela suas culpas. Não perde por esperar. Se o comportamento de Sérgio Machado provou alguma coisa é que ele não medirá esforços para livrar o próprio pescoço. Em troca de redução da pena, é capaz de entregar até a mãe.


Blog do Josias

Freixo, o estúpido das terças-feiras

A frase mais estúpida publicada hoje pela imprensa brasileira é de Marcelo Freixo.
Ele escreveu o seguinte na Folha de S. Paulo:
"O governo dos patriarcas de Michel Temer, formado por homens brancos e cristãos, à moda colonial, não ameaça somente nossas mambembes instituições democráticas."

Este site formado por homens brancos e cristãos, à moda colonial, decreta que Marcelo Freixo sempre será escolhido como o autor da frase mais estúpida publicada pela imprensa brasileira às terças-feiras.

O Antagonista

OEA aciona pela primeira vez na história Carta Democrática contra Venezuela

A Organização dos Estados Americanos (OEA) acionou a chamada Carta Democrática Interamericana contra a Venezuela. Essa é a primeira vez na história que o instrumento é solicitado, o que implica a abertura de um processo que pode levar à suspensão do país daquele organismo regional.
O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, anunciou hoje (31) o pedido de convocação de um conselho permanente dos Estados-membros, entre 10 e 20 de junho, para discutir a “alteração da ordem constitucional” naquele país e “como a mesma afeta gravemente a ordem democrática”.
“Na Venezuela, perdeu-se a finalidade da política. Esqueceu-se de defender o bem maior e coletivo a longo prazo sobre o bem individual a curto prazo”, aponta Almagro, em documento de 132 páginas publicado na página da OEA na internet. “O político imoral é aquele que perde essa visão porque o único que interessa é manter-se no poder, à custa da vontade da maioria”, completa.
Ao final da sessão extraordinária, embaixadores dos 34 países que integram a organização deliberam se o comportamento da Venezuela desrespeita os princípios democráticos de sua Constituição. Para embasar o caráter emergencial do seu pedido, Almagro recorreu ao Artigo 20 da Carta Democrática Interamericana que estabelece que “o secretário-geral poderá solicitar a convocação imediata do conselho para apreciar coletivamente uma situação e adotar as decisões convenientes”.
De acordo com a Agência de Notícias Venezuelana, o presidente Nicolás Maduro considerou a medida da OEA como “intervencionista” e chamou o povo venezuelano à rebelião nacional em defesa da pátria. “Eles acreditam que a pátria de Bolívar se intimida por suas ameaças”, disse Maduro. “Na Venezuela ninguém vai aplicar qualquer Carta, chamada como queiram chamá-la”.

Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil
Edição: Jorge Wamburg




segunda-feira, 30 de maio de 2016

Igreja é forçada a existir somente no subsolo

Os cristãos estão cientes de que a pressão contra eles será ainda mais intensa, por isso, é provável que a igreja exista somente na esfera subterrânea daqui para frente

A agência de notícias Reuters, relatou a morte do líder do talibã, mulá Akhtar Mohammad Mansur, em um ataque aéreo com drones norte-americanos. Desde que os Estados Unidos tentaram um diálogo com o governo do Afeganistão, a liderança afegã vem tentando forjar os acordos de paz. "O líder morreu em um ataque aéreo na região de Dalbandin, no Baluchistão, no Paquistão", declarou o vice-porta-voz do Diretório de Segurança Nacional (NDS) à agência EFE. "Se já era difícil manter os acordos com eles, com a morte do líder do talibã é possível que o relacionamento entre os países fique mais tenso agora, porque o movimento fundamentalista islâmico vai reagir com violência", comenta um dos analistas de perseguição.
O Talibã atua no Afeganistão desde 1994 e é dirigido pelos líderes fundamentalistas mais influentes do mundo. Após a morte de Mansur, o sucessor será Mawlawi Hibatullah Akhundzada, que já assumiu a liderança no dia 25 de maio. "Os cristãos estão cientes de que a pressão contra eles será ainda mais intensa, por isso, é provável que a igreja exista somente na esfera subterrânea daqui para frente", diz o analista. O Afeganistão já não dispõe de igrejas públicas e os cristãos ficam isolados em pequenos grupos para não chamar a atenção da comunidade afegã, que ocupa o 4º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa.
Pela lei, cidadãos do sexo masculino com idade acima de 18 anos e do sexo feminino, a partir dos 16 anos, de mente sã, que se converteram a outra religião que não seja o islã, têm até três dias para retratar a sua conversão, ou então estarão sujeitos à privação de todos os bens e posses, à anulação de seu casamento e até à morte por apedrejamento. O mesmo acontece quando o indivíduo é acusado por crime de blasfêmia. Apesar de enfrentar a perseguição extrema, a igreja afegã continua crescendo e muitos muçulmanos aceitam a Cristo como seu Salvador, daí a necessidade de os cristãos afegãos continuarem firmes na fé. Em suas orações, interceda por eles.


Portas Abertas

TCE multa Cida Ramos e secretária atribui divulgação ao desespero de adversários

Secretária afirmou que convênios irregulares foram firmados antes da sua gestão na Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) apresentou nesta segunda-feira decisão em primeira fase condenando a secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, a pagar multa de R$ 3 mil, sob alegação de não ter prestado contas de convênios firmados entre o Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (Fundesc) com municípios, instituições privadas e organizações não governamentais (ONG's), no exercício de 2011. A sanção foi publicada na edição desta segunda-feira (30) do Diário Oficial do TCE/PB. O processo cabe recurso.
De acordo com Cida Ramos, a condenação é decorrente de convênios firmados pela secretaria nos anos de 2009 e 2010, portanto, antes do seu período à frente da pasta.

“Essa prestação de contas é referente a prestação de contas de um secretário anterior a mim no governo. Diz respeito a convênios que foram realizados quando ainda não estávamos na secretaria, com organizações não governamentais. Estou indo agora a tarde no Tribunal de Contas [para se explicar] porque quando assumi a secretaria, verifiquei que várias entidades não governamentais não tinham prestado contas, e nós iniciamos o processo de tomadas de contas e nós estamos com toda a documentação”, explicou.
A secretária ainda negou que a condenação recebida possa deixar-lhe inelegível nas eleições deste ano. De acordo com ela, a divulgação do ato na forma de improbidade administrativa, em alguns veículos de comunicação, teria sido plantada por adversários seus, que estariam 'desesperados' com a sua pré-candidatura à Prefeitura de João Pessoa.

“Usar dessa forma é desespero de quem está achando que a minha candidatura ameaça. Estou extremamente tranquila, todas as minhas contas foram aprovadas. Inclusive, as duas últimas, de 2013 e 2014, já se encontram com o relator. Então minha consciência é tranquila. Não uso desse expediente e de nenhum que não esteja estabelecido por lei como responsabilidade do gestor”, concluiu.


Por Ângelo Medeiros - WSCOM

Corregedoria arquiva mais duas representações contra juiz Moro em casos relacionados a Lula

Reclamações de autoria de um advogado alagoano e do deputado estadual Anísio Soares Maia, do PT da Paraíba alegavam que o magistrado cometeu infrações disciplinares em decisões que envolvem as investigações contra o ex-presidente

BRASÍLIA - A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou, nesta segunda-feira, 30, mais duas representações contra o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. O magistrado foi questionado por ter supostamente cometido infrações disciplinares em decisões que envolvem as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As reclamações eram de autoria de um advogado alagoano e do deputado estadual Anísio Soares Maia, do PT da Paraíba. As ações apontavam que Moro deveria ser afastado da Lava Jato por agir com parcialidade ao autorizar a condução coercitiva de Lula, classificada como desnecessária pelos autores. Além disso, afirmavam que a suposta proximidade do magistrado com parlamentares do PSDB e representantes da TV Globo o desautorizava a atuar no caso.
Outro argumento usado era de que Moro deveria ser punido por violar o sigilo das interceptações telefônicas obtidas no âmbito da investigação envolvendo autoridade com prerrogativa de ser investigada apenas no Supremo Tribunal Federal, no caso a presidente afastada Dilma Rousseff. Assim como em decisões anteriores das últimas semanas, a ministra Nancy negou as alegações.
Com isso, das 14 reclamações contra Moro que tramitavam na corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde março, apenas duas restaram. A previsão é de que, como elas têm argumentação semelhante às demais, também acabem sendo arquivadas pela ministra. 

Por Descrição: http://cdn.oas-c17.adnxs.com/RealMedia/ads/Creatives/default/empty.gif/0 GUSTAVO AGUIAR - O ESTADO DE S.PAULO


domingo, 29 de maio de 2016

Lotéricas suspendem serviços por oito dias a partir desta semana; veja como fica

Motivo da paralisação é a defasagem no aumento de tarifas repassadas pela Caixa Econômica Federal aos correspondentes

As casas lotéricas vão suspender alguns serviços a partir do próximo sábado (4) na Paraíba, conforme comunicado divulgado neste domingo (29). A paralisação vai até o dia 11 de junho e segue uma mobilização nacional.
Nos dias 4 e 11 de junho, as lotéricas não vão realizar pagamentos de boletos bancários ou contas de consumo. Já entre os dias 6 e 10, os estabelecimentos seguirão um calendário onde boletos de determinados bancos não serão aceitos. Detalhes do calendário não haviam sido definidos até a publicação desta matéria. 
Segundo a presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos da Paraíba, Marlene Falcão, o motivo da paralisação é a defasagem no aumento de tarifas repassadas pela Caixa Econômica Federal aos correspondentes.
Conforme comunicado do sindicato, já faz dois anos que as tarifas repassadas às lotéricas foram ajustadas, o que tem prejudicado a manutenção de serviços. Ainda de acordo com Marlene Falcão, os empresários têm tentado negociar novos valores com a Caixa há mais de um ano, mas as reivindicações não foram atendidas.
Atualmente, a Paraíba possui 320 casas lotéricas, gerando cerca de sete mil empregos. Só na Grande João Pessoa, há 120 estabelecimentos em funcionamento. 


Portal Correio

Pesquisa indica que aprovação de governo Macri está em queda

Argentinian Presidency /AFP/STR
A imagem do presidente Mauricio Macri está em queda e atravessa seu pior momento desde que assumiu em dezembro passado, mas os argentinos mantêm expectativas moderadas, segundo uma pesquisa de opinião divulgada no domingo pela Management & Fit (M&F).
"Hoje, transcorridos mais de cinco meses deste novo governo, a perda de capital político do presidente Macri foi, de acordo com as nossas pesquisas, de seis pontos e meio enquanto a aprovação de sua gestão e pouco mais de sete pontos de sua imagem pessoal", afirmou Mariel Fornoni, diretora da M&F, em uma coluna de opinião no jornal Clarín.
Ainda que a aprovação (44,1%) seja maior do que a reprovação (42,5%), no mês anterior essas variáveis se encontravam em 45,8% e 41%, respectivamente, segundo a pesquisa.
Macri, líder de uma aliança de centro-direita, reitera que a Argentina atravessa seu pior momento, mas que no segundo semestre começará a recuperação e a inflação, que acumulou 20% entre janeiro e abril, recorde da última década, será contida.
"A opinião pública continua apostando na figura do presidente pensando que depois do do esforço coletivo o pode estar por vir", acrescentou Fornoni.
Sobre os 4.000 pesquisados, 24,7% disse que o aumento dos preços é o principal problema, enquanto que para 19,2% é o aumento das tarifas de gás, eletricidade e água corrente.
Depois aparecem a insegurança (16,0%), a corrupção (14,4%), o desemprego (11,1%) e a pobreza (9,2%).
Entre os entrevistados, 50,5% disseram ter sido "muito afetados" pelo aumento de tarifas, enquanto 36% se considerou "pouco" ou "nada afetado".
O governo de Macri aumentou de entre 200% e 700% os preços de eletricidade, gás e água, com o argumento de que estavam defasados pela administração da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).


AFP

Exército pode assumir obras investigadas na PF

Temer avalia substituir empreiteiras do petrolão pelo Exército

O presidente Michel Temer discute a viabilidade de o Exército assumir as obras atrasadas que estão sob controle de empreiteiras enroladas na roubalheira à Petrobras. O Planalto pediu estudo ao ministro Helder Barbalho (Integração) para ampliar a participação do Exército na transposição do rio São Francisco. A obra, que já custou mais de R$ 8 bilhões, deve ser a primeira a receber o reforço dos militares. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A Usina de Belo Monte, duas ferrovias, um aeroporto e a Usina de Angra 3 são algumas das obras que podem ser tocadas pelo Exército.
A situação da Mendes Júnior é a que mais preocupa: tem contratos de mais de R$ 1 bilhão no governo, mas suas finanças estão arrebentadas.
Helder Barbalho turbinou repasses para os projetos em curso. Passaram de R$ 150 milhões para R$ 215 milhões ao mês.


Diário do Poder