Radio Evangélica

segunda-feira, 23 de maio de 2016

PSDB mantém diálogos com partidos de oposição a RC para barrar projeto do PSB em JP; acordo pode alcançar 2018

Imagem: Internet/Reprodução
O presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, declarou ao PB Agora que segue dialogando com legendas que atualmente fazem oposição ao governador Ricardo Coutinho. Embora as próximas eleições sejam municipais, também é de interesse dos tucanos estenderem a aliança até o pleito eleitoral de 2018.
Ruy Carneiro disse que recentemente conversou com o pré-candidato à Prefeitura Municipal de João Pessoa pelo PMDB, o deputado Manoel Júnior, e também o Lucélio Cartaxo, do PSD. "Eu conversei sábado passado com o deputado Manoel Júnior (PMDB) e a noite com Lucélio. O tema foi bem amplo, sobre 2016 e 2018, questões da cidade e possibilidades de coligações. A política é a arte da conversa e além disso fazemos o papel de interlocutor de toda a situação”, disse Ruy.
O presidente do PSDB na Paraíba disse ainda que o objetivo do partido é seguir na oposição ao governado Ricardo Coutinho e por isso vem analisando as candidaturas do PMDB, PTB e inclusive a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo. “Temos três candidaturas que fazem oposição ao Governador, PMDB, PTB e PSD. Vamos analisar se nós podemos construir situações seja para o primeiro turno, seja para o segundo turno. Seria muito interessante a união com esse agrupamento. Torço pela união das oposições dentro de uma estratégia maior", explicou Ruy.


PB Agora

Sucessor de Jucá no Planejamento é citado na Zelotes

Foto: Jefferson Rudy/Veja
O secretário executivo do Planejamento, Dyogo Henrique Oliveira, que substitui a partir desta terça-feira o peemedebista Romero Jucá à frente da pasta, é um dos alvos da Operação Zelotes, investigação que apura a existência de um esquema de compra de medidas provisórias e benefícios fiscais nos governos Lula e Dilma. Ele foi citado por lobistas como um dos contatos dentro do governo para as negociações de MPs. Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Oliveira, que também foi o número 2 do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa. Entre 2009 e 2011, ele foi secretário adjunto de Direito Econômico do Ministério da Fazenda, quando foram editadas e aprovadas as medidas provisórias que os investigadores dizem terem sido comercializadas para ampliar a vigência de incentivos fiscais dados a montadoras de veículos. Dyogo Oliveira nega ter cometido irregularidades. (Laryssa Borges, de Brasília)


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Aliados elogiam licença de Jucá e dizem que “crise sai com ele”

Para Rubens Bueno (PPS),saída de Jucá estanca crise no governo

Foto: Alexandre Martins/Câmara
Aliados do governo Michel Temer na Câmara dos Deputados elogiaram a decisão do ministro do Planejamento, Romero Jucá, de se afastar do cargo. Surpreendidos com o anúncio de Jucá quando ainda davam entrevistas no Salão Verde pedindo sua saída, os líderes partidários admitiram que a gravação entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, causou constrangimento e disseram que agora a crise deixa o Palácio do Planalto.
"A decisão foi acertadíssima e era esperada por todos nós", comentou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA). O tucano disse que a saída dá a oportunidade de Jucá se defender, já que agora o peemedebista tinha se colocado numa situação de suspeição.
Imbassahy afirmou que a decisão foi boa para o País e para um governo que se inicia em meio a uma crise política, econômica e moral. "Há tantas coisas desagradáveis que tudo que você coloca de negativo sempre acrescenta de uma maneira muito maior", emendou.
O líder disse que não causou desconforto as menções ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Ele disse que Machado buscou o PSDB por seis vezes consecutivas. "Não tem nada que comprometa o PSDB", declarou.

Hargreaves
O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que Jucá não deveria sequer ser nomeado por estar sob investigação da Operação Lava Jato. "Seu pedido de licença do cargo, apesar do desgaste que já causou ao governo, é um ato meritório, daqueles que querem contribuir para o bem do País. Porque ele no governo, a crise está dentro do governo. E saindo do governo, a crise está com ele", observou Bueno.
O líder comparou a situação de Jucá ao de Henrique Hargreaves, ex-ministro do governo Itamar Franco, que deixou o cargo temporariamente quando se tornou alvo de denúncias no Orçamento da União e depois voltou a ser chefe da Casa Civil.
Bueno considera insustentável um ministro ficar no cargo sob investigação da Operação Lava Jato. "Ninguém consegue de forma alguma ficar de pé num cargo de governo com denúncias da Lava Jato", destacou.
Outro a elogiar a saída de Jucá foi o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Para o parlamentar, a decisão mostra que o governo Temer é diferente do governo Dilma Rousseff pois apresenta soluções rápidas aos problemas que surgem. "O ministro Jucá se afasta como fez lá atrás o ministro Hargreaves. Ele vai se defender fora do governo e, portanto, ele poderá retornar ao governo", declarou.
Pauderney avaliou que o afastamento impede a criação de uma "crise desnecessária". "Iria trazer foco para uma questão que ia atropelar o que estamos comprometidos a fazer: que é a retomada do processo de reconstrução do País. Há uma necessidade de colocarmos foco nessa questão", completou.

PMDB
O primeiro vice-líder do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS), lembrou que Jucá tem uma capacidade política reconhecida por vários partidos e que ninguém gostaria que ele deixasse o governo que se inicia. "Essa gravação efetivamente acrescenta constrangimentos. Não pelo fato do cidadão ser investigado, ao contrário, ninguém pode se julgar acima de qualquer suspeita. O agente político tem que saber que em muitos momentos vai estar sujeito a investigações. Não é o fato dele ser investigado que leva ao seu afastamento, mas o fato dessa gravação causar constrangimentos", afirmou.
Marun disse que a decisão de Jucá foi sábia, lúcida, e de quem sabe que o governo precisa avançar. "Entendo que nos próximos dias o governo tem de ter um pensamento focado no andar sem o Jucá", avaliou.


Diário do Poder

domingo, 22 de maio de 2016

Efraim Filho pedirá a Temer para concluir dragagem do Porto de Cabedelo

Efraim Filho disse que a Paraíba precisa de ações estruturantes que transformem a sua história econômica

Foto: Dilvulgação
O deputado federal paraibano Efraim Filho (Democratas) informou que pedirá ao presidente em exercício Michel Temer a conclusão da dragagem no porto paraibano, localizado no município de Cabedelo.
Efraim Filho disse que a Paraíba precisa de ações estruturantes que transformem a sua história econômica e a primeira e mais urgente segundo o parlamentar é a conclusão da transposição do Rio São Francisco e dentro dessa alavancagem econômica que necessita o Estado, também destaca-se  a dragagem do porto de cabedelo com a retirada de 160 mil metros cúbicos de material que ainda impedem uma profundidade de 11 metros em 1,3 quilômetros restante de canal.
O deputado lembrou que esse é um problema que precisa ser vencido pelo Governo Federal, não há justificativa plausível para não se concluir a dragagem do porto de cabedelo.
De acordo com o deputado o Porto pode alcançar R$ 1 bilhão em ICMS com a nova estrutura de profundidade, reforço do cais envolvente e construção de um Terminal de Múltiplo Uso. Essas mudanças necessitariam de cerca de R$ 500 milhões em investimentos.
Efraim Filho  concluiu dizendo  que o porto é a porta de entrada do desenvolvimento do Estado e que o Porto de Cabedelo foi inaugurado em 23 de janeiro de 1935. De acordo com ele, a Paraíba engloba três dos principais Estados da região central do Nordeste, tendo um mercado consumidor, aproximado, de 12 milhões de pessoas.


ClickPB

Senado define na terça-feira novo cronograma do processo de impeachment de Dilma

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A segunda etapa do processo contra a presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado começa nesta terça-feira (24) com a apresentação do plano de trabalho do relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Até agora, já foi dado prazo de 20 dias, que terminam no dia 31 de maio, para que a presidenta afastada apresente uma nova defesa por escrito. Chamada de pronúncia, é nesta fase que também são juntadas ao processo todas as provas consideradas importantes por acusação e defesa. Pode haver ainda audiência de testemunhas, diligências e debates entre a acusação e a defesa.
A partir daí, um novo relatório será elaborado por Anastasia, votado na comissão e depois no plenário da Casa. Assim como na fase de admissibilidade, de novo, em ambas as votações (na comissão e no plenário), será exigida maioria simples, ou seja, metade mais um dos senadores presentes a sessão. Se aprovado o relatório no plenário, após 48 horas, será marcado o último julgamento que pode tirar definitivamente a presidenta Dilma do cargo.
A Comissão Especial do Impeachment continua a ser presidida pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), mas caberá ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atuar como presidente dos dois julgamentos que ainda podem ocorrer no plenário do Senado sobre o caso. Lewandowski também dará a palavra final sobre questões de ordem apresentadas na comissão, mas que forem objeto de recurso no plenário da Casa.
Lewandowski já tem uma sala de apoio para trabalhar na 1º vice-presidência do Senado, porém deve continuar despachando do Supremo. Ao assumir essa função no Senado, em 12 de maio, mesmo dia em que o plenário da Casa aceitou a admissibilidade do processo que resultou no afastamento temporário de Dilma, o ministro afirmou que os juízes são os senadores e que ele atuará como um órgão recursal. O presidente do STF disse ainda que os procedimentos a serem seguidos são baseados no processo deimpeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.

Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil

Edição: Carolina Pimentel

Brasil no fim da fila do livre-comércio

País ficou completamente à margem dos acordos comerciais firmados pelos maiores países do mundo, e agora quer mudar esse quadro

GENEBRA - Com uma política de Estado focada apenas na combalida Organização Mundial do Comércio (OMC) e com um setor industrial refratário a concessões, o Brasil ficou à margem da expansão sem precedentes de acordos bilaterais e regionais do comércio na última década. Ao final de fevereiro de 2016, o País era o que tinha o menor número de tratados comerciais entre os países do Brics. Além disso, estava envolvido em apenas cerca de 1% dos acordos fechados pelo planeta. Na prática, o sistema comercial do século 21 começou a ser construído sem a presença do Brasil.
Agora, o discurso do novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, apontando que o governo de Michel Temer vai relançar a ideia por acordos bilaterais foi acompanhado com grande atenção por governos de todo o mundo e nos corredores da OMC.
No fim de fevereiro, o Brasil estava envolvido em apenas
cerca de 1% dos acordos fechados do mundo
Mas, segundo diplomatas e analistas consultados pelo Estado, uma mudança na postura do Brasil não vai depender apenas do governo. Para experientes observadores na União Europeia (UE), por exemplo, um dos maiores entraves foi sempre a indústria brasileira, que evitava aceitar qualquer abertura de seu mercado. “A Fiesp terá de ser convencida a ceder”, disse um alto funcionário da UE em Bruxelas.
Outro obstáculo que o Brasil enfrentava para fechar acordos comerciais era o governo de Cristina Kirchner na Argentina, que deixou claro por anos que não queria um acordo de livre-comércio com a Europa ou com qualquer outra economia que pudesse ameaçar seus aliados nacionais. “Com a chegada de Maurício Macri à presidência da Argentina, as coisas mudaram”, disse Francisco Assis, deputado do Parlamento Europeu, entusiasmado com a possibilidade da retomada da negociação entre UE e Mercosul.
“Com Temer e Macri, acreditamos que haverá um impulso nas negociações entre o Mercosul e a UE. Não será um processo fácil. Mas ele faz todo o sentido, econômico e também em termos geoestratégicos”, disse o deputado, responsável pelos assuntos de Mercosul no Parlamento Europeu.
Mas, mesmo dentro do Itamaraty, muitos alertam que a busca por acordos comerciais de forma bilateral não conseguirá resolver um dos principais obstáculos para as vendas brasileiras: os subsídios agrícolas de Estados Unidos, Europa e Japão.
Para trás. Dados da Organização Mundial do Comércio mostram que, entre 2005 e 2016, o cenário internacional foi bruscamente modificado por uma proliferação inédita de acordos bilaterais. No início de 2005, estavam em vigor cerca de 260 tratados entre países, concedendo diferentes benefícios a exportadores. Ao final de fevereiro de 2016, o cenário era radicalmente diferente: no total, governos haviam notificado à OMC mais de 625 acordos comerciais, envolvendo tanto a liberalização de serviços como de bens. Desses, 419 estavam em vigor.
Nesse mesmo período, o Brasil enterrou a Aliança de Livre-Comércio das Américas (Alca), não conseguiu avançar o acordo com a União Europeia e patinou ao tentar estabelecer tratados comerciais com outros países emergentes. Mas o argumento é de que a estratégia recompensaria o País, uma vez que o acordo global que vinha sendo conduzido pela OMC ditaria as novas regras mundiais para a próxima geração e que seria a única capaz de reduzir os subsídios agrícolas dados pelos países ricos, que afetam a competitividade das exportações brasileiras pelo mundo.
A aposta na OMC, porém, não deu resultados e, 16 anos depois, não apenas o País não conseguiu acesso aos mercados das economias ricas para seus bens agrícolas como as regras para limitar as distorções ao comércio jamais foram implementadas de uma forma profunda.
Em um impasse desde 2000, a OMC foi marginalizada e hoje nem mesmo manifestações ocorrem nas portas do organismo. Já os governos se lançaram em acordos bilaterais e regionais para compensar o que, em Genebra, não iriam obter.
Aos membros da OMC, a diplomacia do presidente americano, Barack Obama, deixou claro há anos que não iria mais esperar. Hoje, o governo americano conta com 14 diferentes tratados comerciais e negocia com a Europa a criação da maior área de livre-comércio do mundo.
Nesse período, não foram apenas os europeus e americanos que fecharam acordos comerciais. Nas Américas, o México soma 13 tratados com parceiros de todo o mundo. Já o Chile, sem as amarras do Mercosul, conta com 26 acordos de livre-comércio. Mesmo o Canadá usou os tratados para tentar reduzir sua dependência em relação à economia dos EUA. No total, soma 17 tratados e ainda negocia outros seis.


Por JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE - O ESTADO DE S.PAULO

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Roberto de Lucena propõe congelamento de salários dos políticos

"É o mínimo que podemos fazer", defende parlamentar do PV

O deputado federal Roberto de Lucena (PV/SP) apresentou uma proposta na Tribuna da Câmara dos Deputados que promete gerar polêmica. Considerando a realidade do país, que se vê diante de um enorme déficit, o parlamentar está propondo o congelamento dos salários de todos os políticos da nação pelo período de cinco anos.
Lucena, que é pastor e membro da bancada evangélica, está desejoso que o projeto seja apoiado pelos colegas. “Isso é cortar na própria carne, e é o mínimo que podemos fazer. É um gesto que aponta o nosso compromisso e a nossa fé na recuperação do Brasil”, afirmou o parlamentar em discurso. No seu entendimento, essas propostas são uma forma de os políticos “demonstrarem seu compromisso” com a recuperação do Brasil.
“Vivemos um quadro econômico dramático, inflação combinada com recessão”, lembrou. Mencionando o alto número de desempregados, mostrou sua preocupação com os rumos da economia, mas faz a ressalva de que “o Brasil é maior do que qualquer crise”.
Ele é autor também do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe os governos nas três esferas (federal, estadual e municipal) de parcelarem salários dos servidores públicos. Já está tentando coletar as assinaturas necessárias para que essas PECs tramitem na Câmara.
Na tarde desta quinta (19), ele protocolou oficialmente as propostas, marcando assim sua volta à ativa na Câmara. Lucena esteve licenciado para assumir a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.


Por Jarbas Aragão para o Gospel Prime

BBC pondera transmitir cerimónias muçulmanas

O responsável do departamento de ética e religião da BBC, Aaquil Ahmed, apresentou a proposta ao diretor da estação pública britânica. A medida está a ser estudada.

Foto: Peter Nicholls / Reuters
A BBC está a equacionar a possibilidade de dedicar espaço na programação para transmitir cerimônias religiosas muçulmanas, à semelhança do que já faz com programas cristãos. A proposta chegou ao diretor-geral da estação pública britânica por parte de Aaqil Ahmed, o responsável do departamento de ética e religião da BBC.
Ahmed concluiu que confissões religiosas para além da cristã, como a muçulmana, hindu e a siquista, devem ser representadas pela estação pública de forma proporcional à audiência, cuja diversidade religiosa tem vindo a desenvolver-se.
"O cristianismo continua a ser a religião da maior parte do nosso público e por isso há mais horas dedicadas a essa fé do que às outras, mas esta área não é estática. Ela evoluiu ao longo dos anos e temo-la estudado regularmente. Nós medimos as horas dos programas religiosos e cruzámos os dados com o padrão religioso da sociedade", revelou Aaqil Ahmed, em comunicado.
Vários líderes muçulmanos mostraram-se disponíveis para deixar as respetivas mesquitas serem filmadas, ressalvando que "o objetivo não passar por retirar exposição televisiva aos cristãos." O número de muçulmanos no Reino Unido duplicou na última década, perfazendo uma comunidade de três milhões de habitantes.
Confrontado com a matéria, um porta-voz da BBC revelou que a proposta está de facto a ser considerada: "A nossa intenção é aumentar o número de programas cristãos e de outras confissões, portanto a questão não passa por abdicar de nenhum dos conteúdos na nossa grelha de programação."
A nomeação de Ahmed para o cargo de ética e religião da estação pública da Grã-Bretanha gerou alguma preocupação por parte da Igreja de Inglaterra, depois de o muçulmano ter saído do Canal 4 britânico em conflito com alguns padres católicos. Em causa estava a programação de vários comentários que alegadamente favoreciam o Islão em detrimento das outras religiões.




www.jn.pt

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Advogado bêbado é preso após chutar portões e xingar agentes em presídio de JP

De acordo com o diretor do presídio do Roger, Lincon Gomes, o advogado chegou ao local vestido com bermuda e sandálias, além de apresentar sintomas de embriaguez

Presidio do Roger
Um advogado foi detido por desacato, na tarde desta quinta-feira (19), ao tentar entrar no presídio do Roger vestido de bermuda, sandália e com sintomas de embriaguez.

De acordo com o diretor do presídio do Roger, Lincon Gomes, o advogado chegou ao local e queria forçar a entrada para visitar um conhecido. Proibido de entrar no presídio com as roupas que estava e com sintomas de embriaguez, o advogado chutou o portão e xingou agentes penitenciários.
“Ele estava vestido com bermuda e sandália, tinha sintomas de embriaguez e tentou forçar entrada no presídio. Os agentes não liberaram a entrada e ele começou chutar o portão e a xingar os agentes. O advogado foi detido por desacato e vai pra a Central de Polícia Civil”, afirmou o diretor.
Os agentes do presídio aguardaram a chagada de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB) para levar o advogado à Central de Polícia, onde ele deve ser autuado por desacato.


Portal Correio

Para EUA e Alemanha, impeachment segue trâmites legais no Brasil

Na OEA, representante norte-americano diz que processo respeitou as instituições
Até Dilma Rousseff terá de responder ao Supremo porque classifica de "golpe"

Foto: Fernando Bizerra Jr. EFE
O embate entre partidários de Dilma Rousseff e defensores do impeachment sobre se o processo de destituição é ou não "golpe" se trasladou de vez às esferas diplomáticas no exterior. Uma semana depois de Dilma ser afastada pelo Senado, a OEA (Organização dos Estados Americanos) foi o palco para que EUA, Argentina e Paraguai se confrontassem com as visões de Bolívia e Venezuela. Pela primeira vez, um diplomata norte-americano foi menos protocolar e cauteloso sobre a crise brasileira. O embaixador interino dos EUA, Michael Fitzpatrick, afirmou que "o que está ocorrendo no Brasil foi feito seguindo o processo legal e respeitando a democracia".
Fitzpatrick, questionado pela agência EFE, foi ainda mais claro: “Não acreditamos que seja um golpe de Estado suave ou de qualquer tipo. O que ocorreu no Brasil seguiu o devido processo legal constitucional, respeitando completamente a democracia”. Barack Obama não telefonou ao colega interinoMichel Temer e a ideia da Casa Branca é manter a discrição até que que o processo de impeachment passe por sua última etapa no Senado.
Na reunião da OEA, Argentina e Paraguai, sócios do Brasil do Mercosul, repetiram discurso semelhante ao do representante de Washington, enquanto a aliança mais à esquerda liderada pela Venezuela se alinhava à tese de Dilma Rousseff, que classifica o processo de "golpe".
O embaixador do Brasil na entidade, José Luiz Machado e Costa, comemorou o posicionamento dos EUA: "Isso é positivo pois é o pais que é o principal ator no cenário internacional reconhecendo a legitimidade do processo de impeachment brasileiro", disse a O Globo.
A crise brasileira já tinha lugar de destaque na OEA. O secretário-geral Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, anunciou a sua intenção de fazer umaconsulta à Corte Interamericana de Direitos Humanos a respeito de um processo de impeachment que, segundo afirmou, “gera dúvidas e incertezas jurídicas”. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão independente ligado à OEA, expressou também quarta-feira "profunda preocupação" com a falta diversidade e a especulação sobre cortes em gastos sociais.

Alemanha e Supremo
Do outro lado do Atlântico, a Alemanha também foi instada a se manifestar. Questionado por um repórter, Martin Schäfer, porta-voz do Ministério do Exterior da Alemanha, afirmou seu Governo não se deixa levar por "jogos de palavra e formulações simples desse tipo". Schäfer afirmou que o Governo trabalha com o interino e frisou que o Brasil é o maior parceiro da Alemanha na América Latina.
O uso da palavra "golpe" para designar um processo de impeachment que considera sem base legal -obrigará a própria presidenta afastada, Dilma Rousseff, a se explicar em dez dias ao Supremo Tribunal Federal sobre o termo. A interpelação foi feita por partidos de oposição e aceita pela ministra do STF, Rosa Weber. Dilma argumenta que o atraso feito a um pagamento ao Banco do Brasil e decretos para aumentar verbas em 2015 fora da meta fiscal, os dois crimes de que é a acusada no impeachment, não configuram crime de responsabilidade e que, portanto, o Congresso a afastou de maneira ilegal e ilegítima.


El País