Radio Evangélica

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Datafolha: 45% dos deputados apoiam renúncia de Cunha

Uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 324 dos 513 deputados revela que 45% deles, quase a metade, defendem a renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal por suspeita de envolvimento no escândalo do petrolão e já foi denúnciado pela Procuradoria-Geral da República. O Ministério Público descobriu que ele manteve contas secretas na Suíça, o que o peemedebista negou à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. Cunha foi denunciado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, mas rejeita deixar o cargo.
A pesquisa foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira. Segundo o instituto, 25% dos entrevistados acham que Eduardo Cunha deve permanecer no cargo, e 30% decidiram não se posicionar sobre a questão.
Mais de metade dos deputados (52%) não respondeu se votaria pela cassação do mantado de Eduardo Cunha, eleito no início do ano para presidir a Câmara em uma derrota do governo federal no Legislativo. Votariam a favor da cassação 35% dos deputados, e 13% disseram que votariam contra, ou seja, pela manutenção do mandato parlamentar.
O Datafolha ouviu 63% dos deputados em exercício entre os dias 19 e 28 de outubro. Mauro Paulino, diretor do instituto, afirmou que a pesquisa não possui o mesmo grau de confiabilidade dos levantamentos eleitorais por causa da alta taxa de deputados que se recusaram a participar ou não foram encontrados – 37%. Ele também alertou que muitos deixaram de responder a questões para não se comprometer. “Há um número significativo de parlamentares escondendo o jogo”, disse. “Os resultados finais indicam tendências gerais, mas não são representativos do total do Congresso.”

Fonte: Veja / Folha da Paraíba


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Mais de 1 milhão de brasileiros perdem emprego em 2015 e desocupação vai a 8,7%

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 8,7% no trimestre encerrado em agosto de 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, no mesmo trimestre do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua ficou em 6,9%. Nesse período, ou seja na comparação com o trimestre que vai de junho a agosto de 2014, a quantidade de empregados com carteira de trabalho assinada recuou em 1,1 milhão.
No trimestre móvel até maio deste ano, a taxa havia sido de 8,1%. A comparação do trimestre até agosto ante o trimestre até maio é feita para que não haja repetição das informações coletadas, já que a cada mês, segundo o IBGE, são visitados 33% dos domicílios da amostra.
Desempregados. O número de desempregados em todo o País aumentou 29,6% entre os meses de junho a agosto ante igual período do ano passado. Isso significa que 2,008 milhões de pessoas passaram a buscar uma vaga nesse período.
Com isso, o Brasil tinha, nos três meses até agosto, 8,804 milhões de desempregados. Trata-se do maior nível da série, iniciada em janeiro de 2012. O crescimento da população desocupada também foi recorde na pesquisa, que tem informações desde março de 2013 no confronto anual.
A maior procura por emprego é o principal combustível para o avanço da taxa de desocupação. A força de trabalho, que inclui as pessoas que têm emprego ou estão atrás de uma vaga, cresceu 2,2% no trimestre até agosto ante igual período de 2014. Ou seja, 2,197 milhões de pessoas ingressaram na população ativa. Só que a geração de vagas foi insuficiente para acomodar esse contingente. No mesmo tipo de confronto, a população ocupada avançou 0,2%, isto é, foram abertos 189 mil novos postos de trabalho em todo o País. O restante ficou na fila de desemprego, contribuindo para a maior taxa de desocupação.
Renda. A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.882,00 trimestre até agosto de 2015. O resultado representa alta de 1,0% em relação ao período de junho a agosto de 2014 e recuo de 1,1% ante os três meses até maio deste ano.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 167,8 bilhões no trimestre até agosto de 2015, alta de 1,2% ante igual período do ano passado e recuo de 1,1% ante o trimestre até maio deste ano.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas e será encerrada em fevereiro de 2016, e também a Pnad anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.


Estadão / Pb Agora


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ricardo diz que Cartaxo 'maquia obras' e rebate prefeito: 'sou burocrata, mas eficiente e produtivo'

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), alfinetou o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), afirmando que o gestor maquia obras e apontou que as justificativas para a saída do PT para o PSD, culpando a ‘influência do PSB’ é ‘bobagem’.
Em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, nesta quarta-feira (28), o governador afirmou que ‘tem mais coisas a fazer, inclusive trabalhar, sem maquiagem’, ao ser questionado sobre uma antecipação de eleições com as plenárias.
“Não se pode fazer política na maquiagem. Não consigo uma cidade, capital do Estado como João Pessoa passar três anos e fazer três obras. É lamentável. E determinados meios de comunicação tentam dar a essas obras uma epopeia como se fossem três grandes pirâmides na época dos faraós”, disse.
Contudo, para Coutinho, o povo sofre muito e lamenta. “O recado que dou é que tem que trabalhar, mas de verdade, não propaganda paga em veículo de comunicação”, bateu.
Questionado sobre as declarações de Cartaxo apontando que a saída do PT aconteceu devido à influência do PSB, o governador taxou de ‘bobagem’. “Está tentando justificar o injustificável. Um político que não tem coragem de fazer crítica a alguém, pula fora do barco e depois fica sem ter explicação para isso aí tenta na base do absurdo porque um partido como o PT subordinado ao PT é uma bobagem tão grande que não se sustenta em nenhum dicionário da política”, reclamou.
Já sobre ter sido taxado de burocrata pelo prefeito, Coutinho destacou que ‘talvez seja’, porém é um burocrata eficiente e produtivo e que a cidade de João Pessoa o conhece desde os Funcionários II ao Gervásio Maia e qualquer outro canto “diferente dele (Cartaxo)”.
Sobre as alianças, o governador afirmou que irá conversar com todos os partidos que forem possíveis e concordarem com a nova forma de governar. 

Marília Domingues / Fernando Braz

ww.paraiba.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Reeleição: hora criticada e depois usada por quem criticou

Fazendo umas pesquisas na internet me deparo com uma matéria do G1 na data de 23/04/2007, onde o então Presidente Lula afirma que sempre foi contra a reeleição, mesmo reconhecendo que era um presidente reeleito e seu partido foi um dos que votou contra a reeleição em 1997.
Depois me deparo com uma noticia do site IG, onde o mesmo critica o fim da reeleição aprovada na Câmara.
E o interessante é o tal site conversa afiada, que na verdade é um site que deveria mudar de nome para assessoria do PT, resgatar matérias e conteúdos de jornais no passado onde fala que FHC comprou votos para que a reeleição fosse aprovada. E até hoje é criticada em debates presidenciáveis.
Mas uma coisa é certa... quem mais criticou e critica a reeleição aprovada no Governo de FHC, hoje é quem se beneficia com ela.
Se eu estiver errado alguém me corrija.
E antes que alguém venha falar também sou contra a reeleição. Não sou ligado a partido nenhum e muito menos simpatizante e também não devo favor a político nenhum.


Joabson João
Tags: Reeeleição. Governo

domingo, 25 de outubro de 2015

Paraíba é primeiro estado do Nordeste a utilizar sistema de desinfecção de água para o consumo animal

A Paraíba está se tornando o primeiro Estado do Nordeste a utilizar material reciclado em avicultura num projeto apoiado pelo Governo do Estado, por meio do Cooperar, em parceria com o Banco Mundial. A ideia surgiu a partir da união entre especialistas da instituição e ex-catadores de lixo da Comunidade Barro Vermelho, que também são agricultores da zona rural de Riachão, na microrregião do Curimataú Oriental. O aviário e o sistema serão inaugurados oficialmente na próxima terça-feira (27).
O engenheiro agrônomo, especialista em Agroecologia e Avicultura Caipira e consultor do Cooperar, Agilson Montenegro, conta que percebeu a possibilidade de utilizar o Sistema Sodis (SOlar water DISinfection), já conhecido no Continente Africano, de uma forma mais automotiva, sem intervenção humana e com um grande volume de água para a criação de aves e não apenas para o consumo das pessoas. O trabalho aconteceu em parceria com o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) de Picuí-PB.
 “Raios ultravioletas atacam bactérias e fungos e a temperatura age como um sinergismo. O calor ainda mata os vírus e as bactérias e protege também dos coliformes fecais”, explicou Agilson. Trata-se da desinfecção da água por aquecimento solar, na qual 150 garrafas pets são unidas, uma a uma, totalizando 300 litros de água purificada a cada seis horas de exposição. A água sai da cisterna, passa pelas garrafas e, quando desinfetadas são transferidas para caixas suspensas e então liberadas para o consumo das aves. Na África, as famílias utilizam a tecnologia para purificação de pequenas quantidades de água, destinada ao consumo humano e é necessária a intervenção das pessoas para o enchimento e esvaziamento de algumas garrafas manualmente a cada troca.
Esta nova fórmula está beneficiando 18 famílias da Comunidade Barro Vermelho, que encontraram na avicultura um trabalho não-penoso e que pode ser realizado tanto pelos maridos, como também pelas esposas e filhos. Severino Miguel, um dos moradores beneficiados, comemora a nova vida. “Graças a Deus, mudou tudo na vida da gente. Agora tem trabalho e nós vamos lutar e trabalhar dentro de casa”, destacou.
Francisca Miranda, a esposa, também festeja a nova realidade, após precisar ficar longe do marido enquanto ele trabalhava em fazendas distantes e ela catava lixo nas ruas e sítios. “Trabalha tudo junto aqui agora, a família inteirinha. E é bonita essa criação, faz até pena vender depois”, falou a avicultora que ainda se diverte com a criação.
São cerca de 750 aves em fase de crescimento que, depois de beneficiadas, serão destinadas para o abate. O aviário foi construído com dimensões de 15 m comprimento x 7 m de largura totalizando 105m², composto de uma área para pastejo, dividida em dois espaços de 32 m²  cada área, e que recebeu, no mês passado, os pintos que hoje estão com 35 dias. Além da infraestrutura para a água, com cisterna tipo calçadão com capacidade para armazenar 52 mil litros de água. O local é dotado ainda de uma pequena fábrica de ração que diminui os custos com a alimentação.
A experiência da Unidade Piloto de Avicultura Caipira Sustentável deverá ser adotada em outros projetos produtivos, financiados pelo Cooperar e Banco Mundial, através do próximo convênio, em fase de preparação, denominado PB Rural Sustentável. Este projeto produtivo foi implantado com recursos do Governo e Banco Mundial, no valor de R$ 96,4 mil e beneficiou 18 famílias diretamente.

Fonte: Secom-PB / Política mais cedo

sábado, 24 de outubro de 2015

Site nacional traz denúncia da PGR contra deputado paraibano envolvido na Operação Lava Jato

O site G1 trouxe na noite de ontem, sexta-feira (24) uma matéria na qual relata uma denúncia da Procuradoria Geral da República- PGR afirmando que o PP, Partido Progressista teria recebido recursos a partir de desvios da Petrobras. E o pior, é que um dos deputados paraibanos estaria envolvido no grupo de parlamentares que distribuiam a propina na sigla.
O deputado federal e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PP) foi citado na matéria e na denúncia da PGR, a partir de uma investigação que começou em 2011, onde traz o parlamentar como um dos que controlava a distribuição de propina da Lava Jato.
O PP enviou nota onde reitera que "não admite a prática de atos ilícitos e confia na Justiça para que os fatos sejam esclarecidos".

Confira a matéria completa abaixo:
 A Procuradoria Geral da República calculou em R$ 357.945.680,52 o total de propina recebida pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Operação Lava Jato, e pelo Partido Progressista (PP) a partir de desvios de recursos na área de Abastecimento da estatal.
Em nota, o partido “reitera que não admite a prática de atos ilícitos e confia na Justiça para que os fatos sejam esclarecidos”. Para a defesa do deputado, doação legal não pode ser considerada propina. O advogado de Paulo Roberto Costa negou que a propina paga ao seu cliente e ao PP alcance R$ 357,9 milhões (leia todas as versões ao final desta reportagem).
A cifra foi informada em denúncia apresentada nesta quinta-feira (22) pela PGR contra o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) e seus dois filhos por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A procuradoria informa que, do total repassado, R$ 62,1 milhões foram destinados a parlamentares do PP por meio do doleiro Alberto Youssef. Segundo a denúncia, ele era responsável por administrar "um verdadeiro 'caixa de propinas' do PP" e realizou pelo menos 180 pagamentos para integrantes da sigla.
Na peça, o deputado Nelson Meurer é acusado de receber R$ 29,7 milhões em repasses mensais de R$ 300 mil entre 2006 e 2014. Além disso, teria recebido mais R$ 4 milhões em espécie para sua campanha e outros R$ 500 mil na forma de doações eleitorais da construtora Queiroz Galvão.
Segundo a PGR, o dinheiro de propina servia para que Nelson Meurer e o ex-presidente do PP José Janene (morto em 2010) dessem "apoio e a sustentação política necessários" para manter Paulo Roberto na Diretoria de Abastecimento da Petrobras (que ocupou entre 2004 e 2012), com "finalidade predeterminada de locupletação própria e de terceiros".
Ao final, a PGR pede que, em caso de condenação, os R$ 357,9 milhões desviados da Petrobras sejam devolvidos como forma de ressarcimento pelos danos causados. Além disso, a procuradoria pede a cassação do mandato de Nelson Meurer.


Participação de Meurer
Na denúncia, a PGR narra que Paulo Roberto foi nomeado diretor em 2004 pela cúpula do PP à época, integrada, além de Janene e Meurer, pelos deputados Pedro Corrêa (PE) e Pedro Henry (MT) – esses dois últimos, condenados no escândalo do mensalão. A peça também aponta relação mais próxima de Janene com João Pizzolatti (SC) e Mário Negromonte (BA), ambos também investigados na Lava Jato.
“Tais deputados, exatamente pela papel de comando que exerciam no PP, foram os grandes articuladores e beneficiários do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro implantado na Diretoria de Abastecimento da Petrobras”, diz a denúncia.
A PGR narra que a partir de 2011, o comando do PP passou para outros parlamentares, que também passaram a controlar a distribuição da propina. Cita como integrantes desse segundo grupo os senadores Ciro Nogueira (PI) e Benedito de Lira (AL) e os deputados federais Arthur de Lira (AL), Eduardo da Fonte (PE) eAguinaldo Ribeiro (PB), também investigados no caso.
Quanto a Nelson Meurer, o procurador-geral da República, rodrigo Janot, diz que ele foi “beneficiário de todos os tipos de repasses de propina, tanto periódicos e ordinários, como episódicos e extraordinários, em todos os momentos pelos quais passou o PP, principalmente antes, mas também depois da mudança de comando na agremiação partidária”.
A denúncia ainda diz que a sustentação política dada por Meurer para manter Paulo Roberto no cargo consistia numa “sinalização continuada” de que, mantido o esquema de propina, o PP permaneceria na base de apoio ao governo.

Versão do deputado
A defesa de Meurer informou que teve acesso à denúncia somente no final da tarde e vai que vai se pronunciar posteriormente sobre as acusações. Procurado mais cedo pelo G1, o advogado de Meurer, Michel Saliba, ainda sem acesso à denúncia, disse que, em princípio, pretendia apresentar resposta ao STF dentro de 15 dias.
Questionado sobre como será a defesa, ele afirmou que deverá alegar a tese consolidada nos tribunais de que doação legal não pode ser considerada como propina.
"Doação de empresa é doação de empresa. Não tem como carimbar dinheiro doado a algum candidato como fruto de uma troca. Se assim o for, todos os deputados que receberam doação de empresas que estão investigadas -- de uma forma ou de outra, não só na Lava Jato, mas se tiver alguma imputação criminal sobre ela -- esse parlamentar passa a ser suspeito", afirmou.
Para a defesa, a PGR deveria apontar um “nexo de causalidade” entre algum ato do deputado e o recebimento do dinheiro para a configuração de propina.

Versão de Paulo Roberto Costa
O advogado João de Baldaque Mestieri, que faz a defesa de Paulo Roberto Costa, negou a informação da PGR de que o total de propina paga ao seu cliente e ao PPx chegou a R$ 357,9 milhões.
“Que imaginação! Pode desmentir”, afirmou Mestieri. E completou: “Tudo o que ele tinha a dizer já foi dito. O resto é figuração. Não há sentido algum. Ele está sendo agora bombardeado de uma maneira... Não sei se é desespero. Isso não existe, ele não tem nada”, declarou.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo PP.

NOTA – PARTIDO PROGRESSISTA

O Partido Progressista reitera que não admite a prática de atos ilícitos e confia na Justiça para que os fatos sejam esclarecidos. Assessoria

Fonte: Pb Agora

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Levy quer simplificar recolhimento de tributos

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (23) que a capacidade de recuperação da economia brasileira é muito grande e que há chances significativas de retomada do crescimento no ano que vem. “As pessoas estão ainda um pouquinho retraídas por outros fatores. Mas eu acredito que o potencial de crescimento da nossa economia está presente, e a possibilidade de recuperação no ano que vem não é nada desprezível”, afirmou, ao participar do 10º Encontro Nacional de Administradores Tributários, na sede do ministério na capital paulista.
Segundo o ministro, algumas medidas tomadas pelo governo começam a surtir efeito. “Nossa economia já tem respondido positivamente. Eu tenho absoluta convicção que, superadas algumas turbulências que a gente está vendo nesses dias, haverá uma recuperação importante e, com isso, nós também vamos ver a arrecadação respondendo de uma maneira positiva”, disse.
 Levy defendeu adoção de ações para simplificar o recolhimento de tributos, a fim de contribuir com retomada do crescimento econômico. “São avanços que vão aumentar a nossa capacidade de arrecadar e, ao mesmo tempo, facilitar a vida de quem está gerando riqueza e bem-estar para a população, que são os contribuintes”, destacou. Entre as ações nesse sentido, o ministro citou a reforma do Programa Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
“Acho que a palavra-chave para o Brasil é produtividade. E a gente conseguir diminuir o custo das obrigações com impostos é muito importante. A governança fiscal será cada vez mais.


Fonte: Agencia brasil
Imagem: Internet

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma amostra grátis de como funciona a corrupção no Brasil

No Brasil uma quadrilha rouba a nação e sempre no meio dessa quadrilha quando um se rebela e resolve ser contra o grupo independente de qualquer motivo ele quer sair como herói e o grupo o demoniza, mesmo tendo roubado junto com ele. Onde na verdade a intenção não é mostrar o quanto o “rebelde” é corrupto, e sim mostrar que ele também roubou e é usado como bode expiatório. E o foco fica nesse “rebelde” enquanto o grupo continua roubando a nação e se colocando em uma posição de grupo herói por denunciar um corrupto
O mais irônico é ver gente saindo em defesa desses bandidos e a defesa sempre vem com a velha desculpa Robim Hood: Rouba, mas ajuda os pobres.
 E quadrilha continua fiel frase de Lenin:” Fomentem a corrupção e denuncia-a e acuse os outros do que você faz”.


Joabson João

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Base e até oposição criticam eventual corte em Bolsa Família no Orçamento

Em reunião no Planalto, relator disse que até R$ 10 bilhões dos R$ 28,8 bilhões previstos no programa poderão ser cortados
Senadores da base aliada e até mesmo da oposição reagiram nesta terça-feira (20) à intenção de se fazer cortes ao programa Bolsa Família no Orçamento de 2016. Há duas semanas, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator da peça orçamentária, já havia dito ao Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) que iria cortar "sem dó" programas sociais, entre eles o Bolsa Família.
Nesta terça-feira, em reunião no Palácio do Planalto, Barros avisou ao ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, que poderá cortar até R$ 10 bilhões dos R$ 28,8 bilhões previstos no programa.
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, defendeu enfaticamente cada centavo do programa de transferência de renda, que, na quarta-feira, 21, completa 12 anos.
O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que o programa é "quase um mantra" para a gestão petista e que há outros ajustes no Orçamento que possam ser feitos. "O esforço será para manter o Bolsa Família", destacou.
Integrante da Comissão Mista de Orçamento (CMO), o senador Walter Pinheiro (PT-BA) avaliou que, no momento de recessão econômica que repercute na queda de arrecadação dos entes federados, os pagamentos de benefícios previdenciários e o Bolsa Família são as duas principais fontes que garantem a economia dos municípios. "O INSS e o Bolsa são os arrimos de família das cidades", disse Walter, que adiantou votar contra a proposta de Barros, caso seja levada adiante.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também criticou a tentativa de reduzir os repasses do Bolsa Família. "É preciso encontrar formas e nós aqui apresentamos alguns caminhos, um deles a necessidade de se baixar as taxas de juros", exemplificou ela, em discurso no plenário, em referência à Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Embora por razões diversas, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), também concorda que não é possível cortar o programa social. Ele disse que, mesmo a proposta não atendendo o objetivo de tirar as pessoas da pobreza, não se deve reduzi-lo. "Não, não concordo, de maneira alguma, pelo contrário", comentou.



Fonte: Isto é

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Bancada evangélica cresce e mistura política e religião no Congresso

Homens de terno e mulheres de saia com a Bíblia na mão vão enchendo o auditório. Alguém regula o som do violão e dos microfones. A música que celebra "júbilo ao Senhor" estoura nos alto-falantes, e a audiência canta junto. Em um púlpito no palco, os pastores abrem o culto com uma oração fervorosamente acompanhada pelos fiéis.
Uma descrição comum de um culto evangélico não fossem os pastores, deputados, falando de um o púlpito improvisado no plenário Nereu Ramos da Câmara dos Deputados de um país laico chamado Brasil. E se o (até então) presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciado do púlpito ao entrar no recinto pelos pastores João Campos (PSDB-GO) e Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), não tivesse deixado de lado a agenda oficial para participar da celebração e tirar selfies com pessoas que se amontoavam ao seu redor.
Certamente seria bem menos estranho se logo atrás de mim, no fundo do auditório, assessores de parlamentares não estivessem fazendo piadas de cunho homofóbico e rindo alto durante boa parte do evento, que se tornou show com a chegada da aclamada cantora gospel Aline Barros, vencedora do Grammy Latino 2014 e um dos cachês mais altos do mundo gospel brasileiro. Ela tinha viajado do Rio a Brasília com o marido, o ex-jogador de futebol e hoje pastor e empresário gospel Gilmar Santos, especialmente para cantar e orar naquela manhã de quarta-feira no Congresso. Ao final do culto/evento, todos receberiam um CD promocional de Aline.
Aline Barros entoou alguns de seus sucessos com o auxílio de um playback, antes da pregação do marido. O tema é a luta do profeta Elias contra Jezebel, a princesa fenícia que se casou com o rei de Israel e, uma vez rainha, perseguiu e matou profetas israelitas. A imagem da mulher poderosa de alma cruel é usada por dezenas de sites religiosos, que comparam Jezebel à presidente Dilma Rousseff, ameaçando-a de acabar como a rainha, comida por cães.
"Em Tiago capítulo 5, versículo 17, está escrito que Elias era um homem como nós. Ele orou e durante três anos e meio não choveu. Depois ele orou de novo e Deus manda vir a chuva", diz o pastor Gilmar, dirigindo-se aos parlamentares. "Muitas vezes a gente tem orado 'Deus sacode esse país, traz um avivamento, faz algo novo'. Deus está fazendo. Mas a forma que Deus está fazendo nem sempre é do jeito que a gente quer, da nossa maneira. Muitas vezes a gente queria que Deus fizesse chover dinheiro do céu, que fizesse anjo carregar a gente no colo pra levar a gente pra todos os lados e queria pedir pra Deus pra sentar numa rede, pra ele trazer um suco de laranja e operar, trabalhar. 'Manda fogo, destrói aquele endemoniado, aquele idólatra.' Mas Deus não faz dessa forma." Por que Deus escondeu Elias? Por que Deus tem escondido muitos de vocês e ainda não estão nos jornais como sonharam ou não tiveram reconhecimento como sempre sonharam? […] Deus está te escondendo, querido. No momento certo tudo vai acontecer, você vai ser exaltado. Deus sabe como honrar. […] Pode ser o momento mais difícil do seu mandato, mas continua confiando. Muitas pessoas podem estar vivendo uma seca nesse país. Nosso país pode estar vivendo o momento mais seco da história. Vidas secas. Mas o céu nunca vai estar em crise. Nunca tem crise, nunca tem crise."

Sem crise
O número de evangélicos no Parlamento cresceu, acompanhando o aumento de fiéis. Segundo os últimos dados do IBGE, que são de 2010, o número de evangélicos aumentou 61% na década passada (2000-2010). Por sua vez, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE), encabeçada pelo deputado e pastor João Campos, agrega mais de 90 parlamentares, segundo dados atualizados da própria Frente – os números podem variar por causa dos suplentes – o que representa um crescimento de 30% na última legislatura.
A mistura de política e religião é a marca da atuação dos pastores deputados. Campos, por exemplo, é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, autor do projeto de lei apelidado de "cura gay" e defensor destacado da redução da maioridade penal, como a maioria da chamada "bancada da bala" – em 2014 ele recebeu R$ 400 mil de uma empresa de segurança para sua campanha. Cavalcante ex-diretor de eventos do pastor Silas Malafaia, seu padrinho na fé e na política, é presidente na Comissão Especial que trata do Estatuto da Família.
Encorajada por Eduardo Cunha, que assumiu a presidência da Câmara dizendo que "aborto e regulação da mídia só serão votados passando por cima do meu cadáver", a bancada evangélica tem conseguido levar adiante projetos extremamente conservadores, como o Estatuto da Família (PL 6.583/2013), que reconhece a família apenas como a entidade "formada a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos", que deve seguir para o Senado nos próximos dias. A PEC 171/1993, que usa passagens bíblicas para justificar a redução da maioridade penal, também foi aprovada na Câmara e aguarda análise do Senado, sem previsão de votação. O próprio Eduardo Cunha é autor do PL 5.069/2013, que cria uma série de empecilhos para o direito constitucional das mulheres vítimas de violência sexual realizarem aborto na rede pública de saúde. Esse está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Também foi nesta legislatura que a bancada conseguiu barrar o trecho que trata do ensino da ideologia de gênero nas escolas no Plano Nacional de Educação.
Ainda segundo os dados fornecidos pela FPE, a maioria dos parlamentares pertence a igrejas pentecostais: a Assembleia de Deus é a que mais congrega esses fiéis, seguida pela Igreja Universal do Reino de Deus, que tem como figura de destaque o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Também tem representantes no Congresso as igrejas Sara Nossa Terra e a Igreja Quadrangular.
Como acontece com os partidos na política, os membros também trocam de denominação. Eduardo Cunha recentemente trocou a Sara Nossa Terra pela Assembleia de Deus, onde já estavam os colegas João Campos e Marco Feliciano. Entre os membros das protestantes históricas estão Jair Bolsonaro (batista) e Clarissa Garotinho (presbiteriana).
O sociólogo e escritor Paul Freston, professor catedrático em religião e política da Wilfrid Lauries University, do Canadá, explica que as igrejas pentecostais se diferenciam das protestantes históricas principalmente pela ênfase da crença nos dons do Espírito Santo, como "falar em línguas" e agir em curas e exorcismos. "Por ser uma forma mais entusiasmada de religiosidade, depende menos de um discurso racional, elaborado. Você pode não saber ler ou escrever, pode ser alguém que não ousaria fazer um discurso racional em público, mas sob influência do Espírito você fala. Por isso pode-se dizer que a igreja pentecostal também tem esse poder de inverter as hierarquias sociais", explica o professor. E destaca: "Por ser mais próxima da cultura do espetáculo e menos litúrgica, também são as igrejas pentecostais que se dão melhor com as mídias".

Fonte: Noticias Uol