No meio do Povo de Deus vamos encontrar muitos que estão envolvidos em ensinar: em uma Escola Dominical, em um Instituto Bíblico ou em um Seminário. Alguns podem se encontrar em algum ministério de apoio às atividades de ensino religioso, ou até como autores, escrevendo textos para a instrução da igreja. Com freqüência, temos a preocupação de tornar a nossa tarefa relevante. Queremos que o resultado dos nossos esforços se destaque, que faça uma diferença na vida daqueles que assistem às nossas aulas. Não queremos ser apenas “mais um professor” que passou pela vida daquele aluno, mas queremos ser mestres relevantes. Esta preocupação e desejo, desde que não surjam de uma sensação de auto-exaltação, mas procedente de um coração que procure glorificar a Deus em todas as suas ações, é um objetivo legítimo e pertinente. A conscientização básica, é que devemos procurar ser relevantes aos olhos de Deus. Os padrões de sucesso de Deus, nem sempre são aqueles dos homens. Relevância, destaque e eficácia, perante Deus, representam, no caso do ensino: a apresentação fiel das suas verdades, dentro da melhor técnica de comunicação, conservando claros os objetivos do chamado: a transformação de vidas pelo Poder de Deus e por sua Palavra. Tão importante quanto aprendermos sobre as técnicas de utilização do material de ensino e sobre os passos necessários à preparação pessoal é olharmos internamente em nossas vidas e, com a orientação da Palavra perguntarmos: O Que é que nos torna RELEVANTES? Com alegria verificamos que temos orientação nesse sentido. Podemos aprender muito com as palavras inspiradas de um Mestre Relevante: Paulo, que procurava instruir a outro mestre, Timóteo, que era preparado para assumir uma posição também de relevância, na Igreja de Cristo. Gostaríamos assim, de examinar com oração, humildade e submissão à Orientação de Deus, cinco pontos, que formam a personalidade, visão e vida pessoal do Mestre Relevante. O Mestre Relevante sabe a sua missão. Em 2 Timóteo 4:2, lemos: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.” Paulo iniciou este trecho desta segunda carta a Timóteo, com um dramático apelo, no versículo primeiro. A intensidade que Paulo coloca no desafio a Timóteo é tanta, que ele chama como testemunha, às sua palavras, a pessoa de Deus e a Cristo Jesus. Realmente, a vida de Timóteo não era fácil! Não parecia haver muita possibilidade dele fugir às suas responsabilidades. Em 1 Timóteo 5:21, Paulo já o havia “encostado no canto da parede,” desafiando-o a guardar os conselhos recebidos sob o testemunho de “Deus, Cristo Jesus e os anjos eleitos”! Agora, quando está prestes a conscientizar Timóteo dos seus objetivos, a mesma forma de apelo é utilizada, mostrando a importância das palavras que se seguiriam. Se Timóteo almejasse ser um Mestre Relevante, ele teria que saber bem certinha qual era sua missão. Se quisermos ser Mestres Relevantes, é melhor que prestemos atenção à descrição da missão que Paulo deu a Timóteo: 1. Prega a Palavra... A proclamação da Palavra de Deus, das verdades recebidas e registradas por servos escolhidos e inspirados pelo Espírito Santo, encabeça a lista de recomendações. Pregar, aqui, significa proclamar como um arauto, ou seja: sem digressões, sem considerações filosóficas inúteis, sem argumentações irrelevantes. Proclamar a Palavra em sua simplicidade, com toda a fidelidade possível, sem distorções. Esta é a parte essencial do nosso objetivo e missão. Logicamente, se a instrução é para que a Palavra seja proclamada, existe uma pressuposição de que, aquele que irá proclamá-la conhece a palavra, o autor da palavra e os fatos transmitidos pela palavra. É impossível concebermos o Mestre de Assuntos Cristãos, se ele não for um crente nas verdades de Deus, um salvo pelo poder de Cristo. Da mesma forma, é impossível sermos Mestres Relevantes, se a nossa vida está perdida. Nessa linha, é básico que saibamos os fatos da palavra que temos que pregar. Na tentativa de serem relevantes aos dias atuais, muitos mestres têm se perdido transmitindo apenas opiniões pessoais e trazendo para classe uma enormidade de assuntos contemporâneos, sem se preocuparem com as prescrições e determinações da Palavra de Deus, com freqüência, por desconhecê-las. A Pregação da Palavra está intimamente ligada com o conceito de ensino, com todas as suas técnicas, métodos e formas de aferição. A ligação foi feita pelo próprio Jesus, quando em Mateus 28:19 e 20, ao proferir a “Grande Comissão”, nos manda fazer discípulos, através da pregação (Marcos 16:15, Lucas 24:47) e do ensino. O Mestre Relevante, conseqüentemente, sabe que sua missão é Pregar e Ensinar a Palavra, com toda compreensão dos fatos e verdades espirituais implícitas nessa proclamação. 2. Insta... O Mestre Relevante sabe que a sua missão traz em si o sentido de urgência. Aquilo que está ensinando são assuntos de vida ou morte! Daí a complementação de Paulo a Timóteo: “Insta,” mostrando que a proclamação da palavra é muito mais que uma simples declaração de fatos. Timóteo precisava urgenciar, seus alunos às decisões importantes requeridas pela palavra de Deus. Timóteo não podia desanimar, nem arranjar desculpas para se desviar de sua missão, pois Paulo continua instruindo que a proclamação deveria ser feita em todas as situações. A missão deveria estar tão presente na vida de Timóteo que se situaria acima de suas próprias conveniências, ou seja, nas ocasiões oportunas ou não (“Em tempo, e fora de tempo”), quando as circunstâncias fossem favoráveis, ou não. O ensinamento não é para sermos inconvenientes em nossa mensagem, para estarmos ensinando, quando deveríamos estar fazendo um outro trabalho, que seria também nossa responsabilidade, mas é para termos persistência e coragem de nos mantermos em nossa missão, mesmo quando for mais cômodo pularmos fora dela. 3. Corrige... A missão do Mestre Relevante resulta em mudança de vida, trazendo-a para os caminhos prescritos por Deus. O Mestre Relevante tem a consciência de que sua missão não estará completa se ele não mapear com precisão e correção estes caminhos, corrigindo os desvios de curso na vida de seus alunos, e assim Timóteo foi instruído a manter firme as mãos no leme da vida de seus discípulos. 4. Repreende... O Mestre Relevante possui autoridade. Sendo bíblica a sua instrução, a autoridade vem da própria fidelidade na transmissão das verdades de Deus. Muitas vezes, é preciso repreender a linha errada de pensamento ou comportamento, principalmente quando o aluno não dá atenção à correção. Esta aplicação da autoridade não significa falta de amor, mas o exercício deste. Timóteo precisava repreender. Existirão muitas ocasiões onde seremos chamados a repreender e falharemos se não o fizermos. Para tal seria necessário, também, que tivéssemos uma clara visão do certo e do errado dos padrões de Deus, procurando a orientação que o Espírito Santo nos concede, na compreensão das escrituras. 5. Exorta... Exortar traz em si a idéia de aconselhamento, de gentil persuasão. Implícita, nesta parte da missão, está a experiência pessoal do aconselhador, como podemos inferir também do que Paulo escreveu em 2 Coríntios 1:4. Presente, na tarefa de exortar está também o nosso envolvimento pessoal. Quantas vezes, tomamos uma atitude distanciada, fria e asséptica, com relação aos nossos alunos. Tal atitude, pode ser a mais cômoda, mas será a menos eficaz no que diz respeito ao aconselhamento. Timóteo teria que submergir nas situações individuais de cada um de seus discípulos, absorver os seus problemas, sentir as suas dificuldades e, destilando tudo isso no caldeirão do seu próprio conhecimento e experiência, ministrar a palavra certa de encorajamento e persuasão necessária a cada ocasião. É significativo o alerta que aqui encontramos na instrução de Paulo: a exortação e todo o processo de instrução que a precede não poderia ser realizada apressadamente, impacientemente, sem cuidado e, muito menos, sem a correta base doutrinaria, pois Timóteo é avisado de que todo o ensinamento teria que ser ministrado “com toda longanimidade e doutrina”. Para sermos Mestres Relevantes, teremos que, como Timóteo, ter conscientização de que essa é a nossa árdua e difícil missão. Em paralelo, teremos a certeza das bênçãos de Deus sobre o nosso trabalho. O Mestre Relevante sabe o contexto em que vive e no qual desenvolverá o seu trabalho. Muitos têm errado por desenvolverem suas práticas e técnicas de educação construídas sobre uma noção tão idealista quanto irreal do que seja a natureza humana. Consideram irrelevante o fator pecado, as astutas ciladas de Satanás e dos servos que procuram confundir, e os desvios impenetráveis e obscuros do homem sem Deus. Falham conseqüentemente, em serem Mestres Relevantes. Paulo possuía intensa preocupação em mostrar a Timóteo o contexto no qual viveria e no qual teria de desenvolver a sua missão. Ele não poderia abrigar qualquer pensamento de que não sofreria as terríveis oposições das forças do mal. Nesse sentido, desde a primeira carta que os alertas estavam sendo colocados por Paulo. Em 1 Timóteo 4:1, ele escreve: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” No capítulo 3, verso 1, da segunda carta, ele volta ao tema: “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis...” A Palavra de Deus identifica como “Os Últimos Tempos” a era do Novo Testamento, a Era em que vivemos. Devemos estar alertas a todo tipo de ataque e até de sorrateira infiltração nas igrejas, daqueles que mantêm ensinamentos e estilos de vida incompatíveis com a Fé Cristã. Este reconhecimento do contexto no qual vivemos, fará darmos maior valor à nossa missão e nos preparará para as adversidades, como Mestres Relevantes. No capítulo 4, da segunda carta à Timóteo, Paulo volta ao tema, desta vez com uma descrição gráfica, do que acontecerá aos discípulos nestes “últimos tempos”, descrevendo também aqueles que influenciariam maleficamente, estes discípulos. No versículo 3, vemos quais são as características dessas pessoas: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” As características são, portanto: 1. O abandono da doutrina : Não prezarão as verdades aprendidas, mas se deixarão levar por ventos de doutrina, pela inconstância. Como Mestres Relevantes, temos que manter e defender a “Fé uma vez dada aos santos”. 2. A procura de novos mestres : Tendo demonstrado o desprezo pela doutrina verdadeira, procuram quem os ensine, procuram outras novidades. Como Mestres Relevantes, temos que aprender a reconhecer aqueles que servem de influência negativa na vida de nossos alunos, temos que substituir os falsos ensinamentos pela verdade que redime. 3. A atitude de auto-gratificação : Procuram satisfazer não as necessidades espirituais. Almejam não a correção de Deus, mas os caminhos segundo os seus próprios desejos. Procuram ouvir só o que querem. Como Mestres Relevantes, temos que estar alertas por esta doença que vem assolando nossas igrejas: Oquerer passa a ser normativo sobre o que deve ser feito ou aprendido, na esfera comportamental pessoal, nos lares, na liturgia, nas classes de Escola Dominical. Quantas classes são desvirtuadas, por falta de uma compreensão de que, o que “os alunos querem” não é necessariamente o que eles precisam ouvir. 4. A inquietação constante : Vividamente descrita por Paulo como sendo a sensação que acomete uma pessoa quando está com “coceira no ouvido”, ou seja: irrequieta, sem a possibilidade de “matar a vontade de coçar”; sempre insatisfeita e gerando insatisfação nos companheiros. Como Mestres Relevantes, devemos identificar e separar os “irrequietos”, nesse sentido, dos qüestionadores sinceros, ávidos pela instrução verdadeira. 5. O desvio explícito da verdade : Diferente do “abandono da doutrina”, uma situação mais ou menos passiva, Paulo mostra que tudo o que precede leva ao desvio explícito, pois “se recusarão a dar ouvidos à verdade”, ou seja: estarão se aprofundando cada dia mais no erro. 6. A rendição às fábulas : Serão presa fácil de toda sorte de histórias inverossímeis, dos fetiches pseudo-cristãos (copos de água, pentes santos), de lorotas sobre um suposto livro inspirado dos Mormons, da “doutrina” da reencarnação, da espiritualização dos males físicos (Seicho-no-Ie), da prosperidade como objetivo mestre na vida cristã, do culto aos ídolos, etc., etc. O Mestre Relevante deve estar ciente de que se não houver cuidado, estas idéias se desenvolverão dentro da própria Igreja. O Mestre Relevante, então, consciente de que vive os “últimos tempos” estará sempre procurando ver a que tipo de influência está sendo submetido e que tipo de influência os seus alunos estão recebendo dos falsos mestres. O Mestre Relevante sabe a importância da fidelidade, em sua missão. Paulo, tendo demonstrado as características daqueles que eram infiéis à verdade, procura traçar o contraste com o que esperava de Timóteo: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas...” Mas tu... No campo totalmente oposto, o Mestre Relevante demonstrará nas características do seu trabalho e da sua missão, exatamente o contrário de tudo aquilo que caracteriza os falsos mestres e seus pobres discípulos: Ele será fiel, pois: não abandonará a doutrina, prezará os seus antigos mestres, terá a consciência de que a satisfação das suas necessidades espirituais não coincide com os desejos carnais, terá serenidade e dedicação no aprendizado da Palavra, não se desviará da verdade e não dará ouvidos às fantásticas novidades dos “últimos tempos”. O Mestre Relevante será fiel aos padrões do evangelho, conforme Paulo já havia instruído Timóteo, em 2 Timóteo 1:13: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus.” Sê sóbrio... O Mestre Relevante sabe que a fidelidade que leva até a suportar aflições e ao cumprimento total da missão, é uma expressão de sobriedade, em contraste à embriaguez do erro. Ele reconhece que este apelo à sobriedade é uma grande chamada esquecida nos nossos dias, quando existe uma procura tão intensa por mais emoção. Ele verifica que em Efésios 5:18, Paulo contrasta as evidências que acompanham a embriaguez (mente embotada, demonstração eufórica de sentimentos não controlados, perda do julgamento) com a sobriedade que caracteriza a vida CHEIA DO ESPÍRITO SANTO. Ele nota que o que Deus quer de nós (Romanos 12:1,2) é o nosso culto racional (a utilização aguçada do nosso intelecto ao seu serviço) e a “transformação” de nossas vidas “pela renovação do nosso entendimento” e ele contrasta esta chamada à sobriedade, por Paulo, com tantas tendências contrárias, encontradas nas igrejas de hoje, definindo corretamente suas metas e seus caminhos de fidelidade. O Mestre Relevante sabe que o sucesso da missão depende do seu caráter. Ao escrever este trecho da carta, Paulo já havia explicado a Timóteo a cadeia de transmissão das verdades de Deus, em 2 Timóteo 2:2: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” Timóteo deve ter logo percebido a importância do caráter cristão, dos integrantes dessa cadeia. Homens idôneos... íntegros, não divisíveis, sem subterfúgios, sem mentiras, sem adultérios, sem segundas intenções. Desse elo de ligação, depende toda a cadeia. As verdades não serão transmitidas em autoridade e poder, se este ponto básico não for atendido. O Mestre Relevante cuidará do seu caráter, de sua integridade perante Deus e de sua reputação perante os homens. Timóteo sabia que Paulo aqui apenas reafirmava algo que ele vinha martelando desde a primeira carta, e que registra em vários outros lugares nesta segunda carta: Devemos ter cuidado de nossas vidas...E da doutrina 1 Tm. 4:16 Homens fiéis, idôneos... Ensinem 2 Tm. 2:2 Os que não têm do que se envergonhar... Manejem bem a palavra da verdade 2 Tm. 2:15 Os que proferem o nome de Cristo... Apartem-se da iniquidade 2 Tm 2:19 Não pode existir o Mestre Relevante sem o caráter cristão. Não pode haver caráter cristão, sem a verdadeira regeneração. Temos que dar a verdadeira importância à santidade de vida, para a relevância do nosso ministério. Não adianta sermos zelosos pela Doutrina, pela Liturgia, se não tivermos cuidado de nossas vidas. Não adianta ensinar, sem idoneidade. Não adianta manejar a Palavra da Verdade, se tivermos algo do que nos envergonhar. Não adianta proferir o nome de Cristo, se permanecermos em iniquidade. O Mestre Relevante compreende, pois, a advertência encontrada no Salmo 69:6 :“Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor Deus dos Exércitos.” Ele verifica as inúmeras vidas que olham para ele e que esperam dele um exemplo de idoneidade. Ele reconhece com temor e tremor a enorme responsabilidade que paira sobre seus ombros e suplica a Deus, diariamente, para que Deus o ajude a não cair em pecado, de tal forma que a sua missão não venha a ser comprometida e o testemunho do evangelho prejudicado por sua causa. O Mestre Relevante confia nas promessas imutáveis do Mestre Supremo. Acima de nossa fragilidade, está Deus, e Ele é fiel em todas as situações. O Mestre Relevante terá sempre presente em sua mente as palavras de Paulo a Timóteo, em 2 Tm. 2:11-13: “Fiel é a Palavra: se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele por sua vez nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”. O Mestre relevante sabe que Deus o colocou em uma posição chave e importante. Mas ele reconhece, entretanto, que a validade das verdades ensinadas subsiste acima de tudo e produz resultados eternos em função da fidelidade de Deus. Ele sabe que as coisas acontecem, não por sua perspicácia, inteligência ou facilidade de comunicação. Longe de usar isso como uma desculpa para falhar, ele tem neste fato o seu conforto de vida. Sabendo que é pecador, sabe também onde se dirigir quando peca, e sabe que o arrependimento sincero recebe de Deus o perdão genuíno. Paulo não dá essa esperança aos que negam a Deus, pois esses não são os recebedores dessas promessas, mas ele se dirige aos que reconhecendo a Deus e tendo sido alcançados pela Salvação da Graça, caem em infidelidade por seus pecados. Deus quer o nosso retorno, a nossa recuperação, quando isso ocorre, e então ele permanece imutável em sua fidelidade e em suas promessas. A conscientização de sua fragilidade, não diminuirá o trabalho e a autoridade do Mestre. Pelo contrário, fará com que dependa cada vez mais de Deus. Fará com que não se ensoberbeça. Fará com que esteja sempre vigilante, para que não caia perante as ciladas de Satanás. Saberá que o poder de Deus se aperfeiçoará em suas fraquezas. O que nos torna Mestres Relevantes? O pleno conhecimento da missão recebida de Deus e a percepção dos perigos que rondam a todos os seus servos, aliada a uma dedicação e firmeza de caráter, junto com a conscientização de que todo o poder nas nossas vidas provém de Deus, que nos ama e que é fiel. Que ele seja servido em providenciar muitos Mestres Relevantes para o engrandecimento do seu Reino e instrução do seu Povo. Solano Portela |
domingo, 7 de abril de 2013
Ensinando a Palavra de Deus como Mestres Relevantes
sábado, 6 de abril de 2013
Como assim, "não toque no ungido do Senhor"?!
Há várias passagens na
Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta
postagem:
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).
Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9).
Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).
Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.
Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?
A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).
A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.
Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).
O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).
Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.
O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.
Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).
Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.
Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.
“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).
Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9).
Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).
Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.
Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?
A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).
A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.
Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).
O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).
Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.
O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.
Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).
Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.
Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.
“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.
Augustus Nicodemus Lopes
CUIDADO COM SUA LÍNGUA, ELA PODE ENCRENCAR SUA VIDA
A língua pode ser medicina ou veneno, instrumento de vida ou arma de morte. A morte e a vida estão no poder da língua. Quem muito fala, muito erra. Quem fala sem refletir açoita a si mesmo com o chicote da vergonha. O homem precisa ser tardio para falar e pronto para ouvir. A língua é comparada com o fogo que destrói e com o veneno que mata. A língua dá direção como o freio do cavalo e como o leme do navio. A língua pode deleitar como uma fonte e alimentar como uma árvore frutífera. Porém, a língua pode ser um abismo de destruição. Palavras mentirosas e bajuladoras são nocivas. Palavras torpes e imorais são impróprias. Palavras maldosas e prenhes de engano são devastadoras. Nossas palavras precisam ser verdadeiras e regidas pelo amor. Nossas palavras precisam edificar, serem oportunas e transmitir graça aos que ouvem.
Hernandes Dias Lopes.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
‘PEC das domésticas é o último resquício da escravidão’, diz Malta
Senador Magno Malta (PR/ES)
garante que a partir desta quarta-feira (3), os empregados domésticos viverão
uma outra realidade na atividade profissional. Eles gozarão de novos direitos,
como a jornada de trabalho definida e as horas extras, que já estão em vigor em
todo território nacional.
O
Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (2), a Emenda Constitucional
resultante da PEC das Domésticas, aprovada pelo Senado na última semana. Alguns
dos novos direitos passaram a valer já nesta quarta-feira, com a publicação da
emenda no Diário Oficial da União. Outros direitos, como o Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego, ainda devem ser regulamentados.
Para o
senador Magno Malta, “a regulamentação de 7 dos 16 novos direitos dos empregados
domésticos deve ser uma das primeiras tarefas da Comissão Mista de Consolidação
das Leis, instalada nesta terça-feira para consolidar a legislação federal e
regulamentar dispositivos da Constituição de 1988 que precisam de regras
específicas para garantir sua aplicabilidade”, informou.
“Estamos
sepultando um dos últimos resquícios da escravidão. Sou filho de uma doméstica,
mulher simples, que trabalhou a vida toda e faço nesta quarta-feira, minha
homenagem a Dona Dadá, estendendo o reconhecimento a deputada Benedita Silva
(PT/RJ) e todas trabalhadoras do lar”, comemorou Magno.
O
trabalhador doméstico tinha apenas parte dos direitos garantidos pela
Constituição aos trabalhadores em geral. Magno Malta festejou o fato de os
empregados domésticos estarem integrados aos demais. “Os direitos trabalhistas
serão, a partir de agora, de todos, não mais de alguns. É o fim de mais uma
intolerável discriminação”, finalizou o senador.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Deputada abre processo disciplinar contra Feliciano
O deputado pastor disse durante uma
pregação que a CDHM era dominada por satanás
Nesta terça-feira (2) a deputada federal Iriny Lopes (PT-ES)
entregou um pedido para abertura de processo disciplinar por quebra de decoro
parlamentar junto a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados contra o deputado
federal Marco Feliciano (PSC-SP).
A deputada petista ficou
insatisfeita com o que foi dito pelo deputado, que é pastor evangélico, durante
um culto em Minas Gerais onde ele disse que a Comissão de Direitos Humanos era
dominada por Satanás antes dele tomar posse do cargo de presidente.
“É inaceitável que um deputado
faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que
atuam com dedicação e firmeza para promoção e valorização dos direitos
humanos”, disse Iriny que já presidiu a CDHM.
Para a ex-ministra da
Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República o
parlamentar evangélico feriu o Código de Ética Parlamentar que pede aos
deputados que zelem “pelo prestígio, aprimoramento e valorização das
instituições democráticas”.
Ao comentar sobre a polêmica
gerada pela pregação, o deputado Marco Feliciano explicou que “Satanás” quer
dizer “adversário”. “Quando cito Satanás estar em locais de trabalho, falo
sobre Adversários. Satanás ou Satã (do hebraico שָטָן) significa adversário/acusador”,
escreveu o parlamentar no Twitter. Com informações UOL.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Marco Feliciano enfrenta nova rodada de pressões para sair
O deputado federal e pastor
Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
(CDHM) da Câmara, enfrenta nesta segunda-feira (1º) uma nova rodada de pressões
para renunciar ao posto. O presidente da Câmara de Deputados, Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN), prometeu na semana passada reunir os líderes partidários em
uma reunião com Feliciano para pedir que ele deixe o cargo. O argumento é que
desde a chegada de Feliciano à presidência do colegiado, a comissão não
consegue funcionar, já que os trabalhos são frequentemente interrompidos por
manifestações contrárias ao parlamentar.
Porém,
em diversas entrevistas, Feliciano já deixou claro que não sairá. O partido do
congressista defende sua permanência, apesar dos seguidos protesto. A bancada
justificou a permanência de Feliciano com base em um histórico da aliança com o
PT, que agora pressiona pela saída do pastor do cargo. Os dirigentes do PSC
argumentaram que já apoiaram o PT em diversas eleições, incluindo a presidente
Dilma Rousseff, em 2010.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A mídia realmente é imparcial?
Ultimamente o deputado e pastor Marco Feliciano tem sido
atacado de todas as formas. Principalmente pela mídia.
Interessante que no programa CQC do dia 01/04/2013,
transmitido pela Band, por ser o famoso dia da mentira. Fizeram alguns testes
com algumas pessoas anônimas e com políticos. E o que mais me chamou a atenção
foi: convidaram ou contrataram, não interessa, um especialista em expressão
corporal para analisar alguns vídeos do deputado Marco Feliciano.
Segundo o especialista em suas expressões labiais e ate
mesmo faciais ele mentiu ao responder perguntas de alguns jornalistas.
Segundo a grande mídia ele fez declarações polemicas. Mas pergunto:
por que não perseguiram as pessoas que presidiram os antecessores da comissão
que ele atualmente esta na frente?
A maioria das pessoas que presidiram, segundo informações
que eu colhi, não tinham nenhum compromisso com a família. E a mídia nunca os
atacou, nem muito menos mostrou suas atitudes para o povo brasileiro. Hoje entra
uma pessoa que tem um compromisso com a família brasileira à mídia em peso
resolve atacar essa pessoa de todas as formas querendo manipular a população e coloca
a mesma contra essa pessoa.
Onde está a imparcialidade da mídia? Por que não mostra as declarações
e os projetos dos antecessores do deputado e pastor Marco Feliciano?
Joabson João
domingo, 31 de março de 2013
TEMPO DE RECOMEÇAR
A vida é feita de decisões. Até a indecisão é uma decisão: a decisão de não decidir. Minha expectativa é que você tome as decisões certas, com a motivação certa. Nos caminhos da vida chegamos a muitas encruzilhadas, onde alguns colocam os pés na estrada do sucesso e outros, enveredam-se pelos atalhos do fracasso. Faça as melhores escolhas. Peça a Deus sabedoria. É tempo de recomeçar e recomeçar na presença de Deus, na dependência de Deus, para viver para a glória de Deus.
Hernandes Dias Lopes.
sábado, 30 de março de 2013
Sobre beijos e tapas
A semana termina sob o signo do beijo. Falemos, então, de beijos. E também de tapas. Vejam esta imagem. (por favor na falta das imagens, leiam os textos)
Acima, o então cardeal de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, beija os pés de pacientes de AIDS internados numa instituição da capital argentina na Missa de Lava-Pés de 2001. Ele preferia realizar o ritual da Quinta-Feira Santa fora das igrejas. Avancemos 12 anos.
Vocês veem aí o agora papa Francisco, em Roma, numa instituição que abriga adolescentes infratores. Ele lavou, secou e beijou os pés de 12 jovens. Repete o gesto de Jesus com os apóstolos na Última Ceia. É a primeira vez que um papa celebra a Missa de Lava-Pés fora da Basílica de São Pedro ou de São João de Latrão. Havia duas moças entre os 12 jovens, uma delas muçulmana, a exemplo de outro detento. Mulheres e muçulmanos jamais haviam participado dessa cerimônia. Falemos de outros beijos.
Essa foto vocês já conhecem. Durante uma solenidade de premiação de teatro, na segunda passada, as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado trocaram um beijo na boca. Foi uma tentativa de acertar um tapa no deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A Quinta-Feira Santa no Brasil também teve o seu beijo polêmico, que rompeu limites, como se vê abaixo.
A TV Globo fez uma megaevento para anunciar a programação de 2013. No palco, vestidas de noiva, as atrizes Fernanda Torres e Andréa Beltrão beijaram-se na boca. O evento foi gravado. A cena foi ao ar. Os presentes aplaudiram entusiasmados. O recado estava dado. Era para Feliciano. Fernandinha é filha da Fernandona.
Retomo
Quando o cardeal Bergoglio se ajoelhava diante de pacientes de AIDS e quando o agora papa repete o gesto diante de presidiários, vemos a Igreja Católica a reconhecer a plena humanidade dos que mais sofrem e dos que foram excluídos, ainda que, no caso desse segundo grupo, na origem do mal que os aflige, existam escolhas erradas, crimes e pecados. Francisco nos fala, no entanto, de um Deus que perdoa — havendo a disposição de não errar mais —, ainda que os infratores devam acertar suas contas com as leis dos homens.
A Igreja abraça, nunca rechaça; convida ao perdão e ao arrependimento em vez de condenar; acolhe em vez de excluir. Mas isso não ignifica que ela renuncie a seus fundamentos. É compreensível que, na era do pragmatismo tosco, uma religião que repudie o pecado (para ficar no vocabulário religioso), mas acolha o pecador cause certo estranhamento. Quando Francisco lava os pés dos presidiários, não está condescendendo com seus crimes. Tampouco está dizendo que as leis que os encarceraram são injustas. Ele os está abrigando na condição de filhos de Deus; ele está reconhecendo que nem o crime lhes tirou a humanidade.
Então isso tudo nos será assim tão estranho? Acho que não! Os que somos pais sabemos que a difícil tarefa de educar consiste em abraçar os filhos, mas não os seus erros. O exercício do amor incondicional — e não vejo como se possa ser pai e mãe de outro modo — repudia o erro, mas acolhe os errados.
“Ah, mas essa Igreja que se ajoelha é puro exercício de hipocrisia…” Será mesmo? Os governos das nações mais ricas da Terra, os potentados empresariais, as organizações não governamentais as mais poderosas, nem todos esses entes reunidos conseguem fazer o trabalho social que faz a Igreja Católica mundo afora. Se ela fosse apenas uma entidade benemerente, já seria uma expressão formidável do humanismo. Ocorre que ela convida também a uma ética que transcende a sua própria obra social. E é aí que começam os questionamentos. “Mas por que não concorda com tal coisa? Por que censura aquela outra?”. Porque tem valores derivados daquela que considera ser a verdade revelada. E não vai mudar.
É uma farsa, por exemplo, essa história de que a Igreja rejeite os gays. Ela convive com a realidade de fato. Mas não vejo como — e não há quem veja — ela possa igualar os casamentos hétero e homossexual porque isso fere o seu entendimento essencial de como deva se formar uma família. Não vai acontecer. O norte da instituição continuará a ser o de sempre. Mas não se tem notícia de que homossexuais foram expulsos de instituições católicas ou moralmente agredidos em suas dependências.
O papa que beija os enfermos, os transgressores, os que estão à margem atualiza a mensagem do Cristo. É um beijo a favor dos homens, mesmo daqueles que não comungam de sua crença — a exemplo dos dois muçulmanos convidados a participar da cerimônia.
Agora as atrizes
Alguns gostariam, para que pudessem ver confirmados seus próprios preconceitos, que eu saísse aqui a condenar as mulheres que andaram trocando beijos públicos para protestar contra o deputado Marco Feliciano. “Ah, olhem lá, o Reinaldo, aquele reacionário…” Mas eu não condeno, não! Se o Brasil inteiro sair se beijando — desde que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias possa fazer seu trabalho sem ser atacada por um tropa de choque —, está bom para mim. Mas também não quer dizer que eu aprove.
Eu quero é ver respeitadas as instâncias da democracia e do estado de direito. Eu torço é para que a imprensa brasileira pare de tratar desordeiros como humanistas exemplares. E que se note: não são desordeiros porque defendam casamento gay ou sei lá o quê, mas porque impõem a sua vontade ao arrepio dos fundamentos democraticamente pactuados.
De toda sorte, reitero: pessoalmente, não gosto da modalidade “beijo contra”. Acho contraproducente que ele se transforme numa das expressões possíveis do insulto. Penso que nem instrui nem convence ninguém. Recebe os aplausos dos já convertidos, mas tende — e eis um grande problema — a gerar mais intolerância do que o contrário. Até porque as atrizes que representam, aí, o papel de vanguardistas não são, até onde se sabe, lésbicas. O beijo é exibido como um desafio ao padrão dos “caretas” e talvez contribua para reforçar preconceitos, em vez de amainá-los. O fato de serem heterossexuais se comportando como homossexuais introduz uma vertente de farsa e de espetacularização do confronto que, intuo, contribui pouco com a causa.
O charme principal dos que pedem a cabeça de Feliciano é sua condição de minoria supostamente ofendida pelas ideias do deputado. Então vamos ver que “minoria” é essa. O casamento gay já foi considerado constitucional pelo Supremo. Pessoalmente, já escrevi, não tenho nada contra, mas é evidente que o tribunal ignorou a letra do próprio texto e legislou em lugar do Congresso. Não há jurista digno desse nome que ignore isso, embora a maioria se cale por receio da patrulha. A mais importante emissora do país, a que tem mais telespectadores, exibiu um beijo gay de duas atrizes caracterizadas com as vestes das cerimônias católicas de casamento. Do outro lado da tela, milhões de pessoas assistiam àquela, vá lá, provocação estudada.
Ainda que minoria na sociedade, resta evidente que as reivindicações dos gays e sua visão de mundo têm amparo na Justiça e são onipresentes naquilo que já se chamou “cultura de massa”. Estão na maior emissora de TV do país, uma concessão pública — que existe, em termos estritamente legais, por autorização desse público. E o público, ora vejam!, é majoritariamente contrário ao casamento gay. Insisto: a maioria dos brasileiros que conferem legitimidade ao Supremo e autorizam as concessões de TV (por meio de procedimentos legais) é contra a decisão tomada pelo tribunal e o valor popularizado pela emissora.
Não vou entrar nas minudências de por que as coisas são assim (não neste texto), mas a democracia tem, sim, dessas coisas. E isso não é necessariamente ruim. A maioria dos brasileiros talvez seja favorável à pena de morte, por exemplo, mas a lei não passaria no Congresso e seria repudiada pelo Supremo. E acho bom que assim seja. Mas isso fica para outra hora.
O que estou dizendo, meus caros, é que os tais “beijos contra” , atenção para isto!, como parte dos esforços para retirar Feliciano da comissão, revelam, então, uma à primeira vista insuspeitada dimensão de intolerância — que vem a ser o exato oposto daquilo que proclamam.
— Olhem aqui, a gente vai beijar na boca para deixar claro que aquele cara não pode ficar lá.
— Mas não pode por quê?
— Não pode porque ele é contra casamento gay!
— Mas ele não pode mudar a decisão do Supremo!
— A gente sabe que não pode. Mas ele é contra!
— Mas ele tem o direito de ser contra!
— E a gente tem o direito de protestar contra ele!
— Mas não de impedir o funcionamento da comissão!
— Seu reacionário!
— Ah, então tá…
Há o beijo que inclui e aquele que pretende valer por um tapa. Um leva ao esclarecimento; o outro, ao obscurantismo influente. - (Por Reinaldo Azevedo) - 30/03/2013 - às 6:05
sexta-feira, 29 de março de 2013
Anonymous Brasil cria um dossiê contra o deputado Marco Feliciano
Dados retirados de sites como a
Câmara dos Deputados e a Justiça Eleitoral foram usados contra o deputado
O site Anonymous Brasil, um grupo de hackers, realizou uma
pesquisa sobre o deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) falando sobre
as empresas que foram registradas em seu nome e sobre os funcionários
contratados por ele.
A postagem ganhou o título de
“A Verdade sobre Marco Feliciano” e tem como objetivo acusar o deputado de
mentir para Justiça Eleitoral e ter contratado funcionários fantasmas.
O site usa dados públicos que
podem ser consultados pela internet como os salários dos assessores do deputado
e sua declaração de bens feita para a Justiça Eleitoral.
Sobre a participação de
funcionários fantasmas, o site indica um advogado neto de um dos assessores
contratado por Feliciano, mas que não trabalharia em Brasília como os demais,
acumulando funções em um escritório de advocacia na cidade de Guarulhos, na
Grande São Paulo.
O dossiê digital postado no
site foi publicado exatamente durante as semanas onde o deputado tem enfrentado
diversas acusações por declarações postadas na internet que foram interpretadas
como racistas e homofóbicas.
Manifestações em todas diversas
cidades do país e principalmente pela internet pedem para que o deputado seja
retirado da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, cargo que
por 16 anos esteve com o PT e que agora foi dado ao PSC diante de um acordo
político.
Como Feliciano foi eleito pelos
integrantes da comissão a única forma da comissão ser presidida por outro
deputado é por meio da renúncia, atitude esta que o parlamentar evangélico
deixou claro que não pretende tomar.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/anonymous-brasil-cria-um-dossie-contra-o-deputado-marco-feliciano/
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