Radio Evangélica

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Câmara dos Deputados aprova PEC do corte de gastos com impacto no Fundeb e em outros programas sociais

Texto reduz despesas obrigatórias e estabelece novas regras para o abono salarial e recursos da educação

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/24, apensada à PEC 31/07, como parte do esforço do governo federal para controlar o crescimento das despesas obrigatórias. Foram 348 votos favoráveis e 146 contrários na segunda votação; no primeiro turno, a PEC teve 344 votos a favor e 154 contrários. Agora, a proposta segue para o Senado.

O texto aprovado, relatado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), introduz uma série de mudanças significativas em áreas como educação, benefícios sociais e gestão fiscal. De acordo com o relator, o objetivo é criar um ajuste fiscal responsável, preservando os programas sociais das últimas décadas.

Alterações no Fundeb

Um dos principais pontos da PEC está relacionado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A proposta destina, a partir de 2025, 10% dos repasses federais para ações voltadas à criação e manutenção de matrículas em tempo integral na educação básica pública. Isso inclui critérios como indicadores de qualidade e redução de desigualdades.

Embora o texto mantenha o percentual total dos repasses da União ao Fundeb (23% do total investido por estados e municípios), a parcela destinada à educação em tempo integral não seguirá os critérios constitucionais de valor mínimo por aluno. O relator defendeu a medida como necessária para estimular o ensino integral, enquanto opositores alertaram para os riscos de desvio de recursos de outras áreas prioritárias da educação.

A PEC também prevê que, a partir de 2026, pelo menos 4% dos recursos do Fundeb deverão ser aplicados em matrículas de tempo integral, conforme diretrizes pactuadas entre estados, municípios e a União.

Mudanças no abono salarial do PIS/Pasep

Outra alteração significativa é a mudança nos critérios para o recebimento do abono salarial do PIS/Pasep. Atualmente, o benefício é pago a trabalhadores com carteira assinada que ganham até dois salários mínimos. Com a PEC, a partir de 2026, apenas quem tiver renda de até 1,5 salário mínimo no ano-base terá direito ao benefício.

Além disso, o valor de referência será corrigido apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), reduzindo o número de beneficiários ao longo dos anos.

Prorrogação da DRU

A Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo federal usar livremente 30% dos recursos vinculados a fundos e despesas específicas, foi prorrogada até 31 de dezembro de 2032. Contudo, a PEC exclui da DRU receitas provenientes do Fundo Social do pré-sal e royalties destinados à educação e saúde, garantindo que esses recursos sejam preservados para suas finalidades originais.

Uso de recursos do Fundeb em alimentação escolar

A proposta aprovada também autoriza o uso de recursos do Fundeb para complementar programas de alimentação e saúde escolar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Essa medida gerou críticas de parlamentares e movimentos sociais que consideram a alimentação escolar uma atividade suplementar e não parte do orçamento da educação.

O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) argumentou que a mudança pode comprometer o foco principal do Fundeb, que é a valorização da educação e dos profissionais. Por outro lado, o deputado Mendonça Filho (União-PE) defendeu que a medida é necessária para ajudar estados e municípios com dificuldades financeiras.

Supersalários e outros ajustes

A PEC também estabelece que as exceções ao teto salarial do funcionalismo público deverão ser regulamentadas por lei ordinária, e não por lei complementar, como era previsto anteriormente. Essa medida visa dar maior controle sobre as chamadas “indenizações” que ultrapassam o teto do funcionalismo.

Impactos e próximos passos

A PEC traz ainda limitações para novas vinculações de receitas a despesas obrigatórias, impondo restrições que estarão alinhadas ao teto de crescimento de 2,5% do arcabouço fiscal. Também há previsão de ajustes nos incentivos tributários, com regras futuras para concessão e ampliação de benefícios fiscais.

O texto segue agora para o Senado, onde será novamente avaliado. Aprovada pela Câmara com o apoio da maioria das lideranças partidárias, a PEC busca equilibrar cortes de despesas e a preservação de políticas públicas essenciais, embora tenha sido alvo de críticas por parte de parlamentares e entidades sociais.

Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Câmara aprova regulamentação da reforma tributária com mudanças e benefícios sociais

Texto inclui devolução de tributos para baixa renda, isenções para produtos básicos e novas regras para compras online. Projeto segue para sanção presidencial

Em uma decisão histórica, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que regulamenta a reforma tributária. Após ajustes realizados pelo Senado, o texto foi parcialmente modificado pelos deputados e segue agora para sanção presidencial. A proposta detalha regras sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo, que substituirão tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI a partir de 2027.

Principais mudanças no texto aprovado

O texto da Câmara trouxe novidades e ajustes em pontos sensíveis, como a devolução de tributos para consumidores de baixa renda (cashback), isenções para produtos essenciais e mudanças em alíquotas. Entre as medidas aprovadas, destacam-se:

  • Devolução de tributos para baixa renda: Consumidores de baixa renda terão devolução de 100% da CBS e 20% do IBS nas contas de energia, água, gás e telecomunicações. O benefício será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.
  • Isenções para produtos básicos: Produtos da cesta básica, como arroz, feijão, leite, carnes, peixes e açúcar, terão alíquota zero. Além disso, itens como fórmulas infantis, óleos vegetais, pão francês, queijos e frutas também foram incluídos na lista de isenções.
  • Alíquotas reduzidas para produtos in natura: A comercialização de produtos agropecuários, pesqueiros e extrativistas vegetais in natura terá redução de 60% na alíquota do IBS e CBS, desde que não passem por processos industriais.
  • Cashback direto em contas: O mecanismo de cashback será aplicado automaticamente em bens e serviços de consumo regular, como contas de energia e água. O governo transferirá o valor diretamente aos bancos, que terão até 10 dias para repassar o benefício às famílias.
  • Compras internacionais: O projeto também cria novas regras para compras online de produtos importados, vinculando os mecanismos de pagamento ao sistema de arrecadação, buscando evitar a evasão fiscal.

Itens específicos e impactos para setores econômicos

O texto aprovado pela Câmara manteve algumas modificações feitas pelo Senado, mas reverteu outras que poderiam impactar a arrecadação e o equilíbrio do sistema tributário:

  • Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas: A Câmara optou por restabelecer a incidência do tributo sobre esses produtos, considerada uma medida para combater problemas de saúde pública.
  • Exclusão de armas e munições: Esses itens não serão incluídos no Imposto Seletivo, que será aplicado apenas a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
  • Planos de saúde para animais: Foi aprovada uma redução de 30% na tributação para serviços de planos de saúde veterinários, incentivando o cuidado com animais domésticos.
  • Medicamentos e insumos agropecuários: A alíquota para medicamentos não incluídos em listas de isenção será reduzida em 60%. Já insumos agropecuários, fertilizantes e vacinas veterinárias terão redução semelhante.

Criação do "nanoempreendedor"

O texto inova ao criar a categoria de nanoempreendedor, destinada a pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil (50% do limite do MEI). Esses profissionais terão isenção total de IBS e CBS, desde que não estejam no regime do Microempreendedor Individual (MEI).

Polêmicas e debate no Plenário

A votação foi marcada por intensos debates entre parlamentares. O relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que o texto final beneficia a população ao reduzir a carga tributária. “A reforma está reduzindo a carga em 0,7% para todos os brasileiros. Escolhemos rejeitar as mudanças do Senado que aumentavam as alíquotas e manter a justiça tributária”, disse.

Por outro lado, a oposição criticou a proposta. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou que o texto pode resultar em uma das maiores alíquotas de imposto agregado do mundo. “Estamos criando o maior IVA do planeta, sem a contrapartida de serviços de qualidade”, afirmou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a aprovação do texto como uma etapa fundamental na simplificação do sistema tributário. “Vivemos em um verdadeiro manicômio tributário. Esta reforma não é perfeita, mas é necessária para trazer mais transparência e equilíbrio ao sistema”, declarou.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara, o texto segue para sanção presidencial. Caso seja sancionado sem vetos, a reforma entrará em vigor gradualmente a partir de 2027, com a implementação do cashback prevista para 2029 no caso do IBS.

A reforma tributária representa uma tentativa de reestruturar o sistema fiscal brasileiro, promovendo justiça social e simplificação tributária, mas enfrenta desafios e críticas sobre os possíveis impactos econômicos e sociais.

Imagem:Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Dólar fecha a R$ 6,09 após bater em R$ 6,20 durante a tarde

Bolsa subiu 0,92% em dia de leve recuperação

Após dia turbulento no mercado financeiro, o dólar fechou praticamente estável, depois de bater R$ 6,20 ao longo da sessão. A bolsa de valores subiu quase 1%, em dia de leve recuperação.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 6,096, com pequena alta de 0,02%, renovando o recorde de valor nominal desde a criação do real. A cotação abriu em R$ 6,14 e chegou a subir para R$ 6,20 por volta das 12h15. O Banco Central (BC) interveio duas vezes no mercado, vendendo US$ 1,272 bilhão por volta das 9h30 e mais US$ 2,015 bilhões após a moeda bater os R$ 6,20.

Feitas as intervenções, o dólar passou boa parte da tarde em torno de R$ 6,11, mas passou a cair com declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de que pretende começar a votar o pacote de corte de gastos do governo ainda nesta terça-feira. Na mínima do dia, por volta das 15h, a cotação caiu para R$ 6,06, mas ganhou força nos minutos finais de negociação, até fechar em leve alta.

No mercado de ações, o dia foi menos tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 124.698, com alta de 0,92%. O indicador recuperou-se parcialmente após três quedas seguidas e também depois de atingir, na segunda-feira, o menor nível desde o fim de junho.

Apenas em dezembro, o BC vendeu US$ 12,760 bilhões das reservas internacionais, entre leilões â vista, em que o dinheiro sai definitivamente das reservas, e leilões de linha, em que a autoridade monetária compra os dólares de volta após alguns meses. Essa foi a maior atuação do BC no câmbio desde março de 2020, início da pandemia de covid-19.

Em relação ao pacote de corte de gastos, o anúncio de Lira e a ida do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, ao Congresso nesta tarde para negociar as medidas com os deputados reduziram a instabilidade no mercado financeiro. Isso porque aumentaram as chances de aprovação das medidas de revisão de despesas antes do recesso parlamentar, que começa na sexta-feira (20).

Imagem:Valter Campanato/Agência Brasil

*com informações da Reuters

Câmara aprova adicional de CSLL para multinacionais no Brasil dentro de acordo global tributário

Medida busca garantir tributação mínima de 15% e alinhar o país às regras da OCDE, afetando cerca de 290 empresas multinacionais no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei 3817/24, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), que cria um adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicável a empresas de grupos multinacionais no Brasil. A medida tem como objetivo garantir uma tributação mínima efetiva de 15%, em conformidade com o acordo global para evitar a erosão tributária (Regras GloBE), coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo G20. O texto agora segue para análise no Senado.

O adicional incidirá sobre o lucro de multinacionais com receita anual consolidada superior a 750 milhões de euros (cerca de R$ 4,78 bilhões) em dois dos últimos quatro anos fiscais. A medida entrará em vigor a partir do ano fiscal de 2025, com pagamento até o sétimo mês após o término do ano fiscal.

Segundo o relator do projeto, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), a medida é essencial para evitar a transferência de receita tributária para outros países. "Diversas nações já adotaram ou estão em processo de adotar regras semelhantes, o que reforça a importância da adesão do Brasil a esse movimento global", destacou.

Impactos e competitividade

O Ministério da Fazenda estima que cerca de 290 multinacionais serão afetadas pela medida, sendo aproximadamente 20 brasileiras. Para mitigar possíveis desvantagens competitivas, o projeto prorrogou até 2029 o crédito presumido de 9% sobre lucros de controladas no exterior e estabeleceu novas regras para deduções e exclusões tributárias.

Entre as mudanças, a proposta inclui mecanismos que evitam a dupla tributação, garantem isonomia tributária e fomentam investimentos no Brasil. Empresas que realizarem aportes significativos no país, por exemplo, poderão ser excluídas da lista de localidades consideradas de baixa tributação, desde que sigam critérios de relevância econômica e sustentabilidade.

Alinhamento às regras globais

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) celebrou a aprovação como um passo importante para a justiça tributária: "Começamos a corrigir a subtributação das multinacionais e os lucros extraordinários que elas têm no Brasil e no exterior".

Já o deputado Bibo Nunes (PL-RS) destacou que a medida fortalece a credibilidade do Brasil junto à OCDE e alinha o país ao cenário tributário internacional. "É um avanço necessário para que o Brasil seja competitivo e respeitado no cenário global", afirmou.

O governo reforça que o adicional da CSLL é parte de um esforço global para enfrentar os desafios fiscais da economia digital. Atualmente, 37 países já implementaram regras similares.

A proposta também define que mudanças futuras nas normas GloBE que impliquem aumento de carga tributária só poderão entrar em vigor no ano seguinte e após 90 dias da publicação, em respeito aos princípios tributários da anualidade e da noventena.

Sustentação legal e ajustes contábeis

Para assegurar conformidade internacional, a Receita Federal publicará ajustes na instrução normativa 2228/24, com orientações sobre a apuração do lucro ou prejuízo GloBE e as deduções permitidas. Entre as exclusões previstas estão despesas com folha de pagamento, ativos tangíveis e atividades auxiliares relacionadas ao transporte marítimo internacional.

Multas por omissão ou inexatidão de informações foram limitadas a R$ 5 milhões, enquanto ajustes contábeis devem seguir normas internacionais (IFRS) para evitar distorções.

A implementação das regras será acompanhada por revisões internacionais para garantir consistência e prevenir disputas fiscais, fortalecendo a adesão do Brasil ao acordo global.

Com a aprovação do projeto, o Brasil avança no processo de entrada na OCDE, iniciado em 2015, e busca consolidar sua posição no sistema tributário global. O Senado será agora o palco da próxima etapa de discussão.

Imagem: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Senado aprova regulamentação do Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”

 Nova tributação incidirá sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, com objetivo de desestimular o consumo e aumentar a arrecadação

O Senado aprovou, no dia 12 de dezembro, o texto da regulamentação do Imposto Seletivo (IS), previsto na reforma tributária (PLP 68/2024). Popularmente apelidado de "imposto do pecado", o IS incidirá sobre produtos considerados nocivos à saúde pública e ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. Após a aprovação, o projeto agora retorna para a análise da Câmara dos Deputados.

O novo imposto funcionará como uma alíquota adicional aplicada sobre produtos sujeitos à tributação padrão de 26,5%, estabelecida pela reforma tributária. Com isso, além dessa alíquota, o IS será somado, aumentando a carga tributária sobre itens específicos. A definição das alíquotas do Imposto Seletivo ainda depende da aprovação de leis ordinárias futuras, que regulamentarão as taxas para cada produto.

Tributação única e isenção para exportações

De acordo com o texto aprovado, o IS será aplicado uma única vez sobre o bem ou serviço. Não será permitido o aproveitamento de créditos referentes ao imposto em operações anteriores, tampouco a geração de créditos para transações futuras. Além disso, produtos destinados à exportação estarão isentos da cobrança.

Produtos tributados pelo IS

A lista de produtos que serão alvo do Imposto Seletivo segue as diretrizes enviadas pela Câmara. Apesar de discussões durante a tramitação, a proposta inicial do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), de incluir bebidas açucaradas e armas e munições na relação, foi rejeitada ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esses itens foram retirados antes da votação final.

Próximos passos

Com a regulamentação aprovada pelo Senado, o texto segue para a Câmara dos Deputados, onde será novamente avaliado. O Imposto Seletivo é uma das novidades da reforma tributária e promete gerar debates tanto no setor produtivo quanto entre consumidores, uma vez que visa influenciar diretamente o mercado de produtos considerados prejudiciais.

A expectativa é que o imposto, aliado à tributação padrão, desestimule o consumo de bens com impacto negativo na saúde e no meio ambiente, ao mesmo tempo que se tornará uma nova fonte de arrecadação para o governo.



quarta-feira, 13 de março de 2024

Em janeiro, indústria recua 1,6% em seis dos 15 locais pesquisados

Apenas Amazonas impulsiona crescimento com expansão de dois dígitos

Em meio a desafios econômicos, a produção industrial brasileira enfrentou uma queda de 1,6% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise dos resultados regionais revela disparidades significativas, com seis dos 15 locais pesquisados apresentando taxas negativas na série com ajuste sazonal.

Os maiores recuos foram registrados no Espírito Santo (-6,3%) e no Pará (-4,9%), interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, nos quais acumularam ganhos de 6,5% e 4,5%, respectivamente. Além disso, Rio Grande do Sul (-3,8%), Goiás (-3,3%), Santa Catarina (-3,1%) e Ceará (-0,2%) completaram o grupo de estados com resultados negativos.

Contrastando com essa tendência, o Amazonas desponta com uma expansão de dois dígitos, marcando um impressionante crescimento de 16,7%, a taxa mais elevada do mês. Mato Grosso (4,4%), Região Nordeste (3,2%), Bahia (2,1%), Paraná (1,9%), Minas Gerais (1,0%), São Paulo (0,8%), Rio de Janeiro (0,8%) e Pernambuco (0,5%) também apresentaram resultados positivos nesse indicador.

Na análise da média móvel trimestral, 11 dos 15 locais pesquisados indicaram taxas positivas no trimestre encerrado em janeiro. Destacam-se Amazonas (7,3%), Ceará (2,1%), Paraná (1,6%), Região Nordeste (1,3%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (1,1%). Já Rio Grande do Sul apresentou a maior queda, com -1,7%.

No comparativo com janeiro de 2023, a indústria nacional revelou um crescimento de 3,6%, com expansões notáveis em 16 dos 18 locais pesquisados. Rio Grande do Norte (30,6%), Amazonas (11,7%) e Goiás (10,2%) lideraram os avanços de dois dígitos.

No cenário dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,4%, intensificando o ritmo em relação ao final de 2023. Dez dos 18 locais pesquisados registraram taxas positivas, sendo Rio Grande do Norte (de 13,4% para 17,4%), Mato Grosso (de 5,3% para 7,0%), Bahia (de -1,9% para -0,4%), Espírito Santo (de 11,1% para 12,0%), Santa Catarina (de -1,4% para -0,5%) e Pará (de 5,4% para 6,2%) os principais destaques positivos.

 Imagem: CNI/Miguel Ângelo/Direitos Reservados


terça-feira, 12 de março de 2024

IPCA registra variação de 0,83%

O INPC apresenta alta de 0,81% no mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando um cenário de variação de preços no país.

Variação e Destaques

O IPCA de fevereiro registrou uma variação de 0,83%, ficando 0,41 ponto percentual abaixo da taxa de janeiro (0,42%). No acumulado do ano, o índice apresentou alta de 1,25%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 4,50%, próximo aos 4,51% observados no período anterior.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em fevereiro. O destaque ficou para o grupo de Educação, com uma variação de 4,98%, sendo a maior contribuição vinda dos cursos regulares, principalmente do ensino médio, fundamental e pré-escola. Além disso, os grupos de Alimentação e Bebidas, e Transportes também apresentaram variações significativas, com 0,95% e 0,72%, respectivamente.

INPC

Já o INPC teve uma alta de 0,81% em fevereiro, 0,24 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,57%). No acumulado do ano, o índice apresentou uma variação de 1,38%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 3,86%, superando os 3,82% observados anteriormente.

No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas de abrangência da pesquisa apresentaram alta de preços. Destacou-se Aracaju, com uma variação de 1,01%, influenciada principalmente pelo aumento no preço da gasolina. Por outro lado, Goiânia registrou a menor variação, de 0,51%, impulsionada pela queda nos preços da passagem aérea e das carnes.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Previsões do mercado financeiro indicam redução contínua na inflação

Boletim Focus revela terceira semana consecutiva de ajustes para o IPCA

Pela terceira semana seguida, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve redução, passando de 4,55% para 4,53% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (27), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. 

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,91%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos. 

A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.  

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é 67%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda se situa dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. 

Em outubro, o aumento de preços das passagens aéreas pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,24%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi abaixo da taxa de setembro, que teve alta de 0,26%.  

A inflação acumulada este ano atingiu 3,75%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,82%.  

Juros básicos 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.  

O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela terceira vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Ainda assim, o Copom indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem mais difícil reduzir juros. 

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.  

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.  

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. A última reunião do Copom em 2023 ocorre em 12 e 13 de dezembro. 

Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,25% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente.  

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. 

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.  

PIB e câmbio 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano variou de 2,85% para 2,84%.  

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,93% e 2%, respectivamente.  

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.

Imagem: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Paraíba se destaca com queda expressiva para 9,3% na taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2023

Resultados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam uma significativa redução no índice de desemprego no estado.

No terceiro trimestre de 2023, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a Paraíba protagonizou uma notável queda na taxa de desocupação, alcançando 9,3%. Essa redução, em comparação ao trimestre anterior (10,4%) e ao mesmo período de 2022 (13,2%), posiciona o estado como um destaque positivo no panorama do emprego no Brasil.

Destaque Regional

Ao analisar a pesquisa do IBGE, percebe-se que a Paraíba se destaca como um dos estados com maior queda na taxa de desocupação, superando a média nacional de 7,7%. Essa diminuição evidencia a eficácia de estratégias locais e políticas públicas que impactaram positivamente o mercado de trabalho paraibano.

Comparação com outras UFs

Os resultados da pesquisa indicam que, em comparação com outros estados, a Paraíba se posiciona como um dos destaques positivos. Enquanto alguns estados apresentam estabilidade ou ligeira redução, a Paraíba se sobressai com uma diminuição mais expressiva, indicando uma dinâmica econômica local favorável.

Segmentação por gênero, raça e instrução

A análise dos dados do IBGE mostra que a Paraíba também se destaca na segmentação por gênero, raça e nível de instrução. As taxas de desocupação para homens e mulheres, assim como para diferentes grupos étnicos e níveis educacionais, refletem um desempenho relativamente melhor em comparação com outros estados.

Imagem: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

domingo, 25 de dezembro de 2022

Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?

A farsa de exigir submissão a algo que nunca foi acordado

Este é o argumento comum oferecido por estatistas sempre que um libertário se põe a falar sobre a imoralidade da coerção estatal, de seus impostos, de suas regulamentações, de seu confisco de renda e de propriedade, e de seu monopólio sobre a justiça, a segurança e a moeda.

Embora tal argumento seja extremamente fraco, vale a pena nos concentrarmos mais detidamente nele, pois ele mostra de maneira bastante acurada o quão profundo o estatismo está enraizado na mentalidade das pessoas.

Primeiro ponto: o mais básico

A primeira e mais fácil resposta a este "desafio" estatista é: Por que sou eu quem deve dar o fora? Não estou roubando ninguém, não estou agredindo ninguém. Por que o fardo moral recai sobre mim quando, na verdade, é você quem está me apontando uma arma?  

Eu sou apenas uma pessoa pacífica pedindo para não ser espoliada, ao passo que você está me apontando uma arma com o intuito de me expropriar e utilizar a minha propriedade e a minha renda para financiar aqueles programas governamentais que você acha o máximo.

Não creio ser nada controverso dizer que, em termos morais, é o estatista quem tem a obrigação de comprovar ter o direito intrínseco de coagir e ameaçar os outros. Enquanto isso não for feito, o ameaçado não tem nenhuma obrigação de comprovar seu direito de ser deixado em paz, sem ser molestado. O ônus cabe ao agressor e não ao agredido.

Esse é o ponto mais básico. Enquanto o estatista não responder de onde vem seu direito natural de espoliar terceiros para proveito próprio ou para o proveito de outrem, a "negociação" está emperrada e ele não tem nenhum direito de seguir adiante com sua espoliação. Toda a pendenga poderia terminar aqui.

Segundo ponto: nunca houve "aceitação tácita"

Porém, em prol do debate, vamos mais adiante.  

Falemos agora sobre o argumento de que o seu consentimento está explicitado no simples fato de você permanecer no país. 

"Se você está aqui e continua morando aqui, então você está automaticamente consentindo com as regras vigentes!", bradam os estatistas.

Este é outro raciocínio sem nenhuma sustentação e sem nenhuma lógica. 

Suponha que você se muda para uma nova vizinhança e, do nada, seu vizinho começa a despejar o lixo dele na porta da sua casa. Pela lógica estatista, se você não concorda com este comportamento dele, então é você quem tem de se mudar dali. Se você não se mudar, então você está automaticamente consentindo em ter sua propriedade violada desta forma.

Faz sentido? Pois é isso que os estatistas estão defendendo, embora não utilizem este cenário.

Confrontados com esta situação, os estatistas recorrem então à regra da "aceitação implícita e tácita". Mais especificamente, eles dizem que, ao se mudar para esta vizinhança, você estaria implícita e tacitamente aceitando o comportamento dos seus vizinhos, não podendo, portanto, reclamar das regras deles. 

O problema deste raciocínio é que ele ignora o status moral e legal de quem faz as leis.  

Por exemplo, suponha que eu convide você para vir à minha casa. Quando você chega, eu abro a porta e lhe digo: para ficar aqui em casa, você tem de usar este nariz de palhaço. Isto certamente vai lhe parecer bastante estranho, mas ainda assim eu posso dizer: "Ei, é a minha casa e estas são minhas regras. Se quiser entrar, tem de ser assim".  

Neste caso, sendo eu o proprietário, você não pode simplesmente dizer: "Olha, eu vou entrar na sua casa, sim, e não vou usar o nariz de palhaço." Se fizer isso, você estará invadindo a minha propriedade e desrespeitando as leis vigentes dentro dela, as quais foram estipuladas antes da sua entrada.  Isso, portanto, é algo que você não tem o direito de fazer.

Agora, imaginemos o cenário contrário. Suponha que eu vá à sua casa e lhe diga: "Você tem de usar um nariz de palhaço". Além do espanto total, sua outra provável reação será a de perguntar quando foi que você disse que concordava em ser obrigado a utilizar um nariz de palhaço dentro da sua casa.  

Ao que irei responder: "Ora, você se mudou para perto de mim. E eu uso nariz de palhaço na minha casa. Portanto, o simples fato de você estar morando perto de mim significa que você, de uma maneira um tanto mística e tácita, consente em também utilizar nariz de palhaço dentro da sua casa, mesmo que você não goste da ideia."

Os estatistas simplesmente pegam este cenário que é evidentemente absurdo em nível local e o expandem para um nível nacional: se você está aqui, então você deu seu consentimento tácito a tudo o que se passa nele.

Mas é realmente assim que as coisas devem funcionar? Como seria a sua vida se todos lhe atribuíssem "consentimentos implícitos e tácitos"? Como seria o mundo? Alguém aceitaria este sistema?

Portanto, quando os estatistas dizem que "ao estar aqui, você automaticamente consentiu com as regras", eles estão fugindo da questão principal. Eles já estão pressupondo a nossa aceitação daquilo que ainda tem de ser provado. 

No exemplo do nariz de palhaço, há uma distinção clara entre o sujeito que diz que você tem de usar o nariz na propriedade dele e o sujeito que diz que você tem de usar o nariz na sua própria casa. 

O primeiro sujeito tem o direito de lhe impor o uso do nariz (e, se você não aceitar, tem a liberdade de sair da casa dele); já o segundo não tem este direito. Tudo depende de quem está legitimamente exercendo sua jurisdição. Na propriedade dele, ele é soberano. Na sua propriedade, ele não é.

A mesma regra tem de ser aplicada ao estado.  

As pessoas que fazem as leis de um país são as genuínas donas do país? O país é propriedade delas? Desde quando? Elas adquiriram esta suposta propriedade do país de maneira justa? Houve o consentimento de 100% da população (qualquer porcentagem abaixo desta indica que há indivíduos sendo espoliados)? 

Estas são perguntas morais que não podem ser ignoradas, mas que são totalmente desconsideradas pelos estatistas.

O terceiro ponto: pagamos pela infraestrutura estatal

E há, por último, o argumento de que nós libertários estamos constantemente utilizando algumas infraestruturas estatais, como estradas, ruas, aeroportos, correios.  

Sendo assim, o simples fato de utilizarmos estes bens e serviços significa que estamos consentindo com a existência do estado e com a espoliação de nossa renda para a consecução destes serviços.

Outro problema de raciocínio.  

Em primeiro lugar, o fato de eu inevitavelmente utilizar sistemas monopolísticos, dos quais eu simplesmente não tenho como escapar, de modo algum indica consentimento. Dizer que utilizar as ruas de uma cidade indica consentimento com o estado é o mesmo que dizer que um prisioneiro que come a comida fornecida pela penitenciária está consentindo em estar preso. 

Em segundo lugar, sempre é bom lembrar que libertários, como todos os outros cidadãos, também pagam impostos. Sendo assim, é nosso dinheiro que foi utilizado para a construção destas infraestruturas estatais. Logo, não há absolutamente nada de contraditório em utilizá-las. Aliás, você tem todo o direito de fazer uso delas, mesmo desprezando-as profundamente.

Para finalizar: eu não consinto

No fim, todo este argumento de 'consentimento implícito' e 'consentimento tácito' não passa de uma patética cortina de fumaça criada para se desviar a atenção daquilo que realmente importa: as minhas palavras.  

E as minhas reais palavras (aquilo que realmente penso, e não aquilo que estatistas querem imputar a mim) não são de consentimento, mas sim de discordância e dissenso. 

Que isso fique bem claro. As minhas verdadeiras palavras são: Eu não dou meu consentimento. 

E estas minhas palavras claramente explicitadas e proferidas não podem ser sobrepujadas por um místico 'consentimento implícito' que magicamente passa a existir em decorrência do simples fato de eu estar em um determinado local.

Resta óbvio que tudo isso não passa de um estratagema ridículo criado por pessoas que simplesmente querem ter poder absoluto, mandar na vida dos outros e escolher vencedores e perdedores.  

Uma vez perpetrado o esbulho, elas tentam embasá-lo e justificá-lo recorrendo a truques comportamentais, dizendo que determinadas atitudes minhas significam que eu realmente estou pedindo para ser governado, que eu implicitamente estou suplicando para ser controlado e mandado.

Não, eu não pedi implicitamente por nada disso. E eu explicitamente digo que "Não, eu não consinto em ser espoliado e controlado".

Fonte: Mises Brasil