Bolsa caiu 1,17%, mas fechou semana com alta de 1,44%
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Mohamed Abd El
Ghany/Direitos Reservados
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Reuters/Mohamed Abd El
Ghany/Direitos Reservados
Entre as 27 unidades da
federação, 13 tiveram aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 acima da
média nacional, que foi de 1,2%, alcançando R$7,4 trilhões. Ao todo, 22 estados
tiveram crescimento naquele ano. Os dados são das Contas Regionais 2019, divulgadas
nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).![]()
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A maior alta no ano foi do
Tocantins, que cresceu 5,2%, seguido por Mato Grosso (4,1%), Roraima (3,8%),
Santa Catarina (3,8%) e Sergipe (3,6%). Pelo lado das quedas, a maior retração
ocorreu no Espírito Santo (-3,8%). Pará (-2,3%), Piauí (-0,6%) e Mato Grosso do
Sul (-0,5%) completam a lista das reduções e Minas Gerais ficou estável. As
demais altas foram abaixo do índice nacional.
De acordo com a gerente de
Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça, no Tocantins, que tem 0,5% de
participação no PIB nacional, o crescimento foi puxado pela silvicultura. “No
Tocantins, o crescimento é atrelado à elevação em volume de 278,2% na produção
florestal, pesca e aquicultura, principalmente na silvicultura, impulsionada em
grande medida pela extração de madeira em tora de eucalipto. Além disso, houve
um crescimento do comércio no período”.
A gerente destaca que o
comércio contribuiu para o crescimento do PIB em seis unidades da federação em
2019. “Dentre essas 13 unidades [que tiveram alta acima da média nacional], o
comércio tem um peso considerável na economia, é uma atividade que consta em
seis unidades da federação entre as duas maiores contribuições: Tocantins, Mato
Grosso, Roraima, Santa Catarina, Amapá e Amazonas. Atividades imobiliárias [é
quesito que] aparece em cinco [AP, GO, CE, AL e RN] e a Agricultura em quatro:
Mato Grosso, Sergipe, Ceará e Alagoas”.
No Mato Grosso, o crescimento
da agricultura foi amparado nos cultivos de algodão herbáceo e de soja na série
histórica, segundo Poça. “Na análise de desempenho ao longo da série 2002-2019,
o Mato Grosso continua se destacando com a maior variação em volume acumulada
entre os entes federativos, um crescimento de 130,4% no período. O desempenho
do estado esteve bastante vinculado à agropecuária, devido ao cultivo de
algodão e à pecuária no período”.
Entre os estados que
apresentaram queda no PIB em 2019, no Espírito Santo e no Pará a retração da
economia foi vinculada às indústrias extrativas, com redução na extração de
minério de ferro. O Piauí apresentou queda na agricultura e no comércio e
reparação de veículos automotores e motocicletas. Já no Mato Grosso do Sul,
houve decréscimo na cadeia de produção da celulose, além do cultivo de soja e
criação de bovinos e suínos.
Em Minas Gerais, Poça explica
que a estabilidade se deveu à retração da extração de minério de ferro e da
agropecuária, com a bienalidade negativa do café.
“A produção mineral teve queda
de 45,6% em 2019 no estado, ocasionada pelo rompimento da barragem em
Brumadinho e pela paralisação temporária na operação de várias minas por
motivos de monitoramento e segurança. Isso foi determinante para a inflexão do
volume desse grupo de atividades, visto que os demais agregados industriais
apresentaram expansão no nível de atividade”.
O Sudeste, que tem a maior
participação no PIB nacional, diminuiu de 53,1% para 53%, com a desaceleração
das economias fluminense e capixaba. Na passagem de 2018 para 2019, as regiões
Norte (0,2 p.p.) e Sul (0,1 p.p.) elevaram suas participações, alcançando 5,7%
e 17,2%, respectivamente.
Nordeste teve redução de 0,1
ponto percentual, respondendo em 2019 por 14,2% das riquezas produzidas no
país. O Centro-Oeste se manteve no mesmo patamar de contribuição para a
economia brasileira, com 9,9% do total.
O estado de São Paulo
concentra cerca de um terço do PIB nacional, com R$2,35 trilhões. Na série
histórica, SP passou de 34,9% da economia brasileira em 2002 para 31,8% em
2019. A gerente da pesquisa destaca que o estado teve crescimento de 1,7% de
2018 para 2019.
“Os maiores acréscimos na
economia paulista foram no grupo de atividades de serviços (2%), entre elas
atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; comércio e
reparação de veículos automotores e motocicletas e atividades profissionais,
científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares”.
O Rio de Janeiro vem em
segundo, com R$779,9 bilhões, e em terceiro está Minas Gerais, com PIB de R$
651,87 bilhões. RJ, MG, RS e PR respondem juntos por outro terço do PIB,
passando de 33,3% em 2002 para 32,2% em 2019. Os outros 22 estados somados
passaram de 31,9% do PIB nacional em 2002 para 36% em 2019.
Na análise de PIB per
capta, o Distrito Federal se manteve na frente em 2019, com o valor de R$
90.742,75, o que representa cerca de 2,6 vezes o valor médio do país, que é R$
35.161,70.
Entre as unidades da
federação, todos os estados das regiões Norte e Nordeste têm o PIB per
capta menor do que o nacional, enquanto no Sul todos os estados estão
acima.
No Centro-Oeste, apenas Goiás
está abaixo da média nacional e, no Sudeste, Espírito Santo e Minas Gerais
ficam abaixo.
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
O consumo das famílias teve
queda de 1,13% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2020, segundo
levantamento divulgado nesta sexta-feira (12) pela Associação
Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos nove primeiros meses do
ano, entretanto, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros
registrou alta de 3,13%![]()
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Segundo o vice-presidente
Administrativo e Institucional da Abras, Marcio Milan, apesar da queda no mês,
a entidade mantém a previsão de crescimento de 4,5% em 2021 devido aos bons
resultados da imunização contra a covid-19. “A vacinação hoje está
bastante avançada. A economia praticamente destravada nos seus negócios”,
ressaltou.
Expectativas para o Natal
Para o Natal, a
expectativa de 51% dos empresários do setor de supermercados é que haja
crescimento nas vendas em relação ao ano passado. Enquanto 39% esperam que o
movimento fique no mesmo patamar de 2020.
Entre os que esperam um fim de
ano melhor do que o anterior, 52% estima que o aumento das vendas chegue a 17%.
Há também uma previsão de abertura de vagas de emprego, com 41% dos empresários
dizendo que vão fazer contratações temporárias para atender à demanda
do Natal. A estimativa da Abras é que sejam abertos 30 mil postos de
trabalho sazonais.
Para Milan, com as medidas
restritivas contra a disseminação do novo coronavírus chegando ao fim, as
comemorações deste ano devem ser maiores, com reunião de famílias e amigos.
“Nós tínhamos muitas restrições em dezembro do ano passado. Este ano vamos
estar praticamente liberados. Ou seja, as famílias vão estar comemorando mais”,
disse.
Entre os 35 produtos mais
consumidos em supermercados, o café teve o maior aumento de preços em 2021, com
inflação acumulada de 33,9% até setembro. O açúcar registra alta de 30,3% e o
ovo de 22,5%. Esse conjunto de produtos custou, em média, R$ 684,99 em setembro,
uma elevação de 1,37% na comparação com agosto e de 18,84% em 12 meses.
Segundo Milan, a alta da
inflação acontece em uma conjuntura internacional de elevação de preços, além
de questões pontuais, como a geada que afetou a produção de café no Brasil.
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: REUTERS/Pilar Olivares/Direitos Reservados
O Índice de Confiança do
Empresário Industrial (ICEI) caiu 1,8 ponto em novembro deste ano na
comparação com o apurado em outubro, informou nesta sexta-feira (12) a
Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esta é a terceira queda do indicador,
que acumula um recuo de 7,2 pontos nos últimos três meses. Com a queda, o ICEI
de novembro ficou em 56 pontos. ![]()
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O índice varia de zero a 100
pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do setor de indústria e
quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança do empresariado.
Quanto mais próximo de zero, menor a confiança.
No mesmo período do ano
passado, o indicador estava em 62,9 pontos. Segundo a CNI, o índice de novembro
de 2021 indica confiança mais fraca e menos disseminada por parte do
empresariado.
A confederação informou ainda
que, este mês, todos os componentes do ICEI recuaram e que o cenário ocorre
devido à percepção sobre as condições atuais da economia brasileira.
O Índice de Condições Atuais,
que mostra a percepção sobre as condições nos últimos seis meses, caiu 1,8
ponto e ficou em 49,7 pontos.
"Ao ficar abaixo da linha
divisória de 50 pontos, o índice demonstra a transição de uma percepção
positiva para uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os
últimos seis meses, na avaliação dos empresários", informou a CNI.
A queda no índice foi puxada
principalmente pelo componente que se refere às condições atuais da economia
brasileira, que caiu 3,1 pontos em novembro, acumulando um recuo de 11,9 pontos
nos últimos três meses.
O índice de Expectativas, que
reflete as expectativas do empresário em relação à economia e a própria empresa
nos próximos seis meses, também caiu 1,8 ponto, ficando em 59,1 pontos. Na
avaliação da CNI, como o índice se mantém acima dos 50 pontos, ele revela um
otimismo mais moderado para os próximos seis meses.
Para o levantamento do ICEI,
foram entrevistados representantes de 1.650 empresas, dos quais 651 de
pequeno porte, 613 de médio porte e 386 de grande porte, no período entre 3 e 9
de novembro de 2021.
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: CNI/Miguel Ângelo/Direitos Reservados
Bolsa subiu 1,54% e retomou os 107 mil pontos
Em dia de feriado nos Estados Unidos, o otimismo prevaleceu
no mercado financeiro. O dólar caiu para o menor valor em 40 dias. A bolsa de
valores fechou em alta pelo terceiro dia seguido e retomou o nível de 107 mil
pontos.![]()
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O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11) vendido a
R$ 5,404, com recuo de R$ 0,096 (-1,74%). Na mínima do dia, por volta das
14h15, a cotação chegou a R$ 5,39. A moeda está no menor valor desde 1º de
outubro, quando tinha fechado a R$ 5,369, e teve a maior queda diária
desde 9 de setembro, quando caiu 1,85%.
Com o desempenho desta quinta-feira, a divisa acumula queda
de 2,15% na semana e de 4,28% em novembro. Em 2021, o dólar sobe 4,14%.
No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia.
O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 107.595 pontos, com alta de 1,54%. O
indicador alcançou o maior nível desde 25 de outubro. A bolsa avança 2,64%
nesta semana e 3,96% em novembro, mas acumula queda de 9,6% neste ano.
Sem o mercado norte-americano como referência, o dólar caiu
com base na expectativa de que o Banco Central (BC) acelere a alta da taxa
Selic em resposta ao repique da inflação oficial, que atingiu, em outubro, o maior nível para o mês desde 2002.
Juros mais altos tendem a estimular a entrada de capitais externos em países de
maior risco, como o Brasil.
Outro fator que contribuiu para o otimismo no mercado
financeiro foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta de
emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto
de gastos. Apesar de a medida aumentar os gastos públicos no próximo ano, os
analistas acreditam que a não aprovação da PEC levaria o governo a editar um
decreto extraordinário de calamidade pública, que violaria definitivamente o
teto, em vez de apenas fazer ajustes na fórmula.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Mohamed Abd El
Ghany/Direitos Reservados
Produção será puxada pela recuperação da safra de milho
A primeira estimativa para a safra agrícola de 2022,
divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), prevê a produção de 270,7 milhões de toneladas de grãos,
cereais e leguminosas. ![]()
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De acordo com o instituto, se os dados do Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) forem confirmados, será um recorde da
série histórica, iniciada em 1975, com um aumento de 7,8% em relação às
estimativas deste ano, o que representa 19,5 milhões de toneladas a mais.
A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo
milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano, por causa do atraso do
plantio da segunda safra e da falta de chuvas nos principais estados
produtores. Para 2022, a previsão é de alta de 11,1% para a primeira safra, com
2,8 milhões de toneladas, e de 26,8% para a segunda safra, com 16,2 milhões de
toneladas.
Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, além da
previsão de normalidade climática para o próximo ano, a alta do dólar incentiva
os produtores de commodities.
“Outra razão para a perspectiva de recorde diz respeito à
questão econômica. Apesar do aumento dos custos de produção, os preços das
commodities agrícolas como milho, trigo e soja estão altos, ajudados pela
valorização do dólar, fazendo o produtor aumentar o plantio e investir mais
nessas lavouras”, explica.
O instituto prevê crescimento de 0,8% na produção de soja,
com 1,1 milhão de toneladas a mais; de 2,4% no algodão herbáceo em caroço, com
84,9 mil toneladas, 12,8% no sorgo, com 302,4 mil toneladas; 6,9% no feijão
primeira safra, com 80,9 mil toneladas, e aumento de 9,8% no feijão segunda
safra, com previsão de 101 mil toneladas.
Por outro lado, a pesquisa estima quedas nas produções do
arroz, de 3,9% ou 451,6 mil toneladas; do feijão terceira safra, de 0,9% ou 5,1
mil toneladas, e do trigo, de 10% ou 785,8 mil toneladas.
A pesquisa do IBGE aponta que a estimativa de outubro para
a safra de 2021 é de 251,2 milhões de toneladas, o que representa 1,2% ou 3
milhões de toneladas a menos do que a obtida em 2020, quando a produção de
grãos, cereais e leguminosas no país chegou a 254,1 milhões.
A área a ser colhida deve aumentar 4,6% este ano,
alcançando 68,5 milhões de hectares. Somados, o arroz, o milho e a soja
representam 92,5% da estimativa da produção do país e respondem por 87,6% da
área a ser colhida.
Na produção deste ano, o IBGE aponta aumento de 10,3% para
a soja e de 4,5% para o arroz em casca. Por outro lado, a previsão é de queda
de 17,5% no algodão herbáceo e de 16% no milho, sendo 2,8% a menos na primeira
safra e 20,6% de queda na segunda.
A produção de soja deve chegar a 134,1 milhões de toneladas
e o milho 86,7 milhões de toneladas, sendo 25,9 milhões de toneladas na
primeira safra e 60,9 milhões de toneladas na segunda safra. A produção do
arroz foi estimada em 11,5 milhões de toneladas e a do algodão em caroço em 5,8
milhões de toneladas.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: CNA/Wenderson/Trilux
As vendas no comércio varejista caíram 1,3% na
passagem de agosto para setembro. É a segunda queda
seguida, embora menos intensa que a verificada em agosto (-4,3%), após a alta
de 3,1% de julho. Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram
divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).![]()
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O gerente da pesquisa, Cristiano dos Santos, afirmou que
desde o começo da pandemia de covid-19, em março de 2020, os dados do comércio
têm variado muito, volatilidade típica de um “novo rearranjo da estrutura
econômica como um todo”.
“Desde o início da pandemia, temos uma sequência de grande
amplitude. Houve uma grande baixa em abril de 2020, depois um cenário de
recuperação bastante rápida que culmina em outubro, uma queda novamente para
patamares de pandemia no início do ano de 202. Em seguida, tivemos um
crescimento também forte, que posicionou o mês de maio como o segundo
nível recorde, após outubro e novembro do ano passado. Agora, a
trajetória experimenta uma nova queda.”
De acordo com Santos, o impacto da pandemia na receita das
empresas está diminuindo, com apenas 2,3% delas dando essa justificativa para a
diminuição ou crescimento.
“A receita varia próxima da estabilidade em -0,2%. Então,
esse contexto de pandemia, pelo menos no que tange ao impacto detectado pela
pesquisa nas empresas da nossa amostra, está cada vez menor nos últimos meses.
A gente atinge patamares que são até menores do que o mínimo dessa série, ou
seja, quase não há mais relatos de impactos da pandemia na receita das
empresas. Impacto que já chegou a ser 63,1% de todos os relatos em abril de
2020.”
Santos ressaltou que o principal fator que influenciou os
resultados do comércio em setembro foi a alta da inflação, além de mudanças nos
juros que afetaram o crédito.
“A inflação certamente é o mais importante nesses últimos
dois meses, mas também tem outros. O saldo da carteira de crédito, tanto para
pessoa física quanto jurídica, estabilizou nos últimos meses. Lembra que em
setembro teve uma reunião do Copom que reposicionou a taxa Selic, os juros
aumentam, então isso afetou o crédito. Tem o fenômeno também de aumento do
emprego formal, mas que está desbalanceado com relação à renda. Cresce o
emprego, mas num ritmo menor a renda”, disse.
De acordo com o gerente da pesquisa, isso se reflete na
queda maior no volume de vendas do que na receita das empresas.
“O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As
mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a
receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para
hiper e supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume.”
Segundo o IBGE, seis das oito atividades pesquisadas
tiveram taxas negativas em setembro. As maiores quedas foram em equipamentos e
material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), móveis e
eletrodomésticos (-3,5%) e combustíveis e lubrificantes (-2,6%). Porém, a
atividade de maior peso na formação da taxa de setembro foi
hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que caíram
1,5%.
No comércio varejista ampliado, que inclui, veículos e
materiais de construção, o volume de vendas caiu 1,1% em setembro na comparação
mensal.
Na comparação anual, o comércio varejista caiu 5,5%, reflexo
da queda em sete das oito atividades. Apenas artigos farmacêuticos, médicos,
ortopédicos, de perfumaria e cosméticos tiveram crescimento, de 4,3%.
As quedas em relação a setembro de 2020 foram de 22,6% em
móveis e eletrodomésticos; -14,8% em equipamentos e material para escritório,
informática e comunicação; -6,9% em outros artigos de uso pessoal
e doméstico; -4% em combustíveis e lubrificantes. Hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 3,7%; livros,
jornais, revistas e papelaria diminuíram em 3,4% as vendas; e o setor de
tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis, com queda de 0,1%.
Em relação ao cenário pré-pandemia, em fevereiro de 2020, o
comércio varejista está 0,4% abaixo e o comércio varejista ampliado em -1,7%.
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos estão
12,0% acima do nível pré-pandemia, material de construção está 11,7% acima e
outros artigos de uso pessoal e doméstico estão com vendas 5,8%
acima de fevereiro de 2020.
Por outro lado, as vendas de Livros, jornais, revistas e
papelaria estão 37,3% abaixo de fevereiro de 2020, equipamentos e
material para escritório, informática e comunicação continuam 18,7% abaixo e
combustíveis e lubrificantes permanecem 10,6% abaixo do nível pré-pandemia.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A aprovação em segundo turno da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) dos Precatórios e a alta da inflação em outubro fizeram o
dólar fechar o dia estável, apesar das pressões do mercado internacional. A
bolsa de valores desacelerou perto do fim da sessão, mas teve alta pelo segundo
dia seguido.![]()
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O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (10)
vendido a R$ 5,50, com leve alta de 0,1%. A cotação passou a maior parte do dia
em queda, chegando a R$ 5,43 na mínima do dia, por volta das 11h. No entanto, a
alta da inflação nos Estados Unidos puxou a moeda para cima no fim das
negociações.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: REUTERS/Lee Jae-Won/Direitos Reservados
Cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) semestral e
11,79% da renda das famílias ficaram comprometidos com pagamento de juros no
primeiro semestre de 2021, aponta estudo da Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Foram R$ 233,5
bilhões no período. Em termos comparativos, o montante é equivalente a 73% do
recurso injetado via auxílio emergencial no ano passado.![]()
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Altamiro Carvalho, assessor econômico da federação, disse nesta
quarta-feira (10) que, depois do aluguel, o gasto com juros é o segundo item
entre as maiores despesas dos brasileiros. “O juro é disseminado nas despesas
de uma forma que as pessoas não têm consciência do volume que esse recurso
representa no orçamento doméstico”, afirmou. O gasto com juros ultrapassa, por
exemplo, os custos totais, por ano, com educação, serviços e vestuário.
A análise aponta, ainda, que “o auxílio distribuído pelo
governo federal, que poderia incentivar ainda mais o consumo das famílias,
beneficiando de maneira homogênea outros setores da economia, foi bastante
comprometido com a quitação destas taxas, canalizadas pelo sistema financeiro”.
O estudo quantifica o volume destinado ao pagamento de juros dos empréstimos
obtidos em operações de crédito livre nos seis primeiros meses de 2019, 2020 e
2021.
“Se metade disso [montante de juros] não tivesse sido pago,
você injetaria na economia recursos para consumo das famílias, daria condições
de consumo, de uma forma muito impactante que poderia, obviamente, estimular a
produção, iria para a indústria, iria girar o nível da atividade econômica como
um todo”, destacou Carvalho. Ele disse que o pagamento de juros, por sua vez,
vai para as instituições financeiras e volta para o mercado também na forma de
juros.
No item pessoa jurídica, o estudo indica que as empresas
utilizaram R$ 90,2 bilhões para quitação de juros. O valor é 8,2% acima do
registrado em 2020. A soma representa 2% do PIB semestral. O Programa Nacional
de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por exemplo,
liberou R$ 37,5 bilhões em recursos para mais de 500 mil negócios em 2020. Nesse
sentido, o montante de juros pagos pelas pessoas jurídicas, no primeiro
semestre deste ano, é quase 2,5 vezes maior que o volume destinado pelo
programa.
A FecomercioSP aponta, também, que a inadimplência entre as
famílias está controlada. O valor dos empréstimos atrasados há mais de 90 dias
teve queda de 14,4% no primeiro semestre de 2021, ficando em R$ 54,4 bilhões. A
taxa de inadimplência era de 4,8% nos primeiros seis meses de 2019, 5,3% em
2020 e ficou em 4,1% de janeiro a junho de 2021.
Em relação ao crédito neste ano, considerando o período
analisado, “tanto as concessões quanto o saldo das operações de crédito para
pessoa jurídica avançaram, no comparativo anual, 1,2% e 5,1%, respectivamente”,
aponta em nota a federação.
Para ela, “o crédito no Brasil impõe um custo elevado tanto
para os lares como para as empresas, retirando da sociedade quase 8% do PIB
semestral, a título de pagamento de juros”. A entidade acredita que o
desequilíbrio nas contas públicas é o principal fator que explica os juros elevados.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Setor de serviços apresentou a maior confiança dos últimos sete anos
A confiança dos donos de pequenos negócios voltou à
estabilidade em outubro, após ter apresentado uma ligeira queda em setembro,
segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a
partir dos dados da Sondagem Econômica das Micro e Pequenas Empresas, realizada
mensalmente em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).![]()
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O Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas
(IC-MPE), que agrega os índices dos três principais setores da economia
(comércio, serviços e indústria de transformação) se manteve nos 98,7 pontos em
outubro.
Segundo o Sebrae, apesar da estabilidade em relação a
setembro, desde o início de 2021 a confiança dos empreendedores tem apresentado
um “crescimento sustentado”. Em janeiro, o índice estava em 90,8. Para a
entidade, isso confirma uma recuperação consistente dos pequenos negócios, mas
indica também que ainda há uma certa insegurança entre os empresários, diante
da alta da inflação e da instabilidade econômica.
De acordo com a pesquisa, pelo sétimo mês consecutivo o
setor de serviços apresentou aumento no índice de confiança que atingiu, em outubro,
99,1 pontos. O crescimento foi de 2,3 pontos se comparado com setembro, o maior
índice desde dezembro de 2013, quando atingiu o patamar de 100,2 pontos.
“A alta do MPE-Serviços deveu-se à percepção atual das
atividades por parte donos de pequenos negócios”, explicou o Sebrae.
O Índice da Situação Atual das MPE de serviços avançou 6
pontos, alcançando o patamar de 97 pontos. Segundo a entidade, esse resultado
foi influenciado tanto pela percepção de melhora das empresas sobre o volume de
demanda atual, cujo índice subiu 7,3 pontos, quanto pela situação atual dos
negócios, que avançou 4,8 pontos.
O aumento da expectativa de contratação por esses
empreendedores também cresceu pelo quinto mês consecutivo e obteve seu melhor
resultado em oito anos. Cerca de 22% pretendem fazer novas contratações,
segundo o Sebrae.
Os destaques para a melhora da confiança desse setor foram
os serviços de informação, os serviços prestados às famílias e os de
transporte. O segmento que representa os demais serviços se manteve
relativamente estável ao recuar 0,2 ponto. Enquanto a confiança das empresas do
segmento de serviços profissionais recuou 1,1 ponto.
O Índice de Confiança das MPE do Comércio, em outubro,
manteve-se estável em 92,9 pontos. Apesar de um recuo no Índice da Situação
Atual e no indicador que mede o volume da demanda atual, o Índice de
Expectativas avançou 3,3 pontos, para 91 pontos, recuperando parte das perdas
sofridas em setembro.
Para o Sebrae, essa percepção de melhora nas expectativas
pode estar relacionada à diminuição do número de casos e mortes relacionadas à
covid-19 e à flexibilização das medidas restritivas, com aposta dos empresários
nas vendas de final de ano.
Já a confiança das micro e pequenas empresas da indústria
de transformação, o MPE-Indústria, manteve o movimento de queda pelo terceiro
mês consecutivo, recuando 3,6 pontos, para 98,4 pontos, passando para zona de
pessimismo.
Segundo o Sebrae, essa piora com as expectativas de curto
prazo no setor foi fator preponderante da queda da confiança. Todos os
indicadores que compõem o índice recuaram, com destaque para o de produção para
os próximos três meses, que caiu 7,6 pontos, para 96,7 pontos. As empresas de
vestuário foram as que mais sofreram negativamente no mês de outubro, quando a
confiança caiu 9,1 pontos, para 90 pontos, menor nível desde junho de 2021, de
80,9 pontos.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Fernando Frazão/Agência
Brasil