Radio Evangélica

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Uma análise perfeita

Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia. Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heróico: "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu".

Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o
candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobrás.

Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na esplanada: "Dirceu guerreiro/do povo brasileiro". Ufa!

A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão". Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto
marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos.

O que poderia expressar melhor a idéia de uma conspiração para
controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto, juntos, criariam uma marca mais forte e eficiente.

Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior
escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro.

O "chefe" sempre foi José Dirceu. Combativo, inteligente,
universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas,
treinado em Cuba e na Antiga União Soviética, entre outras coisas. E
com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a "La Cuba".

Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante - pelos resultados alcançados - era Lula. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu.

Lula não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua
família só comia carne quando seu irmão "roubava" mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era frágil. E ele, o Dirceu, que fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país.

Aí surgiu Roberto Jefferson... e deu no que deu.

domingo, 24 de novembro de 2013

A questão da Saúde de Bayeux

Antes de tudo quero deixar claro aqui que não sou filiado a nenhum partido político, não tenho cargo de confiança nem no governo do Estado nem na prefeitura e muito menos quero defender nem acusar ninguém. Quem quiser analisar minha vida analise trabalho no meio público, mas entrei por concurso, ou seja, não devo favor a seu ninguém.
Realmente a saúde do nosso município tá complicada, até assinei um abaixo assinado online pedindo a reabertura do pronto atendimento dou parabéns pela iniciativa da pessoa que está à frente desses abaixo assinado.
Agora cada um quer apontar um culpado, mas se formos analisar bem o principal culpado mesmo aparecendo o culpado não vai adiantar muita coisa.
 Só espero que a administração atual resolva essa situação. E uma coisa que está chamando a atenção é que as pessoas estão levando familiares para o pronto atendimento mesmo sabendo que não serão atendidos e o pior ainda aparecem uns oportunistas na frente do hospital para mostrar que tem gente que não está sendo atendido sem se preocupa com o lado humano. Até entendo que realmente temos que mostrar a situação real do município e temos que protestar, isso é fato. Mas o que sou contra é pessoas querendo se promover politicamente com esse problema que estamos passando.
Todos se lembram da questão do São Domingos quem quis se promover falando que reabriria o mesmo conseguiu ganhar a eleição, mas nada de abrir o hospital.
Espero não ser mal interpretado e alguém até pode pensar que uso plano de saúde, mas meu plano de saúde é SUS. Alguém pode pensar que tenho carro para me levar em hospital da região metropolitana, mas também ando de ônibus.
Volto a falar: sou a favor de protesto em relação ao fechamento do pronto atendimento, mas sou contra ver gente querendo se promover politicamente com o caos da saúde do nosso município.


Joabson João

sábado, 23 de novembro de 2013

A palavra homofobia tem sido banalizada em nosso país, diz Magno Malta


O parlamentar evangélico agradeceu as lideranças católicas e evangélicas que foram até Brasília se manifestar contra o PL 122
O senador Magno Malta (PR-ES) usou o plenário do Senado para falar sobre o novo texto do Projeto de Lei Complementar 122/2006. O polêmico projeto que tentar criminalizar a homofobia.
A proposta seria votada nesta quarta-feira (20) na Comissão de Direitos Humanos do Senado, mas acabou sendo arquivada diante da pressão de parlamentares católicos e evangélicos.
Além dos políticos as lideranças religiosas também se manifestaram e foram até Brasília mostrar que são contra o projeto. O Instituto Plínio Correia de Oliveira protocolou mais de 3 milhões de e-mails contra o projeto. O instituto tem relações com a Igreja Católica.
O PL 122/2006 sofreu outra alteração e o relator, o senador Paulo Paim (PT-RS) retirou a expressão “homofobia” incluindo a identidade de gênero e opção sexual no crime de discriminação ao lado de negros, idosos, deficientes físicos, índios e outros.
“Ninguém faz opção para ser idoso, ninguém faz opção para ser deficiente físico, para nascer índio, para ser negro para nascer branco. Mas homossexualismo é opção, não dá para misturar alhos com bugalhos”, disse.
“Ele conseguiu banir a palavra homofobia que tem sido banalizada nesse país e aqueles que não comungam, mas respeitam mesmo assim são criminosos e qualquer gesto é um gesto homofóbico”.
Em outra parte do discurso Magno Malta falou sobre o termo “gênero” que substitui a ideia de sexo masculino e feminino. Ele lembra que recentemente parlamentares ligados ao movimento homossexual quiseram colocar essa mesma ideia para autorizar o ensino do homossexualismo nas escolas.
“Eu quero chamar a atenção das famílias, prestem atenção nos políticos que querem destruir os valores de família”, alertou. O senador do PR lembrou que os senadores só conseguem ser eleitos com o voto de católicos e evangélicos que juntos são maioria no país.

Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Votação do PLC 122 adiada


A votação do PLC 122 que seria votada no dia 20/11/2013 foi adiada.
O Senador Magno Malta fez um discurso firme contra tal projeto e conseguiu adiar esse projeto. Mas para os defensores da família seria melhor que fosse votada e derrotada, para mostrar que não há necessidade desse projeto. Agora não se sabe quando esse projeto será votado.
O mesmo tramita no congresso desde 2006 e mais uma vez convoco a você defensor da família tradicional e defensor da constituição para lutar contra. Vamos ficar atentos para que dias antes da próxima votação possamos mostrar nossa força contra tal projeto. E no dia quem puder está em Brasília esteja e aos demais que não puderem vamos usas nossas redes sociais para manifestar nossa vontade e falarmos que somos contra o PLC 122.
Ganhamos uma batalha, mas não a guerra.
Ainda não acabou e só vai acabar quando esse projeto for reprovado fiquemos em alerta para não surgir outro projeto maquiado substituindo o mesmo.


Joabson João 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Incrível a desculpa de esquerdistas com relação aos mensaleiros presos.

Agora vieram os problemas de saúde. A incapacidade de permanecer dentro de uma cela, mesmo com a capacidade dos mesmos de conhecer a lei e as consequências dos crimes que cometiam. Só não duvidem se isso for mais uma forma de se aproveitar da bondade natural, do cidadão de bem, como aconteceu na época da criação da anistia. Os militares foram bonzinhos. Se ferraram. O próprio militar que prendeu Genoíno caiu nessa também, e hoje se arrepende. - "Não encostamos em um fio de cabelo seu, não te demos uma bolacha sequer, mas deveria ter dado" - Afirmou o militar, lembrando a prisão de Genoíno na Guerrilha do Araguaia.

Vi inúmeras tentativas de romantizar a situação podre em que eles mesmos se colocaram. "Oh, tadinho! Teve até de tomar água da torneira. Dirceu está cuidando de Genoíno". Ora, mas ninguém nunca negou que eles cuidam de si mesmos. O Fato é que os cargos que eles exerciam era para cuidar do POVO. E digo mais: não duvidem de possíveis livros contando o novo 'terror na cadeia'. Tenham a certeza de que eles contarão tudo, menos o motivo que os levou até lá.

Deixemos bem claro. Não são apenas ladrões da pior espécie. Ninguém esqueceu do que você fez na guerrilha, Genoíno. Não esqueça de João Pereira de Xambioá, morto e esquartejado por sua corja.

Texto de Matheus Sales.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vaidade e Internet


Vaidade de vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade. E que preço alto pagamos por nossa vaidade! 

Na internet, os pais não sabem o que os filhos estão fazendo... nem procuram saber. 

Acham que é preciso respeitar a intimidade do adolescente. Mas, e o adolescente? Sabe até que ponto sua intimidade deve ser protegida? 

Se os pais não ensinarem o valor da autopreservação, quem vai fazer isso? Os amigos? A escola? A televisão? A rede mundial de computadores? 

Não se iludam. A internet que estimula a superexposição, a idolatria de si mesmo, a exaltação do ego é a mesma que julga e condena quem se expõe. 

É preciso entender que privacidade é incompatível com internet... Que não há segredos na web, e tudo o que se publica, torna-se público, não só para uma rede social, mas para todo o mundo virtual.



terça-feira, 19 de novembro de 2013

UMA INVASÃO DE FALSOS MESTRES!

Os falsos mestres são lobos que penetram no meio do rebanho para devorar as ovelhas. Os lobos gostam de ovelhas, mas não para cuidar delas como o pastor, mas para devorá-las. Hoje, multiplicam-se na mídia, nos púlpitos e por todos os cantos os falsos mestres, que procuram seduzir o povo com palavras doces, apenas para enganá-lo e destrui-lo. Pregam o que povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Pregam para auferir lucro e não para levar as pessoas à salvação. Amam a si mesmos e não o rebanho de Deus. Querem lucro e não o serviço. Amam o luxo e não as lágrimas. Buscam glórias para si mesmos e não a glória de Deus. Acautelemo-nos dos falsos mestres!


Hernandes Dias Lopes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vamos ficar atentos


Um dos assuntos mais comentados na internet é a prisão dos acusados do julgamento do mensalão. Mas uma coisa que quase não se fala é sobre a votação da PLC 122 que será votada na quarta (20/11/2013).
A mídia falada e escrita está focando demais esse fato. No passado, quando Marco Feliciano assumiu a presidência do CDHM os acusados do mensalão também estavam sendo julgados, mas a mídia focou em Feliciano, onde o mesmo serviu de cortina de fumaça e a mídia não falou tanto sobre os mensaleiros.
E dessa vez não está sendo diferente: a mídia está focando a prisão dos acusados no caso do mensalão, mas até o presente momento não vi nada falando sobre a votação da PL 122. Só vejo as pessoas que são contra essa PL falarem algo a respeito.
Então vamos acordar Brasil, vamos protestar contra esse projeto que é um ataque a família brasileira, temos as redes sociais para nos auxiliar e quem puder está em Brasília para protestar contra isso então vá.
Falo aqui como um cidadão que defende a Constituição Federal, pois a mesma fala em seu artigo quinto:  
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Isso já é o suficiente não tem necessidade dessas PL 122 ser aprovada. Não tem para que um grupo de pessoas venha ter tratamento especial.
Não vamos deixar a prisão dos acusados no caso do mensalão ser usado como cortina de fumaça para desviar o foco e aprovarem essa PL.

Joabson João

(Leia a Bíblia)



 O psiquiatra (J. T. Fisher) afirma: " se fôssemos fazer uma soma total de toda a matéria de cunho oficial que já foi escrita pelos mais renomados psicólogos e psiquiatras a respeito da questão da higiene mental - se fôssemos reunir tudo, passando-a por um crivo e retirando o excesso de palavreado - e se retirássemos desse material toda a CARNE, deixando de lado a salsinha, e se pudéssemos expressar concisamente estas porções de conhecimento científico puro, na linguagem dos mais eminentes poetas vivos, teríamos um resumo, embora incompleto e desajeitado, do SERMÃO DO MONTE. e se comparados um e outro, o primeiro perderia bastante. Pois, há quase dois mil anos, o mundo cristão tem segurado em suas mãos a solução para suas inquietações e improdutividades. Aqui, encontramos a receita para o sucesso humano com otimismo, mente sadia e contentamento. "

Texto copiado do Facebook do Pastor Sinésio Filho

domingo, 17 de novembro de 2013

Todos serão salvos no final?

Os que acreditam que Deus, no final, vai perdoar, receber e dar a vida eterna a todos os seres humanos são geralmente chamados de universalista ou restauracionistas. Esta última expressão vem de apokatastasis, termo grego tirado de Atos 3:21. Ali, o apóstolo Pedro fala da “restauração de todas as coisas”. Apesar de Pedro estar se referindo à restauração da criação, os universalistas entendem que a salvação de toda a raça humana está incluída no processo.

O universalismo, portanto, é a crença de que, ao final da história deste mundo, Deus haverá de salvar todos os seres humanos, reconciliando-os consigo mesmo mediante Jesus Cristo. Nesta crença, não há lugar para a doutrina da punição eterna, a saber, a ideia de um inferno onde os pecadores condenados haverão de sofrer eternamente por seus pecados.

Muitos podem pensar que o universalismo é coisa recente de pastores modernos, como o famoso Rob Bell, por exemplo. Todavia, a salvação universal de todos é uma ideia muito antiga. O conceito já era encontrado entre os primeiros mestres gnósticos, e constituiu uma heresia que ameaçou o Cristianismo no primeiro século. Cerca de cem anos depois de Cristo, pais da Igreja como Clemente de Alexandria e seu famoso discípulo Orígenes defendiam explicitamente o universalismo. Orígenes acreditava, inclusive, que o próprio diabo seria salvo no final. Já na Reforma do século 16, Lutero, Calvino e os demais protagonistas das mudanças na Igreja igualmente rejeitaram a ideia da salvação universal de todos ao final.

O principal argumento usado em defesa do universalismo é que a Bíblia descreve Deus como sendo essencialmente amor: A consequência lógica é que o amor de Deus haverá de vencer ao final, salvando todos os homens da condenação merecida por seus pecados.

Mas, será que a Bíblia diz que o Senhor é somente amor? Encontramos no Novo Testamento quatro afirmações sobre o que Deus é, e três delas são feitas por João: Deus é “espírito” (João 4.24); “luz” (1João 1.5); e “amor” (1João 4.8,16). A quarta é contundente: “Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12.29, reiterando o texto de Deuteronômio 4.24). É claro que essas afirmações não são definições completas de Deus – não têm como defini-lo no sentido estrito do termo –, mas revelam o que ele é em sua natureza. “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor, mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, reconhecer que, se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor.

É preciso manter em harmonia esses aspectos do ser de Deus, pois só assim é possível compreendê-lo como um Senhor que é amor e castiga os ímpios com ira eterna. “Fogo” e “luz” são metáforas, é verdade; porém, metáforas apontam para realidades. No caso, elas querem simplesmente dizer: “Deus é santo e verdadeiro; ele se ira contra o pecado e não vai tolerar a mentira. E punirá os pecadores impenitentes.”

O maior problema que os universalistas enfrentam é lidar com as passagens da Bíblia onde, claramente, se estabelece uma divisão na humanidade entre salvos e perdidos e aquelas outras onde, abertamente, se anuncia o inferno como o destino final dos pecadores não arrependidos. A divisão da humanidade em salvos e perdidos é central nas Escrituras do Antigo Testamento (Deuteronômio 30.15-20; Jeremias 21.8; Salmo 1; Daniel 12.2 e muitas outras). Foi o próprio Jesus quem anunciou esta divisão de maneira clara no seu sermão escatológico, ao profetizar o juízo final onde a humanidade será repartida entre ovelhas e cabritos – sendo os segundos destinados ao fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos, ao contrário daqueles destinados à felicidade eterna (Mateus 25.31-46).

Foi o próprio Jesus quem anunciou a realidade do inferno, mais do que qualquer outro personagem do Novo Testamento: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno”(Mateus 5.29); “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo (10.28). Mais adiante, no capítulo 23 do evangelho de Mateus, a advertência de Cristo é clara: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”

No evangelho de Marcos, uma série de admoestações alerta sobre a realidade do inferno. Ao longo de três versículos do capítulo 9, o Mestre diz que é melhor ao fiel perder uma mão, um pé ou um dos olhos a ser “lançado no inferno”, caso aqueles membros o levem ao pecado. Já Lucas registra um diálogo travado entre Abraão, o patriarca, e um homem rico e impiedoso que foi lançado no fogo eterno, descrito como um lugar de “choro e ranger de dentes”. E, finalmente, uma passagem do evangelho de João explica bem a diferença entre morrer crendo ou rejeitando a salvação: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam”(João 15.6).

O universalismo é um erro teológico grave. Na verdade, mais que isso, é uma perigosa heresia. Além de não pertencer ao mundo teológico dos autores do Antigo Testamento e do Novo Testamento, a ideia da salvação universal traz diversos riscos.

Em primeiro lugar, por enfraquecer e, finalmente, extinguir todo espírito missionário e evangelístico. Se todos serão salvos ao final – inclusive os ímpios renitentes, pecadores não convertidos, incrédulos e agnósticos –, por que pregar-lhes o Evangelho? Os universalistas transformam a chamada ao arrependimento da Igreja num simples anúncio auspicioso de que todos já estão salvos em Cristo, e traveste sua missão em apenas ação social.

Segundo, porque essa doutrina falsa, levada às últimas conseqüências, acarreta necessariamente no ecumenismo com todas as demais religiões mundiais. Se todos serão salvos, as religiões que professam não podem mais ser consideradas certas ou erradas, e se tornam uma questão indiferente. Logo, o correto seria buscar uma união de todos, pois ao final teremos todos o mesmo destino.

Por último, o universalismo é um forte incentivo a uma vida imoral. Por mais que sejamos refratários à ideia das pessoas fazerem o que é certo por terem medo do castigo de Deus, ainda assim, temer “aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma quanto o corpo” (na descrição de Mateus 10.28) ainda é um dos mais poderosos incentivos de Jesus para que vivamos vida santa e reta. A tendência natural do pecador que está seguro de que não sofrerá as consequências de seus pecados é mergulhar ainda mais neles. Assim, o universalismo retira os freios da consciência e abre as portas para uma vida sem preocupações com Deus.

O fato de que eu defendo a verdade bíblica do sofrimento eterno dos ímpios não significa que eu tenha prazer nisto. Só deveríamos falar deste assunto com lágrimas nos olhos e uma oração pelos perdidos em nossos lábios.


Augustus Nicodemus Lopes