domingo, 3 de novembro de 2013
A alta do dolar provoca alguns efeitos:
* diminui o poder de compra das famílias por deixar o produto importado mais caro, além deste estar mais caro, os produtos nacionais deixam de ter a devida concorrência e também aumentam os preços. Esses dois efeitos diminui a cesta de consumo das famílias;
* as empresas deixam de investir, pois muitas delas compram bens de capital do exterior, e o problema é similar ao enfrentado pelas famílias. O preço do produto importado fica mais caro, e o nacional também;
* o terceiro problema que você mencionou é em relação as aplicações de estrangeiros, "cuidado em confundir investimento com aplicação", no dia-a-dia chamamos as aplicações por investimentos, mas não é a mesma coisa. Mas, para tentar te explicar qual o problema da depreciação vou usar um exemplo: suponha que um investidor estrangeiro tenha US$ 1 milhão e queira aplicar esse dinheiro no Brasil a uma taxa de 20% a.a., neste dia o câmbio esta 1 R$/US$, então US$ 1 milhão = R$ 1 milhão. Depois de um ano, já considerando os juros o investidor tem R$ 1,2 milhões, caso o câmbio esteja em 2 R$/US$ (houve uma depreciação cambial), quando esse investidor for transformar a sua aplicação em dólar terá US$ 0,6 milhões. Essa depreciação gerou uma perda para o investidor. No início tinha US$ 1 milhão e no fim do período tinha US$ 0,6 milhão.
Sobre a dívida americana. Se por algum motivo o governo americano parar de gastar, o EUA entrará em recessão, como o o grande demandante mundial, isso levaria a um crise mundial. No nosso caso, o problema do superávit da balança comercial (exportações - importações) é que isso diminuiria nossas exportações, levando a obter déficits nessa conta.
por Celso José Costa Júnior mestre em Economia
sábado, 2 de novembro de 2013
Marco Feliciano pode fundar partido
Deputado está
insatisfeito com a falta de posturas políticas claras dos evangélicos.
Antes do fim do prazo para a data limite
dos políticos que desejavam mudar de partido para concorreram nas eleições de
2014, Marco Feliciano (PSC-SP), foi assediado por PTB e PR.
Acabou ficando no Partido Social Cristão e
deve concorrer de novo a deputado federal, embora já tenha surgido boatos que
poderia tentar uma vaga no Senado. Houve quem cogitasse ele sair candidato a
presidente, mas seu partido lançou o nome de
Everaldo Pereira.
Segundo a coluna Radar, da revista Veja, o
plano agora é fundar seu próprio partido. Insatisfeito com a clara falta de
ideologias e posições dos políticos brasileiros, ele pode tentar criar a 33º
sigla do país. Em 2013, o TSE autorizou a criação de dois novos partidos – PROS
(Partido Republicano da Ordem Social) e SDD (Solidariedade). A Rede
Sustentabilidade, de Marina Silva, não conseguiu permissão.
Feliciano é incisivo: “Se a coisa
continuar como está hoje, eu fundo um partido de direita. Olha em volta e me
diz: onde está a direita aqui, onde está a posição, os evangélicos mesmo?
Ninguém sabe o que cada um defende, no que acredita”. Contudo, não há nenhum
movimento oficial nesse sentido.
Parte da chamada “bancada evangélica”, Feliciano
sabe que seus membros pertencem a vários partidos, alguns apoiam o governo
Dilma e outros se opõem. Eles só votam “em bloco” quando a questão envolve
alguma questão que contrarie os princípios cristãos.
Fonte: Gospel Prime
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Bancada federal paraibana vai criar plano de ações integradas de combate à seca
Essa é uma manchete do site portal correio.
Mas não consigo entender uma coisa: O povo nordestino com
sede, as obras de transposição do Rio São Francisco paradas. A mídia constantemente
fala sobre a obra, mas não vemos nenhuma providência ser tomada por parte do
Governo Federal para acelerar o ritmo da obra.
Mas para a Copa do Mundo tem dinheiro. Estádios e mais
estádios com obras superfaturadas. Querendo passar para os turistas
internacionais uma imagem boa do País. Fazem a velha maquiagem.
É necessário à bancada federal paraibana intervir para
perfuração de poços artesianos, construção de açudes e ampliação de açudes já
existentes para que o Governo Federal possa ver que o povo está precisando de
água.
Vejam mais esse link: http://www.folhapolitica.org/2013/10/dilma-descumpre-meta-de-entregar-130.html
E o mais interessante é que o Nordeste foi onde ela teve uma
boa quantidade de votos, pois é onde está concentrada a massa que sobrevive com
o Bolsa Família e acreditam que se o Governo do PT perder a eleição o programa
vai acabar.
Vamos esperar para 2014 e que o povo realmente saiba votar.
Joabson João
Treinamento dos leituristas
A CAGEPA
(Companhia de Água e Esgoto da Paraíba) junto com a procenge promoveu o
treinamento dos leituristas dia 30/10/2013 na regional Marés para aqueles que
trabalham em João Pessoa e em Guarabira.
Como toda
novidade muitos gostaram, mas também surgiram muitas críticas e dúvidas.
O
leiturista João da Silva Paulino falou sobre os novos equipamentos:
Os Novos equipamentos que são impressora e coletor são, inovadores: A
impressora é mais compacta e mais leve, o coletor é um celular da Sansung, com
um software semelhante ao utilizado no coletor antigo. Porém a principio o
teclado fixo analógico foi substituído por um teclado virtual que por seu
tamanho reduzido, dificulta a digitação, pois, trata-se de um teclado que
precisa ser acionado a cada leitura. No treinamento como já era esperado surgiu
muitas dúvidas e com certeza este software utilizado terá que se adequar ao
trabalho em campo. Nada virtual.
O melhor será um coletor de tamanho reduzido, similar ao atual e com o mesmo Soft, que utilizaria à nova e compacta impressora, eliminando o celular que pode se tornar um problema para a leitura e principalmente para o leiturista.
O melhor será um coletor de tamanho reduzido, similar ao atual e com o mesmo Soft, que utilizaria à nova e compacta impressora, eliminando o celular que pode se tornar um problema para a leitura e principalmente para o leiturista.
Joabson João
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
"SOLA SCRIPTURA"
Aproveitando que o aniversário da Reforma está aí (31 de outubro de 1517), seria bom lembrar um dos seus pilares, o conceito de Sola Scriptura, “Somente a Escritura”.
Se quisermos achar um evento que sirva como marco histórico para a origem do conceito, a resposta de Lutero na Dieta de Worms (1521) imediatamente vem à mente. Ao ser perguntado, pela segunda vez, se iria se retratar de suas posições expressas nas 95 teses, ele respondeu: “A menos que eu seja convencido pelas Escrituras e pela razão pura e já que não aceito a autoridade do papa e dos concílios, pois eles se contradizem mutuamente, minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Eu não posso e não vou me retratar de nada, pois não é seguro nem certo ir contra a consciência. Deus me ajude. Amém.”
Em outras palavras, Lutero declarou que só aceitaria o que pudesse ser provado pelas Escrituras: “Sola Scriptura”. Aceitando somente a Escritura, Lutero deduziu que a salvação era somente pela graça (sola gratia), somente pela fé (sola fide) na pessoa e obra de Cristo (solus Christus), redundando em glória somente a Deus (soli Deo gloria), divergindo, assim, do que era ensinado na sua época e que era baseado na tradição, bulas e declarações de concílios. Como a venda de indulgências, por exemplo. Em outras palavras, o conceito de sola Scriptura é fundamental para o edifício da teologia da Reforma.
Mas, esclareçamos. Como cristão reformado, quando eu uso a expressão Sola Scriptura não estou negando que a Palavra de Deus, a princípio, foi transmitida oralmente, antes de ser escriturada. Também não estou negando que Deus se revelou à humanidade na natureza, por meio das coisas criadas (revelação geral, embora não salvífica) e nem estou reduzindo a atividade do Espírito Santo nos crentes ao momento de leitura da Bíblia. Nem nego a necessidade de pastores, mestres e evangelistas. Eu também não estou dizendo que a Bíblia é sempre clara em todas as suas partes e menos ainda que ela é exaustiva.
Quando os cristãos reformados declaram “Sola Scriptura!” eles estão dizendo fundamentalmente que a palavra que Deus falou através dos séculos através de pessoas que ele escolheu e inspirou, na qual Ele se revelou e revelou sua vontade para seu povo, se encontra agora somente nas Escrituras Sagradas, e em nenhum outro lugar. Esta revelação escrita é suficientemente clara em matérias pertinentes à salvação e santificação do povo de Deus e suficiente para que se conheça a Deus e a sua vontade
Em outras palavras, Sola Scriptura significa que a única regra de fé e prática para os cristãos são as Escrituras Sagradas do Antigo e do Novo Testamento, pela simples razão de que elas, e somente elas, são inspiradas por Deus. A tradição oral, os pronunciamentos dos concílios e líderes religiosos e as opiniões de teólogos não são. Eles podem ser úteis em nossa compreensão das Escrituras e das origens do Cristianismo, bem como nas aplicações de seus princípios às questões de nossos dias, quando não contradizem as Escrituras. Contudo, nenhum deles é a base e o fundamento para minha fé e as minhas práticas. Assim, eu não tenho nenhum problema em aceitar uma tradição oral desde que se possa demonstrar que ela tem origem no ensino dos apóstolos. Da mesma forma, aceito os ensinos dos Pais da Igreja que comprovadamente estão de acordo com os escritos do Novo Testamento.
Da mesma maneira, “revelações” e “profecias” que pretendem adicionar alguma coisa à Escritura, ou que a contradizem, são, como disse Jeremias, meros sonhos e ilusões de profetas que não têm o Espírito de Deus (Jer 23:9-40), pois “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap 19.10).
É claro que não vamos encontrar o slogan Sola Scriptura na Bíblia, pelo menos não como uma frase ou declaração. Mas existem evidências claras o suficiente para aceitarmos que, ao dizer que sua consciência estava cativa somente à palavra de Deus, Lutero estava expressando um princípio amplamente exposto nas Escrituras. Para quem quiser depois consulta-los, acredito que os textos abaixo deixam claro que já há nas próprias Escrituras uma compreensão de que elas são inspiradas por Deus e que nelas Deus fala de maneira autoritativa e suficiente para seu povo:
Jo 5.24; Jo 20.30-31; 2Pe 1.20-21; 2Tm 3.14-17; 1Co 14.37-38; 1Ts 4.8; 2Ts 3.14; 2Pe 3.15-16; Sl 19.7-9; Is 8.19-20; Jo 10.35; Rm 15.4; Hb 4.12; Ap. 22.18-19.
Há outras, mas estas bastam para mostrar que: (1) há uma clara consciência do conceito de Escritura como sendo o meio pelo qual Deus fala; (2) as Escrituras são consideradas, portanto, como a autoridade final nas coisas concernentes a Deus e nossa relação com ele e com os outros; (3) que nenhuma outra fonte de autoridade pode ser colocada ao lado das Escrituras.
É em passagens assim que os cristãos reformados se baseiam para dizer que é somente nas Escrituras que Deus nos fala de maneira autoritativa e final. E portanto, nossa consciência está cativa somente a elas. Enfim, Sola Scriptura.
Augustus Nicodemus Lopes
Se quisermos achar um evento que sirva como marco histórico para a origem do conceito, a resposta de Lutero na Dieta de Worms (1521) imediatamente vem à mente. Ao ser perguntado, pela segunda vez, se iria se retratar de suas posições expressas nas 95 teses, ele respondeu: “A menos que eu seja convencido pelas Escrituras e pela razão pura e já que não aceito a autoridade do papa e dos concílios, pois eles se contradizem mutuamente, minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Eu não posso e não vou me retratar de nada, pois não é seguro nem certo ir contra a consciência. Deus me ajude. Amém.”
Em outras palavras, Lutero declarou que só aceitaria o que pudesse ser provado pelas Escrituras: “Sola Scriptura”. Aceitando somente a Escritura, Lutero deduziu que a salvação era somente pela graça (sola gratia), somente pela fé (sola fide) na pessoa e obra de Cristo (solus Christus), redundando em glória somente a Deus (soli Deo gloria), divergindo, assim, do que era ensinado na sua época e que era baseado na tradição, bulas e declarações de concílios. Como a venda de indulgências, por exemplo. Em outras palavras, o conceito de sola Scriptura é fundamental para o edifício da teologia da Reforma.
Mas, esclareçamos. Como cristão reformado, quando eu uso a expressão Sola Scriptura não estou negando que a Palavra de Deus, a princípio, foi transmitida oralmente, antes de ser escriturada. Também não estou negando que Deus se revelou à humanidade na natureza, por meio das coisas criadas (revelação geral, embora não salvífica) e nem estou reduzindo a atividade do Espírito Santo nos crentes ao momento de leitura da Bíblia. Nem nego a necessidade de pastores, mestres e evangelistas. Eu também não estou dizendo que a Bíblia é sempre clara em todas as suas partes e menos ainda que ela é exaustiva.
Quando os cristãos reformados declaram “Sola Scriptura!” eles estão dizendo fundamentalmente que a palavra que Deus falou através dos séculos através de pessoas que ele escolheu e inspirou, na qual Ele se revelou e revelou sua vontade para seu povo, se encontra agora somente nas Escrituras Sagradas, e em nenhum outro lugar. Esta revelação escrita é suficientemente clara em matérias pertinentes à salvação e santificação do povo de Deus e suficiente para que se conheça a Deus e a sua vontade
Em outras palavras, Sola Scriptura significa que a única regra de fé e prática para os cristãos são as Escrituras Sagradas do Antigo e do Novo Testamento, pela simples razão de que elas, e somente elas, são inspiradas por Deus. A tradição oral, os pronunciamentos dos concílios e líderes religiosos e as opiniões de teólogos não são. Eles podem ser úteis em nossa compreensão das Escrituras e das origens do Cristianismo, bem como nas aplicações de seus princípios às questões de nossos dias, quando não contradizem as Escrituras. Contudo, nenhum deles é a base e o fundamento para minha fé e as minhas práticas. Assim, eu não tenho nenhum problema em aceitar uma tradição oral desde que se possa demonstrar que ela tem origem no ensino dos apóstolos. Da mesma forma, aceito os ensinos dos Pais da Igreja que comprovadamente estão de acordo com os escritos do Novo Testamento.
Da mesma maneira, “revelações” e “profecias” que pretendem adicionar alguma coisa à Escritura, ou que a contradizem, são, como disse Jeremias, meros sonhos e ilusões de profetas que não têm o Espírito de Deus (Jer 23:9-40), pois “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap 19.10).
É claro que não vamos encontrar o slogan Sola Scriptura na Bíblia, pelo menos não como uma frase ou declaração. Mas existem evidências claras o suficiente para aceitarmos que, ao dizer que sua consciência estava cativa somente à palavra de Deus, Lutero estava expressando um princípio amplamente exposto nas Escrituras. Para quem quiser depois consulta-los, acredito que os textos abaixo deixam claro que já há nas próprias Escrituras uma compreensão de que elas são inspiradas por Deus e que nelas Deus fala de maneira autoritativa e suficiente para seu povo:
Jo 5.24; Jo 20.30-31; 2Pe 1.20-21; 2Tm 3.14-17; 1Co 14.37-38; 1Ts 4.8; 2Ts 3.14; 2Pe 3.15-16; Sl 19.7-9; Is 8.19-20; Jo 10.35; Rm 15.4; Hb 4.12; Ap. 22.18-19.
Há outras, mas estas bastam para mostrar que: (1) há uma clara consciência do conceito de Escritura como sendo o meio pelo qual Deus fala; (2) as Escrituras são consideradas, portanto, como a autoridade final nas coisas concernentes a Deus e nossa relação com ele e com os outros; (3) que nenhuma outra fonte de autoridade pode ser colocada ao lado das Escrituras.
É em passagens assim que os cristãos reformados se baseiam para dizer que é somente nas Escrituras que Deus nos fala de maneira autoritativa e final. E portanto, nossa consciência está cativa somente a elas. Enfim, Sola Scriptura.
Augustus Nicodemus Lopes
terça-feira, 29 de outubro de 2013
E disse-lhes: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16:15)
Essa é a essência do cristianismo: “pregar o evangelho”.
E infelizmente vemos muitos líderes religiosos pregando o
que o povo quer ouvir, criando doutrinas internas, comercializando a Palavra de
Deus, entre outros absurdos.
Vejo muitos líderes religiosos e até mesmo membros de suas
denominações fazendo comparações com outras denominações se considerando
superiores porque igreja tal libera isso ou aquilo. Com essas comparações fazem
até julgamentos onde falam que só igreja com a placa a qual eles defendem é a
única que leva o evangelho a serio. Do outro lado para se defenderem os membros
das denominações atacadas falam que é puro fanatismo religioso.
Não sei para que tanta divisão no meio do povo cristão.
Esqueceram a essência do evangelho puro, santo e verdadeiro. E estão perdendo o
foco que é pregar a Palavra.
Um verdadeiro cristão não deve ser identificado pelos seus
costumes nem pelo seu modo de vestir. Um verdadeiro cristão deve ser
identificado sim pelo seu testemunho, pela sua vida em santidade. E a prática
da pregação do evangelho de Cristo.
Joabson João
Um ano antes das eleições, política econômica está no centro do palanque...
Discussões de temas como juros,
câmbio e inflação chegaram ao debate político mais cedo que em eleições
anteriores, com os pré-candidatos tentando convencer o mercado de que têm a
solução para a retomada do crescimento econômico sustentado
Débora Bergamasco e João Villaverde - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Um ano antes das eleições presidenciais,
a economia já subiu no palanque e virou o terreno de disputa entre o governo
Dilma Rousseff e a oposição. Na busca por empresários e por apoio do mercado,
cada pré-candidato vem tentando de todas as formas convencer que os tempos de
crescimento econômico vão voltar em 2015.
No
governo, os sinais são de que a "era Dilma II" começará sem o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, e terá um aprofundamento da estratégia de
redução das taxas de juros e desvalorização cambial. Os tucanos, por outro
lado, defendem uma forte abertura comercial, o fim das desonerações tributárias
a setores específicos, como o atual governo vem fazendo, e o retorno de uma
visão mais liberal na economia.
Já
o grupo em torno de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva busca se chancelar como
alternativa de política econômica. Para isso, aponta para a recuperação do
"tripé macroeconômico clássico" (superávit primário, meta de inflação
e câmbio flutuante) e desenvolvimento sustentável.
Segundo
Campos afirmou ao Estado, as propostas econômicas serão devidamente explicadas
em um documento que será editado pelo PSB e por militantes da Rede
recém-filiados aos socialistas. "Há uma crise de expectativa em relação ao
atual governo", diagnosticou ele (leia mais na página B3).
Além
disso, o grupo de Marina conta com economistas desenvolvimentistas,
descontentes com a gestão Dilma, como Paulo Sandroni, da FGV-SP, e liberais
antes ligados ao PSDB, como André Lara Resende (um dos formuladores do Plano
Real) e Eduardo Giannetti da Fonseca.
Um
dos principais conselheiros de Lula e também da presidente Dilma, o economista
Luiz Gonzaga Belluzzo avisa: "A questão realmente importante agora é saber
como será o cenário para os investimentos a partir de 2015. Os empresários, que
são os que contratam trabalhadores e investem em tecnologia, produção e
serviços, querem saber quem pode assegurar que haverá terreno para se investir
fortemente, e isso fará o crescimento deslanchar."
Crescimento. Ao Estado,
o presidente nacional do PSDB, senador e virtual candidato Aécio Neves (MG),
afirmou que uma mudança na condução da economia, que faça o ritmo de
crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) voltar para um patamar de 4% ou
mais, só ocorrerá com a volta dos tucanos ao poder federal.
"Uma
vitória do PSDB sinaliza o encerramento de um ciclo de pouca capacidade
gerencial, de privilégios setoriais e de uma economia extremamente fechada e
ancorada nos bancos públicos; será a mudança para uma coisa diferente,
nova", disse Aécio, que esteve em Nova York para encontro com investidores
estrangeiros, há duas semanas, e voltou animado: "Todos querem
mudança", disse.
O
candidato presidencial tucano da última eleição, José Serra (SP), por sua vez,
criticou os últimos leilões realizados pelo governo Dilma, que fez das
concessões de empreendimentos e obras de infraestrutura ao setor privado sua
principal estratégia para recuperar o crescimento econômico.
"O
governo interfere ao máximo nas licitações que propõe", afirmou Serra,
segundo quem "não dá para interferir na taxa de retorno do empresário; o
que se deve fazer é fixar parâmetros e condições mínimas, e então
leiloar", disse.
domingo, 27 de outubro de 2013
A moral do Brasil
Escrito por Olavo de
Carvalho | 18 Outubro 2013
Artigos - Cultura
kohlbergSe você quer
entender e não tem medo de perceber em que tipo de ambiente mental está metido
nesse nosso Brasil, nada melhor do que estudar um pouco a Teoria do
Desenvolvimento Moral de Lawrence Kohlberg. Enunciada pela primeira vez em 1958
e depois muito aperfeiçoada, ela mede o grau de consciência moral dos
indivíduos conforme os valores que motivam as suas ações, numa escala que vai
do simples reflexo de autopreservação natural até o sacrifício do ego ao
primado dos valores universais.
Kohlberg, que foi
professor de psicologia na Faculdade de Educação em Harvard, desenvolveu alguns
testes para avaliar o desenvolvimento moral, mas os críticos responderam que
isso só media a interpretação que os indivíduos testados faziam de si mesmos,
não a sua motivação efetiva nas situações reais. Essa dificuldade pode ser
neutralizada se em vez de testes tomarmos como ponto de partida as condutas
reais, discernindo, por exclusão, as motivações que as determinaram.
Os graus admitidos
por Kohlberg são seis. No mais baixo e primitivo, em que a conduta humana faz
fronteira com a dos animais, a motivação principal das ações é o medo do
castigo. É o estágio da “Obediência e Punição”. No segundo (“Individualismo e
Intercâmbio”), o indivíduo busca conscientemente a via mais eficaz para
satisfazer a seus próprios interesses e entende que às vezes a reciprocidade e
a troca são vantajosas. No terceiro (“Relações Interpessoais”), os interesses
imediatos cedem lugar ao desejo de captar simpatia, de ser aceito num grupo, de
sentir que tem “amigos” e distinguir-se dos estranhos, dos concorrentes e
inimigos. No quarto (“Manutenção da Ordem”), o indivíduo percebe que há uma
ordem social acima dos grupos e empenha-se em obedecer as leis, em cumprir suas
obrigações. No quinto (“Contrato Social e Direitos Individuais”), ele se torna
sensível à diversidade de opiniões e entende a ordem social já não como um
imperativo mecânico, mas como um acordo complexo necessário à convivência
pacífica entre os divergentes, No sexto e último (“Princípios Universais”), ele
busca orientar sua conduta por valores universais, mesmo quando estes entram em
conflito com os seus interesses pessoais, com a vontade dos vários grupos ou
com a ordem social presente.
Essas seis motivações
refletem três níveis de moralidade: os dois primeiros expressam a “moralidade
pré-convencional”; os dois intermediários a “moralidade convencional”, os dois
últimos a “moralidade pós-convencional”.
Se não atentamos para
os discursos, mas para as escolhas reais que as pessoas fazem na vida, não é
preciso observar muito para notar que os indivíduos que nos governam, bem como
os seus porta-vozes na mídia e nas universidades, não passam do terceiro
estágio, o mais baixo da moralidade convencional, em que a identidade, a coesão
e a solidariedade interna do grupo prevalecem sobre a ordem social, as leis, os
direitos dos adversários e quaisquer valores universais que se possa conceber
(e que desde esse nível de consciência são mesmo inconcebíveis, embora nada
impeça que sua linguagem seja macaqueada como camuflagem dos desejos do grupo).
Duas condutas típicas
atestam-no acima de qualquer dúvida possível. De um lado, a mobilização
instantânea e geral em favor dos condenados do Mensalão. O instinto de
autodefesa grupal predominou aí de maneira tão ostensiva e tão pública sobre as
exigências da lei e da ordem, que até pessoas identificadas ideologicamente ao
partido governante se sentiram escandalizadas diante dessa conduta.
De outro lado, não
havendo nenhum movimento político “de direita” que se oponha ao grupo
dominante, este dirige seus ataques contra meros indivíduos e movimentos de
opinião sem a menor expressão política, fingindo e depois até sentindo ver
neles uma ameaça eleitoral ou o perigo de um golpe de Estado. Aí o instinto de
autodefesa grupal assume as dimensões de uma fantasia persecutória que se
traduz na necessidade de calar por todos os meios qualquer voz divergente, por
mais débil e apolítica que seja.
Também não é preciso
nenhum estudo especial para mostrar que essa conduta, normal na adolescência,
quando a solidariedade do grupo é uma etapa indispensável na consolidação da
identidade pessoal, não é de maneira alguma aceitável em cidadãos adultos
investidos de prestígio, autoridade e poder de mando. Aí ela passa a caracterizar
precisamente a associação mafiosa, a solidariedade no crime.
É evidente que, numa
sociedade onde essa é a mentalidade do grupo dominante, os níveis superiores de
consciência moral (pós-convencionais) se tornam cada vez mais abstratos e
inapreensíveis, de modo que o máximo de moralidade que se concebe é o quarto
grau, o apego à lei e à ordem. Os indivíduos cuja conduta evidencia essa
motivação tornam-se então emblemas do que de mais alto e sublime uma sociedade
moralmente degradada pode imaginar, e são quase beatificados. O ministro
Joaquim Barbosa é o exemplo mais típico.
Os dois graus
superiores da escala são exemplificados por um número tão reduzido de pessoas,
que já não têm nenhuma presença ou ação na sociedade e passam a existir apenas
em versão caricatural, como fornecedores de chavões para legitimar e embelezar
as condutas mais baixas. A autopreservação paranóica do grupo dominante
envolve-se com freqüência na linguagem dos “direitos humanos” (quinto grau), e
qualquer imbecil que tenha lido a Bíblia já sai usando a Palavra de Deus (sexto
grau) como porrete para atemorizar os estranhos e impor a hegemonia do grupo
“fiel” sobre os “infiéis” e “hereges”.
Isso, e nada mais que
isso, é a moralidade nacional. - (Publicado no Diário do Comércio)
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14610-a-moral-do-brasil.html
sábado, 26 de outubro de 2013
REPRIMIR O DESEJO SEXUAL FAZ MAL?
Sempre recebo
comentários de alguns leitores de que a abstinência sexual defendida por mim e
outros escritores e pastores provoca nos jovens evangélicos traumas e neuroses.
Ou seja, passar a adolescência e a mocidade sem ter relações sexuais faz com
que os evangélicos fiquem traumatizados, perturbados mental e espiritualmente,
reprimidos e recalcados.
Esse raciocínio tem sua origem mais recente nas idéias do famoso Sigmund Freud. Para ele, o sexo era o fator dominante na etiologia das neuroses e o desejo sexual era a motivação quase que exclusiva para o comportamento das pessoas. No início, Freud falava que o ser humano, até biologicamente (todos os seres vivos, no final), viveria sua existência na tensão entre dois princípios, ou instintos, primordiais: o princípio do prazer (instintivo e ligado ao id, às vezes relacionado como a libido) e o princípio da realidade (a limitação do prazer para tornar a vida possível, princípio ligado mais ao amadurecimento e, às vezes, ao superego). Mais tarde (na publicação de Além do Princípio do Prazer, 1920), ele passou a falar em outros dois princípios mais amplos, o princípio de vida e o princípio de morte, os quais ele denominou eros e tanatos, como os dois princípios que geram a tensão que move o ego. De qualquer modo, tanto o princípio do prazer quanto eros (princípio de vida) eram, para Freud, princípios instintivos, ligados à preservação da vida e da espécie, e sempre conectados ao apetite sexual (ver Os Instintos e Suas Vicissitudes, 1915).
Nem as crianças estariam livres desse apetite sexual instintivo – elas desejavam sexualmente seus pais. Freud apelou aqui para o complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe e o complexo de Eletra, a inveja que a menina tem do pênis do menino. Naturalmente, quando esses desejos sexuais eram interrompidos, resistidos, negados, o resultado eram as neuroses, os traumas. As obras mais conhecidas onde ele sustenta seus argumentos são Sobre as Teorias Sexuais das Crianças (1908) e Uma criança é espancada - uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais (1919), onde ele defende o surgimento das neuroses como resultado da repressão do desejo sexual.
Em que pese a importância de Freud, seu modelo e suas idéias têm sido largamente criticados e rejeitados por muitos estudiosos competentes. Todavia, algumas de suas idéias – como essa de que a repressão sexual é a causa de todas as neuroses e distúrbios – acabou se popularizando e é repetida por muitos que nunca realmente se preocuparam em examinar o assunto mais de perto.
Vou dizer por que considero esse argumento apenas como mais uma desculpa dos que procuram se justificar diante de Deus, da igreja e de si mesmos pelo fato de terem relações sexuais antes e fora do casamento. Ou pelo menos, por defenderem essa idéia.
1. Esse argumento parte do princípio que os evangélicos conservadores são contra o sexo. Contudo, essa idéia é uma representação falsa da visão cristã conservadora sobre o assunto. Nós não somos contra o sexo em si. Somos contra o sexo fora do casamento, pois entendemos que as relações sexuais devem ser desfrutadas somente por pessoas legitimamente casadas (ah, sim, cremos no casamento também). Foi o próprio Deus que nos criou sexuados. E ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias (Pv 5.18-19).
Não, não acredito que o sexo é somente para a procriação. Não, não sou contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez, desde que não sejam abortivos. Sim, o sexo é uma bênção, desde que usado dentro dos limites colocados pelo Criador.
2. Esse argumento, no fundo, acaba colocando a culpa em Deus, na Bíblia e na Igreja de serem uma fábrica de neuróticos reprimidos. Sim, pois a Bíblia ensina claramente a abstinência, a pureza sexual e a virgindade para os que não são casados, conforme argumentei no post Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada. Se a abstinência sexual antes do casamento traz transtornos mentais e emocionais, então, de acordo com os libertinos, deveríamos considerar esses ensinamentos da Bíblia como radicais, antiquados e inadequados. E, portanto, como meras idéias humanas de pessoas que viveram numa época pré-Freud – e como tais, devem ser rejeitadas e descartadas como palavra de homem e não Palavra de Deus. Ao fim, a contenção dos libertinos é mesmo contra a Bíblia e contra Deus.
3. Bom, para esse argumento ser verdadeiro, teríamos de verificá-lo estatisticamente, na prática. Pesquisa alguma vai mostrar que existe uma relação direta de causa e efeito entre abstinência antes do casamento e distúrbios mentais, neuroses e coisas afins. Da mesma forma que pesquisa alguma vai mostrar que os jovens que praticam sexo livre antes do casamento são equilibrados, sensatos, sábios e inteligentes. Pode ser que até se prove o contrário. Os tarados, estupradores e maníacos sexuais não serão encontrados no grupo dos virgens e abstinentes.Talvez fosse interessante mencionar nesse contexto o estudo conduzido na Universidade de Minessota por Ann Meir. De acordo com as pesquisas, o sexo estava associado a auto-estima baixa e depressão em garotas que iniciaram as relações sexuais (idade média de início 15-17 anos) sem relacionamento afetivo ou romântico.
4. A coisa toda é muito estranha. Funciona mais ou menos assim. Os libertinos tendem a considerar todo distúrbio que encontram como resultado de repressão dos desejos sexuais. Mas eles fazem isso não porque têm estatísticas, experiências ou históricos que provam tal teoria – mas porque Freud explica. Em vez de considerarem que esses distúrbios podem ter outras causas, seguem sem questionar a tese de Freud que tudo é sexo, desde o menininho de um ano chupando dedo até o complexo de Édipo.
O próprio Freud, na fase mais amadurecida de sua carreira, se questiona na obra Além do Princípio do Prazer (1920):
A essência de nossa investigação até agora foi o traçado de uma distinção nítida entre os “instintos do ego” e os instintos sexuais, e a visão de que os primeiros exercem pressão no sentido da morte e os últimos no sentido de um prolongamento da vida. Contudo, essa conclusão está fadada a ser insatisfatória sob muitos aspectos, mesmo para nós.
5. Embora a decisão de preservar-se para o casamento vá provocar lutas e conflitos internos no coração e mente dos jovens evangélicos, esses conflitos nada mais são que a luta normal que todo cristão verdadeiro enfrenta para viver uma vida reta e santa diante de Deus, mortificando o pecado e se revestindo diariamente de Cristo (Romanos 3; Colossenses 3; Efésios 4—5). Fugir das paixões da mocidade foi o mandamento de Paulo ao jovem Timóteo (2Timóteo 2:22). Essa luta contra a nossa natureza carnal não provoca traumas, neuroses, recalques e distúrbios. Ao contrário, nos ensina paciência, perseverança, a amar a pureza, a apreciar as virtudes e o que significa tomar diariamente a cruz, como Jesus nos mandou (Lucas 9:23). Os que não querem tomar o caminho da cruz, entram pela porta larga e vivem para satisfazer seus desejos e instintos.
Por esses motivos acima e por outros que poderiam ser acrescentados considero esse argumento – de que a abstenção das relações sexuais antes do casamento provoca complexos, neuroses, recalques – como nada mais que uma desculpa para aqueles que querem viver na fornicação. Não existe realmente substância e fundamento para essa idéia, a não ser o desejo de justificar-se ou desculpar-se diante de uma consciência culpada, da opinião contrária de outros ou dos ensinamentos da Escritura.
Os interessados em estudar mais esse assunto poderão aproveitar bastante o livro Sexo Não é problema – Lascívia, Sim – de Joshua Harris, pela Editora Cultura Cristã.
Esse raciocínio tem sua origem mais recente nas idéias do famoso Sigmund Freud. Para ele, o sexo era o fator dominante na etiologia das neuroses e o desejo sexual era a motivação quase que exclusiva para o comportamento das pessoas. No início, Freud falava que o ser humano, até biologicamente (todos os seres vivos, no final), viveria sua existência na tensão entre dois princípios, ou instintos, primordiais: o princípio do prazer (instintivo e ligado ao id, às vezes relacionado como a libido) e o princípio da realidade (a limitação do prazer para tornar a vida possível, princípio ligado mais ao amadurecimento e, às vezes, ao superego). Mais tarde (na publicação de Além do Princípio do Prazer, 1920), ele passou a falar em outros dois princípios mais amplos, o princípio de vida e o princípio de morte, os quais ele denominou eros e tanatos, como os dois princípios que geram a tensão que move o ego. De qualquer modo, tanto o princípio do prazer quanto eros (princípio de vida) eram, para Freud, princípios instintivos, ligados à preservação da vida e da espécie, e sempre conectados ao apetite sexual (ver Os Instintos e Suas Vicissitudes, 1915).
Nem as crianças estariam livres desse apetite sexual instintivo – elas desejavam sexualmente seus pais. Freud apelou aqui para o complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe e o complexo de Eletra, a inveja que a menina tem do pênis do menino. Naturalmente, quando esses desejos sexuais eram interrompidos, resistidos, negados, o resultado eram as neuroses, os traumas. As obras mais conhecidas onde ele sustenta seus argumentos são Sobre as Teorias Sexuais das Crianças (1908) e Uma criança é espancada - uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais (1919), onde ele defende o surgimento das neuroses como resultado da repressão do desejo sexual.
Em que pese a importância de Freud, seu modelo e suas idéias têm sido largamente criticados e rejeitados por muitos estudiosos competentes. Todavia, algumas de suas idéias – como essa de que a repressão sexual é a causa de todas as neuroses e distúrbios – acabou se popularizando e é repetida por muitos que nunca realmente se preocuparam em examinar o assunto mais de perto.
Vou dizer por que considero esse argumento apenas como mais uma desculpa dos que procuram se justificar diante de Deus, da igreja e de si mesmos pelo fato de terem relações sexuais antes e fora do casamento. Ou pelo menos, por defenderem essa idéia.
1. Esse argumento parte do princípio que os evangélicos conservadores são contra o sexo. Contudo, essa idéia é uma representação falsa da visão cristã conservadora sobre o assunto. Nós não somos contra o sexo em si. Somos contra o sexo fora do casamento, pois entendemos que as relações sexuais devem ser desfrutadas somente por pessoas legitimamente casadas (ah, sim, cremos no casamento também). Foi o próprio Deus que nos criou sexuados. E ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias (Pv 5.18-19).
Não, não acredito que o sexo é somente para a procriação. Não, não sou contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez, desde que não sejam abortivos. Sim, o sexo é uma bênção, desde que usado dentro dos limites colocados pelo Criador.
2. Esse argumento, no fundo, acaba colocando a culpa em Deus, na Bíblia e na Igreja de serem uma fábrica de neuróticos reprimidos. Sim, pois a Bíblia ensina claramente a abstinência, a pureza sexual e a virgindade para os que não são casados, conforme argumentei no post Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada. Se a abstinência sexual antes do casamento traz transtornos mentais e emocionais, então, de acordo com os libertinos, deveríamos considerar esses ensinamentos da Bíblia como radicais, antiquados e inadequados. E, portanto, como meras idéias humanas de pessoas que viveram numa época pré-Freud – e como tais, devem ser rejeitadas e descartadas como palavra de homem e não Palavra de Deus. Ao fim, a contenção dos libertinos é mesmo contra a Bíblia e contra Deus.
3. Bom, para esse argumento ser verdadeiro, teríamos de verificá-lo estatisticamente, na prática. Pesquisa alguma vai mostrar que existe uma relação direta de causa e efeito entre abstinência antes do casamento e distúrbios mentais, neuroses e coisas afins. Da mesma forma que pesquisa alguma vai mostrar que os jovens que praticam sexo livre antes do casamento são equilibrados, sensatos, sábios e inteligentes. Pode ser que até se prove o contrário. Os tarados, estupradores e maníacos sexuais não serão encontrados no grupo dos virgens e abstinentes.Talvez fosse interessante mencionar nesse contexto o estudo conduzido na Universidade de Minessota por Ann Meir. De acordo com as pesquisas, o sexo estava associado a auto-estima baixa e depressão em garotas que iniciaram as relações sexuais (idade média de início 15-17 anos) sem relacionamento afetivo ou romântico.
4. A coisa toda é muito estranha. Funciona mais ou menos assim. Os libertinos tendem a considerar todo distúrbio que encontram como resultado de repressão dos desejos sexuais. Mas eles fazem isso não porque têm estatísticas, experiências ou históricos que provam tal teoria – mas porque Freud explica. Em vez de considerarem que esses distúrbios podem ter outras causas, seguem sem questionar a tese de Freud que tudo é sexo, desde o menininho de um ano chupando dedo até o complexo de Édipo.
O próprio Freud, na fase mais amadurecida de sua carreira, se questiona na obra Além do Princípio do Prazer (1920):
A essência de nossa investigação até agora foi o traçado de uma distinção nítida entre os “instintos do ego” e os instintos sexuais, e a visão de que os primeiros exercem pressão no sentido da morte e os últimos no sentido de um prolongamento da vida. Contudo, essa conclusão está fadada a ser insatisfatória sob muitos aspectos, mesmo para nós.
5. Embora a decisão de preservar-se para o casamento vá provocar lutas e conflitos internos no coração e mente dos jovens evangélicos, esses conflitos nada mais são que a luta normal que todo cristão verdadeiro enfrenta para viver uma vida reta e santa diante de Deus, mortificando o pecado e se revestindo diariamente de Cristo (Romanos 3; Colossenses 3; Efésios 4—5). Fugir das paixões da mocidade foi o mandamento de Paulo ao jovem Timóteo (2Timóteo 2:22). Essa luta contra a nossa natureza carnal não provoca traumas, neuroses, recalques e distúrbios. Ao contrário, nos ensina paciência, perseverança, a amar a pureza, a apreciar as virtudes e o que significa tomar diariamente a cruz, como Jesus nos mandou (Lucas 9:23). Os que não querem tomar o caminho da cruz, entram pela porta larga e vivem para satisfazer seus desejos e instintos.
Por esses motivos acima e por outros que poderiam ser acrescentados considero esse argumento – de que a abstenção das relações sexuais antes do casamento provoca complexos, neuroses, recalques – como nada mais que uma desculpa para aqueles que querem viver na fornicação. Não existe realmente substância e fundamento para essa idéia, a não ser o desejo de justificar-se ou desculpar-se diante de uma consciência culpada, da opinião contrária de outros ou dos ensinamentos da Escritura.
Os interessados em estudar mais esse assunto poderão aproveitar bastante o livro Sexo Não é problema – Lascívia, Sim – de Joshua Harris, pela Editora Cultura Cristã.
Augustus Nicodemus Lopes
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Governo com duas conversas
Todos nós sabemos
que o Governo de FHC foi marcado por inúmeras privatizações. Isso durante as
corridas eleitorais foi fruto de críticas pelos adversários do PT. Mas o
Governo do PT não tem muita moral para criticar privatizações. Pois esse Leilão
do Campo Libra é bem suspeito, pois a empresa que venceu o leilão arrematou com
um lance só e mínimo.
Agora vamos esperar a campanha eleitoral e as trocas de
acusações nos debates. Pois se o candidato do PT a presidência falar sobre as
privatizações do PSDB o candidato do PSDB vai argumentar que nas privatizações
não eram de um único lance.
Ainda tem outra questão das empresas públicas como podemos
citar como exemplo da Empresa de Correio e Telégrafos que está deixando muito a
desejar em seus serviços para com a população, pois a empresa está cada vez
mais sucateada.
Outro exemplo também é a própria Petrobras uma empresa com o
porte que ela tem e o governo a deixa chegar à situação que está. Pois é a
empresa com mais dívidas no mundo. Veja em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,petrobras-e-a--empresa-com-mais--dividas-no-mundo-,1087347,0.htm
Quero ver nos debates presidenciais qual será o argumento do
candidato do PT em relação a esses acontecimentos.
Quando foi falado sobre mensalão Lula “não sabia de nada”. E
agora qual será o argumento?
Joabson João
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