Prazo era de 5 dias e 9 horas em 2019 e hoje está em 47 horas
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Valter
Campanato/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Valter
Campanato/Agência Brasil
Expectativa é que o Copom eleve a Selic esta semana para 7,5%.
Diante do aumento da inflação, a expectativa do mercado
financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2021 em 8,75% ao ano.
Na semana passada, a estimativa era de 8,25% ao ano, de acordo com o boletim
Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção
para os principais indicadores econômicos, divulgado nesta segunda-feira (25).![]()
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A Selic está estabelecida atualmente em 6,25% ao ano pelo
Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nesta semana, o colegiado se reúne
novamente e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos cinco encontros.
A taxa está no nível mais alto desde julho de 2019, quando
era 6,5% ao ano. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto
percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a
Selic em 1 ponto a cada reunião. Agora, o mercado espera uma elevação maior, de
1,25 ponto, para que a taxa suba a 7,5% ao ano, nesta reunião.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para
alcançar a meta de inflação.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade
é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais
altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos
consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos
consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito
fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle
da inflação e estimulando a atividade econômica.
Para o fim de 2022, a estimativa do mercado é que a taxa
básica fique em 9,5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 7% e
6,5% ao ano, respectivamente.
Inflação
A previsão das instituições financeiras para o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país,
subiu de 8,69% para 8,96%. É a 29ª elevação consecutiva na projeção. Para 2022,
a estimativa de inflação é de 4,4%. Para 2023 e 2024, as projeções são de 3,27%
e 3,02%, respectivamente.
A previsão para este ano está acima da meta de inflação que
deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para
cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de
5,25%.
Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e
combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, o maior para o mês
de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos
9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula uma
alta de 6,9%.
PIB e dólar
A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da
economia caiu de 5,01% para 4,97%, este ano. Para o próximo ano, a expectativa
para Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos
no país) é de crescimento de 1,4%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta
expansão do PIB em 2% e 2,25%, respectivamente.
A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,25 para
R$ 5,45, para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda
americana se mantenha nesse mesmo patamar.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Marcello Casal Jr./Agência
Brasil
O Índice de Confiança do
Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1 ponto de
setembro para outubro deste ano e interrompeu uma trajetória de dois meses em
queda. Com o resultado, o indicador chegou a 76,3 pontos, em uma escala de zero
a 200 pontos.![]()
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A alta foi influenciada
principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do consumidor
brasileiro no futuro. O subíndice subiu 1,3 ponto, atingindo 82,4 pontos em
outubro, puxado pela melhora das perspectivas sobre a situação financeira
familiar.
O Índice da Situação Atual,
que mede a percepção do consumidor sobre o presente, variou 0,2 ponto e chegou
a 69 pontos.
“Contudo, consumidores se
mantêm cautelosos em relação à intenção de compra de bens duráveis. O aumento
da incerteza, o aumento dos preços e a demanda represada por serviços na
pandemia podem estar contribuindo para frear o consumo desses produtos”, disse
a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.
Fonte: Agência Brasil
Apesar de alívio, Ibovespa teve pior semana desde início da pandemia
Depois de enfrentar
turbulências na maior parte da sessão, o mercado financeiro acalmou-se após o
discurso conjunto do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair
Bolsonaro. O dólar reverteu a alta e passou a cair, e a bolsa de valores
reduziu as perdas. Mesmo assim, a moeda norte-americana teve a pior semana
desde julho, e a bolsa registrou a pior semana desde o início da pandemia de covid-19.![]()
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O dólar comercial encerrou a
sexta-feira (22) vendido a R$ 5,627, com recuo de R$ 0,04 (-0,71%). No pico da
sessão, por volta das 12h30, a cotação chegou a R$ 5,75. O movimento só se
inverteu no meio da tarde, após o ministro Paulo Guedes garantir que não pediu
demissão e dizer que os gastos públicos deverão cair de 19,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) para 18,5%, mesmo com o Auxílio Brasil de R$ 400.
Mesmo com a queda desta sexta-feira,
a moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 3,16%. Essa foi a maior
valorização semanal desde a semana terminada em 8 de julho, quando a divisa
tinha subido 4%. Em 2021, o dólar acumula alta de 8,44%.
O mercado de ações também se
acalmou após a fala de Guedes, mas o alívio foi insuficiente para reverter as
perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 106.296, com queda de 1,34%.
No pior momento do dia, às 12h25, o indicador chegou a cair 4,5%.
Em baixa pelo segundo dia
consecutivo, a bolsa fechou a semana com queda de 7,28%. Essa foi a maior perda
semanal desde a semana encerrada em 18 de março de 2020, no início da pandemia
de covid-19. Na ocasião, o Ibovespa tinha perdido 18,88% em cinco dias.
Nos últimos dias, o mercado
financeiro tem enfrentado momentos de tensão com a confirmação de que o governo
pretende financiar parte do benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil com despesas
fora do teto de gastos. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia o
pagamento de precatórios, aprovada na quinta-feira (21) na comissão especial da
Câmara dos Deputados, abre espaço de R$ 84 bilhões fora do teto para serem
gastos no próximo ano. Há o temor de que a conta fique ainda maior caso o
Congresso amplie o benefício para R$ 500.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil
As vendas de títulos do
Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,238 bilhão em setembro deste ano.
De acordo com os dados do Tesouro Nacional divulgados nesta sexta-feira (22),
as vendas do programa atingiram R$ 2,882 bilhões no mês passado. Já os resgates
totalizaram R$ 1,644 bilhão, todos relativos a recompras de títulos públicos.
Não houve resgates por vencimento, quando o prazo do título acaba e o governo
precisa reembolsar o investidor com juros.![]()
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Os títulos mais procurados
pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic,
que corresponderam a 46,2% do total. Os títulos vinculados à inflação (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), tiveram participação de 38,4%
nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão,
de 15,3%.
O estoque total do Tesouro
Direto alcançou R$ 71,77 bilhões no fim de setembro, um aumento de 2,8% em
relação ao mês anterior (R$ 67,83 bilhões) e de 16,% em relação a setembro do
ano passado (R$ 61,49 bilhões).
Investidores
Em relação ao número de
investidores, 634.578 novos participantes se cadastraram no programa no mês
passado. O número total de investidores atingiu 13.100.474, alta de 56,2% nos
últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto)
chegou a 1.668.145, aumento de 22,7% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de
32.888 novos investidores ativos.
A utilização do Tesouro Direto
por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas
até R$ 5 mil, que correspondeu a 83,7% do total de 458.245 operações de vendas
ocorridas em agosto. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 64,5%. O
valor médio por operação foi de R$ 6.291.
Os investidores estão
preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a
cinco anos representaram 62% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 27,3% do
total. Os papeis de mais de dez anos de prazo chegaram a 10,7% das
vendas.
O balanço completo do Tesouro
Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.
Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em
janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas
físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional,
pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa
pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.
Mais informações podem ser
obtidas no site do
Tesouro Direto.
A venda de títulos é uma das
formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar
compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com
um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o
câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
As mudanças no teto federal de gastos para financiar parte do Auxílio Brasil não abalarão os fundamentos fiscais do país, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em declaração conjunta ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele disse preferir ter a gestão avaliada com uma nota mais baixa para ajudar a população mais vulnerável.
“Entendemos os dois lados, mas não vamos tirar 10 em política fiscal e zero em
política social. Preferimos tirar 8 em fiscal, em vez de tirar 10, e atender os
mais frágeis”, afirmou o ministro. “Nós preferimos um ajuste fiscal um pouco
menos intenso e um abraço do social um pouco mais longo. É isso que está
acontecendo.”
Acompanhado de Bolsonaro, Guedes negou ter pedido demissão do cargo,
após quatro secretários terem pedido exoneração. O presidente visitou o
Ministério da Economia para aliviar as tensões após a decisão do governo de
encaminhar ao Congresso uma proposta que muda o período de cálculo do teto de
gastos para acomodar o benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil que vigorará até o
fim de 2022. ![]()
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Fundamentos
Segundo o ministro, os
fundamentos econômicos continuarão sólidos, mesmo com o Brasil adiando o ajuste
fiscal inicialmente previsto para o próximo ano. Ele destacou que o governo
federal gastou 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas primárias em
2020, por causa da pandemia de covid-19, e gastará 19,5% neste ano, retornando
aos níveis de 2019.
De acordo com Guedes, o novo benefício social terá impacto de 1% do PIB nos
gastos do próximo ano, adiando o ajuste fiscal. “Em vez de [gastar] 17,5% [do
PIB] no ano que vem, que parece apertado demais, vamos ajudar os brasileiros e
reduzir o ritmo do ajuste fiscal. [Agora] cai para 18,5% [em 2022]”, disse. O
déficit primário – resultado negativo nas contas do governo sem os juros da
dívida pública – ficaria entre 1% e 1,5% do PIB no próximo ano, em vez de ser
zerado.
A proposta original do Projeto da Lei Orçamentária de 2022 (PLOA), enviada no
fim de agosto, previa déficit primário de 0,6% do PIB para o próximo ano.
Com o impacto do Auxílio Brasil, o texto terá de ser alterado na Comissão
Mista de Orçamento do Congresso (CMO).
O financiamento do programa também depende da conclusão da reforma do Imposto
de Renda no Senado. Para entrar em vigor, a medida depende da liberação de R$
84 bilhões em despesas no próximo ano fora do teto de gastos. Esse montante não
acomodaria apenas o benefício de R$ 400, mas também abriria espaço no Orçamento
para a execução das emendas aprovadas pelo relator do Orçamento na CMO.
O espaço fiscal viria da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC)
que permite parcelar os precatórios (dívidas reconhecidas pela Justiça em
caráter definitivo). O texto foi aprovado na quinta-feira pela
comissão especial da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, já com uma
emenda que muda o cálculo do índice que corrige teto de gastos para a inflação
acumulada entre janeiro e dezembro do ano anterior, em vez de
julho de dois anos antes e junho do ano anterior.
Justificativa
Segundo Guedes, o governo
precisa agir para ajudar a população mais pobre, que passa dificuldades com a
inflação dos alimentos e com o aumento do preço do gás de cozinha e da energia
elétrica. “Todo mundo está dizendo que o povo está tendo dificuldade de comer,
de comprar o gás de cozinha. Por isso, vamos reduzir o ritmo do ajuste fiscal”,
justificou o ministro. “O teto é um símbolo, mas não vamos deixar as pessoas
com fome.”
O ministro comentou ainda a renúncia do secretário especial de Tesouro e
Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jeferson
Bittencourt. De acordo com ele, os dois técnicos queriam que o valor do Auxílio
Brasil ficasse em R$ 300, mas a ala política tinha pedido um valor maior,
cabendo ao governo chegar a um meio-termo. “Cabe ao presidente [Bolsonaro]
fazer essa arbitragem e cabe a mim fazer a avaliação de até onde pode ir.”
Guedes, no entanto, advertiu que um benefício a partir de R$ 500 por mês
prejudicaria a economia. “Se [o Auxílio Brasil] for para R$ 500, R$ 600, R$
700, esquece, aí não dá mesmo e nós vamos desorganizar a economia.”
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil
O dólar encostou em R$ 5,70 e
a bolsa de valores caiu para o menor nível desde novembro do ano passado no dia
seguinte à declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo
pretende pedir mudanças no teto de gastos para financiar parcialmente o Auxílio
Brasil. O Tesouro Direto chegou a interromper as negociações por diversas
vezes, e a atuação do Banco Central (BC) não conseguiu segurar a moeda
norte-americana.
O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (21) vendido a R$ 5,668, com alta
de R$ 0,107 (+1,92%). Na máxima do dia, por volta das 15h30, a cotação chegou a
R$ 5,69. No maior nível desde 14 de abril, quando estava em R$ 5,671, a divisa
acumula alta de 4,07% em outubro e de 9,21% em 2021.
Na bolsa de valores, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa,
da B3, fechou aos 107.735 pontos, com recuo de 2,75%. O indicador está no menor
nível desde 20 de novembro do ano passado. Durante a tarde, o índice chegou a
cair 4,57%.
Além das negociações em torno do futuro do teto de gastos, que afetaram ações
de empresas ligadas ao varejo eletrônico e à construção civil, a ameaça de uma
paralisação de caminhoneiros por causa da alta dos combustíveis fez cair as
ações de empresas do setor. O BC leiloou US$ 750 milhões em contratos de swap cambial,
que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Mesmo assim, a atuação foi
insuficiente para segurar a moeda.
A instabilidade também afetou o mercado de títulos públicos. Por três vezes ao
longo do dia, as negociações do Tesouro Direto, programa que vende títulos
públicos a pessoas físicas, foi interrompida. O Tesouro Nacional não quis
aceitar os juros pedidos pelos investidores e paralisou a venda de papéis
prefixados (com juros definidos antecipadamente) e corrigidos pela inflação.
A renúncia do secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do
secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, ainda não repercutiu no
mercado. Os dois anunciaram o pedido de exoneração após o fechamento das negociações.
Fonte: Agência Brasil –
Imagem: Mauricio Reuters/Bruno Domingos/Direitos Reservados
O governo federal reduziu a
zero o Imposto de Importação de oito medicamentos utilizados no tratamento de
diversos tipos de câncer – leucemia, linfoma, câncer de mama ou de pulmão,
entre outros –, além de doenças como anemia, esclerose múltipla e dermatite
atópica. As medidas foram aprovadas na última sexta-feira (14) pelo
Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comercio Exterior (Camex) do
Ministério da Economia, e constam da Resolução
Gecex nº 265, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira
(20).
Além desses medicamentos,
equipamentos utilizados em procedimentos cirúrgicos no quadril e joelho, como
braço robótico e peça de mão para resseções ósseas, também tiveram o Imposto de
Importação zerado.
A mudança do Imposto de
Importação foi feita por meio da inclusão desses produtos na Lista Brasileira
de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) do Mercosul. A medida entra em vigor
sete dias após a publicação no DOU, por tempo indeterminado.
Fonte: Ministério da Economia –
Imagem: Agência Brasil
Os municípios brasileiros
investiram mais em saúde em 2020. Em decorrência da pandemia de covid-19, os
recursos destinados à saúde subiram 34%. Entretanto, 3.024 prefeituras (57,7%
do total) estão em situação fiscal difícil ou crítica. Em boa parte delas,
há uma forte dependência dos repasses da União.![]()
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Os dados foram divulgados nesta
quinta-feira (21) pela Federação da Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro (Firjan) e fazem parte do Índice Firjan de Gestão Fiscal
(IFGF), divulgado anualmente desde 2013. Segundo a entidade, as
informações são relevantes para o debate de reformas que têm impacto nos
municípios, como a administrativa e a tributária.
Para o presidente da Firjan,
Luiz Césio Caetano, o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de
negócios dependem do equilíbrio sustentável das contas públicas municipais.
"Isso só será possível com a concretização de reformas estruturais que
incluam as cidades”, diz.
Nesta edição, foram avaliados
dados relativos a 2020 de 5.239 municípios, que reúnem 94,4% da população
do país. As informações são declaradas oficialmente à União pelas prefeituras.
Porém, 329 delas não fizeram suas declarações no prazo legal ou informaram
dados com inconsistências.
O IFGF é composto por quatro
indicadores que avaliam autonomia, gastos com pessoal, liquidez e
investimentos. A pontuação varia de 0 a 1, sendo considerada situação
crítica quando o resultado é inferior a 0,4, difícil quando fica entre 0,4 e
0,6, boa no intervalo de 0,6 a 0,8 e excelente acima de 0,8. Considerando todos
os municípios avaliados, a média foi de 0,5456. Apenas 11,7% registraram
excelência fiscal.
Segundo o gerente de
estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, 2020 foi um ano marcado por fatores
extraordinários. A pandemia fez crescer o repasse da União para os municípios.
As prefeituras receberam R$ 31,5 bilhões a mais do que em 2019.
Consequentemente, somente os investimentos em saúde subiram 34%, impactando o
indicador de investimentos como um todo. Além disso, houve flexibilização de
regras fiscais e suspensão de dívidas.
Ao mesmo tempo, a arrecadação
foi favorecida com a inflação e com o estímulo ao consumo através do pagamento
do auxílio emergencial. Como é comum em ano de eleição municipal, os dados
também sugerem crescimento de novos investimentos em infraestrutura e maior
liquidez, isto é, aumento da capacidade das prefeituras em arcar com seus
compromissos financeiros. Segundo Goulart, isso ocorre porque há uma melhora no
planejamento diante da preocupação de se encerrar o mandato atendendo as
obrigações legais.
"Houve um bom nível de
liquidez e um bom nível de investimentos", pontuou. Ele observa, no
entanto, que essa não é uma situação que se pode generalizar. Em 563
municípios, por exemplo, a prefeitura foi entregue no vermelho para a gestão
que assumiu o mandato no início deste ano. Isso ocorreu inclusive em três
capitais: Rio de Janeiro, Macapá e Cuiabá.
Apesar dos fatores
extraordinários de 2020 que favorecem a situação fiscal dos municípios, o
quadro de mais da metade das cidades brasileiras preocupa devido a dois
fatores. De um lado, há uma baixa autonomia: existe uma dificuldade para
financiar a estrutura administrativa com receita local obtida em decorrência da
atividade econômica na cidade.
Os dados revelam que
1.704 municípios são completamente insustentáveis: eles não conseguem
gerar recursos para cobrir sequer os custos administrativos mínimos, isto é,
funcionamento da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Juntas, essas cidades
demandam R$ 4,5 bilhões adicionais para funcionar.
"As prefeituras têm uma
alta dependência de recursos da União. Majoritariamente, os gastos das cidades
estão financiados com recursos transferidos da União, via Fundo de Participação
dos Municípios", observa Jonathas Goulart.
Composto por parcelas do
Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Fundo de
Participação dos Municípios é dividido entre as prefeituras considerando o
número de habitantes estimado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
O segundo fator que gera
preocupação envolve o gasto com pessoal: quanto maior ele for, menor é a
sobra de recursos para alocar em outras prioridades, tornando o orçamento mais
rígido. Há 1.818 municípios com nível crítico de gastos com pessoal, isto é,
acima da faixa de alerta de 54% de suas receitas. Em 624 cidades, esse
percentual superou 60%, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse
limite, no entanto, foi flexibilizado em 2020 em função do reconhecimento da
calamidade pública diante da pandemia.
"Conseguimos ver, de
maneira muito clara, problemas graves de gestão, principalmente, baixa
autonomia e elevado gasto com pessoal. O orçamento das cidades ainda é muito
rígido. Elas não têm margem para poder fazer boa administração dos seus gastos
porque boa parte deles está atrelado a despesas de pessoal", avalia
Jonathas Goulart.
Segundo ele, as prefeituras
precisam ficar atentas porque o fluxo de recursos observado em função da
pandemia não irá ocorrer nos próximos anos.
O IFGF também registra algumas
discrepâncias na realidade das cidades brasileiras. Em 49% dos municípios, há
um investimento médio de 10,9% das receitas. Nos outros 51%, essa média é de
4,6%. Na avaliação de Jonathas Goulart, os dados revelam dois Brasis distintos.
"Temos um país dividido.
Há uma desigualdade em termos de municípios que oferecem melhorias de bem-estar
à sua população. Ou seja, a população tem recebido atenção muito diferente
dentro de cada cidade. Algumas têm nível de investimento acima de 12% e outras
em torno de 3%".
Entre as 26 capitais
estaduais, a maioria encontra-se em situação boa ou excelente. Os melhores
desempenhos fiscais são de Salvador, Manaus, Vitória, Boa Vista, Rio Branco,
Goiânia, São Paulo, Curitiba e Fortaleza. Esses nove municípios obtiveram
pontuação acima de 0,8, situando-se na faixa de excelência. De outro lado, os
índices de Campo Grande, Porto Velho, Natal e Cuiabá apontam para uma situação
difícil. Já Macapá e Rio de Janeiro tiveram resultado inferior a 0,4,
estando em quadro crítico. Belém foi a única capital que não declarou os dados
no prazo legal e, por esta razão, não aparece na avaliação.
Fonte: Agência Brasil – Imagem: Mauricio Bazílio / Governo
do Rio de Janeiro
A busca de consumidores por
crédito aumentou 14,2% em setembro no comparativo com igual período do ano
passado, aponta indicador da empresa de consultoria Serasa Experian. Na análise
por faixa de renda, os que recebem menos, até R$ 500, foram os que mais
buscaram recursos financeiros, com alta de 21,3%. Entre os que ganham entre R$
500 e R$ 1 mil, o aumento da procura ficou em 14,9%.
Entre os que têm maior poder aquisitivo, com renda superior a R$ 10 mil, a
variação anual do indicador ficou em 11,6%. O índice é similar ao encontrado
nas faixas de renda anteriores: 12,3% de alta entre os que ganham de R$ 1 mil a
R$ 2 mil; 11,9% entre os que têm renda de R$ 2 mil a R$ 5 mil e alta de 11,4%
para a faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil.
Em nota, o economista da Serasa Experian Luiz Rabi diz que a alta da inflação
explica a maior busca por crédito, especialmente na população de menor renda.
De acordo com Rabi, muitas vezes, o consumidor não consegue manter os recursos
fixos mensais e procura complementar a renda por meio do crédito.
Na análise por região, o Nordeste teve o aumento mais expressivo, com 21,8%. O Norte
também foi um dos principais responsáveis pela alta no indicador, com 21,2%.
Embora com percentuais menores, as demais regiões também registraram aumento na
demanda por crédito: Centro-Oeste, 15,3%; Sudeste, 11,8%; e Sul, 9,7%.![]()
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Fonte: Agência Brasil –
Imagem: Agência Brasil