Radio Evangélica

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Ibovespa fecha 1º pregão de 2021 em queda após renovar recorde

O Ibovespa fechou com uma queda discreta o primeiro pregão do ano, novamente sem conseguir se sustentar acima dos 120 mil pontos, patamar que superou mais cedo ao bater recorde intradia, com as perdas em Nova York ditando um ajuste.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou esta segunda-feira com baixa de 0,14%, a 118.854,71 pontos. O volume financeiro somou 30,3 bilhões de reais.

Antes dos primeiros quinze minutos de pregão, o Ibovespa bateu 120.353,81 pontos, na esteira do otimismo com a vacinação contra a Covid-19 no exterior e um ambiente de expressivos estímulos monetários no mundo todo.

A deterioração em Nova York, porém, mudou tudo. O Dow Jones e o S&P 500 chegaram a renovar máximas na abertura, mas receios sobre o desfecho das eleições na Geórgia esta semana abriram espaço para uma correção em Wall St.

O persistente crescimento de casos de coronavírus nos EUA também minou o apetite por risco, em um contexto de receios sobre novas medidas de restrição para frear a disseminação da doença e seus efeitos na recuperação das economias.

Na Europa, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown nacional na Inglaterra por causa da Covid-19.

O estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também citou “posição técnica ruim” e os “valuations esticados” para explicar a queda nas bolsas.

“Era tudo o que o mercado precisava para uma correção”, afirmou no Twitter.

Na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a 118.061,77 pontos.

As perspectivas para 2021, porém, continuam favoráveis para a bolsa brasileira, com estrategistas do Itaú BBA apostando em um cenário mais favorável para os mercados emergentes.

Entre as motivações para tal prognósticos, Fabio Perina e equipe citam a recuperação econômica global, menores riscos de políticas econômicas nos EUA, onde o banco central tem viés estimulativo.

DESTAQUES

- VALE ON subiu 4,59%, diante do fluxo de notícias ainda positivo para o setor de mineração e siderurgia desde 2020, o que também ajudou CSN ON, que avançou 7,28%. GERDAU PN fechou com elevação de 6,5% e USIMINAS PNA valorizou-se 2,26%.

- PETROBRAS PN avançou 2%, mesmo com a piora dos preços do petróleo no exterior, com o Brent fechando em queda de 1,37%. No setor, PETRORIO ON saltou 6,57%.

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,26% e BRADESCO PN recuou 2,62%, com o setor de bancos no vermelho. Pesquisa da Febraban estimou alta de 7% na carteira total de crédito no Brasil em 2021, ante expansão de 13,7% prevista para 2020.

- EMBRAER ON cedeu 5,42%, entre os destaques de baixa, assim como GOL PN e AZUL PN, que perderam 3,93% e 3,99%, respectivamente, na esteira de notícias sobre mais restrições relacionadas ao coronavírus, que afetaram fortemente o setor em 2020.

- IGUATEMI ON perdeu 4,55%, com ações de shopping centers na ponta negativa do índice, após dados fracos de vendas do setor no Natal e medidas restritivas em São Paulo. MULTIPLAN ON caiu 4,16% e BRMALLS ON recuou 3,74%.

Fonte: Reuters – Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Suspeitos de assaltos a motoboys são detidos durante a madrugada na cidade de Santa Rita

A Polícia Militar desarticulou um trio suspeito de assaltar motoboys de aplicativos de entrega de alimentos, na cidade de Santa Rita. A prisão e apreensão dos suspeitos, que têm 16, 20 e 28 anos, aconteceu durante a madrugada desta segunda-feira (4), após eles fazerem mais uma vítima, no bairro de Tibiri II.


Com os suspeitos, as equipes do 7º Batalhão recuperaram a moto levada da vítima de Tibiri II, além de dinheiro, celular e a mochila de trabalho do motoboy. Eles tinham escondido o veículo em um matagal, no bairro do Açude, também em Santa Rita. No crime, o trio usou um simulacro de revólver, que também foi apreendido pela PM. Um quarto suspeito que faz parte do bando já foi identificado e segue procurado.

Os três suspeitos e os pertences recuperados foram levados para a 6ª Delegacia Distrital, em Santa Rita, que deve investigar a participação deles em outros roubos ocorridos nos últimos dias, já que possuem as mesmas características físicas apontadas pelas vítimas.

Fonte: Polícia Militar da Paraíba

Brasil tenta assegurar importação de vacina da AstraZeneca da Índia

O governo brasileiro trabalha para garantir a importação da Índia de 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca que estão sendo produzidas pelo Serum Institute of India, apesar do anúncio do instituto de que só pretende exportar doses daqui a dois meses.

O Ministério das Relações Exteriores está à frente das negociações relacionadas à importação das doses prontas das vacinas da Índia, informou em nota a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira brasileira da AstraZeneca para produção local do imunizante e responsável pela importação.

Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou. No entanto, uma fonte do governo com conhecimento do assunto disse que o Brasil está otimista que o assunto será resolvido satisfatorimente em conversas entre autoridades sanitárias de ambos os países.

Mais cedo, duas fontes com conhecimento do assunto haviam antecipado à Reuters o trabalho diplomático do governo no sentido de assegurar a importação das vacinas.

Em 31 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fiocruz a importar 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca, em fabricação pelo instituto indiano. O pedido de importação teve como objetivo acelerar o início da imunização no país uma vez que a vacina receber a aprovação da Anvisa, segundo a fundação.

Contudo, no domingo, o Serum Institute of India informou que pretende se concentrar primeiro em atender a demanda imediata da Índia nos próximos dois meses antes de exportar para outros países interessados.

Em entrevista após a aprovação da vacina para uso emergencial no segundo país mais populoso do mundo, o presidente-executivo do Serum, Adar Poonawalla, disse que as exportações podem ser possíveis depois de fornecer ao governo indiano 100 milhões de doses iniciais.

Segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, o veto a exportações indiano aparentemente não afeta o pedido brasileiro. Essa fonte disse que a proibição seria para novas iniciativas de importação de imunizantes, como a feita por clínicas privadas.

A decisão da Índia de proibir exportações poderia atrasar ainda mais o início da vacinação contra Covid-19 no Brasil, que na hipótese mais otimista, está prevista para começar a partir de 20 de janeiro.

O Ministério da Saúde não se manifestou de imediato sobre o assunto.

A vacina da AstraZeneca é a principal aposta do governo brasileiro para imunizar a população contra a Covid-19, com expectativa de produção de 210 milhões de doses pela Fiocruz ao longo do ano, entre doses produzidas com insumos importados e doses totalmente fabricadas no país.

Até o momento, no entanto, a vacina ainda não recebeu aprovação regulatória da Anvisa. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que a fundação vai solicitar autorização para uso emergencial da vacina junto à Anvisa até quarta-feira.

O cronograma de produção da Fiocruz prevê a entrega do primeiro milhão de doses na semana de 8 a 12 de fevereiro.

Nesta segunda-feira, a Anvisa informou ter recebido dados da Fiocruz sobre a vacina a ser importada do Serum Institute of India, e disse que precisa avaliar a comparabilidade entre a vacina produzida no Reino Unido, que está sendo testada no Brasil, e a vacina fabricada na Índia.

O Reino Unido se tornou nesta segunda-feira o primeiro país do mundo a vacinar sua população com o imunizante, que foi desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Fonte: Reuters REUTERS/Francis Mascarenhas


Polícia Militar da Paraíba prende suspeito com quatro armas e mais de 60 munições no sertão

A Polícia Militar prendeu um suspeito que estava com três armas de fogo, mais uma arma de pressão, e 61 munições intactas e deflagradas no sertão do estado (foto acima). A ação da PM aconteceu nesta segunda-feira (04) no município de Juru, que fica a cerca de 393 quilômetros de distância de João Pessoa.

Todo o material foi encontrado na casa de um suspeito de 77 anos de idade, que foi preso pelos policiais da Força Tática da 5º Companhia Independente (5ª CIPM). Ele foi localizado na zona rural do município, logo após ser denunciado, pois estaria efetuando disparos de arma na localidade.

Na abordagem da PM ele confessou que possuía as armas e todo o material foi encontrado em sua casa. Com ele estavam duas espingardas de calibres 32,12, além da de pressão, e um revólver calibre 38. Foram apreendidas ainda 61 munições de diversos calibres, entre intactas e deflagradas.

Segundo a 5ª CIPM, ele estaria praticando ‘tiro ao alvo’, algo que ainda será investigado. As armas, munições e o suspeito foram encaminhados para Delegacia da Polícia Civil na cidade de Princesa Isabel para os procedimentos cabíveis.

Fonte: Polícia Militar da Paraíba


sexta-feira, 27 de março de 2020

EUA passam a liderar casos do coronavírus no mundo e cidades têm hospitais sobrecarregados


REUTERS/Jonathan Bachman
Os Estados Unidos ultrapassaram na quinta-feira a China e a Itália como o país com o maior número de casos de coronavírus, de acordo com uma contagem da Reuters, conforme Nova York, Nova Orleans e outros áreas de forte incidência enfrentavam um aumento nas hospitalizações e iminentes escassez de suprimentos, pessoal e leitos para os doentes.
As instalações médicas estavam com poucos ventiladores e máscaras protetoras e eram prejudicadas pela capacidade limitada de testes de diagnóstico.
O número de casos de coronavírus nos EUA chegou a 81.378, segundo a Reuters. A China ficou em segundo lugar com 81.340 casos, segundo os últimos dados, e a Itália em terceiro com 80.539 casos.
Pelo menos 1.178 pessoas morreram nos Estados Unidos pelo coronavírus.

Fonte: REUTERS

UE define prazo de duas semanas para resposta econômica sobre coronavírus


Poll/AFP/François WALSHARERTS
Os líderes da União Europeia (UE) definiram o prazo de duas semanas a partir desta quinta-feira (26) para apresentar uma resposta econômica coordenada para conter o impacto econômico do novo coronavírus, em uma cúpula por videoconferência que confirmou a divisão entre os países do bloco.
"Convidamos o Eurogrupo (de ministros das Finanças da Zona do Euro) a apresentar propostas em um prazo de duas semanas", que levem em consideração "a natureza sem precedentes do impacto a Covid-19", informaram em uma declaração conjunta.
Os mandatários europeus adiaram, assim, uma resposta coordenada após seis horas de discussão por videoconferência, durante a qual a Itália ameaçou não apoiar a declaração conjunta final ao considerar insuficientes as ações comuns da UE.
Charles Michel, que considerou as discussões "muito profundas, intensas e de qualidade", explicou que as propostas do Eurogrupo devem "permitir enfrentar essa crise e os seus impactos à estabilidade da UE".
As discussões, tanto dos líderes como dos ministros das Finanças, na última terça-feira, foram marcadas pela oposição entre os países do sul, que concordam em tornar os títulos da dívida pública mútuos, e os do norte, contrários a essa decisão.
Os líderes da Itália, França, Espanha e outros seis países aumentaram a pressão nesta quarta-feira ao enviar uma carta pedindo para se buscar "um instrumento de dívida comum por uma instituição europeia", iniciativa recusada pela Alemanha e a Holanda.
Durante uma coletiva de imprensa, a chanceler alemã, Angela Merkel, recusou o que seria chamado de "coronabônus", defendendo o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), o fundo de resgate da Zona do Euro, que "oferece muitas possibilidades".
Uma das ideias é que o MEDE coloque em ação linhas de crédito precautórias para um país ou para um grupo de países, embora alguns, como a Itália, sejam contra que se imponham condições para a sua concessão, quando a crise da dívida continua na memória.
Os países europeus reproduzem as divisões geradas durante a última crise da dívida, que surgiu após o crash de 2008, entre o norte partidário da disciplina fiscal e o sul, visto como mais displicente.
"Não se podem cometer os mesmos erros da crise de 2008, que gerou descontentamento e divisão em relação ao projeto europeu, e causou o aumento do populismo", ressaltou o mandatário espanhol, Pedro Sánchez.
- Apoio duplo a Bruxelas -
A Europa, com 16.000 mortos e cerca de 275.000 casos confirmados da doença, é o continente mais afetado pelo novo coronavírus que, desde que surgiu em dezembro na China, matou mais de 23.000 pessoas no mundo e infectou mais de meio milhão, segundo balanço feito pela AFP.
Por causa da pandemia da Covid-19, a Comissão Europeia prevê que a economia da UE e da Zona do Euro, onde milhões de pessoas estão em confinamento, entrará em recessão em 2020.
Os líderes solicitaram que os presidentes do Executivo comunitário, do Conselho Europeu e do Banco Central Europeu (BCE) "comecem a trabalhar em um roteiro que contenha um plano de ação" para a recuperação econômica do bloco.
Eles também apoiaram as medidas para conter a crise adotadas até o momento pela Comissão Europeia, como a criação de uma Iniciativa de Investimentos em Resposta ao coronavírus, com a qual a Eurocâmara pareceu ser favorável nesta quinta.
Além dela, a iniciativa que busca mobilizar até € 37 bilhões em apoio aos sistemas de saúde, empresas e cidadãos. Os eurodeputados também aprovaram as regras de faixas horárias no setor do transporte aéreo, entre outras medidas.
Os 27 dirigentes também apoiaram a "ação decisiva" do BCE com seu plano de compra da dívida e a flexibilização por parte da Comissão quanto às regras sobre ajudas estatais e de disciplina fiscal em apoio ao gasto público nacional.

Fonte: AFP

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Setor de máquinas e equipamentos tem queda na receita de 3,6%


Queda foi influenciada pela diminuição das exportações


Arquivo/Agência Brasil

O setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 3,6% na receita líquida de janeiro em comparação com o mesmo mês de 2019. Segundo balanço divulgado, hoje (27), pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita ficou em R$ 7,9 bilhões no primeiro mês deste ano, uma retração de 9,4% na comparação com dezembro do ano passado. No acumulado de 12 meses há uma ligeira alta de 0,3%, com uma receita líquida de R$ 121,8 bilhões.
A queda foi influenciada pela diminuição das exportações, que tiveram uma redução de 26,6% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2019, ficando em US$ 554,6 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 7,8%, com as vendas para o exterior totalizando US$ 9,3 bilhões.
De acordo com a Abimaq, as exportações vinham caindo devido a diversos fatores externos, como a recessão argentina e a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. Esse cenário ficou, segundo a associação, ainda mais complicado com o surto do novo coronavírus.
As vendas de máquinas para os Estados Unidos apresentaram queda de 44,8% em janeiro em comparação com o primeiro mês de 2019. Os norte-americanos representam 27,6% do mercado externo do setor. A América Latina, destino de 33,7% das vendas para o exterior, teve retração de 12,3% nas compras de janeiro. Enquanto as vendas para a Europa caíram 9,4%.
O nível de emprego no setor registrou alta de 0,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2019, com 305,2 mil pessoas empregadas. Em 12 meses, o número representa um crescimento de 2,7%.

Fonte: Agência Brasil

Wall Street caminha para pior semana desde crise de 2008


AFP / Johannes EISELE
Wall Street despencava no início do pregão desta quinta-feira, caminhando para a pior semana desde a crise financeira de 2008, enquanto a progressão global do coronavírus aterrorizava ainda mais os investidores, que preferem ativos considerados menos arriscados.
Por volta das 15h40 GMT (12h40 de Brasília), seu principal índice, o Dow Jones Industrial Average, caía 3,33% e o S&P 500, que representa as 500 maiores empresas de Wall Street, 3,44%.
O Dow Jones e o S&P 500 estão prestes a registrar sua sexta sessão consecutiva em declínio. O Dow Jones caiu mais de 10% em relação ao seu recorde, alcançado em 12 de fevereiro.
O Nasdaq, com forte coloração tecnológica, caía 3,92%.
Neste momento, essas são as perdas semanais mais pesadas para os principais índices de Nova York desde o pico da crise financeira global no outono de 2008.
Um sinal da aversão ao risco de mercado, a taxa de 10 anos dos títulos do Tesouro americano continuava a evoluir perto de seu mínimo histórico, em 1,259%.
No entanto, de acordo com Art Hogan, da National, esse nível não é "um indicador de uma recessão, mas o sinal de uma corrida por ativos mais seguros, como ouro, dólar ou ações que geram altos dividendos".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quis expressar confiança na quarta-feira à noite, dizendo que uma disseminação em larga escala do novo coronavírus nos Estados Unidos não é inevitável.
Mas o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou um primeiro caso de "exposição desconhecida" na Califórnia. Essa pessoa não viajou para as áreas de risco nem entrou em contato com outro paciente.
Até agora, mais de 78.000 pessoas foram infectadas na China, incluindo cerca de 2.800 fatalmente. O coronavírus também afeta dezenas de outros países, com uma estimativa de 3.600 infecções e mais de 50 mortes.
Além do número de mortos, os observadores estão cada vez mais alarmados com as conseqüências econômicas da epidemia.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, os analistas da Goldman Sachs antecipam que as empresas americanas não experimentarão crescimento dos lucros em 2020 se o coronavírus continuar a crescer.
"A revisão em baixa de nossas previsões reflete o forte declínio da atividade econômica chinesa no primeiro trimestre, o declínio na demanda para os exportadores americanos, a interrupção da cadeia de suprimentos, a desaceleração da atividade econômica americana e maior incerteza", escreveram.
Ilustração dessa advertência, a Microsoft (-3,7%) emitiu um aviso sobre seus resultados na quarta-feira, indicando que não alcançaria suas metas de vendas trimestrais para o Windows e sua gama de computadores Surface devido aos atrasos na produção causados pelo coronavírus.

Fonte: AFP

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

MPF quer acesso à delação de Cabral homologada no Supremo


Pedido foi feito ao juiz Marcelo Bretas, que cuida da Lava Jato no Rio

Arquivo/Antônio Cruz/ABR
O Ministério Público Federal (MPF) quer ter acesso à delação premiada feita pelo ex-governador Sérgio Cabral à Polícia Federal (PF) e homologada, com sigilo, pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi feito nesta quarta-feira (19), pelo procurador da República Almir Sanches, ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, que cuida dos casos da Operação Lava Jato no estado.
“É interesse das defesas dos demais réus, porque a própria jurisprudência do STF entende que se um réu é colaborador, ele tem que ser ouvido anteriormente. A defesa de Cabral trouxe a informação de que haveria um acordo firmado com a PF, celebrado junto ao STF, no entanto não conhecemos os detalhes da homologação desse acordo. Especialmente, qual os efeitos que ele vai ter nas ações previamente ajuizadas”, disse o procurador.
Sanches peticionou diretamente a Bretas, durante audiência em que foram ouvidas testemunhas de acusação ao ex-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz. Bretas aceitou o pedido e peticionou ao STF para ter conhecimento da delação de Cabral. A defesa do ex-governador, que estava presente à audiência, se negou a dar detalhes do acordo, dizendo que ele é sigiloso.
Embora ainda não tenha acesso ao conteúdo da delação de Cabral, o juiz já o trata como réu colaborador e na última audiência concedeu prerrogativas ao ex-governador, como ficar sentado de costas para a câmera que grava a sessão, privilégio só concedido aos delatores da Lava Jato.
As testemunhas de acusação confirmaram as informações, prestadas anteriormente, de que Orlando Diniz empregou na Fecomércio-RJ pessoas ligadas a Cabral, que não precisavam sequer ir ao trabalho, muitas atuando como verdadeiros funcionários fantasmas, ou então trabalhando diretamente para o ex-governador, como secretária ou chef de cozinha, mas recebendo pela Fecomércio-RJ.
A advogada Juliana Bierrenbach, que defende Diniz, acompanhou os depoimentos contra o seu cliente, mas ao final preferiu não comentar sua linha de defesa com os jornalistas presentes, dizendo que irá se manifestar somente ao longo do processo.
Diniz foi preso em fevereiro de 2018 na Operação Jabuti, que investigou desvios de dinheiro e a contratação de fantasmas na entidade, mas foi solto em junho do mesmo ano, pelo ministro do STF Gilmar Mendes.

Fonte: Agência Brasil


FMI garante que dívida argentina 'não é sustentável' e pede colaboração de credores


AFP / RONALDO SCHEMIDT
A dívida da Argentina "não é sustentável", e o país requer que os credores privados contribuam para torná-la sustentável, concluiu nesta quarta-feira o FMI em um comunicado divulgado ao final de sua missão em Buenos Aires.
"É necessária uma operação de dívida definitiva, que gere uma contribuição apreciável dos credores privados, para ajudar a restaurar a sustentabilidade da dívida com uma alta probabilidade", afirmou a entidade.
"Nossa visão é que o superávit primário que seria necessário para reduzir a dívida pública e as necessidades de financiamento bruto a níveis consistentes com um risco de refinanciamento manejável e um crescimento do produto potencial satisfatório não é politicamente factível", explicou o organismo.
A dívida pública global do país superava os 311 bilhões de dólares em meados de 2019, mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) argentino.
A dívida argentina com o FMI alcança os 44 bilhões de dólares. Dois meses após tomar posse, o presidente Alberto Fernández disse que a dívida atual é impagável e pede para o FMI e os credores renegociarem o prazo, o valor e os juros.
A Argentina havia quitado o total de sua dívida com o FMI em 2006, mas no governo de Mauricio Macri (2015-2019) assumiu o maior empréstimo de sua história, de 57 bilhões de dólares.
Com o país em recessão há quase dois anos e uma taxa de pobreza que chega a quase 40% da população, Fernández suspendeu as parcelas do FMI quando já somava-se 44 bilhões de dólares de endividamento.

- Cientes da crise -
A delicada situação pela qual o país sul-americano está passando já havia sido notada pela diretora-gerente da agência, Kristalina Giorgieva, em uma recente cúpula econômica no Vaticano, liderada pelo papa Francisco.
"Estamos cientes da difícil situação socioeconômica que a Argentina e sua população enfrentam e compartilhamos plenamente o objetivo do presidente Fernández de estabilizar a economia, proteger os mais vulneráveis da sociedade e garantir um crescimento mais sustentável e inclusivo", afirmou em um tom que antecipava o relatório desta quarta-feira.
O desemprego ultrapassa os 10%, os salários caíram e a inflação é uma das mais altas do mundo, de 53% ao ano.
O FMI considerou "muito produtivas" as reuniões com as autoridades argentinas "sobre seus planos e políticas macroeconômicas".
As primeiras medidas de Fernández buscaram aumentar os subsídios para pobres, aposentados e famílias em situação de vulnerabilidade, além de congelar impostos e combustíveis enquanto renegociavam a dívida, algo considerado por Fernández essencial para sair da crise.
O Fundo fez um diagnóstico sobre a evolução da economia desde o ano passado, destacando progresso.
"Desde julho de 2019, o peso se depreciou mais de 40%, o risco soberano aumentou perto de 1.100 pontos base, as reservas internacionais caíram cerca de US$ 20 bilhões e o PIB real retraiu mais do que o projetado", apontou o Fundo.
Enfatizou, no entanto, que "as reservas internacionais e o peso estabilizaram com o apoio dos controles de capital e do superávit comercial. A inflação e as expectativas de inflação caíram nos últimos meses".
Fernández prometeu ao eleitorado não pagar a dívida sem reativar a economia e acumular dólares para cancelar o passivo.

Fonte: AFP