Radio Evangélica

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Como a extrema-esquerda usou a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio para desviar sua atenção do que realmente importa

Imagem: Reprodução
As alterações contidas na Medida Provisória que pretende fazer a reforma no Ensino Médio são mínimas, e a maioria delas é até benéfica. A PEC 241 – que agora é PEC 55 no Senado – também traz muitos benefícios, nem chega perto de ser o demônio que a extrema-esquerda pintou com toda essa conversa de “congelamento de 20 anos”. No entanto, uma coisa até então não tinha ficado suficientemente clara: Toda essa movimentação contra estas duas mudanças era motivada apenas pelo desejo de queimar Michel Temer?
A princípio, parecia que sim! Hoje, entretanto, é possível notar que há pelo menos um componente a mais nessa história toda: desvio de foco. O que deixou tudo isso mais claro foi justamente a discussão e as votações de hoje (que acabaram sendo adiadas) acerca da anistia ao caixa dois, a tentativa dos parlamentares de barrar a possibilidade de serem punidos retroativamente pelo dinheiro ilegal recebido em campanhas passadas. Isso tudo aconteceu especialmente porque vários executivos da Odebrecht assinaram, nos últimos dias, um mega acordo de delação premiada. Com certeza muita sujeira será desenterrada.
O risco de serem punidos por caixa dois retroativo colocou boa parte dos deputados em estado de alerta, e isso fez com que muitos deles se unissem em prol de uma manobra para tentar evitar este tremendo problema. E quem são, afinal, os principais envolvidos em toda a armação? Deputados petistas, do PCdoB, aquela ala do PMDB e do PP que sempre esteve de conluio com o PT e uma parte do PSDB. No caso do PT, especialmente, a anistia ao caixa dois já é até unânime, afinal eles foram os principais beneficiados pelos acordos com a empreiteira Odebrecht.
Com tudo isso acontecendo, perceba que boa parte dos portais de extrema-esquerda tem ficado em silêncio. Falaram muito pouco, quase nada ou simplesmente nem tocaram no assunto. Enquanto isso, gritam contra a PEC 55, gritam contra a reforma do Ensino Médio, fazem todo um escândalo para chamar a sua atenção para questões que são, a curto ou longo prazo, praticamente irrelevantes. A PEC 55, se aprovada, irá apenas estabilizar a economia, o que na prática é bom, mas não é mais do que obrigação. A reforma do Ensino Médio irá resultar em maior liberdade de escolha para os alunos e pais de alunos, e obviamente se fala em liberdade a esquerda já não gosta muito. Ainda assim, com o sistema público que temos isso dificilmente irá impactar positiva ou negativamente no resultado final.
A anistia ao caixa dois, por outro lado, resultará na absolvição de todos aqueles que até hoje trapacearam durante suas campanhas eleitorais, todos aqueles que se elegeram por meio da mentira e do jogo sujo, e isso inclui praticamente todos os políticos petistas do país – e seus principais aliados, como PMDB, PP, etc. Tudo isso só está acontecendo porque as mídias alternativas de esquerda bombardearam a pauta da PEC 241 e a da reforma do Ensino Médio, e por conta das diversas manifestações e escolas invadidas, isso acabou se tornando o foco do debate político nas últimas semanas, quiçá nos últimos dois meses. Se pensarmos bem, quase não se falou de outra coisa.
Toda essa algazarra feita até então foi, muito claramente, uma tentativa de distrair a população, enquanto isso petistas e seus aliados que enriqueceram suas campanhas com a Odebrecht seriam anistiados de tudo o que fizeram.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Trump e a canalhice midiática

A calhordice da mídia amestrada pelo ativismo esquerdista não se mede aos palmos: incomensurável, ela não pode ser medida por número inteiro ou fracionário. Para se ter uma idéia do abismo, nos Estados Unidos jornais como o New York Times e o Washington Post, manipulados por profissionais da empulhação engajada, há décadas distorcem os fatos mais evidentes ao sabor de suas taras ideológicas, na pretensão mórbida de transformar a verdade na deslavada mentira, e a mentira deslavada, na paralaxe dos homens.
O ativismo roxo que se aboletou nas redações é formado por exércitos de fanáticos que operam noite e dia na distorção criminosa dos fatos, fazendo do ato de informar um instrumento da desinformação (ou contra-informação, conforme o caso) em escala estratosférica. Na prática, para subverter a realidade e construir um “novo senso comum”, a corja ativista batalha na tarefa doidivanas de pensar, sentir e falar pelo leitor, tratando-o como simples cobaia ou manuseável massa de manobra. Um horror.
(Se quer saber, essa canalha não faz jornalismo, faz militância rasteira e, como tal, deveria ser execrada em praça pública ou multada e presa por fraude, sonegação da verdade e propaganda enganosa).
Em âmbito interno, Folha de São Paulo e O Globo, notadamente, lideram o rol de jornalões e jornalecos que procuram embotar a cabeça do leitor, na corrida frenética pela distorção preconcebida dos fatos.  
Neste ano de 2016, entretanto, eles estão se ferrando de verde-amarelo, a começar pela cobertura do referendo que tratava da permanência - ou não - do Reino Unido na União Européia, entidade parasitária da burocracia socialista que levou o “velho mundo” ao atual quadro de insolvência. Suas redações torceram adoidadas pelo “sim” – e deu, como previsível, um rotundo “não”, o voto pelo Brexit.
Outra derrota contundente da mídia militante se deu com o famigerado “acordo de paz” tramado em Havana pelos irmãos Castro para livrar a cara das Farc, braço armado do Partido Comunista que há mais de cinco décadas explora o narcotráfico, sequestra, mata, rouba, ocupa terras, cobra pedágio e aterroriza o povo colombiano. Que, naturalmente, em resposta, votou pelo “não” no plebiscito arranjado, pois ele, como sabem todos, guarda fundo horror aos comunistas e seus asseclas narcotraficantes.
Fato também vergonhoso se deu na cobertura tendenciosa dos veículos da Globo durante as eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro. Nela, a militância global resolveu demonizar o candidato Crivella e promover o psolista Freixo, profissional da parolagem revolucionária, referência número um entre integrantes dos black blocs, bando encapuzado que leva o terror às ruas do Rio, responsável, entre inúmeros delitos, pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. Para influenciar o eleitor, O Globo, no dia da votação, tascou em manchete: “Crivella cai e Freixo sobe nas intenções de voto”.
Resultado: o pastor desmoralizou o ativismo global e ganhou as eleições por mais de meio milhão de votos.
O ativismo da mídia esquerdista atingiu o paroxismo, aqui e lá fora, no embate eleitoral dos Estados Unidos. Numa campanha sórdida, em favor da pusilânime Hillary Clinton (uma Dilma Rousseff de 5ª categoria), a “cumpanheirada de viagem” vendeu ao leitor indefeso a imagem de Trump como um racista xenófobo, populista misógino e isolacionista que poria em risco a estabilidade do mundo (imaginado por ela, claro).
Resultado: deu Trump na cabeça, conforme esperado por qualquer mente livre que se preze. A grande imprensa – televisões, jornais e seus institutos de pesquisas fajutos - foi fragorosamente derrotados pelo misógino que recebeu 66% dos votos femininos e o xenófobo maçiçamente votado por mexicanos, mulçumanos e minorias raciais.
Agora, após a derrota, temerosa de que Trump esvazie o corrupto welfare state dos obamacares eleitoreiros (fonte do pior populismo) e isole os EUA da praga social-democrata representada por tipos funestos como François Hollande ou confronte o terceiromundismo da falida ONU e detone, entre outras mazelas, o terrorismo islâmico financiado pelo petróleo asiático, a camarilha midiática pretende acuar o novo presidente. Histérica, quer que Trump traia o seu vitorioso eleitorado e adote a agenda “politicamente correta” da derrotada Hillary – vale dizer, a liberação da droga, a descriminalização do aborto, a permissividade gay e a avalanche do multiculturalismo para triturar os princípios da civilização ocidental e cristã inspirados nos conceitos de Deus, pátria e família.
Só no inferno!


domingo, 20 de novembro de 2016

Os “representantes” dos trabalhadores só defendem seus próprios interesses e usam os verdadeiros trabalhadores como escudo

Analisando a maneira que se comportam os grupos que afirmam “defender os trabalhadores”, chamando os patrões de opressores, exploradores entre outros adjetivos para levar o empregado não gostar do patrão. Mas na verdade quem explora os trabalhadores são esses tais “defensores” que na pratica não trabalham e usurpam dinheiro do trabalhador todo ano. Praticamente tirando dinheiro com uma tal de contribuição que muitos trabalhadores não concordam. E a única coisa que esses tais “defensores” sabem fazer com perfeição, é baderna e arruaça usando o titulo de manifestação. O que mais chama atenção é que essas “manifestações” sempre são em dias uteis, justamente no horário comercial, em um horário em que todo trabalhador de verdade está trabalhando, sem falar que suas “manifestações” só fazem atrapalhar a vida alheia, impedindo o direito de ir vir dos cidadãos de bem. O pior é que toda baderna promovida por esses indivíduos é com o dinheiro do verdadeiro trabalhador. E o cômico é que se intitulam trabalhadores e falam que estão representando e defendendo a classe trabalhadora. Eu, particularmente, não me sinto representado por essa turma.
Esses indivíduos na verdade só defendem seus próprios interesses. Só acredito que eles defendem os trabalhadores quando a contribuição que nós somos obrigados a pagar todo ano passar a ser facultativa.
Tem categorias que só sabem que essa turma existe porque tem a contribuição descontada em seu salário anualmente.
E se tem algo que tenho certeza é que esses indivíduos que afirmam defender os trabalhadores são verdadeiros militantes de partidos políticos, em especial partidos de esquerda.

Joabson João



Uma Reflexão acerca da Depressão


Através de uma abordagem, bastante sensata, a psicanalista e teóloga Carmen Viana (*), nos aponta alguns sinais, que ao serem observados em uma pessoa, podem nos indicar se a mesma está ou não entrando em estado depressivo.
Ao notar esses sintomas, podemos tentar colaborar para que a pessoa liberte-se dos mesmos e assim, possa bloquear o avanço dos mesmos para estágios que poderão ser bastante desagradáveis.
Se nós, que estamos à volta, não conseguirmos detectar e auxiliar o indivíduo, pelos mecanismos que estão à nossa disposição, inclusive direcionando-a a um terapeuta, que lhe possa prestar atendimento profissional, essa pessoa, poderá vir a sofrer ou fazer sofrer, em
função do problema no qual se interna. (ap. Ely Silmar Vidal - presidente do CONIPSI)

(*) - (teóloga, jornalista, professora e psicanalista, Carmen Viana - filiada ao CONIPSI sob nº 0181-15-PF-ES - fone: (27) 99812-0689 – VIVO 

sábado, 19 de novembro de 2016

Paraíba já recebeu R$ 67 milhões de repatriação e vai usar dinheiro para fechar contas

Em entrevista na manhã deste sábado (19), Waldson confirmou que o total de recursos oriundos da repatriação que sao destinados ao Governo Estadual é de R$ 187 milhões

Imagem: Reprodução
A Paraíba já recebeu R$ 67 milhões em recursos de repatriação até agora, de acordo com o secretário de Planejamento Waldson de Sousa.
Em entrevista na manhã deste sábado (19), Waldson confirmou que o total de recursos oriundos da repatriação que são destinados ao Governo Estadual é de R$ 187 milhões.
Waldson considera que este é um recurso importante não só para o Governo do Estado, mas também para as prefeituras que estão em situação difícil. Com o dinheiro, "elas recompõem seus gastos com o fechamento desse ciclo bastante difícil", afirma o secretário de Planejamento que enxerga a questão "do ponto de vista fiscal com a redução de receitas e diminuição de arrecadações importantes como o FPM e o FPE".
Apesar do dinheiro extra que deve chegar, oriundo da repatriação, o secretário de Planejamento não descarta a realização de ajustes. "A gente precisa trabalhar na gestão com o pé no chão fazendo os ajustes fiscais para que tenha obtenção do superávit primário para o estado e a condição plena do estado estar ajustado fiscalmente", destaca Waldson.


STF Condena Luiz Estevão a pagar 1,1 Bilhão por desvios

Montante é relativo aos desvios na construção de Fórum em SP

Imagem: Ernesto Rogriques/AE
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (18), que o empresário e senador cassado Luiz Estevão terá de pagar R$ 1.130.769.524,55 pelo desvio de recursos da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, no período de 1992 a 1998. O caso é o mesmo que levou o ex-senador a ser preso em 8 de março deste ano, após dez anos de sua condenação.
O ministro Edson Fachin foi o relator do processo, que superou 36 recursos da defesa de Estevão e teve decisão unânime no Supremo. A decisão é um desdobramento da condenação do ex-senador pelo Tribunal Regional Federal, em 2006, a 31 anos de prisão pelos crimes de peculato, estelionato, corrupção ativa, formação de quadrilha e uso de documento falso.
A informação é do Correio Braziliense, que ouviu do advogado de Luiz Estevão, Marcelo Bessa, a alegação de que o recurso transitou em julgado e que não há novidade. “O valor está praticamente todo pago”, disse Bessa.
Há oito meses, Luiz Estevão foi finalmente preso, 24 anos após o crime, e cumpre pena em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda. Sua prisão foi consequência da mudança na jurisprudência brasileira, provocada por decisão do STF, que passou a permitir que réus condenados em 2ª instância sejam presos, enquanto recorrem da sentença.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Governo estuda usar verba oriunda do BNDES e repatriação para ajudar Estados, diz Padilha

Imagem: Internet/Reprodução
BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal estuda usar parte dos 100 bilhões de reais devolvidos à União pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ajudar os Estados, que terão que cumprir metas de ajustes de contas para receber os recursos em parcelas, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
De acordo com o ministro, também entrará na composição dessa ajuda recursos da repatriação de recursos de brasileiros no exterior, mas esses valores não são suficientes para resolver o problema dos governos estaduais.
"Esse é pouco. Esse é um dinheiro que deve entrar na composição, mas não resolve. O que área econômica colocou na mesa foi todo dinheiro da repatriação mais esse (do BNDES) para fazer com que tenha solução para o problema da União e também dos Estados", disse Padilha em entrevista à Rádio Gaúcha.
O modelo que está sendo estudado pelo governo federal prevê repasses mensais e com contrapartidas dos Estados. De acordo com Padilha, os governos estaduais teriam que cumprir metas mensais de ajustes de contas e só com isso poderiam receber as parcelas seguintes.
"A ideia do presidente Michel Temer é pactuar com os Estados um ajuste nas suas contas em uma fórmula que será acertada com cada um. Com isso vai havendo liberação progressiva dos recursos, conforme as metas vão sendo cumpridas mês a mês", disse o ministro.
A intenção do governo federal, segundo Padilha, é que no menor prazo possível os Estados consigam sobreviver com suas próprias receitas, mas o Palácio do Planalto sabe ser necessário um prazo, por isso as metas. "Cumpriu a meta do mês, vai receber", disse.
O que não está definido ainda, de acordo com o ministro, é a fórmula de distribuição desses recursos. O uso dos critérios do Fundo de Participação dos Estados foi cogitado, mas não resolveria o problema dos Estados hoje em pior situação, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso porque os Estados do sul e sudeste, tradicionalmente mais ricos, têm uma participação menor no fundo.
Temer pretende conversar com os governadores na próxima semana, já apresentando uma fórmula. "Não tem nada decidido ainda, vamos deixar bastante claro, mas melhorou muito porque faz 15 dias que governo está estudando isso", afirmou Padilha.
"Os governadores terão que ter presentes que eles terão que levar uma demonstração clara que vão ajustar suas contas, se não resolve hoje e daqui a um ano o problema está de volta. Mas há sim vontade política do governo de encontrar uma solução".
O governo federal já deu o aval para um novo projeto de repatriação de recursos de brasileiros no exterior, que deve ser votado na próxima terça-feira. A nova proposta aumenta já a participação de Estados e municípios, incluindo-os na divisão da multa aplicada à repatriação -- na primeira repatriação, a divisão era feita apenas no valor dos impostos.
O governo estuda também dividir 5 bilhões de reais da multa da repatriação já recebida. Em troca, os Estados retirariam as ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Esta semana, em uma decisão liminar, o STF mandou que o depósito das multas fosse feito em juízo, até a decisão do pleno sobre o assunto.


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

‘Em nenhum momento o governador falou em demissão de funcionários’, garante líder do governo

Imagem: Portal Paraíba
O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) e líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), garantiu que em nenhum momento o governador Ricardo Coutinho (PSB), falou durante a reunião com a bancada na  Granja Santana, em demitir funcionários como forma  fazer cortes e ajustes na máquina administrativa. Hervázio foi o entrevistado do Programa Rádio Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação desta quinta-feira (17).
O líder governista afirmou que o tema central da reunião foi o agradecimento  e reconhecimento  por parte do governador a cada deputado pela celeridade na aprovação das matérias. 
De acordo com o deputado, existem  muitos cargos  nas mais diversas pastas do governo que estão para serem ocupados, “Até agora nenhum deles foi preenchido e isso já uma medida adotada pelo governador para cortar gastos”,  completou o parlamentar.
Ele lembrou as constantes quedas que o Fundo de Participação dos Estados (FPE) vem sofrendo, enquanto que na Paraíba, tem se registrado constantes aumentos no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços,  (ICMS). “E mesmo com toda essa crise que assola o País, o Estado está pagando em dia os seus servidores as obras estão aí em andamento para todo mundo vê, isso só está possível graças a maneira séria adotada pelo governador Ricardo Coutinho em administrar os recursos públicos.


Congresso tenta frear investigações da corrupção com um 'paredão de leis'

Imagem: AFP/ Evaristo Sa
Aconteceu na Itália com a investigação "Mãos Limpas" e é possível que aconteça no Brasil, com o Petrolão: o Congresso nacional contra-ataca com um arsenal de projetos de leis que visam proteger os parlamentares do avanço das investigações da Lava Jato.
As tentativas se aceleram ante a iminência da confissão em massa de executivos da empreiteira Odebrecht, ponto nevrálgico do megaescândalo que envolve parlamentares, governadores e políticos de primeira linha no desvio de bilhões de dólares dos cofres públicos.
A guerra entre a Justiça e os principais partidos está vindo à tona, com a multiplicação de iniciativas parlamentares para tentar limitar a ação judicial.
"Quanto mais se aproximam as investigações de quem está no poder, mais reações surgirão. Se a impunidade perder força, aqueles que se imaginavam imunes à justiça criminal buscarão criar mecanismos que impeçam a continuidade da investigação", afirmou à AFP o presidente da Associação de Juízes Federais do Brasil, Roberto Veloso.
A Câmara de Deputados discute o projeto de medidas contra a corrupção impulsionada pela Lava Jato, mas, paradoxalmente, a iniciativa poderá abrir as portas para uma autoanistia do crime de "Caixa 2", as doações de campanha não declaradas, que visam encobrir delitos como lavagem de dinheiro e corrupção.
Caso se converta em lei, a nova tipificação do "Caixa 2" isentaria de culpa políticos que agora estão na mira da justiça, porque a lei não pode ser aplicada de forma retroativa, ao menos segundo uma leitura que ganha força no Congresso.
"Se criminalizarem todos que usaram o Caixa 2, vão acabar com essa geração política", afirmou à AFP um assessor de um dos principais partidos brasileiro, que não quis ser identificado.
Do outro lado da rua
O procurador geral da República, Rodrigo Janot, advertiu para o risco na semana passada e pediu para que o país não esqueça as lições da megainvestigação de corrupção na Itália, ao lembrar as 13 medidas aprovadas pelo Parlamento italiano para abalar a operação "Mani pulite".
O deputado Onyx Lorenzoni, relator do pacote anticorrupção que deve ser submetido à votação no Congresso, reconheceu o nervosismo com a proximidade da delação da Odebrecht.
De acordo com a imprensa, o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, condenado em 2015 a quase 20 anos de prisão, e dezenas de executivos da empresa estão próximos de fechar um acordo em troca de redução da pena.
"Sem dúvida alguma isto preocupa e talvez explique as tentativas de limitar as investigações. Há muitas pessoas que têm problemas com a Lava Jato", afirmou à AFP o deputado do partido DEM.
Nos bastidores, os deputados federais afirmam que a tensão é maior no Senado.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, um dos grandes nomes do PMDB do presidente Michel Temer, não escondeu a irritação no mês passado quando a PF prendeu quatro policiais legislativos por suspeitas de realizarem varreduras para eliminar escutas instaladas com autorização da Justiça.
Calheiros enfrenta oito processos no STF, a maioria por causa da Petrobras. Após o incidente ele apresentou um projeto de sua autoria para punir "abusos de autoridade" de agentes públicos e pediu o corte nos pagamentos das aposentadorias de membros do Poder Judiciário que cometeram faltas contra a administração pública.
Janot afirma que a proposta abre a possibilidade de criminalizar juízes por seu trabalho.
"A sociedade deve se manter vigilante (...), observar o Congresso e acompanhar atentamente os debates sobre as medidas contra a corrupção", afirmou nesta quinta-feira o promotor Athayde Ribeiro Costa após a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.
"Caça às bruxas"
No Senado, também foi instalada uma comissão para detectar "supersalários" no setor público.
A iniciativa é vista como outra mensagem ao sistema judiciário, onde há suspeitas das mais flagrantes violações do teto de renda permitido para a categoria.
A senadora Kátia Abreu, responsável por documentar o trabalho desse órgão, se viu obrigada a garantir que não haverá "uma caça às bruxas".
Mas o juiz Veloso não tem dúvidas: este dispositivo "foi montado contra a Lava Jato".
Em linha com a mais recente ofensiva legislativa, a Câmara dos Deputados tentou votar na última semana um amplo perdão para delitos cometidos por executivos se suas empresas reconhecessem suas infrações, contribuindo com informações para esclarecer os fatos e ressarcindo economicamente o Estado.
"Se este projeto for aprovado, no silêncio da noite (...) permitirá anistiar crimes investigados pela Operação Lava Jato", disseram os promotores em um duro comunicado.
A medida foi retirada da agenda até novo aviso.


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Lira destaca saldo positivo da audiência entre RC e Temer: “Portas do Palácio estão abertas para o governador”

Imagem: Reprodução/PB Agora
Único parlamentar da Paraíba presente à audiência entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o presidente da República, Michel Temer (PMDB) nesta quarta-feira (16), o senador paraibano Raimundo Lira classificou como “extremamente positivo” o encontro, tanto do ponto de vista administrativo, quanto do ponto de vista político.
“A avaliação da audiência foi altamente positiva, a começar pelo tempo. A audiência durou aproximadamente 1h15min, num clima de muita descontração. Temer foi nos chamar na sala de espera, e mostrou, a partir daí a descontração. Resultado altamente positivo tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista administrativo. Do ponto de vista administrativo porque o governador apresentou todas as suas demandas do Estado, em relação a empréstimos e investimentos na área hídrica, área de saúde, foram vários assuntos, e o presidente recebeu essas demandas com muita atenção e vai chamar cada ministro para discutir cada assunto e em seguida os ministros levaram o resultado ao governador Ricardo Coutinho, isso do ponto de vista administrativo”, ressaltou.
Lira ressaltou que Temer já havia sido comunicado sobre o alto grau de aceitação do governador Ricardo Coutinho tanto na Capital da Paraíba, quanto no interior do Estado, sua responsabilidade com a coisa pública e determinação para solucionar os problemas do Estado.
“Do ponto de vista político, pessoal, foi muito bom porque o presidente da República já tinha sido informado por sobre o alto grau de aceitação que o governador tem na Paraíba, tanto na Capital quanto no interior, é um governador importante que está cumprindo o dever de casa. O governador informou também que a Paraíba vai fechar o ano com superávit fiscal. O presidente mostrou muita atenção ao governador e muito apreço, que quando o governador necessitasse uma audiência as portas do palácio estariam abertas. Eu considero a audiência um sucesso total.
Sobre a ausência dos demais parlamentares da bancada federal no encontro, Lira disse que não acredita em prejuízo.
“Acredito que não. Há poucos dias o governador teve uma audiência com o ministro e contou com a presença de vários deputados de sua base, e, portanto o relacionamento com os deputados de sua base continua bom”, destacou.
Já no tocante a parcerias políticas para 2018, Lira considerou a discussão precoce, mas ratificou a sintonia consolidada administrativamente com o governador na relação consistente que foi alcançada ao longo do mandato.
“É cedo para falar em eleições, mas uma coisa posso dizer, meu relacionamento político como aliado do governador é consolidado, de ambas as partes, temos demonstrado uma relação consistente, mas com relação a eleição, está cedo para falar sobre isso. No momento nossa preocupação é resolver os problemas da Paraíba e aqui em Brasília dar o apoio que for possível para facilitar a administração do governo Ricardo Coutinho”, arrematou.
A declaração de Lira foi veiculada durante entrevista à rádio Arapuan FM.