Radio Evangélica

domingo, 5 de junho de 2016

Aproximação entre PMDB e PSDB é rejeitada por mais um deputado; união deve acontecer em poucas cidades


Depois do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), agora foi a vez do deputado estadual Raniery Paulino (PMDB) rejeitar qualquer tipo de aproximação com o PSDB nas eleições municipais deste ano.
A aproximação entre as duas siglas começou depois que os senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) sinalizaram para uma aliança para as eleições 2016, com o objetivo de estancar o avanço do PSB no Estado.
Segundo Paulino, pelo menos em Guarabira, a possibilidade de união PMDB/PSDB é zero.
Ele lembrou que os grupos que representam os dois partidos na cidade são adversários históricos, com divergências acentuadas tanto no campo político quanto no administrativo, e seria uma incoerência uma mudança de postura.
“As chances de um a dez de o PMDB de Guarabira se aliar ao PSDB de Zenóbio é zero. A Paraíba sabe qual é minha postura. Eu, por exemplo, sou oposição ao governo desde 2011, nunca deixei de ser, mas nem por isso preciso ofender a alma do governador. Minha postura é de cobrar atenção para a Rainha do Brejo apenas. Não sou político adesista”, ressaltou.
A união entre as duas siglas, no entanto, deve acontecer em algumas cidades, a exemplo de Sousa, onde o PSDB apoia a reeleição do prefeito André Gadelha, do PMDB, e também em João Pessoa. Na Capital, ao que tudo indica, o PSDB deverá retribuir o apoio de Manoel Júnior em 2014 e apoiar o parlamentar na disputa municipal.


PB Agora

sábado, 4 de junho de 2016

Governo Macri reforça apoio aos venezuelanos

AFP/Arquivos/Juan Mabronata
A Argentina se defendeu, nesta sexta-feira, das críticas recebidas da oposição ao governo venezuelano de Nicolás Maduro por não promover na Organização dos Estados Americanos (OEA) a aplicação da Carta Democrática Interamericana.
"Não houve nenhuma mudança", afirmou o chefe de gabinete do presidente Mauricio Macri.
Vários líderes da oposição venezuelana criticaram que a Argentina tenha apresentado uma postura "moderada" a favor do diálogo em uma sessão urgente, na quarta-feira (1º), depois que o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, invocou a Carta Democrática contra Caracas. Esse mecanismo é usado para casos de ruptura da ordem democrática.
"Não houve qualquer mudança da Argentina em relação a esse tema", declarou o chefe de gabinete Marcos Peña em entrevista coletiva a agências de notícias internacionais.
Segundo Peña, Buenos Aires "foi muito consistente, e continuaremos sendo, em torno da defesa da democracia, dos direitos humanos e da paz na nossa região", acrescentou.
Peña insistiu em que o objetivo de seu governo é levar tranquilidade à população do país vizinho, "sabendo que é difícil, em um momento de tanta crise e angústia, mas os venezuelanos não estão sozinhos".
O principal líder da oposição venezuelana a manifestar sua frustração com o governo de centro-direita de Macri foi o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, que ironizou no Twitter: "Cristina (Kirchner) ao menos não era hipócrita".
"Depois da mudança, opositores democráticos venezuelanos, que somos ampla maioria, escreveremos micro, em vez de Macri", afirmou Ramos Allup.
A oposição venezuelana interpretou que a postura diplomática da Argentina na OEA está relacionada com a corrida pela secretaria-geral das Nações Unidas da chanceler Susana Malcorra.
"Essa visão é falsa, porque nós não mudamos nossa política, na nossa visão sobre o que está acontecendo na Venezuela, nem nosso olhar sobre o governo da Venezuela", negou Peña, categoricamente.
"Acredito em que possam nos acusar de muitas coisas, menos de ter sido uma força política, ou um governo que apoiou o governo da Venezuela", acrescentou.
Ele explicou que a candidatura argentina de Susana Malcorra à ONU se baseia nos princípios de Política Externa que inclui a defesa dos direitos humanos, da paz e da democracia.
AFP/Juan Barreto
Ainda segundo Marcos Peña, também "inclui a importância do diálogo como mecanismo para resolver os conflitos, com o qual não sintamos que haja qualquer contradição, basicamente, porque não sentimos de, modo algum, que tenha havido uma mudança de postura".
O chefe de gabinete reconheceu que a crise venezuelana merece ser monitorada dia após dia e que Buenos Aires não descartou qualquer mecanismo, como as cláusulas democráticas estabelecidas pelo Mercosul, ou pela OEA, em caso de alteração, ou de ruptura democrática e constitucional em algum de seus Estados-membros.
"Simplesmente consideramos que, nesse momento, nossa maior contribuição em nível regional e, nisso, concordam praticamente todos os países da região, é poder promover um caminho de diálogo para que os venezuelanos possam encontrar uma solução para essa crise política", concluiu.


AFP

Renan, Jucá e Sarney Dividiram R$70 Milhões de dinheiro roubado, diz delator

É o valor da propina roubada da Transpetro, afirma delator

Os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá e o ex-senador José Sarney (AP) receberam um total de ao menos R$ 70 milhões, segundo afirmou o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado em depoimento sob delação premiada.
Somente o presidente do Senado, Renan Calheiros, que o indicou ara o cargo e o manteve nessa condição por quase doze anos, embolsou cerca de R$ 30 milhões do dinheiro roubado por Machado da estatal, que é subsidiária da Petrobras.
Machado diz que do total do roubo, coube a Sarney aproximadamente R$ 20 milhões, quantia idêntica àquela que diz ter entregue a Jucá.
Calheiros afirmou que nunca recebeu dinheiro de Machado. "Jamais recebi vantagens de ninguém. Sempre tive com Sérgio Machado uma relação respeitosa e de Estado. Nunca indiquei ninguém para a Petrobras e nem para o setor elétrico", afirmou, negando um protecionismo político que todos conhecem em Brasília.
Jucá também negou haver recebido dinheiro de Machado, assim como Sarney, que chamou o delator de “monstro moral”, por tê-lo gravado inclusive quando o visitou em um hospital de São Paulo. O ex-presidente diz que o delator é uma pessoa “abjeta” e sem credibilidade e diz que vai processá-lo.



Diário do Poder

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Acabou o fosso ideológico que separava governo e Forças Armadas

A Constituição Federal (Art. 142) estabelece que as Forças Armadas (FA) são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e se destinam à defesa da pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Hierarquia e disciplina são princípios essenciais, pois sem elas as FA se fracionariam em grupos rivais, perderiam o caráter nacional e a confiança da nação e se tornariam uma ameaça à sociedade. No âmbito do marco legal, a troca de governo não afeta a subordinação das FA aos poderes da União, pois ela é institucional, e não pessoal.

Além da defesa da pátria, a forças têm a missão de garantir os três Poderes constitucionais. Em uma eventual crise entre eles, as FA se subordinarão ao que estiver amparado no marco legal. O equilíbrio e a harmonia entre os Poderes da União são indispensáveis à normalidade democrática, pois em uma improvável falência simultânea dos três as FA se veriam obrigadas a agir, por iniciativa, para manter a paz interna e evitar a guerra civil e a dissolução do Estado e da nação.

No Brasil, a ideologia socialista começou a se firmar com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922 –filiado ao Partido Comunista da antiga URSS, ao qual se subordinou como exigiam as condições de filiação. A impatriótica submissão a país estrangeiro e à ideologia socialista antidemocrática incompatibilizou o PCB com as FA. Hoje, o PT –como pode ser visto no caderno de Teses de seu Congresso–, os partidos aliados e suas lideranças são declaradamente socialistas, internacionalistas e filiados ao Foro de São Paulo, organização internacional que lidera a implantação desse regime na América Latina.

O socialismo, objetivo ainda não alcançado pelo PT, é um regime totalitário, com partido único ou hegemônico, impede a alternância de poder, não reconhece o direito de propriedade, centraliza os meios de produção e o planejamento econômico e elimina as liberdades fundamentais. Há uma total oposição aos ideais das FA, instituições conservadoras, mas não retrógradas e imobilistas.

Ao contrário do massificado pela propaganda socialista, o conservadorismo é progressista, mas quer o progresso com temperança e ao amparo da experiência, tradição, conhecimento e cultura anteriores, condições para uma evolução segura ao porvir. As FA são instituições democráticas e não aceitam ideologias dogmáticas, implantadas por revoluções que desprezam o passado e, na busca de ilusórias utopias, eliminam a liberdade e abusam da violência.

E o regime militar? Questionariam alguns. Era, sim, um regime de exceção, como reconheciam os presidentes militares, que sempre manifestaram o propósito de redemocratização. Autoritário, por limitar liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria. A redemocratização uniu a nação e foi conduzida pelo próprio governo militar de forma gradual e sem retrocessos, após neutralizar a esquerda revolucionária que buscava implantar a ditadura socialista como a de Cuba e China, ainda hoje totalitárias.

Documentos dos governos petistas propõem ações para transformar nossa democracia em um regime socialista, sendo a imobilização das FA um objetivo intermediário, pois elas são um óbice a esse desígnio. Entre outras ações, podem ser listadas:

– controlar todos os setores da sociedade, inclusive a mídia, por meio de conselhos sociais, uma reedição tropical dos soviets da revolução bolchevista russa de 1917;

– estabelecer a hegemonia do partido na sociedade, forma de controle prevista na estratégia gramcista e que antecede ao assalto ao Estado e à imposição do socialismo;

– rever a Lei de Anistia para punir apenas os agentes do Estado que combateram a luta armada, a despeito dos pareceres da AGU e da PGR e da decisão do STF, em 2010, que confirmaram a abrangência ampla e geral da lei;

– modificar os currículos das academias militares e promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista, ou seja, politizar e submeter as FA ao projeto petista, transformando-as, de instituições nacionais apartidárias, em braço armado do partido –como as SA e SS, na Alemanha nazista, e as FA bolivarianas, na Venezuela.

A profissão das armas é serviço e servidão. Serviço à pátria, compromisso perene e exclusivo com a nação e as instituições, e servidão à Constituição Federal, às leis e aos valores morais e profissionais que regem a carreira das armas. Serviço e servidão, que nunca serão a pessoas, partidos ou associações de qualquer natureza. Serviço e servidão que fazem da carreira militar um nobre sacerdócio cívico, com o compromisso de sacrificar a vida pela pátria e instituições, se necessário.

O militar brasileiro é patriota por vocação e respeita e admira a história, as tradições e os heróis nacionais. O patriotismo das FA inclui o nacionalismo, mas não o xenófobo de setores bisonhos nem o tacanho de viés antiamericano dos socialistas. O nacionalismo socialista é materialista, supervaloriza a economia, mas não cultua a pátria e os valores nacionais –pelo contrário, busca desacreditá-los. Para as FA, a unidade nacional é cláusula pétrea, por isso, repudiam a luta de classes pregada pelos socialistas e a corrosiva campanha lulopetista de "nós contra eles".

A crise de valores e a corrupção, que assolam o país, estão disseminadas pela liderança política, independente do partido, e não começaram com o PT, embora tenham chegado a níveis desastrosos com sua ascensão ao poder e o uso da corrupção como política de governo. A falta de credibilidade na classe política gera dúvidas, justificáveis, se o novo governo pautará sua conduta por princípios éticos, morais e cívicos. Porém, ao contrário do governo afastado, o atual é democrata e organizado com representantes da esquerda e da direita situados no centro democrático. Assim, não existe fosso ideológico entre o atual governo e as FA.

General Luiz Eduardo Rocha Paiva

Matéria publicada no UOL Notícias Opinião - 01/06/2016 -oestadobrasileiro.com.br/acabou-o-fosso-ideologico-que-separava-governo-e-forcas-armadas-gen-rocha-paiva/

O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental

Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um "louco da direita", e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:
Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.

O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível "modelar" a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:
•Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
•Atuação – Agir com propósito.
•Autonomia – Agir independentemente.
•Soberania-  Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.

Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:
1.Honra a soberania do indivíduo
2.Respeita a liberdade do indivíduo.
3.Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
4.Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
5.Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.

Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:
1.Direito de auto-propriedade (autonomia)
2.Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
3.Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
4.Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
5.Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
6.Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
7.Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)

Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.  A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:
1.Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
2.A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
3.A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
4.O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
5.A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
6.Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
7.A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
8.Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
9.Cidadãos são como crianças de um governo parental.
10.A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
11.As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
12.O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
13.Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
14.O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
15.Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
16.O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
17.O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
18.A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
19.As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
20.Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
21.A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
22.Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
23.Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
24.Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
25.O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
26.O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.

Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:
1.Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
2.Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
3.Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
4.Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
5.Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
6.Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
7.A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
8.A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
9.Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
10.Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
11.Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
12.População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
13.A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
14.Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.

Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.

Rossiter diz que as crianças não nascem com este "programa", que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as "fendas" em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

Rossiter nos diz mais:
Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.

Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do "consentimento" entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança "mimada", que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

 Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase "final" da escolha.

Uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

-lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Professores paralisam atividades na Paraíba a partir desta quinta

A partir desta quinta-feira (2) os professores da rede estadual de ensino realizam um paralisação, que se estende até a sexta-feira (3), em todo a Paraíba.
A paralisação é em favor da imediata aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da categoria. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP-PB), a categoria também protesta contra a Lei 242, que congela os salários dos servidores estaduais e a PLP federal 257, que, segundo a categoria, retira direitos de todos os servidores públicos.


MaisPB

Governo exige menos contrapartidas de Estados para aliviar dívida

Renato Vilela, Secretário da Fazenda de São Paulo
Avener Prado/FolhaPress
O Ministério da Fazenda e os secretários de Finanças estaduais concordaram em reduzir o número de contrapartidas necessárias para que os Estados ganhem mais tempo para pagar suas dívidas com a União.
Em reunião realizadas nesta quarta-feira (1º) ficou definido que os Estados terão de restringir o aumento das despesas correntes e de pessoal à inflação do período por dois anos. Haverá também uma nova definição sobre o que é gasto com pessoal, questão que é tratada diferentemente por cada governo.
Outras questões que faziam parte das exigências feitas pelo governo anterior, como privatização de empresas e reforma da previdência dos servidores, serão discutidas em outro momento.
"Vamos tratar primeiro das questões mais urgentes", afirmou Renato Villela, secretário de Fazenda de São Paulo.
Os Estados também fecharam questão em relação ao pedido para ficarem dois anos sem pagar as prestações das suas dívidas. O Ministério da Fazenda ficou de estudar a questão e não apresentou contraproposta. Inicialmente, o governo ofereceu um desconto de 40% na prestação por dois anos.
Ficou definido ainda, em acordo com a Fazenda, que os três Estados em situação mais grave, Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, irão negociar separadamente medidas adicionais para aliviar o aperto orçamentário.
Santa Catarina apresentou também uma proposta para recalcular o estoque das dívidas estaduais até janeiro de 2013 utilizando como base a soma do IPCA (índice oficial de preços do país) e mais 4%, em vez da taxa Selic, com objetivo de obter um desconto adicional. Nesse ponto, no entanto, não houve consenso entre os secretários, pois muitos ainda vão analisar se há vantagem.
Já tramita no Congresso o projeto de lei complementar 257, apresentado pela presidente afastada Dilma Rousseff em março para tratar do socorro aos Estados e de outras três questões. Pelo acordo fechado nesta quarta, os Estados vão apresentar à Fazenda na sexta-feira (3) uma proposta para alterar o texto desse projeto.
Se houver acordo, os outros três temas que entraram no projeto também serão abandonados. São eles: uma alternativa para o Banco Central regular a quantidade de dinheiro na economia, uma regra que permite ao governo mudar a meta fiscal sem autorização do Congresso e um regime especial para contingênciar despesas.
O coordenador dos secretários do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), André Horta, afirmou que a ideia é desidratar o projeto para simplificá-lo e acelerar sua aprovação.
"Se essa discussão se estender muito, não há possibilidade de se aprovar isso. Agora, de forma mais enxuta, é mais fácil buscar a objetividade", afirmou.

DISPUTA NO SUPREMO
Os Estados também entendem que, fechado o acordo, a disputa entre União e governadores sobre a forma de cálculo dessas dívida, com juros simples ou compostos, perde seu objeto.
Desde março, alguns Estados estão sem pagar as prestações por causa de uma decisão provisória do STF (Supremo Tribunal Federal), que deu 60 dias para que a questão seja resolvida.
Em nota, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy, afirmou que os secretários estaduais apresentarão com urgência a proposta para mudar o texto que está no Congresso. Disse ainda ser consenso que um eventual alívio temporário às finanças estaduais deve ocorrer simultaneamente às discussões sobre compromissos fiscais e contrapartidas. 


Folha de São Paulo 

Caos político traz instabilidade para a equipe econômica de Temer

Áudios que derrubaram dois ministros colocam investidores em compasso de espera sobre futuro
  
O ministro da Fazenda, Henrique Meireles
Sebastião Moreira (EFE) 
O Governo interino de Michel Temer provou, nos últimos dias, um pouco do que foi o segundo mandato da presidenta afastada Dilma Rousseff, quando a crise política se impôs como ator principal. Depois de ser saudado pelo mercado financeiro por conseguir aprovar junto ao Congresso uma nova meta fiscal mais realista, os investidores assumem um tom de cautela sobre os próximos passos do presidente interino. Os desdobramentos da Lava Jato que já derrubaram dois ministros no Governo Temer – Romero Jucá, do Planejamento, no último dia 23, e Fabiano Pereira, da Transparência, nesta segunda 30 – trazem apreensão à medida que novas gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, revelam o envolvimento de integrantes da atual gestão no esquema de corrupção da Petrobras. “O ambiente político voltou a criar certa instabilidade. O movimento dos investidores nos próximos dias será de cautela. Não se sabe quais novos nomes podem aparecer nessas gravações e quais deles poderiam trazer novos problemas para a credibilidade do Governo Temer”, explica a economista Camila Abdelmalack da Capital Market.
No início da semana passada, Romero Jucá (PMDB - RR) teve que deixar o Ministério do Planejamento após a Folha de S. Paulo divulgar áudio de um conversa dele com Machado, em que o ex-ministro sugeria que a troca de Governo resultaria em pacto para frear a Operação Lava Jato. Jucá era um dos principais articuladores do Governo junto ao Congresso Nacional e tinha entre suas funções conseguir apoio às medidas do ajuste que precisam passar pelo crivo dos deputados e senadores. “Não há dúvidas que esse foi um fato negativo para Temer, porque seguramente Jucá seria um ajudante muito importante no cumprimento dos objetivos do Governo. A competência dele no manejo do orçamento era grande, ele tem um profundo conhecimento da máquina”, afirma Delfim Netto, economista e ex-ministro da Fazenda, que também já foi citado em uma delação premiada da Operação Lava Jato pelo suposto recebimento de valores na obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O economista nega ter recebido dinheiro e diz que prestou apenas assessoria a um grupo que participaria da concorrência da obra.
Na avaliação de Delfim Netto, o presidente interino tem uma árdua tarefa pela frente, mas começou bem a gestão com “uma boa equipe de talentos e medidas bastantes razoáveis”. “No entanto, esses programas e talentos são simples exercícios acadêmicos caso não haja poder político para salvar o economista”, explica Delfim. O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, por exemplo, ainda não passou pela sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que precisa aprovar o seu nome para que ele seja confirmado no cargo. A reunião, que deveria acontecer nesta semana, ficou para o dia 7. Delfim, entretanto, confia no poder de articulação política de Temer para lidar com as intempéries. “Ele é um velho político hábil, que faz tricô com quatro agulhas. Essas propostas irão para o Congresso e serão aparadas, lixadas, não sairão inteiras, mas estarão no caminho certo”, explica.
Para Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset Corretora, os primeiros anúncios da equipe foram ouvidos de forma positiva pelo mercado, que já tinha precificado a mudança do Governo nos primeiros meses do ano. “No geral o mercado recebeu muito bem a nova equipe econômica, ela traz uma âncora de credibilidade para Temer. O grande problema é que o imbróglio político afeta o curto prazo”, explica. Na semana passada, a equipe econômica do Governo interino anunciou uma série de medidas - que vão desde o congelamento de gastos ao fim de subsídios - com a missão de colocar em ordem as contas do Governo e retomar o crescimento do país. Mas as boas notícias econômicas passaram a disputar espaço nos jornais com o noticiário político que pode fragilizar a posição de Temer no Congresso num momento em que ele precisa aprovar medidas de austeridade fiscal em meio à recessão.
No mercado financeiro, a instabilidade inicial do Governo Temer, que assumiu o poder interinamente no dia 12 de maio, se refletiu no balanço mensal da bolsa de valores, que fechou maio em queda de 10%. O dado seria o pior resultado para um mês desde setembro de 2014. Em entrevista ao G1, o analista Fabio Colombo afirmou que a queda de 10% no mês reflete os problemas políticos enfrentados pelo governo Temer “em relação à nova presidência da Câmara de Deputados e a liderança do governo" e pelas "novas denúncias da operação Lava Jato, atingindo, diretamente, o novo ministério".
Spyer, da Mirae, alerta que a possibilidade de novos processos jurídicos contra a Petrobras e outras empresas brasileiras, como o a Eletrobras, começarem a se ampliar em outros países também preocupa investidores. “Pode começar uma chuva de processos globais contra empresas brasileiras e obviamente o mundo não olha isso com bons olhos”, explica.

Sinais de estabilização
Embora precise do Congresso para colocar em marcha o seu plano econômico e não possa controlar os desdobramentos das investigações da Lava Jato, o Governo Temer tem a seu favor alguns indícios de estabilização da economia. "Já há sinais de que estamos chegando no fundo do poço e vamos começar a virar", afirmou Felipe Salles, economista do banco Itaú, em encontro com jornalistas. A indústria, por exemplo, é um dos setores que parece estar perto de voltar a crescer, segundo Salles. "Isso acontece pois a demanda se estabiliza ao mesmo tempo em que os estoques já estão se esgotando após forte queda de produção", diz. A previsão do Itaú é de que no segundo semestre deste ano já haja uma "relativa estabilidade" do Produto Interno Bruto (PIB).
Caio Megale, também economista do banco, ressalta que o Governo interino está diante de uma economia um pouco melhor do que a presidenta Dilma Rousseffprecisou enfrentar no ano uma vez que parte do ajuste, como o realinhamento do câmbio e o reajuste de preços administrados, já aconteceu. "Temer herda de Dilma 2 uma economia melhor que Dilma 2 herdou de Dilma", explica Megale.
Na visão dos dois economistas do Itaú, as primeiras propostas econômicas anunciadas vão na direção correta e, caso aprovadas, devem gerar, no longo prazo, uma melhora nas contas públicas do país que devem fechar o ano com um rombo de 170,5 bilhões de reais, segundo a meta fiscal aprovada nesta semana. Dependendo de quais propostas passem no Congresso, a projeção do PIB de 2018, estimada pelo banco, poderia passar de um crescimento de 2,5% para 4%.
A ambiciosa proposta de limitar um teto de gastos da União – que hoje chega a 20% do PIB – à inflação do ano anterior, como anunciada pela equipe econômica na semana passada, é uma das mais importantes e que dependem da aprovação dos parlamentares. Sem ela, o Brasil precisaria de um crescimento de 3% do PIB para estabilizar os gastos, segundo simulação do Itaú. Megale ressalta, porém, que mesmo com o pacote de medidas de Meirelles será muito difícil alcançar um superávit no ano que vem e que a estabilização da relação dívida-PIB pode demorar ainda mais.


Por Heloísa Mendonça para o El País 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Afastamento provocou uma amnésia em Dilma

Dilma Rousseff não é mais a mesma. Afastada da Presidência, perdeu a memória. E absolveu-se do seu passado. “Não respeito delator”, costumava dizer. Hoje, surfa nas gravações de Sérgio Machado, o silvério do PMDB, como se não tivesse nada a ver com o personagem. Alguém precisa socorrer Dilma, recordando o que ela fez nos verões passados.
Na noite desta segunda-feira (30), Dilma discursou num evento na Universidade de Brasília. Reiterou que há “um golpe de Estado” em curso no Brasil. Afirmou que as gravações clandestinas de Sérgio Machado com cardeais do PMDB provam que uma das motivações do “golpe” é asfixiar a Lava Jato.
“Há nas gravações fartas palavras sobre o medo que eles sentem de que seus crimes que sejam desvendados,'' declarou Dilma. Não deu nome aos bois. E se absteve de recordar que os crimes foram praticados sob o seu nariz. A presidência de Sérgio Machado na Transpetro escancarou a falência ética do seu governo.
A vida ofereceu a Dilma várias oportunidades para demitir Sérgio Machado. E ela desperdicou todas. Em setembro de 2014, época de eleição presidencial, o Ministério Público Federal denunciou Machado por improbidade. Acusou-o de fraudar licitação para a compra de oito dezenas de barcaças destinadas ao transporte de etanol. Dilma fingiu-se de morta.
Dias depois, em 10 de outubro, às vésperas da sucessão, ganhou as manchetes o depoimento do delator delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Ele declarou à Justiça Federal que recebeu R$ 500 mil em verbas sujas das mãos de Sérgio Machado. Dinheiro proveniente do esquema de cobrança de propinas montado na estatal.
Dilma considerou “estarrecedora” a divulgação do depoimento no período eleitoral. Sobre o conteúdo das denúncias, declarou o seguinte na ocasião: “Em toda campanha eleitoral há denúncias que não se comprovam. E assim que acaba a eleição ninguém se responsabiliza por ela. Não se pode cometer injustiças.” E ficou por isso mesmo.
Sérgio Machado não foi demitido. Ele apodreceu no cargo. Em novembro de 2014, crivado de suspeitas, tirou licença do comando da Transpetro. Fez isso por exigência da PricewaterhouseCoopers, que audita as contas da Petrobras. A empresa disse na época que, com Machado na Transpetro, não assinaria o balanço trimestral da estatal.
Sérgio Machado ainda submeteu Dilma a uma coreografia constrangedora. Em nota, afirmou que deixava o cargo por 31 dias como um “gesto de quem não teme investigação”. Todo mundo já sabia que o suspeito não retornaria à poltrona. Mas Dilma se permitiu frequentar a cena como coadjuvante de uma encenação que prolongou o vexame. Vergou-se diante de Renan Calheiros, o padrinho político que Machado agora joga ao mar.
Foi por indicação de Renan que Lula determinou a nomeação de Sérgio Machado para a Transpetro, em 2003. Decerto avaliou que era por amor à pátria que Renan patrocinava o descalabro. O pedido de licença do afilhado do senador foi prorrogado um par de vezes. Ele se afastou da companhia apenas em fevereiro de 2015, após 12 anos de negócios e oportunidades.
A Transpetro gerenciava um programa bilionário de recuperação de sua frota. Envolvia a encomenda de 49 navios e 20 comboios de barcaças hidroviárias. Um negócio de R$ 11,2 bilhões. Que Lula e Dilma confiaram ao talento gerencial do amigo de Renan.
Hoje, acometida de amnésia, Dilma protela suas culpas. Não perde por esperar. Se o comportamento de Sérgio Machado provou alguma coisa é que ele não medirá esforços para livrar o próprio pescoço. Em troca de redução da pena, é capaz de entregar até a mãe.


Blog do Josias

Freixo, o estúpido das terças-feiras

A frase mais estúpida publicada hoje pela imprensa brasileira é de Marcelo Freixo.
Ele escreveu o seguinte na Folha de S. Paulo:
"O governo dos patriarcas de Michel Temer, formado por homens brancos e cristãos, à moda colonial, não ameaça somente nossas mambembes instituições democráticas."

Este site formado por homens brancos e cristãos, à moda colonial, decreta que Marcelo Freixo sempre será escolhido como o autor da frase mais estúpida publicada pela imprensa brasileira às terças-feiras.

O Antagonista