Radio Evangélica

sábado, 9 de abril de 2016

‘Prometeram 40 votos do PP, não terão nem 12’

Filiado ao PP, um dos partidos que trocam cargos e verbas por votos no balcão do impeachment, o deputado gaúcho Jerônimo Goergen insinuou que Dilma Rousseff compra gato por lebre.
Favorável ao impedimento da presidente, Goergen é um dos 32 filiados do PP investigados na Lava Jato. Discursou na comissão especial da Câmara na madrugada deste sábado (9). A certa altura, discorreu sobre o comportamento que os 46 deputados federais do PP devem exibir no plenário:
“Prometeram 40 votos do PP para o governo. Eles não têm 12 para entregar. E na hora da votação tenho certeza que a totalidade da bancada virá, porque basta andar nas ruas e ter sensibilidade…”
Quem negocia com o governo em nome do PP é o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PI). Se o deputado Goergen estiver certo, o interlocutor do Planalto corre o risco de ser desligado da tomada pela sua bancada na Câmara.


Blog do Josias

Panama Papers revelam elo de ex-advogado de Cunha com rede de offshores

Documentos mencionam 6 offshores de Ricardo Andrade Magro
Empresário nega irregularidades e fala que offshores são legais

Por Rodrigo Burgarelli, José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti e Guilherme Jardim. Com colaboração de Mateus Coutinho

A refinaria de Manguinhos,
de propriedade de Ricardo Magro
O empresário e advogado Ricardo Andrade Magro tem sido figura recorrente nas páginas de revistas e jornais brasileiros. Primeiro, ganhou destaque no noticiário de negócios, quando, em 2008, comprou a Refinaria de Manguinhos, no Rio, e ensaiou uma milagrosa recuperação econômica do empreendimento.
Depois, passou a despontar em seções menos desejadas: amigo e ex-advogado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Magro já foi relacionado a acusações de evasão fiscal na gestão da refinaria e a supostas compras de decisões na Justiça paulista. Seu nome apareceu agora em uma nova lista: a dos brasileiros que mantêm offshores em paraísos fiscais.
Nos documentos do Panama Papers, há menções sobre 6 offshores ligadas ao empresário paulistano, várias delas diretamente gerenciadas pela firma panamenha Mossack Fonseca, especializada em abrir empresas de fachada em paraísos fiscais.
Todas foram criadas em lugares que cobram pouco ou nenhum imposto sobre o patrimônio de pessoas jurídicas ou que facilitam a ocultação dos seus verdadeiros donos, como as Ilhas Cayman ou as Ilhas Virgens Britânicas. Três delas também aparecem ligadas ao escritório do banco HSBC em Mônaco, considerado um paraíso fiscal europeu, que procurou a filial suíça da MF para tratar da criação ou gestão dessas empresas.
Os papéis foram obtidos após a reportagem ter acesso a centenas de e-mails trocados entre a agente de Magro e a Mossack. As mensagens começaram a ser enviadas em maio de 2012. A agente em questão é uma funcionária da consultoria Intercorp, um grupo com sedes em Miami e Londres que afirma em seu site fazer “proteção de investimentos” de famílias ricas, “diversificando” a distribuição de recursos em diversos países para “mitigar obrigações tributárias”.
A série Panama Papers, que começou a ser publicada no domingo (3.abr.2016), é uma iniciativa do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material está em investigação há cerca de 1 ano. Participam desse trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o jornal “O Estado de S.Paulo” e a RedeTV!.
No primeiro e-mail, a funcionária da consultoria Intercorp pede que a Mossack Fonseca abrs 2 offshores para o empresário com o objetivo de adquirir imóveis na Flórida de uso pessoal: uma nas Ilhas Virgens Britânicas e outra em Nevada, nos Estados Unidos. Os diretores seriam de fachada, nomeados pela firma panamenha.
RESTRIÇÕES
Após ser alertada pela Mossack de que a empresa americana não poderia ter diretores fictícios por causa da lei local, a agente então procede com a abertura apenas da primeira offshore. Ela acaba sendo incorporada poucos meses depois, sob o nome de Real Estate Assets and Investments Ltd.

No mesmo ano, outro agente da Intercorp entrou em contato com a Mossack para criar mais uma offshore, a Prime Assets Financial Investments Ltd.
Ela foi oficialmente aberta em 2013, e, assim como a Real Estate, teve sua diretoria formada por uma empresa especializada em oferecer diretores que representam a offshore apenas no papel. Magro é o único acionista da empresa.
Outras 3 offshores ligadas ao empresário são mais antigas. A Magro Investimentos S.A. foi criada em 2007 também nas Ilhas Virgens Britânicas, tendo Ricardo Magro Andrade como único diretor e acionista. O agente original, na época, era a filial de Mônaco do HSBC.
Foi essa mesma filial do banco que pediu a incorporação da Ronell Capital, que também foi estabelecida em 2007, mas no Panamá. Ela foi criada usando um mecanismo ainda mais secreto para ocultar o verdadeiro dono: suas ações não eram nominais, mas sim pertencentes “ao portador”. Ou seja, a qualquer pessoa que estivesse em posse dos papéis em um determinado momento.
A identidade de Magro, porém, aparece em um documento em que lhe é concedido poder para atuar em nome da empresa.
Também foi a filial de Mônaco do HSBC que pediu a criação da Engel Investimentos SA, estabelecida em 2007, nas Ilhas Virgens Britânicas.
A diretora e acionista da empresa é Alessandra Engel Magro, mulher de Ricardo e sua parceira de advocacia. Os nomes de ambos aparecem juntos como advogados em ações judiciais no Rio. Já a última offshore, chamada Hagora Investment Fund, é sediada nas Ilhas Cayman e não é operada via Mossack Fonseca.
Ela estava sendo usada para se tornar proprietária de algumas das offshores do casal, num processo que a agente da Intercorp descreveu como “reorganização da estrutura” de offshores de Magro.
A reportagem questionou o empresário sobre a legalidade das offshores. Ter empresas em paraísos fiscais não é crime no Brasil, desde que sejam declaradas às autoridades. Segundo Magro, essa declaração sempre foi feita durante o período em que ele foi residente no País.
O empresário afirmou que se tornou residente da União Europeia em 2012, já que também é cidadão português. Apesar disso, mantém um escritório de advocacia funcionando em São Paulo. “Todas as empresas que detinha à época que residia no Brasil sempre foram devidamente declaradas nos termos da legislação vigente”, afirmou.
Embora as offshores de Ricardo Magro fossem desconhecidas do público brasileiro, esse não é o caso da Refinaria de Manguinhos, empresa adquirida pela família do advogado em 2008. Ela foi acusada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa do Rio, em 2010, de ter comandado um esquema de evasão fiscal que causou R$ 850 milhões de prejuízo estimado àquele Estado.
Nesse escândalo, o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acabou envolvido. Grampos autorizados pela Justiça encontraram o deputado prometendo interceder em uma questão comercial entre Manguinhos e a Braskem para beneficiar a empresa de Magro. O peemedebista sempre negou ter cometido irregularidades nesse episódio.
As acusações contra Cunha foram arquivadas em 2013. No ano passado, o promotor Rubem Vianna, do Ministério Público do Rio, também requisitou o arquivamento do inquérito policial que investigava Magro.
NOTICIÁRIO
O empresário teve o nome envolvido em  outro escândalo:  a Operação Têmis, da Polícia Federal, que investigava suposta compra de sentenças na Justiça Federal em São Paulo, em 2007. Magro foi denunciado por fraude processual, mas afirma ser inocente.

Além disso, o empresário diz estar tomando providências legais contra a revistaIstoÉ por publicar em 2015 uma reportagem que o liga a um rombo de R$ 80 milhões no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis.
Segundo a revista, um conjunto de empresários teria montado um grupo chamado Galileo Educacional para assumir o comando de 2 universidades privadas que passavam por problemas financeiros e emitido debêntures (títulos de dívida).
O Postalis teria então comprado R$ 80 milhões desses títulos, que acabaram valendo praticamente nada após o Ministério da Educação ter descredenciado a maior parte dos cursos superiores do grupo. Segundo a revista, a polícia desconfiava que parte do dinheiro poderia ter ido parar nas contas de Magro, que apareceria como diretor do grupo.
OUTRO LADO
Questionado, o empresário negou a existência de qualquer irregularidade relacionada ao seu nome. Sobre a denúncia de evasão fiscal na Refinaria de Manguinhos, Magro afirmou que “o Ministério Público Estadual, após analisar todas as provas apresentadas, decidiu que não houve a prática de crime e determinou o arquivamento do feito”.

Em relação aos fatos da Operação Têmis, o empresário afirma que nem sequer foi “citado em nenhum dos casos relacionados” pelo Ministério Público Federal e que foi denunciado injustamente. Ele declara também que os autos estão conclusos para sentença e que seu advogado já pediu ao juiz celeridade na decisão.
Magro respondeu aos questionamentos sobre a menção do seu nome na reportagem da revista IstoÉ relacionada ao rombo no Postalis.
“O autor da reportagem pinçou meu nome porque um dos investigadores achou estranho –sem que tal estranheza conste de peça nenhuma do referido inquérito– eu ter investido meus recursos financeiros numa universidade, quando sou ligado ao setor de combustíveis”, disse.
Segundo ele, não há sua assinatura em qualquer documento relacionado ao grupo Galileo. Ele também negou ter tomado posse em qualquer cargo na empresa.
Participam da série Panama Papers no Brasil os repórteres Fernando Rodrigues,André Shalders, Mateus Netzel e Douglas Pereira (do UOL), Diego Vega eMauro Tagliaferri (da RedeTV!) e José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti,Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte e Isabela Bonfim (de O Estado de S. Paulo).

Blog do Fernando Rodrigues

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Solidariedade entrará com novo pedido de impeachment contra Dilma

O Partido da Solidariedade (SD) deve apresentar nos próximos dias um novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e também abrir uma ação civil pública por improbidade administrativa. Desta vez, o partido acusa a petista de distribuição de terras de forma irregular, do uso indevido do Palácio do Planalto e da liberação de verbas públicas para sites divulgarem informações contra o processo de cassação que tramita hoje na Câmara dos deputados.
A denúncia foi feita pelo deputado federal Benjamin Maranhão, nesta quinta-feira (7), na Tribuna da Câmara. Segundo o parlamentar, que é vice-líder do SD na Casa, a gravidade é que no último dia 4 de março a presidente Dilma Rousseff editou 25 decretos de desapropriação de terras de uma só vez. Mas, conforme lembrou o deputado, essa modalidade não pode ser feita sem determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). "Isso poderia até ser considerado normal se ela já estivesse agindo dessa forma. Mas todos temos conhecimento que há anos não era realizado nenhuma grande compra de terras, muito menos desapropriações", destacou.
O deputado deixou claro que é favorável ao processo de reforma agrária, mas é contra a forma de utilização feita pelo governo do PT para formar uma massa de manobra. "Isso aconteceu no dia 4 e coincidentemente no dia 31 o MST e outros movimentos ligados ao sem terra vieram até o Palácio do Planalto num verdadeiro comício prestar a solidariedade a presidente Dilma e se manifestar contra o processo de impeachment", lembrou, afirmando que a presidente cometeu mais um crime de improbidade administrativa.
Durante o pronunciamento da Câmara dos Deputados, Benjamin explicou que a ação civil pública de improbidade administrativa será apresentada junto a Procuradoria Geral da República (PGR) sob dois aspectos: "O primeiro pela utilização do programa de reforma agrária para comprar apoio político e trazer as manifestações para pressionar os parlamentares em Brasília. O segundo aspecto trata de que todo esquema que foi feito pelo PT e a presidente Dilma utilizando essas desapropriações, bem como a utilização do Palácio do Planalto para fazer movimentos políticos partidários, além da utilização do programa A Voz do Brasil e da Secretaria de Comunicação", revelou.

Reforma agrária – Benjamin disse que a reforma agrária é um conjunto de medidas adotadas para organizar melhor a distribuição de terras no país mediante modificações no regime de posse de uso, a fim de atender a uma distribuição mais justa. "Isso dentro da legalidade que se deve esperar de um governo honesto", frisou.
Porém, ele ressaltou que recentemente o TCU determinou a paralisação imediata do programa de reforma agrária do Incra. Essa medida foi tomada, segundo explicou o parlamentar, após a auditoria verificar mais de 578 mil beneficiários irregulares dentro desse programa, além de ter revelado centenas de casos estranhos, como 4.292 beneficiários que possuem veículos com valor de acima R$ 70 mil. Desses, alguns veículos são das marcas Porsche, Land Rover e Volvo. Também existem 37 mil pessoas falecidas cadastradas no programa.
Conforme o deputado paraibano, em 11 mil casos apontados pelo TCU, os cônjuges de uma pessoa já contempladas pelo programa receberam um segundo lote, criando uma indústria do loteamento de áreas. "Outro caso grotesco é o benefício a milhares de detentores de cargos públicos. Até mesmo senadores são beneficiados com lotes da reforma agrária no Brasil", revelou.
Benjamin destacou ainda que 60 mil empresários estão recebendo lotes e 213 aprovados pelo Incra de estrangeiros. "O ministro Augusto Sherman do TCU relatou que o Incra sempre descumpriu determinação do TCU e que isso vem acontecendo há anos. Segundo o ministro, são processos que vêm sendo feitos à margem da lei. A CGU também já havia apontado problemas graves em relação ao programa", disse.


Parlamento  PB

Lava Jato: Lula presta depoimento à Procuradoria-Geral da República

Processo está sob sigilo judicial. Ex-presidente é suspeito de receber pagamentos e vantagens de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas a Odebrecht e a OAS

Ricardo Stukert/Intituto Lula
O ex-presidente Lula prestou depoimento nesta quinta-feira (7) à Procuradoria-Geral da República (PGR), na sede do órgão em Brasília, no inquérito que o investiga no âmbito da Operação Lava Jato. A processo corre sob sigilo judicial, o que impossibilita a divulgação de informações sobre o que o petista disse às autoridades.
Lula foi à sede da PGR acompanhado do advogado Sigmaringa Seixas, que o defende nesse caso. O ex-presidente é suspeito de receber pagamentos e vantagens de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas a Odebrecht e a OAS, como operadoras do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras. Ele nega as acusações e se diz vítima de perseguição político-judicial.
Atento às movimentações do processo de impeachment que tramita na Câmara contra a presidente Dilma Rousseff, Lula esteve em Brasília nos últimos dias e participou de reuniões com aliados, mas já deixou a capita federal. Em discurso em um dos atos em defesa ao governo na semana passada, ele chegou a dizer que, se tudo desse certo, ele tomaria posse na Casa Civil ainda nesta quinta-feira (7). A questão está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), e sem data para ser resolvida – hoje, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF parecer contra a posse do petista.
Mais cedo, o ministro do STF Teori Zavascki decidiu colocar em segredo de Justiça parte das investigações contra Lula. A decisão foi tomada após a corte receber do juiz federal Sérgio Moro os áudios em que a presidente Dilma Rousseff e ministros do governo aparecem em conversas com Lula, que estava sob monitoramento da Polícia Federal.
No mês passado, a corte decidiu que as investigações envolvendo o ex-presidente devem permanecer no STF, por envolver conversas entre Lula e autoridades com foro privilegiado. Os diálogos foram divulgados após a decisão de Moro em retirar o sigilo das investigações.


Congresso em foco Uol

terça-feira, 5 de abril de 2016

Governo exonera o delegado Walber Virgulino

No início do ano, o governador Ricardo Coutinho promoveu a costumeira pirotecnia para anunciar redução dos índices de violência na região de Guarabira. O resultado se deu graças, especialmente, ao trabalho do delegado seccional (8ª Regional de Polícia Civil), Walber Virgulino. Mas, seja por isso mesmo (o que é uma ironia) ou não, a verdade é que ele foi… exonerado.
Walber reagiu com surpresa: “Nem avisado eu fui.” E até poderia ter imaginado ser uma anedota, afinal o ato de exoneração 581 ocorreu em… 1º de abril. Mas, não. Era verdade, tanto que o Diário Oficial do Estado trouxe o ato em sua edição do dia seguinte. Há muitas especulações sobre sua exoneração. Há quem afirme que Walber caiu em desgraça por disputar pela chapa de oposição a direção da Adepol…
Mas, há antecedentes. Em 12 de fevereiro, o delegado Danillo Orengo (delegado titular de Delegacia de Roubos e Furtos em Campina Grande), foi exonerado por perseguição política, após ele se candidatar como 2º vice-presidente na chapa de oposição. Ele chegou a postar um vídeo na Internet, denunciando a ação do governador Ricardo Coutinho contra ele.


Blog do Helder Moura

Com crise, pedidos de falência crescem 31% no trimestre, diz SCPC

Pequenas empresas representaram 88% do total de pedidos.
Alta nos pedidos de recuperação judicial foi ainda maior, de 165,7%.

A crise econômica acertou em cheio as empresas brasileiras, mostra pesquisa da Boa Vista SCPC divulgada nesta terça-feira (5). De janeiro a março, os pedidos de falência cresceram 31,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
As pequenas empresas foram atingidas com mais força, representando 88% do total dos pedidos. As médias foram responsáveis por 9% dos pedidos, e as grandes, por 3%.
Cresceram também, com força, os pedidos de recuperação judicial. A alta foi de 165,7% no primeiro trimestre, ante os primeiros três meses de 2015. Já o deferimento de pedidos de falência cresceu 6,6%, enquanto o de recuperações judiciais teve alta de 172,3%, na mesma comparação.


G1 São Paulo

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Para juristas, governo compra apoios

Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma reuniu cerca de 3 mil pessoas, segundo organizadores, no Largo São Francisco

Ato de juristas pelo impeachment 
no Largo do São Francisco, SP 
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Marcos da Costa, também se pronunciou durante o protesto e disse que a grande maioria da classe é pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Resistência. A advogada Maristela Basso afirmou que se o impeachment não for aprovado na Câmara dos Deputados, o processo será via Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e "se mesmo assim o impeachment não acontecer nós vamos sitiar Brasília até que cada petista seja tirado do poder". Maristela explicou que o ato acontece do lado de fora da faculdade – diferente do ato contra o impeachment – porque querem que "represente o povo, represente toda a sociedade".
Autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff participaram nesta segunda-feira de um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. A advogada Janaína Pascoal, o promotor aposentado Hélio Bicudo e o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior defenderam a saída da petista do cargo e acusaram o atual governo de comprar votos no Congresso Nacional.
O ato a favor do impeachment reuniu cerca de 3 mil pessoas, segundo os organizadores. "Os deputados precisam escolher entre o bolso e a honra", afirmou Reale Jr., que discursou do parlatório do Largo São Francisco. Em tom engajado, o jurista disse também que é difícil ver "que o impeachment depende de 20 deputados sendo cooptados pelo PT". Ele ainda chamou o PT de “quadrilha” e puxou o coro de fora Dilma bradado pelos manifestantes.
Em seu discurso, Bicudo disse que “nunca viu tantos desmandos no Brasil”. Para o jurista, inclusive, "nenhum deputado ou senador tem o direito de ir contra o desejo popular, não tem o direito de manter Dilma e o PT no poder".
Aos gritos de "acabou a 'República da cobra'" – referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, Janaína Pascoal fez um discurso que inflamou a plateia presente ao ato. "Não existe isso de alto ou baixo clero. O que existem são deputados. E as cobras que usurparam o poder estão usando das fraquezas humanas dos deputados para se segurarem no poder", disse. Ainda segundo ela, é hora de discutir a quem o Brasil quer servir. “Queremos servir à uma cobra ou ao dinheiro? Nenhuma dessas alternativas. O Brasil não é a ‘República da Cobra’”, afirmou.
No dia 4 de março, quando foi levado a depor coercitivamente pela Polícia Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso, que "se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo". Além de falar que a jararaca estava viva, como sempre esteve, Lula ainda afirmou que se sentia ultrajado por ter sido obrigado a depor na 23.ª fase Operação da Lava Jato.
Sérgio Moro. O professor de direito Marco de Lucca fez um discurso em apoio ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato na 1.ª instância. Ele disse já ter chegado "até a escrever poemas para Lula", mas, agora, conforme afirmou durante o protesto, pretende ver o ex-presidente preso.
O tom dos discursos continuou forte, com a mestre de cerimônias puxando coros do tipo "Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro". Em seu discurso, por exemplo, o advogado Modesto Carvalhosa comparou os petistas a Joseph Goebbels. "Eles querem passar uma ideia de que todos são ladrões. Não somos não! Os petistas é que são ladrões e quadrilheiros", afirmou o advogado durante o ato de ontem em São Paulo Goebbels ocupou o influente cargo de ministro da propaganda do governo alemão durante os anos em que o país foi comandado por Adolf Hitler.


Por Gilberto Amêndola  - O Estado de São Paulo

domingo, 3 de abril de 2016

Efraim Filho questiona Dilma por reajuste de medicamentos

Deputado Federal Efraim Filho
O deputado federal Efraim Filho (Democratas), informou que estará questionando formalmente o Governo Federal pela Resolução da Câmara de regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, que fixou em 12,5% o reajuste permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União” nesta sexta-feira dia 1°.
A regulação é válida para um universo de mais de 9 mil medicamentos com preços controlados pelo governo.
Segundo Efraim, em 2015 o reajuste máximo autorizado foi de 7,7%. Em 2014, o reajuste foi de 5,68%, e este ano o Governo Federal permite um reajuste acima da inflamação, algo inaceitável.
“O aposentado, o mais necessitado, aquele que consome o seu salario com aquisição de medicamentos será o que mais irá sentir esse reajuste descabido e inaceitável, é mais uma afronta desse desgoverno, iremos usar as nossas prerrogativas como deputado federal para questionar esse reajuste.” Concluiu.


Mais PB

Quem realmente promove a violência?

Nos últimos dias o Palácio no Planalto se tornou palanque eleitoral. Todo evento a presidente dá um discurso que parece está em um comício com seus cabos eleitorais.
Na ultima sexta (01/04) foi realizado uma cerimonia de assinatura de atos para a reforma agrária e comunidades quilombolas com representantes de diversos movimentos sociais.
No final do evento Aristides Santos, secretário da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), defendeu a invasão de terras e especificamente as fazendas dos Deputados que são a favor do impeachment e falou de maneira agressiva. E esse individuo invasor de terras se intitula de trabalhador.
E irônico é após o discurso agressivo a Presidente falar a seguinte frase: nós não defendemos a violência, eles defendem, eles exercem a violência, nós não.
Agora eu pergunto: Quem são eles?
Esse partido chegou ao poder e se mantem usando o discurso “nós contra eles”, e dividindo o povo brasileiro.

Segue abaixo o vídeo com a parte final do evento:



Joabson João

Que tipo de democracia o MST defende?

Uma pesquisa simples no google para procurar o significado de democracia encontro os seguintes significados:
  1. Governo em que o povo exerce a soberania.
  2. Sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas.

Com a atual situação no Brasil, onde só se fala em golpe, que não vai ter golpe, temos que defender a democracia, pois querem tirar do cargo uma pessoa que foi eleita democraticamente e todo o belo discurso (não vou entrar no mérito do impeachment, que não é sobre isso que me refiro).
 Um dos que mais fala na democracia é o João Pedro Stédile que é presidente do MST. No próprio site do MST vi uma matéria: Pela democracia, mais de 150 mil trabalhadores ocupam as ruas da Bahia. Como sempre falando em democracia.
Mas o mesmo Stédile que fala em defender democracia em outro momento demonstrou que não a respeitaria. Ele prometeu guerra caso Aécio fosse eleito e prometeu protestos diários caso Marina fosse eleita,
Agora pergunto: Se Aécio ou Marina tivesse sido eleitos não teria sido democraticamente? Que tipo de democracia esse povo defende?
Só se fala em respeitar democracia quando querem justificar suas vontades. Caso contrário à mesma não é respeitada.


Joabson João