Radio Evangélica

quinta-feira, 10 de março de 2016

CPI do Carf convoca presidente do conselho e convida responsáveis pela Zelotes

Foram aprovados outros oito requerimentos para ouvir pessoas ligadas à investigação de denúncias de fraudes no órgão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de fraude na atuação do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf) aprovou hoje, por acordo entre os deputados, nove requerimentos.
Serão convidados para depor o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pela Operação Zelotes, que investiga a manipulação de julgamentos do Carf; e o procurador da República na operação, Frederico Paiva. Já o atual presidente do conselho, Carlos Alberto Freitas Barreto, foi convocado pelos deputados. Apenas a convocação obriga a vinda à CPI.
Os requerimentos são de autoria dos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Carlos Sampaio (PSDB-SP). A votação por acordo foi proposta pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que sugeriu que o trabalho da CPI iniciasse com a oitiva das pessoas relacionadas diretamente com as investigações.
O Carf é uma instância administrativa, ligada ao Ministério da Fazenda, para resolução de conflitos entre contribuintes e o governo sobre cobrança de impostos (é o chamado contencioso administrativo). A composição do Carf é paritária, com representantes do governo e dos contribuintes, designados pelo ministro da Fazenda.
No ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar denúncias de que conselheiros teriam recebido dinheiro para favorecer empresas em decisões contra o governo. A investigação recebeu o nome de Operação Zelotes.

Dados
A CPI também aprovou requerimentos solicitando o compartilhamento das informações apuradas pela CPI do Carf que funcionou no Senado no ano passado; pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Os requerimentos são de autoria dos deputados Carlos Sampaio e José Carlos Aleluia (DEM-BA).

A CPI do Senado foi concluída em dezembro com o pedido de indiciamento de 28 pessoas físicas e jurídicas.

Roteiro
O presidente da comissão, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), marcou reunião para a próxima terça (15), quando o relator, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), deverá apresentar o roteiro de trabalho, com as prioridades de investigação. A princípio, o roteiro deveria ter sido apresentado na reunião de hoje, mas Bacelar pediu um prazo para analisar o processo sobre o Carf que corre na justiça federal, que soma seis mil páginas, e os documentos da CPI do Senado.

O relator disse que o objetivo e "evitar o retrabalho", para não "repetir provas e procedimentos". A sugestão do deputado foi apoiada por outros parlamentares. “Não estamos partindo do zero. Isso é fundamental para que a gente não reinvente a roda. Precisamos partir desse ponto para contribuir para o avanço”, disse Marcus Pestana (PSDB-MG).

Agência Câmara Notícias


Vendas do comércio varejista têm queda de 1,5% em janeiro

De Janeiro de 2015 a Janeiro de 2016, queda nas vendas do
comércio varejista atinge 10,3%
As vendas do comércio varejista do país fecharam  janeiro deste ano com retração de 1,5% sobre dezembro, na série livre de influências sazonais. Quando comparada a janeiro de 2015, série sem ajuste sazonal, a queda chega a 10,3% no décimo resultado negativo consecutivo.
No acumulado dos últimos doze meses, a queda é de 5,2% - a perda mais intensa de toda a série histórica, iniciada em 2001, mantendo uma trajetória de redução iniciada em julho de 2014, quando chegou a 4,3%.
Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a receita nominal do setor fechou janeiro estável na série livre de influências sazonais (0,1% de variação) e crescimento de 1% em relação a janeiro do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, a receita nominal acusou diminuição de 2,8%.

Média móvel
Com a redução de 1,5% verificada em janeiro, frente a dezembro de 2015, a variação da média móvel trimestral (comparada à média móvel dos três meses encerrados em dezembro) ampliou o ritmo de redução ao passar de -0,5% para 1,2%. Já a média móvel da receita nominal fechou também estável (-0,1%) em janeiro.
Na série sem ajuste sazonal, o total das vendas assinalou uma redução de 10,3% em relação a janeiro de 2015, décima variação negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Assim, o resultado para o volume de vendas teve perda de ritmo em relação ao segundo semestre de 2015 (-6,3%).
A taxa anualizada de -5,2%, indicador acumulado nos últimos 12 meses, assinalou a perda mais intensa da série histórica, iniciada em 2001, e manteve a trajetória descendente observada a partir de julho de 2014 (4,3%). A receita nominal apresentou taxas de variação de 1,0% em relação a janeiro de 2015 e de 2,8% nos últimos doze meses.
Quanto aos dados relativos ao comércio varejista ampliado -  incluindo o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção - as variações sobre o mês imediatamente anterior também foram negativas, com taxas em janeiro de -1,6% para volume de vendas e de -0,7% para a receita nominal.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 13,3% para o volume de vendas e de 4,7% na receita nominal. No acumulado dos últimos doze meses, as perdas foram de -9,3% para o volume de vendas e de -2,3% para a receita nominal.

Atividades
A queda de 1,5% nas vendas do comércio varejista em janeiro de 2016, em relação a dezembro de 2015, reflete variações negativas em seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE.
Setorialmente, os principais destaques negativos vieram do recuo de 4,3% no setor de móveis e eletrodomésticos, segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação, período que acumulou perda de 12,3%; depois, aparecem hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%), atividades de maior peso na estrutura do varejo e com recuo pelo terceiro mês.
A atividade de combustíveis e lubrificantes fechou com redução de vendas (3,1%); o item outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 1,8%; tecidos, vestuário e calçados (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelarias (-0,1%).
Já artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos,  perfumaria e cosméticos tiveram variação de 0,1%, mantendo-se praticamente estáveis em relação a dezembro de 2015.
Considerando o varejo ampliado, a redução de 1,6% aumentou em janeiro o ritmo de queda frente a dezembro (-1%). O resultado de janeiro sofreu influência, principalmente, das vendas em material de construção (-6,6%), após crescimento de 3,2% no mês anterior; seguido por veículos e motos, partes e peças (-0,4%).

Comparação com 2015
A queda de 10,3% nas vendas do comércio varejista na comparação com janeiro de 2015 (série sem ajuste sazonal), além de ter sido a décima taxa negativa seguida, registrou o recuo mais acentuado desde os 11,4% de março de 2003.
Segundo o IBGE, todas as oito atividades do varejo acusaram variações negativas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (retração de 24,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (queda de 5,8%); combustíveis e lubrificantes (-14,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-12,5%); tecidos, vestuário e calçados (-13,8%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-24,0%).
A pesquisa indica que o setor formado por móveis e eletrodomésticos foi o exerceu o maior impacto negativo no desempenho global das vendas. “Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, abaixo da média geral, foram influenciados, principalmente, pela elevação da taxa de juros , além da redução da renda real das famílias”, informou o IBGE.
Em janeiro de 2016, a segunda maior contribuição negativa na formação da taxa das vendas do varejo veio da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de -5,8% sobre janeiro de 2015.
Já o item combustíveis e lubrificantes foi responsável pelo terceiro maior impacto negativo na formação da taxa global ao fechar janeiro de 2016 com queda de 14,1% diante de janeiro de 2015. O desempenho do setor foi influenciado pela alta de preços dos combustíveis.

Varejo Ampliado
O desempenho negativo do setor de veículos, motos, partes e peças (queda de 18,9% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016) foi o principal fator para que o comércio varejista ampliado fechasse janeiro com queda de 13,3%,  a mais acentuada da série histórica.
A atividade respondeu por 38% da redução da taxa global do varejo ampliado. A redução das vendas no segmento está associada ao menor ritmo da atividade econômica e menor ritmo na oferta de crédito.
Embora com menor peso, a redução das vendas no segmento de material de construção também influenciou o resultado, com a variação no volume de vendas de -18,5% na comparação com o janeiro de 2015, consolidando a maior queda da sua série histórica.

Segundo o IBGE, embora permaneçam alguns incentivos ao setor, como a manutenção dos níveis do crédito habitacional, o desempenho da atividade, abaixo da média, “reflete o atual quadro macroeconômico, especialmente no que tange a crédito e massa de rendimento real das pessoas ocupadas”.

Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Edição: Kleber Sampaio

quarta-feira, 9 de março de 2016

Promotores denunciam Lula por ocultação de patrimônio em tríplex

Eduardo Knapp 28.jan.2016/Folhapress
O Ministério Público de São Paulo finalizou nesta quarta (9) e apresentou à Justiça a denúncia contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá. O petista foi denunciado sob acusação de ocultamento de patrimônio, uma modalidade de lavagem de dinheiro, e falsidade ideológica.
Também foram denunciados a mulher de Lula, Marisa Letícia, e o filho mais velho dele, Fábio Luís, ambos por lavagem de dinheiro.
A Promotoria ainda acusou formalmente o ex-presidente da empreiteira OAS José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, e outros funcionários da construtora.
Ao todo foram denunciadas 16 pessoas. Se a acusação for aceita pela Justiça, Lula passa a ser réu em ação criminal.
O tríplex foi reformado para a família de Lula, com gastos de cerca de R$ 1 milhão, pela empreiteira OAS.
Em 2004, a mulher de Lula, Marisa Letícia, havia comprado um apartamento simples, da Bancoop, e declarado à Receita.
O tríplex, no entanto, nunca apareceu no patrimônio da família. O Instituto Lula diz que o empresário Léo Pinheiro fez as reformas para Lula, mas a família preferiu não ficar com o imóvel.
A peça com a acusação contra Lula foi preparada pelos promotores Cássio Conserino, Fernando Henrique Moraes de Araújo e José Carlos Blat.
O Ministério Público manteve a peça em sigilo e convocou uma entrevista para esta quinta (10) para explicar a denúncia.

OUTRO LADO
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que desconhece o conteúdo da denúncia. "Essa ação só confirma a parcialidade com que o assunto está sendo conduzido. Essa denúncia foi anunciada no dia 22 janeiro para a revista 'Veja', antes de ele [promotor Cássio Conserino] concluir as investigações. O Conselho Nacional do Ministério Público já disse que ele não é o promotor natural do caso e isso será levado à Justiça."
Zanin afirma ainda que "este ato confirma o conflito de atribuições entre Ministério Público Estadual de São Paulo e o Ministério Público Federal de Curitiba [que estariam investigando os mesmos fatos]".
Os advogados de Lula estão questionando no STF (Supremo Tribunal Federal) a investigação conduzida em duas frentes.
Em nota, Zanin afirmou que "hoje Conserino apenas formalizou o resultado, deixando claro que a apuração não foi isenta, decorrendo tão somente da parcialidade e da intenção deliberada de macular a imagem de Lula, imputando crime a pessoa que o promotor sabe ser inocente"
"Conserino transformou duas visitas a um apartamento no Guarujá em ocultação de patrimônio. A família do ex-Presidente Lula nunca escondeu que detinha uma cota-parte de um empreendimento da Bancoop, tendo solicitado o resgate desta cota no final de 2015", segundo o advogado.
De acordo com o defensor, "o promotor responde a sindicância disciplinar no Ministério Público de São Paulo, que é acompanhada pelo CNMP, justamente por ter antecipado o resultado antes de ter chegado ao fim das investigações". 

Folha de São Paulo


Filha de Eduardo Cunha torrou milhares de reais da Petrobras em roupas de grife, diz denúncia

Danielle Cunha gastou R$ 160 mil só em roupas nas grifes Prada, Fendi e Chanel

Santa Eulalia, loja de grif Passeig de Gràcia, endereço
exclusivo de Barcelona, onde filha de Cunha fez MBA e
foi as compras (Google Eart/Reprodução)
A filha mais velha do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, pode ser o mais novo alvo da Lava Jato. Danielle é apontada pelo Ministério Público Federal como beneficiária de parte de um desvio de US$ 5 milhões da Petrobras. Em função disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) no final da semana passada que Danielle e sua madrasta, Cláudia Cruz, sejam investigadas pelo juiz Sérgio Moro.
O ministro Teori Zavascki ainda não se manifestou sobre o pedido e portanto até agora as duas são apenas citadas na denúncia do MPF.
Em denúncia enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana, Janot detalhou os gastos nada franciscanos do presidente da Câmara, da sua mulher, Cláudia Cruz, e da filha mais velha de Cunha, Danielle. Com base em documentos, o MPF mostra que Danielle usou um cartão de crédito vinculado à conta Köpek, na Suíça, que recebia recursos de propina.
O total nas despesas do cartão da conta Köpek, o Corner Card, feitas por Cláudia e Danielle totalizam US$ 156.275,49, equivalente a mais de meio milhão de reais, ou R$ 626.664,71, segundo o Ministério Público Federal em cotação de dólar a R$ 4. 
Apenas as compras em lojas de grife feitas por Danielle no cartão da Köpek somam US$ 40 mil, ou R$ 160 mil na cotação usada na denúncia, de dólar a R$ 4. Danielle só não conseguiu superar os gastos da madrasta, Cláudia, que somam US$ 44 mil em roupas de grife.
O detalhamento dos gastos de Danielle Cunha, uma publicitária de 28 anos, mostra o gosto por marcas consagradas e exclusivas. A primeira compra descrita é de 27 de dezembro de 2012, quando Danielle gastou US$ 1.000, cerca de R$ 4.000, na grife de sapatos Louboutin: os famosos sapatos de solado vermelho.
Uma semana depois, a jovem volta às compras e torra mais de US$ 5.000 (cerca de R$ 20 mil) nas grifes Prada, Burberry e Ermenegildo Zegna. No mês seguinte, Danielle passa novamente o cartão de crédito em duas visitas à grife Alexander McQueen. A soma das duas compras é de US$ 2.500, cerca de R$ 10 mil.
Entre fevereiro e março de 2013, época em que finalizava um MBA em uma escola de negócios em Barcelona (cujos pagamentos das mensalidades também são investigados por aparentemente terem saído da mesma conta Köpek), Danielle renovou mais uma vez o closet com dinheiro que, segundo o Ministério Público Federal, seria propina de negócios da Petrobras intermediados pelo seu pai.
Entre 19 de fevereiro de 2013 e 16 de março de 2013, foram quatro compras em lojas de Barcelona: Santa Eulalia, Yves Saint Laurent e Burberry totalizando US$ 8.343, ou R$ 33 mil, preço de um carro popular no Brasil. 
Já em julho de 2013, Danielle esteve em Nova Iorque, onde comprou quase três mil dólares (US$ 2.939,63) ou R$ 11.758,52 na Chanel. De volta aos Estados Unidos, em janeiro de 2014, a compra na mesma grife somou mais de R$ 20 mil (US$ 5.234).
Três meses depois, em abril, em Orlando, Danielle fez suas compras na grife Neiman Marcus, num total de R$ 30 mil (US$ 2.759,43 e US$ 5.000). Na Fendi de Nova Iorque, os gastos da publicitária somaram R$ 17 mil (US$ 4.267,19) e na Hermès, em Cannes, Danielle comprou R$ 10 mil em roupas (US$ 2.659,30).


Por Mariana Londres para o R7

terça-feira, 8 de março de 2016

Colômbia: Santos e as FARC contra a democracia

Santos cumprimenta "Timochenko", líder das FARC, com o "beneplácito"
Raul Castro.
As FARC exigem a demolição de toda a oposição liberal, conservadora e centrista contra os planos pactuados em segredo com Santos em Havana.
As FARC exigem essa destruição
.

1. As manobras desesperadas de Juan Manuel Santos em curso contra o ex-presidente Álvaro Uribe (a captura injustificada de seu irmão Santiago, a tentativa de deter arbitrariamente os dois filhos do ex-presidente e senador, e as intimidações contra o ex-ministro Oscar Iván Zuluaga, presidente do partido Centro Democrático - CD), não é um capricho de Santos, nem o resultado de trâmites legais dentro do Ministério Público. É o resultado de compromissos secretos que Santos pactuou com as FARC no marco do processo de paz. Há uma relação direta entre esse mal-chamado “processo de paz” e ofensiva bestial de Santos contra o senador Uribe, sua família e o maior movimento político de oposição do país, o CD.


2. Os pactos entre Santos e as FARC incluem outras cláusulas secretas que começaram a ser aplicadas pelas partes que negociam em Havana. A desmilitarização de Conejo (Guajira) para que agitadores armados das FARC pudessem ir intimidar a população, prova que essas cláusulas existem e que Santos as está cumprindo. Santos permite que, depois do ocorrido em Conejo, as FARC vão agora ao Cauca para fazer de novo propaganda armada mas sem a presença da imprensa. O governo proibiu à imprensa regional, nacional e internacional informar sequer sobre o tipo de “pedagogia” que as FARC executarão no Cauca. Quer dizer, os testemunhos posteriores da população não poderão ser dados a conhecer nem ao país nem ao mundo. Tal ato de censura é inaceitável. Nunca se havia visto algo parecido na Colômbia. Além disso, Santos anuncia que impedirá que a imprensa faça “nenhum tipo de divulgação, nem de edição de produtos audio-visuais com fins de difusão” dessa nova incursão das FARC. A desproteção da população civil continua e aumenta.

3. As FARC exigem a demolição de toda a oposição liberal, conservadora e centrista contra os planos pactuados em segredo com Santos em Havana. As FARC exigem essa destruição como condição para assinar em 23 de março o falso acordo do “fim do conflito”.

4. O ponto principal do processo de paz não é só conceder a impunidade total aos cabeças do movimento narco-terrorista, nem entregar a esse cartel diabólico os destinos do país. A essência do processo de paz é,. também, mas de maneira central, a destruição do CD, a morte política e/ou física do ex-presidente Uribe e a destruição de toda a oposição e de toda a liderança democrática contra os planos totalitários das FARC.

5. É um dever de todo patriota colombiano, civil e militar, rico e pobre, jovem e velho, politizado ou não, religioso ou não, se opor com todos os meios ao seu alcance, intelectuais e materiais, dentro e fora da Colômbia, a esses planos criminosos, à agenda política de Santos e às ambições de poder das FARC. O destino da Colômbia repousa, agora mais do que nunca, nas mãos de seus melhores filhos.

6. O ex-presidente Uribe não está só. Milhões de colombianos saúdam sua obra de governo e respaldam suas teses sobre a paz e a democracia colombiana, e sobre o caráter nefasto do chamado processo de paz. Qualquer atentado contra o ex-presidente ou qualquer tentativa de agressão física ou de detenção arbitrária contra ele, ou contra outros líderes do Centro Democrático, desatará manifestações de massiva cólera popular em todo o país. Santos está brincando com fogo. Com seus intimidatórios jogos judiciais, Santos está criando de maneira irresponsável um clima de guerra civil. Uma explosão social sabe-se como começa mas não como termina. É a lição do 9 de abril de 1948. Santos não deveria esquecer que dezenas de milhares de colombianos dizem: “Toquem um dedo em Uribe e o país se incendeia”.

7. Os planos entreguistas de Santos dependem em grande parte da sorte que corra à ditadura venezuelana (colapsada e a ponto de cair) e da estabilidade do esquema de poder dos Castro em Cuba. A hora da queda das tiranias chavistas na América Latina chegou e o que ocorre na Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia e Nicarágua indica isso e mostra que os mais fanáticos aliados das FARC nunca puderam sair da lixeira da história. No fim do governo Obama nos Estados Unidos, tão indolente e irresponsável frente à ofensiva anti-liberal do chavismo no continente, e a provável eleição de um candidato republicano, reduzirá ainda mais as margens de manobra dos planos FARC-Santos.

8. Não é necessário cair em posições fatalistas por isso. Uma coisa é que Santos, utilizando abusivamente dos recursos do Estado colombiano, sufocando a divisão dos poderes públicos, corrompendo a tudo o que pode com o dinheiro nacional, tente destruir o CD e Uribe, a oposição liberal-conservadora e os meios de comunicação livres, e outra é que Santos consiga fazer isso plenamente. Santos mantém uma pressão ilegal e brutal contra os democratas mas ele, por sua vez, está sob a pressão política e moral desses e, sobretudo, dos milhões de colombianos que estão aborrecidos de seu governo, de sua grande traição e de suas mentiras.

9. A ofensiva contra Uribe não começou com o processo de paz, começou muito antes, desde que os colombianos o elegeram presidente da República pela primeira vez. As FARC e seus agentes dentro dos partidos, aceleraram e melhoraram sua velha tática de penetrar e subverter as instituições e os meios de comunicação para alcançar, combinando isso com a luta armada, seus objetivos estratégicos. O processo de paz agudizou essa penetração e essa perseguição contra o país, porém não alcançou suas metas. Pelo contrário, a Colômbia resiste. O repúdio dos colombianos e a ofensiva de Santos-FARC contra Uribe e contra o CD, e contra a Colômbia em geral, é cada vez mais forte e ampla e se estende agora para além das fronteiras. Nos Estados Unidos e na Europa muitos abriram os olhos sobre o caráter abjeto e ditatorial do governo Santos. Membros do Congresso norte-americano e vetores importantes da imprensa européia, sobretudo da Espanha, já não tragam inteiro as fábulas de Santos.

10. O presidente Uribe caracterizou em 4 de março passado o governo de Santos em uma frase: “Juan Manuel Santos o chefe do contexto”. Uma ditadura existe quando um só homem controla tudo. A democracia é o melhor governo, pois limita o executivo e garante as liberdades graças a um equilíbrio de poderes. Isso desapareceu na Colômbia. Uribe disse isto: “Santos coordena e impõe a impunidade ao narco-terrorismo para o qual nada poupa quando se trata de submeter as instituições e de coagir os dissidentes”. E faz em seguida esta descrição indiscutível: “Em clara violação da Constituição, impôs a terna do Controlador, exige ao Conselho de Estado anular a eleição do Procurador, submete o Congresso com dinheiro, reclama ser o dono da grana, exige uma lei habilitante e uma maneira viciada para reformar a Constituição a fim de legalizar a capitulação ante as FARC, condiciona contribuições aos prefeitos e governadores a que sejam chefes de debates do plebiscito, premia jornalistas com contratos e com sua astúcia faz despedir àqueles que caem em desgraça. Manipula as cortes para que aceitem tudo sobre sua desculpa do ‘fato excepcional da paz’”.

11. Ninguém é obrigado moralmente a cumprir ordens de uma ditadura. A não-cooperação e a desobediência civil contra as ordens de Santos e de sua claque, está na ordem do dia, sobretudo desde o grave incidente de Conejo (e da continuação da linha de desproteção da população civil, como no Cauca) e das atuais tentativas de captura de reféns para humilhar e golpear a família do senador Uribe e o CD. Na Colômbia já não há um governo legítimo. Há uma claque que joga com as palavras, faz o que não proclama, emprega executores gangsteres sem controle legal algum e leva o país ao caos.

12. A falsa promessa de paz de Santos e das FARC degenerou em uma enfermidade: o pacifismo a qualquer custo: a paz acima da justiça a paz acima da democracia. A paz acima das vítimas do terror comunista e dos direitos humanos. Inoculada durante os quatro anos passados pelo governo e suas agências de retórica, essa enfermidade criou um clima de paralisia e de confusão em amplos setores da opinião pública.

13. Sair para se manifestar nas ruas da Colômbia em 2 de abril próximo contra os planos de Santos é demonstrar que a ideologia entreguista não conseguiu se instalar na cabeça de cada colombiano. É demonstrar que o projeto de sociedade totalitária não será realizado sem desatar uma massiva resistência prolongada na Colômbia. Sair às ruas cada vez que seja necessário, ante cada atropelo do governo, votar NÃO no eventual plebiscito, vigiar, analisar e denunciar cada movimento entreguista do poder são poderosos obstáculos para a realização dos planos Santos-FARC.


Por Eduardo Mackenzie para o Mídia sem Mascara
Tradução: Graça Salgueiro

Lula recorre ao plenário do STF

Os advogados de Lula recorreram da decisão de Rosa Weber de negar a liminar que pedia a suspensão das investigações no MP de São Paulo e no MPF de Curitiba por suposto "conflito de competência".
No recurso, protocolado há pouco, a defesa da jararaca usa o despacho de Rosa em benefício próprio, ao alegar que a ministra reconheceu a competência do STF para julgar o caso e admitiu a existência de duas investigações sobre o mesmo tema.
O objetivo de Lula agora é levar o caso ao plenário do Supremo.




O Antagonista

segunda-feira, 7 de março de 2016

Bastidores: Divulgação do que Delcídio disse agita gabinetes em Brasília

Suposto  acordo de delação do Senador Delcídio Amaral
(PT-MS), líder do governo no Senado, foi divulgado
nesta última quinta (3)
A divulgação pela imprensa de parte do depoimento do senador Delcídio Amaral (PT-MS) deu início a um intenso debate nos bastidores da política sobre os supostos interesses no vazamento. Segundo a revista IstoÉ, Delcídio iniciou com a Procuradoria-Geral da República negociações para fechar uma delação premiada na Operação Lava Jato. Ele citou vários nomes, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. Em nota, Delcídio não confirmou o conteúdo da reportagem, mas tampouco negou as informações.
Logo após a publicação do texto, na quinta-feira de manhã, Dilma se reuniu com ministros e assessores. Ao se pronunciar, no início da noite, afirmou: “Repudiamos, em nome do Estado Democrático de Direito, o uso abusivo de vazamentos como arma política”. Naquela altura, o que se especulava em Brasília era quem havia vazado parte do depoimento e a serviço de que interesses.
Conforme apurou o Estado com um senador governista, as citações a Lula e a Dilma dão a entender que o vazamento tinha intenção de prejudicar o governo e o PT. Mas ele aponta para uma possível “operação de redução de danos”. Ciente do estrago das revelações de Delcídio, o governo teria preferido abrir parte do conteúdo para se vitimizar e atacar os “vazamentos com fins políticos”.
Essa hipótese também embutiria a tentativa de “melar”, segundo termo usado pelo senador ouvido pelo Estado, a validade jurídica do depoimento de Delcídio. Em outras palavras, para o Planalto era preferível o estrago político, devidamente consumado assim que a reportagem foi publicada, ao estrago jurídico: a homologação da delação pelo ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ponto mais intrigante é a celeridade e o domínio de informações sobre o caso do advogado-geral da União José Eduardo Cardozo, ex-titular da Justiça. Ele é citado por Delcídio em suposta tentativa de barrar o avanço da Lava Jato. Na tarde de quinta-feira, Cardozo expôs uma explicação pronta e acabada para as “motivações” de Delcídio: sair da prisão e se vingar de Dilma numa só tacada.
Para observadores dos mundos político e jurídico, Cardozo foi rápido demais na construção de uma linha de defesa que deixou a desejar em termos de consistência, por exemplo, na explicação das acusações de Delcídio de que Dilma acompanhou de perto a compra da refinaria de Pasadena (EUA) e de que participou de armações para libertar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) empreiteiros presos. Adotou uma linha eminentemente política e partiu para a desqualificação de Delcídio, que até ser preso era líder de Dilma no Senado e privava da convivência direta com a presidente. O ministro é apontado, segundo apurou o Estado, pelo próprio Delcídio como responsável pelo vazamento – Cardozo nega.
Fora da esfera da luta política, o que Cardozo e o Planalto ganhariam com a divulgação? Os acordos de delação pressupõem, entre outros, a confidencialidade e o ineditismo das informações. Assim, os advogados dos citados por Delcídio teriam um argumento forte para uma luta judicial. No entanto, no fim da noite de quinta-feira, a jornalista Renata Lo Prete, da GloboNews, revelou que Zavascki está decidido a aceitar o conteúdo do depoimento de Delcídio, apesar do vazamento.
Do ponto de vista da oposição, conforme um deputado tucano, há suspeitas de que a divulgação possa ter partido da PGR ou de pessoas com acesso ao Supremo para evitar que o caso fosse abafado pelas autoridades em benefício do governo. Nessa hipótese, a divulgação pressionaria a Lava Jato a levar adiante a apuração do que relatou Delcídio. O problema é que ninguém, além das autoridades competentes, sabe tudo o que revelou o senador que tinha muito bom trânsito no Planalto, na Petrobrás e na própria oposição.


Por Alberto Bombig – O Estado de São Paulo

Dilma faz reunião para tratar de protestos marcados para domingo

Com condução coercitiva de Lula na última sexta-feira, previsão é de que mobilizações tenham maior adesão

Pela manhã, presidente entregou unidades habitacionais
do Minha Casa Minha Vida em Caxias do Sul
Foto: Joana Ramos/Agência RBS
Em caráter emergencial, a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de coordenação política nesta segunda-feira. Conforme o jornal O Estado de S. Paulo, o objetivo do encontro é tratar, entre outros temas, da agenda do Congresso para esta semana e também fazer uma avaliação sobre as manifestações previstas para domingo. A análise geral é de que a mobilização pró-impeachment ganhou adesão significativa após a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prestou depoimento na Operação Lava-Jato na sexta-feira passada.
Protestos contrários à presidente estão marcados para o próximo domingo em todo o país, e militantes petistas também prometem manifestações de apoio à Dilma no mesmo dia. No sábado, em Porto Alegre, o Movimento Brasil Livre (MBL) realizou um ato em frente ao apartamento de Dilma na Capital. No domingo, apoiadores do PT também fizeram uma mobilização na frente da residência da presidente. 
A reunião de coordenação política deve contar com participação apenas dos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria Geral) e o assessor especial da presidente, Giles Azevedo. Inicialmente, os líderes do governo — que costumam participar das reuniões de coordenação — teriam sido chamados, mas depois sua participação teria sido cancelada.
Após participar da entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida em Caxias do Sul durante a manhã, Dilma desembarcou em Brasília por volta das 14h. Na agenda presidencial, o único compromisso da tarde era uma reunião com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, às 15h30min.
Pela manhã, em Caxias do Sul, Dilma voltou a defender Lula:
— Não é possível que estejamos assistindo a pessoas que jamais se recusaram a depor serem conduzidas sob vara. O presidente Lula, justiça seja feita, nunca se julgou melhor do que ninguém, sempre que foi convidado a depor, foi. Não tem sentido conduzi-lo sob vara se ele jamais se recusou a ir.


Zero Hora

Lula Preso

Segundo André Basílio, um dos administradores da página o Brasil Fora do Brasil, O ex-presidente Lula está preso em São Paulo. Ele não pode sair de São Paulo conforme uma determinação judicial, eis o motivo o qual a Presidente Dilma teve que visita-lo em seu apartamento.
O depoimento do ex-presidente Lula estava marcado para o dia 14/03, mas como na madrugada do dia 04/03 chegou um jatinho no Aeroporto Campo de Marte, que seria usado para sua fuga.

Joabson João


Veja o vídeo abaixo do André Basílio onde ele fala mais detalhes:




domingo, 6 de março de 2016

Manifestantes pró-impeachment fazem carreata em SP

Participam 60 carros decorados com bandeiras do Brasil e bonecos infláveis de Lula

Manifestantes pró-impeachment fazem carreata em SP
Foto: Marcelo Camargo/AE
Manifestantes pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff iniciaram neste domingo, 6, 
uma carreata pelas ruas de São Paulo. O objetivo, segundo os organizadores, é chamar a atenção para o ato marcado para o próximo domingo (15) em centenas de cidades brasileiras pelo impedimento da presidente.
A carreata teve início por volta das 15h40, saindo da praça Charles Muller, zona oeste da capital paulista, e segue em direção ao Parque do Ibirapuera, na região sul. Participam cerca de 60 carros decorados com bandeiras do Brasil e bonecos infláveis representando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como presidiário, a presidente Dilma Rousseff com nariz de Pinóquio e o juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação em primeira instância da Operação Lava Jato, com roupa de super-homem. Os motoristas percorrem o trajeto buzinando e com os pisca-alertas dos carros ligados.
"Nossa intenção é aproveitar a aglomeração de gente no parque para encerrar a carreata com uma panfletagem chamando para o ato de domingo. Mas se continuar chovendo, faremos menos rua e mais carros mesmo", disse o empresário Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre, organizador da manifestação.


Diário do Poder