Radio Evangélica

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

FHC contraria PSDB e defende existência do PT

Depois de o PSDB protocolar na Procuradoria-Geral Eleitoral uma representação em que pede a extinção do PT, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu em defesa do partido da presidente Dilma Rousseff.
"O PT representa parcelas da opinião brasileira e, como tal, melhor que continue ativo, que se livre das mazelas que o acometem e que o PSDB se prepare para vencer dele nas urnas", afirmou à Folha, em entrevista por e-mail, neste domingo (24).
Embora diga que não haveria razão para ser consultado sobre a ação, já que não faz parte da "hierarquia formal de mando do PSDB", o ex-presidente afirmou que, se consultado, "diria ser mais apropriado deixar que os procuradores cuidem desse tema".
"O PSDB já fez o que lhe cabe: uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral sobre o uso de recursos ilícitos na campanha de 2014. Da resposta afirmativa a essa investigação pode até mesmo caber nulidade de registro partidário. Se a lei assim dispuser, nada a fazer, senão cumpri-la."
O ex-presidente voltou a dizer que o avanço do processo de impeachment da presidente Dilma ficou difícil, citando problemas de congressistas na Justiça. "Em um Congresso cujos chefes principais estão sob suspeita judiciária e que, eventualmente tenham usado o impeachment como manobra de defesa de seus interesses e não por sua legitimidade intrínseca, ficou difícil separar alhos de bugalhos", afirmou o tucano.
Ele defende, porém, que há base legal para impeachment, citando as, segundo disse, "reiterada pedaladas fiscais" e o uso de recursos públicos para fins eleitorais.
"Engana-se a presidente ao imaginar que por estar convencida de que não se beneficiou de malfeitos está imune a ações de impeachment. Este abrange a responsabilidade político-administrativa, mesmo quando não se trata de 'crime' praticado pessoalmente."
Segundo o tucano, o dirigente que sofre um impeachment não necessariamente se transforma em réu. "Sua penalidade é deixar o cargo, por haver desrespeitado normas constitucionais, como no caso das pedaladas fiscais. Ao mesmo tempo, há a recessão econômica e a incapacidade de superar a conjuntura fiscal negativa."

COMPARAÇÕES

Para ele, a comparação que Dilma fez da discussão sobre o impeachment com a crise política vivida por Getúlio Vargas (1882-1954) foi infeliz.
"O forte da Presidente Dilma não é seu conhecimento da história. O pedido de impeachment de Getúlio se deu em um contexto de alta radicalização política, exacerbada pela Guerra Fria, que envolveu na briga as Forças Armadas e mesmo setores internacionais. Fazia-se crer que haveria a repetição no Brasil da República sindicalista do peronismo."
No caso de Dilma, ele afirma, seria mais apropriada a comparação com a experiência vivida pelo ex-presidente Fernando Collor, "quando as consequências da retenção dos depósitos bancários criaram uma exasperação na sociedade e a pouca habilidade do presidente em lidar com o Parlamento, associado a imputações de corrupção palaciana, levou o país a sustentar o impeachment".

LAVA JATO


O tucano também afirmou que a presidente Dilma, ao dizer em entrevista à Folha "há pontos fora da curva" na Lava Jato, tenta "diluir a gravidade dos fatos revelados" pela operação.
Para FHC, as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à forma como a apuração da Lava Jato está sendo conduzida cria um clima para que surjam ações para anular as provas da operação.
"Os acordos de colaboração constituem instrumentos legais aprovados pelo Congresso. Tentar desmoralizá-los cria um clima que favorece ações futuras de nulidade das provas por inconsistências processuais", afirmou.
O ex-presidente disse ainda que a carta em que advogados repudiam "abusos" na operação perde "peso pelo fato de muitos dos subscritores serem advogados dos acusados", podendo, segundo diz, "haver interesses menos nobres em sua sustentação".


Fonte: Folha de São Paulo / PB agora

UMA VIDA COM PROPÓSITOS

Rick Warren disse que se você quer saber por que está aqui neste planeta, você tem que começar com Deus. Você nasceu por seu propósito e para seu propósito. João Calvino começa as suas Institutas mostrando que o conhecimento do homem, sua origem e propósito só pode ser compreendido quando começamos com o conhecimento de Deus. Você não descobre o significado da vida, como muitos livros de auto-ajuda ensinam, olhando para dentro, mas olhando para o alto. O propósito da vida não está na especulação dos milhares de filósofos, mas na revelação divina. Você não é um acidente. Seu nascimento não foi um engano. Seus pais podem não ter planejado você, mas Deus planejou. Deus não ficou surpreso por seu nascimento, antes o esperou. Antes de ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus. Ele planejou cada detalhe do seu corpo (Salmo 139). Deus determinou os talentos naturais que você possuiria e também sua personalidade. Deus determinou o tempo da sua vida sobre a terra. Deus determinou onde você nasceria: sua nacionalidade, filiação, temperamento, cultura. Sua nacionalidade não é arbitrária. Deus determinou como você iria nascer. Enquanto há pais ilegítimos, não há filhos ilegítimos. Muitos filhos não foram planejados por seus pais, mas foram planejados por Deus. Deus pensou em você antes de criar o mundo. Você foi criado para ser um mordomo de Deus.

Hernandes Dias Lopes

domingo, 24 de janeiro de 2016

Bolsonaro troca PP por PSC e deve disputar a Presidência em 2018

Militar da reserva, de 60 anos, entrará em um partido que é independente, ao contrário do PP que é da base

Bolsonaro troca PP por PSC e deve disputar presidência em 2018
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados / CP
Deputado federal mais votado no Rio de Janeiro e terceiro colocado no País, com 464,5 mil votos, Jair Bolsonaro (PP) é um dos parlamentares que mais, de forma estridente, faz oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e ao PT.
Com o mesmo entusiasmo, marcado por ironias e comparações exageradas, ataca o casamento gay, o Estatuto do Desarmamento, a Comissão Nacional da Verdade, o Movimento dos Sem Terra (MST) e publicações sobre educação sexual e diversidade destinadas a crianças e adolescentes. Militar da reserva, de 60 anos, está a caminho do PSC, com a perspectiva de disputar a Presidência em 2018. O PP, partido atual, é da base de Dilma, mas tem vários parlamentares de oposição. O PSC já foi governista e tornou-se independente.
"Não vou disputar a prefeitura (em 2016) porque tenho medo de ganhar. Não sei como estão as finanças do Rio, imagina se eu, eleito prefeito, tiver que negociar com a Dilma presidente. Não dá", disse o deputado.
Na metralhadora verbal de Bolsonaro, sobram tiros também para o PSDB, maior partido de oposição. "O Estatuto do Desarmamento começou com Fernando Henrique Cardoso e eles também ajudaram na Comissão da Verdade. Nesses assuntos, o PSDB é genérico do PT. Eles são a favor, eu sou contra", declarou.
O deputado diz que votou para presidente nos tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, a quem critica pela aproximação com o MST. "É terrível. Ao reconhecer o valor do MST, Alckmin condenou o agronegócio. Se dependesse de mim, cada proprietário de terra teria um fuzil, porque a propriedade é um direito sagrado."
O estilo beligerante fica mais ameno quando o tema é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Operação Lava Jato por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás e no Conselho de Ética da Câmara, por ter omitido ser beneficiário de contas bancárias na Suíça. Cunha se diz inocente de todas as acusações. O STF apreciará pedido do procurador geral da República, Rodrigo Janot, para que ele seja afastado do cargo.
"Cunha está em situação embaraçosa. Estou sendo elegante, o que não é do meu estilo", reconhece Bolsonaro, eleitor do peemedebista para presidente da Câmara. "Se tem corrupto é porque tem corruptor. Não pode só crucificar o Cunha. Se for para sair, primeiro as damas. Sai a Dilma Rousseff e depois o Cunha", disse. Procurado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o Palácio do Planalto não quis comentar as declarações de Bolsonaro.



Fonte: Correio do Povo

Colômbia: o autoritarismo vaidoso de Santos e a cessão da Isagén

O equilíbrio estratégico do que a Colômbia necessita para seu desenvolvimento industrial e comercial foi rompido, pois ele fica agora nas mãos de um distante grupo canadense que não pensa na Colômbia nem em sua bio-diversidade.
O presidente Santos fez, de novo, o que queria. Cedeu a uma multi-nacional canadense, por um punhado de dólares, um elemento capital da independência energética da Colômbia. A venda da Isagén não foi só uma “privatização”, como pretende a claque governante. Essa venda, que inclui as caras instalações de cinco plantas hidrelétricas e uma térmica, mais de 11.000 hectares de bosques, lagoas e rica bio-diversidade (com 92 espécies ameaçadas ou em vias de extinção), é uma operação administrativa irresponsável que terá repercussões políticas. É, em última instância, o maior crime que um mandatário tenha podido cometer contra a autonomia industrial, social e climática de seu próprio país. 
Santos fez isso como faz com o resto dos temas de seu governo: sem ouvir ninguém, sem respeitar as opiniões das autoridades de controle, sem atender ao clamor popular e sem levar em conta as previsões mais elementares sobre o que exige o futuro elétrico do país. Fez, como está fazendo com o chamado “processo de paz”: de maneira autoritária e passando por cima de todos. 
Santos faz um e outro porque decidiu favorecer uma agenda pessoal, rechaçando de maneira displicente o que a Procuradoria Geral da Nação e a Controladoria Geral advertiram, fazendo caso omisso do que diziam os experts, os partidos e muitos congressistas e, sobretudo, o que explicava a oposição parlamentar, de esquerda e de centro-direita. Santos varreu de uma vassourada só o pronunciamento da Assembléia de Santander, as estimativas de veteranos dirigentes empresariais, as pesquisas de opinião e as ações massivas dos usuários (apagões e plantões de protestos). 
Há na linha de Santos sobre Isagén um frescor de ardente autoritarismo. O laço que unia teórica e sentimentalmente o mandatário com a nação, a crença de que este era o presidente de todos os colombianos, que ouvia argumentos, foi jogado à terra pelo interessado. El Mundo, de Medellín, disse com razão que a venda de Isagén “afetou a confiança do público na democracia das instituições republicanas”. 
Bom negócio fez a firma Brookfield Asset Management que, por apenas dois milhões de dólares, se apoderou de 57,6% das ações de Isagén, uma empresa em excelentes condições que vale o dobro e que, junto à EPM, produz 45% da eletricidade da Colômbia (só Isagén gera 16% da eletricidade que o país consome). Ao vendê-la assim, Santos deu de presente a este investidor mais de 500 milhões de dólares, como demonstrou Eduardo Sarmento Palacio em sua nota de 3 de janeiro passado. O equilíbrio estratégico do que a Colômbia necessita para seu desenvolvimento industrial e comercial foi rompido, pois ele fica agora nas mãos de um distante grupo canadense que não pensa na Colômbia nem em sua bio-diversidade, nem nas perturbações climáticas trazidas pelo fenômeno El Niño, senão nos interesse de seus acionários. 
Após esse passo, o que segue é o aprofundamento do caos santista: mais insolência e poderes especiais ao chefe de Estado, mais bonapartismo caprichoso e míope, mais amargura da população, mais aumentos de impostos, agravamento dos índices de corrupção no setor da construção e, sobretudo, maior manipulação das consciências mediante a agitação da utopia da paz com as FARC armadas e entronizadas na vida política. 
Santos impôs sua linha inepta de ceder a Isagén (a perda patrimonial com essa operação é evidente pois a rentabilidade dela é muito superior à das futuras rodovias), com o pretexto de melhorar a rede viária nacional. Porém, Fabio Echeverri, ex-presidente de Ecopetrol, assinalou com cifras na mão que esse plano de construção de vias se podia fazer sem alienar Isagén. Na realidade, Santos optou por essa venda apressada ante sua falta de liquidez para financiar os acordos de co-governo com as FARC. Desafortunadamente, a oposição de centro-direita, apesar de sua militância parlamentar abnegada, constante e lúcida, porém algo desorganizada, foi incapaz de unir e mobilizar o país em torno de uma palavra-de-ordem (Não à venda da Isagén) e fechar a passagem a essa bofetada. 
Esse triunfo de Santos sobre a oposição é um mal presságio para a nova contenda política que vem entre Santos e o país: a do plebiscito de aceitação ou rechaço dos escandalosos “acordos de paz” entre o governo e o bando narco-terrorista FARC. A oposição uribista será capaz de ir além de seu eleitorado para mobilizar as maiorias patrióticas em uma frente com uma só palavra-de-ordem: votar NÃO no plebiscito contra a paz de Santos, quer dizer, contra uma falsa paz sem justiça e sem sistema democrático?

ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE para o site mídia sem máscara  | 24 JANEIRO 2016

Tradução: Graça Salgueiro 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Deputado ironiza inteligência de Hervázio: “tem um QI acima do normal”

Após as declarações do líder do governo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Hervázio Bezerra (PSB), de que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) só faz “acusação e pancada o tempo inteiro” no governador Ricardo Coutinho (PSB), e ainda complementou dizendo que o adversário contribui muito pouco para o Estado, o deputado José Aldemir (PEN) saiu em defesa do líder tucano na Paraíba.
Aldemir afirmou que, na bancada de situação, apenas Hervázio teria capacidade cognitiva para exercer a função de líder. Claro, num tom irônico.
“Meu caro amigo Hervázio Bezerra é inteligente e tem um QI acima do normal. Só ele e ninguém mais tem coragem e capacidade pra defender o indefensável Ricardo Coutinho. Deve ganhar um prêmio por ratificar as mentiras do governador. Mas Hervásio defende intransigentemente. Isso é líder!”, declarou.
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), defendeu o governador Ricardo Coutinho (PSB), lamentando as acusações da oposição ao ato governamental nº5, que onde se foi criada uma Câmara de Conciliação para repensar licitações e contratos do Estado.
“O governador é cauteloso, cuidadoso com sua vida, com sua história, ele tomou algumas medidas antipáticas para manter o equilíbrio econômico do estado, pagou 13º salário, o mês de dezembro, vem pagando em dia aos fornecedores e não existe obra paralisada”, afirmou.
O parlamentar criticou o deputado Dinaldo Wanderley Filho (PSDB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), em que acusavam o atual Governo de “quebrar” o Estado.
“Dinaldinho e Cássio, que é o maior algoz do governo federal e do governo do estado, têm consciência da crise e quer tirar proveito de uma situação nacional e ele (Cássio) tem colaborado muito pouco com o governo central, só vem com acusação e pancada o tempo inteiro”, assegurou.


Fonte: Paraíba Já

Eleições 2016: Rumo ao tucanocídio

A disputa interna no PSDB pela candidatura à prefeitura de São Paulo chega ao pior nível em quase uma década e pode beneficiar Haddad na eleição

Em briga pela indicação do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, os tucanos estão próximos de conseguir algo até há pouco tido como impossível: levar o prefeito Fernando Haddad (PT) ao segundo turno. A administração do petista é rejeitada por um em cada dois paulistanos (49% a consideram ruim ou péssima, segundo a pesquisa mais recente do Datafolha). Haddad tem a terceira pior avaliação da história entre os prefeitos de São Paulo, atrás apenas de Jânio Quadros (1986-1989) e Celso Pitta (1997-2000), que chegou a ser afastado do cargo em meio a um escândalo de corrupção que envolvia vereadores e fiscais da prefeitura. No último levantamento sobre a eleição deste ano, o prefeito apareceu com apenas 12%. Mas a situação pode mudar. Desde 2008, o PSDB não chegava tão dividido à eleição para a prefeitura de São Paulo. Naquele ano, Geraldo Alckmin, que tinha recebido 37,5 milhões de votos contra Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 2006, não passou nem sequer para o segundo turno. O beneficiado de então foi Gilberto Kassab, aliado informal de parte dos tucanos e que acabou eleito prefeito.
Agora, o racha no partido - que analistas e até dirigentes partidários já têm chamado de "tucanocídio", numa referência ao aparente impulso autodestrutivo que acomete a sigla a cada eleição - pode beneficiar Fernando Haddad.
No campo tucano, nenhum pré-candidato - João Doria Jr., Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli - alcança mais que 5% nas sondagens até agora. Para piorar, nas últimas semanas, as disputas internas entre os três envolveram acusações pesadas nos bastidores. "Desse jeito, vai ser impossível juntar os cacos no 'day after' das prévias", afirma um dirigente partidário que não é diretamente ligado a nenhuma das três pré-candidaturas.
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O principal alvo dos ataques é Doria, amigo de Alckmin há mais de trinta anos, mas sem nenhum apoio na "máquina partidária" - ou seja, não tem ligação com os diretórios regionais nem com seus militantes. O empresário entrou na disputa no fim de agosto do ano passado e, em dezembro, ganhou uma declaração de apoio do governador - que agora diz ter sido apenas um elogio, não uma chancela à candidatura. Desde então, Matarazzo, por exemplo, nunca mais falou com Alckmin, nem sequer por telefone. Políticos ligados a Matarazzo e a Tripoli já avisaram ao Palácio dos Bandeirantes que, se Doria for o vencedor das prévias, com segundo turno marcado para 20 de março, não farão absolutamente nada para ajudar na campanha tucana - isso se não decidirem atrapalhar.
O líder disparado nas pesquisas até agora é o deputado federal Celso Russomanno (PRB), com 34% das intenções de voto. Russomanno, apontam as sondagens, tem agradado sobretudo a eleitores que moram na periferia da cidade, estudaram menos e ganham pouco. É por motivos como esse que a briga entre os tucanos tende a beneficiar principalmente Haddad. Embora tenha perdido o pouco apoio que restava ao PT nas áreas mais afastadas, levantamentos indicam que o prefeito se sai melhor entre os eleitores mais instruídos (20% de intenção de voto, contra a média geral de 12%) e de maior renda (23%) - justamente os segmentos da população que tendem a votar no PSDB. É também em função dessa divisão dos votos que a ex-pre­feita Marta Suplicy (ex-PT, hoje no PMDB) deve brigar muito mais com Celso Russomanno do que com Haddad e o tucano que sobreviver às prévias. A ex-prefeita ainda detém forte apoio na periferia, ao mesmo tempo em que enfrenta alta rejeição no centro expandido.
Nas seis eleições desde que foi instituído o segundo turno, em 1992, São Paulo jamais escolheu seu prefeito na primeira rodada de votação. Se o "tucanocídio" abrir caminho para que Haddad chegue lá contra Russomanno, o debate será para decidir quem é o candidato menos odiado, já que os dois têm rejeição nas alturas. Na última vez em que uma situação parecida ocorreu, em 2000, na disputa entre Marta e Paulo Maluf (PP), deu PT.


Fonte: veja.com.br 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CNC: número de famílias endividadas cai em 2015, mas inadimplência aumenta

O ano de 2015 teve uma redução de 1,3% no número médio de famílias com dívidas, divulgou hoje (22) a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, no entanto, o número de famílias com dívidas e contas em atraso (inadimplentes) aumentou 8,4% em relação a 2014, chegando a 20,9%.
Pela primeira vez, desde 2010, ocorre aumento no número de famílias com contas atrasadas. No ano passado, 19,4% das famílias estavam nessa situação.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e apontam aumento da inadimplência. O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% e chegou a 7,7% do total. Em números absolutos, havia mais de 1,1 milhão de famílias nessa situação em 2015, contra 899 mil em 2014.
A redução do número de famílias com dívidas, para a CNC, está ligada a fatores desfavoráveis ao consumo, como aumento da inflação e desaquecimento do mercado de trabalho.
A pesquisa também aponta que a renda das famílias brasileiras está mais comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual médio da renda usada para este fim subiu de 30,4% para 30,6% – a maior taxa da série iniciada em 2010.
Crédito
Segundo a pesquisa, o encarecimento do crédito causado pelo aumento das taxas de juros contribuiu para um maior comprometimento da renda, que teve queda em valores reais no ano passado.
Um percentual de 12,4% das famílias se consideravam muito endividado em 2015, contra 11,6% em 2014. A parcela que acredita estar pouco endividada caiu de 26,6% para 26,2%.
As famílias com renda de até dez salários mínimos estão mais endividadas (62,4%) e também apresentam percentuais maiores quando perguntadas se têm contas em atraso (23,4%) e se estão sem condições de pagá-las (9%).
Para as famílias que ganham mais de dez salários mínimos, o endividamento está em 54,8%, 20,1% têm dívidas atrasadas e 2,8% declaram que não vão ter condições de quitá-las.


Fonte: Agência Brasil

Defesa pede que réu na Zelotes dispense depoimento de Lula

Lula foi chamado como testemunha em investigação sobre venda de MPs.
Para advogados, Lula já disse tudo sobre o assunto em outro depoimento.


A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva apresentou nesta sexta-feira (22), em audiência da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, pedido para que a defesa de um dos réus da Operação Zelotes desista de exigir depoimento do petista na ação penal que investiga venda de medidas provisórias. O depoimento está marcado para ocorrer na próxima segunda (25), em Brasília.
Lula foi arrolado como testemunha do réu Alexandre Paes dos Santos, lobista que teria atuado de forma ilegal na aprovação da MP 471 de 2009, que prorrogou por cinco anos benefícios tributários ao setor automotivo.Os advogados de Lula argumentaram que o ex-presidente já falou tudo o que sabe sobre o caso em depoimento anterior, do dia 6 janeiro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na ocasião, ele foi ouvido pela força-tarefa da Operação Zelotes na condição de
colaborador. Segundo a assessoria do Instituto Lula, ele depôs como informante, não como investigado nem testemunha.

O advogado Marcelo Leal, que representa o réu Alexandre Paes dos Santos, disse que analisaria o depoimento dado por Lula para decidir se o dispensa ou não. “Se a acusação contra o meu cliente é de compra e venda de uma MP editada no governo Lula. E se a lei diz que a edição de medida provisória é prerrogativa do presidente da República, é natural que a defesa queira ouvi-lo”, afirmou.
Ele destacou que insistirá em ouvir Lula se o depoimento dado por ele à Polícia Federal for inconsistente. “Se o depoimento não me servidor, vou insistir na oitiva. Vou brigar por cada centímetro de direito do meu cliente”, afirmou.
A Operação Zelotes investiga a suspeita de negociação da MP 471, de 2009, e da MP 512, de 2010, as duas editadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A outra medida provisória investigada é da gestão Dilma Rousseff, a MP 627, de 2013. Já foram denunciados 15 réus suspeitos de participar da negociação, a maioria lobistas e empresários que defenderiam interesses de clientes negociando alterações nas medidas provisórias em troca de propina.
A presidente Dilma Rousseff também foi notificada para depor no processo da Zelotes, mas poderá responder por escrito e dizer que nada tem a esclarecer sobre o fato.
Ela foi arrolada como testemunha pelo empresário  e advogado Eduardo Valadão, que também é acusado de integrar o esquema de venda de MPs. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, que conduz a ação penal, autorizou o depoimento da presidente sob o argumento de que é direito do réu escolher suas testemunhas.

Operação Zelotes
Deflagrada em março pela Polícia Federal, a Operação Zelotes investiga venda de medidas provisórias e supostas irregularidades em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf). Em 4 de dezembro, 15 pessoas suspeitas de participar do esquema se tornaram réus depois que a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Segundo as investigações, empresas teriam atuado junto a conselheiros do órgão para que multas aplicadas a elas fossem reduzidas ou anuladas. Na denúncia, o MP pediu que o grupo, composto por advogados, lobistas e servidores, devolva aos cofres públicos R$ 2,4 milhões, por conta de benefícios fiscais concedidos a empresas do setor automobilístico, mas aprovadas mediante pagamento de propina.
Inicialmente voltada à apuração de supostas irregularidades no Carf, a Zelotes descobriu que uma das empresas que atuava no órgão recebeu R$ 57 milhões de uma montadora de veículos entre 2009 e 2015 para aprovar emenda à Medida Provisória 471 de 2009, que rendeu a essa montadora benefícios fiscais de R$ 879,5 milhões. Junto ao Carf, a montadora deixou de pagar R$ 266 milhões.
Além de integrantes dessas empresas, a denúncia também acusa membros de outra companhia. Entre os 16 denunciados, há também uma servidora do Executivo e um servidor do Senado. De todos os acusados, sete permanecem em prisão preventiva, decretada no fim de outubro.

Fonte: G1

Imagem: Internet

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Procurador-geral rebate declarações de Cássio e diz que gestão tucana "foi um desastre"

As declarações dadas pelo senador Cássio Cunha Lima criticando a gestão do governador Ricardo Coutinho continuam repercutindo de maneira negativa no estado. Cássio alegou que Ricardo Coutinho (PSB) teria “quebrado o estado” e logo teve suas declarações rebatidas pelo procurado-geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro.
Durante entrevista concedida a TV Arapuan, o procurador fez questão de destacar que diante do cenário de crise econômica nacional, a administração do governador Ricardo Coutinho tem mantido as contas estáveis. Gilberto Carneiro analisou os dois modelos de gestão e disse que os paraibanos escolheram pelo trabalho. “Na própria campanha a população identificou quem engana e quem realmente trabalha. Cássio não tem moral para falar sobre gestão pública”, disse.
Sobre a gestão tucana, o procurador foi direto em sua opinião: “As duas gestões dele foram um desastre, ele precisou fazer empréstimo para fazer pagamento de servidor, isso numa época em que não havia crise. Em 2006 teve crescimento de 3% do PIB, nós estamos em momento de recessão com crescimento negativo de 3,5% e mesmo assim o Estado continua mantendo todas as obrigações em dia e fazendo os investimentos que todos veem.”
Gilberto lembro que toda a população pode ter acesso a receita do estado, através do Portal da Transparência. “Os dados estão no Sagres, qualquer cidadão tem acesso, como também pelo Portal da Transparência. Podem consultar pelo Sagres os boletins que são encaminhados bimestralmente para efeito de publicação. Por lá se vê a receita do estado e pode se tirar as conclusões”, explicou.


Fonte: PB Agora

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cristãos indonésios são atacados novamente

As perseguições vindas de grupos radicais islâmicos estão aumentando a cada dia

Na Indonésia, pelo menos sete pessoas morreram e outras seis ficaram gravemente feridas, durante os ataques ocorridos na última semana, em Jacarta, capital do país. Houve uma série de atentados à bomba e um tiroteio que atingiu cinco dos agressores, que também morreram. A polícia local já confirmou que eles estavam envolvidos com o Estado Islâmico e agora continua em busca dos outros membros do grupo.
O Departamento de Polícia Nacional disponibilizou reforço para a segurança de várias cidades próximas, incluindo aeroportos e prédios do governo. O presidente, Joko Widodo, declarou que condena o ataque e pediu a todos os cidadãos para manter a calma e que não tenham medo de ataques terroristas. O povo, porém, não se sente seguro com as palavras do líder que só decepcionou desde que foi eleito.
Para os cristãos, que fazem parte das minorias religiosas do país, a situação é ainda pior. "As perseguições vindas de grupos radicais islâmicos estão aumentando a cada dia, além disso, há muita burocracia para que uma igreja cristã seja registrada, podendo nem dar certo ou então sofrer ataques violentos. Desde 2014, mais de 50 igrejas foram atacadas, muitas delas até destruídas por esses grupos", comenta um dos analistas de perseguição. Ore pelos cristãos indonésios.


Fonte: Portas Abertas