Radio Evangélica

domingo, 13 de outubro de 2013

O plano das eras: Estamos nos últimos dias?

Em todas as gerações, os cristãos perguntam “Estamos vivendo nos últimos?”. Esse desejo intenso de ver Cristo voltar é algo admirável e os cristãos que aguardam ansiosamente a volta do Senhor clamam como apóstolo João, “Amém! Vem Senhor Jesus!” (Ap 22.20). Como as virgens fiéis, eles mantém suas lâmpadas preparadas enquanto esperam pela chegada do noivo (Mt 25. 1-13). No entanto, muitas vezes os cristãos se fiam de tal modo em suas próprias interpretações das profecias bíblicas e em análises dos acontecimentos atuais que provocam descrédito da fé por suas declarações exageradas acerca dos últimos dias.
Boa parte desse problema se deve ao fato de, na teologia tradicional, a doutrina das ultimas coisas, ou seja, a escatologia (do termo grego eschatos que significa “último” ou “fim”) se concentrar quase exclusivamente na volta de Cristo em glória. Com exceção das discussões acerca da “escatologia pessoal”, aquilo que acontece às pessoas que quando elas morrem, pressupõe-se de um modo geral que a expressão “os últimos dias”  diz respeito aos acontecimentos próximos à segunda vinda de Cristo. Em decorrência disso, a doutrina dos últimos dias tem se dedicado a elaborar esquemas complexos sobre o que a Bíblia diz acerca de acontecimentos e elementos como: a grande tribulação, o arrebatamento, o anticristo, a besta e o milênio.
A volta de Cristo é uma doutrina essencial, mas uma doutrina dos últimos dias que se concentra apenas nisso é excessivamente limitada. No último século, ficou evidente para muitos teólogos reformados que, em vez de limitar o conceito de últimos dias se estendem desde a primeira vinda de Cristo até sua volta. Nesse sentido, tudo na era do Novo Testamento é escatológico, uma vez que é relacionado ao fim dos tempos.
Esse uso da expressão “últimos dias” é fundamentado nas descrições antigas que Moisés apresentou do futuro de Israel. Moisés descreveu esse futuro em dois estágios (Lv 26. 14-45; Dt 4.25-31; 30.1-10). Primeiro, afirmou que o povo de Deus passaria por um tempo de pecado e dificuldade e que, por fim, seria julgado severamente com o exilio ocorreu quando os assírios derrotaram Israel, o reino do norte, 722 a.C. (2Rs 17) e quando, posteriormente, os babilônicos derrotaram Judá, o reino do sul, e Jerusalém em 586 a.C. (2Rs 25). Em seguida, Moisés falou de um estágio da História que ocorreria depois do exilio de Israel. Deus prometeu que quando o povo se arrependesse ele os levaria de volta para sua terra e os abençoaria ainda mais do que antes (Dt 30.5). em Dt 4.30, Moisés afirma que essa era de restauração depois do exílio se daria “nos últimos dias”, e é dessa passagem que vem o termo teológico “escatologia”.
Ao anteverem o futuro do povo de Deus, os profetas do Antigo Testamento usam a mesma abordagem de Moisés, considerando duas eras distintas. Muitos anunciam que o julgamento do exílio sobreviria à nação devido ao pecado, mas oferecem esperança de que o exílio será seguido de uma era grandiosa de bênçãos que também chamam de “últimos dias” (p. ex., Is 2.2-5; Os 3.5). Também empregam outras designações para essa era futura: o reino de Deus (Is 52.7); novos céus e nova terra (Is 65.17); o tempo da nova aliança (Jr 31.31) e aliança de paz (Ez 34.25) – entre outras.
No período entre Antigo e o Novo Testamento os judeus continuam a descrever a História dentro desse padrão de duas eras. A expressão “esta era” passou a ser usada para o período de pecado e morte que culminou com o exílio, enquanto a expressão “a era por vir” passou a designar os últimos dias, quando o Messias encerraria o exílio e estabeleceria o reino de Deus sobre a terra.
Jesus e os escritores do Novo Testamento também adotaram essa estrutura histórica de duas eras, mas com modificações consideráveis. Os judeus aos quais Jesus e seus apóstolos ministraram acreditavam que os últimos dias viriam de modo repentino e total no momento maravilhoso em que o Messias entrasse na História. No entanto, Jesus e seus seguidores proclamaram que os últimos dias viriam de outra maneira. O Novo Testamento ensina que, em vez de a História simplesmente passar de um estágio para outro, a primeira vinda de Jesus deu início à era vindoura que se sobrepõe ao tempo presente no período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Assim, os últimos dias se manifestação em sua forma plena na consumação de todas as coisas quando Cristo voltar. Por esse motivo, Jesus ensinou que o reino de Deus é como um grão de mostarda que começa pequeno e cresce até se transformar na árvore mais frondosa do Jardim (Mt 13.31). E, também por isso a nova criação se iniciou em Jesus e no nosso coração (2Co 5.17), mas ainda aguardamos a plenitude da nova criação na volta de Cristo (Ap 21.1-3). Em resumo, com a primeira vinda de Cristo, muitas das dimensões dos últimos dias se realizaram, mas esses dias só alcançarão plenitude quando Cristo voltar.
Assim, não é de surpreender que o Novo Testamento use a terminologia dos últimos dias para designar mais do que a segunda vida de Cristo. Essa expressão diz respeito aos acontecimentos em torno de sua primeira vinda (At 2.17; Hb 1.2; 1Pe 1.20), à era da igreja como um todo (2Tm 3.1) e à era depois da volta de Cristo (1Pe 1.5). A era do Novo Testamento em sua totalidade é chamada de “últimos dias” porque Jesus derramou grandes julgamentos e bênçãos quando veio à terra pela primeira vez e subiu ao seu trono celestial. A história da igreja como um todo é chamada corretamente de últimos dias porque vivemos num tempo em que o reino de Deus em Cristo está se expandindo até os confins da terra.
A consciência de que o Novo Testamento se refere a todo período desde a primeira vinda de Cristo até a sua volta como fim dos tempos nos ajuda a mudar o foco das nossas prioridades. Em vez de lermos sobre os últimos dias no Antigo Testamento e no Novo Testamento simplesmente para criar esquemas complexos de sinais da volta de Cristo, precisamos aprender a ver toda era do Novo Testamento como cumprimento dos últimos dias. Essa abordagem nos ajudará a perceber mais claramente a maravilha do que Cristo realizou em sua primeira vinda. Também abrirá nossos olhos para a responsabilidade de viver para Cristo enquanto desfrutamos grandes bênçãos em Deus ao sofrermos por amor a Cristo. Por fim, nos ajudará a evitar o perigo de nos preocuparmos excessivamente com especulações acerca do tempo que Cristo voltará.
Assim, quando perguntamos se estamos vivendo nos últimos dias, a resposta da Bíblia é inequivocamente afirmativa. Juntamente com os cristãos de todas as gerações, estamos no estágio final da História. O reino de Deus dos últimos dias já está presente em nosso meio há mais de dois mil anos. Devemos nos regozijar com essa verdade, sabendo que, um dia, Cristo voltará para conduzir todas as coisas ao seu fim glorioso.

Artigo copiado da Bíblia de estudo de Genebra.
Se encontra em Hebreus 7

sábado, 12 de outubro de 2013

A desvalorização do Professor

Professor deveria ser a profissão mais bem valorizada, coisa que não é. Pois o médico, o policial e todos os profissionais precisaram de professores para obter sucesso na vida. Concordo também que cada um tem que se esforçar, mas o professor é seu intermediário no aprendizado.
Se bem que hoje essa profissão não é valorizada em nosso país, o governo não oferece uma boa estrutura para nossos mestres, isso vale para todas as instituições (municipal estadual e federal). Os mesmos fazem o que podem para passar conteúdo para os alunos, com muitas dificuldades materiais precários e instituições de ensino que em muitas das vezes não atendem a necessidade para uma boa aprendizagem. Além da falta de estrutura ainda tem baixos salários e atualmente os alunos sempre tem razão. Se for pego filando e o professor tomar alguma atitude é motivo para que o profissional venha ser reprendido. Se o aluno tira uma nota baixa falam que ele tirou nota boa e o professor diminuiu a nota do mesmo. Além da violência contra os professores que tem aumentado nos últimos tempos, pois há alunos que não querem submeter-se a eles em sala de aula.
E ainda por cima vou citar o exemplo do Rio de Janeiro, por irem atrás de seus direitos por melhores salários ainda apanham da policia. O pior é que muitos desses policiais que estão obedecendo a ordens do governador do Rio de Janeiro e estão lutando contra os professores foram alunos da maioria deles.
Jogador de futebol ganha milhões e é reconhecido no mundo inteiro. E os jogadores são heróis, ídolos e admirados. Nada contra a profissão de jogador de futebol, mas uma inversão de valores enorme.
Vejamos a inversão de valores
Sou conhecido no mundo por ser jogador de futebol e ganho milhões para correr atrás de uma bola.
Sou professor, tenho péssimo salário, tenho uma péssima estrutura para ensinar, ainda apanho de aluno em sala de aula e quando vou protestar apanho da policia, onde muitos são meus ex-alunos e essa é a única vez que saio na mídia, quando apanho.
Será que um dia isso muda?
Lembrando ainda que: “NO JAPÃO, O UNICO PROFFISSIONAL QUE NAO SE CURVA AO REI, É O PROFESOR. POIS SEM PROFESSOR NAO HA REI, E NO BRASIL? O QUE DIZER DA EDUCAÇÃO? É POSSIVEL FORMAR BONS PROFISSIONAIS COM A ATUAL EDUCAÇÃO”?


Joabson João

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não ligo, sou menor de idade.

Essa foi à frase ouvida dentro de um ônibus por uma garota que estava acompanhada por mais dois colegas. Os mesmos gritavam durante o percurso do ônibus, estavam voltando da escola. E hoje isso independente do tipo de escola (estadual, municipal ou até mesmo particular) virou rotina ver alunos que acabam por apresentar um comportamento indevido e que não condiz com sua condição de uma pessoa que está sendo preparada para viver em sociedade.
Quando eu entrei no SENAI em 2001, faz tempo, mas não se esquece de uma frase que estava no material que nos foi entregue e falava sobre a questão de zelar pelo nome da entidade.  Coisa do tipo manter uma postura, quando usar o uniforme da entidade. E isso não só em relação ao SENAI, e sim em relação a escolas, empresas, etc.
Pois em geral a população generaliza e falam a frase: “os alunos de escola tal são bagunceiros”, e assim vai.
E outra coisa me chamou atenção na frase foi a mocinha falar que é menor de idade. Quer dizer que de menor pode fazer o que bem entende e não sofrer nenhuma repreensão?
É tanto que em um grupo de assaltantes sempre tem um menor no meio que assume o crime, que assume a arma entre outros crimes e com isso livra os maiores que fazem parte do grupo.
Isso é Brasil.


Joabson João

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Após aliança com Marina, Campos diz na TV que caminho atual do país se esgotou

Em tom crítico ao governo atual, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, disse no programa do partido em cadeia nacional de TV nesta quinta-feira que o caminho trilhado pelo país nos últimos anos "já deu o que tinha que dar".
No programa, que foi ao ar menos de uma semana depois de Campos selar uma aliança com a ex-senadora Marina Silva, o dirigente socialista defendeu uma nova maneira de fazer política que abra espaços para novas lideranças.
"Por tudo que a gente fez, e viu acontecer nesse país, tenho a certeza, e acho que você também tem, de que não trilhamos o caminho errado. Mas temos que admitir, que estamos em um caminho que já deu o que tinha que dar", disse Campos, apontado como provável candidato do PSB à Presidência em 2014.
"Chega de governar se contentando em dizer que no passado já foi pior. Essa conversa já não cabe. Para começar, precisamos abandonar as velhas práticas políticas. Nós temos que estimular, dar oportunidade, dar espaço para as novas lideranças."
O PSB, aliado histórico do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o governo da presidente Dilma Rousseff e entregou os cargos que tinha na esfera federal. Além disso, a aliança entre Campos e Marina coloca lado a lado dois ex-ministros de Lula contra Dilma na eleição de 2014.
O programa dos socialistas de cerca de dez minutos dedicou os três minutos finais para falar da aliança entre PSB e a Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentava criar para disputar a Presidência no ano que vem, mas que teve seu pedido de registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foram mostradas declarações de Campos intercaladas com as de Marina durante a cerimônia que selou a aliança e na qual Marina e outros integrantes da Rede se filiaram ao PSB.
Marina ocupa a segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto para a disputa presidencial do ano que vem, atrás de Dilma e à frente do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Campos aparece na quarta posição.
Nesta quinta os dois aliados deram entrevista coletiva em São Paulo após reunião para começar a debater um documento que pretendem lançar como base para o futuro programa de governo do PSB.
Na ocasião, Campos e Marina disseram que a definição do candidato do PSB à Presidência será feita em 2014, e o governador chegou a afirmar que quem apostar que essa decisão gerará problemas entre ele e Marina, vai perder.
O governador também se disse "confortável" em estar atrás nas pesquisas de Marina, que por sua vez reiterou que a candidatura do governador pernambucano está posta.
O programa do PSB na TV também mostrou realizações do governo Campos em Pernambuco na área de segurança pública e lembrou o crescimento do partido nas eleições municipais do ano passado.

Fonte: Uol

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Será que agora vai?


No site www.bayeuxemfoco.com.br tem a manchete falando:  MP entra com ação para regularizar serviço de transporte coletivo em Bayeux.
Mas isso está nítido que só estão vendo os erros agora, tudo por causa do acidente com o ônibus da Empresa Santa Rita onde vidas foram ceifadas. Como diz o ditado: “tem gente que só fecha a porta quando é roubado”.
Há anos que essas empresas prestam um mau serviço a nossa cidade. Com ônibus sucateados, sem horário definido, entre outros problemas. E a população reclama constantemente, foi necessário ocorrer um acidente para que o Ministério Público vir isso.
E o interessante é a mágica que tem nesses ônibus, um dia eu entrei em um ônibus lá em frente ao Bradesco, o ônibus era imaculada, mas ao chegar à eletro peças o ônibus tinha se transformado em Mario Andreazza. Estou citando apenas um fato, pois já vi isso ocorrer várias vezes.
Certo dia ouvi um motorista falar a seguinte frase: “me convidaram para ir para a transnacional, mas não quero ir, pois aqui em Bayeux tenho liberdade, coisa que lá não tem”.
Com isso e outras demais situações podemos ver que nem as empresas nem muitos menos seus funcionários respeitam a população. Eis a razão de que os alternativos terem tomado conta da cidade, pois já que o transporte legal não respeita o povão preferem o transporte alternativo apesar dos riscos.
Espero que realmente isso seja resolvido e a população de Bayeux tenha um transporte digno.


Joabson João

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E por que te reparas no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeira a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. (Mateus 7:3-5)

Podemos tirar esse trecho como lição de vida. Pois sempre estamos acostumados a olhar as falhas dos outros, os defeitos dos filhos do nosso irmão, a sujeira na casa do vizinho, entre outras coisas. Mas será que temos moral para olhar os defeitos alheios?
Muitos de nós temos esse hábito desagradável, mas nunca olhamos no espelho, às vezes a falha maior está em nós por olhar as falhas alheias e sairmos comentando e nunca olharmos os nossos.
Olhamos e falamos à forma que um ou outro educar seu filho. Mas será que nossos filhos estão sendo bem educados?
Muitos olham as roupas de A ou de B, e comentam se estão compostas ou não. Mas será que já se olhou no espelho?
Por isso que Jesus mandou tirar primeiro a trave do nosso olho para depois cuidar do argueiro do nosso irmão.
Mas infelizmente é mais fácil olharmos a vida alheia do que a nossa.


Joabson João

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

“Ainda que eu dê aos pobres tudo... e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valer.” (1 Co 13.3)


Preocupo-me quando apregoamos espiritualidade sem amor,
quando a Igreja não chora com os que choram ou quando os relacionamentos se tornam cada vez mais utilitários. Preocupo-me quando o mundo age com mais misericórdia do que o povo de Deus, quando a Igreja passa a definir a experiência de fé a partir de ajuntamentos solenes e não de relacionamentos sinceros. Preocupo-me quando não amamos.
Estes versos confrontam minha vida ao afirmar que podemos ter dons espirituais, tamanha fé ou praticar toda sorte de ações sociais, porém, sem amor nada será aproveitado. Nem sermões ou liturgias cúlticas. Nem ações missionárias ou projetos
sociais. O amor, aqui exposto, não é apenas superior aos dons, mas um marcador de nossa identidade cristã. Somos de Jesus quando buscamos amar.
Para nosso temor e tremor, o Espírito descreve que o amor é perceptível, deixa marcas. É prático, notável e visível, paciente esperando pela hora oportuna. É benigno, fazendo com que a dor do vizinho seja também a nossa. Não arde em ciúmes, portanto evita comparações e se nega a criticar o próximo.

Texto extraído do Facebook da Igreja Presbiteriana do Brasil


domingo, 6 de outubro de 2013

A filiação de Marina Silva ao PSB


Após não obter sucesso com a fundação do partido Rede de Sustentabilidade a ex-senadora Marina Silva resolveu filiar-se ao PSB e apoiar a candidatura de Eduardo Campos a Presidente do Brasil nas próximas eleições. É tanto que a decisão para ser vice na chapa de Campos foi adiada.
Eu mesmo levantei a teoria de uma aliança composta por Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), mesmo sabendo da dificuldade dessa aliança ocorrer. Mas na minha visão a aliança de ambos seria forte para derrubar o governo do PT. Ainda continuo com a teoria de que essa aliança seria forte e com o apoio da ex-senadora Marina Silva seria uma força extra. Pois nas pesquisas a mesma era a única que ameaçaria o atual governo e segundo as pesquisas Marina Silva sempre se apresentou em segundo lugar, ficando apenas atrás da atual presidente (Dilma).

Joabson João


A um ano da eleição, veja os cenários para os presidenciáveis

A um ano da próxima eleição presidencial e no dia em que se encerrou o prazo para a criação ou mudança de partidos pelos candidatos, os contornos políticos para 2014 ganharam um elemento novo, que pode acirrar a disputa.

Com a decisão de filiar-se ao PSB após a Justiça negar o registro de sua Rede Sustentabilidade, a ex-ministra Marina Silva selou uma aliança inesperada com o presidente do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Com o apoio de Marina, Campos ganha um novo impulso para uma provável disputa contra a presidente Dilma Rousseff e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

As movimentações dos prováveis candidatos já tiveram impacto em alianças partidárias nos Estados e na base do governo federal, que perdeu o PSB de Campos.

Veja como os principais presidenciáveis têm se preparado para a disputa e os maiores desafios que enfrentam.

Dilma Rousseff (PT)

Depois de ver sua popularidade despencar durante a recente onda de protestos pelo Brasil, a presidente tem recuperado parte das perdas e se reafirmado como provável favorita na eleição.

De acordo com a última pesquisa do Ibope, Dilma lidera a corrida com 35% das intenções de voto. Sua vantagem em relação à segunda colocada nas pesquisas, Marina Silva, que chegou a 8 pontos em julho, ampliou-se para 22 pontos.

A aliança entre Marina e Campos pode se configurar como um obstáculo importante para os planos de reeleição da presidente.

Segundo analistas, Dilma vai precisar de um cenário sem imprevistos, como uma nova onda de protestos que volte a sacudir o país, a possibilidade de falhas graves na organização da Copa de 2014 ou escândalos no governo, para manter uma dianteira confortável até a eleição.

A presidente tem a seu favor a grande exposição do cargo e deve dedicar boa parte do resto de seu mandato a divulgar ações de seu governo voltados à educação ou à saúde. Um de seus focos principais deverá ser o programa Mais Médicos, que busca sanar falta de profissionais de saúde em periferias e no interior do Brasil.

Sua candidatura poderá se fortalecer ainda mais a partir do início da campanha, já que, por causa da ampla coalizão governista, ela terá mais tempo de propaganda na TV que qualquer rival.

Mas a movimentação de Marina em direção ao PSB pode aumentar as chances de um segundo turno e a possibilidade de que os demais candidatos se unam contra a presidente em um bloco opositor.

Eduardo Campos e Marina Silva (PSB e Rede Sustentabilidade)

O governador pernambucano Eduardo Campos - hoje com 4% das intenções de voto, segundo o Ibope - já era apontado nos últimos anos como uma importante novidade no cenário nacional e ganha um novo impulso com a adesão de Marina Silva a seu partido.

Ao decidir se filiar ao PSB neste sábado, Marina se afastou dos planos de se candidatar à Presidência, mas conseguiu mesmo assim reforçar sua importância como um elemento crucial das eleições, mesmo depois de a Justiça eleitoral recusar a criação da Rede Sustentabilidade.

Apesar de não confirmar a possibilidade de ser vice em uma chapa liderada por Campos, a ex-ministra carrega consigo a força de quem surgiu como segunda colocada na última pesquisa (16%) e ainda sente os efeitos do bom desempenho na eleição de 2010, quando obteve 20 milhões de votos (quase 20% do total).

Resta saber, no entanto, como os eleitores de Marina reagirão à sua decisão de se aliar ao PSB, depois das críticas ao atual modelo partidário durante a campanha pela criação da Rede Sustentabilidade.

Além de cacife político, o apoio do grupo de Marina Silva pode dar a Campos mais tempo de propaganda eleitoral gratuita, embora nesse quesito PT e PSDB ainda levem vantagem. Para ampliar o tempo, há relatos de que o PSB também deve tentar se coligar com PDT, PTB e PPS.

Para pavimentar a candidatura de Campos, o PSB entregou nos últimos dias seus cargos no governo federal. A ruptura desagradou dois caciques pessebistas, os irmãos Ciro e Cid Gomes, que resolveram deixar o partido.

Por outro lado, a decisão abriu o caminho para que o PSB negociasse alianças com partidos da oposição em disputas estaduais. Há discussões para que o partido integre coligações rivais ao PT em 20 Estados, entre os quais São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Campos também negociou um pacto de não agressão com Aécio e, a exemplo do mineiro, tem tentado conquistar o apoio de empresários. Mas o desafio do pernambucano agora é conciliar as novas alianças com o pacto pelas bandeiras de Marina, como um modelo de desenvolvimento menos predatório ao meio ambiente.

Aécio Neves (PSDB)

Terceiro na última pesquisa do Ibope, com 11%, o senador mineiro recebeu nos últimos dias uma notícia alentadora para suas intenções de disputar a Presidência. O também tucano José Serra, que ameaçava deixar a sigla para poder participar da disputa presidencial outra vez, anunciou que ficará no PSDB.

A saída de Serra poderia enfraquecer o apoio a Aécio, ao dividir eleitores tradicionais do PSDB. No entanto, segundo analistas, a permanência de Serra não põe fim à desunião do PSDB nem garante que o tucano paulista abrirá mão da disputa.

Há relatos de que, para ficar no PSDB, Serra teria exigido de Aécio que prévias definam o candidato do partido. Caso a votação no PSDB ocorresse hoje, Aécio - que recentemente se tornou presidente nacional do PSDB - seria o favorito.

Mesmo que se torne o candidato tucano, porém, não está claro se Aécio terá o apoio de Serra e do governador tucano Geraldo Alckmin em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Enquanto a disputa interna tucana se desenrola, Aécio tem viajado pelo Brasil para tornar-se mais conhecido e costurar alianças para 2014. A julgar por suas falas mais recentes, sua campanha terá como base a defesa de um novo modelo econômico e o enxugamento da máquina pública.

Aécio tem criticado o baixo crescimento econômico no governo Dilma, que atribui ao esgotamento de um modelo que privilegiaria políticas "assistencialistas", e defendido uma atitude mais amigável em relação a investidores. Com a postura, também busca o apoio de grandes empresários que estariam insatisfeitos com a presidente por julgá-la inflexível em negociações com o setor.


Fonte: Notícias Uol

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Israel alerta o mundo “as profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias”


Discurso de primeiro-ministro na ONU pode ser prenúncio da Guerra de Gogue e Magogue.
Embora pesquisas de opinião indiquem que menos da metade da população de Israel acredite nas profecias bíblicas, a questão religiosa sempre foi determinante para o Estado judeu. Quando Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, falou na Assembleia Geral das Nações Unidas, dia 1º de Outubro, os meios de comunicação deram ênfase apenas aos primeiros dois terços de seu discurso.
Netanyahu falou por cerca de meia hora. Grande parte do que foi dito reflete o temos de Israel de um ataque do Irã a qualquer momento. Essa foi a tônica de mais da maior parte de suas colocações. O restante foram considerações sobre um antigo tema: a Palestina. O que surpreendeu a muitos foi os minutos finais do discurso.
Em suma, o primeiro-ministro acredita que o Irã não é confiável e seu recente discurso conciliador esconde uma estratégia armamentista. Nesse momento, é a maior ameaça à paz no mundo. Se as outras nações não desejam enfrenta-lo com uma postura rígida, Israel está pronto para se defender sozinho. Sobre o novo presidente iraniano, Hassan Rohani, foi direto: “Ele é um lobo que acha que pode colocar lã em cima dos olhos da comunidade internacional”. Lembrou ainda que Rouhani, quando foi chefe do Supremo Conselho Nacional de Segurança do Irã, entre 1989 e 2003, deu o aval do governo a atentados terroristas que dizimaram centenas.
Ao longo de seu discurso, Netanyahu apelou para os relatos do Velho Testamento sobre Ciro, o rei da Pérsia [atual Irã] que cerca de 2.500 anos atrás encerrou o exílio dos judeus na Babilônia. Ele também possibilitou o retorno dos israelitas à sua Terra e a reconstrução do Templo de Jerusalém. Para ele, a amizade secular entre os dois povos foi rompida em 1979, quando ocorreu a Revolução Islâmica no Irã, liderada pelo aiatolá Khomeini. Desde então, o governo religioso muçulmano iraniano se aliou aos maiores inimigos de Israel, as nações árabes.
Mais recentemente, aproveitou-se do desenvolvimento de seu programa nuclear e passou a fazer constantes ameaças a Israel. Embora os iranianos neguem, é de conhecimento da ONU que existem centrífugas para o enriquecimento de urânio e uma usina de água pesada que ainda este ano deixará o pais em condições de ter bombas nucleares.  Ao mesmo tempo, o Irã agora pede que Israel se desmilitarize e interrompa seus próprios programas armamentistas.
A comparação imediata do primeiro-ministro israelense é com a Coreia do Norte, que manteve um discurso de cooperação até o momento em que realizou testes nucleares e passou a ameaçar a Coreia do Sul e os EUA.
Em outras ocasiões o Irã por acusou Israel de não assinar a Convenção de Armas Químicas nem a Convenção de Armas Biológicas, ou qualquer outro tratado da ONU sobre o armamento nuclear, Isso inclui o Tratado de Não Proliferação, do qual o Irã é signatário.
Porém, Netanyahu alerta que o Irã, ao lado da Rússia, são os grandes apoiadores da guerra na Síria, onde foram usadas armas químicas. A partir daí, falou sobre sua intenção de ter paz com os palestinos desde que haja “reconhecimento mútuo, no qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu de Israel”. Asseverou ainda que Israel é “uma nação próspera com capacidade de se defender”.
Ao encerrar, usou um tom inesperado. “As profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias. No nosso tempo vemos serem realizadas as profecias bíblicas. Como o profeta Amós [9:14-15] disse, eles reconstruirão as cidades assoladas, e nelas habitarão. Plantarão vinhas e beberão o seu vinho. Cultivarão pomares e comerão os seus frutos. Serão plantados na sua terra para nunca mais serem arrancados da sua terra [que lhes dei, diz o Senhor].
Após repetir os versos no original em hebraico, emendou “Senhoras e senhores, o povo de Israel voltou para casa para nunca mais dela ser arrancado”.
Para muitos teólogos, o cenário que se desenha hoje, comparado ao texto de Ezequiel 38-39, aponta para o que a Bíblia descreve como a Guerra de Gogue e Magogue.  Haverá grandes nações do mundo unidas na batalha contra Israel:
1 – a federação de dez reinos, que constitui um grande Império Mundial;
2 – a federação do Norte, (Rússia e seus aliados);
3 – os reis do Leste, povos além do Eufrates (Irã);
4 – o rei do Sul, poder ou coligação de poderes do Norte da África (Egito).
Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de uns contra os outros e contra Israel (Zc 12.2,3; 14.2), é particularmente contra o Deus de Israel que eles lutam. Com informações de Times of Israel.


Para saber mais, assista:


Fonte: Gospel Prime