Radio Evangélica

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governador da Paraíba anuncia pagamento do 13º do Bolsa família



RC anuncia pagamento do 13º salário do Bolsa família  para 2011; benefício é destinado apenas para alfabetizados

Em 2001 (No governo de Fernando Henrique Cardoso) foi implantado na esfera federal o programa Bolsa Escola, onde beneficiava famílias de baixa renda. Onde para as famílias teriam direito se seus filhos estivessem devidamente matriculados em escola publica, com frequência na escolar, etc.
Em 2003 (No governo Luís Inácio Lula da Silva) o programa evoluiu para Bolsa Família. Esse programa deveria ser uma complementação de renda, mas tem inúmeras famílias que tem esse programa como principal fonte de renda. Não querem mais trabalhar, pois alegam que o bolsa família é pouco, mas é seguro. Não são todos, mas a maioria está com esse pensamento.
O governo deveria investir melhor em educação. Investindo em educação veremos o resultado a longo prazo, e o bolsa família é uma forma do governo criar problema para ele mesmo, pois está se tornando uma bola de neve e uma dia vai ficar difícil de controlar.
Sabemos que nosso povo é sofrido, realmente precisa de um auxilio, mas tem que haver uma fiscalização maior para o programa e mais uma coisa: decimo terceiro salario é para quem trabalha registrado, podemos ver na constituição que decimo terceiro é uma gratificação natalina.
Podemos ver também que pessoas que moram em sítios tem famílias que tem direito a um auxilio (cerca de R$2.000,00) quando nasce uma criança na família. Tem gente que não está querendo mais trabalhar, pois já recebem um bolsa família e quando querem um dinheiro a mais de imediato a mulher engravida para nascer mais uma criança. Se esse dinheiro fosse para comprar algo para criança, tudo bem. Mas sempre são direcionados para outros meios.
Colocar criança no mundo virou uma oportunidade de negócios é tanto auxilio do incentivando o nascimento de crianças. Principalmente no meio das pessoas que mais humildes, tanto culturalmente quando financeiramente.
Vemos que no Nordeste é onde está registrado o maior numero de famílias que recebem esse beneficio do governo. Por que não investir em politicas fiscais para atrair empresas para nosso Nordeste para ser gerado emprego e renda? Será que está valendo a pena mesmo manter o bolsa família?

Joabson João 

Foto: pbagora

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Homem faz pentagrama com estilete nas costas do filho





Um morador do Texas de 39 anos disse às autoridades que marcou seu filho de 6 anos de idade com um pentagrama nas costas “porque é um dia santo”, em referência à data de 12-12-12.
A polícia prendeu Brent Troy Bartel, na cidade de Fort Worth, após uma ligação do próprio criminoso. Ele está na cadeia local e o juiz estipulou a fiança em meio milhão de dólares.  A acusação é de agressão grave a um membro da família com uma arma mortal.
Policiais que atenderam o número de emergência para o qual Brent ligou pouco depois da meia-noite ouviram o homem confessar: “Eu derramei um pouco de sangue inocente”.
Quando questionado pelo atendente sobre o que ocorrera, o homem respondeu: “Eu fiz um pentagrama no meu filho.” Ao ser perguntou pelo motivo disso, a resposta foi: “porque hoje é um dia santo”. Logo em seguida ele desligou o telefone.
Momentos depois, a polícia recebeu um telefonema da mãe do menino, que estava na casa de um vizinho. Chorando, ela pediu ajuda: “Ele está tentando machucar meu filho” e “Por favor, se apresse! Oh, Deus!”, são frases ouvidas na gravação divulgada pela polícia.
Ao chegar na casa, a polícia encontrou o menino  tremendo de frio, com um grande pentagrama desenhado em suas costas. Os policiais também encontraram um estilete, que acreditam ser a arma do crime.
O menino foi levado para um hospital de Fort Worth. Seus ferimentos foram profundos, mas  ”não fatais”, disse um porta voz da polícia.
O pentagrama é uma estrela de cinco pontas, geralmente associada ao satanismo. A data de  12-12-12 não era feriado, apenas foi considerada significativa por certas pessoas por causa da repetição incomum dos números.
A mãe de Brent, Lori Ponce, disse ao jornal Fort Worth Star-Telegram que não sabe o que acontecer com seu filho. “Brent não é um demônio… Ele ama esse menino”, disse ela. “Alguma coisa aconteceu. Não me digam que é um louco, pois ele não é.” Ela afirma que Brent não tem histórico de problemas mentais.
O padrasto disse ao jornal que o acusado ultimamente estava “imerso no Antigo Testamento” e pode ter interpretado errado alguma menção ao ato de colocar sangue no batente da porta, como o que a polícia encontrou no apartamento.  ”Se você conhece o Velho Testamento, sabe das marcas da comemoração feitas com um cordeiro sacrificado, mas certamente não com uma criança”, disse John Ponce.Traduzido de Charisma News.

Fonte: Gospel Prime

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mente Atrasada




Cresce o setor têxtil no Ceará contribuindo substancialmente para a economia do Estado e para o desenvolvimento da população. A indústria têxtil gera inclusão social pela qualificação profissional de costureiras, aportando divisas para o Estado. A demanda por mão-de-obra especializada na indústria têxtil levou o Sinditextil a oferecer um curso de especialização para 500 mulheres que recebem Bolsa Família. A celebração de convênios de natureza profissional respeitou certas atribuições: caberia ao Governo garantir recursos; ao Senai a formação profissional das costureiras, com um curso de 120 horas/aula; ao Sinditêxtil o compromisso de cadastrar as mulheres formadas às inúmeras indústrias do setor, gerando emprego às costureiras. O curso foi concluído. Os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, prontas para efetivar as contratações.
O número de contratações foi zero. As costureiras incluídas na Bolsa Família negaram-se a trabalhar com carteira assinada. Na cabeça das 500 costureiras profissionalizadas prevaleceu a ideia de que o “benefício” da Bolsa Família não deve ser perdido, amenos que elas recebessem por fora, na base da informalidade, portanto, da ilegalidade em relação às empresas. Estas se obrigaram a respeitar as leis trabalhistas, negando-se a adotar um expediente escuso. Nenhuma costureira foi contratada. De quem é a culpa ou a responsabilidade? O fato revela uma mentalidade atrasada, atrelada à dependência e ausência de iniciativa. Luiz Gonzaga dizia que “esmola a um homem sadio vicia o cidadão ou o mata de vergonha”.
“Dar pão e circo” é velho jargão utilizado por políticos para alienar o povo, de barriga cheia e de mente vazia. No relato da multiplicação dos pães consta que Jesus passou um carão no povo de barriga cheia que correu atrás dele para fazê-lo “rei”. Nada de bom cai na mão da gente se não for garimpado com amor e sacrifício. Sem trabalho o pão não vem para casa. Pai que não ensina filho a trabalhar deforma-o, cria um vadio, dependente, inseguro, ou um marginal. No Brasil cresce a demanda de mão-de-obra qualificada, entanto, insuficiente para atender às dimensões básicas da sociedade. Estão aí as áreas da construção civil, da agricultura familiar, do agronegócio. Há espaço para todos, desde as profissões tradicionais às que requerem aprimoramento científico e tecnológico.
Os brasileiros dormiram em berço esplêndido. Atrasou-se por 4 décadas, em relação aos países que, com a visão de futuro, priorizaram a formação dos seus filhos e neles investiram os recursos do erário. A educação para o trabalho é valor prioritário para um povo. Não se promove o pobre, não se supera a pobreza, a miséria e a fome combatendo os que produzem riquezas com honestidade, com o suor do próprio rosto. Ante o nosso atraso não temos outro caminho a seguir senão alavancando recursos para viabilizar políticas de desenvolvimento. Nossa reconciliação assemelha-se à fábula da cigarra e da formiga. Precisamos aprender a trabalhar, pois “forró e cachaça” já temos demais!


Dom Aldo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Jovens dos países árabes ainda clamam por democracia



Uma mudança profunda está ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África. É cedo demais para ser definitivo sobre as causas, mas acredito que haja uma linha comum: os jovens nas sociedades islâmicas enfrentam um deficit de oportunidade.
O despertar árabe foi conduzido por jovens organizados pela tecnologia e disparado por uma fome de mudança política. Ao buscar sociedades mais abertas e governos mais responsáveis, os jovens árabes demonstraram um desejo de democracia. Mas eles também expressaram um profundo sentimento de perda - não apenas de liberdade pessoal ou política, mas de oportunidades.
Essa inquietação foi resultado de uma má alocação de recursos básica. Não de recursos naturais ou de capital, mas de pessoas. A sub-representação dos jovens na economia criou condições em que as tensões puderam crescer - tensões que foram instigadas pela falta de reforma política. Sem representação política ou econômica, os jovens encontraram uma saída nos protestos.
Essas pressões não são únicas dos países árabes; são sentidas em todo o mundo. Muitos jovens muçulmanos não veem oportunidades para si mesmos e não sentem que controlam suas vidas ou têm uma participação no futuro de seu país. Esse pessimismo leva ao descomprometimento. Corremos o risco de perder uma geração de jovens muçulmanos para a apatia e o extremismo.
Como líder de um país de maioria muçulmana, acredito que os países islâmicos devem compreender melhor as aspirações de sua juventude. Isso significa compreender duas grandes mudanças que afetam suas vidas.
A primeira é demográfica: o mundo muçulmano está experimentando um "inchaço jovem". Em 2010, as pessoas com menos de 30 anos representavam cerca de 60% da população dos países de maioria muçulmana. Uma população mais jovem significa uma maior força de trabalho. 
Há necessidade de um investimento mais alto e capital para utilizar essa capacidade excedente. Uma grande mudança demográfica pode distorcer a política fiscal durante décadas, como estão descobrindo os países da "geração baby boom". Em termos sociais, o impacto em curto prazo pode ser ainda maior. Um "inchaço jovem" introduz energia latente na economia e na sociedade de um país. Se não for utilizada, ela pode se tornar uma força desestabilizadora.
Em 2010, o desemprego jovem no Oriente Médio era de 25%; no norte da África, 24%. Esses níveis são tóxicos. Quando os jovens não têm oportunidades, tornam-se inquietos. A dependência lhes rouba sua dignidade; sem uma participação econômica na sociedade, eles podem perder seu sentido de pertencimento. Isso pode extravasar para a hostilidade contra o Estado. De 1970 a 2000, oito em cada dez países que experimentaram novos conflitos civis tinham populações em que 60% tinham menos de 30 anos.
A segunda grande mudança é tecnológica. Vinte e um anos atrás, não havia websites; hoje há mais de meio bilhão. No espaço de uma vida a Internet abriu oportunidades que antes eram inconcebíveis.
A era da informação têm sua própria geração, os nativos digitais - aqueles que só conheceram um mundo conectado. Eles esperam que a informação seja grátis, que a democracia seja responsável, que a comunicação seja global. Querem ter um papel ativo na economia digital.
Potencializados pela tecnologia, os jovens podem articular suas frustrações para um público global. Isso tem uma implicação profunda: a emergência de uma nova consciência política internacional.
Essas duas forças - demografia e tecnologia - moldam as aspirações dos jovens. Em uma era de autodeterminação, eles anseiam por liberdade e oportunidade. Aspiram à educação de primeiro mundo. E exigem um governo aberto e responsável. Nosso desafio é entregar essas liberdades sem sacrificar nossas tradições. Mas isso só é possível se mostrarmos liderança e compromisso com as reformas.
O acesso à educação está melhorando, mas muitos jovens ainda acham que suas qualificações não se equiparam às oportunidades disponíveis, por isso precisamos nos concentrar no treinamento técnico e vocacional. Também devemos continuar abrindo nossas economias: 23% da população do mundo são muçulmanos, mas os 57 membros da Organização da Cooperação Islâmica conduzem apenas 8,3% do comércio global. Reformas estruturais devem ser adotadas para que nossos setores privados se tornem mais dinâmicos. Devemos reformar os serviços públicos e confrontar instituições que sufocam oportunidades, permanecendo sempre vigilantes contra a corrupção.
Também devemos reagir à mudança tecnológica. Nosso ponto de partida deve ser o reconhecimento do princípio fundamental da Internet - sua autonomia. Ela deve permanecer assim. Isso não significa um comportamento desregulado, mas independência. Devemos equipar nossos jovens com as técnicas para pensar criticamente sobre as fontes, compreender que só porque a informação é grátis não significa que seja precisa. Mas o espaço online deve permanecer um em que o livre intercâmbio de opiniões é encorajado, nas melhores tradições do discurso.
Como nação muçulmana, a Malásia enfrenta muitos desses desafios. Acredito que devemos ver nossos jovens não como uma obrigação, mas como um ativo. Eles são um recurso inaproveitado que pode depositar as bases para um grande sucesso. A reforma econômica e política pode dar aos jovens o que eles desejam: um futuro definido por oportunidade, e não dependência. Está na hora de realizar a riqueza oculta das nações muçulmanas.

*Najib Razak é primeiro-ministro da Malásia.

 
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2012/12/15/jovens-dos-paises-arabes-ainda-clamam-por-democracia.htm

sábado, 15 de dezembro de 2012

MPF denuncia irmãos Vieira e Rosemary



O Ministério Público Federal (MPF) anunciou na tarde desta sexta-feira (14) que ofereceu denúncia criminal contra 24 integrantes do esquema desmantelado pela Operação Porto Seguro. Foram denunciados por formação de quadrilha o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, seus dois irmão, o ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Rodrigues Vieira e o comerciante Marcelo Vieira, além da ex-chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, e os advogados Marco Antonio Negrão Martorelli e Patricia Santos Maciel da Oliveira.
Os outros 18 denunciados são acusados de crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e falsificação de documento. Segundo a denúncia entregue à 5ª Vara Criminal Federal, o núcleo principal da quadrilha era integrado pelos irmãos Vieira.
O MPF afirma que para atingir seus objetivos e favorecer interesses de particulares perante a administração pública, a quadrilha contava com a colaboração de funcionários públicos do Tribunal de Contas da União, Secretaria de Patrimônio da União, Ministério da Educação, Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Advocacia-Geral da União e Correios.
A Procuradoria da República afirma que os irmãos Vieira contavam com "a participação de Rosemary Noronha para a prática de crime de tráfico de influência. Durante as interceptações foi possível verificar a constante e importante participação de Rosemary nas atividades ilícitas do grupo", sustenta a Procuradoria. "A alegada amizade existente entre Rosemary e os irmãos Vieira, com troca de favores frequentes, na realidade constitui-se na prática reiterada de crimes de tráfico de influência e de corrupção." Ainda segundo a denúncia, Rosemary foi a responsável pela nomeação de Paulo e Rubens para cargos de diretoria em agências reguladoras. A Procuradoria ressalta que o interesse dos irmãos Vieira ao ocupar os cargos "nunca teve o objetivo de desempenhar atividade pública, a serviço da sociedade, mas de viabilizar os seus interesses nitidamente econômicos".
A Procuradoria aponta 15 episódios que envolvem favores pedidos, vantagens solicitadas, cobradas ou recebidas por Paulo a Rosemary. E a denúncia descreve 27 situações nas quais Rosemary pediu favores, solicitou, cobrou ou recebeu vantagem dos irmãos Vieira.
Entre as vantagens estão a reforma de um restaurante e de um flat, viagem de navio, camarotes no carnaval do Rio para a filha, empregos públicos para familiares e um diploma falso para que o ex-marido de Rosemary, José Cláudio de Noronha, pudesse se credenciar para atuar como membro suplente do Conselho de Administração da Companhia Seguros Aliança do Brasil, ligado ao Banco do Brasil.
Além do crime de tráfico de influência, "Rosemary responde ainda pelas práticas dos crimes de corrupção passiva e falsidade ideológica", diz a denúncia subscrita pelos procuradores da República Suzana Fairbanks, Roberto Dassié e Carlos Renato Silva e Souza. Segundo a denúncia, o ex-adjunto do Advogado-geral da União José Weber Holanda Alves também atuou em prol da quadrilha. A Procuradoria denunciou também o ex-integrante da diretoria jurídica dos Correios, Jefferson Carlos Carus Guedes.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/mpf-denuncia-irm%C3%A3os-vieira-rosemary-193200512.html

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

País muçulmano proíbe referências ao Natal



Uzbequistão restringe a divulgação de feriados cristãos como Natal e Ano Novo

O Uzbequistão é ex-república soviética, localizada na Ásia Central, e de maioria muçulmana. É liderado desde 1990 pelo presidente Islom Karimov e seu governo já adota, há alguns anos, uma “política de restrição às influências estrangeiras”.
Os principais alvos dessas políticas são o Natal e o Ano Novo, bem como a figura do Papai Noel, considerados “ideias cristãs”.
Desde 2005 existe uma proibição do governo de celebração do Natal e do Ano Novo nas escolas do país. Neste ano também foi proibida a comemoração do “Dia dos Namorados”.
A ideia do governo é “conter a propagação da cultura de massas”. A imagem do Papai Noel, por exemplo, é considerada uma influência negativa para as crianças uzbeques.
As emissoras de TV do país não poderão exibir nenhuma menção às festas de fim de ano características do Ocidente, mas é permitido comprar árvores de Natal para festas privadas.
O Uzbequistão tradicionalmente não comemora o final de ano em 31 de dezembro. A data mais marcante é o Noruz, festa de novo ano do calendário persa, celebrada em 21 de março. Essa celebração é característica do Irã e das ex-repúblicas soviéticas, como o Tadjiquistão, Cazaquistão, Azerbaidjão e Quirguistão, além de comunidades curdas. As informações são do Opera Mundi.

Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A legalização da maconha ganha terreno na opinião pública dos Estados Unidos



EL PAÍS
Eva Saiz
Os cidadãos dos Estados de Colorado e Washington votaram em 6 de novembro a favor de legalizar o consumo, a produção e a venda de maconha para maiores de 21 anos, para fins recreativos. A decisão foi recebida com entusiasmo pelos grupos defensores da descriminalização, que consideram a histórica decisão como um ponto de ruptura na atual estratégia do combate às drogas.
Entretanto, ainda é arriscado celebrar a vitória absoluta dessas iniciativas, que ainda estão dando os primeiros passos em um caminho para a legalização total que se prevê longo e difícil.
A maconha continua sendo uma substância proibida, de acordo com a lei federal, que a inclui no mesmo grupo que o LSD ou a heroína. No papel, as leis de Colorado e Washington colidiram com a legislação vigente e poderiam provocar um conflito sobre os direitos dos Estados de legislar nesse âmbito e a estratégia de proibição das drogas defendida pelo governo. Os legisladores dos dois Estados, além disso, enfrentam o desafio de controlar a aquisição de cannabis por cidadãos de territórios vizinhos e de impedir que as novas disposições favoreçam a lavagem de dinheiro procedente da venda ilícita do produto.
Embora difiram em alguns aspectos, as leis de Colorado e Washington descriminalizam a posse de até 1 onça (28 gramas) de maconha por maiores de 21 anos e regulam a licença, a venda, o cultivo, a produção e a tributação sobre o produto. A primeira parte das normas, que cuida da legalização da posse, entrou em vigor em 6 de dezembro em Washington e o fará em 5 de janeiro de 2013 no Colorado. Essas disposições são as que, a priori, geraram menos conflito com o governo federal.
"Os Estados não são obrigados a criminalizar uma atividade só porque o governo federal o faz", adverte em conversa por telefone Daniel Robelo, membro da Drug Policy Alliance, uma organização que contribuiu economicamente nas campanhas a favor da legalização em Colorado e Washington.
"A posse de uma onça de maconha continuará sendo ilegal conforme a legislação federal, mas não segundo a estatal, de modo que as autoridades de Colorado e Washington não são obrigadas a processar esses delitos", explica Jonathan Caoulkins, especialista em políticas antidrogas da Universidade Carnegie Mellon. "Sim, podem fazê-lo as diversas agências federais ou o Departamento de Justiça. A questão é se têm recursos e se vale a pena destinar agentes para esses crimes menores", afirma.
A segunda parte da lei, que aborda a regulamentação da produção e a distribuição de maconha, poderia se transformar em uma fonte de conflito entre o governo central e os governos estaduais. Colorado e Washington têm prazo até 1º de janeiro de 2014 para desenvolver os dispositivos relacionados à venda, tributação e licenças para dispensá-la. Até então, a comercialização da cannabis se moverá em um incômodo limbo legal. A falta de definição sobre a política que vão adotar as diversas agências federais e o ministro da Justiça, Eric Holder, está gerando incerteza entre os legisladores de Colorado e Washington.
"É claro que qualquer Estado que autorize a venda de maconha está violando a lei federal", explica em um e-mail Kevin Sabet, antigo assessor de Barack Obama no combate às drogas e diretor do Instituto de Políticas sobre Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida. Depois da aprovação dos referendos em 6 de novembro passado, o Departamento de Justiça e a  DEA (Agência Antidrogas) emitiram um lacônico comunicado no qual se limitavam a lembrar que a lei federal não havia mudado e que a maconha continuava sendo uma substância proibida, mas que "esperariam para ver como cada um dos Estados desenvolve suas leis".
Uma posição que contrasta com a que Holder manteve há dois anos, quando a Califórnia se dispôs a aprovar um referendo semelhante. Então o ministro advertiu taxativamente que não permitiria uma lei que legalizasse a maconha. Alguns querem ver nessa mudança de atitude uma virada do governo Obama em sua política sobre a Cannabis, paralela à mudança de parecer da opinião pública, muito mais favorável à legalização hoje que há dois anos.
Outros, entretanto, consideram que por trás dessa posição está um interesse eleitoral. "Colorado era um Estado chave e o silêncio do ministro da Justiça tinha um objetivo político destinado a não colocar contra o presidente o eleitorado jovem, muito inclinado à legalização", explica por telefone Brian Vicente, advogado e assessor na redação da lei que foi aprovada no Colorado em 6 de novembro. "Mas é verdade que o governo Obama relaxou sua política sobre o controle da cannabis, como no caso da maconha para consumo medicinal", admite.
O governo federal ainda não se pronunciou sobre que medidas estaria disposto a adotar quando entrar em vigor a regulamentação da venda, licenças e produção. "Estou convencido de que o governo se manterá firme e enviará cartas aos Estados advertindo sobre as possíveis consequências - requerimentos judiciais, demandas, ordens para que cumpram a legalidade - por violar a lei federal", afirma Sabet.
Embora seja verdade que o governo Obama está facultado a adotar qualquer das opções indicadas por Sabet, muitos duvidam de que vá colocá-las em prática com base na atitude que o governo federal adotou com relação à venda e ao uso da maconha medicinal - legal em 18 Estados mais o Distrito de Columbia - nos últimos quatro anos.
"O Departamento de Justiça optou por se manter à margem e não processar os usuários nem os proprietários das lojas de maconha medicinal que vendem o produto em pequena escala e de acordo com as legislações estaduais. Só nos últimos meses aumentaram as batidas contra grandes estabelecimentos que proporcionam esse tipo de erva", explica em conversa por telefone Robert Mikos, professor de direito na Universidade Vanderbilt e especialista na legislação sobre a maconha. É exatamente essa atitude do governo Obama que deixa otimistas muitos dos especialistas sobre seu convencimento de que o governo federal não se oporá à venda.
"Creio que o efetivo seria analisar aqueles aspectos em que as leis de Colorado e Washington poderiam coexistir, em vez de se concentrar naquilo em que possam ser incompatíveis", indica Nicole Flatow, membro do Centro para o Progresso Americano. "Nesse sentido seria bom que as duas partes conversassem."
Depois da aprovação dos referendos, Holder manteve encontros com os legisladores de ambos os Estados, mas não transcendeu nada do que foi tratado neles. Para muitos seria importante conhecer qual será a estratégia que a Casa Branca pretende seguir para poder atuar consequentemente. "Os efeitos e o alcance das respectivas leis serão muito diferentes em função do que a DEA e o Departamento de Justiça decidirem fazer", adverte Flatow.
Colorado e Washington se transformaram em um laboratório, uma bancada de testes que servirá para comprovar se a regulamentação da maconha de maneira semelhante à do tabaco pode ser uma alternativa eficaz na luta contra as drogas, como ocorreu com a legalização do álcool no primeiro terço do século 20. O que acontecer ali será olhado com lupa, não só pelos demais Estados, que estão pensando em desenvolver iniciativas semelhantes, como também em outros países, especialmente da América latina.
Nos próximos meses se comprovará se a legalização consegue reduzir o mercado negro, a violência e as detenções e processos por posse de maconha, como defendem os que advogam a descriminalização, ou se unicamente provoca uma diminuição dos preços e um aumento do consumo.
"Lamentavelmente, não temos exemplos do que poderá acontecer", indica Mark Kleiman, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles e coautor do livro "Legalização da Maconha: O que todo mundo deve saber". "Obviamente, o consumo crescerá, porque é claro que o valor no mercado baixará, a questão é quanto mais", afirma Kleiman.
Os preços já diminuíram quando começou a ser legalizado o uso da maconha medicinal. Hoje o preço da onça beira os US$ 250 e há alguns anos estava em US$ 400. Entretanto, muitos advertem que a atual legislação contra a droga não impediu que os preços diminuam. "Além do consumo, há muitas vantagens derivadas da legalização: menos prisões e mais liberdade", defende Robelo, da Drug Policy Alliance.
Há outras questões que preocupam mais os legisladores. "As normas de Colorado e Washington deverão prestar atenção em impedir que cidadãos de outros Estados ou países procurem esses territórios e façam estoques de maconha para revendê-la em suas cidades de origem ou evitar que a concessão de licenças atue como chamada para que os traficantes obtenham autorização e abram lojas que sirvam de fachada para suas atividades ilegais ou para lavar dinheiro da droga", adverte Caoulkins.
Desde 6 de novembro, o Estado de Washington deixou de processar centenas de casos sobre faltas relacionadas à posse de quantidades menores de maconha, e sua polícia local decidiu não apresentar acusações contra os maiores de 21 anos pela posse de cannabis em pequena escala. Em 21 de novembro o chefe da polícia de Aurora, no Colorado, enviou para seus agentes uma mensagem eletrônica na qual anunciava que o promotor da localidade deixaria de processar de maneira imediata os maiores de 21 anos por crimes de posse de maconha, uma medida que foi seguida pelas autoridades de outros distritos desse território.
Colorado e Washington são os primeiros Estados a legalizar a maconha, mas o movimento para a descriminalização da posse remonta aos anos 1970. Então, o governo Carter entendeu que punir o consumo de maconha era mais prejudicial para os cidadãos que a própria planta e pediu que o Congresso votasse a descriminalização da posse de pequenas quantidades, além de sugerir que os Estados pudessem legalizá-la se o desejassem. Ronald Reagan cortou o que parecia o processo inevitável para a legalização quando qualificou a cannabis como "a droga mais perigosa dos EUA". A campanha conduzida por sua esposa, "Simplesmente diga não", mergulhou os grupos pró-legalização em uma relativa impopularidade.
Quarenta anos depois, a situação variou consideravelmente. Segundo as últimas pesquisas publicadas por Gallup e pela Universidade Quinnipac em outubro e dezembro, respectivamente, mais de 50% dos americanos são a favor da legalização. Em 1969, só 13% a aprovavam. O debate sobre a regulamentação da posse e venda de maconha chegou até a mídia. "The Washington Post" e "The Oregonian" publicaram editoriais a favor da legalização; a revista do "The New York Times" escolheu como foto de capa há algumas semanas a de um "baseado" para ilustrar a história da crescente indústria da cannabis no condado de Humboldt (Califórnia), cuja universidade acaba de inaugurar o Instituto para Pesquisa Interdisciplinar da Maconha.
Esses sintomas, unidos à intenção dos Estados de Rhode Island e Maine de aprovar leis semelhantes às do Colorado e Washington em 2013 - uma iniciativa que Vermont, Massachusetts, Califórnia e Oregon poderiam incorporar às cédulas eleitorais das próximas eleições legislativas - parecem aplanar o terreno para uma legalização plena e generalizada dentro de uma década. "Ainda é preciso esperar para ver como se desenvolvem as coisas. Não me atreveria a aventurar que seja em dez anos, se nos ativermos à evolução no caso da maconha medicinal, no qual desde que a Califórnia legalizou seu consumo em 1996 se pode dizer que avançamos a uma média de um Estado por ano. O avanço parece lento, mas o fato é que é algo incontível", afirma Mikos. "Se há mudanças na legalização, o último a mudar de opinião será o Estado federal", lamenta Caoulkins.
Além das incertezas que possa colocar o desenvolvimento de suas respectivas leis ou a incógnita sobre a posição do governo Obama, os referendos de Colorado e Washington estão marcando o caminho para a legalização da maconha sem restrições, além do uso terapêutico. Os legisladores dos dois Estados estão conscientes disso e, segundo indica o advogado Brian Vicente, se esforçam para redigir uma norma "que sirva de exemplo de que a descriminalização da cannabis não é um problema, mas uma solução".

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2012/12/12/a-legalizacao-da-maconha-ganha-terreno-na-opiniao-publica-dos-eua.htm

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Joaquim Barbosa defende que Ministério Público investigue Lula




Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa defendeu nesta terça-feira (11) que o Ministério Público Federal investigue o suposto envolvimento do ex-presidente Lula com o esquema operado pelo empresário Marcos Valério.
Sem dar detalhes do conteúdo, Barbosa disse que teve “conhecimento oficioso” (fora dos autos) do novo depoimento prestado por Valério ao Ministério Público Federal, em setembro, após ter sido condenado a mais de 40 anos de prisão pelos crimes cometidos no mensalão em julgamento no Supremo.
Valério afirmou à Procuradoria-Geral da República que pagou despesas pessoais de Lula em 2003, por meio de depósitos na conta de uma empresa do ex-assessor pessoal de Lula, Freud Godoy, segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
Questionado se o Ministério Público deve abrir inquérito para apurar o envolvimento do ex-presidente, Barbosa concordou: “Eu creio que sim”.
Como Lula não tem mais foro privilegiado, ele seria investigado pela primeira instância.
Ainda de acordo com a reportagem, Valério também relatou que Lula avalizou pessoalmente, em encontro no seu gabinete, no Palácio do Planalto, os empréstimos contraídos junto ao Banco Rural para alimentar o esquema de compra de apoio parlamentar. Segundo Valério, suas despesas com advogado são pagas pelo PT.
Ao longo de mais de quatro meses de julgamento, o STF definiu que o mensalão foi um esquema de desvio de recursos públicos e empréstimos fictícios para a compra de apoio de político no Congresso no início do governo Lula (2003-2010).
Dos 37 acusados, 25 foram condenados por crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, entre eles o ex-ministro José Dirceu, homem forte do governo Lula. e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
As falas de Valério são recebidas com cautela pelo Ministério Público Federal, uma vez que a declaração poderia ser uma movimentação para se livrar da condenação. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já chegou a chamar o empresário de jogador.

Fonte: Folha/Verdade Gospel

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Órgãos de defesa do consumidor vão recorrer de decisão do TCU





A Frente de Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica anunciou nesta segunda-feira (10) que entrará com recurso contra decisão que negou a devolução de R$ 7 bilhões aos consumidores por erros no cálculo das tarifas de luz na década passada.
A decisão foi tomada hoje pelo TCU (Tribunal e Contas da União) por cinco votos a dois. O processo que solicita a devolução do dinheiro tramita no tribunal desde 2007.
O recurso deve ser apresentado pela frente, composta por Procon-SP, Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Proteste (Associação de Defesa de Consumidores) e FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), em até cinco dias úteis.
De acordo com a diretora de programas especiais do Procon-SP, Andrea Sanchez, o recurso será encaminhado ao próprio TCU. "Estamos analisando a decisão do tribunal para definir qual será o teor do recurso", disse Andrea. "Já há ações civis públicas em todo o país tratando do assunto. Vamos também tentar identificar todas essas ações".
O erro de cálculo, reconhecido em 2009 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pelo MME (Ministério de Minas e Energia), fez com que os consumidores pagassem indevidamente cerca de R$ 1 bilhão por ano em suas contas de luz.
O cálculo foi reajustado em 2010, mas, até hoje, não houve decisão favorável pela devolução ou compensação dos valores recebidos indevidamente pelas concessionárias de energia.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1199054-orgaos-de-defesa-do-consumidor-vao-recorrer-de-decisao-do-tcu.shtml