Radio Evangélica

domingo, 29 de maio de 2016

Pesquisa indica que aprovação de governo Macri está em queda

Argentinian Presidency /AFP/STR
A imagem do presidente Mauricio Macri está em queda e atravessa seu pior momento desde que assumiu em dezembro passado, mas os argentinos mantêm expectativas moderadas, segundo uma pesquisa de opinião divulgada no domingo pela Management & Fit (M&F).
"Hoje, transcorridos mais de cinco meses deste novo governo, a perda de capital político do presidente Macri foi, de acordo com as nossas pesquisas, de seis pontos e meio enquanto a aprovação de sua gestão e pouco mais de sete pontos de sua imagem pessoal", afirmou Mariel Fornoni, diretora da M&F, em uma coluna de opinião no jornal Clarín.
Ainda que a aprovação (44,1%) seja maior do que a reprovação (42,5%), no mês anterior essas variáveis se encontravam em 45,8% e 41%, respectivamente, segundo a pesquisa.
Macri, líder de uma aliança de centro-direita, reitera que a Argentina atravessa seu pior momento, mas que no segundo semestre começará a recuperação e a inflação, que acumulou 20% entre janeiro e abril, recorde da última década, será contida.
"A opinião pública continua apostando na figura do presidente pensando que depois do do esforço coletivo o pode estar por vir", acrescentou Fornoni.
Sobre os 4.000 pesquisados, 24,7% disse que o aumento dos preços é o principal problema, enquanto que para 19,2% é o aumento das tarifas de gás, eletricidade e água corrente.
Depois aparecem a insegurança (16,0%), a corrupção (14,4%), o desemprego (11,1%) e a pobreza (9,2%).
Entre os entrevistados, 50,5% disseram ter sido "muito afetados" pelo aumento de tarifas, enquanto 36% se considerou "pouco" ou "nada afetado".
O governo de Macri aumentou de entre 200% e 700% os preços de eletricidade, gás e água, com o argumento de que estavam defasados pela administração da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).


AFP

Exército pode assumir obras investigadas na PF

Temer avalia substituir empreiteiras do petrolão pelo Exército

O presidente Michel Temer discute a viabilidade de o Exército assumir as obras atrasadas que estão sob controle de empreiteiras enroladas na roubalheira à Petrobras. O Planalto pediu estudo ao ministro Helder Barbalho (Integração) para ampliar a participação do Exército na transposição do rio São Francisco. A obra, que já custou mais de R$ 8 bilhões, deve ser a primeira a receber o reforço dos militares. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A Usina de Belo Monte, duas ferrovias, um aeroporto e a Usina de Angra 3 são algumas das obras que podem ser tocadas pelo Exército.
A situação da Mendes Júnior é a que mais preocupa: tem contratos de mais de R$ 1 bilhão no governo, mas suas finanças estão arrebentadas.
Helder Barbalho turbinou repasses para os projetos em curso. Passaram de R$ 150 milhões para R$ 215 milhões ao mês.


Diário do Poder

sábado, 28 de maio de 2016

PSD não foi procurado nem por PSDB nem por PMDB sobre possível estratégia de união no 1º turno em JP

Apesar de defender uma união das oposições, com PSDB, PMDB, PSD e PTB já no primeiro turno, em torno de uma única candidatura, a fim de derrotar a candidata do goverandor, Cida Ramos (PSB), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) esqueceu-se de combinar a estratégia com o presidente estadual do PSD, na Paraíba, Rômulo Gouveia. Em entrevista, Rômulo revelou que até agora não conversou e nem foi chamado pelo tucano para conversar sobre as eleições na Capital.
A resposta de Rômulo veio quando ele analisava o atual cenário político com a reaproximação dos senadores José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) e as conjecturas de uma possível aliança entre os dois partidos tanto para 2016, quanto para 2018.
“Não fui convidado para conversar, ninguém conversou comigo, mas também ninguém é obrigado a me convidar para conversar. Eu acho que na democracia não há como impedir alguém de ser candidato. A realizada municipal é bem diferente da estadual. Eu vejo essa reaproximação de Cássio e Maranhão mais para um contexto de cenário estadual , não vejo perspectivais para eleições municipais” , ressaltou.
Rômulo garantiu ainda que não tem nenhum tipo de ressentimento e ressaltou que deseja que a união entre Cássio e Maranhão seja, além de partidária, em prol dos interesses do povo paraibano.


PB Agora 

Oposição e Governo venezulano poderão iniciar "diálogo nacional"

A União das Nações Sul-Americanas (Unasur) assegurou que existe vontade da parte do Governo e da oposição da Venezuela para avançar com a elaboração de uma agenda de "diálogo nacional" no país.

Foto:Miraflores Press/EPA
Num comunicado divulgado sábado em Quito, no Equador, onde tem sede, a Unasur assinalou que essa possibilidade surgiu após reuniões exploratórias desenvolvidas nos últimos dias na República Dominicana, com intervenção diplomática.
Acrescenta, no comunicado, que essas reuniões contaram com a participação dos ex-presidentes do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, e dos ex-chefes de Estado dominicano Leonel Fernández e panamiano Martín Torrijos.
Foram convidados pela Unasur a ter reuniões exploratórias entre o governo da Venezuela e a oposição, representada por partidos da Mesa de Unidade Democrática, tendo constatado que "existe uma vontade de diálogo de ambas partes".
A oposição venezuelana confirmou hoje que quatro dos seus representantes na Mesa da Unidade Democrática viajaram até Punta Cana, onde tiveram reuniões, entre sexta-feira e sábado, com os mediadores internacionais, e negou que tenham existido encontros com os representantes do Governo.
Aquela plataforma indicou ter transmitido aos ex-presidentes - para entrega da mensagem ao Governo venezuelano - as suas condições para o diálogo, nomeadamente a realização de um referendo para revogar o mandato do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a libertação dos presos políticos, e a atenção à "crise humanitária".


http://www.jn.pt/mundo/interior/governo-e-oposicao-poderao-avancar-com-dialogo-nacional-5198186.html

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Para deixar Ricardo irritado, Ruy diz que PSDB vai se unir ao PMDB nas eleições de 2018 na Paraíba

Ruy Carneiro destacou que tem percebido nas conversas com José Maranhão a tendência de aproximação entre PSDB e PMDB, que pode acontecer já este ano.

O presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, apostou que o seu partido estará unido ao PMDB do senador José Maranhão nas eleições de 2018, com formação de uma chapa competitiva para governador e senador da República. Ele ainda voltou a defender a união das oposições de João Pessoa contra o governador Ricardo Coutinho (PSB) já no primeiro turno do pleito de 2016, se for possível.   Ruy Carneiro destacou que tem percebido nas conversas com José Maranhão a tendência de aproximação entre PSDB e PMDB, que pode acontecer já este ano.   “Nem o PSDB, nem Cássio, nem eu, nem mais algumas pessoas, nem o PMDB, Maranhão e algumas pessoas estavam maduros para ter uma aliança política na eleição passada de 2014. Talvez, por estarem no Senado, um ao lado do outro, e as reflexões sobre o passado têm trazido essa possibilidade clara de união do PSDB com o PMDB em breve. Eu vejo isso de maneira muito clara nas conversas que tive com Maranhão. Vamos ver, se dentro do xadrez político, se isso pode acontecer agora, em 2016, nós temos grandes chances de estarmos juntos em 2018 com uma chapa representativa de governador e senadores”, declarou.   O tucano confirmou conversas nos últimos dias com os pré-candidatos a prefeito da Capital, Manoel Júnior e Wilson Filho, e revelou que deverá sentar com o prefeito Luciano Cartaxo nos próximos dias para discutir a sucessão eleitoral deste ano e a possibilidade de uma união entre PSDB, PMDB, PSD e PTB. Segundo ele, as conversas, até agora, não passaram pela formação de chapa.   “A nossa tese é de juntar no primeiro turno ou no segundo turno as forças da oposição, partindo da premissa que essas forças estarão juntas em 2016 e 2018. Ninguém está tratando de chapa, nós temos tempo para isso. Nós queremos unir o bloco e  temos que respeitar o desejo de cada um de ser candidato. Wilson Filho tem uma candidatura mais que legítima, é um novo nome na Capital, Manoel Júnior já vem tendo grandes votações em João Pessoa, e o prefeito é mais que legítima a sua candidatura à reeleição”, disse. Ruy ainda se colocou à disposição para assumir um cargo no governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB), mas observou que ainda não houve uma definição sobre o assunto.   “Eu tenho alguns amigos ministros e próprio Cássio me perguntaram sobre isso. Eu disse que dependendo do convite e o que ele pode trazer para a Paraíba, poderei aceitar ou não. Não existe nada resolvido, são especulações e vamos esperar. Houve uma sondagem do próprio Cássio, líder do partido, e de pessoas do governo”, finalizou. –


Giro PB

Delator afirma que Lula discutia pessoalmente esquema na Petrobras

Foto: Paulo Lisboa/FolhaPress
O ex-deputado e ex-presidente do PP Pedro Corrêa, preso em Curitiba (PR) pela Operação Lava Jato, afirmou, em documentos que integram seu acordo de delação premiada, que o ex-presidente Lula discutia pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras.
Ele também citou vários deputados, senadores, ministros, ex-ministros e ex-governadores envolvidos em esquemas de corrupção, além de ter confessado que recebeu dinheiro desviado de mais de 20 órgãos ligados ao governo federal.
As informações foram publicadas nesta sexta (27) pela revista "Veja".
Segundo a publicação, Corrêa relatou que parlamentares do PP se rebelaram com o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de abastecimento na época em que a área era dirigida por Paulo Roberto Costa.
Um grupo teria ido ao Palácio do Planalto para falar com Lula e reclamar da "invasão". De acordo com Corrêa, o então presidente passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles "estavam com as burras cheias de dinheiro" e que a diretoria era "muito grande " e tinha que "atender os outros aliados" pois o orçamento era muito grande. Segundo a publicação, os caciques do PP se conformaram quando Lula lhes garantiu que a maior parte das comissões seriam dirigidas para a sigla.
A revista também diz que, confirme o relato de Corrêa, Lula ordenou que os partidos se entendessem. O ex-deputado, representando os interesses do PP, reuniu-se com a alta cúpula do PMDB para tratar da partilha. O senador Renan Calheiros (AL) é apontado como um dos primeiros a ser procurado para acertar "o melhor entendimento na arrecadação".
Segundo a publicação, Corrêa revelou ter feito o mesmo com outros caciques da legenda, como o deputado Eduardo Cunha (RJ) e com o senador Romero Jucá (RR).
"Veja" também traz um relato de Corrêa sobre uma reunião com a participação dos diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (área de abastecimento) e Nestor Cerveró (área internacional), com o lobista Jorge Luz, os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho (PMDB-PA) e o atual ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em 2006.
No encontro, os caciques da sigla apresentaram uma conta de US$ 18 milhões em propina para apoiar a continuidade de Costa e Cerveró na estatal. O valor teria que ser repassado antes da campanha eleitoral daquele ano e, segundo o delator, a sigla recebeu efetivamente US$ 6 milhões.
A matéria diz que Corrêa contou que Eduardo Cunha recebeu US$ 6 milhões e que Henrique Eduardo Alves ficava com parte de tudo o que era arrecadado pelo PMDB no esquema.
O ex-deputado também afirma que o ex-ministro e senador Edison Lobão (MA), teve participação nos contratos com empreiteiras e atribui ao atual secretário de governo, Geddel Vieira Lima (BA), a indicação do senador cassado Delcídio Amaral, na época do PT, para ocupar uma diretoria da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso. No relato, ele afirma que Delcídio cobrava propina de empresas com negócios na diretoria que comandava e repassava parte do dinheiro para o PMDB e PP.

NOMEAÇÃO
A revista relata novamente a atuação de Lula quando foi presidente para nomear Paulo Roberto Costa, indicado do PP, para a diretoria de abastecimento. O diálogo, a que a Folha teve acesso, foi revelado em 2015 também pela revista "Veja".
"Mas Lula, eu entendo a posição do conselho. Não é da tradição da Petrobras, assim, sem mais nem menos trocar um diretor", disse Dutra, na época presidente da estatal. Lula respondeu, segundo Corrêa: "Se fossemos pensar em tradição nem você era presidente da Petrobras e nem eu era presidente da República", teria dito.
Em março, a Folha revelou que na negociação de seu acordo de delação premiada o ex-deputado citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria comprado apoio de deputados para aprovar a emenda da reeleição, e que o ministro do TCU Augusto Nardes se beneficiou do esquema de propina do mensalão quando era político.
A Folha também revelou que o pernambucano apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano.
A citação a ela inclui uma lista de nomes como Marcos Valério, operador do mensalão, e Benedito Oliveira, o Bené, investigado e delator na Operação Acrônimo, que apura suspeitas de irregularidades na campanha de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas Gerais, no ano de 2014.

LISTA
Segundo a revista, o ex-deputado diz que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-ministro Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM), o ex-ministro José Dirceu, o deputado José Guimarães (PT-CE) se beneficiaram de propina.
Corrêa cita outros políticos que, segundo ele, tinham conhecimento de pagamento de propina ou envolvimento em atos ilícitos como Aldo Rebelo (Pcdo B - SP), o ex-ministro Aloizio Mercadante (PT-SP), o ministro do TCU Augusto Nardes, o ex-ministro Jaques Wagner (PT-BA), o deputado Paulo Maluf (PP-SP), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
A revista diz que Corrêa relatou que a presidente afastada Dilma Rousseff se reuniu com Costa em 2010 para pedir apoio financeiro para sua campanha.
A delação aguarda homologação do ministro do STF Teori Zavascki.

OUTRO LADO
Em nota, o Instituto Lula afirmou que Pedro Corrêa tenta, com a delação, evitar o cumprimento de sua pena. "Pedro Corrêa foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 20 anos de cadeia por ter praticado 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. Foi para não cumprir essa pena na cadeia que ele aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula, inventando até mesmo diálogos que teriam ocorrido há 12 anos", diz o texto.
Segundo o instituto, "é repugnante que que policiais e promotores transcrevam essa farsa em documento oficial, num formato claramente direcionado a enxovalhar a honra do ex-presidente Lula e de um dos mais respeitáveis políticos brasileiros, o falecido senador José Eduardo Dutra, que não pode se defender dessa calúnia".
Os advogados do petista entraram nesta sexta (27) com uma petição na Justiça para ter acesso aos anexos em que Pedro Corrêa cita Lula.
O presidente do Senado divulgou uma nota prestando esclarecimentos sobre as declarações de Corrêa. "O Senador Renan Calheiros assegura que não se reuniu com Pedro Corrêa e nunca o faria por se tratar de pessoa que não é de suas relações, nem políticas ou pessoais".
"Chega de delação de bandidos citando relações inexistentes ou fictícias para sair da cadeia e expor terceiros. A delação que não for confirmada deve agravar a pena dos autores e não livrá-los da cadeia", escreve Renan.
Quando a Folha revelou a citação do ministro do TCU Augusto Nardes na delação, ele afirmou que o envolvimento de seu nome é uma "retaliação pela oposição" que fazia dentro do PP à figura de Pedro Corrêa.
Disse que foi um candidato independente ao cargo e que não contou com apoio do ex-parlamentar, na época presidente da sigla.
Já o senador Aécio Neves, citado como suposto destinatário de propina em uma obra da estatal de energia Furnas disse à publicação que o assunto já foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República e classifica a citação como "absurda, mentirosa, irresponsável e cretina".
Em nota, o PSDB afirmou repudiar "a repetição das mesmas antigas e falsas acusações que vêm sendo feitas há anos por seus adversários políticos sempre na base do ouvir dizer de terceiros". "O assunto já foi, inclusive, arquivado pela PGR [Procuradoria-Geral da República] diante da inexistência de qualquer prova ou indício que possa minimamente comprová-lo", diz o texto. 


Folha de São Paulo

Do "como nunca antes" ao "tchau e nunca mais"

O que vemos é o resultado inevitável de uma forma de conceber o Estado e a Política, a pessoa humana e a sociedade, a Economia e a História. Não há acerto possível onde tudo está mal pensado.

Não vou puxar aqui o rosário das más notícias que desfilam cotidianamente nos meios de comunicação. A muitos de nós, elas chegam assim, como informação. A milhões de outros, como causas de tragédias pessoais e familiares. Alguns veem as estatísticas. Outros vivem as estatísticas em seu dia a dia. Ao governo que assume, o noticiário expressa a emergência e a urgência de medidas para afirmação de um rumo ascendente. Aos afastados do governo, essas notícias são desconforto político que deve, rapidamente, ser debitado ao "mercado", à CIA, ao Cunha, ao FHC, ao Moro, às "zelites", à direita, aos coxinhas e aos "golpistas". Jamais a si mesmos nem ao exercício rapineiro, irresponsável e incompetente das tarefas de gestão. Nunca à ideologia que abraçam. Profissionais da falácia, nem por acaso batem no próprio peito! O partido que pretendeu ter descoberto o Brasil em 2003 nos fez regredir no tempo e perder, inteiramente, os últimos 13 anos.
Tudo que aconteceu era previsível e deu causa à maior parte dos meus textos durante esse período. Simplesmente não havia motivo para que não acontecesse aqui, no andar dessa carroça, o mesmo que ocorreu em todos os países onde germinaram as ideias inspiradoras dos governos petistas. Dezenas de vezes, ao longo desses anos, participei de debates com destacadas lideranças e personalidades vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, discutindo os projetos políticos em curso nos países ligados ao Foro de São Paulo. Sem exceção, sustentavam que Cuba era um modelo de justiça. Rararamente falavam de Fidel sem que a veneração os exaltasse. Enchiam-se de ira quando contestados. Na Venezuela, diziam, havia democracia até demais. Ali, onde o setor público trabalha dois dias por semana para economizar energia, proclamavam estar em curso um exitoso modelo de governo socialista. Para que a Venezuela fosse incluída no Mercosul, expulsaram o Paraguai, cujo Senado vetava o ingresso do chavismo no Bloco. Quando? Quando Lugo foi constitucionalmente deposto do cargo.
É bem abastecido o repertório de fracassos dessa referência ideológica que liderou o Brasil nos últimos anos. O que vemos é o resultado inevitável de uma forma de conceber o Estado e a Política, a pessoa humana e a sociedade, a Economia e a História. Não há acerto possível onde tudo está mal pensado. Nem todo o desastre brasileiro é produto da organização criminosa que se instalou no poder. Tampouco é só irresponsabilidade e incompetência. Tem muito, mas muito mesmo, de erro de script, tipo "vamos fazer com o marxismo, o que os europeus não souberam".
Nos últimos dias, intensificou-se a articulação da esquerda mundial em torno das denúncias de um suposto golpe de Estado que estaria em curso no Brasil. Nada disso é espontâneo. Bem ao contrário. Através de meios de comunicação ideologicamente alinhados, e para um público sensível, o PT transforma em notícia internacional as palavras-chaves e os lugares-comuns da linguagem revolucionária, que não começa nem termina no Brasil. É um fenômeno comum a todo o Ocidente. Não, não é o mundo que reprova o impeachment da presidente. São os parceiros externos dos que saíram deixando-nos a esperança de que jamais voltem.
Seu principal interesse é e sempre foi o exercício de um poder revolucionário. Por isso, suas afinidades e zelos não são para com os cubanos, venezuelanos, nicaraguenses, equatorianos, bolivianos ou brasileiros. Tais empatias se estabelecem com os respectivos governos, em benefício da causa revolucionária comum. Danem-se os povos, dane-se o Brasil e seus desempregados, contanto que a revolução prossiga! 


Escrito Por Percival Puggina (http://puggina.org/) para o site Mídia sem Máscara

terça-feira, 24 de maio de 2016

Deputados aprovam vinda de Dilma à Paraíba

Os deputados paraibanos aprovaram hoje (24), por unanimidade, o requerimento de Nº 5.089/2016, de autoria do deputado Jeová Campos (PSB), que propõe a realização de uma Audiência Pública com o objetivo de debater a democracia e o atual momento político brasileiro.
A presidente Dilma Rousseff será a principal interlocutora deste momento. O deputado Jeová já entrou em contato com a assessoria da presidente Dilma solicitando a reserva de uma data na agenda dela para que se possa marcar o dia da realização do evento na ALPB.
“Estou muito feliz, inclusive, pela sensibilidade de todos os deputados da Casa que entenderam a importância deste momento e deste debate na atual conjuntura nacional e aprovaram a minha solicitação. Vamos fazer um debate de altíssimo nível, esclarecedor e sobretudo oportuno e com a presença do principal agente político brasileiro da atualidade”, afirma Jeová.
Assim que o requerimento foi aprovado, o parlamentar entrou em contato com a assessoria da presidente, solicitando a inclusão do evento na agenda dela o quanto antes. “Só estamos esperando a definição da data para marcarmos o dia da audiência”, disse Jeová.

MaisPB


Governo argelino investe contra a militância islâmica

Uma das maiores mesquitas do mundo está sendo construída na tentativa de apaziguar o segmento religioso conservador nacional

Foto:Internet/Reprodução
Uma das maiores mesquitas do mundo está em construção na Argélia. A Djamaa El Djazair, com seu mirante de 263 metros de altura, será a terceira maior mundialmente, sendo também o edifício mais alto da África. Sua cúpula terá uma plataforma em movimento constante para manutenção e limpeza em todos os seus ângulos. O espaço vai contar com uma biblioteca com capacidade para 1 milhão de livros e haverá um museu de história e arte islâmica, além de uma escola corânica para 300 alunos dentro de seu complexo. O projeto e sua execução estão sendo realizados por empreiteiros chineses e terá um espaço útil para cerca de 120 mil fiéis. O investimento foi estimado em 1,2 milhões de euros. O governo pretende utilizar a mesquita para coroar o legado do presidente Abdelaziz Bouteflika, de 79 anos de idade.
"Mas o que poderia se esconder dentro de um projeto tão audacioso? Sabemos que o governo argelino está muito determinado a derrotar a militância islâmica que já opera em diversas regiões do país. A imensa mesquita parece ser uma tentativa de apaziguar o segmento religioso conservador nacional. Se o plano do governo for bem-sucedido, o empreendimento poderá se tornar um influente centro de aprendizado islâmico e também formador de opiniões, na tentativa de combater o ensino islâmico radical", comenta um dos analistas de perseguição.
Atualmente, existe uma grande preocupação dos líderes cristãos em relação a esses acontecimentos. "O presidente não está bem de saúde e quando ele morrer não se sabe quem será o sucessor e isso pode criar uma abertura para os grupos militantes islâmicos para desestabilizar o país, já que a estratégia deles é sempre a mesma, se aproveitam da insegurança e instabilidade para entrar em ação. A Argélia é o 37º país na atual Classificação da Perseguição Religiosa onde os cristãos não possuem liberdade para realizar cultos a Deus em público e as reuniões de oração costumam ser secretas. Interceda por eles em suas orações.

Portas Abertas


Temer anuncia medidas para reativar economia

Foto: Evaristo Sa/AFP
O presidente interino, Michel Temer, anunciou nesta terça-feira as primeiras medidas para reativar a economia do país, que se encaminha para a pior recessão em um século.
Entre os planos do governo está a antecipação do pagamento da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de pelo menos R$ 100 bilhões, ao Tesouro Nacional e uma reforma constitucional para estabelecer um teto no crescimento dos gastos do setor público.
Temer, que assumiu no dia 12 de maio, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff, tenta demonstrar firmeza em sua gestão, em meio às dificuldades políticas e econômicas.
"Quero enfatizar que não é em prazo de 12 dias ou dois meses que se vai tirar o Brasil da crise", alertou o presidente interino ao apresentar as medidas de ajuste aos líderes do Congresso, que darão a última palavra para que várias das medidas saiam do papel.
O governo interino já havia previsto na sexta-feira que o Brasil teria um enorme déficit primário neste ano, bem acima do que foi estimado durante a gestão de Dilma Rousseff.
O déficit foi estimado agora em 163,942 bilhões de reais, enquanto o governo da presidente Dilma Rousseff previa um rombo menor, de 96 bilhões de reais.
A nova meta fiscal será discutida nesta terça-feira pelo Congresso.
Caso a estimativa se concretize, este será o terceiro ano consecutivo de déficit fiscal.
Temer ressaltou que seu governo está trabalhando com o objetivo central de retomar o crescimento econômico do país, reduzir o desemprego e para levar aqueles que estão na pobreza absoluta para a classe média.
Temer aproveitou a ocasião para rebater os questionamentos sobre a legitimidade de seu governo.


AFP