Radio Evangélica

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

CNC: número de famílias endividadas cai em 2015, mas inadimplência aumenta

O ano de 2015 teve uma redução de 1,3% no número médio de famílias com dívidas, divulgou hoje (22) a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, no entanto, o número de famílias com dívidas e contas em atraso (inadimplentes) aumentou 8,4% em relação a 2014, chegando a 20,9%.
Pela primeira vez, desde 2010, ocorre aumento no número de famílias com contas atrasadas. No ano passado, 19,4% das famílias estavam nessa situação.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e apontam aumento da inadimplência. O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% e chegou a 7,7% do total. Em números absolutos, havia mais de 1,1 milhão de famílias nessa situação em 2015, contra 899 mil em 2014.
A redução do número de famílias com dívidas, para a CNC, está ligada a fatores desfavoráveis ao consumo, como aumento da inflação e desaquecimento do mercado de trabalho.
A pesquisa também aponta que a renda das famílias brasileiras está mais comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual médio da renda usada para este fim subiu de 30,4% para 30,6% – a maior taxa da série iniciada em 2010.
Crédito
Segundo a pesquisa, o encarecimento do crédito causado pelo aumento das taxas de juros contribuiu para um maior comprometimento da renda, que teve queda em valores reais no ano passado.
Um percentual de 12,4% das famílias se consideravam muito endividado em 2015, contra 11,6% em 2014. A parcela que acredita estar pouco endividada caiu de 26,6% para 26,2%.
As famílias com renda de até dez salários mínimos estão mais endividadas (62,4%) e também apresentam percentuais maiores quando perguntadas se têm contas em atraso (23,4%) e se estão sem condições de pagá-las (9%).
Para as famílias que ganham mais de dez salários mínimos, o endividamento está em 54,8%, 20,1% têm dívidas atrasadas e 2,8% declaram que não vão ter condições de quitá-las.


Fonte: Agência Brasil

Defesa pede que réu na Zelotes dispense depoimento de Lula

Lula foi chamado como testemunha em investigação sobre venda de MPs.
Para advogados, Lula já disse tudo sobre o assunto em outro depoimento.


A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva apresentou nesta sexta-feira (22), em audiência da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, pedido para que a defesa de um dos réus da Operação Zelotes desista de exigir depoimento do petista na ação penal que investiga venda de medidas provisórias. O depoimento está marcado para ocorrer na próxima segunda (25), em Brasília.
Lula foi arrolado como testemunha do réu Alexandre Paes dos Santos, lobista que teria atuado de forma ilegal na aprovação da MP 471 de 2009, que prorrogou por cinco anos benefícios tributários ao setor automotivo.Os advogados de Lula argumentaram que o ex-presidente já falou tudo o que sabe sobre o caso em depoimento anterior, do dia 6 janeiro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na ocasião, ele foi ouvido pela força-tarefa da Operação Zelotes na condição de
colaborador. Segundo a assessoria do Instituto Lula, ele depôs como informante, não como investigado nem testemunha.

O advogado Marcelo Leal, que representa o réu Alexandre Paes dos Santos, disse que analisaria o depoimento dado por Lula para decidir se o dispensa ou não. “Se a acusação contra o meu cliente é de compra e venda de uma MP editada no governo Lula. E se a lei diz que a edição de medida provisória é prerrogativa do presidente da República, é natural que a defesa queira ouvi-lo”, afirmou.
Ele destacou que insistirá em ouvir Lula se o depoimento dado por ele à Polícia Federal for inconsistente. “Se o depoimento não me servidor, vou insistir na oitiva. Vou brigar por cada centímetro de direito do meu cliente”, afirmou.
A Operação Zelotes investiga a suspeita de negociação da MP 471, de 2009, e da MP 512, de 2010, as duas editadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A outra medida provisória investigada é da gestão Dilma Rousseff, a MP 627, de 2013. Já foram denunciados 15 réus suspeitos de participar da negociação, a maioria lobistas e empresários que defenderiam interesses de clientes negociando alterações nas medidas provisórias em troca de propina.
A presidente Dilma Rousseff também foi notificada para depor no processo da Zelotes, mas poderá responder por escrito e dizer que nada tem a esclarecer sobre o fato.
Ela foi arrolada como testemunha pelo empresário  e advogado Eduardo Valadão, que também é acusado de integrar o esquema de venda de MPs. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, que conduz a ação penal, autorizou o depoimento da presidente sob o argumento de que é direito do réu escolher suas testemunhas.

Operação Zelotes
Deflagrada em março pela Polícia Federal, a Operação Zelotes investiga venda de medidas provisórias e supostas irregularidades em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf). Em 4 de dezembro, 15 pessoas suspeitas de participar do esquema se tornaram réus depois que a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Segundo as investigações, empresas teriam atuado junto a conselheiros do órgão para que multas aplicadas a elas fossem reduzidas ou anuladas. Na denúncia, o MP pediu que o grupo, composto por advogados, lobistas e servidores, devolva aos cofres públicos R$ 2,4 milhões, por conta de benefícios fiscais concedidos a empresas do setor automobilístico, mas aprovadas mediante pagamento de propina.
Inicialmente voltada à apuração de supostas irregularidades no Carf, a Zelotes descobriu que uma das empresas que atuava no órgão recebeu R$ 57 milhões de uma montadora de veículos entre 2009 e 2015 para aprovar emenda à Medida Provisória 471 de 2009, que rendeu a essa montadora benefícios fiscais de R$ 879,5 milhões. Junto ao Carf, a montadora deixou de pagar R$ 266 milhões.
Além de integrantes dessas empresas, a denúncia também acusa membros de outra companhia. Entre os 16 denunciados, há também uma servidora do Executivo e um servidor do Senado. De todos os acusados, sete permanecem em prisão preventiva, decretada no fim de outubro.

Fonte: G1

Imagem: Internet

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Procurador-geral rebate declarações de Cássio e diz que gestão tucana "foi um desastre"

As declarações dadas pelo senador Cássio Cunha Lima criticando a gestão do governador Ricardo Coutinho continuam repercutindo de maneira negativa no estado. Cássio alegou que Ricardo Coutinho (PSB) teria “quebrado o estado” e logo teve suas declarações rebatidas pelo procurado-geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro.
Durante entrevista concedida a TV Arapuan, o procurador fez questão de destacar que diante do cenário de crise econômica nacional, a administração do governador Ricardo Coutinho tem mantido as contas estáveis. Gilberto Carneiro analisou os dois modelos de gestão e disse que os paraibanos escolheram pelo trabalho. “Na própria campanha a população identificou quem engana e quem realmente trabalha. Cássio não tem moral para falar sobre gestão pública”, disse.
Sobre a gestão tucana, o procurador foi direto em sua opinião: “As duas gestões dele foram um desastre, ele precisou fazer empréstimo para fazer pagamento de servidor, isso numa época em que não havia crise. Em 2006 teve crescimento de 3% do PIB, nós estamos em momento de recessão com crescimento negativo de 3,5% e mesmo assim o Estado continua mantendo todas as obrigações em dia e fazendo os investimentos que todos veem.”
Gilberto lembro que toda a população pode ter acesso a receita do estado, através do Portal da Transparência. “Os dados estão no Sagres, qualquer cidadão tem acesso, como também pelo Portal da Transparência. Podem consultar pelo Sagres os boletins que são encaminhados bimestralmente para efeito de publicação. Por lá se vê a receita do estado e pode se tirar as conclusões”, explicou.


Fonte: PB Agora

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cristãos indonésios são atacados novamente

As perseguições vindas de grupos radicais islâmicos estão aumentando a cada dia

Na Indonésia, pelo menos sete pessoas morreram e outras seis ficaram gravemente feridas, durante os ataques ocorridos na última semana, em Jacarta, capital do país. Houve uma série de atentados à bomba e um tiroteio que atingiu cinco dos agressores, que também morreram. A polícia local já confirmou que eles estavam envolvidos com o Estado Islâmico e agora continua em busca dos outros membros do grupo.
O Departamento de Polícia Nacional disponibilizou reforço para a segurança de várias cidades próximas, incluindo aeroportos e prédios do governo. O presidente, Joko Widodo, declarou que condena o ataque e pediu a todos os cidadãos para manter a calma e que não tenham medo de ataques terroristas. O povo, porém, não se sente seguro com as palavras do líder que só decepcionou desde que foi eleito.
Para os cristãos, que fazem parte das minorias religiosas do país, a situação é ainda pior. "As perseguições vindas de grupos radicais islâmicos estão aumentando a cada dia, além disso, há muita burocracia para que uma igreja cristã seja registrada, podendo nem dar certo ou então sofrer ataques violentos. Desde 2014, mais de 50 igrejas foram atacadas, muitas delas até destruídas por esses grupos", comenta um dos analistas de perseguição. Ore pelos cristãos indonésios.


Fonte: Portas Abertas

PSB concorda com famílias e vê falha na investigação do acidente com Campos

Famílias dos tripulantes e de Eduardo Campos acreditam que as autoridades deveriam investigar possíveis falhas técnicas do jato e pretendem entrar com ação na Justiça contra a Cessna

Em nota assinada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, o PSB disse nesta quarta-feira (20), concordar com a família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em relação a falhas na investigação do acidente aéreo que matou o então candidato a presidente, em agosto de 2014, e mais seis ocupantes do jato Cessna Citation 560 XL.
De acordo com relatório do Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB), a indisciplina em voo, as péssimas condições meteorológicas na hora do acidente, o cansaço do piloto Marcos Martins e do copiloto Geraldo Magela Barbosa e a falta de treinamento deles naquele modelo levaram a uma possível "desorientação espacial" - que fizeram a tripulação perder o controle da aeronave, levando à queda. As investigações descartaram falha técnica da aeronave.
Tanto as famílias dos tripulantes quanto a de Eduardo Campos, porém, acreditam que as autoridades deveriam avançar nas investigações de possíveis falhas técnicas do modelo usado pelo então candidato presidencial e pretendem entrar com ação na Justiça dos Estados Unidos contra a Cessna, fabricante do jato. A nota divulgada nesta quarta pelo PSB diz que o partido "expressa sua concordância com as ponderações feitas pela família de Campos a respeito das conclusões do trabalho".
"O PSB entende que o Cenipa deveria ter considerado outros acidentes e incidentes envolvendo aeronaves da mesma família, Citation, de fabricação norte-americana, e realizado durante a investigação um teste de simulador de voo", diz o texto assinado por Siqueira, ex-braço direito de Eduardo Campos. A nota termina ao afirma que "se espera, por ora, a conclusão da apuração a cargo da Procuradoria da República e da Polícia Federal".


Fonte: Click PB
Foto: Divulgação

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasil pode ter quase 1 em cada 5 novos desempregados do mundo em 2017, diz OIT

Estimativa é de que 700 mil brasileiros perderão o emprego até a chegada do ano que vem

Quase um em cada cinco novos desempregados do mundo em 2016 e 2017 virá do Brasil. A estimativa é da OIT (Organização Mundial do Trabalho), que em seu mais recente relatório sobre empregabilidade, divulgado neste terça-feira (19), acredita que 700 mil brasileiros se somarão ao contingente de desempregados até o ano que vem, de um total que pode chegar a 3,4 milhões de pessoas ao redor do planeta.
O País é citado diversas vezes no documento como exemplo de mercado de trabalho em apuros. Segundo a OIT, economias emergentes como a brasileira serão as que mais sofrerão com o desemprego em 2016.
Em meio à crise econômica e à recessão, a sangria no mercado de trabalho do Brasil já foi sentida em 2015: nos 12 meses até novembro, foram perdidas cerca de 1,5 milhão de vagas formais no País.
A China, que acaba de divulgar seu menor índice de crescimento em 25 anos, por exemplo, terá 800 mil desempregados a mais nos próximos dois anos. A desaceleração do País — que é um grande exportador e também grande comprador de matéria-prima, inclusive do Brasil - é um dos principais fatores por trás do recuo no emprego global, segundo a OIT.
A entidade chama a atenção também para a possibilidade de uma acentuação do desemprego caso países emergentes adotem medidas de austeridade - pelos cálculos da OIT, isso poderia criar um contingente extra de 2 milhões de desempregados, inclusive no Brasil.
Mas a organização também cita como causas do desemprego a freada em investimentos de longo prazo, a diminuição nas populações economicamente ativas e os grandes níveis de desigualdade social ao redor do mundo.
"O ambiente econômico instável, associado a fluxos de capital voláteis, a mercados financeiros ainda disfuncionais e à escassez de demanda global continuam a afetar as empresas e a desencorajar o investimento e a criação de empregos", explica Raymond Torres, diretor do Departamento de Pesquisa da OIT, em comunicado do órgão.
A queda na demanda por commodities brasileiras é apontada como uma das causas para aumento no desemprego

Índices
Para a OIT, o desemprego no Brasil será de 7,7% em 2016 e 7,6% em 2017 — índices abaixo da União Europeia (na casa de 9%), mas acima de China, Índia e Rússia. A média geral dos países emergentes ficará abaixo de 6% na projeções da OIT.
A entidade menciona o impacto da desaceleração chinesa na economia brasileira sob a forma da redução na demanda por commodities, que de acordo com as mais recentes estatísticas oficiais derrubou em 13% as exportações para o país asiático, o principal parceiro comercial brasileiro desde 2009.
O Brasil também aparece de forma negativa em um ranking da OIT sobre vulnerabilidade empregatícia — índice que inclui, por exemplo, os trabalhadores autônomos. Com uma taxa de 24%, o País tem um dos piores desempenhos entre as grandes economias: apenas China e Índia, cujas populações são pelo menos cinco vezes maiores que a brasileira, apresentam índices de vulnerabilidade mais acentuados.
A OIT vê um quadro de fraqueza estrutural a longo prazo e estima que, desde 2007, o número mundial de desempregados tenha crescido pelo menos em 27 milhões de pessoas, impulsionado pela grande crise financeira global de 2008-09.

De acordo com a entidade, o número total de desempregados no mundo ultrapassará a marca de 200 milhões de pessoas até 2017. E pelo menos 1,5 bilhão de pessoas está em situação de emprego vulnerável.

Fonte: Portal R7

Porta voz do Governo RC comenta criação de Câmara de Conciliação

O secretário do Estado de Comunicação, Luís Torres, comentou a criação da Câmara de Conciliação e Instrução no âmbito do Poder Executivo. De acordo com o secretário, a Câmara é mais uma medida tomada pelo governador Ricardo Coutinho com o objetivo de dar maior proteção ao sistema fiscal da Paraíba.
Segundo Luís Torres, a instalação da Câmara ajudará o governo a continuar cumprindo com os compromissos do Estado. “O nome já supõe um chamamento dos fornecedores que mantém contratos com o estado, afim de que eles possam, dentro de uma nova análise desses contratos com o Governo, chegar a um acordo de redução desses valores para o bem do estado”, explicou o secretário.
Torres ressaltou ainda que a medida é importante para que durante este momento de crise o estado possa assegurar a continuidade de todos os serviços. “O estado da Paraíba tem conseguido se proteger dessa crise econômica, mas não é uma ilha, não está isolado do Brasil e, naturalmente, está vulnerável aos efeitos de uma crise econômica que atinge o país e trás efeitos muito nocivos a vários estados”, afirmou.
O secretário de Comunicação garantiu ainda que o governador Ricardo Coutinho tem conduzido as contas públicas da Paraíba ao longo dos anos com o objetivo de proteger o estado dos efeitos da crise.


Fonte: PB Agora

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que assegura prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda (IR) a pessoas em tratamento de câncer, em qualquer estágio da doença. A medida está prevista no Projeto de Lei 202/15, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS).
Para ter acesso à restituição antecipada do IR, o paciente precisará apresentar à Secretaria da Receita Federal do Brasil um laudo médico que comprove seu tratamento.
Relatora na comissão, a deputada Leandre (PV-PR) defendeu a aprovação da matéria. Segundo ela, o projeto não compromete o orçamento da União e poderá ampliar as possibilidades de cura dos pacientes. “Antecipar o recebimento desses recursos reforça a atuação do Estado na tarefa de implementar políticas públicas de combate a tal terrível doença”, disse Leandre.
A parlamentar propôs um substitutivo apenas para determinar que a alteração na restituição seja incluída na Lei 9.250/95, que define regras do IR de pessoas físicas. “É esse o diploma legal atualmente em vigor que regula, em grande parte, os pormenores do tributo”, justificou.
Tramitação
O texto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Fonte: Agência Câmara de Notícias

Rosto de Hitler e suástica são pichados em sinagoga de Tel Aviv

Os vândalos escreveram frases como "Hitler era judeu" em inglês e em hebraico
Uma sinagoga em Tel Aviv, Israel, amanheceu na última terça-feira (12) com pichações com o rosto de Hitler e com a suástica, além de frases como “Heilike” e “Hitler era judeu” escritas em inglês e hebraico.
De acordo com a TPS, o retrato ofensivo do líder nazista foi pichado Sinagoga “Shlush” na rua “Shlush” e também em outros edifícios do bairro de Neve Tzedek, em Tel Aviv.
Os vândalos ainda picharam a suástica, símbolo nazista, dentro de uma Estrela de Davi, uma clara ofensa e ameaça aos judeus.
As investigações para descobrir e punir os autores do ato de vandalismo já começaram, as autoridades israelenses tentaram encontrar a identidade de quem teria pichado muros e a sinagoga.


Fonte: Gospel Prime

domingo, 17 de janeiro de 2016

'O direito de defesa não pode ser infinito', diz procurador da Lava Jato

Bruno Calabrich, que atua na investigação de políticos em Brasília, contesta alegações de abusos na operação e afirma que advogados e juízes abraçam um 'hipergarantismo' que supervalorizar os direitos do acusado em detrimento do interesse público e de uma justa punição dos culpados

Homem de confiança do procurador-geral da República Rodrigo Janot, o baiano Bruno Calabrich atua em Brasília nos processos em que deputados e senadores são suspeitos de embolsar propina no bilionário escândalo do petrolão. Está nas mãos dele, por exemplo, a estrondosa delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que detalhou a partilha de dinheiro a caciques da política, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e disse que o ex-presidente Lula loteou a estatal - ação endossada por Dilma na BR Distribuidora, segundo o delator. Em meio às investigações da Lava Jato, Calabrich esbarra cotidianamente com as alegações das defesas de que réus poderosos estariam tendo os direitos violados por uma "sanha acusatória" do Ministério Público. Esse tipo de argumento, diz, é o que pode ser chamado de "hipergarantismo" ou "garantismo à brasileira", uma tese que supõe que os direitos individuais de um suspeito teriam preponderância sobre interesses gerais, como o de a população não ser prejudicada por desvio de dinheiro. Ao lembrar que em todo o Brasil cerca de 600 pessoas apenas estão presas por crimes relacionados à corrupção, o procurador da República resume: "A sociedade hoje não aceita mais ser vítima de crimes de corrupção nessa intensidade".
Críticos da Lava Jato dizem que o Ministério Público tem uma sanha acusatória contra personalidades conhecidas. Isso é típico das defesas, que adotam um discurso mais para sociedade e se esquecem do processo. Não vejo essa sanha acusatória do Ministério Público porque qualquer denúncia deve ser baseada em provas. Se não for, vai ser rejeitada. No caso da Lava Jato, não verifico que o trabalho dos colegas esteja sendo feito com o objetivo de exploração midiática dos casos. Se existir uma sanha acusatória do Ministério Público, o Judiciário tem que rejeitar as denúncias e absolver. O Ministério Público não acusa por acusar.
Os mesmos advogados afirmam que essa postura seria antigarantista. A teoria do garantismo foi concebida para assegurar que mesmo quem cometeu um crime só possa ser levado à prisão se respeitados todos os direitos fundamentais, incluindo uma pena justa proporcional ao crime. O Brasil hoje só se tem olhos para a primeira parte da equação, aquela que trata dos direitos, e trata a pena, ainda que justa e proporcional, como um mal. É o que chamo de hipergarantismo.
Esse hipergarantismo vale mais para os réus ricos? As teses próprias desse pensamento, que exagera nos direitos individuais do investigado e que esquece os direitos da sociedade e da vítima, têm sido invocadas mais nos casos de réus ricos. O hipergarantismo interpreta a Constituição e as leis brasileiras de modo a supervalorizar direitos do acusado em detrimento do interesse público e de uma justa punição dos culpados. Eles têm olhos apenas para uma parte da equação, tornando a balança desequilibrada e achando que o direito de defesa é aparentemente infinito. O direito de defesa não pode ser infinito.
Essa interpretação do garantismo ao final visa à impunidade? O interesse da defesa na prática acaba não sendo a apreciação dos recursos, e sim que fiquem dormitando na mesa dos tribunais até que se alcance a prescrição. O Ministério Público defende a alteração dos prazos prescricionais e a execução da sentença a partir do julgamento de segundo grau, sem esperar o Superior Tribunal de Justiça ou o Supremo Tribunal Federal. Não está na Constituição o que é trânsito em julgado. Por isso, a execução poderia ser acelerada. Hoje a regra é que uma pessoa permaneça em liberdade até que o STF confirme a prisão. O sistema é irracional porque as decisões de milhares de juízes acabam sendo dependentes de onze ministros em Brasília. O garantismo à brasileira é um instrumento de impunidade.
Os tribunais brasileiros são hipergarantistas? Os tribunais hoje estão num ponto de inflexão. Eles já produziram decisões com caráter de hipergarantismo, sim. Alguns tribunais, em decisões pontuais, têm entendido que é lícito, por parte de um investigado, apresentar um documento falso quando de uma abordagem policial para não produzir provas contra si mesmo. Isso autoriza a pessoa a cometer um crime apresentando um documento falso a um policial. Um tribunal absolveu um réu da acusação de porte de arma de fogo porque a atividade dele, ilícita, de traficante de drogas, era muito perigosa. Na decisão, o juiz faz referências expressas à atividade dele: já que ele trabalha com tráfico de drogas seria normal ele usar uma arma. Isso é um exemplo máximo de hipergarantismo. Outro exemplo são tribunais que têm entendido que, baseado no direito ao silêncio para não se incriminar, o réu tem direito de mentir em sua defesa. Isso é uma interpretação equivocada da Constituição, mas no Brasil é majoritário esse entendimento de que o réu teria direito de mentir. Seria o réu atrapalhando uma atividade do Estado. Em uma comparação um pouco exagerada, é como se a Justiça desse aval para que o réu forjasse provas na cena do crime.
Qual foi o exemplo máximo de hipergarantismo na justiça brasileira? Um bom exemplo de hipergarantismo foi a tese de que o Ministério Público não podia investigar. O caso que serviu de mote para o STF foi o do ex-deputado maranhense Remi Trinta. A tese sobre a investigação do MP ficou sendo debatida ao longo de vários anos. No meio desse debate, ele não se reelegeu deputado e perdeu o foro privilegiado. O processo desceu para a primeira instância e acabou prescrito. A simples invocação da tese hipergarantista atrasou em vários anos a conclusão do processo e levou à impunidade. E isso que ele era acusado de estelionato por fraudar o SUS e cobrar dinheiro por um parto de um homem! Foi escandaloso. Não interessava se o homem pariu ou não. O Ministério Público não poderia estar na investigação.
O garantismo foi muito invocado na reta final do julgamento do mensalão. No mensalão, o próprio ministro Roberto Barroso disse que o caso era um ponto fora da curva. Não sei se foi um ponto fora da curva. Na verdade, talvez estejamos em uma curva em que a sociedade hoje não aceita mais ser vítima de crimes de corrupção nessa intensidade, nessa gravidade. Os tribunais não podem se calar diante do interesse público de que sejam punidos os autores de crimes do colarinho branco. Não é que o tribunal vá julgar conforme a pressões das ruas, mas o interesse público deve pautar o julgamento de qualquer tribunal. O interesse público está em condenar quem cometeu um crime e assegurar que qualquer investigado ou processado tenha seus direitos preservados.
Como responde às críticas de que o juiz Sergio Moro está sendo midiático em suas decisões? Não me consta que o juiz Sergio Moro tenha violado direitos dos investigados, tanto que as prisões têm sido mantidas e as provas têm sido mantidas. Não se tem declarado nenhuma prova inválida. Sob esse ponto de vista, pode se afirmar sem sombra de dúvida que tanto os procuradores que atuam na Lava Jato quanto os juízes e tribunais têm tido uma postura garantista. O juiz Moro tem agido de forma garantista. Desconheço abusos ou ilegalidades praticadas tanto em primeiro grau quanto nos demais tribunais.
A que atribui a postura desses advogados críticos a operações como a Lava Jato? Não se discute mais o mérito, o fato, o crime cometido, e sim se o ator de processo penal poderia ou não ter juntado uma determinada prova. Alguns advogados ainda têm a mentalidade de tratar o Estado brasileiro como repressor, policialesco. O Brasil prende muito? Acho que o Brasil prende mal. Apenas 0,1% dos presos no Brasil estão presos por corrupção, ou seja, apenas 600 pessoas. Eu acho que tem muito mais corruptos no Brasil do que 600. Para os crimes de corrupção, o Estado brasileiro não é nem policialesco nem repressor. Prende-se muito pouco.
Esses argumentos pseudogarantistas incluem as críticas à delação premiada.Tem-se invocado a tese de que a colaboração premiada seria inconstitucional porque seria um estímulo à traição, uma imoralidade estimulada pelo Estado. Esse argumento desconsidera que o compromisso ético que se deve exigir de alguém não é com seus comparsas de crimes ou com a gangue, e sim com a sociedade. Se um criminoso trair os comparsas, tanto melhor. A sociedade espera isso dele e acaba com a omertà, o pacto de silêncio entre criminosos. No hipergarantismo, é mais valioso o pacto que um acusado tem com criminosos do que o pacto ético que ele deveria ter com a sociedade.


Fonte: Veja.com