O ministro da justiça social na Índia, Thavar Chand Gehlot, disse que não é do interesse do governo estender benefícios aos cristãos, pois isso causaria ainda mais conversões ao cristianismo
O governo da Índia afirma que não se deve estender benefícios, como emprego e assistência educacional, aos cristãos mais pobres do país. “Por um lado”, ele disse, “não há cristãos entre os dalits* na Índia. Por outro, estender os benefícios do governo para os cristãos pobres encorajaria os também pobres índios hindus a se converterem na esperança de qualificação para os programas de assistência social”.
As declarações do ministro ao The Times of India, zombam de ativistas que trabalham com os dalits cristãos. Os advogados de cristãos e dalits muçulmanos já tentaram por décadas garantir a estes o acesso a emprego, educação e moradia concedidos pelo governo.
"Como líder de inúmeros dalits cristãos, eu tenho de afirmar que a posição do ministro é infeliz", diz o Rev. Kumar Swamy, secretário nacional do All India Christian Council, à World Watch Monitor.
"A Constituição diz claramente que os cidadãos não serão discriminados com base na religião", disse Swamy. A disposição do governo de benefíciar aos hindus dalits, por um lado, e a recusa de auxílio para dalits cristãos e muçulmanos por outro lado”, disse ele, “é a violação de um direito fundamental de igualdade perante a lei garantida no âmbito da Constituição."
*Nome dado aos cidadãos mais pobres e marginalizadas do país, às vezes chamados de "intocáveis".
Fonte: Portas Abertas
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
Cássio pode ser indicado para líder do PSDB no Senado em 2015
O senador Cássio Cunha Lima
(PSDB) pode vir a disputar a liderança do partido no Senado a partir do ano que
vem. Esta é a análise feita pelo colunista Cláudio Humberto, em texto publicado
neste domingo em seu blog, Diário do Poder. Humberto coloca outros tucanos no
páreo, como Aloysio Nunes – o atual líder –, Tasso Jereissati e José Serra.
“Muito ligado a Aécio Neves, o senador Cássio Cunha Lima (PB) tem se colocado para líder do PSDB no Senado em 2015. Também estão no páreo Aloysio Nunes, Tasso Jereissati, José Serra…”, diz o trecho da coluna de Humberto.
O nome de Cássio já vem sendo ventilado há alguns dias, nas searas internas. Recentemente, o tucano foi destaque na mídia nacional como a voz da oposição no Congresso ao criticar a manobra do Palácio do Planalto para aprovação do projeto de lei que reduz a meta fiscal do governo em 2014.
Fonte: Parlamentopb
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Ruy Carneiro repudia possível tentativa de ressuscitar CPMF
Não cabe na cabeça e no bolso de nenhum
brasileiro a criação de mais um imposto. A avaliação é do presidente estadual
do PSDB, deputado federal Ruy Carneiro (PB), sobre a notícia de que alguns
governadores estariam dispostos a defender o retorno da CPMF durante o encontro
dos governadores do Nordeste, realizado nesta terça-feira (9), em João Pessoa.
-Seguramente essa ideia não terá apoio
dos brasileiros. Tanto é que o tema foi tratado superficialmente por alguns
gestores. O Brasil não precisa de novos impostos. O Brasil precisa gastar com
eficiência o que já arrecada. O Brasil precisa reduzir os gastos com a máquina
pública, combater a corrupção e revisar o seu Pacto Federativo que é um
sacrifício para com os estados e municípios, disse Ruy Carneiro, na Câmara
Federal.
O parlamentar recordou a luta para
derrubada da antiga CPMF que segundo ele foi desvirtuada no atual governo do
PT. "Lutamos para derrubar o imposto do cheque, a antiga CPMF, que naquele
instante tinha perdido o seu real objetivo que era o de contribuir com o
financiamento da saúde pública", lembrou.
Ruy Carneiro, no entanto considerou a
necessidade de mais investimentos na saúde pública, principalmente para os
pequenos estados e municípios. Ele lembrou que o Brasil já conta com 39
impostos. "Basta, não cabe no bolso e nem na cabeça de nenhum brasileiro a
criação de mais impostos", concluiu.
Fonte: ParlamentoPB
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
ONU pressiona Israel a se desarmar
Resolução obriga Estado judeu a submeter-se à supervisão internacional
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas
(ONU) aprovou por ampla maioria de votos uma resolução defendida pelas nações
árabes para que Israel desarme suas armas nucleares. O governo israelense
deverá colocar imediatamente suas instalações nucleares sob supervisão
internacional. Mais especificamente a Agência de Energia Atômica da ONU (AIEA).
Com 165 votos favoráveis – com 5
contrários e 18 abstenções – o documento aprovado defende que Israel é o único
país do Oriente Médio que não faz parte do tratado de não-proliferação de armas
nucleares. Por isso, Israel deve “aderir ao tratado sem demora, para que não
possa desenvolver, produzir, testar ou adquirir armas nucleares, devendo renunciar
à posse de armas atômicas”. Os EUA continuam sendo o maior aliado de Israel,
mas ficou nítido que isso não influencia outras nações.
A medida, apresentada pelo Egito,
reforça uma proposta árabe semelhante que não conseguiu ser aprovado na reunião
da AIEA em setembro. Israel criticou os países árabes por minarem o diálogo com
o Estado judeu nas arenas internacionais.
Curiosamente, a resolução da ONU é
intitulada “O risco de proliferação nuclear no Oriente Médio”, exigindo que a
região seja uma zona livre de armas nucleares. Em sua defesa, Israel mantém o
discurso de que um plano completo de paz entre palestinos e israelenses deve
preceder qualquer criação de uma zona livre de armas de destruição em massa.
Lembrou ainda que o programa nuclear iraniano é uma ameaça real, embora o Irã
negue, mas a cobrança da ONU em relação a eles é menos enfática.
A resolução das nações unidas
ocorre em um momento onde Israel sofre intensa pressão externa para o
reconhecimento da Palestina como Estado independente. O enfraquecimento de seu
poderio militar diante de tantas ameaças de guerra gera apreensão.
É crescente o número de embaixadas
e representações diplomáticas palestinas espalhadas pelo mundo. Em outubro, a
Suécia se juntou a Bulgária, Romênia, Polônia, República Tcheca e Hungria no
reconhecimento da Palestina. Os parlamentos do Reino Unido, Irlanda e Espanha
declararam ser a favor de fazer o mesmo. O Parlamento Europeu estuda um
possível reconhecimento para 2015.
Quando ainda sonhava com uma vaga
no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil havia reconhecido a Palestina em
2010, quando Lula era o presidente. Com informações de ABC News
Fonte: Gospel Prime
domingo, 30 de novembro de 2014
Devemos negar a nós mesmo e não a Cristo com nossas atitudes
Incrível como vemos pessoas que
se intitulam cristãs e para desculpar muitas de suas vontades usam o argumento:
a Bíblia diz. Não tem se quer o trabalho
de citar um único versículo para tentar justificar ainda mais suas vontades.
Para meditação desses “seguidores”
de Cristo:
E chamando a si a multidão, com
os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si
mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. (Marcos 8:34)
Joabson João
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Lei Que Rege A Guarda Dos Filhos Vai Mudar.Confira
Se divorciar não é exatamente a coisa mais fácil, e
quando se tem filhos o processo tende a ser ainda pior. Isso porque, além da
divisão dos bens, os pais também precisam enfrentar uma série de audiências
para definir quem irá ficar com a guarda dos filhos. Mas essa
realidade está prestes a ser mudada no quesito guarda dos filhos. Com o projeto
de lei 117/2013 aprovado ontem (26) pelo Senado Federal, saindo a separação
judicial, automaticamente, pai e mãe recebem a guarda compartilhada. Isso
porque, o projeto determina que a custódia dos filhos de pais divorciados ainda
que haja desacordo entre os ex-cônjuges, deverá ser compartilhada.
De acordo com o advogado especialista em Direito
Civil, Leopoldo Torres, o projeto que segue agora para sanção presidencial para
virar lei, altera quatro artigos do Código Civil (os 1.583, 1.584, 1.585 e
1.634). E prevê que o tempo de convivência com os filhos deve ser dividido de
forma "equilibrada" entre mãe e pai.
"A lei atual induz o magistrado decidir
somente pela guarda compartilhada, quando os pais mantém um bom relacionamento
na separação, e a guarda unilateral como melhor solução nos casos de litigio. O
que se observa é que a mudança vai retirar o conservadorismo no que se refere
em que na maioria dos casos a guarda fica com a mãe", disse o advogado.
A psicóloga, doutora em psicologia jurídica, Rildésia Gouveia,
afirma que a mudança deve ser positiva para os filhos, pois eles passarão a
desfrutar da convivência permanente com seus pais. "A separação dos pais
para os filhos trás dores, deixa feridas, e evitar o contato com o outro mesmo
que indireto, pode mexer no emocional de cada um".
A doutora Rildésia lembra ainda, que a
mudança também deve contribuir para evitar a alienação parental, que por sua
vez, não decorre do ato de se separar. "A alienação pode ser,
paradoxalmente, acentuada quando se convive apenas com um lado, mas talvez mais
do que as crianças, os pais em alguns casos necessitam de atenção e apoio, pois
não são as crianças que têm problemas, mas seus pais, elas são tão somente
vítimas incontestável desse quadro de desarmonia familiar", ressaltou.
Conforme informa o advogado, com a guarda
compartilhada, os pais serão responsáveis por decidir tudo sobre o filho em
conjunto, forma de criação e educação da criança; autorização de viagens ao
exterior e mudança de residência para outra cidade.
E algumas medidas serão tomadas em
estabelecimentos, como por exemplo, a escola que negar informação sobre o filho
ao pai, por ter uma observação de que a responsável pela criança é a mãe,
deverá receber uma multa. Isso, evitar uma situação de constrangimento para os
pais.
Após essa nova lei ser sancionada, a prioridade
será toda criança, a guarda unilateral será concedida apenas quando um dos pais
abrir mão do direito ou caso juiz verifique que o filho não deva permanecer sob
a tutela de um dos responsáveis. E para aqueles pais que tiverem interesse em
mudar o tipo de guarda, deverão entrar com um pedido de revisão de guarda com
base nessa futura lei.
Graça Macena
Vimos no: http://rembrandtcarvalho.blogspot.com.br
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Aposentado não poderá mais tirar empréstimo em qualquer agência bancária
O Sistema ECO da
Previdência Social condiciona o pedido de empréstimo ao banco que possa pagar
benefícios previdenciários e tenha agência
O novo sistema desenvolvido pela Dataprev para gerir a concessão
de empréstimo consignado para aposentados do INSS dividiu opiniões em audiência
pública na Comissão de Finanças e Tributação, nesta quinta-feira (20). Pelo
novo sistema, chamado Sistema ECO, a averbação do empréstimo poderá acontecer
on-line. Hoje a resposta demora em média três dias. O ECO deverá entrar em
vigor em dezembro.
O deputado Leonardo Quintão, do PMDB de
Minas Gerais, que propôs o debate, defende que esse prazo seja adiado e que haja
mais discussão sobre o projeto. Ele destacou que, pelo novo sistema, os
aposentados só poderão pegar empréstimos com os bancos pagadores de benefícios,
que possuem agências bancárias, excluindo 60% dos bancos hoje conveniados com o
INSS.
“Os usuários estão contra. São 30
milhões de brasileiros aposentados que estão preocupados que serão obrigados a
pegar empréstimos em determinadas entidades financeiras. Então isso não pode.
Há um risco sistêmico, uma preocupação de risco sistêmico de aumento dos juros para
os aposentados. Então essa que é a preocupação da Comissão de Finanças.”
Essa também é a visão do presidente da
Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos, a Cobap, Warley
Gonçalves:
“O projeto vem prejudicar aposentados
e pensionistas. O projeto tira uma grande parte dos bancos que ficam
esparramados pelo Brasil inteiro. O que os grandes bancos querem fazer? Ficar
só para eles fazer o crédito consignado. É onde a Cobap e todas as entidades de
aposentados e pensionistas é contra esse ECO.”
O diretor adjunto de Serviços Bancários
da Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, Walter Faria, afirmou que são 13
bancos para pagamento de benefícios, o que daria diversas opções para os
aposentados. Para ele, o novo sistema vai trazer mais segurança para o usuário.
“Bom, o ECO surgiu a partir de uma
demanda do então ministro da Previdência, o senhor Gabas, que estava muito
preocupado com a ocorrência de fraudes na concessão do crédito consignado. Ele
chamou a rede bancária e pediu que a gente apresentasse um sistema que
garantisse a mitigação dessa fraude. E foi o que nós fizemos.”
O gerente do Departamento de Serviços do
INSS, Gilmar Souza, também afirmou que o sistema ECO é apenas uma inovação
tecnológica, visando dar mais agilidade e segurança para as operações de
crédito consignado para os aposentados. Segundo ele, nenhuma nova regra para a
concessão de crédito está sendo implementada a partir do novo sistema.
Por Nara
Gomes Borges publicado no jusbrasil.com.br
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Encontro de líderes muçulmanos mostra que América Latina é prioridade
Pouco divulgado no Brasil, ocorreu na última semana na
Turquia o primeiro encontro de líderes muçulmanos da América Latina. O tema foi
“Construindo as nossas tradições e do nosso futuro”, e teve como promotor o
Gabinete para Assuntos Religiosos do Presidente, chamado de Diyantet.
A reunião teve a participação de 76
líderes muçulmanos de 40 países, sob a direção de Mehmet Görmez, chefe do
Diyantet. Entre os participantes havia emissários de Brasil, Venezuela,
Argentina, Chile, México, Suriname, Uruguai, Paraguai, Nicarágua, Panamá,
Colômbia, Bolívia, República Dominicana, Guiana, Peru, Colômbia, Cuba, Equador,
Jamaica e Haiti.
Único continente do mundo que não
tem um número expressivo de muçulmanos, a América Latina parece ser o “alvo” do
expansionismo islâmico para os próximos anos. “Nós estamos aqui reunidos para
discutir questões que dizem respeito aos muçulmanos em países da América
Latina, seus cultos religiosos e as oportunidades de cooperação”, disse o Dr.
Görmez.
O presidente da Turquia, Recep
Tayyip Erdogan, fez um pronunciamento no último
sábado, afirmando que “A América não foi descoberta por
Cristóvão Colombo em 1492, mas sim por “navegadores muçulmanos” três séculos
antes”. Além de querer mudar o passado, o presidente também parece querer mudar
o futuro do continente, oferecendo-se para patrocinar a construção de
mesquitas.
O encontro de líderes islâmicos
latino-americanos abordou formas de cooperação mútua e como o governo turco
poderá ajudar os muçulmanos da América Latina em suas atividades. Um dos
principais aspectos levantados por Görmez é que ainda não há islamofobia na
América Latina e por isso a resistência ao Islã é menor.
Durante a reunião, outro tema que
mereceu atenção foi a falta de imãs fluentes em espanhol e português. A maior
concentração de muçulmanos na América do Sul está no Caribe, com cerca de 4,5
milhões de seguidores.
Segundo Mazen Mokhtar, presidente
para as Américas da Associação Muçulmana, existe uma “alta taxa” de conversão
ao Islã no continente. Embora não tenham divulgado números que comprovem essa
afirmação.
O número de muçulmanos no Brasil
cresceu 29.1% entre
2000 e 2010, segundo o IBGE. Número bem maior que o crescimento médio da
população, que foi de 12.3%.
Embora não existem registros
oficiais, estima-se que eles possam chegar a meio milhão de seguidores. Os
estados com maior concentração seriam São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio
de Janeiro e Minas Gerais. Em muitos deles, existem grandes comunidades de
imigrantes árabes. Só na capital paulista há cerca de 10 mesquitas, incluindo A
Mesquita Brasil, a primeira mesquita construída na América Latina.
Por que na Turquia?
Embora nem todo árabe seja
muçulmano, durante séculos o chamado Mundo Árabe reuniu a maior parte dos
seguidores de Maomé do planeta. O último grande império a levar a mensagem de
submissão a Alá foi o Otomano, cuja sede ficava na atual Turquia.
Foi justamente a capital Istambul
que hospedou o que está sendo chamado por especialistas em profecias
bíblicas de “Confederação do Anticristo”. O sheik Yusuf
al-Qaradawi, presidente da União Internacional de Sábios Muçulmanos, que
representa o maior grupo de estudiosos muçulmanos em todo o mundo, anunciou:
“Diferentemente de como era no passado, o califado dos dias de hoje deve ser
estabelecido através de uma série de Estados, governados pela sharia [lei
islâmica], e apoiado por autoridades e o povo na forma de uma federação ou
confederação”. Com informações de Carribean Newse World Bulletin
Gospel Prime
sábado, 15 de novembro de 2014
CONSOLO, A TERAPIA DIVINA PARA A ALMA
A vida não é indolor. Aqui não desfilamos por passarelas cobertas de
flores nem pisamos em tapetes aveludados. Caminhamos por desertos tórridos,
vales escuros e estradas crivadas de espinhos. Temos pressões externas e
temores internos. Choramos, sangramos e desmaiamos de angústia e dor. Nessas
horas, precisamos do consolo que vem de Deus, do bálsamo que vem do céu, da
terapia divina para a nossa alma.
Hernandes Dias Lopes
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Deputados acusam Vital de montar farsa na CPI da Petrobras
Um bate-boca marcou o fim do depoimento de Edmar
Diniz de Figueiredo, gerente de contratos da Petrobras, à comissão parlamentar
mista de inquérito que investiga as denúncias de corrupção na estatal. A oitiva
seguia sem muitos avanços, na palavra do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), até
que o senador Wellington Dias (PT-PI) alegou restrições regimentais para a
continuidade dos trabalhos, uma vez que a ordem do dia no plenário do Senado
havia começado. Depois de uma rápida discussão, o presidente Vital do Rêgo
(PMDB-PB), que inicialmente acatou o argumento de Onyx, encerrou os trabalhos,
sob gritos de protesto de membros da oposição.
Depois de encerrar as atividades da CPI, Vital
deixou imediatamente o auditório de reuniões da comissão. Acompanhado pela
imprensa no “túnel do tempo”, corredor que faz ligação das comissões com o
plenário, o senador falava com repórteres enquanto se dirigia para participar da
ordem do dia, reunindo dezenas de profissionais da notícia ao seu redor. Foi
quando surgiram aos gritos, em seu encalço, o líder do PPS na Câmara, Rubens
Bueno (PR), e os colegas Onyx e Carlos Sampaio (PSDB-SP), enfurecidos com a decisão
de Vital – eles reclamaram do fato de a sessão ter sido encerrada com diversos
requerimentos para depoimento na pauta.
Diante do avanço dos três deputados em sua direção,
Vital, que havia parado para falar rapidamente às câmeras, reiniciou sua
caminhada – deixando a atenção de repórteres e cinegrafistas para os
oposicionistas. Os deputados acusaram os membros aliados na CPI de, sob ordem
do governo, “enrolar” na condução do depoimento até o início da ordem do dia,
para então alegar a imposição regimental.
“Na forma do artigo 107 (do regimento), parágrafo
único, eu não posso coincidir reunião de comissão temporária especial ou de
inquérito com a ordem do dia. A ordem do dia do Senado estava sendo iniciada, e
tínhamos a obrigação de encerrar… (o depoimento)”, explicava Vital do Rêgo,
interrompido pela chegada dos deputados, aos gritos.
“O senador Vital está assumindo a desmoralização do
Congresso Nacional! Isso é uma desmoralização! Vocês têm que assumir essa
vergonha! Esse acordo que foi anunciado é mentiroso!”, bradava Rubens Bueno, ao
lado de Onyz e Sampaio. Ele se referiu ao acordo de procedimentos, que a
oposição nega, que acabou por evitar a aprovação de uma série de convites ou
convocações para que figuras do PT e do PSDB prestassem esclarecimentos sobre o
esquema de corrupção. Entre os requerimentos estavam os que incluíam o
ex-presidente Lula, a presidenta Dilma Rousseff, os senadores Aécio Neves
(PSDB-MG), Alvaro Dias (PSDB-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro da
Fazenda Antonio Palocci, entre outros, no rol de depoentes.
“Esta farsa está sendo montada e sendo presidida
pelo senador! Isso é o que tem que ser dito para o povo brasileiro, (Vital) não
pode fugir!, tem que responder isso! Esta farsa montada pelo senador Vital do
Rêgo e pela base do governo do PT, com a participação do relator (Marco Maia,
PT-RS), que fugiu da audiência! Essa é a grande verdade!”, vociferou o líder do
PPS. O deputado petista informou à secretaria de comissões que estava em
repouso devido a um acidente de moto.
“Estelionato eleitoral”
Ofegantemente, Rubens Bueno explicou que a “farsa”
consistiu na convocação da oitiva, depois de a comissão ter atingido o quórum
suficiente para funcionar, e depois na “embromação” até o início das votações
em plenário. “Ao chamar a oitiva, o relator indicado ad hoc (Afonso Florence,
PT-BA), do PT, ficou o tempo todo embromando, enrolando, até chegar a ordem do
dia. Chega o líder do PT, senador Humberto Costa (PE) no plenário e diz que tem
chamada nominal! Esta farsa, esta grande mentira anunciada como acordo
nacional! Esta mentira do PT, um estelionato eleitoral e, agora, do Congresso
Nacional”, vociferou o deputado.
O acordo a que os oposicionistas fazem menção
consistiria, em uma primeira fase, na chamada ex-dirigentes para depoimentos –
os primeiros seriam o ex-diretor da Área de Serviços da Petrobras Renato Duque
e o presidente licenciado da Transpetro, principal subsidiária Sérgio Machado.
Depois seria vez de políticos como a presidenta Dilma e o senador Aécio Neves,
entre vários outros. Para Carlos Sampaio, que mais cedo acusou o PT de mentir
sobre o acordo da semana passada, a conduta de Vital visou justamente impedir a
aprovação desse tipo de requerimento.
“O grande temor é a convocação das pessoas que
estão diretamente envolvidas (com o esquema de corrupção), e grande parte delas
da base do governo. O que a gente percebe, claramente, é que não só não houve
acordo, mas como eles manipularam – e, portanto, colocaram na vala comum –
todos os partidos políticos. Os partidos de oposição denunciaram o esquema! O
PT, o PP e o PMDB se beneficiaram desse mesmo esquema! É inadmissível a
postura, hoje, do presidente Vital do Rêgo. Ele fez o jogo do governo, sabe-se
lá por quais pretensões”, protestou Sampaio, também muito exaltado.
Convocações ameaçadas
Com a sessão encerrada, ficam sob risco de
arquivamento diversos convites ou convocações para depoimentos. Instalada em
maio, a CPI seria inicialmente encerrada no próximo dia 23 de novembro, e seus
membros dependem da maioria governista para aprovar a prorrogação das
atividades para 22 de dezembro. Na pauta desta terça (11) estava prevista a
aprovação das convocações de Sérgio Machado e Renato Duque.
Os requerimentos foram movidos depois da divulgação
de trechos dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo
Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, tido como operador financeiro do
esquema de desvio de recursos. Entre as acusações que ambos fizeram a políticos
de PT e PSDB, entre outros, está a de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR),
ex-ministra da Casa Civil, recebeu R$ 1 milhão do esquema para sua campanha ao
Senado, em 2010, a pedido de seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo
Bernardo (PT). Gleisi, como os demais citados nas delações, nega a denúncia.
Por outro lado, tucanos conseguiram evitar a
convocação do empresário Leonardo Meirelles, apontado nas investigações como
laranja do doleiro Alberto Youssef. Segundo Meirelles, em depoimento à Justiça
Federal, parlamentares do PSDB também receberam dinheiro desviado da Petrobras.
Em outra delação, Paulo Roberto Costa disse que o ex-presidente nacional do
PSDB e ex-senador Sérgio Guerra (PE), morto em março, cobrou-lhe R$ 10 milhões
para esvaziar uma CPI criada em 2009 também para investigar a Petrobras.
Segundo o delator, o dinheiro seria usado na campanha tucana em 2010, quando
Aécio foi eleito para o Senado – motivo que poderia ser alegado por petistas
para incluí-lo entre os eventuais depoentes.
Mas, para Rubens Bueno, o próprio senador Aécio já
se dispôs a comparecer a colegiado. Lorenzoni foi além e disse que a oposição
já reúne assinaturas para a instalação de nova CPI da Petrobras para a próxima
legislatura, já a partir de 1º de fevereiro, e que vão tentar aprovar os
requerimentos pendentes na próxima terça-feira (18). Para o deputado gaúcho, os
nomes que devem prestar depoimento são os que têm envolvimento direto no
esquema.
“Não tem essa história de Lula, Dilma ou Aécio. Nós
precisamos trazer aqueles que diretamente estavam sendo investigados. O governo
não quer que investiguemos, porque sabe que (a denúncia) vai chegar ao
Planalto. Quer jogar toda a conta do processo da Petrobras aqui para o
Congresso. Essa é uma estratégia que o governo usa desde o mensalão”, declarou
o deputado, acrescentando que as CPIs nunca haviam sido interrompidas por causa
de votações na Câmara ou no Senado. “A tradição é que os membros da comissão se
desloquem e a oitiva continue.
Congresso em foco
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