Radio Evangélica

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Efraim Filho defende fim do voto obrigatório para evitar 'voto Tiririca' e diz que justiça é 'benevolente' com casos de infidelidade partidária




O deputado federal Efraim Filho (DEM) reeleito nas eleições do último dia 5, defendeu a reforma política dizendo que é uma medida que precisa ser tomada de forma imediata.
“A reforma política passa pelo fortalecimento das instituições. Eu defendo o fim do voto obrigatório. Só deve participar das eleições quem quer ir às urnas. Quem não quer acaba dando um ‘voto Tiririca’”, disse Efraim, citando seu colega de Câmara Federal, o deputado por São Paulo Tiririca, que, neste ano, foi um fenômeno de votos, conquistando mais de um milhão de sufrágios.
Ele ainda defendeu os avanços conquistados com a Lei da Ficha Limpa e a questão da Fidelidade Partidária.
“Temos uma mudança de comportamento do eleitor e do próprio político, que começa a ver estas questões com mais seriedade”, disse.
Ele explicou que a lei da Fidelidade Partidária poderia ser aplicada com mais diligência. “O poder judiciário é benevolente com estes casos. A demora nos processos é prejudicial. Demora muito. O mandato acabou e o caso não foi julgado. Isso precisa mudar”, declarou o deputado.

João Thiago
Site: www.paraiba.com.br

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fim da reeleição: bom remédio para o Brasil (?)



Marina Silva (PSB) defende a ideia da não reeleição (para os cargos executivos), o PT nada disse oficialmente e o Aécio Neves (PSDB) desconversou: “Eu defendo, como sempre defendi, a coincidência das eleições com mandatos de cinco anos, sem direito à reeleição. O momento em que isso vai ser implementado dependerá do Congresso Nacional”. Se não nos mobilizarmos amplamente, a ideia da não-reeleição para o Executivo e para o Legislativo não vai vingar nunca.
Dos 513 deputados que irão compor a nova legislatura, com início em 1/2/15, 260 dizem ter como profissão a “política”. Tornaram-se, como se vê, políticos profissionais! Depois vêm advogados (44), empresários (42), médicos (29), servidores públicos (14), engenheiro (11), professores (11), economistas (7), jornalistas (6), agricultores (5), policiais (5) e outros (67) (Folha 9/10/14: 7). Dois candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa conseguiram votos para se eleger (Paulo Maluf e André Moura), mas ainda têm recursos pendentes.
Homens (não as mulheres), brancos (não negros nem índios), adultos (não crianças), grandes ou médios proprietários (não os pequenos ou não-proprietários), de orientação sexual masculina (não homossexuais etc.), corporalmente sãos (não portadores de deficiência física), livres (não os que se encontram em neoservidões ou neoescravidões), com ensino superior completo (411 dos 513 parlamentares) e políticos de carreira (260 dos 513): esse é o parlamentar médio na próxima composição da Câmara dos Deputados. Desde que a burguesia ascendente assumiu o poder político (no século XVII na Inglaterra e no século XVIII na França) sempre foi assim a composição dos Parlamentos, que são um retrato da sociedade e, acima de tudo, da forma de pensar da sociedade.
A maior bancada da Câmara, portanto, será dos “políticos de carreira” (260 políticos profissionais, que assumem a política como profissão). A segunda maior bancada (82 integrantes) é a doParentismo S. A. (filhotismo, familismo etc.). Esse é um fenômeno mundial, mas aqui tudo funciona de forma diferente. Em países como os EUA é o mérito de cada um que prepondera. Aqui é a indicação, a imposição, a escolha pessoal dos chefes dos partidos (é o famoso dedazo, como disse O Globo 9/10/14: 22). Os caciques manobram tudo dentro dos partidos, inclusive as gordas receitas que os financiadores das campanhas proporcionam. Não se estimula a troca dos antigos políticos por novas lideranças. São partidos viciados, que lutam somente pelo poder. Boa parcela dos brasileiros está exausta de tudo isso. A questão é como converter essa insatisfação em medidas concretas.
O desenvolvimento dos países depende de instituições fortes e organizadas (instituições políticas, econômicas, jurídicas e sociais). O Brasil se transformou numa sociedade extremamente complexa (com mais de 200 milhões de pessoas), com instituições fracas e desorganizadas (destacando-se o baixo nível de império da lei). A cada eleição renovam-se as esperanças de mudanças, mas tudo continua igual (“numa sucessão infinita de esperanças e decepções”, como disse Fernando Henrique Cardoso). Precisamente quando as forças sociais e econômicas se tornam variadíssimas e antagônicas é que as instituições deveriam se fortalecer. Em muitos países, no entanto, não é assim que funcionam as coisas. Tudo vai ficando cada vez mais complexo e as instituições vão se tornando cada vez mais impotentes, desconexas e disfuncionais.
Historicamente as instituições se fortalecem na medida em que os desacordos ideológicos, econômicos e sociais se incrementam. No Brasil invertebrado as coisas se passam de forma diferente. Estamos vendo muita desintegração e instituições mergulhadas na corrupção, na apatia, no mandonismo, no filhotismo, no familismo.
Recorde-se que “os atenienses pediram uma constituição a Sólon quando viram a suapolis ameaçada de dissolução porque havia tantos partidos diferentes [agora, 28 ocuparão cadeiras na Câmara] quantas eram as diversidades da região e a disparidade de fortuna entre os ricos e pobres chegou também ao máximo naquele tempo” (Plutarco, em Huntington, A ordem política nas sociedades em mudança, p. 23). Em situações históricas como essas são imprescindíveis instituições vigorosas, altamente desenvolvidas, para manter a organização social em andamento.
Não surgindo instituições fortes, os laços sociais vão se esfarelando, a descrença aumenta, a ira aparece e a indignação pode explodir, levando à extinção do modelo de organização social estabelecido. Não podemos deixar que o bonde chamado Brasil, agora com mais de 200 milhões de pessoas, continue andando sob o império das tendências desintegradoras, separatistas, corporativistas e desagregadoras. Um país sem um projeto comunitário catalisador das esperanças do seu povo tende a viver sobre ruínas, doenças, inflação descontrolada, violência, corrupção, desemprego e enorme sensação de impotência. Com a classe política frágil, sem capacidade para elaborar projetos comuns, estamos caminhando para a “lei do mais forte” (sociedades brutais, como descrevia Hobbes) quando deveríamos ser fortes no império da lei e da sustentável convivência.
P. S. Participe do nosso movimento pelo fim da reeleição e do político profissional. Veja“fimdopoliticoprofissional. Com. Br”. Baixe o formulário e colha assinaturas.


Por: Luiz Flavio Gomes postado no Jusbrasil

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vitória de Dilma no Nordeste gera preconceito contra nordestinos em redes sociais


A expressiva votação de Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, no Nordeste (quase 60% dos votos válidos) desencadeou uma série de ataques preconceituosos contra nordestinos na internet. A coluna #hashtag, publicada pelo jornalista Ygor Salles na Folha de S.Paulo, levantou nesta terça-feira (6) alguns exemplos de posts criminosos publicados nas redes sociais.
O usuário Bruno (@brunosantiagoz), por exemplo, afirmou que "esses nordestinos desgraçados parecem que não sabem que a culpa da falta de água [em São Paulo] é da lazarenta da Dilma".
Outra internauta identificada como Júlia Colonetti (@juliacolonetti) disse que o "preconceito contra o Nordeste é do Sul mesmo e tô nem aí, quero que se f* sozinhos pq não tenho culpa da burrice deles".
Diante da grande quantidade de manifestações de preconceito na web, foi criado um Tumblr intitulado "Esses Nordestinos" para reunir os casos mais polêmicos. A página da web critica e ironiza a postura dos internautas que usaram o racismo para reclamar dos resultados.
O jornalista da Folha lembra que situação parecida aconteceu em 2010, quando Dilma foi eleita presidente. Na ocasião, a estudante de direito Mayara Petruso postou um tuíte que dizia: "Nordestino não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado". Ela foi denunciada e condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo, e a pena foi convertida em serviços comunitários. Além disso, perdeu o estágio em um escritório de advocacia.
O racismo é crime inafiançável, previsto na Lei nº. 7.716/89, que pune a prática e a incitação de discriminação de raça, cor, religião e também procedência nacional. A pena varia de dois a cinco anos de prisão e multa.


Fonte e fotos: Bol

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ficha-suja, Paulo Maluf se compara a Jesus Cristo

O deputado está inelegível por ter sido condenado por improbidade administrativa quando era prefeito em São Paulo
O deputado Paulo Maluf (PP-SP) está inelegível pela Lei da Ficha Limpa e não poderá concorrer à reeleição. Nesta sexta-feira (26) ele se comparou com Jesus Cristo durante um evento da campanha se declarando injustiçado.
“Quem entra na vida pública tem que saber que também Jesus Cristo foi injustiçado, JK foi injustiçado, Getúlio [Vargas] foi injustiçado”, disse o deputado durante entrevista coletiva.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral foi dada no dia 23 de setembro quando a maioria dos ministros entendeu que Maluf tem a “ficha suja” por ser condenado por improbidade administrativa devido ao superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna durante os anos de 1993 e 1996 quando ele era prefeito de São Paulo.
Maluf vai recorrer da decisão no próprio TSE para tentar se candidatar, segundo pesquisas ele pode ser um dos cinco deputados com maior número de votos no Estado de São Paulo ao lado de nomes como Tiririca (PR), Celso Russomanno (PRB), Baleia Rossi (PMDB) e Marco Feliciano (PSC).
Mesmo sendo declarado como inelegível, Maluf continuará a campanha eleitoral. “Vamos continuar, dentro do nosso Estado de Direito, sem nos enervar e sem nenhum tipo de tristeza. Não estou impedido de fazer campanha”, disse.
O deputado pode contar com uma brecha de lei para se tornar elegível novamente, pois a lei da Ficha Limpa permite a candidatura de quem já foi condenado por improbidade desde que o ato não seja doloso, que resulte em lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.
Segundo a Folha de São Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não afirma em seus autos que Maluf praticou atos dolosos, quando há intenção de cometer irregularidades, o que pode permitir que ele volte a disputar uma das vagas da Câmara Federal.


Fonte e foto: Gospel Prime

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dois milhões de civis fogem da violência no Sudão do Sul



"Os civis continuam suportando o impacto do conflito armado em curso, bem como o fracasso de seus líderes para parar a luta", disse a vice-alta comissária da ONU para os direitos humanos



Apesar de ter diminuído o número de violações de direitos humanos cometidas pelas partes envolvidas no conflito armado do Sudão do Sul, a agência da ONU para os direitos humanos (ACNUDH) informou, nesta quarta-feira (24), que o número de civis obrigados a fugir da violência já se aproxima dos 2 milhões e que não há probabilidade de que essas pessoas regressem às suas casas.
“Os civis continuam suportando o impacto do conflito armado em curso, bem como o fracasso de seus líderes para parar a luta”, disse a vice-alta comissária da ONU para os direitos humanos, Flavia Pansieri, em um painel de discussão do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre o Sudão do Sul, em Genebra.
Pansieri confirmou que desde dezembro de 2013, cerca de 1,5 milhão de pessoas ficaram deslocadas internamente no interior do país, e 400 mil pessoas se refugiaram nos países vizinhos – Quênia, Uganda, Etiópia e Sudão. Além disso, ela alertou que o país atravessa extrema insegurança, além de uma possível escassez de alimentos.
Ao longo do conflito, a Portas Abertas tem divulgado notícias sobre a forte perseguição aos cristãos no Sudão do Sul. A violência já resultou em centenas de vítimas. Em fevereiro desse ano, diversas igrejas foram atacadas e saqueadas no país; e pastores foram presos.
Além disso, ondas de violência obrigam a Portas Abertas a interromper o seu trabalho em algumas regiões do Sudão do Sul. Ore pela segurança da equipe no campo, pelas pessoas envolvidas no trabalho e pela paz no país.
Apesar de todas as dificuldades, vale a pena servir nossos irmãos sul-sudaneses. Participe!

Vimos no site: Portas Abertas 
Foto: Site Portas abertas

terça-feira, 23 de setembro de 2014

JORNALISMO INVESTIGATIVO


Durante entrevista da semana passada em palácio a presidente Dilma Rousseff declarou que “não é função da imprensa fazer investigação”, devendo apenas divulgar informações. A afirmativa foi apresentada no curso de entrevistas sobre os fatos decorrentes da delação de um ex-diretor da Petrobrás sobre desvios naquela empresa estatal. A repercussão negativa da colocação levou a presidente a tentar amenizar sua declaração, o que fez em nova entrevista no domingo, em que concordou que “o jornalismo investigativo pode fornecer elementos” – como os do caso Watergate, responsável pela renuncia do presidente Nixon, nos Estados Unidos da década de 1970.

Fonte: API ( Associação Paranaense de Imprensa)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quer engravidar? Entra na fila!



Uma decisão do TST sobre os limites do poder diretivo da empresa 

A lei autoriza o empregador a determinar ao empregado como ele deverá exercer suas atividades. Esse direito é chamado de poder diretivo (ou poder de direção), e a submissão do empregado a essas ordens é o que se conhece por subordinação. Se não há subordinação, a própria relação de emprego não existe.
O poder diretivo é exercido, basicamente, de três formas: através do poder de organização, do poder de controle e do poder disciplinar. Por meio do poder de organização, o empresário define a estrutura do empreendimento e cria normas e regulamentos que deverão ser seguidos pelos empregados. Já o poder de controle permite ao empregador fiscalizar a atividade do funcionário. Por fim, o poder disciplinar dá ao patrão o direito de punir o trabalhador que não obedecer às normas estabelecidas.
É fato que o poder diretivo dá autoridade ao empregador, o que não significa que ele possa ser autoritário. Isso porque o poder diretivo não é absoluto: é limitado pela lei e não deve violar direitos. Aqui cabe aquela velha máxima de que o direito de um termina onde começa o direito do outro. Além disso, o poder diretivo deve ser exercido com bom senso e razoabilidade, o que não foi o caso da empresa Brasil Center Comunicações, de Juiz de Fora, MG.
A empresa mineira foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a indenizar uma operadora de telemarketing que se sentiu ofendida por conta da criação de um regulamento chamado “Programa de Gestação”.
Por meio desse programa, que foi comunicado às empregadas através do e-mail corporativo, a empresa limitava o direito de elas engravidarem. A fim de evitar a diminuição no quadro de trabalhadoras, no caso de haver mais de mais de uma licença-maternidade concedida simultaneamente, a empresa resolveu estabelecer regras para as candidatas à mamãe.
O regulamento da empresa estabelecia uma escala de gravidezes e impedia que as mulheres que não eram casadas oficialmente participassem do programa. As que já tivessem filhos iriam para o fim da “fila”, atrás das outras candidatas sem filhos.
Caso mais de uma empregada manifestasse desejo de engravidar no mesmo mês, teria preferência a que estivesse há mais tempo na empresa, e a outra deveria aguardar. Uma vez aprovada a entrar na escala, a candidata à mamãe deveria comunicar à empresa que iria engravidar com seis meses de antecedência. Toda a escala era registrada em planilhas.
Na audiência, a representante legal da empresa defendeu-se dizendo que o e-mail era uma “brincadeira envolvendo uma tentativa de colocar ordem na casa”, mas essa brincadeira – de mau gosto – custou R$ 50 mil de indenização por danos morais, devidos à funcionária que entrou com a ação.
O TST entendeu que o ato da empregadora foi uma afronta à liberdade das empregadas e uma discriminação às mulheres, bem como um flagrante abuso do poder diretivo. Além da indenização, o tribunal determinou que o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho tomassem providências para que aquela prática não prejudicasse outras funcionárias da empresa, já que essa ação beneficiou apenas à trabalhadora que entrou na justiça.
Impressionado com a “criatividade” da empresa, o ministro Vieira de Mello Filho, relator da decisão, afirmou ao decidir a ação: “jamais imaginei ter de analisar um caso como esse."

Por Frederico E. Fernandes Filho
Publicado no site: JusBrasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Revista aponta mais 4 políticos delatados por ex-diretor da Petrobras




Além dos nomes já conhecidos de políticos envolvidos no pagamento de propinas feitos pela Petrobras, a edição desta semana da revista IstoÉ traz que também foram delatados pelo ex-diretor da petrolífera Paulo Roberto Costa: o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o governador do Ceará, Cid Gomes; e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).

A reportagem diz ainda que o "propinoduto" instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff mostra que os repasses financeiros nem sempre guardam relação com o perfil econômico dos Estados.

* fonte: radioestado

Vimos no: Paraíba online