Radio Evangélica

sábado, 20 de abril de 2013

Vídeo: jornalista desafia ativistas a imitarem protesto de evangélicos


A jornalista Rachel Sheherazade, âncora do jornal ‘SBT Brasil’, criticou mais uma vez a corrupção e os ativistas contrários ao deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). (Vale a pena conferir o vídeo abaixo).
No dia 17 de abril, a jornalista desafiou os “ativistas anti-Feliciano” a protestarem contra a “bancada mensaleira”, formada pelos deputados João Paulo Cunha e José Genoíno, ambos do PT de São Paulo e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo conhecido como mensalão.
Rachel ressaltou que nenhum movimento social se mobilizou para protestar contra os parlamentares condenados num dos maiores casos de corrupção do país.

Vejam o vídeo abaixo: 





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Feliciano pede desculpas para quem se ofendeu com suas palavras



O pastor considerou uma covardia usarem vídeos de mais de dez anos para denegrirem sua imagem


O deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) usou o Twitter para pedir desculpa a todos que se sentiram ofendidos com as ministrações antigas que foram postadas na internet para prejudicar a imagem do pastor que enfrenta diversas acusações desde que assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Antes de pedir perdão, o deputado voltou a dizer que se arrepende da forma como tratou diversos assuntos em suas ministrações antigas e disse que se fosse hoje ele usaria outras palavras para poder se expressar.
Apesar de se desculpar, Feliciano considerou uma covardia essa tática usada por seus opositores para tentar denegrir sua imagem diante da população brasileira.
“Covardia pegarem vídeos de 10, 12 e até 14 anos atrás para me ridicularizarem. Vivo em outro tempo. Querem destruir a imagem dos evangélicos”, escreveu ele.
Sobre a nova polêmica com os católicos, Feliciano lembra que o padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior chegou a declarar em uma missa que os evangélicos são otários. “Este padre por exemplo nos ofendeu, mas é passado, perdoamos e pronto.”
É esse perdão que o deputado pede na mensagem seguinte: “Peço a todos os que se sentiram ofendidos com minhas palavras antigas que me perdoem. Estamos numa luta maior e mais séria. Um abraço.”

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Descaso na Saúde Publica


Angélica Rodrigues da Silva Lima, 23 anos, hoje foi vitima do descaso publico da saúde publica.  Chegou em um hospital publico da cidade de João Pessoa (Capital Paraibana) com seu filho de 1 ano e 6 meses enfermo.
Chegou ao hospital cerca de 10h00min, o seu filho até foi atendido, mas segundo as informações passadas para ela, ele precisaria ser internado, mas o hospital que foi atendido não tinha vaga. Falaram que iriam transferir seu filho para outro hospital, passou o dia inteiro e ela saiu do hospital cerca de 18h00min horas. Resolveu voltar para casa com seu filho mesmo enfermo. Pois alegaram que não tinha ambulância para transferir seu filho.
Esse é apenas um caso ocorrido. Mas quantos casos acontecem diariamente não só nesse hospital, mas em inúmeros públicos do nosso Brasil, devido à superlotação e o mau atendimento?

Joabson João

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dilma admite que inflação pode exigir alta de juros




LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE

A presidente Dilma Rousseff disse na manhã desta terça-feira (16) que "não há a menor hipótese de o Brasil não crescer" este ano e admitiu que pode haver necessidade de mexer na taxa de juros do país para combater a alta da inflação.
Amanhã (14), na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central decide se mantém a Selic em 7,25% ao ano ou se altera a taxa básica de juros. Analistas já esperam uma elevação, devido à alta da inflação, que nos 12 meses encerrados em março atingiu 6,59%, acima do teto da meta estipulada pelo governo.
A meta da inflação para este ano é de 4,5%, podendo variar em uma banda de dois pontos percentuais.
Dilma disse que o impacto de uma eventual elevação dos juros seria menor agora do que era antes de o PT assumir a Presidência porque, segundo ela, houve mudança no patamar da taxa.
"Nós jamais voltaremos a ter aqueles juros que, em qualquer necessidade de mexida, elevava juros para 15%, porque estava em 12% a taxa de juros real. Hoje temos taxa de juros real bem baixa. Qualquer necessidade para combater a inflação será possível fazer num patamar bem menor", afirmou.
A presidente participou, em Belo Horizonte, da cerimônia de anúncio de uma fábrica de insulina.
Dilma voltou a dizer, como já havia feito ontem durante festa do PT, que há no Brasil "pessimistas de plantão" criticando os rumos da política econômica do país.
"É um pessimismo que nunca olha o que já conquistamos e a situação em que estamos. Sempre olha achando que a catástrofe é amanhã. Achando que esse processo é um processo que tem sinalizações indevidas. Eu queria dizer para vocês que não há a menor hipótese do Brasil este ano não crescer. Estou otimista quanto ao Brasil."
Ela também repetiu que o controle da inflação foi uma conquista do partido na Presidência e que não haverá "negociação" com a inflação.
"Não teremos o menor problema em atacá-la sistematicamente. Nós queremos que esse país se mantenha estável, porque a inflação corrói o tecido social, corrói para o trabalhador a renda, corrói para o empresário seu lucro legítimo. Isso não podemos mais deixar voltar ao Brasil", afirmou.

sábado, 13 de abril de 2013

Feliciano quer tirar proveito da situação, diz líder de sua igreja



JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) "está querendo tirar proveito" da onda de protestos para que ele deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A opinião é de José Wellington Bezerra da Costa, 78, reeleito anteontem presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal entidade da maior denominação evangélica do país, da qual Feliciano faz parte.
"Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. Bobo ele não é", afirma Wellington, lembrando, no entanto, que a entidade dá "respaldo" para o deputado --que antes da polêmica era pouco conhecido fora dos círculos evangélicos.
Wellington é presidente da Convenção há 25 anos. Nesse período, a Assembleia se consolidou como uma potência religiosa (12,3 milhões de fiéis) e política (28 deputados federais).
"Somos muito assediados [por políticos]", diz o pastor, que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff: "A candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição".

Folha - Há um levante preconceituoso contra o Feliciano?

José Wellington - O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é.
Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.
Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.
Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência... Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].
O Marco Feliciano... Ai, não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou. Como ele antes de ser presidente dessa comissão havia feitos alguns pronunciamentos... Nós não aceitamos o comportamento dessa gente, mas não os perseguimos. Não temos qualquer preconceito com eles. Absolutamente nada. É que o grupo que está apoiando essa gente, balizou, aqui no Congresso, algumas leis que estão dando muito, muita força para essa gente, e dizem que o preconceito é nosso. Pelo contrário, eles é que são os preconceituosos.

Eles quem?
O grupo, o grupo. Porque há um grupo patrocinando isso aí. Você sabe que infelizmente que esse grupo de gays, lésbicas e essa gente cresceu demais nos últimos tempos. Há interesse da parte deles que essas leis sejam aprovadas. Mas acredito que uma sociedade sensata jamais aceitará um comportamento antissocial como esse.

Qual a importância do Feliciano dentro da Assembleia de Deus?
Ele é um pastor tão igual como os demais. Eu tenho um filho deputado federal, estava aí. O meu filho eu vejo melhor [risos]. Mas, como pastor da Igreja, ele não tem qualquer destaque, qualquer direito a mais, nenhuma proteção a mais, ele é um pastor igual aos demais.

Nas sessões da Comissão, parece existir uma unanimidade contra Feliciano. Mas os valores que eles defendem são valores comuns aos 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus, certo?
Valores comuns a uma sociedade sensata, uma sociedade sadia. Quando escreveram o PL 122 [que criminaliza a homofobia], nós [evangélicos] reunimos e tomamos algumas posições em relação àquilo ali. Chamamos os deputados federais e pedimos para que eles segurassem a coisa. Eu mesmo fui lá falar com o presidente da Câmara, fui falar com gente do Senado, até o senador José Sarney [PMDB-AP, ex-presidente da Casa] me mandou uma cartinha muito bonita. É uma posição nossa mais bíblica, nada preconceituosa. Por exemplo, se chegam dois cidadãos lá [na igreja que ele comanda, em SP], se dizendo crentes e pedindo que eu faça um casamento deles eu não faço nunca [risos]. Aí a lei [do projeto] vai e me condena, diz que é discriminação, me joga na discriminação, cinco anos de cadeia, sem direito a qualquer recurso, é um absurdo um troço desse.

Dentro da Assembleia de Deus houve uma certa polêmica sobre a colocação da maldição de Cã. Qual a posição da Convenção?
Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.

Mas eu soube que dentro da igreja a posição não é essa.
Olha, eu não sou paulista, eu sou cearense. A cor da pele não faz muita diferente não, sem dúvida nenhuma. Eu recebo o irmão pretinho, a velhinha pretinha, para mim eu tenho tanto carinho, amor e respeito quanto por qualquer outro. Acredito que essa é a posição da maioria dos pastores. Agora, ele e alguns outros pregam isso, que os negros, os africanos, são descendentes de Cão.

O que o conjunto de valores dos evangélicos pode trazer para a discussão dos direitos humanos?
Em primeiro lugar, eu parto da premissa da própria vida na nossa Constituição. Que todos nós somos iguais perante a lei. Alguém disse que somos quase iguais, mas a letra disse que somos iguais. Acho que todo brasileiro deve ter sua liberdade de culto, de voto, do ir, do vir, os princípios de direitos humanos que a Constituição predispõem, acredito que ali está muito correto para todos nós. E também, em relação ao Estado ser laico, eu entendo perfeitamente o texto da lei. O Estado é laico, mas o povo é cristão, o povo tem religião. De maneira que essa interpretação. Entendo é que na vida administrativa deve ser separado um do outro, são dois ramos equidistantes, porém quando se trata da vida religiosa, todo povo tem a sua religião. E eu respeito perfeitamente. Eu tenho amizade por todos eles [líderes de outras religiões].

Qual deve ser o papel de qualquer igreja num Estado?
Em primeiro lugar, nós trabalhamos para paz social, na recuperação da criatura humana. Eu entendo que o homem, em si, tem condição de se recuperar em qualquer circunstância da vida. O lado social, o benefício à criatura humana em todas as áreas da vida, desde a educacional, da alimentação, da parte familiar, da parte social, de se integrar à sociedade, procurar ajudá-lo para que ele consiga emprego, trabalho, afim de que essa pessoa, que era uma pária para a nação, passe a ser um cidadão de bem, operando, contribuindo para a nação.
Na parte religiosa, nós temos muito o que ensinar da palavra de Deus, nada do José Wellington, eu prego Jesus Cristo, nosso salvador. Quando nós pregamos a bíblia, ela em si tem um poder transformador, não há necessidade de qualquer adendo, qualquer filosofia para misturar com a bíblia, ela em si já é a autoridade divina. O meu caso: aceitei Jesus com 8 anos de idade. Não fumei, não bebi, não me prostituí. Eu tenho quase 79 anos e tenho uma saúde perfeita.

O assédio dos políticos a vocês é muito grande?
É sim, somos bastante assediados. Só que a minha orientação como presidente foi sempre procurar ajudar os de casa. Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Nós temos aqui o Ronald, o Paulo, meu filho, quantas vezes eu não digo: 'Paulo, senta aqui'. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança.

Como vocês escolhem as pessoas que apoiam?
Chegou a ser de senador para cima, que precisa de mais votos, aí nós procuramos alguém que seja, no mínimo, amigo da igreja.

O que é ser amigo da igreja?
Normalmente, o senador da República já foi prefeito, já tem uma história na vida política. E nós então vamos buscar. Nós tivemos algumas dificuldades com o PT em São Paulo. Hoje não temos mais, graças à Deus por isso. Hoje tenho boa amizade com o prefeito de São Paulo [Haddad], sempre tive muita amizade com o Kassab, que saiu, tenho muito respeito e muita amizade também pelo governador, agora, eu não posso fazer divergência de partidos, eu trabalho com o povo. Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha 
que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes.

Qual a sua opinião sobre a Dilma?
Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado e com admiração. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.

Vocês apoiam ela em 2014?
Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.

O "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy?
[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.

E o senhor tem um poder muito forte.
Vou dizer uma coisa para você. Eu não sou político, sou de uma família de políticos. Meu irmão foi deputado estadual durante três legislaturas. Minha filha é vereadora em São Paulo, a Marta, foi reeleita agora pela terceira vez. O Paulo foi eleito deputado com 162 mil votos, uma votação relativamente boa para São Paulo. E acredito que, pelo trabalho que ele está fazendo, talvez supere os 200 mil votos agora [em 2014]. Na eleição passada, ainda o Quércia era vivo, ele foi lá na nossa Igreja, ele, Kassab e o Serra. Eles me convidaram para que eu fosse suplente do Serra. E eu então agradeci a gentileza deles e pedi dois dias [para pensar]. Eu até brinquei, "deixa eu consultar minhas bases por dois dias". Na verdade, eu não ia aceitar. Eles voltaram, eu agradeci, educadamente. Então o Quércia disse "pastor, eu estou doente, você vai ser o senador". Eu disse: "é por isso que eu não quero". Eu não tenho tempo para mexer com a política. Não quero. A minha vocação é a igreja. Em São Paulo, nós temos 2.300 e poucas congregações [filiais] ligadas ao nosso ministério. É um batalhão de gente.

No total, a Convenção tem quantas Congregações?
O número de evangélicos da Assembleia de Deus é um ponto de interrogação. Em 1994, eu já era presidente, eu fiz um Censo entre nós e na época nós contamos 12,4 milhões de crentes na Assembleia de Deus. O crescimento da Assembleia de Deus, é o levantamento que eu tenho, é de 5,14% ao ano. Quando estou falando de membro estou falando daquele que foi batizado e tem responsabilidade na Igreja. Quando o Fernando Collor era presidente eu falei: "Presidente, se nós fôssemos políticos, a Assembleia de Deus teria muito mais condição de contar com o povo do que o seu partido, porque vocês não têm uma filial em todos os municípios do Brasil." A Assembleia de Deus temos em quase todas as vilas de todos os municpios do Brasil nós temos um templo. São mais de 100 mil templos que tem a Assembleia de Deus no Brasil.

A revista britânica "The Economist" recentemente comparou o papa a um presidente de uma empresa. É isso mesmo?
A igreja tem os dois lados. Tem o lado espiritual e o lado material, o lado social. No lado espiritual, é a bíblia, oração, jejum, ensinamento bíblico. Do lado material, do lado do patrimômnio, é uma empresa que nós temos que administrá-la de acordo com as leis vigentes no país. A Assembleia de Deus difere de outras igrejas evangélicas. Nós não vivemos correndo atrás do dinheiro. O dinheiro para nós não é o essencial. Nosso desejo é ganhar almas para Deus, o benefício da criatura humana. Nós somos um povo de vida social modesta mas que procura cuidar da igreja administrando-a seguramente.

Qual a receita anual de todas as Assembleias juntas?
Não sei. Não estou lhe negando porque esses valores [não são] da Convenção Geral. E a Convenção Geral tem o caixa mais pobre do mundo. Estou há 25 anos e desafio qual é o tesoureiro que possa dizer: "O José Wellington usou R$ 0,05 do caixa".

E da Convenção?
São R$ 7 ou R$ 8 milhões. É muito pouco. A nossa contribuição mensal é R$ 5 por mês [por obreiro], vou aumentar isso aí. Cada igreja tem a sua autonomia administrativa. Lá em São Paulo, essas 2 mil e poucas igrejas, essas todo o dinheiro vem para o Belém [central da congreção de Wellington em São Paulo]. E ali a gente administra e repassa para as construções e compromissos da igreja.

A maior parte que vocês juntam é gasto com o trabalho social? Quanto vocês gastam com trabalho social? Tem muita gente que acha que as igrejas evangélicas servem para enriquecer os pastores.
Fui comerciante em São Paulo, e quando saí, não saí rico, mas com uma vida econômica estável. E o que eu tinha eu conservei até agora. Eu tenho algumas propriedades, eu já tinha uma boa casa onde morar, carro novo, caminhão. Não joguei fora, conservei. Mas digo por experiência: se alguém pensa em ser pastor para ganhar dinheiro, pode procurar outra profissão. Estou falando pastor, não estou dizendo essa turma que vive explorando, arrancando dinheiro do povo. A Assembleia de Deus não faz isso.

Quem faz isso?
[risos] Você é um moço inteligente. A televisão está cheia dessa gente. Nosso afã não é esse. Estou construindo um templo-sede em São Paulo, porque nossa igreja na verdade ficou muito pequena, então compramos uma quadra na Radial Leste e gastamos aí uns R$ 47, R$ 48 milhões. Estamos no acabamento. [Perguntam]: "Quando o senhor vai inagurar?" Quando o dinheiro der [risos].

Houve um aumento de quase 50% nos fieis da igreja entre 2000 e 2010, segundo o Censo. Por que cresceu tanto?
Existem duas operações. Primeiro, a bênção de Deus sobre nós. E em segunda lugar é que a salvação que recebemos de Jesus é tão boa, ela é tão gostosa, nos trás tanta alegria, tanta satisfação, que todo crente tem o prazer de dizer que é crente. Nós transmitimos para o nosso semelhante aquilo que Deus fez na nossa vida. Então, nessa demonstração de fé, estamos ganhando outros para Jesus. Aí está o crescimento da Assembleia de Deus. Não é nossa filosofia, não é nosso preparo cultural, é esta vida saudável que recebemos de deus e partilhamos com aqueles que estão em volta de nós.

Com esse crescimento da igreja, e à luz do que ocorre com o Feliciano, o senhor sente um aumento do preconceito contra os evangélicos no Brasil?
Não, ao contrário. A minha geração, quando eu era criança, eu me recordo muito disso aí, quantas vezes os irmãos iam dirigir cultos ao ar livre, e terminava debaixo de pedradas, jogavam pedras, jogavam batatas, ovos, cebolas, era um negócio tremendo. Nós sofremos isso aí. Na época, nas cidades do interior do Ceará, se somavam um chefe religioso, um delegado de polícia e um juiz de direito e os três... Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crentes, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele.

Às vezes, parece que ele está sozinho.
Nós temos por ele muita amizade e queremos o melhor para ele. Agora, não fomos nós que o indicamos para presidente da Comissão. Agora, já que ele está lá, vamos procurar dar um respaldo. Desde que também ele tenha um comportamento que não venha a comprometer a igreja.

Ele atraiu uma atenção negativa para a Assembleia?
[risos] Não, ele está tirando proveitozinho porque ele é vivo, né?

Essa campanha é parecida com a de uma campanha política?
Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Homem tenta estuprar mulher e é queimado vivo pela vítima


Uma mulher queimou vivo um homem que tinha tentado estuprá-la na cidade de Patna, no norte da Índia, informou nesta quarta-feira (10) uma fonte da polícia local.
O oficial de polícia Mouttafikh Ahmad explicou que o fato aconteceu na terça-feira à noite depois que o homem “entrou bêbado na casa da mulher e tentou abusar sexualmente dela”. Após a tentativa de estupro, o homem, de 45 anos, adormeceu, e a mulher aproveitou para molhá-lo com querosene e atear fogo contra seu agressor. Em seguida, ela deixou a casa e a trancou.
Ahmad explicou que a mulher “vivia sozinha e era viúva”, e que o homem – que identificou como Bhola Thakur e disse que tinha antecedentes criminais, morreu.
O fato se soma à onda de denúncias de abusos sexuais divulgada diariamente pela imprensa do país desde o estupro e morte de uma jovem em dezembro do ano passado em Nova Délhi.




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Deputado diz que Feliciano sofre preconceito por ser evangélico



Takayama é do PSC-PR e contestou a afirmação de que todos os evangélicos são homofóbicos
Para o deputado federal Takayama (PSC-PR), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) está sofrendo preconceito por ser evangélico já que nunca houve manifestações contrárias aos demais deputados que assumiram a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
A fala do deputado aconteceu na segunda-feira (8) durante uma sessão no plenário da Câmara que prestava uma homenagem à Igreja Assembleia de Deus.
“Nós nunca nos opusemos aos simpatizantes da homossexualidade ou de qualquer outra visão estar ocupando a presidência de comissões, mas quando temos a oportunidade de colocar um presidente em uma comissão, querer dizer que não podemos? Vale a pena a reflexão sobre toda essa situação”, disse.
Takayama chegou a enviar um recado aos líderes partidários da Câmara dos Deputados que se reuniram nesta terça-feira (9) com Feliciano para tentar forçá-lo a renunciar: “Se deixar prevalecer meia dúzia de ativistas porque não têm visão igual a nossa, podemos colocar dois, três quatro milhões de cristãos na porta dessa Casa”.
Na visão do deputado, ao permitir tais manifestações contra Feliciano, a Câmara está abrindo precedentes que poderão atingir no futuro outros setores da Casa.
O deputado paranaense também citou que estão considerando todos os evangélicos como homofóbicos, uma afirmação falsa. “Se querem colocar essa pecha, não vão nos colocar. Não amamos a prática.” Com informações Folha de SP.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Minha Paraíba chora a morte de Fernanda Ellen



Depois de três meses e um dia após o desaparecimento de Fernanda Ellen, tivemos o desfecho do caso e o fim do mistério.
O vizinho é o principal suspeito o mesmo confessou o crime e ainda teve o sangue frio de colocar o corpo da menina embaixo da cama que dormia. Pergunto: será que ele conseguiu dormi depois de um ato tão cruel feito cometido a uma pessoa tão inocente?
E o pior: o individuo foi tão sínico que ajudou a família a colar cartazes com foto da menina, participava das caminhadas promovidas pela família da menina, sabendo que a menina estava morta. Pergunto: o que passa na cabeça de uma pessoa dessas?
Olhando para a foto da menina, vemos ingenuidade, inocência, aparência de criança mesmo e um cara com todo esse porte físico cometer um crime covarde como esse.
Por onde passo ouço inúmeras pessoas falando que faria justiça com as próprias mãos, mas cometendo tal ato estaria se igualando a ele e não traria a menina de volta. Talvez meu (a) caro (a) leitor (a) comente que falo isso porque não foi uma pessoa da minha família. Mas também fiquei abalado. Nada vai trazer a menina de volta, o que devemos esperar é a justiça da terra, pois ele já está sob custodia da mesma. E entregar mãos de Deus, pois ele é o Justo Juiz e saberá julgar no tempo dele.
Até concordo com alguém que venha a me criticar por minha posição. Alguém pode falar: queria ver se fosse com uma pessoa sua. Espero que nunca aconteça que Deus proteja minha família e todas as famílias. Para que fatos como esse não aconteça mais, que esse seja o ultimo.
Que Deus tenha misericórdia desse povo que anda cada vez mais cruel e toque no coração desse povo.
E principalmente que Deus nesse momento console a família de Fernanda e de força para ela passar por esse momento tão difícil.

Informações do Portal Correio

Foto: Google 

Joabson João

segunda-feira, 8 de abril de 2013

‘Isso é a democracia’, diz Joaquim Barbosa sobre caso Feliciano




O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse nesta sexta-feira (5) que a eleição do deputado e pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é legal, e ressaltou que as manifestações contra o parlamentar também são legítimas. “Isso é a democracia”, disse o ministro, que proferiu a aula magna de início de semestre na Universidade de Brasília (UnB).
Após sua palestra, ele respondeu a perguntas de estudantes. Uma jovem quis saber a opinião de Barbosa sobre o caso Feliciano. O presidente do STF disse que a pergunta era uma “saia justa”, mas afirmou que seu posicionamento é “muito simples”.
“O deputado Marco Feliciano foi eleito pelos seus pares para assumir um determinado cargo dentro do Congresso Nacional, na Câmara. Os deputados assim o fizeram porque está prevista regimentalmente essa possibilidade”, afirmou, antes de complementar: “A sociedade tem também o direito de se exprimir, como vem se exprimindo, contrariamente à presença dele neste cargo. Isso é democracia”.
Fazendo menção à universidade, o ministro disse que sua resposta sobre o caso Feliciano “é a resposta de quem viveu durante anos e anos nesse ambiente de liberdade”. O presidente do STF foi ovacionado assim que chegou ao centro comunitário da UnB, onde centenas de alunos o aguardavam. Ele foi aplaudido por diversas vezes durante seu discurso.
O ministro sugeriu aos alunos que “leiam tudo”, especialmente a Constituição. “Nós precisamos criar um sentimento constitucional nesse país”, afirmou. Barbosa foi homenageado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) com uma placa que concede o título de “estudante emérito” da UnB.


domingo, 7 de abril de 2013

Ensinando a Palavra de Deus como Mestres Relevantes



No meio do Povo de Deus vamos encontrar muitos que estão envolvidos em ensinar: em uma Escola Dominical, em um Instituto Bíblico ou em um Seminário. Alguns podem se encontrar em algum ministério de apoio às atividades de ensino religioso, ou até como autores, escrevendo textos para a instrução da igreja. Com freqüência, temos a preocupação de tornar a nossa tarefa relevante. Queremos que o resultado dos nossos esforços se destaque, que faça uma diferença na vida daqueles que assistem às nossas aulas. Não queremos ser apenas “mais um professor” que passou pela vida daquele aluno, mas queremos ser mestres relevantes.
Esta preocupação e desejo, desde que não surjam de uma sensação de auto-exaltação, mas procedente de um coração que procure glorificar a Deus em todas as suas ações, é um objetivo legítimo e pertinente. A conscientização básica, é que devemos procurar ser relevantes aos olhos de Deus. Os padrões de sucesso de Deus, nem sempre são aqueles dos homens. Relevância, destaque e eficácia, perante Deus, representam, no caso do ensino: a apresentação fiel das suas verdades, dentro da melhor técnica de comunicação, conservando claros os objetivos do chamado: a transformação de vidas pelo Poder de Deus e por sua Palavra.
Tão importante quanto aprendermos sobre as técnicas de utilização do material de ensino e sobre os passos necessários à preparação pessoal é olharmos internamente em nossas vidas e, com a orientação da Palavra perguntarmos: O Que é que nos torna RELEVANTES?
Com alegria verificamos que temos orientação nesse sentido. Podemos aprender muito com as palavras inspiradas de um Mestre Relevante: Paulo, que procurava instruir a outro mestre, Timóteo, que era preparado para assumir uma posição também de relevância, na Igreja de Cristo. Gostaríamos assim, de examinar com oração, humildade e submissão à Orientação de Deus, cinco pontos, que formam a personalidade, visão e vida pessoal do Mestre Relevante.

O Mestre Relevante sabe a sua missão.
Em 2 Timóteo 4:2, lemos: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.”
Paulo iniciou este trecho desta segunda carta a Timóteo, com um dramático apelo, no versículo primeiro. A intensidade que Paulo coloca no desafio a Timóteo é tanta, que ele chama como testemunha, às sua palavras, a pessoa de Deus e a Cristo Jesus. Realmente, a vida de Timóteo não era fácil! Não parecia haver muita possibilidade dele fugir às suas responsabilidades. Em 1 Timóteo 5:21, Paulo já o havia “encostado no canto da parede,” desafiando-o a guardar os conselhos recebidos sob o testemunho de “Deus, Cristo Jesus e os anjos eleitos”! Agora, quando está prestes a conscientizar Timóteo dos seus objetivos, a mesma forma de apelo é utilizada, mostrando a importância das palavras que se seguiriam.
Se Timóteo almejasse ser um Mestre Relevante, ele teria que saber bem certinha qual era sua missão. Se quisermos ser Mestres Relevantes, é melhor que prestemos atenção à descrição da missão que Paulo deu a Timóteo:

1. Prega a Palavra...
A proclamação da Palavra de Deus, das verdades recebidas e registradas por servos escolhidos e inspirados pelo Espírito Santo, encabeça a lista de recomendações. Pregar, aqui, significa proclamar como um arauto, ou seja: sem digressões, sem considerações filosóficas inúteis, sem argumentações irrelevantes. Proclamar a Palavra em sua simplicidade, com toda a fidelidade possível, sem distorções. Esta é a parte essencial do nosso objetivo e missão.
Logicamente, se a instrução é para que a Palavra seja proclamada, existe uma pressuposição de que, aquele que irá proclamá-la conhece a palavra, o autor da palavra e os fatos transmitidos pela palavra. É impossível concebermos o Mestre de Assuntos Cristãos, se ele não for um crente nas verdades de Deus, um salvo pelo poder de Cristo. Da mesma forma, é impossível sermos Mestres Relevantes, se a nossa vida está perdida. Nessa linha, é básico que saibamos os fatos da palavra que temos que pregar. Na tentativa de serem relevantes aos dias atuais, muitos mestres têm se perdido transmitindo apenas opiniões pessoais e trazendo para classe uma enormidade de assuntos contemporâneos, sem se preocuparem com as prescrições e determinações da Palavra de Deus, com freqüência, por desconhecê-las.
A Pregação da Palavra está intimamente ligada com o conceito de ensino, com todas as suas técnicas, métodos e formas de aferição. A ligação foi feita pelo próprio Jesus, quando em Mateus 28:19 e 20, ao proferir a “Grande Comissão”, nos manda fazer discípulos, através da pregação (Marcos 16:15, Lucas 24:47) e do ensino. O Mestre Relevante, conseqüentemente, sabe que sua missão é Pregar e Ensinar a Palavra, com toda compreensão dos fatos e verdades espirituais implícitas nessa proclamação.

2. Insta...
O Mestre Relevante sabe que a sua missão traz em si o sentido de urgência. Aquilo que está ensinando são assuntos de vida ou morte! Daí a complementação de Paulo a Timóteo: “Insta,” mostrando que a proclamação da palavra é muito mais que uma simples declaração de fatos. Timóteo precisava urgenciar, seus alunos às decisões importantes requeridas pela palavra de Deus.
Timóteo não podia desanimar, nem arranjar desculpas para se desviar de sua missão, pois Paulo continua instruindo que a proclamação deveria ser feita em todas as situações. A missão deveria estar tão presente na vida de Timóteo que se situaria acima de suas próprias conveniências, ou seja, nas ocasiões oportunas ou não (“Em tempo, e fora de tempo”), quando as circunstâncias fossem favoráveis, ou não. O ensinamento não é para sermos inconvenientes em nossa mensagem, para estarmos ensinando, quando deveríamos estar fazendo um outro trabalho, que seria também nossa responsabilidade, mas é para termos persistência e coragem de nos mantermos em nossa missão, mesmo quando for mais cômodo pularmos fora dela.

3. Corrige...
A missão do Mestre Relevante resulta em mudança de vida, trazendo-a para os caminhos prescritos por Deus. O Mestre Relevante tem a consciência de que sua missão não estará completa se ele não mapear com precisão e correção estes caminhos, corrigindo os desvios de curso na vida de seus alunos, e assim Timóteo foi instruído a manter firme as mãos no leme da vida de seus discípulos.

4. Repreende...
O Mestre Relevante possui autoridade. Sendo bíblica a sua instrução, a autoridade vem da própria fidelidade na transmissão das verdades de Deus. Muitas vezes, é preciso repreender a linha errada de pensamento ou comportamento, principalmente quando o aluno não dá atenção à correção. Esta aplicação da autoridade não significa falta de amor, mas o exercício deste. Timóteo precisava repreender. Existirão muitas ocasiões onde seremos chamados a repreender e falharemos se não o fizermos. Para tal seria necessário, também, que tivéssemos uma clara visão do certo e do errado dos padrões de Deus, procurando a orientação que o Espírito Santo nos concede, na compreensão das escrituras.

5. Exorta...
Exortar traz em si a idéia de aconselhamento, de gentil persuasão. Implícita, nesta parte da missão, está a experiência pessoal do aconselhador, como podemos inferir também do que Paulo escreveu em 2 Coríntios 1:4. Presente, na tarefa de exortar está também o nosso envolvimento pessoal. Quantas vezes, tomamos uma atitude distanciada, fria e asséptica, com relação aos nossos alunos. Tal atitude, pode ser a mais cômoda, mas será a menos eficaz no que diz respeito ao aconselhamento.
Timóteo teria que submergir nas situações individuais de cada um de seus discípulos, absorver os seus problemas, sentir as suas dificuldades e, destilando tudo isso no caldeirão do seu próprio conhecimento e experiência, ministrar a palavra certa de encorajamento e persuasão necessária a cada ocasião.
É significativo o alerta que aqui encontramos na instrução de Paulo: a exortação e todo o processo de instrução que a precede não poderia ser realizada apressadamente, impacientemente, sem cuidado e, muito menos, sem a correta base doutrinaria, pois Timóteo é avisado de que todo o ensinamento teria que ser ministrado “com toda longanimidade e doutrina”.
Para sermos Mestres Relevantes, teremos que, como Timóteo, ter conscientização de que essa é a nossa árdua e difícil missão. Em paralelo, teremos a certeza das bênçãos de Deus sobre o nosso trabalho.

O Mestre Relevante sabe o contexto em que vive e no qual desenvolverá o seu trabalho.
Muitos têm errado por desenvolverem suas práticas e técnicas de educação construídas sobre uma noção tão idealista quanto irreal do que seja a natureza humana. Consideram irrelevante o fator pecado, as astutas ciladas de Satanás e dos servos que procuram confundir, e os desvios impenetráveis e obscuros do homem sem Deus. Falham conseqüentemente, em serem Mestres Relevantes.
Paulo possuía intensa preocupação em mostrar a Timóteo o contexto no qual viveria e no qual teria de desenvolver a sua missão. Ele não poderia abrigar qualquer pensamento de que não sofreria as terríveis oposições das forças do mal. Nesse sentido, desde a primeira carta que os alertas estavam sendo colocados por Paulo. Em 1 Timóteo 4:1, ele escreve: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios.” No capítulo 3, verso 1, da segunda carta, ele volta ao tema: “Sabe, porém, isto: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis...” A Palavra de Deus identifica como “Os Últimos Tempos” a era do Novo Testamento, a Era em que vivemos. Devemos estar alertas a todo tipo de ataque e até de sorrateira infiltração nas igrejas, daqueles que mantêm ensinamentos e estilos de vida incompatíveis com a Fé Cristã. Este reconhecimento do contexto no qual vivemos, fará darmos maior valor à nossa missão e nos preparará para as adversidades, como Mestres Relevantes.
No capítulo 4, da segunda carta à Timóteo, Paulo volta ao tema, desta vez com uma descrição gráfica, do que acontecerá aos discípulos nestes “últimos tempos”, descrevendo também aqueles que influenciariam maleficamente, estes discípulos.
No versículo 3, vemos quais são as características dessas pessoas: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” As características são, portanto:

1. O abandono da doutrina : Não prezarão as verdades aprendidas, mas se deixarão levar por ventos de doutrina, pela inconstância. Como Mestres Relevantes, temos que manter e defender a “Fé uma vez dada aos santos”.

2. A procura de novos mestres : Tendo demonstrado o desprezo pela doutrina verdadeira, procuram quem os ensine, procuram outras novidades. Como Mestres Relevantes, temos que aprender a reconhecer aqueles que servem de influência negativa na vida de nossos alunos, temos que substituir os falsos ensinamentos pela verdade que redime.

3. A atitude de auto-gratificação : Procuram satisfazer não as necessidades espirituais. Almejam não a correção de Deus, mas os caminhos segundo os seus próprios desejos. Procuram ouvir só o que querem. Como Mestres Relevantes, temos que estar alertas por esta doença que vem assolando nossas igrejas: Oquerer passa a ser normativo sobre o que deve ser feito ou aprendido, na esfera comportamental pessoal, nos lares, na liturgia, nas classes de Escola Dominical. Quantas classes são desvirtuadas, por falta de uma compreensão de que, o que “os alunos querem” não é necessariamente o que eles precisam ouvir.

4. A inquietação constante : Vividamente descrita por Paulo como sendo a sensação que acomete uma pessoa quando está com “coceira no ouvido”, ou seja: irrequieta, sem a possibilidade de “matar a vontade de coçar”; sempre insatisfeita e gerando insatisfação nos companheiros. Como Mestres Relevantes, devemos identificar e separar os “irrequietos”, nesse sentido, dos qüestionadores sinceros, ávidos pela instrução verdadeira.

5. O desvio explícito da verdade : Diferente do “abandono da doutrina”, uma situação mais ou menos passiva, Paulo mostra que tudo o que precede leva ao desvio explícito, pois “se recusarão a dar ouvidos à verdade”, ou seja: estarão se aprofundando cada dia mais no erro.

6. A rendição às fábulas : Serão presa fácil de toda sorte de histórias inverossímeis, dos fetiches pseudo-cristãos (copos de água, pentes santos), de lorotas sobre um suposto livro inspirado dos Mormons, da “doutrina” da reencarnação, da espiritualização dos males físicos (Seicho-no-Ie), da prosperidade como objetivo mestre na vida cristã, do culto aos ídolos, etc., etc. O Mestre Relevante deve estar ciente de que se não houver cuidado, estas idéias se desenvolverão dentro da própria Igreja.
O Mestre Relevante, então, consciente de que vive os “últimos tempos” estará sempre procurando ver a que tipo de influência está sendo submetido e que tipo de influência os seus alunos estão recebendo dos falsos mestres.

O Mestre Relevante sabe a importância da fidelidade, em sua missão.
Paulo, tendo demonstrado as características daqueles que eram infiéis à verdade, procura traçar o contraste com o que esperava de Timóteo: “Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas...”
Mas tu... No campo totalmente oposto, o Mestre Relevante demonstrará nas características do seu trabalho e da sua missão, exatamente o contrário de tudo aquilo que caracteriza os falsos mestres e seus pobres discípulos: Ele será fiel, pois: não abandonará a doutrina, prezará os seus antigos mestres, terá a consciência de que a satisfação das suas necessidades espirituais não coincide com os desejos carnais, terá serenidade e dedicação no aprendizado da Palavra, não se desviará da verdade e não dará ouvidos às fantásticas novidades dos “últimos tempos”.
O Mestre Relevante será fiel aos padrões do evangelho, conforme Paulo já havia instruído Timóteo, em 2 Timóteo 1:13: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus.”
Sê sóbrio... O Mestre Relevante sabe que a fidelidade que leva até a suportar aflições e ao cumprimento total da missão, é uma expressão de sobriedade, em contraste à embriaguez do erro. Ele reconhece que este apelo à sobriedade é uma grande chamada esquecida nos nossos dias, quando existe uma procura tão intensa por mais emoção. Ele verifica que em Efésios 5:18, Paulo contrasta as evidências que acompanham a embriaguez (mente embotada, demonstração eufórica de sentimentos não controlados, perda do julgamento) com a sobriedade que caracteriza a vida CHEIA DO ESPÍRITO SANTO. Ele nota que o que Deus quer de nós (Romanos 12:1,2) é o nosso culto racional (a utilização aguçada do nosso intelecto ao seu serviço) e a “transformação” de nossas vidas “pela renovação do nosso entendimento” e ele contrasta esta chamada à sobriedade, por Paulo, com tantas tendências contrárias, encontradas nas igrejas de hoje, definindo corretamente suas metas e seus caminhos de fidelidade.

O Mestre Relevante sabe que o sucesso da missão depende do seu caráter.
Ao escrever este trecho da carta, Paulo já havia explicado a Timóteo a cadeia de transmissão das verdades de Deus, em 2 Timóteo 2:2: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” Timóteo deve ter logo percebido a importância do caráter cristão, dos integrantes dessa cadeia.
Homens idôneos... íntegros, não divisíveis, sem subterfúgios, sem mentiras, sem adultérios, sem segundas intenções. Desse elo de ligação, depende toda a cadeia. As verdades não serão transmitidas em autoridade e poder, se este ponto básico não for atendido. O Mestre Relevante cuidará do seu caráter, de sua integridade perante Deus e de sua reputação perante os homens. Timóteo sabia que Paulo aqui apenas reafirmava algo que ele vinha martelando desde a primeira carta, e que registra em vários outros lugares nesta segunda carta:
Devemos ter cuidado de nossas vidas...E da doutrina 1 Tm. 4:16
Homens fiéis, idôneos... Ensinem 2 Tm. 2:2
Os que não têm do que se envergonhar... Manejem bem a palavra da verdade 2 Tm. 2:15
Os que proferem o nome de Cristo... Apartem-se da iniquidade 2 Tm 2:19
Não pode existir o Mestre Relevante sem o caráter cristão. Não pode haver caráter cristão, sem a verdadeira regeneração. Temos que dar a verdadeira importância à santidade de vida, para a relevância do nosso ministério.
Não adianta sermos zelosos pela Doutrina, pela Liturgia, se não tivermos cuidado de nossas vidas.
Não adianta ensinar, sem idoneidade.
Não adianta manejar a Palavra da Verdade, se tivermos algo do que nos envergonhar.
Não adianta proferir o nome de Cristo, se permanecermos em iniquidade.
O Mestre Relevante compreende, pois, a advertência encontrada no Salmo 69:6 :“Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor Deus dos Exércitos.” Ele verifica as inúmeras vidas que olham para ele e que esperam dele um exemplo de idoneidade. Ele reconhece com temor e tremor a enorme responsabilidade que paira sobre seus ombros e suplica a Deus, diariamente, para que Deus o ajude a não cair em pecado, de tal forma que a sua missão não venha a ser comprometida e o testemunho do evangelho prejudicado por sua causa.

O Mestre Relevante confia nas promessas imutáveis do Mestre Supremo.
Acima de nossa fragilidade, está Deus, e Ele é fiel em todas as situações. O Mestre Relevante terá sempre presente em sua mente as palavras de Paulo a Timóteo, em 2 Tm. 2:11-13: “Fiel é a Palavra: se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele por sua vez nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”.
O Mestre relevante sabe que Deus o colocou em uma posição chave e importante. Mas ele reconhece, entretanto, que a validade das verdades ensinadas subsiste acima de tudo e produz resultados eternos em função da fidelidade de Deus. Ele sabe que as coisas acontecem, não por sua perspicácia, inteligência ou facilidade de comunicação. Longe de usar isso como uma desculpa para falhar, ele tem neste fato o seu conforto de vida. Sabendo que é pecador, sabe também onde se dirigir quando peca, e sabe que o arrependimento sincero recebe de Deus o perdão genuíno.
Paulo não dá essa esperança aos que negam a Deus, pois esses não são os recebedores dessas promessas, mas ele se dirige aos que reconhecendo a Deus e tendo sido alcançados pela Salvação da Graça, caem em infidelidade por seus pecados. Deus quer o nosso retorno, a nossa recuperação, quando isso ocorre, e então ele permanece imutável em sua fidelidade e em suas promessas.
A conscientização de sua fragilidade, não diminuirá o trabalho e a autoridade do Mestre. Pelo contrário, fará com que dependa cada vez mais de Deus. Fará com que não se ensoberbeça. Fará com que esteja sempre vigilante, para que não caia perante as ciladas de Satanás. Saberá que o poder de Deus se aperfeiçoará em suas fraquezas.
O que nos torna Mestres Relevantes? O pleno conhecimento da missão recebida de Deus e a percepção dos perigos que rondam a todos os seus servos, aliada a uma dedicação e firmeza de caráter, junto com a conscientização de que todo o poder nas nossas vidas provém de Deus, que nos ama e que é fiel. Que ele seja servido em providenciar muitos Mestres Relevantes para o engrandecimento do seu Reino e instrução do seu Povo.

Solano Portela