Radio Evangélica

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mateus 24:12


Colegas gravam briga entre alunas em escola pública na PB e postam na Internet
De acordo o vídeo, a briga aconteceu dentro da Escola Estadual Francisca Martiniano da Rocha, localizada no Centro de Lagoa Seca, na última segunda-feira

Polícia | Em 28/11/12 às 09h13, atualizado em 28/11/12 às 09h18 | Por Redação, com Blog de Márcio Rangel

Colegas de duas alunas gravaram uma briga entre as meninas e postaram na internet. O caso está sendo investigado pela Polícia do município de Lagoa Seca, no Agreste do Estado.
De acordo o vídeo, a briga aconteceu dentro da Escola Estadual Francisca Martiniano da Rocha, localizada no Centro de Lagoa Seca, na última segunda-feira (26).

Uma das menores, de 14 anos, foi levada para o hospital e depois para a delegacia pelos pais e passou por exames de corpo de delito. 

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar. 

Comentário
Vi esse vídeo hoje em um jornal local e segundo o apresentador essa briga foi por causa de um namorado. O cara deve ter ficado se achando vendo mulheres se atacando por causa dele. Talvez ele seja uma das pessoas que estivesse assistindo a cena e nada fez para separar a briga. O pior é que só chega alguém para aparentemente separar a briga depois de um certo tempo. O vídeo tem 15 segundos, mas sabe-se lá quanto tempo já fazia que estava acontecendo esse espancamento.
O que esse povo tem na cabeça? Sei que adolescente faz besteira, isso é fato. Mas esse fato é assustador. Isso não é comportamento de adolescente, isso é comportamento de adulto e adulto desequilibrado.
Se essa briga onde na verdade está mais para espancamento for por causa do namorado. Não podemos chamar isso de amor. Ela tem um ciúme possessivo pele namorado. Isso não é normal.
As pessoas estão cada vez mais se distanciando de Deus. Será que os pais dessa moça a orientam? Dão educação adequada para ela? Ou ela faz parte de uma família desequilibrada?
Isso também é falta de Deus no coração. As pessoas tem se afastado de Deus a cada tempo que passa, por isso que vemos a violência se proliferando de maneira assustadora.
Joabson João

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Também a sua terra está cheia de ídolos; inclinam-se perante a obra das suas mãos, diante daquilo que fabricaram os seus dedos. Isaías 2:8


Como sempre declaro sou evangélico estou comentando esse versículo não para atacar nenhum segmento religioso. Pois muita gente usa esse versículo atacarem os católicos (certo dia ouvi um pastor chamando de irmãos católicos, e chamou de uma forma muito amorosa)
Mas ídolo não são apenas imagens de escultura. Vejo pessoas sendo idolatradas no meio o qual eu faço parte. Sempre vejo o comentário o pregador de culto em certo evento é pastor tal ele é uma benção vou para lá, às vezes deixam as atividades de suas igrejas para prestigiarem um pastor em outra igreja.
Outa coisa que vejo que não deixa de ser uma idolatria principalmente no meio jovem. As pessoas gostam de certo cantor que não é evangélico o quarto desse pessoa é repleto de fotos e inúmeros objetos que lembram o tal cantor. Mas quando se convertem tiram as fotos desse cantor e enche o quarto de um cantor evangélico. Pergunto: qual diferença? E ainda sai falando que está liberto. Mas liberto de que? Pois a idolatria ainda está dentro dele.
Não estou falando que é errado uma coisa ou outra. Também ouço musicas, leio livros e artigos publicados por diversos pastores, padres e pessoas não religiosas. Mas nunca dou ênfase a quem canta ou escreve. O que eu quero é sim conteúdo. E o conteúdo tem que ser consistente independente de quem quer que escreva. Sei que tem pessoas que se destacam, merecem respeito e admiração, mas jamais devem ser idolatrados. Tem pessoas no meio evangélico que eu admiro assim como também tem no meio católico que admiro e em diversos meios. Não só meio religioso, mas não os idolatro. Essas pessoas têm meu respeito e minha admiração.
Que venhamos cada vez mais sabermos admirar as pessoas e jamais idolatrá-las.
Joabson João
Mensagem 6
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. I Coríntios 13:1



Se formos continuarmos a leitura do capítulo vemos o quanto o Apostolo Paulo dá ênfase a pratica do amor.

Podemos ver também que anteriormente Jesus deu ênfase ao amor
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
Sede vós, pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.
Mateus 5: 43-48

Vemos também em I Pedro 4:8
Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.

Essas são apenas algumas passagens bíblicas onde podemos ver o quanto devemos por em prática o amor ao próximo.
Na referencia que eu usei do livro de Mateus vemos que Jesus mostra que devemos amar aquele que nos odeiam, pois amar quem nos ama é muito fácil.
E na referência que usei do livro de I Pedro chama atenção a parte b(porque o amor cobrirá a multidão de pecados).
A prática do amor deve ser cada vez mais frequente em nosso meio, sei o quanto é difícil somos seres humanos cheios de imperfeições, mas devemos orar a Deus constantemente para sermos capazes de amar nosso próximo. Pois aprendendo a amar nossa capacidade de perdoar aumenta de uma forma extraordinária.

Se nós não formos capazes de amar isso é porque não conhecemos Deus vejam o versículo:
Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. I João 4:8

Quero começar por mim e por você que está lendo essa mensagem. Para plantarmos o amor em nossos corações e sabermos amar o nosso próximo como a nós mesmos.
Pois o amor é um dom que supera todo e qualquer outro dom.

Joabson João
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domingo, 25 de novembro de 2012

Sem perdão não existe amanhã



Alguém já disse que a família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, por exemplo.
Em mais de vinte anos de experiência pastoral observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos afetivos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, a incompreensão do amigo, nos chegam dos lugares menos esperados: justamente no ninho onde deveríamos estar protegidos se esconde a peçonha letal.
Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar. Mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões, e promovendo distâncias abissais.
Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do ressentimento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos, que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.
Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa nos padrões de causa e efeito do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. É ingenuidade acreditar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.
Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de maneiras diferentes pelas pessoas envolvidas, o exercício de passar a limpo cada passo da jornada me parece inadequado para a reconciliação. Voltar no tempo para identificar os momentos cruciais da caminhada, o que é importante para um e para outro, fazer a análise das razões de cada um, buscar acordo, pedir e outorgar perdão ponto por ponto não me parece ser a melhor estratégia para a reaproximação dos corações e cura das almas.
Estou ciente das propostas terapêuticas, especialmente aquelas que sugerem a necessidade de re–significar a história e seus momentos específicos: voltar nos eventos traumáticos e dar a eles novos sentidos. Creio também na cura pela fala. Admito que a tomada de consciência e a possibilidade de uma nova consciência produzem libertações, ou, no mínimo, alívios, que de outra maneira dificilmente nos seriam possíveis. Mas por outro lado posso testemunhar quantas vezes já assisti esse filme, e o final não foi nada feliz. Minha conclusão é simples (espero que não simplória): o que faz a diferença para a experiência do perdão não é a qualidade do processo de fazer acordos a respeito dos fatos que determinaram o distanciamento, mas a atitude dos corações que buscam a reaproximação. Em outras palavras, uma coisa é olhar para o passado com a cabeça, cada um buscando convencer o outro de sua razão, e bem diferente é olhar para o outro com o coração amoroso, com o desejo verdadeiro do abraço perdido, independentemente de quem tem ou deixa de ter razão. Abraços criam espaço para acordos, mas a tentativa de celebrar acordos nem sempre termina em abraços.
Essa foi a experiência entre José e seus irmãos. Depois de longos anos de afastamento e uma triste história de competições explícitas, preferências de pai e mãe, agressões, traições e abandonos, voltam a se encontrar no Egito: a vítima em posição de poder contra seus agressores. José está diante de um dilema: fazer justiça ou abraçar. Deseja abraçar, mas não consegue deixar o passado para trás. Enquanto fala com seus irmãos sai para chorar, e seu desespero é tal que todos no palácio escutam seu pranto. Mas ao final se rende: primeiro abraça e depois discute o passado. Essa é a ordem certa. Primeiro, porque os abraços revelam a atitude dos corações, mais preocupados em se (re)aproximar do que em fazer valer seus direitos e razões. Depois, porque, no colo do abraço o passado perde força e as possibilidades de alegrias no futuro da convivência restaurada esvaziam a importância das tristezas desse passado funesto.
Quando as pessoas decidem colocar suas mágoas sobre a mesa, devem saber que manuseiam nitroglicerina pura. As palavras explodem com muita facilidade, e podem causar mais destruição do que promover restauração. Não são poucos os que se atrevem a resolver conflitos, e no processo criam outros ainda maiores, aprofundam as feridas que tentavam curar, ou mesmo ferem novamente o que estava cicatrizado. Tudo depende do coração. O encontro é ao redor de pessoas ou de problemas? A intenção é a reconciliação entre as pessoas ou a busca de soluções para os problemas? Por exemplo, quando percebo que sua dívida para comigo afastou você de mim, vou ao seu encontro em busca do pagamento da dívida ou da reaproximação afetiva? Nem sempre as duas coisas são possíveis. Infelizmente, minha experiência mostra que a maioria das pessoas prefere o ressarcimento da dívida em detrimento do abraço, o que fatalmente resulta em morte: as pessoas morrem umas para as outras e, consequentemente, as relações morrem também. A razão é óbvia: dívidas de amor são impagáveis, e somente o perdão abre os horizontes para o futuro da comunhão. Ficar analisando o caderno onde as dívidas estão anotadas e discutindo o que é justo e injusto, quem prejudicou quem e quando, pode resultar em alguma reparação de justiça, mas isso é inútil – dívidas de amor são impagáveis.
Mas o perdão tem o dia seguinte. Os que recebem perdão e abraços cuidam para não mais ferir o outro. Ainda que desobrigados pelo perdão, farão todo o possível para reparar os danos do caminho. Mas já não buscam justiça. Buscam comunhão. Já não o fazem porque se sentem culpados e querem se justificar para si mesmos ou para quem quer que seja, mas porque se percebem amados e não têm outra alternativa senão retribuir amando. As experiências de perdão que não resultam na busca do que é justo desmerecem o perdão e esvaziam sua grandeza e seu poder de curar. Perdoar é diferente de relevar. Perdoar é afirmar o amor sobre a justiça, sem jamais sacrificar o que é justo. O perdão coloca as coisas no lugar. E nos capacita a conviver com algumas coisas que jamais voltarão ao lugar de onde não deveriam ter saído. Sem perdão não existe amanhã.
Autor: Pastor Ed René Kivitz

 

Esse texto foi extraído do site abaixo:

 http://www.midiagospel.com.br/estudos/diversos/sem-perdao-nao-existe-amanha.html


sábado, 24 de novembro de 2012

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Provérbios 28:13


Sempre quando vemos uma pessoa que tem um passado sujo se converter é normal ouvimos alguns comentários do tipo: fez isso, fez aquilo e agora é crente. De acordo com olhos humanos é difícil de entender isso. Mas quem somos nós para entendermos o trabalhar de Deus?

Interessante que vemos a confirmação desse versículo em: Lucas 23:43
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
Quando um dos malfeitores que foi crucificado no mesmo dia que Ele estava à beira da morte e se arrependeu dos seus delitos e pecados e Jesus sabendo do coração do homem falou que ele estaria no Paraíso naquele mesmo dia, pois viu arrependimento naquele homem.
Nós seres humanos imperfeitos sempre queremos muitas vezes julgar as pessoas pelos seus atos passados, sei que teremos consequências pelos nossos atos feitos no passado. Mas como está escrito no versículo que está como tema principalmente a parte b (mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia). E além desse versículo que está no Velho Testamento, no Novo Testamento vemos o sacrifício que Jesus fez por mim e por você na cruz do Calvário, derramou seu sangue para remissão do meu e do seu pecado.

Podemos ver também no versículo: Lamentações  3:22
As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
Nós pecamos constantemente, mas Deus em sua infinita misericórdia nos dá a chance e a oportunidade de nos arrependermos dos nossos pecados. Pois Ele deu seu único filho para morrer por nós e esse sacrifício não pode ser em vão.
Ele quer que o homem se arrependa de seus pecados para que o mesmo tenha acesso à vida eterna através de Jesus. Pois não há salvação fora de Jesus.

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6

Joabson João
Mensagem 5


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Credito Rural Equivocado



Por Francisco de Assis Quintans

Os produtores rurais em todo País aguardam a anos uma solução efetiva para o endividamento rural, especialmente com relação às dividas antigas das décadas de 80 e 90 (Pesca, securitização, alongamentos).
No entanto, é necessário alertar que as medidas do governo dos anos anteriores visando, também, a solução do endividamento rural, não lograram êxito, razão pela qual o problema permanece e se agrava ainda hoje.
As medidas propostas pelo governo até hoje estão longe de solucionar o problema, mas essas medidas não tratam o real problema do financiamento rural: os encargos de inadimplemento. Realmente, verifica-se nos contatos rurais em geral que os encargos de normalidade (aqueles aplicados até a data do vencimento) são inferiores a 12% ao ano, mas os encargos aplicados a parti do vencimento do contrato são absurdos e ilegais. De fato, a cobrança de comissão de permanência e de juros de mora superiores a 1% ao ano, no período de inadimplemento do agricultor, é vedada pelo disposto no art. 5°, paragrafo único, do Decreto-lei n° 167/67, que prevê, em caso de não pagamento do financiamento rural, apenas juros de mora de 1% ao ano, além dos encargos de normalidade.
A agricultura é uma atividade sazonal, intrinsecamente. No seminário seco do Nordeste, essa sazonalidade é ainda mais, frequentemente atropelada por veranicos intensos, causando a frustação das lavouras temporárias usuais. É um fator natural que piora ainda mais o endividamento dos que aqui residem.
O credito rural no Brasil e, sobretudo no seminário do Nordeste, é, mesmo, historicamente uma viagem pela contramão. Não é formulado tecnicamente, de acordo com as realidades e vocações de cada latitude. É um exercício mesquinho por um financismo simplório, que não serve nem ao progresso dos produtores e nem a segurança do Banco, não ajuda ao desenvolvimento econômico-social de ninguém.
É preciso levar ao Governo Federal uma proposta para reinserir na economia os produtores rurais do seminário nordestino, endividados junto às instituições financeiras oficiais. Não uma mera negociação de dívida. É promover a reinserção desses produtores rurais na economia nacional.
O problema é antigo. Há 23 anos o Governo Federal tenta, sem sucesso, solucionar a questão da dívida dos produtores rurais do seminário nordestino. Desde 1989, quando a correção monetária passou a incidir sobre empréstimos concedidos aos produtores rurais pelo Banco do Nordeste e Banco do Brasil. Eram tempos de hiperinflação e de economia indexada. Ate o inicio da década de 1990, o índice usado para correção dos empréstimos era a Taxa Referencial (TR), que girava em torno de 2,89% ao mês. Mais tarde em 1994, o índice foi trocado pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), por ser mais baixa, cerca de 1,86% ao mês. O problema é que, com o passar dos anos, a situação se inverteu. Enquanto a TR caiu para 0,59% ao mês, a TJLP, embora também tenha decrescido, manteve-se num patamar superior ao da TR, em torno de 1,41% ao mês.
Aliado a esse quadro, a década de 1990 foi o período mais seco do século passado. A adversidade climática contribuiu para o agravamento do endividamento rural, uma vez que houve perdas sucessivas de safras. Entre 1990 e 1999, a região Nordeste passou por seis grandes períodos de estiagem e uma inundação que devastaram a produção nordestina.
Os mais afetados foram os pequenos produtores com propriedades rurais de até quatro módulos fiscais. Hoje, as dívidas desses produtores estão sendo executadas pelos bancos, o que pode resultar na perda de suas propriedades.
Na tentativa de dar solução ao problema do endividamento, o Governo Federal editou inúmeras medidas provisórias e leis que foram aprovadas pelo Congresso. Essas leis que estão aí precisam ser totalmente alteradas, não deram certo.
É imprescindível a criação de um Grupo de Trabalho, composto por vários ministérios, pelas Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag). O objetivo deste grupo será de discutir e elaborar uma proposta de um novo modelo para solucionar a questão das dívidas dos produtores rurais do Nordeste seco contratadas até 31 de dezembro de 2006.
O novo modelo deveria considerar o prazo máximo de pagamento de acordo com a renda liquida anual dos produtores e a atividade atualmente desenvolvida na propriedade na qual foi implantado o projeto financiado. A proposta também contempla um levantamento do montante das dívidas junto aos bancos.
O problema reclama uma solução urgente, pois” a renegociação das dívidas rurais” já se converteu numa rotina, penosa e cruel, para quem teima em produzi na terra, sobretudo no Nordeste seco. No Sudeste X Centro Sul, a cantilena é a mesma, mas conseguem, de melhor modo, um desfecho positivo para os produtores. E lá não existem as secas daqui, um terrível agravante, não compreendido.

Artigo retirado do Jornal da Assembleia Legislativa para Paraíba
Pagina 10.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Esse é o País da Copa


Sertanejo improvisa tipoia para manter de pé a última vaca do rebanho dizimado pela seca


A cena dramática foi registrada pelo padre Djacy Brasileiro, pároco da cidade de Pedra Branca

Em 22/11/12 às 16h59, atualizado em 22/11/12 às 17h15 | Por Hermes de Luna, Hyldo Pereira e Wanja Nóbrega

Mais de 40% do rebanho bovino da Paraíba já foi dizimado pela prolongada estiagem. Desesperados com a morte dos animais, pequenos produtores da zona rural improvisam de tudo para salvar as últimas reses. É o caso de seu Jorge dos Santos, 52 anos, que tem um pequeno roçado no município de Itaporanga (na região do Vale do Piancó, a  420 quilômetros de João Pessoa). Sua última vaca leiteira, sem força para se sustentar de pé, é amparada por uma tipoia feita com redes velhas amarradas em quatro traves.

A cena dramática foi registrada pelo padre Djacy Brasileiro, pároco da cidade de Pedra Branca, na mesma região, que vem denunciando a falta de assistências dos governos aos agricultores e produtores que perderam tudo o que investiram por conta da seca.
Seu Jorge tinha 11 animais em seu rebanho. A maioria morreu de sede e fome. Hipertenso, há uma semana ele foi encontrado desacordado no meio do terreiro, próximo de uma vaca que também morreu tentando parir. “A vaca, uma das últimas que eu tinha, morreu depois de tentar parir e não ter forças. Não agüentei de tanta tristeza, passei mal e desmaiei. Sofro de pressão alta e caí ao ver meu animal morrer de fome, sede e sem ter sua cria”, narra.  
Ele teve que se desfazer de outros animais, vendendo-os a preço abaixo do mercado local, para fugir de um prejuízo maior. A única vaca que sobrou está magra e mal consegue parar de pé. Pele e osso sustentados por cordas de agave, para tomar água e comer das mãos do seu dono.
A tentativa desesperada de seu Jorge para manter vivo seu último animal é comovente. Ele diz que vai fazer tudo que puder para que a vaca sobreviva até fevereiro do próximo ano, quando a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) prevê que chova na região. Para seu Jorge, esse último animal é um símbolo da perseverança e da resistência do povo sertanejo.
Itaporanga é um dos 195 municípios sob estado de emergência decretado pelo Governo do Estado. O principal manancial que abastece o município, o açude Cachoeira dos Alves, com capacidade para acumular 10,6 milhões de metros cúbicos de água, está com menos de 33% do seu total.

O município tem uma população estimada em 17.632 habitantes, sendo que na zona rural moram 5.563 pessoas. Seu Jorge está entre os moradores da zona rural, no sítio Riachão.  

Créditos: Foto: Padre Djacy Brasileiro
Fonte: http://portalcorreio.uol.com.br/noticias/cidades/agua-e-esgoto/2012/11/22/NWS,216979,4,69,NOTICIAS,2190-SERTANEJO-IMPROVISA-TIPOIA-MANTER-ULTIMA-VACA-REBANHO-DIZIMADO-PELA-SECA.aspx


Comentário:
Esse é o País da copa.
Nos grandes centros urbanos vemos os estádios da copa sendo construídos. Por sinal também estão em atraso.
Mas essa copa como sempre falo é uma tremenda de uma maquiagem para o mundo ver um Brasil que não existe.
Temos essa ferramenta maravilhosa que é a Internet e através da mesma podemos mostrar para o mundo que nosso País não precisa de copa. As obras do São Francisco onde não está parada está em ritmo desacelerado. E o povo com sede. Interessante que na reportagem o proprietário do animal afirma que vai tentar manter seu animal até Fevereiro. Que segundo um instituto de pesquisa tem chuvas previstas para esse mês.
Mas caso não chover, o que vai acontecer com esse animal?
Sou nordestino (paraibano), mas não sou do sertão, moro na região metropolitana da capital. Não sou vitima da seca, mas vejo meus irmãos sertanejos sofrendo com a seca quero ajudar mas fico de mãos atadas. Quando ouvi no projeto da transposição do São Francisco fiquei feliz por saber que meu estado seria beneficiado, mas vejo pouco interesse dos políticos.
Políticos esses que foram colocados lá com o voto do desse povo que está sofrendo, foram eleitos para defenderem os interesses do povo, mas muitos (não todos) defendem seus próprios interesses.
Quero pedi a você nordestino ou não que se sensibilizou com essa reportagem a compartilhar essa mensagem e pedi aceleração nas obras do São Francisco.

Joabson João

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ALPB lança manifesto em defesa da transposição


A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vai entregar na próxima quarta-feira (21) aos deputados federais e senadores nordestinos o relatório resultado de uma inspeção realizada nas obras de Transposição das Águas do Rio São Francisco. A Casa também lançou um manifesto em defesa das obras, que será entregue a presidente Dilma Rousseff (PT).
O deputado estadual, Assis Quintans (Democratas) será o responsável pela entrega do documento. O parlamentar viajará para Brasília nesta terça-feira (20), atendendo recomendação do presidente da Casa, o deputado Ricardo Marcelo (PEN).
Na ocasião, Assis Quintans também vai coletar assinaturas para um manifesto em favor das obras. O documento, que será encaminhado à presidenta, já conta com a assinatura de várias autoridades paraibanas.
 “Eu ficarei o tempo que for necessário para mobilizar a bancada federal dos quatro Estados beneficiados com a Transposição. O manifesto assinado para a presidente é para mostrar a situação testemunhada por nossa visita a todo o percurso da obra”, destacou Quintans.
Segundo o deputado, é preciso uma explicação para a paralisação das obras, que tem prejudicado os nordestinos que sofrem com a seca. “A esperança do sertanejo está se evaporando, tal como se evaporam as águas dos açudes que, um a um, estão secos pela inclemência do sol. Contudo, enfrentamos o sentimento de impotência, mas não perdemos a esperança de reverter o quadro atual das obras do São Francisco”, disse.

Luta da ALPB - “A transposição das águas do Rio São Francisco é uma bandeira de luta da Assembleia Legislativa da Paraíba. A seca vem maltratando muito os nordestinos e essa obra vai matar a sede de muita gente e trazer desenvolvimento para a nossa região que é tão sofrida”, disse o presidente Ricardo Marcelo.
De acordo com o presidente, é função da ALPB defender os interesses da população, por isso, o engajamento da Casa e dos deputados nesta causa.
Em setembro deste ano o Poder Legislativo formou uma comissão com políticos e representantes do Executivo e da sociedade e fizeram uma visita para fiscalizar o andamento das obras. A Transposição das águas do Rio São Francisco começou em 2007 e foi orçada em R$ 4,5 bilhões. Hoje ela custa R$ 8,2 bilhões.

Relatório - No documento, que será entregue aos parlamentares, são elencadas 14 sugestões para viabilizar a conclusão do projeto e otimizar sua execução. O relatório é fruto do trabalho de uma comissão que percorreu 1.900 quilômetros nos eixos Norte e Leste do projeto de Transposição e constatou alguns problemas, a exemplo da paralisação em trechos da obra e problemas ambientais nos rios Paraíba e Piranhas, entre outros.

Entre as sugestões apresentadas no relatório está a criação pelo Governo do Estado de um Grupo de Trabalho Multidisciplinar para estudar os problemas ambientais que irão ocorrer com a entrada das águas no Estado. A agilização de obras sanitárias nos 54 municípios paraibanos que serão beneficiados com o projeto e a proposta de fortalecimento da Agência Executiva de Gestão da Águas (Aesa) também integram a lista.

Fonte: Alexandre Kito

Comentário
Esse projeto de transposição do Rio São Francisco é um projeto maravilhoso. Principalmente para nós nordestinos em especial os sertanejos.
Mas vemos pouco interesse das autoridades em concluir esse projeto. Diversos trechos da obra estão parados e o interesse maior é a copa de 2014. Estão fazendo uma maquiagem para o mundo vê um País belo, maravilhoso.
Deveriam mostrar nosso Sertão nordestino, mostrar nosso povo com sede, os animais mortos devido à falta de água no nosso sertão. Vemos um povo que vive com um auxilio do governo (bolsa família). Essa realidade não querem mostrar para o mundo.
Com a copa turista do mundo inteiro verão um País lindo. As praias dos estados que serão sedes entre outras belezas que não passa de uma maquiagem barata.
Se esse dinheiro que está sendo gasto com essa copa tivesse sido voltado para as obras de transposição, talvez essa obra já tivesse sido concluída já estaria matando a sede de inúmeros nordestinos.
Nosso País não está preparado para copa. Temos um povo sofrido, que precisa de ajuda do governo.  Quando falo de ajuda não falo desse auxilio chamado bolsa família. Falo na criação politicas fiscais para indústrias se instalarem em nosso País para gerarem emprego e renda? E com isso arrecadação de impostos e os mesmos serem investidos em obras para benefícios do povo.
Infelizmente nossos governantes tem outros interesses.
E o interesse não é beneficiar o povo e sim deixar o rico cada vez mais rico. Pois com essa copa quem mais vai ganhar serão os donos de hotéis e de restaurantes.
O comercio informal até pode ter certo lucro, mas será insignificante se comparado com os grandes empresários.
Essa é a única explicação que vejo para darem ênfase às obras da copa.

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Joabson João

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chocante e ao mesmo tempo revoltante



Ao chegar da igreja fui assistir o programa: A Liga (um programa Jornalístico semanal da emissora Band).
Durante o programa o que mais me chamou atenção foi em um dos quadros a situação das pessoas de uma comunidade chamada: morro do piolho em São Paulo. A mesma foi incendiada, sei que faz um tempo que ocorreu esse incêndio, vi em alguns sites (uol, ig, etc.) que esse incêndio foi em setembro do corrente ano.
Fiquei chocado por um lado e revoltado por outro com a historia de um garoto de 15 (quinze) anos. O mesmo falou que sua mãe estava correndo para salvar alguns objetos pessoais enquanto ela salvava esses objetos ele olhava os mesmos. Alguém falou para ele que sua mãe estava “pegando fogo”, desesperado ele correu para salvá-la e algumas pessoas se aproveitaram da situação saquearam seus objetos ainda por cima ele sofreu queimaduras de segundo grau.
Isso me deixou triste pelo garoto ter perdido seus pertences e me deixou revoltado pela covardia da população. Estavam todos no mesmo barco um deveria ajudar o outro. Talvez as pessoas que saquearam seus objetos foram as mesmas que falaram para ele que sua mãe estava “pegando fogo”. Mas na verdade sua mãe estava salva.
Vemos a maldade das pessoas é nítida. Chegar ao ponto de criar uma historia para saquear uma pessoa e ainda mais na situação em que se encontrava a comunidade.
Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press

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Joabson João

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deus seja louvado


CARLOS HEITOR CONY



RIO DE JANEIRO - Querem tirar das cédulas do nosso real a breve citação carregada de ironia machadiana: "Deus seja louvado". O argumento é pífio: o Brasil é um Estado laico, qualquer alusão à divindade é uma afronta, o país tem diversas religiões e, inclusive, tem razoável porcentagem de ateus ou agnósticos de carteirinha, entre os quais o cronista se inclui, apesar de sua formação ter sido feita com valores de determinado credo.
Os Estados Unidos não cultivam uma religião oficial, mas nas cédulas de um dólar, com a cara de Washington, há a frase "In God we trust". Há também na mesma cédula um símbolo maçônico: a pirâmide interrompida, tendo em cima o olho que em muitas religiões representa o olhar de Deus. Que também comparece nas caixas de fósforos, simbolizando o "Fiat lux".
O hino oficial inglês também invoca Deus: "God Save the Queen" -ou King. E voltando aos Estados Unidos, o "God Bless America", de Irving Berlin, funciona como hino alternativo, mais ou menos como "Aquarela do Brasil".
Poderia citar outras invocações oficiais ou oficiosas da divindade. Barack Obama, que me parece meio muçulmano, em breve prestará seu juramento para o segundo mandato com a mão em cima da Bíblia -base do judaísmo e do cristianismo.
A invocação na cédula do real não discrimina nem faz apologia de qualquer religião. Até mesmo os cultos afro-brasileiros têm seus orixás e nossos índios invocam Tupã.
O Império brasileiro tinha uma religião oficial que foi abolida com o advento da República. A bandeira que consagrou o novo regime tem até hoje a influência do positivismo, que para muitos de seus adeptos funciona como religião.
O dístico ("Ordem e Progresso") é redução do lema fundamental de Auguste Comte.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/78580-deus-seja-louvado.shtml


Comentário:
Particularmente sou a favor de um Estado laico. Mas 100% laico.
Vejo essa ideia de tirarem a frase: “Deus seja louvado” da nossa nota como argumento do Estado ser laico. Mas como na reportagem acima diversos países professam uma fé tanto em notas como em símbolos nacionais.
Sou até a favor sim da retirada da frase. Mas em compensação deve-se acabar com todos os feriados religiosos do País (tanto nacionais, estaduais e municipais).
Vejo que nosso País se declara laico, mas tem inúmeros feriados religiosos e todos são respeitados e ninguém trabalha nesses feriados, inclusive essas pessoas que estão propondo esse projeto.
Sem falar que entramos em algumas repartições publicas e sempre tem um símbolo religioso nas mesmas, as prefeituras todo ano fazem festa em homenagem a algum padroeiro ou padroeira e o País tem uma padroeira. Pergunto: O Estado é laico mesmo?

Sou evangélico, declaro sim minha fé. Sou a favor sim de um Estado Laico, mas laico em 100%.
Lanço esse desafio aos autores do projeto da retirada da frase.
Retire a frase com o argumento do Estado laico. Mas também vamos acabar com os feriados religiosos usando o mesmo argumento e com as festas dedicadas a padroeiros(as)

Joabson João