Radio Evangélica

sexta-feira, 14 de março de 2025

Setor público registra superávit de R$ 104,1 bilhões em janeiro

Resultado positivo supera o de 2024, mas dívida pública ainda preocupa

O setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, registrou um superávit primário de R$ 104,1 bilhões em janeiro de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Banco Central (BC). O resultado supera o superávit de R$ 102,1 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado.

O Governo Central foi responsável pela maior parte do saldo positivo, com R$ 83,1 bilhões. Já os governos regionais contribuíram com R$ 22 bilhões, enquanto as estatais apresentaram um déficit de R$ 1 bilhão. No acumulado de 12 meses, porém, o setor público ainda apresenta um déficit primário de R$ 45,6 bilhões, equivalente a 0,38% do PIB.

Os juros nominais do setor público somaram R$ 40,4 bilhões em janeiro, uma queda significativa em relação aos R$ 79,9 bilhões registrados no mesmo período de 2024. Esse recuo foi influenciado pelos ganhos de R$ 36 bilhões com operações de swap cambial.

Apesar do superávit no mês, a dívida bruta do governo atingiu R$ 8,9 trilhões, o que representa 75,3% do PIB. A redução de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior foi impulsionada por resgates líquidos da dívida e variação do PIB nominal.

Os dados reforçam uma melhora nas contas públicas, mas especialistas alertam para os desafios fiscais ao longo do ano, diante da necessidade de equilibrar receitas e despesas para manter a trajetória sustentável da dívida.

Indústria de transformação mantém crescimento, mas enfrenta desafios

Faturamento industrial cresce 12,8% em janeiro, mas especialistas alertam para desaceleração

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O faturamento real da indústria de transformação segue em alta no Brasil. Em janeiro, a receita bruta do setor avançou 3,3% em relação a dezembro, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (14). Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo 12,8%.

Apesar do desempenho positivo, a CNI alerta para a possibilidade de desaceleração nos próximos meses. O gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, destaca que a demanda por bens industriais tem sustentado o crescimento, mas a alta da taxa de juros pode impactar negativamente o setor.

Além do faturamento, as horas trabalhadas na produção cresceram 1,9% em janeiro, revertendo perdas dos meses anteriores. O emprego industrial também apresentou leve alta de 0,1% no mês e 2,4% na comparação anual. No entanto, a CNI prevê um crescimento mais lento do emprego ao longo de 2025.

Por outro lado, a pesquisa indica queda na massa salarial e no rendimento médio dos trabalhadores da indústria, com recuos de 0,3% e 0,8% entre dezembro e janeiro, respectivamente. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se estável em 78,4%, mas segue abaixo do nível registrado no início de 2024.

Os Indicadores Industriais, realizados desde 1992, monitoram a evolução do setor e servem como termômetro da atividade econômica no país.



Comércio varejista registra leve recuo de 0,1% em janeiro

Setor registra crescimento de 4,7% no último ano, apesar da leve queda mensal

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O comércio varejista brasileiro iniciou 2025 com uma leve queda no volume de vendas, registrando variação de -0,1% em janeiro frente a dezembro, na série com ajuste sazonal, segundo dados do IBGE. Essa foi a terceira variação negativa consecutiva, mantendo o setor 0,6% abaixo do recorde histórico atingido em outubro de 2024. Apesar da retração mensal, na comparação com janeiro de 2024, o setor registrou crescimento de 3,1%, consolidando a vigésima taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 4,7%.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 2,3% em janeiro, revertendo a sequência de quedas nos meses anteriores. Na comparação anual, o segmento ampliado avançou 2,2%, registrando sua 12ª alta consecutiva, e acumula crescimento de 3,8% em 12 meses.

Desempenho por setores

Os dados do IBGE apontam que quatro dos oito segmentos do varejo registraram crescimento em janeiro. Os destaques positivos foram:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+5,3%)
  • Combustíveis e lubrificantes (+1,2%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+0,7%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (+0,6%)

Por outro lado, quatro setores apresentaram retração:

  • Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%)
  • Móveis e eletrodomésticos (-0,2%)
  • Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,4%), sendo esta a quarta queda consecutiva do setor.

No comércio varejista ampliado, os segmentos de Veículos, motos, partes e peças (+4,8%) e Material de construção (+3,0%) impulsionaram o resultado positivo do mês.

Comparação Anual e Tendências

Na comparação com janeiro de 2024, sete dos oito setores do varejo cresceram, com destaque para:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+6,2%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+4,5%)
  • Móveis e eletrodomésticos (+4,4%)

A única retração ocorreu no setor de Livros, jornais, revistas e papelaria, que caiu 0,2%.

O comércio varejista ampliado também apresentou crescimento nessa base de comparação, impulsionado pelo segmento de Veículos, motos, partes e peças (+8,9%) e Material de construção (+3,9%), enquanto o Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 10,4%.

Apesar da leve queda no início do ano, o cenário de crescimento sustentado nos últimos 12 meses indica uma tendência positiva para o comércio varejista em 2025, com recuperação gradual de alguns segmentos e a expectativa de estabilização dos setores que ainda apresentam retração.

Preços da indústria sobem 0,13% em janeiro

Variação mensal é menor que a de dezembro

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Os preços da indústria brasileira registraram variação positiva de 0,13% em janeiro de 2025, em comparação a dezembro de 2024. O resultado marca o 12º mês consecutivo de aumento no Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede os preços na porta de fábrica, sem considerar impostos e fretes. No acumulado de 12 meses, o indicador atingiu 9,69%, superando os 9,28% registrados no mês anterior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14 das 24 atividades industriais analisadas apresentaram aumento nos preços em janeiro. Em contrapartida, no mês anterior, 22 atividades haviam registrado queda nos preços.

Maiores variações setoriais

Os setores com as maiores variações positivas em janeiro foram:

  • Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1,85%)
  • Outros produtos químicos (+1,72%)
  • Refino de petróleo e biocombustíveis (+1,49%)
  • Indústrias extrativas (-1,49%)

Apesar da queda nos preços do setor extrativo, os produtos químicos e o refino de petróleo tiveram impactos expressivos na composição do IPP. O setor de alimentos, que historicamente tem grande peso no índice, teve impacto negativo de -0,22 ponto percentual na variação mensal.

Desempenho das grandes categorias

Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços em janeiro foi:

  • Bens de capital: +0,53%
  • Bens intermediários: -0,19%
  • Bens de consumo: +0,53%
    • Bens de consumo duráveis: +1,24%
    • Bens de consumo semiduráveis e não duráveis: +0,39%

A principal influência no índice geral veio dos bens de consumo, com peso de 37,34% na composição do IPP, representando 0,20 p.p. da variação mensal.

Acumulado de 12 Meses

Os setores que mais influenciaram a taxa acumulada em 12 meses (9,69%) foram:

  • Metalurgia (+26,77%)
  • Fumo (+17,47%)
  • Outros equipamentos de transporte (+17,32%)
  • Madeira (+15,69%)

A atividade industrial que mais impactou o índice foi o setor de alimentos, que contribuiu com 3,36 p.p. no acumulado do período. No mesmo intervalo, o setor químico teve uma alta de 14,31%, influenciado pelos aumentos nos preços dos fertilizantes e resinas termoplásticas.

Tendências e expectativas

O IBGE destaca que, apesar do aumento geral dos preços industriais, alguns setores mostram sinais de retração. O setor extrativo, por exemplo, registrou queda de -1,49% em janeiro após três meses consecutivos de alta. Já o setor de alimentos teve o primeiro recuo em nove meses, com -0,84%, puxado pela queda nos preços do açúcar e da carne bovina.

Por outro lado, a indústria de refino de petróleo e biocombustíveis segue em alta, registrando a maior variação desde julho de 2024, impulsionada pelo aumento dos preços da gasolina e do diesel.

O comportamento dos preços ao longo de 2025 dependerá de fatores como a taxa de câmbio, o custo das commodities e a demanda interna e externa por produtos industriais brasileiros. O próximo levantamento do IBGE trará um panorama mais amplo das tendências do setor produtivo no país.

 

As Cidades-Estado Gregas: O Coração da Civilização Helênica

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Dando continuidade à nossa série sobre a Grécia Antiga, exploraremos um dos aspectos mais marcantes dessa civilização: as cidades-estado, ou pólis. Diferente de impérios centralizados, como o Egípcio ou o Persa, a organização política da Grécia era composta por diversas cidades autônomas, cada uma com seu próprio governo, leis e costumes. Duas das pólis mais influentes foram Atenas e Esparta, cujas diferenças marcaram profundamente a história e a cultura grega.

O Conceito de Pólis

A pólis era mais do que uma simples cidade; era uma comunidade política independente, com identidade própria. No centro da pólis, encontrava-se a ágora, uma praça pública que servia como local de reuniões, mercado e discussões políticas. No alto da cidade, frequentemente havia uma acrópole, uma estrutura fortificada que abrigava templos e espaços religiosos.

Cada pólis tinha sua própria forma de governo, que podia variar entre monarquia, oligarquia, tirania e, no caso mais famoso, democracia. A fragmentação política, embora tenha gerado conflitos, também proporcionou grande diversidade cultural e inovação em áreas como filosofia, arte e política.

Atenas: O Berço da Democracia

Atenas é frequentemente lembrada como o berço da democracia. Inicialmente governada por reis, e posteriormente por uma oligarquia aristocrática, a cidade passou por diversas reformas que levaram à criação de um governo participativo. No século V a.C., sob a liderança de Péricles, a democracia ateniense atingiu seu auge, permitindo que cidadãos do sexo masculino participassem ativamente das decisões políticas na Eclésia, a assembleia popular.

Além da política, Atenas destacou-se no campo intelectual e artístico. Grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, desenvolveram ideias que influenciam o pensamento ocidental até os dias de hoje. O teatro também floresceu com dramaturgos como Ésquilo, Sófocles e Eurípides.

Esparta: A Sociedade Militarizada

Em contraste com Atenas, Esparta possuía uma estrutura social e política altamente militarizada. Governada por uma diarquia (dois reis) e um conselho de anciãos, a cidade-estado era conhecida por sua rígida disciplina e foco na guerra. Desde a infância, os meninos espartanos passavam por um treinamento rigoroso, conhecido como agogê, que os preparava para o combate e fortalecia a lealdade ao Estado.

Diferente de Atenas, Esparta não possuía grande interesse pelo desenvolvimento intelectual ou artístico. Seu modelo social valorizava a igualdade entre os cidadãos espartanos, mas dependia de uma grande população de servos, os hilotas, que eram responsáveis pela produção agrícola e eram frequentemente submetidos a maus-tratos.

Conflitos e Alianças: A Guerra do Peloponeso

As diferenças entre Atenas e Esparta culminaram em um grande conflito conhecido como Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.). Enquanto Atenas liderava a Liga de Delos, uma aliança de cidades-estado voltada para conter o Império Persa, Esparta comandava a Liga do Peloponeso, formada por pólis que viam com desconfiança o crescimento ateniense. A guerra terminou com a vitória de Esparta, mas enfraqueceu toda a Grécia, abrindo caminho para a conquista macedônica liderada por Filipe II e Alexandre, o Grande.

Legado das Cidades-Estado

Apesar de sua fragmentação, as pólis gregas deixaram um legado profundo. O conceito de cidadania e participação política em Atenas inspirou sistemas democráticos modernos, enquanto o modelo espartano de disciplina e estratégia militar influenciou táticas bélicas ao longo da história. A rivalidade entre Atenas e Esparta reflete a diversidade de pensamentos e estilos de vida que compunham o mundo grego, demonstrando que não havia uma única forma de organização política ou social na Antiguidade helênica.

Considerações Finais

O estudo das cidades-estado gregas nos permite compreender melhor os fundamentos da civilização ocidental. Enquanto Atenas representava a busca pelo conhecimento e pela participação política, Esparta simbolizava a disciplina e a força militar. Ambas deixaram marcas indeléveis na história, influenciando modelos políticos, filosóficos e militares que ecoam até os dias de hoje. Nos próximos artigos, exploraremos outros aspectos da Grécia Antiga, como sua religião, mitologia e conquistas culturais.

Referências

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001.

GOMES, Pedro. História da Grécia Antiga: Sociedade e Cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 2018.

OLIVEIRA, João Batista. Civilização Grega: Origem, Cultura e Legado. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

POMER, Roy. O Mundo Grego Antigo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. 

REZENDE, Flávio. A Herança Grega: Filosofia, Arte e Política. São Paulo: Saraiva, 2014.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Ibovespa sobe 1,43% e descola das quedas em Nova York

Minério de ferro em alta impulsiona ações da Vale e setor de mineração

Divulgação/B3
Na contramão das fortes quedas em Wall Street, o Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (13) com valorização de 1,43%, atingindo 125.637 pontos. O índice oscilou entre os 123.590 e 125.774 pontos ao longo do dia.

O desempenho positivo foi impulsionado pela alta nos preços do minério de ferro e pelo avanço das ações da Vale. Além disso, a divulgação de um balanço positivo da CSN e a queda dos juros futuros contribuíram para a valorização do setor de mineração e siderurgia.

Apesar do avanço do Ibovespa, o volume financeiro do pregão foi de R$ 15,6 bilhões, abaixo da média diária de 2024, que está em R$ 15,9 bilhões.

Dólar registra leve queda

O dólar à vista recuou 0,11%, cotado a R$ 5,8012, destoando da alta da moeda americana no exterior. Operadores apontam que moedas emergentes, como o real, mostraram resiliência, mas sem sinais de entrada expressiva de capital estrangeiro.

Bolsas internacionais em queda

Nos EUA, os índices de Nova York tiveram mais um dia de perdas, pressionados por tensões comerciais entre o país e seus principais parceiros. O S&P 500 caiu 1,39%, o Dow Jones recuou 1,30%, e o Nasdaq teve queda de 1,96%.

Na Europa, os mercados também fecharam em baixa após o anúncio de novas tarifas sobre produtos importados. O Stoxx 600 caiu 0,19%, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,64%.

Fonte: Bora Investir

Programa para fazer declaração do IRPF 2025 está disponível

Prazo de entrega da declaração termina no dia 30 de maio

O Programa Gerador de Declaração (PGD) do Imposto de Renda 2025 já está disponível para download na página da Receita FederalA entrega do documento deve ser feita a partir da próxima segunda-feira (17), até 30 de maio.

A instalação do programa no computador permite que o contribuinte verifique as informações disponíveis, como de declarações anteriores e a pré-preenchida pela Receita, e reúna documentos pendentes antes do início do prazo de entrega.

A Declaração do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (DIRPF) também pode ser preenchida de forma online, pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), sem precisar baixar ou instalar nenhum programa, ou, ainda, pelo app Receita Federal para celulares e tablets.

Nesse caso, a liberação do programa ocorrerá apenas em 1º de abril. As declarações entregues por essas plataformas também possuem algumas limitações e em certas situações não poderão ser utilizadas.

Neste ano, a Receita Federal informou que haverá atraso na entrega da declaração pré-preenchida, que traz as informações do contribuinte já apuradas pelo Fisco. O documento só estará disponível, em todas as plataformas de entrega, a partir de 1º de abril. Mas à medida que as informações forem sendo carregadas para a base de dados da Receita, elas serão disponibilizadas para quem usa o programa gerador.

Instalação

Para instalar o programa gerador, o usuário deve acessar o site da Receita Federal, localizar a seção Imposto de Renda, ao rolar a tela; depois, clicar em Declaração; e, então, Baixar o Programa, selecionando a versão compatível com o sistema operacional: Windows, MacOS, Linux e Multiplataforma.

O programa será baixado automaticamente no computador, para a pasta de download ou outra selecionada. Ao abrir o arquivo executável do programa (.exe), as etapas de instalação necessárias serão exibidas na tela, permitindo, então, o login com a conta e senha do Gov.br, o portal de serviços do governo federal. Depois, é só preencher os campos com as informações do contribuinte e transmitir a declaração.

A recomendação mínima para instalação do programa de computador é o Windows 7 ou superior. No site da Receita, é possível consultar todas as instruções de instalação e soluções para problemas comuns identificados nesse processo.

Calendário

  •    13 de março: liberação do programa gerador da declaração para preenchimento;    
  •       17 de março: início das transmissões pelo programa gerador;
  •    1º de abril: liberação do programa de preenchimento e entrega on-line pelo eCac e por dispositivos móveis pelo aplicativo Receita Federal;
  •     1º de abril: liberação da declaração pré-preenchida.
  •      30 de maio: fim do prazo para entrega da DIRPF 2025 sem multa

As restituições serão pagas, em cinco lotes, no período de maio a setembro de 2025, conforme as seguintes datas:

  •      Primeiro lote: 30 de maio
  •      Segundo lote: 30 de junho
  •      Terceiro lote: 31 de julho
  •       Quarto lote: 29 de agosto
  •      Quinto e último lote: 30 de setembro

Em 2025, será dada maior prioridade para quem, simultaneamente, utilizar a declaração pré-preenchida e optar pelo recebimento da restituição via Pix. Até 2024, a prioridade era definida apenas com base na utilização de uma das duas ferramentas.

Fonte: Agência Brasil

Banco Central: Crédito ampliado ao setor não financeiro registra queda em janeiro

Saldo total atinge R$18,5 trilhões, impactado pela valorização do real e retração nas captações externas

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O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$18,5 trilhões em janeiro, correspondendo a 155,6% do PIB. O resultado reflete uma queda de 0,8% no mês, impulsionada principalmente pela retração de 4,8% nas captações externas, em razão da apreciação cambial de 5,9% no período. No acumulado de doze meses, houve um crescimento de 14,4%, com destaque para a alta de 16,5% nos títulos de dívida e de 11,4% nos empréstimos locais.

O crédito ampliado destinado a empresas somou R$6,6 trilhões (55,2% do PIB), registrando uma queda mensal de 1,9%. O recuo foi puxado pela retração de 4,4% nos empréstimos externos e de 2,0% nos créditos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na comparação anual, porém, o crescimento de 17,8% foi impulsionado pelo aumento de 30,1% nos títulos de dívida e de 16,8% nos empréstimos externos.

O crédito ampliado às famílias chegou a R$4,3 trilhões (36,3% do PIB), apresentando uma expansão de 1,1% no mês e de 12,6% em doze meses, com forte impacto do crescimento dos empréstimos do SFN.

Operações de crédito do SFN mantêm estabilidade

O saldo das operações de crédito do SFN permaneceu estável em janeiro, totalizando R$6,5 trilhões. Houve um aumento de 1,2% na carteira de crédito para pessoas físicas, que somou R$4,0 trilhões, enquanto o saldo das pessoas jurídicas sofreu uma queda de 1,8%, atingindo R$2,5 trilhões. No acumulado de doze meses, o crescimento foi de 11,7%, acelerando em relação aos 11,5% observados no mês anterior.

O crédito com recursos livres alcançou R$3,7 trilhões, com uma retração de 0,5% no mês e um crescimento anual de 11,5%. O crédito livre para empresas totalizou R$1,5 trilhão, registrando uma queda de 3,2% no mês e uma alta de 9,7% em doze meses, impactado pela redução na carteira de desconto de duplicatas e outros recebíveis (-15,6%) e pela queda nos estoques de capital de giro total (-1,0%).

Para as famílias, o crédito livre aumentou 1,4% no mês e 12,7% no ano, somando R$2,2 trilhões, impulsionado pelo crescimento no crédito pessoal não consignado (2,6%), financiamento de veículos (2,0%) e cartão de crédito rotativo (6,7%).

Juros e inadimplência apresentam variações

A taxa média de juros das concessões de crédito atingiu 29,8% ao ano em janeiro, aumentando 1,2 ponto percentual no mês e 1,7 p.p. em doze meses. No crédito livre, a taxa de juros alcançou 42,3% ao ano, com avanços de 1,6 p.p. no mês e 2,0 p.p. no ano. Destaque para as elevações nas taxas de cartão de crédito rotativo (+103,1 p.p.) e capital de giro com prazo de até 365 dias (+9,3 p.p.).

O índice de inadimplência do SFN atingiu 3,2%, com alta mensal de 0,3 p.p. e queda de 0,1 p.p. no ano. No crédito livre, a inadimplência foi de 4,4%, crescendo 0,3 p.p. no mês. A taxa para pessoas jurídicas subiu para 2,8%, enquanto para famílias manteve-se estável em 5,5%.

Alterações regulatórias impactam o setor

A Lei nº 14.690, sancionada em outubro de 2023, estabeleceu um limite para os juros e encargos financeiros cobrados em operações de cartão de crédito rotativo e parcelado. O Banco Central começou a divulgar estatísticas sobre o impacto da legislação, permitindo maior transparência na cobrança de taxas.

Além disso, a revisão das estatísticas de crédito, em conformidade com a Resolução CMN nº 4.966/2021, alterou a metodologia de classificação do risco de crédito e a provisão para perdas esperadas. A partir de janeiro de 2025, as instituições financeiras passarão a categorizar os créditos em três estágios distintos, substituindo a classificação anterior baseada em níveis de risco.

As mudanças regulatórias e a dinâmica do mercado de crédito seguem influenciando os rumos do setor, com impactos tanto para empresas quanto para famílias brasileiras.

 

Brasil rumo a novo recorde na produção de grãos na safra 2024/25

Estimativa da Conab indica crescimento de 10,3% na produção, impulsionado por maior área plantada e melhor produtividade

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A produção de grãos no Brasil para a safra 2024/25 deve atingir 328,3 milhões de toneladas, um aumento de 10,3% em relação ao ciclo anterior. O acréscimo de 30,6 milhões de toneladas reflete tanto a expansão da área plantada, estimada em 81,6 milhões de hectares, quanto a melhora na produtividade, projetada em 4.023 quilos por hectare. Caso essa previsão se confirme, o país estabelecerá um novo recorde histórico, conforme apontado no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (13).

A soja, principal cultura da primeira safra, tem previsão de produção de 167,4 milhões de toneladas, um crescimento de 13,3% sobre a safra passada. Após um início de colheita lento devido a atrasos no plantio e chuvas excessivas em janeiro, a redução das precipitações em fevereiro acelerou os trabalhos, com 60,9% da área já colhida. Os estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais apresentam rendimentos superiores ao esperado, enquanto o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul sofrem com estiagem, afetando o potencial produtivo.

O ritmo da colheita da soja influencia o plantio do milho segunda safra, que já alcançou 83,1% da área prevista. Apesar de estar abaixo do registrado no ciclo anterior, o índice supera a média dos últimos cinco anos. A Conab projeta um crescimento de 1,9% na área cultivada, atingindo 16,75 milhões de hectares. Com boas condições climáticas, a produtividade deve se recuperar, alcançando 5.703 quilos por hectare, resultando em uma produção de 95,5 milhões de toneladas na segunda safra, 5,8% superior ao ciclo anterior. O milho total deve chegar a 122,8 milhões de toneladas, um crescimento de 6,1%.

O arroz também apresenta bom desempenho, com aumento de 6,5% na área plantada, totalizando 1,7 milhão de hectares. A produtividade estimada é de 7.063 quilos por hectare, representando uma recuperação de 7,3% e uma produção total projetada de 12,1 milhões de toneladas. O ritmo de colheita supera o da safra anterior na maioria dos estados produtores, exceto Tocantins, onde o avanço é ligeiramente inferior.

O feijão deverá apresentar um leve aumento na produção total, estimada em 3,29 milhões de toneladas, 1,5% acima do ciclo anterior. Esse resultado é impulsionado por uma melhora na produtividade, já que a área plantada permanece estável.

No caso do algodão, a ampliação da área cultivada para 2 milhões de hectares deve resultar em uma safra promissora. Com expectativas de produtividade elevada, a produção de pluma pode atingir 3,82 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o país, superado apenas pelos dois ciclos anteriores.

Mercado e Abastecimento

A entrada da safra de arroz no mercado tem pressionado os preços para baixo. No entanto, a maior produção garantirá o abastecimento interno e permitirá uma recuperação nos estoques finais, mesmo com a expectativa de crescimento das exportações, que podem chegar a 2 milhões de toneladas. Ao final da safra 2024/25, os estoques de passagem do arroz devem atingir 1,4 milhão de toneladas em fevereiro de 2026.

Os dados completos do levantamento estão disponíveis no boletim da Conab, que detalha as condições de mercado e projeções para cada cultura.

Setor de serviços no Brasil registra queda de 0,2% em janeiro

Transporte e serviços às famílias puxam recuo, enquanto setor de tecnologia cresce

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O volume de serviços no Brasil registrou uma retração de 0,2% em janeiro de 2025 na comparação com dezembro de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado sucede a estabilidade observada no mês anterior (0,0%) e reflete a queda em três das cinco atividades analisadas.

Apesar da queda mensal, o setor segue 15,9% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas ainda 1,1% abaixo do pico histórico de outubro de 2024.

A principal influência negativa veio do setor de transportes, que recuou 1,8%, revertendo o leve crescimento de 0,2% em dezembro. O segmento de serviços prestados às famílias caiu 2,4%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,5%. Por outro lado, os setores de informação e comunicação (2,3%) e outros serviços (2,3%) foram os únicos a apresentar crescimento no mês.

Na comparação com janeiro de 2024, o volume de serviços avançou 1,6%, registrando sua décima taxa positiva consecutiva. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,9%, embora tenha desacelerado frente aos 3,2% observados em dezembro.

Regionalmente, a retração foi registrada em 17 das 27 unidades da federação, com destaque para as quedas no Distrito Federal (-8,7%), Amazonas (-7,0%) e Pernambuco (-4,5%). Já São Paulo (0,9%), Rio de Janeiro (1,0%) e Santa Catarina (3,4%) apresentaram crescimento.

O segmento de atividades turísticas também registrou um recuo expressivo, caindo 6,4% em relação a dezembro, interrompendo a alta de 3,1% observada no mês anterior. Entre os estados, São Paulo (-8,3%) e Rio de Janeiro (-5,4%) puxaram a retração, enquanto Bahia (1,5%) e Santa Catarina (1,7%) apresentaram alta no setor.

O cenário reforça os desafios do setor de serviços no início de 2025, com queda em áreas essenciais, mas crescimento consistente em tecnologia e informação.