Radio Evangélica

domingo, 8 de maio de 2016

Guido Mantega e presidente do BNDES usaram banco para pedir doação de campanha, diz jornal

Eles teriam feito captação de verbas junto a empresas com financiamentos na instituição

Antonio Araújo/Câmara dos Deputados
Na possibilidade de fechar um acordo de delação premiada, o empresário Marcelo Odebrecht disse a procuradores da Lava Jato que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, usavam a instituição financeira para cobrar doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (8).
Segundo o jornal, Odebrecht afirmou que cabia a Mantega e Coutinho dividir as tarefas de obter o compromisso de doações junto a empresários que tinham financiamento do banco estatal para projetos no exterior. A reportagem ainda cita outro empresário de uma construtora envolvida na Lava Jato, que teria sofrido uma suposta pressão durante reunião técnica com o presidente do BNDES.
Não é a primeira vez que o nome de Guido Mantega surge na Lava Jato. O ex-ministro foi citado por Monica Moura, mulher do marqueteiro do PT João Santana. Ela afirmou que Mantega indicou executivos de empresas que deveriam ser procurados para receber contribuições em dinheiro que não foram declaradas à Justiça Eleitoral.
O ministro da Comunicação Social de Dilma, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha dela, também é citado. Os empresários recebidos por Mantega e Coutinho também tratavam de doações com Edinho.
Procurados pela reportagem do jornal, o ex-ministro e o presidente do BNDES negam ter tratado de qualquer doação para campanha. Coutinho diz que os financiamentos do banco obedecem a "uma governança baseada em órgãos colegiados". Mantega disse que "rechaça essa insinuação". Edinho Silva afirmou que todas as doações de campanha foram feitas dentro da legalidade.


R7

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