Déficit de novembro de 2024 é o menor desde 2021
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil |
O déficit de novembro de 2024 é o
menor desde 2021, quando as contas públicas registraram um superávit de R$ 15
bilhões em novembro. No acumulado do ano, as contas públicas acumulam um
déficit de R$ 63,2 bilhões, o que representa 0,59% do Produto Interno Bruto
(PIB).
As estatísticas fiscais do setor
público brasileiro de novembro foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo
Banco Central (BC). Esse cálculo exclui as empresas financeiras ligadas ao
Estado, com BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. O cálculo também
não leva em conta as receitas da Petrobras. Além disso, o déficit primário
também não calcula as despesas com juros da dívida.
No Governo Central e nas empresas
estatais selecionadas houve déficits, da ordem, de R$ 5,7 bilhões e R$1,3
bilhão, e nos governos regionais, superávit de R$ 405 milhões.
Dívida pública
A autoridade monetária do país
informou ainda que a dívida bruta do governo geral (DBGG), que contabiliza os
passivos dos governos federal, estadual e municipais – ficou em 77,7% do PIB em
novembro, ou seja, R$ 9,1 trilhões de reais.
Houve uma redução de 0,1 ponto
percentual (p.p.) do PIB em relação ao mês anterior. Já em dezembro de 2023, a
dívida estava em 73,8% do PIB, ainda segundo o BC. O principal fator que
impulsionou neste ano o crescimento de 3,9 p.p. da dívida em relação ao PIB
foram os juros nominais (+6,9 p.p.), seguida pela emissão líquida da dívida
(+0,7 p.p.).
Na última reunião do ano, no dia
11 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic,
juros básicos da economia brasileira, em 1 ponto percentual, para 12,25% ao
ano. A consultoria financeira MoneYou calcula que o Brasil tem a segunda
maior taxa de juros reais do mundo, perdendo apenas para a Turquia.
Despesas com juros
Em novembro deste ano, o Brasil
gastou com juros nominais R$ 92,5 bilhões, ante R$ 43 bilhões gastos em
novembro de 2023. De acordo com o BC, “esse aumento foi influenciado pelo
resultado das operações de swap cambial (perda de R$ 20,3 bilhões em novembro
de 2024 e ganho de R$18,3 bilhões em novembro de 2023)”. O swap cambial
equivalente à venda de dólares no mercado para tentar conter a alta da moeda
norte-americana.
No acumulado em doze meses até
novembro deste ano, os juros nominais alcançaram R$ 918,2 bilhões (7,85%
do PIB), comparativamente a R$ 713,4 bilhões (6,56% do PIB) nos doze meses até
novembro de 2023.
Fonte: Agência Brasil
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