Radio Evangélica

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A novela não terminou: Justiça retoma caso Celso Daniel

Celso Daniel, morto em 2002
Mais de catorze anos depois do crime e depois de novas revelações da Operação Lava Jato, a Justiça de São Paulo vai retomar o julgamento do acusado de mandar sequestrar e matar o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). O novo juiz do caso, Wellington Urbano Marinho, marcou para o dia 17 de outubro a primeira audiência de instrução, debate e julgamento do único réu ainda em liberdade, o ex-guarda-costas do prefeito e empresário Sergio Gomes da Silva, vulgo “Sombra”.
O magistrado da 1ª Vara de Itapecerica da Serra mostrou que pretende acelerar a instrução de um caso que subiu à instância máxima da Justiça brasileira e voltou quase que à estaca zero por ordem do Supremo Tribunal Federal. Urbano Marinho não quer mais “eternizar a instrução” do processo. Mas ainda não há sequer uma previsão de quando o réu pode ir – nem se vai mesmo – a júri popular. Sombra está em liberdade e faz tratamento de um câncer.
As testemunhas listadas para depor são ligadas a Celso Daniel, à investigação e a outro criminoso, o acrobático Dionísio de Aquino Severo. Dionísio havia fugido de helicóptero de um presídio paulista pouco antes do sequestro e da morte do petista. Conhecia detalhes do crime ocorrido na noite de 18 de janeiro de 2002. Mas foi assassinado na cadeia antes de revelar o que sabia.
As testemunhas de acusação são: o irmão da vítima João Francisco Daniel; os delegados Romeu Tuma Júnior, José Mazzi e Armando de Oliveira da Costa Filho; os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh (ex-deputado do PT) e Adão Nery; policiais e peritos como Valdir Florenzo e João Bosco Ferreira Godinho; criminosos da época como Ailton Alves Feitosa, André Bezerra Leite de Lima, o Teco, e Cleilson Gomes de Souza, o Bola; familiares de Dionísio e pessoas ligadas à quadrilha como Regina Aquino Soares, Lidiane Aquino Soares, Gildete Souza de Aquino e Karina Araújo de Oliveira; testemunhas oculares como Tania Silva de Abreu Tanaka e Adilson Aparecido Morgado, além de Carlos Eduardo Seignemartin Trigo, Walmir da Conceição Miranda, Rosemery Pires Carvalho. Os seis outros réus da quadrilha da Favela Pantanal, já condenados pelo sequestro e assassinato do ex-prefeito petista, vão depor como informantes.


Por Felipe Frazão para a Veja

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